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Gana 1-1 Tunísia (4-5 g.p.): A solução estava no banco

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A Tunísia venceu esta segunda-feira o Gana nas grandes penalidades e é a última equipa a garantir o passaporte para os quartos-de-final da CAN 2019. O herói da partida foi Ben Mustapha, que saltou do banco aos 120 minutos para defender uma grande penalidade no desempate que permitiu à Tunísia derrotar o Gana.

Os primeiros 15 minutos do jogo foram algo mornos, com as duas equipas a estudaram-se mutuamente e a apresentar cautelas naturais para esta fase da competição. Mas foi precisamente à passagem do 15º minuto que se assistiu à primeira grande oportunidade do jogo, e que oportunidade: canto batido por André Ayew e Kasim cabeceia forte com a bola a embater no poste da baliza de Hassen.

Estava dado o aviso e a seleção ganesa foi controlando cada vez mais o jogo. Ao passo que a Tunísia apostava num futebol mais direto, o Gana apresentou-se com mais identidade, processos melhor definidos e também com mais qualidade a nível individual, conseguindo chegar frequentemente com a bola controlada até à área adversária.

Os melhores momentos da primeira parte aconteceram já perto do intervalo, quando Acquah disparou uma bomba do meio da rua à qual Hassen se opôs com um voo fantástico, que arrancou muitos aplausos das bancadas.

No seguimento da jogada ainda se gritou golo no Ismailia Stadium, após um desvio com classe de calcanhar de André Ayew, a passe do seu irmão Jordan, mas o árbitro anulou prontamente o golo por alegada mão de Partey no momento anterior. As imagens televisivas, contudo, confirmaram que o golo foi mal anulado pois o médio ganês controlou a bola com o queixo e não com a mão.

André Ayew esteve em destaque na equipa do Gana
Fonte: CAF

Na segunda parte a Tunísia apareceu de cara lavada, com uma exibição mais personalizada e a aproveitar melhor o espaço nas costas da defensiva do Gana, que se projetava cada vez mais para o ataque e descurava a organização defensiva. O primeiro aviso foi dado aos 70’ por Khenissi, que enviou a bola à trave da baliza de Ofori. Dois minutos mais tarde veio a confirmação, através do mesmo Khenissi, que finalizou de primeira um centro de Kechrida, colocando os tunisinos na frente do resultado.

A seleção do Gana, que até aqui vinha a fazer uma boa exibição, acusou o golo sofrido e os seus jogadores perderam-se em picardias e quezílias com o adversário, não conseguindo esboçar uma reação ao golo sofrido. E quando parecia que o Gana ia mesmo ficar pelo caminho, a surpresa aconteceu no primeiro minuto de compensação: livre largo de Wakaso para a área da Tunísia e o recém-entrado Bedoui fez autogolo, para gáudio dos adeptos do Gana e desespero de todos os tunisinos presentes no estádio.

O empate a um golo subsistiu até ao fim dos 90 minutos, pelo que teve que se recorrer a mais 30 minutos de prolongamento no Ismailia Stadium, findos os quais tudo continuou igual. O tempo extra pautou-se pelo equilíbrio, com ambas as equipas a apresentar uma grande disponibilidade física, algo comum às seleções desta competição. Mesmo em cima do apito final, Alain Giresse fez a substituição que selaria o destino desta partida, chamando o guarda-redes Ben Mustapha a jogo.

Nas grandes penalidades, a Tunísia foi mais feliz, com Ben Mustapha a defender o remate de Ekuban e a carimbar o passaporte da sua seleção para os quartos-de-final da CAN 2019, onde irá defrontar a sensação do torneio: Madagáscar.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Gana: Ofori, Yiadom, Kasim, Boye, Baba Rahman (Agbenyenu, 116’), Owusu, Thomas, Acquah (Ekuban, 74’), Wakaso, André Ayew (Asamoah Gyan, 84’) e Jordan Ayew.

Tunísia: Hassen (Ben Mustapha, 120’), Kechrida, Meriah, Bronn, Haddadi, Skhiri, Sassi, Chaalali, Msakni (Naim, 82’), Khenissi (Bedoui, 90’) e Badri (Khazri, 68’).

Jorge Silas – De pequenino se traça o destino

O jogador que se fez treinador ainda dentro das “quatro linhas”:

Jorge Manuel Rebelo Fernandes, ou Silas no universo do futebol nacional, nasceu a 1 de setembro de 1976, em Lisboa. Hoje, aos 42 anos de idade, é encarado como um dos treinadores emergentes a atuar no nosso país, mas a ligação de Jorge ao “desporto-rei” prolonga-se já há mais de três décadas e teve o seu início do outro lado da barricada, ao serviço do Desportivo Domingos Sávio.

Após colocar ter colocado, em 2017, um ponto final numa carreira de futebolista que se pautou por 21 anos ao mais alto nível, alternados entre Portugal e o estrangeiro, onde experienciou realidades bastantes diferentes: desde a terceira divisão espanhola à primeira divisão cipriota, passando por um dos mais emblemáticos palcos do “desporto-rei”, a Premier League inglesa, deu-se uma transição que já havia começado a ser preparada em 2014 (quando voltou a Portugal, depois de cerca de dois anos no Chipre): seguir a carreira de treinador de futebol profissional.

Ora, a primeira experiência surgiu logo depois de “pendurar as botas”, tendo sido convidado para orientar o estágio destinado a futebolistas no desemprego levado a cabo pelo Sindicado dos Jogadores. Posteriormente aceitou o convite para integrar a estrutura do Belenenses SAD e passar a assumir o comando técnico da formação de sub-23. Entretanto, em janeiro de 2018, Domingos Paciência deixa a equipa principal dos Azuis, devido a uma série bastante negativa de resultados que colocara a equipa em último lugar, e Silas é o eleito para o suceder no cargo. Uma escolha acertada, já que o jovem técnico que fazia a sua estreia na Primeira Liga conseguiu amealhar 18 pontos em igual número de jornadas e, dessa forma, assegurar, com alguma tranquilidade, a manutenção no principal escalão. A isto, se acresce o facto de os “Azuis” terem protagonizado exibições positivas ante os designados três grandes, conseguindo um empate a um golo frente ao SL Benfica (logo no seu segundo jogo como treinador), um triunfo por 2-0 diante do FC Porto e, ainda, uma derrota pela margem mínima (3-4) contra o Sporting CP, num encontro em que a turma do Belém conseguiu inverter uma desvantagem de dois golos.

Fonte: Belenenses SAD

2018/2019: “A prova dos 9”

Com Jorge Silas a orientar a equipa desde o início da época, a pretérita temporada veio a revelar-se bastante mais tranquila que a anterior (terminou a Primeira Liga no nono lugar, com 44 pontos). Sob as ordens do treinador lisboeta (um profundo admirador de Jorge Jesus), a formação do Belenenses SAD, habitualmente disposta num sistema de três centrais, conseguiu aliar a prática de um futebol de qualidade, com critério, à eficácia. A título de exemplo, veja-se o facto de o Belém ter efetuado uma média de 10,3 remates por partida na Primeira Liga, tendo sido superado, apenas, por CD Feirense e CD Nacional (curiosamente, as duas formações que acabaram por ser despromovidas). Contudo, se se atender ao rácio em termos de golos marcados por número de remates efetuados, verifica-se que a equipa do Belenenses SAD se posicionou como a quinta melhor da prova, apenas, superada por Rio Ave FC e pelos três grandes.

Por conseguinte, os resultados alcançados por Jorge Silas (em conjunto com a sua equipa técnica), têm feito sobressair a competência do seu trabalho, contribuindo para que seja visto como um dos jovens treinadores com grande potencial a emergir em Portugal.

Foto de Capa: Belenenses SAD

Frente a Frente: Yacine Brahimi vs Shoya Nakajima

Tradicionalmente, a camisola oito azul e branca é uma das que mais responsabilidades atribui ao seu portador. Tais responsabilidades acrescidas devem-se ao vasto número de craques que utilizaram semelhante camisola, como é o caso de Rabah Madjer ou, mais recentemente, os casos de Lucho González e de João Moutinho.

Dito isto, ver o seu nome estampado logo acima do número oito é um privilégio para poucos (ou assim deveria ser); privilégio que estes dois homens, Brahimi e Nakajima, podem colocar nos seus respetivos currículos.

Após cinco temporadas de dragão ao peito e de oito às costas, o internacional argelino foi, indiscutivelmente, uma das maiores figuras do FC Porto e do campeonato nacional durante toda a sua estadia no país. Por entre dribles estonteantes e remates certeiros, desde assobios até às tradicionais vénias, facto é que o ex-Granada FC acabou por marcar uma era no Estádio do Dragão (apesar de todos concordarmos que foi uma das piores eras da história recente do FC Porto).

E pode ser neste aspeto em particular que o atleta nipónico, futuramente, leve vantagem sobre o “africano”: o facto de Brahimi, apesar da sua longa passagem pela Invicta, por um motivo ou por outro, não ter sido capaz de vencer um número significativo de títulos pelo clube.

Já Nakajima acaba por ser um amor antigo da maioria dos adeptos portistas, um jogador que sempre desejaram ver vestir de azul e branco. Um jogador que terá, possivelmente, uma maior paciência da massa adepta, assim como uma relação de grande afinidade com esta.

Tem, também, a oportunidade de superar Brahimi na questão dos títulos, mesmo que opte por uma passagem mais curta pelo Porto. Caso consiga tal façanha, caso consiga ser protagonista dessa tal façanha, Nakajima terá todos os pré-requisitos para tornar-se um dos maiores nomes do clube dos últimos anos, colocando-se até à frente do argelino.

Acho que tudo isso vai acontecer? Honestamente, não. A verdade é que não vejo assim com tanta certeza a hipótese do japonês verdadeiramente vingar no FC Porto. Teremos boas exibições de Nakajima? Com certeza. Teremos golos, teremos assistências? Certamente teremos. Agora, teremos tudo isto na quantidade necessária? Aqui é que fica o verdadeiro “X” da questão.

Shoya Nakajima foi o terceiro reforço de Sérgio Conceição, a troco de 12M€ por 50% do passe
Fonte: FC Porto

Num plantel até agora com algumas lacunas, estão depositadas muitas expetativas no extremo japonês. Se, inicialmente, haverá algum perdão e alguma paciência perante possíveis exibições menos boas, no fim do campeonato, se os Aliados não estiverem em festa, alguns dedos serão apontados às principais figuras do plantel, incluindo Shoya Nakajima.

À pergunta “Quem é melhor: Brahimi ou Nakajima?” existirão certamente respostas divergentes, muitas das vezes sustentadas em questões de gosto pessoal. Pessoalmente, preferiria a permanência de Brahimi à contratação de Nakajima e tenho algumas dúvidas relativamente à sua efetiva afirmação no FC Porto. Todavia, apenas o tempo determinará se Brahimi deixou a camisola oito em boas mãos.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

UFC 239: Jones sobrevive à marreta e Amanda não tem concorrência

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O UFC 239 realizou-se este sábado, 6 de julho, e Jon Jones e Amanda Nunes mantiveram-se campeões. Jorge Masvidal aplicou um nocaute recorde em Ben Askren e Rockhold não teve a estreia desejada na nova divisão. O prémio Performance da Noite foi atribuído a Jorge Masvidal, Amanda Nunes, Song Yadong e Jan Blachowicz.

 

Jon Jones vs Thiago “Marreta” Santos

Jon Jones entrou para este combate como, obviamente, o grande favorito. O americano é o meio-pesado mais dominador da história, e as suas qualidades dentro do octógono falam por si. Então, mas como é que Thiago Santos podia surpreender?

O brasileiro vinha de quatro vitórias consecutivas, sendo que três delas foram finalizações. Tecnicamente não é melhor que Jones, nem luta de forma mais inteligente. O seu poder era a arma a utilizar.

Jones entrou no combate a lutar à distância, claro. Controlou o octógono e foi trabalhando a partir daí. Thiago sempre que lançava eram golpes significativos, em género de contra-ataque, e esteve muito bem neste aspeto. No fim da ronda pareceu ter lesionado a perna esquerda.

No segundo round Jones fez o mesmo jogo, mas esteve menos ativo. Thiago continuou a procurar lançar um maior número de golpes.

Na terceira ronda Thiago Santos acusou a lesão. Com isto Jones começou a ficar mais confortável e a capitalizar também o cansaço de Santos.

Na quarta ronda Jones esteve mais ativo, controlou mais o combate através da variação de golpes e da precisão dos mesmos.

Thiago Santos e Jon Jones trocam golpes
Fonte: UFC

Na quinta e última ronda Jones esteve pouco ativo. Thiago procurava, embora visivelmente lesionado, lançar golpes de forma a conseguir o nocaute, mas sem sucesso.

No final os juízes deram uma decisão divida a favor de Jon Jones: 48-47 (2x) Jones; 48-47 Santos.
Resta ver o que Jones quer fazer futuramente. No peso meio-pesado há as lutas contra Dominick Reyes ou Johnny Walker. Mas o interessante seria vê-lo a lutar em peso-pesado, talvez contra o vencedor do combate entre o eterno rival Daniel Cormier e Stipe Miocic.

O caso de David Wang

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Surgiu no dia 24 de Junho uma notícia no jornal espanhol ABC que falava do estranho caso de David Wang, jogador que na última época esteve cedido pelo Wolverhampton ao Sporting CP.

Segundo o ABC, a ascensão do jogador chinês no futebol europeu tem muito que se lhe diga. Passo a explicar: David Wang jogava num modesto clube espanhol, o Jumilla FC, clube chefiado por Li Xiang. Apesar de nunca ter demonstrado grande potencial quer na formação quer no futebol sénior, a verdade é que após contactar a agência Nama Sport, em 2017, o jogador apareceu na lista do The Guardian de 60 melhores jogadores nascidos no ano 2000, o que muitos consideraram ser um ultraje face às poucas qualidades que o jovem avançado havia demonstrado ao longo da sua carreira.

No verão de 2018, o jogador natural de Cuenca foi transferido para outra equipa modesta em Espanha, o Estudiantes, que também tinha ligações a Li Xiang. No entanto, o que desencadeou todo este mistério em volta do jogador foi a sua transferência para o Wolverhampton, equipa liderada por outro presidente chinês, Jeff Shi, em Janeiro de 2019.

Contudo, nada disto interessaria aos adeptos leoninos não fosse o jogador ter chegado por empréstimo no mesmo mês ao Sporting CP. Quando o caso já parecia algo estranho, eis que o avançado de nacionalidade chinesa chegou para se juntar à equipa de sub-23 dos leões, não tendo somado qualquer minuto com a camisola verde e branca vestida. Neste momento, após ter terminado a duração do contrato, David Wang voltou para a China.

Wang foi emprestado ao Sporting CP mal assinou pelo clube inglês
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

São muitas as questões que podem ser colocadas. Porque é que o Sporting CP quis o jogador? Houve relatórios de observação? O jogador veio para acrescentar algo à equipa? Se veio, porque é que não somou qualquer minuto?

Tudo isto é estranho e misterioso, mas a imprensa portuguesa não pegou no caso. Quando o futebol parece cada vez mais envolto em poeiras estranhas e não se sabe de onde e para quem vai o dinheiro, eis que o nome do Sporting CP se vê desnecessariamente envolvido nesta história.

Concluindo, penso que os adeptos deviam questionar o motivo desta transferência ao próprio presidente, que nunca deu qualquer justificação. O Sporting CP não é um clube qualquer, tem de ser idóneo e respeitado. Gostaria apenas de deixar mais uma nota: Leonel Pontes treinou no Jumilla FC e há poucos dias foi anunciado como treinador dos sub-23 do Sporting CP. As dúvidas persistem.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

A força desafiadora que encantou o mundo do futebol

A seleção do Haiti terminou de forma brilhante a sua participação na Copa Ouro de 2019. Os haitianos terminaram a fase de grupo com 100% de aproveitamento e ficando assim à frente da Costa Rica. Na semifinal, o adversário foi o favorito México. Jogando um bom futebol, o Haiti sucumbiu apenas na prorrogação. Mesmo eliminado, não teve motivo de tristeza para os haitianos. O futebol no país caribenho até certo ponto é surpreendente devido a tudo que o país passou nos últimos anos. Pois, se pensarmos em um pequeno país sofrendo com furacão, terremoto, crise econômica e estado de calamidade, não vislumbraríamos que teria força para algo como o esporte. Porém, o futebol tem a sua força e une um povo.

A Seleção Haitiana

O Haiti tem apenas três jogadores que atuam no próprio país. Os grandes destaques são o lateral esquerdo Guerrier, do Karabakh-AZE, e o jovem atacante Frantzidy Pierrot, do Mouscron-BEL. Na última temporada Pierrot marcou oito gols no campeonato belga.  Muitos jogadores que atuam pela seleção praticamente nunca viveram no país. Alguns foram adotados ainda quando bebês. A Federação de Futebol do Haiti, mesmos sem recursos, realizou uma rede de observação pelo mundo para ver quais jogadores poderiam atuar pela seleção. A intenção era fortalecer o elenco com atletas que tivessem mais estrutura do que os que viviam no país. Em 2011, o Haiti foi treinado pelo brasileiro Edson Tavares. Em uma entrevista, o brasileiro relatou um pouco sobre o desafio de treinar o Haiti:

Aqui os jogadores fazem uma refeição por dia. E isso já é um privilégio, em comparação com o resto da população. O centro de treinamentos está sendo construído, o campo é duro. Não temos bolas suficientes. Já tivemos um fornecedor de material esportivo, hoje não temos mais. É tudo fruto de doação. Eu é que tenho de correr atrás para conseguir um fornecedor, para ver se a gente consegue passar para um patamar mais profissional – lamenta ele em entrevista dada ao portal O Globo.

Oito anos se passaram desde essa entrevista com o ex-treinador da seleção haitiana. Atualmente, o cenário melhorou um pouco. O Haiti conta com uma patrocínio de material esportivo que entrega à Federação materiais, como uniformes e bolas, e recurso financeiro. Nada muito grandioso comparado a diversas seleções, mas é uma ajuda muito importante.

O Haiti participou da Copa do Mundo de 1974 (eliminado na primeira fase) e conta com dois títulos em sua história. A CONCACAF Championship (atual Copa Ouro) em 1973 e a CFU Championshp de 2007, competição disputada apenas pelas seleções do Caribe.

O Futebol no Haiti

A alegria da torcida haitiana na Copa ouro comoveu e foi um espetáculo à parte na competição.
Foto: FHF

Fazer o futebol haitiano crescer é o grande objetivo de todos que amam o esporte naquele país. O campeonato nacional conhecido como Digicel Première Division é disputado por 16 equipes e assim como ocorre em muitas ligas latinas é dividido em dois turnos, Ouverture e Clôture. Sendo que o campeão de cada turno é considerado como o campeão nacional. Apesar de serem clubes profissionais, na prática ainda são muito amadores. A maioria dos jogadores precisam ter outra ocupação para completar a renda. No Haiti, jogador de futebol que apenas se dedica ao esporte é exceção.

Um país que ressurge das cinzas

O Haiti é o país mais pobre das Américas. A situação econômica se tornou mais grave após o terremoto que atingiu o país em 2010. Cerca de 200 mil pessoas morreram. Muitas destas foram, enterradas em valas comuns. O caos aumentou, ainda mais, quando em 2014 o furacão Matthew passou pelo Haiti deixando mais um rastro de mortes. Todas essas tragédias causaram pânico e deixaram a população quase sem infraestrutura. Com um sistema de esgoto precário um surto de cólera atingiu a sociedade. Estamos falando de várias situações graves em um pouco espaço de tempo. Muitos haitianos deixaram o país em busca de melhores condições de vida em outros lugares. Entretanto, apesar de todo o caos o país vai ressurgindo das cinzas, literalmente. Um plano de reconstrução do Haiti, que inclui a construção de moradia para a população atingida está em prática. Ainda de maneira lenta, mas aos poucos as pessoas voltam a terem uma rotina.

A esperança que vem do futebol 

A alegria em hoje fazer parte das grandes seleções da CONCACAF, alegra os haitianos que se reunem para assistir os jogos da seleção. Torcer pelo Haiti é um momento para esquecer um pouco os problemas. Um momento para se sentir ainda mais haitiano e ter orgulho disso. O futebol do Haiti continua evoluindo. Evidente que a situação complicada do país inibe alguns avanços. Mas dentro das possibilidades o futebol cresce e o povo se alegra em ter o nome do seu país sendo destaque nos jornais de maneira positiva e não apenas pelas tragédias. Atualmente apenas podemos afirmar uma coisa: O futebol no Haiti pulsa e vive!!!

 Foto de Capa: CONCACAF

Atualização do mercado no Futebol Internacional: Atlético Madrid ao ataque

Atualização do mercado da La Liga: aposta forte dos colchoneros, Sevilha atrevido e dúvidas que se mantêm

Felipe e Herrera (ex-FC Porto) são duas das caras novas do Atlético de Madrid
Fonte: Atlético de Madrid

Em Espanha, os milhões vão circulando. Os três grandes emblemas do país vizinho – Real Madrid CF, FC Barcelona e Atlético de Madrid -, após uma época de ausência em finais europeias, pretendem regressar às noites de glória e para isso têm de puxar os cordões à bolsa.

Os colchoneros são, sem dúvida, quem mais se tem movimentado no mercado. À procura de “puro talento” para a próxima década do clube, o presidente Enrique Cerezo, a pedido de Diego Simeone, bateu o valor estipulado pelo SL Benfica e contratou João Félix por 126 milhões de euros. Na Luz, para colmatar a saída do quarto futebolista mais caro da história, os “encarnados” não perderam tempo e foram buscar Raúl de Tomás ao Real Madrid por 20 milhões.

A relação entre Portugal e Espanha não é só geográfica e histórica, mas cada vez mais “futebolística”: Felipe (por 20 milhões) e Herrera (a custo zero), dois dos indiscutíveis do FC Porto nas últimas temporadas, rumam ao Atleti para aumentar o leque de opções de Simeone. A território madrileno chega também um excendentário dos azuis-e-brancos: Fede Varela assinou a custo zero pelo CD Leganés.

Vindo igualmente do Porto e a custo zero, o Levante UD recebeu o extremo português Hernâni, que se junta a Rúben Vezo no clube valenciano. O central setubalense, que já se encontrava emprestado pelo Valencia CF à formação da mesma cidade, fica em definitivo nos granotes por cinco milhões de euros.

Outro jogador luso que durante a semana também mudou em definitivo de camisola foi Gelson Martins. O ex-Sporting CP vai continuar no Principado de Mónaco, após o conjunto de Leonardo Jardim ter anunciado a sua compra ao Atlético de Madrid por 30 milhões de euros.

Na lista de saídas dos rojiblancos estão também Rodri e Godín. O primeiro – que foi uma das agradáveis surpresas de 2018/2019 – tem como destino o Manchester City FC, que por 70 milhões ofereceu a tão desejada prenda a Pep Guardiola; já o central uruguaio – um dos rostos incontornáveis do Atlético – viaja até Milão a custo zero, onde vai representar as cores do Inter. De Itália, regressa Raúl Albiol: o Villarreal CF desembolsou cinco milhões para contar com a experiência do defesa de 33 anos, que de 2009 a 2013 vestiu a camisola do Real Madrid.

Ao longo desta semana, os “galácticos” não contrataram ninguém, mas reduziram o tamanho do plantel com a partida de alguns nomes dispensáveis: Theo Hernández ruma ao AC Milan por 20 milhões; Kovačić, pelo dobro do valor, fica em Londres ao serviço do Chelsea FC; Ödegaard muda de Real e é emprestado à Sociedad; Reguillón, também por empréstimo, reforça a lateral esquerda do Sevilla FC.

A equipa orientada por Julen Lopetegui, a seguir ao Atlético de Madrid, foi quem recebeu mais caras novas nos últimos dias: de França, chegam o defesa Jules Koundé (FCG Bourdéus), por 25 milhões, e o extremo Lucas Ocampos (Olympique de Marselha), por menos dez; mais a norte da Europa, o PSV Eindhoven perde para os sevilhanos o melhor marcador da liga holandesa, Luuk de Jong, por 12,5 milhões de euros.

Se o número de negócios fechados parece extenso, o de rumores também não deixa muito a desejar. A ida de Griezmann de Madrid para a Catalunha está presa por pequenos detalhes, e ao longo da próxima semana é expectável que haja avanços no processo. Os culés, que receberam na sexta-feira, em Camp Nou, a nova coqueluche do FC Barcelona – Frenkie de Jong – aguardam com expectativa o reforço da frente de ataque e o nome do internacional francês é o mais falado.

Quem pode muito bem estar de regresso a Barcelona é Neymar. A vontade do brasileiro de 27 anos é de voltar ao emblema de onde saiu há duas épocas pelo valor recorde de 222 milhões de euros. Numa eventual negociação com os responsáveis do PSG pode entrar o passe de Malcom, que não convenceu Ernesto Valverde no ano transato. Outro extremo que também pode deixar os catalães é Dembélé, que tem despertado o interesse do Liverpool FC.

O vencedor da última edição da Liga dos Campões está também interessado em Dani Ceballos. O médio do Real Madrid – um dos melhores jogadores do Europeu sub21 conquistado pela Espanha – tem visto a sua aquisição ser disputada entre a formação de Klopp e o Tottenham Hotspur FC. A turma de Pochettino pretende igualmente “pescar” no Bernabéu o avançado Mariano Díaz.

Na capital espanhola, espera-se a saída de Lucas Vázquez para Arsenal FC, Bayern de Munique ou PSG. Os gunners querem também Marcelo, mas não estão sozinhos na corrida à contratação do brasileiro de 31 anos. Já Pogba e Bale podem seguir caminhos inversos, mas o negócio do Real com o Manchester United FC não se afigura fácil. O tráfego entre Madrid e Manchester promete complicar-se nos próximos tempos, pois o Atlético tem nas mãos uma oferta dos Red Devils por Saúl Ñíguez.

Com quase dois meses de mercado pela frente, as mudanças que se avizinham são muitas e o calor em solo espanhol não terá como único culpado o aumento dos termómetros.

Artigo redigido por: João Fernandes

México 1-0 Estados Unidos: Golo solitário dá oitavo título mexicano

A cidade de Chicago recebeu, esta madrugada, a sexta final entre México e Estados Unidos na Gold Cup. As anteriores cinco vezes que se defrontaram numa final os mexicanos venceram quatro e os norte-americanos apenas uma. Foram muitos os norte-americanos que apoiaram a sua seleção, que tentava igualar os adversários no número de títulos conquistados nesta competição – sete no total. Do outro lado do campo, estavam os mexicanos que procuravam levar o oitavo título para o seu país.

Minutos iniciais da partida com o controlo da posse de bola por parte México enquanto que os Estados Unidos estavam mais expetantes à espera de decidirem como abordar o jogo. Os norte-americanos até estiveram perto de surpreender desta forma, pois aos cinco minutos, após um passe de Altidore, Pulisic apareceu na cara do golo, mas Ochoa estava lá para defender e negar um golo madrugador.

Não foi preciso esperar muito para ver novo erro defensivo mexicano. Três minutos depois, Altidore aproveitou um passe em profundidade e um erro de Héctor Moreno e seguiu para a baliza. O ponta de lança americano desviou o defesa, fez tudo bem, mas na hora do remate conseguiu desviar muito a bola da baliza. Estavam mais perigosos os Estados Unidos e o México ia tremendo defensivamente.

Depois das duas oportunidades americanas, os mexicanos voltaram a ter controlo do jogo e, aos 16 minutos, surge uma boa ocasião. Uma investida pela esquerda por Pizarro que fez um cruzamento atrasado para Andrés Guardado rematar, mas não acertou na baliza. O médio estava muito pressionado e não conseguiu fazer um remate enquadrado.

Ao minuto 31, Arriola esteve perto de aproveitar novo erro defensivo grosseiro por parte da defesa do México. O extremo deu um pequeno toque de cabeça, ganhou a posse, rematou, mas a bola acabou por sair ao lado. Este foi terceiro erro em meia hora de jogo, algo para melhorar por parte de Gerardo Martino.

Os Estados Unidos iam aproveitando os erros do México com grande sucesso, já os mexicanos tentavam jogar em ataque organizado, mas os norte-americanos estavam bem posicionados defensivamente e não davam qualquer chance para que fosse criado perigo.

Ao minuto 42, foi Jonathan dos Santos a criar perigo de muito longe. O médio mexicano fez um grande remate ainda fora da área, deu a sensação de que ia para a baliza, mas passou um pouco ao lado do poste direito. Este foi um dos momentos mais perigosos por parte do México junto da baliza do guarda-redes Steffen.

Até ao final da primeira parte, não se verificou mais nenhuma oportunidade de perigo e as duas equipas recolheram aos balneários com um nulo na partida. Emoção, confusão e faltou um momento de explosão de alergia. Faltou os golos. Pode ser que ambos os treinadores aproveitem bem esta paragem para que as suas equipas chegam ao golo.
Altidore teve a melhor oportunidade da primeira parte, mas o avançado não aproveitou para marcar
Fonte: U.S. Soccer MNT

A segunda parte começou tal como a primeira, ou seja, com os Estados Unidos mais perigosos do que o México. 50 minutos no jogo e Morris com um bom cabeceamento com a bola quase a entrar na baliza de Ochoa, só não entrou, pois Andrés Guardado estava em cima da linha de golo para cortar e salvar milagrosamente o golo americano. Respiraram de alívio os mexicanos depois deste lance.

O México ia crescendo no jogo e tinha muito mais posse de bola, controlando o jogo a seu belo prazer. Mas ainda assim tinha muita dificuldade para conseguir com que os remates criem chances claras para faturar o primeiro golo. Pressionava a seleção mexicana, mas sem perigo na baliza americana.

Pressionou tanto que acabou mesmo por chegar ao golo. Aos 73 minutos, condução de bola de Pizarro que cruzou para a área onde estava Raúl Jiménez. O avançado mexicano contemporizou, fez um passe de calcanhar e Jonathan dos Santos a rematar mais em jeito do que em força e a fazer um grande golo. Estava assim inaugurado o marcador na final com uma grande jogada coletiva e havia vantagem de um golo para a equipa de Tata Martino.

Os Estados Unidos subiram no terreno em busca de conseguir igualar a final, mas os mexicanos estavam muito seguros na partida e dificilmente deixavam que se criasse perigo na sua área. Escasseava o tempo e faltavam ideias construtivas para que os norte-americanos chegassem ao golo do empate.

Até ao final do jogo, os Estados Unidos não conseguiram rematar mais à baliza de Ochoa, pois os mexicanos estavam muito bem defensivamente, algo que melhorar, e muito, da primeira para a segunda parte. O golo solitário, e brilhante, de Jonathan dos Santos deu mesmo o título ao México.

Os norte-americanos perderam a oportunidade de vencer dois títulos de seleções no mesmo dia – uma vez que a seleção feminina tinha vencido o Mundial. Já os mexicanos ergueram assim o oitavo título da Gold Cup e a competição vai na próxima edição ser organizada no México e quem sabe não teremos aqui um bicampeonato à vista. Por enquanto há que celebrar este título e o futuro logo se decide.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

México – Guillermo Ochoa (GR), Luis Rodríguez, Carlos Salcedo, Héctor Moreno, Jesús Gallardo, Jonathan dos Santos, Edson Álvares, Andrés Guardado (Diego Reyes, 88’), Uriel Antuna (Roberto Alvarado, 86’), Raúl Jiménez e Rodolfo Pizzaro (Carlos Rodríguez, 81’).

Estados Unidos – Steffen (GR), Cannon, Miazga, Long, Ream (Lovitz, 83’), Pulisic, Bradley, McKennie, Arriola, Morris (Cristian Roldan, 61’) e Altidore (Zardes, 64’).

SL Benfica reforça as alas com Caio Lucas

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O Sport Lisboa e Benfica reforçou o seu plantel com a contratação do jovem extremo de 25 anos, Caio Lucas.

O brasileiro tem no SL Benfica, a primeira oportunidade de jogar na Europa, após passagens pela Ásia onde jogou nos japoneses do Chiba Kokusai, no Kashima Antlers e nos Emirados Árabes Unidos, ao serviço do Al Ain FC.

Caio Lucas tem uma capacidade técnica acima da média e desequilibra a equipa adversária com muita facilidade, atributos que são apreciados pelo clube da Luz. O seu estilo de jogo rápido e algo inesperado, tornam o jogador verdadeiramente imprevisível para os defesas adversários.
Na sua última equipa, o Al Ain, o extremo brasileiro realizou 120 jogos e apontou 48 golos
Fonte: Al Ain FC

No plantel das águias, Caio tem a concorrência direta de Cervi, Rafa Silva, Zivkovic e Toto Salvio, estando este último na porta de saída e, sendo assim, Caio Lucas apresenta-se como um substituto de uma possível vaga nos corredores ofensivos dos encarnados.

Com contrato até 2023, espera-se do jogador um ativo importante já na próxima temporada para a conquista de títulos de águia ao peito.

Foto de Capa: SL Benfica

 

 

Brasil 3-1 Peru: Canarinha conquista Copa América no Maracanã

O Brasil conquistou hoje a nona Copa América da sua história, após bater o Perú na final por 3-1. Num Maracanã a rebentar pelas costuras, os golos da Canarinha foram da autoria de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison, ao passo que Guerrero fez o golo de honra dos derrotados.

Antes do jogo, em sites de apostas presentes no mercado internacional, o Brasil era dado como largo favorito, com odds rondar os 1.30 para vencer o jogo. Por outro lado, a odd do surpreendente Peru pagava cerca de 13 vezes o valor apostado! Tais valores puderam ser apurados na página de casas de apostas desportivas Wincomparator, que avalia sites nos quais os brasileiros costumam fazer os seus prognósticos.

O Maracanã viu a equipa da casa assumir o favoritismo desde o início, controlando as operações desde cedo e conseguindo mais posse de bola que o Perú. A seleção orientada por Gareca mostrou dificuldades em construir desde a retaguarda, apresentando um bloco defensivo mais cauteloso e tendo em Paulo Guerrero o homem-alvo do seu movimento atacante.

E foi praticamente na primeira oportunidade de perigo que o Brasil chegou à vantagem. Excelente trabalho de Gabriel Jesus na direita do seu ataque, que culminou com um centro largo para o segundo poste, onde apareceu Everton a finalizar de primeira para gáudio dos adeptos brasileiros.

Após o golo madrugador, a Canarinha voltou a estar perto de marcar aos 24’ e 36’, por Coutinho e Firmino respetivamente, ao passo que o Perú mostrava muitas dificuldades para ameaçar a baliza de Alisson. A equipa de Tite apresentou a dinâmica ofensiva habitual, fortemente enraizada na mobilidade do tridente ofensivo Everton-Firmino-Gabriel Jesus, que foram um constante quebra-cabeças para a defesa do Perú.

Apesar disso, e contra a corrente de jogo, a seleção do Peru chegou ao empate já perto do intervalo, por intermédio de Paolo Guerrero. O avançado converteu com sucesso uma grande penalidade que castigou mão de Thiago Silva dentro da área do Brasil.

Mas a festa dos peruanos durou pouco, quatro minutos apenas, que foi o tempo que o Brasil demorou a encontrar o caminho para a baliza à guarda de Gallese. Numa jogada rápida de ataque que começou com um desarme fantástico de Firmino, Arthur assistiu Gabriel Jesus e o avançado brasileiro finalizou com calma, levando a sua equipa a vender por 2-1 para o intervalo.
Everton marcou o primeiro golo da final
Fonte: Copa América

No regresso para a segunda parte manteve-se a toada do primeiro tempo, com o Brasil a ser mais perigoso e o Perú a não conseguir justificar o porquê de estar a disputar esta final. Aos 51’, Coutinho ficou novamente perto de marcar, num remate de meia distância que ficou a centímetros do alvo e cinco minutos mais tarde foi a vez de Firmino também ficar pertíssimo do golo, com um cabeceamento após passe de Alex Sandro.

Aos 70’ Gabriel Jesus recebeu ordem de expulsão, quando viu o segundo amarelo após entrada displicente sobre um adversário. O Perú aproveitou o desnorte dos brasileiros para assustar Alisson por duas vezes, primeiro Trauco e depois Flores, mas foi mesmo o Brasil a voltar a marcar, num penalty polémico que castigou falta inexistente de Zambrano sobre Everton. Na cobrança, Richarlison fez com categoria o 3-1 final e colocou o Maracanã em delírio.

Vitória justa do Brasil, que foi sempre a equipa mais dominadora e esclarecida ao longo do jogo, não vacilando mesmo após a expulsão de Gabriel Jesus. Os brasileiros vencem a Copa América em casa, confirmando o favoritismo que lhes foi atribuído desde o início da competição.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Brasil: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Alex Sandro, Arthur, Casemiro, Gabriel Jesus, Coutinho (Militão, 76’), Everton (Allan, 90’) e Firmino (Richarlison, 74’).

Perú: Gallese, Abram, Trauco, Zambrano, Advíncula, Yotún (Ruidíaz, 77’), Tapia (Gonzáles, 82’), Cueva, Carrillo (polo, 86’), Flores e Guerrero.