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Jorge Jesus estreia com dificuldade no Flamengo

O futebol brasileiro retornou após a parada para a Copa América. Sem sombra de dúvidas a maior novidade desse retorno é o Flamengo que agora é comandado pelo treinador português Jorge Jesus. Após mais de um mês do anúncio da sua contratação, finalmente vimos o seu primeiro jogo à frente do rubro-negro. A partida foi contra o Athletico Paranaense, em Curitiba.

Ainda é cedo para avaliar o trabalho de Jesus, mas já podemos tirar algumas primeiras conclusões. Havia a expectativa da equipe entrar em campo no 4-1-3-2, uma tática um tanto quanto ousada pelo adversário que tinha pela frente. Mas Jesus optou pela precaução e o Flamengo entrou na Arena da Baixada no 4-3-3. A mesma tática já utilizada pelo ex-treinador Abel Braga. Portanto, taticamente o rubro-negro foi o mesmo.

O time titular foi formado com: Diego Alves; Rodinei, Leo Duarte, Rodrigo Caio, Renê; Willian Arão, Cuéllar, Arrascaeta; Vitinho, Gabigol e Bruno Henrique. A grande contratação desse meio de temporada, o lateral Rafinha, ficou como opção no banco. Assim como o meia Diego.

A cautela usada por Jesus era compreensível. Afinal tinha pela frente um dos melhores mandantes do futebol brasileiro, com um ataque veloz que enfiou 3 a 0 no Boca, pela Libertadores. Além do fato de ser a sua estreia no comando da equipe.

A primeira parte foi bastante movimentada e de maior intensidade dos paranaenses. O Flamengo marcava com linhas altas, sobre pressão. Tentava dificultar a saída de bola do Athletico. Mas o Furacão tinha uma vólvula de escape que era a bola esticada. As melhores chances de gol foram com essa jogada e chegaram até balançar a rede, mas o gol foi bem anulado por impedimento. O Flamengo sofreu demais com esse tipo de jogada, não conseguia marcar com eficiência para neutraliza-la.

Chegando ao ponto do “Mister”, assim que Jesus gosta de ser chamado, discutir com o atacante Vitinho, pois o mesmo não estaria voltando para marcar o lateral esquerdo do Athletico Paranaense. Na parte ofensiva o time foi bem modesto, tímido. O time jogou com Arrascaeta e Vitinho mais abertos e o Gabigol com Bruno Henrique centralizados. Então a armação das jogadas ficou prejudicada e o meio-campo ficou bastante carente. O ideal seria trazer o Arrascaeta pelo meio e abrir o Bruno Henrique. Deixando o Gabigol mais avançado.

A primeira parte terminou sem gols, com o Flamengo atacando pouco e tendo apenas 43% da posse de bola. Números pobres para uma equipe tão qualificada.

A segunda parte iniciou como terminou a primeira. Sem substituição no Flamengo e com o Athletico em cima. O abafa funcionou e aos 49 minutos o Furacão abriu o marcador. O Athletico era bem superior. Chegou a fazer outro gol que foi muito bem anulado por impedimento.

Para tentar inibir o impeto do adversário, Jesus promoveu duas mudanças. Saíram Cuéllar e Vitinho e entraram Diego e Everton Ribeiro. No lance seguinte das substituições o Flamengo achou o seu gol com o atacante Gabigol que finalizou bonito na saída do goleiro Santos.

O atacante Gabigol salvou o Flamengo de sair com uma derrota na estreia do treinador Jorge Jesus.
Fonte: FlamengoRJ

As substituições aparentavam ter dado certas, pois após empatar o Flamengo teve 12 minutos com o jogo nas mãos. Tinha mais a posse de bola, conseguia chegar com mais perigo e ameaçava constantemente a meta do Athletico. Pela primeira vez na partida o Mengão estava melhor. Vale ressaltar a ousadia de Jesus em sacar um volante para colocar um meia de criação. Na prática o time ficou apenas com o Arão para fazer a marcação no meio-campo.

Entretanto, após esses 12 minutos pressionando o adversário o jogo novamente se inverteu. O Athletico retomou com as rédeas do confronto e matou o time do Flamengo em campo. Chamou a atenção os ataques do Furacão pelo setor direito defensivo do Flamengo. O contestado lateral Rodinei parecia perdido em campo. O Athletico sempre atacava por aquele lado e parecia, também, que o Jesus não enxergava essa fragilidade na sua equipe.

A pressão paranaense era tão grande que o treinador substituiu seu time pela última vez. Saiu o atacante Bruno Henrique e entrou o volante Piris da Motta. A intenção era encorpar o meio-campo. Mesmo com a substituição, o Flamengo esteve bem próximo de perder o jogo e o Athletico sempre criava perigo.

A partida terminou empatada em 1 a 1 e o jogo de volta entre as duas equipes será na próxima quarta-feira no Maracanã. A sensação que ficou da estreia do Jesus é que o time do Flamengo mostrou as mesmas deficiências que vinha apresentando antes da sua chegada. Um time com uma transição defensiva lenta, que não trabalha a bola e sem um impeto ofensivo inteligente e constante. Claro que devemos fazer algumas ressalvas.

Esse foi o primeiro jogo do treinador com o Flamengo. Jogou contra um adversário muito forte fora de casa e o placar final acabou sendo bastante aceitável. A postura ativa do treinador à beira do campo também chamou a atenção positivamente. Porém, não temos como esconder as falhas da equipe que foram muitas. Agora é aguardar a sequência dos jogos. No Brasil, não tem muito tempo para o trabalho a longo prazo. Ou o treinador vence ou é demitido. Jesus também terá que lidar com essa pressão, caso venha.

No Domingo, JJ vai se estrear também no Brasileirão, já que o Flamengo recebe o Goiás. As expectativas novamente, vão ser altas e os adeptos do mengão estão cheios de fé e não podem esperar mais para ver os resultados que a chegada do português deixaram no ar. Para os mais impacientes, podem dar uma vista sobre a opinião dos sites de previsões. Aliás, podem mesmo ver os prognósticos futebol na SOSapostas, site que acompanha e faz as previsões de todos os jogos dos maiores times do mundo, incluindo as equipes do Brasil. Quanto à Copa do Brasil, o retorno será no dia 18, com o Mengão a receber de volta o Athletico.

Foto de Capa: Flamengo

SL Benfica 1-2 RSC Anderlecht: “Águias” perdem no adeus a Jonas

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No primeiro jogo da nova época, o SL Benfica perdeu no seu reduto o RSC Anderlecht por 1-2. O jogo frente aos belgas não só servia de apresentação aos sócios e adeptos, mas também para ver o avançado brasileiro Jonas em campo uma última vez com a camisola das “águias” vestida.

O jogo de apresentação do SL Benfica contou com uma despedida que muitos ainda não acreditavam do brasileiro Jonas, “O Pistoleiro”. Os adeptos vieram prestar a sua gratidão no adeus de um dos melhores marcadores estrangeiros dos “encarnados”. Este foi, sobretudo, um jogo de festa e que permitiu também aos “benfiquistas” ver as caras novas para a temporada 2019/20, que está agora a começar.

O encontro começou com muitas novidades do lado encarnado: Zlobin foi titular, Salvio atuou a lateral direito e os reforços Caio Lucas e Raúl de Tomás fizeram a sua estreia com a camisola do campeão nacional. O Benfica entrou confiante, a ter bola e a procurar Jonas para assim poder faturar uma última vez na Luz, mas isso não aconteceu para grande tristeza dos adeptos. Como era esperado ao minuto 10, a plateia levantou-se para aplaudir o número 10, que 184 jogos e 137 golos depois, despede-se do SL Benfica e termina a carreira de futebolista – foi rendido pelo jovem Tiago Dantas.

O primeiro lance de perigo surgiu ao minuto 14: no lado esquerdo, Caio Lucas puxou para dentro e desferiu um potente remate que não passou longe da baliza do Anderlecht. Esse lance fez despertar a equipa belga que começou a dar mostras de querer ter mais bola e até criou uma boa ocasião ao minuto 18, embora o remate de Luka Adzic foi bem bloqueado por Ferro.

O jogo entrou depois num ritmo mais lento e desinteressante, mas voltou a ganhar interesse aos 34 minutos com o golo forasteiro: Doku arrancou bem e livrou-se da marcação, cruzou para o coração da área, onde Jardel, ao tentar cortar, acabou por colocar a bola dentro da baliza.

O Anderlecht voltaria a marcar: cinco minutos depois do primeiro, Isaac Thelin ganhou nas alturas na sequência de um canto do lado direito e colocou o marcador em 0-2. O intervalo chegaria pouco depois, com o Benfica a necessitar de despertar rapidamente para voltar à discussão da vitória.
Raúl de Tomás foi uma das figuras em destaque na primeira parte dos “encarnados”
Fonte: SL Benfica

Os “encarnados” mudaram a equipa toda, exceto Salvio, e entraram com muita vontade de mudar o marcador desfavorável ao intervalo. As ideias iam aparecendo com Jota a estar em destaque em vários lances, combinando em diversas jogadas com os seus colegas. Mas remates? Esses não aconteciam.

Estávamos perante um típico jogo de pré-temporada em que as equipas ainda não têm o ritmo de jogo adequado para dar os adeptos o espetáculo que querem ver e também não existia a química de equipa visto que os jogadores ainda agora se estão a conhecer.

Mas, ao minuto 63, surgiram três oportunidade de grande perigo para a baliza do clube belga. Primeiro, bom entendimento entre Salvio e Pizzi no lado direito, o médio português cruzou para Chiquinho aparecer e rematar duas vezes. O primeiro foi defendido e outro embateu no poste, depois foi Jota a tentar sorte, mas Roef estava atento a defender para canto. Talvez estas foram as melhores oportunidades “encarnadas” em todo o jogo, até então.

Se não foram com três oportunidades foi logo a seguir. O início contou com uma grande jogada coletiva do Benfica no lado direito, depois Jota abriu o jogo para o outro flanco para Nuno Tavares. O número 71 acabou por cruzar na grande área onde estava Chiquinho para marcar o primeiro golo com a equipa principal do Benfica aos 69 minutos da partida. Estava reduzida a vantagem belga para apenas um golo e o marcador era agora de 1-2.

Nuno Tavares e Chiquinho estiveram no golo encarnado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Aos 94 minutos, Rafa ainda rematou com grande perigo num remate em jeito, mas o guarda-redes Roef fez uma belíssima defesa, ficando muito bem na fotografia. Até ao final mais nada aconteceu e o SL Benfica acabou mesmo por perder o jogo de apresentação frente ao RSC Anderlecht.

A sucessão de substituições que aconteceu durante toda a partida acabou por quebrar o ritmo de diversos jogadores. Acabou por ser muito eficaz o clube belga nas oportunidades que teve junto da baliza “encarnada”, num jogo em que a bola teimou em chegar perto das duas balizas, ou pelo menos os remates não foram enquadrados.

Derrota no primeiro teste da pré-temporada. Antes de partirem para os Estados Unidos para jogarem a International Champions Cup, as “águias” têm ainda encontro marcado contra a Académica OAF, em Coimbra.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica – Ivan Zlobin, Eduardo Salvio, Ferro, Jardel, Álex Grimaldo, Florentino Luís, Gabriel Appelt, Adel Taarabt, Caio Lucas, Jonas e Raúl de Tomás (Jogaram ainda: Tiago Dantas, Conti, Fesja, Cádiz, Jota, David Tavares, Samaris, Nuno Tavares, Rúben Dias, Svilar, Pizzi, Chiquinho, Seferovic, Cervi, Rafa, João Ferreira, Vlachodimos, Pedro Álvaro, Nuno Santos)

RSC Anderlecht – Davy Roef, Sieben Dewaele, Antonio Milic, Josué Sá, Thierry Lutonda, Edo Kayembe, Michel Vlap, Anouar Ait El Hadji, Jeremy Doku, Luka Adzic e Isaac Thelin (Jogaram ainda: Lawrence, El Kababri, Daskevics, Guldix, Dauda, Leoni)

Senegal 1-0 Benim: Rumo às meias-finais via Liverpool

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O Senegal é o primeiro semifinalista desta edição da CAN, após ter vencido esta tarde o Benim pela margem mínima. O golo da vitória foi obra de dois jogadores que militam em clubes da cidade de Liverpool: Gueye, médio do Everton marcou, e Mané, avançado do Liverpool, assistiu.

O primeiro tempo foi dominado pelo Senegal, com mais posse de bola e mais remates que o Benim. A equipa treinada por Aliou Cissé mostrava-se calma e confiante com a bola nos pés, apostando em chegar com a bola controlada até área adversária e aplicando uma pressão agressiva no momento da perda de bola.

Já o Benim mostrou-se muito compacto defensivamente, com uma organização sólida e muito solidária, apostando sobretudo em contra-ataques e jogo direto para o possante Mounie. Apesar do maior domínio do Senegal nos primeiros 45 minutos, a melhor oportunidade pertenceu ao Benim. Aos 25 minutos, num livre batido para o coração da área, Mickael Pote desviou de calcanhar e fez a bola passar a centímetros do poste da baliza de Gomis.

Quando o árbitro deu por terminada a primeira parte, mantinha-se o nulo no resultado e ficava a sensação de que o espetáculo fora das quatro linhas tinha superado, até então, o espetáculo dentro das quatro linhas. Apesar de as bancadas se apresentarem bastante despidas, era impressionante como o ruído e o apoio dos adeptos se fazia ouvir de forma constante.

Na primeira parte, foi melhor o espetáculo fora do que dentro das quatro linhas
Fonte: CAF

Na segunda parte, o Benim igualou o Senegal, foi crescendo e ganhando confiança, aproximando-se com mais frequência e mais perigo da baliza adversária. O Senegal voltou mais apagado das cabines, não conseguindo desbloquear a sólida organização defensiva do Benim.

Apesar do Benim até estar melhor no jogo, foi o Senegal que chegou à vantagem, à passagem do minuto 70. Boa iniciativa individual de Mané, com o avançado do Liverpool a tocar para Gueye e o médio do Everton arrancou por ali fora e isolou-se, rematando colocado para o fundo das redes. Um golo made in Liverpool (a cidade e não o clube), que permitiu ao Senegal encarar os últimos 20 minutos com mais tranquilidade.

A tarefa para o Benim estava complicada e pior ficou com a expulsão de Verdon, após ter carregado Gueye quando este seguia novamente isolado. Até final, o Senegal aproveitou os espaços concedidos pelo Benim, que já não conseguia manter a sólida organização que apresentou noutros momentos do jogo, mas o marcador não mexeu mais.

O Senegal é o primeiro semifinalista da CAN 2019 e espera agora pelo jogo entre Madagáscar e a Tunísia para saber o seu adversário da próxima eliminatória.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Senegal: Gomis, Gassama, Koulibaly, Sabaly, Kouyate, Gueye (Sané, 89’), Papa Ndiaye, Henri Saivet, Sadio Mané, Keita Baldé e Niang (Diagne, 64’)

Benim: Kassifa, Baraze, Adilehou, Verdon, Imorou, Adeoti, Mickael Pote (Doussou, 77’), Stephane Sessegnon, D’almeida (Mama, 69’), Soukou (Djigla, 81’) e Mounie

Diogo Dalot: Jovem promessa ou jovem esquecido?

José Diogo Dalot Teixeira, o menino que chegou ao Olival com oito anos de idade e que uma década depois rumou a Inglaterra para vestir a camisola do Manchester United, tem sido notícia pois reina em seu torno uma enorme dúvida acerca da sua continuidade no Teatro dos Sonhos.

Na época de estreia, Diogo Dalot efectuou 23 jogos e deixou bem patente toda a sua qualidade, potencial e a forma como influencia o jogo dos red devils sobretudo com a versatilidade que apresenta, na medida em que é um jogador que confere equilíbrio à equipa nos dois momentos do jogo: a defender e a atacar.

Não foi uma época brilhante, longe disso, mas a adaptação de um jogador ainda para mais de tenra idade à Premier League nunca é tarefa fácil. Mesmo assim, Dalot nunca foi motivo de destaque pela negativa e o feedback dos exigentes adeptos do Manchester United foi positivo, apontando o jovem jogador português como um futuro promissor defesa direito do clube.

Esperava-se, portanto, que 2019/2020 seria a rampa de lançamento de Diogo Dalot, pois o português teria mais oportunidades para render o quase veterano Ashley Young. Esta expectativa ficou ameaçada com a posição que o Manchester United desde cedo assumiu no mercado de transferências, desejando adquirir um defesa lateral direito.

Os rumores da imprensa desportiva inglesa de que em caso de contratação de algum defesa, Dalot estaria garantidamente fora das contas de Solskjaer intensificaram-se de tal forma que em conferência de imprensa com o treinador norueguês este era o assunto quente dos últimos dias.

O senhor 45 milhóes de libras que compete com Dalot
Fonte: Manchester United

O Manchester United seguiu mesmo em frente com as suas intenções e garantiu a contratação de Aaron Wan-Bissaka, lateral direito proveniente do Crystal palace, que havia sido reconhecido com uma das principais revelações do futebol inglês na época transata.

Com a chegada do também jovem jogador inglês, a competição pela titularidade na asa direita dos red devils aumentou, pois a Dalot, Young e Matteo Darmian junta-se Wan-Bissaka que chegou a troco de 50 Milhões de euros.

É consensual que quatro jogadores para a mesma posição poderá ser exagerado, mas é também sabido que as equipas inglesas são as que mais jogam disputam numa temporada, ainda para mais com pouco tempo de descanso entre as partidas. Além deste pormenor, Solskjaer pode vislumbrar a adaptação de algum destes jogadores a outra posição, fator no qual Diogo Dalot parte em vantagem podendo jogar em todos os setores, dada a polivalência que demonstrou na temporada passada.

A verdade é que mesmo com muitas dúvidas acerca da continuidade de Dalot em Manchester, não houve um único indício de uma possível venda ou empréstimo do jogador português pelo que deverá permanecer de pedra e cal no plantel comandado por Solskjaer.

Esta será uma época crucial para Dalot pois ou se sobressai perante os seus companheiros de equipa e assume-se como um jogador determinante no Manchester United ou não continuará a ser aposta dos red devils nos próximos anos.

Foto de Capa: Manchester United

Brasil chama por Welthon

Sem espaço no Vitória SC, o destino de Welthon deve ser o Brasil. O jogador de 27 anos não entra nas contas de Ivo Vieira, e o clube minhoto já estuda a possibilidade de um empréstimo. CF Vasco da Gama e Fluminense FC, do Campeonato Brasileiro encontram-se na linha da frente para receber o avançado.

Depois de uma época e meia a bom nível no FC Paços de Ferreira onde apontou 20 golos em 49 jogos, Welthon tem andado longe daquilo que sabe fazer. O avançado tem tido alguns problemas em afirmar-se por terras de D. Afonso Henriques, e por isso a vida em Guimarães tem sido muito difícil. O jogador brasileiro conta apenas com um golo em mais de 20 jogos disputados.

Perante este cenário, um empréstimo no Brasil pode ser uma boa solução para ambas as partes, ou seja, jogador e clube. O jogador porque vai regressar a um campeonato que bem conhece, vai estar mais próximo da família. E o facto de o campeonato brasileiro ser teoricamente menos competitivo em comparação com a Europa pode ajudar o Welthon a ter mais tempo de jogo para explanar o seu futebol.

Welthon pode mesmo estar de regresso ao Brasil
Fonte: Liga Portugal

Já para o Vitória SC este empréstimo deve ser visto como uma forma de rentabilizar o jogador, e tentar recuperar o dinheiro investido. Não esquecer que Welthon foi contratado em janeiro de 2017, e ficou com uma das cláusulas mais altas da história do clube vimaranense fixada nos 30 milhões de euros.

No Brasil, e ao longo da sua formação, Welthon passou por vários clubes, entre eles o destaque recai sobre o AC Goianiense e o Grêmio Esportivo Anápolis S/A. Deste modo, caso se concretize, um retorno ao Brasil o jogador vai estrear-se a jogar num destes clubes. Em Portugal, e para além do Vitória SC, o jogador vestiu as cores do FC Paços de Ferreira e do SC Braga B.

Foto de Capa: Liga Portugal

 

Estabilidade, a quanto obrigas!

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Podia encarreirar por metáforas e alegorias, mas não me apetece. Estou sem paciência para qualquer tipo de peleja e completamente entediado com a instabilidade interna que paira no reduto sportinguista. Eu já não peço, eu suplico, eu imploro estabilidade! Desde que me lembro da minha existência, o meu clube esteve sob a alçada de diversas guerrilhas, desde “croquettes” ao “brunismo”. Não quero, de todo, o exalar de mais hostilidades desta estirpe! “BASTA!”

Acreditem ou não, esta situação afeta o meu metabolismo e a minha predisposição para fazer algo. Torna-me comedido, torna-me conformado com toda e qualquer opinião, torna-me totalmente humano. Não há quimera que trespasse a minha índole durante este pedantismo todo. Resignar-me? Era o que mais faltava. Falemos da Assembleia Geral:

Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting Clube de Portugal, privou com a expulsão de sócio. No decorrer de todo este aparato (inédito, diga-se de passagem), verificou-se mais do mesmo: para além do inócuo, o nocivo. Oposição interna quando impera a unificação? Urge a contenda (moderada) contra o novo Sistema do futebol português e nós permanecemos com mesquinhez e tacanhice para saber se A ou B cumpre os cânones da perfeição de modo a personificar o amor e o sentimento inenarrável que une gerações?

Bruno de Carvalho ainda é uma figura bem presente no universo leonino
Fonte: Sporting CP

Já expus publicamente o meu juízo acerca da pessoa visada. Não sou fã de atos que aflorem ao pleonasmo, confesso. Era conveniente evocar aqui declarações que o conspurcaram e colocaram na imundície. E isso já não constituía uma questão de apoio à personalidade porque essa estava enroscada na lama. Paladino do brunismo ou não, admitir que claudicou em diversas situações não é “ausência de sentimento pelo clube”, é bom senso e esse, cabe em todo o lado.

Ah, a primeira miopia que carece de esclarecimento: criticar um não implica defender o outro. No momento da apresentação das candidaturas, na modesta opinião de um sportinguista, nenhum reunia os apetrechos nem a tarimba necessária para singrar como líder autêntico. Não era arauto de Frederico Varandas, nem o sou agora. Cessei fascínio e deferência desde João Rocha em diante, apesar de não ser seu contemporâneo. Desde aí, tudo perdeu sentido. Contudo, a chama continua acesa e o revérbero surge cada vez mais altivo. Talvez por contemplar a debilidade e o esvaecimento emocional. Declaro, uma vez mais, fidelidade eterna! Por mim, o maior de Portugal não cai!

Da supracitada, advém a segunda: “ele sente mais que muitos outros”. Não, não sente. Demonstrava isso pela gana dos seus movimentos e das suas palavras. Parecia só. O sentir, o respirar e o viver Sporting Clube de Portugal não são retratados linearmente. Como eu amo, ninguém ama. Como ele ama, ninguém ama. Acomodemo-nos àquilo que a todos nos enche de orgulho!

Alto lá! O jogo do rato e do gato requer paragem obrigatória! O futuro constrói-se internamente, primeiramente; só aí, com bases sólidas e devidamente alicerçadas estamos aptos a demandar às conquistas e a debater-nos com os rivais, só aí transfiguramos gargalhadas de anos a fio em respeito, só aí voltamos a ser o que éramos.

E termino com o rogo primitivo: Volta Sporting, tenho saudades tuas!

Foto de Capa: Bola na Rede

O que aprendemos com Mundial Feminino: Elas sabem

Terminou a sétima edição do Campeonato Mundial de Futebol Feminino. Na final, os EUA bateram a Holanda por 2-0 para levantar o troféu pela quarta vez na sua história. Mas, entre o momento em que se deu o pontapé de saída para o Mundial, no dia 7 de junho, em pleno estádio Parc Des Princes, e o momento em que Megan Rapinoe, capitã americana, ergueu a taça, exatamente um mês depois, precisamente no mesmo palco, muita bola rolou e muita tinta correu.

Já falámos de alguns dos principais episódios da competição ao longo deste último mês, mas, naquela que foi uma belíssima celebração do desporto rei, resta ainda lembrar uma das maiores lições que este Mundial Feminino de 2019, na França, nos ensinou.

Inicialmente, o título deste artigo era “Elas também sabem”. Só depois foi alterado para “Elas sabem”. E a razão prende-se precisamente com o que temos visto ao longo dos últimos 30 dias de futebol.

Fonte: FIFA

Talvez até seria melhor jogar a cartada do politicamente correto e dizer que o Futebol Feminino está, em termos competitivos e qualitativos, no mesmo patamar que o Futebol Masculino. Infelizmente, dizer isso é incorreto.

Ultrapassando até as diferenças biológicas que, naturalmente, permitem aos homens ter outro nível de intensidade física no seu jogo, a própria projeção do futebol é muito distinta em ambos os sexos. A história do Futebol Feminino profissionalizado ainda está na sua infância quando comparada com a do Futebol Masculino. Os apoios dados a um são quase amadores quando comparados com os apoios dados a outros. E um homem nunca será julgado, excluído ou estereotipado por escolher calçar um par de chuteiras. Mas isso ainda acontece no desporto rei das mulheres.

O que podemos dizer, sem dúvida, é que elas estão a melhorar. Não relativamente aos homens; relativamente a si próprias. O campo é o mesmo, o desporto é o mesmo e as regras são as mesmas. Mas não adianta comparar o incomparável. Para crescer, o Futebol Feminino tem de olhar para dentro. No mesmo jogo, há golos incríveis, jogadas geniais e defesas impressionantes, mas também há falhanços inexplicáveis, táticas desorganizadas e frangos clamorosos (veja o resumo do Suécia – Inglaterra, jogo do 3º e 4º lugar do Mundial – para compreender melhor isto:

É impossível eliminar os erros humanos no futebol (nem nós assim o queríamos), mas é possível torná-los menos amadores. Isso passa pela profissionalização, pela formação, organização e pela mentalidade, que tem de partir de dentro para fora. Um Futebol Feminino saudável será um Futebol que se foca apenas e só no desporto, não no denominador de sexo que vem a seguir. Um Futebol preocupado em levar ao mundo o desporto rei, ciente das diferenças entre quem o pratica.

A equipa da Jamaica ensinou-nos isso, participando no seu primeiro Mundial após ter estado extinta há apenas três anos. A Inglaterra ensinou-nos isso, carregando consigo as esperanças de uma nação sedenta por sucesso. Alex Morgan, dos EUA, ensinou-nos isso com o seu fantástico futebol e ao não ter medo de realizar aquela infame celebração do chá, que tanto irritou os adeptos britânicos. Marta, do Brasil, ensinou-nos isso ao encarar o Brasil em direto na televisão e dizer às jovens do seu país: “está nas vossas mãos”.

Para elas, a tarefa é fácil: joguem o desporto que adoram, e que nós todos adoramos. Porque, quando aquela bola entra de forma perfeita no ângulo superior aos 90 minutos de jogo, lançando o país num frenesim e numa festa descontrolada, com a cerveja a voar por todos os lados e catalisando abraços a família, amigos ou àquele senhor (ou senhora) que se sentou ao nosso lado, será que o sexo de quem chutou o esférico é assim tão importante?

No final de contas, aprendemos que elas sabem. Sem mas nem “tambéns”. Elas sabem, e cada vez sabem mais.

Foto de Capa: Bola na Rede

A despedida de Jonas: Obrigado, Pistolas!

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Não há melhor forma de lembrar Jonas do que em dois momentos capitais na sua estadia no SL Benfica. O primeiro, literalmente o primeiro, delineou toda a sua carreira na Luz e avisou a todos os que lá estavam presentes (que sortudos!) o que aí vinha: 5 de Outubro de 2014. Numa tarde soalheira, a Luz enganala-se ainda não sabe para receber bem o quê. O Benfica ressacava de um tareão a meio da semana em Leverkusen e toda a gente queria ver uma resposta forte, servindo-se do Arouca como vítima. Não começou bem o certame e o sol que cobria as bancadas fazia os seus esforços para aquecer o ambiente preocupado que um jogo frio insistia em arrefecer. O espectáculo era de má qualidade, os assobios tímidos começavam a surgir e Jorge Jesus, se já fazia contas debaixo da cabeleira branca, ficou com ainda mais trabalho quando vê Lima a ir ao chão pouco antes do intervalo. Era obrigado a mexer, a mexer-se, a solucionar mais um problema que não esperava ter.

Seguiu a lógica e mete o recém-chegado Jonas Gonçalves Oliveira no gramado. O brasileiro veste o blazer, mete o chapéu de coco e faz a Luz desligar-se quando, ao primeiro toque na bola, sossega uma carambola a meio-campo, faz a bola passar sobre a cabeça de um inocente arouquense e distribui, elegantemente, para a esquerda. O foco estava todo naquela meia-figura, todos os presentes deixaram cair os queixos e, atonitamente em uníssono, deixam soltar um estupefacto “OHHH”. Sem que percebessem, testemunharam o nascimento de uma figura mítica da recente história do Benfica e, junto a Simão e Cardozo, uma das referências máximas do século XXI.

Já como estrela principal por mérito próprio, um ano depois, Jonas e o Benfica visitavam o Bessa para mais uma final na emocionante temporada 2015-2016. O marcador (0-0) foi-se mantendo apesar das investidas encarnadas e o tempo começava a esgotar-se. Eliseu, perto do final, decide despejar uma bola na área e Carcela desvia de cabeça: as luzes apagam-se, novamente.

Um foco ilumina apenas Jonas e, naquele microssegundo em que a bola surge na sua frente, ele é o homem mais feliz do mundo. Um sorrisão, que só não é gargalhada porque não havia tempo para isso, atravessa a cara do brasileiro. Naquele microssegundo, trocaram-se carinhos, houve paixão intensa, Jonas e a bola tornaram-se tão cúmplices e enamorados que não restava mais nada que ela, ela mesmo, despedir-se do pé esquerdo do par e arrumar-se nas redes brancas, qual véu de noiva. Jonas era assim, elegante e galanteador como ninguém: só tinha olhos para ela, a bola. Jurou e prometeu ser-lhe fiel, amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias com a camisola do Benfica, num matrimónio que fez de todos nós os mais orgulhosos filhos.

A influência de Jonas nos futuros líderes de balneário é vital. O futuro sorri com um passado assim
Fonte: SL Benfica

Em 5 anos, Jonas, como Néné, nunca precisou de se sujar para conquistar a Luz. O fato de macaco deixou-o para outros e, de fato e gravata, comandou o Benfica na recuperação da hegemonia do futebol português: 137 golos, 42 assistências, quatro campeonatos, uma Taça de Portugal, duas Taças da Liga, duas Supertaças, duas Bolas de Prata e duas vezes Melhor Jogador do Ano. Sempre conseguiu associar a eficácia a um ideal sem precedentes pela beleza do espectáculo. Jonas foi, na história do Benfica, dos melhores a juntar competência ao divertimento, o compromisso à alegria.

Os problemas físicos que o impediram de terminar com ainda melhores números foram uma batalha longa e a prova da resiliência incrível de Jonas: depois de um 2016-2017 intermitente e de sucessivas recaídas, em 2017-2018 o brasileiro pulveriza recordes pessoais e do clube, com 34 golos em 30 jogos apenas para a Liga. Foi este espírito de sacrificio que foi sempre vísivel no carácter de Jonas e que também ajudou á construção do seu estatuto no balneário, numa postura que era (e é) exemplo para todos. No fundo, Jonas decidiu fazer felizes todos os que o rodearam, sem pedir nada em troca. Jonas Gonçalves Oliveira decidiu, como prova de gratidão, devolver o Benfica ao topo do futebol português e, como se isso não bastasse, ainda nos agradece em lágrimas.

Obrigado nós, Pistoleiro.

Foto de Capa: SL Benfica

Os escolhidos de Keizer para o estágio na Suíça

No passado domingo, o plantel do Sporting Clube de Portugal partiu para a Suíça, onde irá fazer o seu estágio de pré-época. Após os primeiros dias de trabalho na Academia de Alcochete, Keizer escolheu 29 atletas para o estágio.

Entre os escolhidos pelo treinador leonino Marcel Keizer, destacam-se os cinco reforços – Luís Neto, Valentin Rosier, Eduardo, Rafael Camacho e Luciano Vietto. A convocatória para o habitual estágio de pré-temporada, tem um denominador comum, 14 jogadores formados na Academia de Alcochete. Destes atletas formados pelo Sporting, estão três jovens que dão os seus primeiros passos com a equipa principal – Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Joelson Fernandes.

O juvenil Joelson Fernandes, com apenas 16 anos, é o elemento mais jovem da comitiva leonina na Suiça
Fonte: Sporting CP

A trabalhar às ordens do treinador leonino já se encontram os internacionais Bruno Fernandes, Gonzalo Plata, Ristovski e Wendel, que estiveram ao serviço das suas seleções. Ainda se irão juntar à equipa nomes como Marcos Acuña e Seba Coates, que estiveram a disputar a Copa América e Diaby que esteve ao serviço do Mali na CAN.

Em sentido oposto, aparentemente alguns atletas não entram nas contas do técnico holandês: Emiliano Viviano, André Pinto, Jefferson, Petrovic, Ryan Gauld, Matheus Oliveira, Carlos Mané, Alan Ruiz, Iuri Medeiros, Leonardo Ruiz, Filipe Chaby e Ary Papel. Em dúvida, sendo que estiveram a participar na CAN estão ainda, Bruno Gaspar, Lumor e Gelson Dala. Assim, o Sporting Clube de Portugal poderá ainda fazer um encaixe financeiro, sendo que é importante definir o futuro destes atletas.

Neste estágio de pré-época na Suíça, o Sporting irá defrontar os suíços do FC Rapperswil-Jona e o St. Gallen. Além destas partidas, os leões irão ainda disputar jogos de preparação com os belgas do Club Brugge, com os campeões europeus Liverpool FC e o no Troféu Cinco Violinos, defrontará o Valência CF.

Que esta seja uma pré-época exigente, para que o Sporting possa preparar o futuro. Esse futuro só poderá passar por vitórias e títulos, a começar pela Supertaça Cândido de Oliveira, dia 4 de Agosto.

Foto de Capa: Sporting CP

De regresso?

Com as saídas de Éder Militão e Felipe, que rumaram à cidade de Madrid, o primeiro para jogar no Real Madrid e o segundo no Atlético, inicia-se o debate sobre o eixo central da defesa portista. Da época passada transitam Pepe, Mbemba, Diogo Queirós e Diogo Leite. A juntar a estes há ainda o venezuelano Osorio, que Pinto da Costa já confirmou no plantel da próxima temporada ou, pelo menos, com lugar na pré-temporada.

Pepe terá lugar certo no plantel e, provavelmente, no onze. Resta perceber quem o irá acompanhar. Mbemba, que me parece muito melhor jogador do que o que as poucas oportunidades que teve fazem crer, deve, no mínimo, permanecer no clube (ao que parece, como terceiro da hierarquia). Os dois Diogos são um caso bicudo. Atingiram um nível de maturidade elevado que já nem a equipa B suportará e se não se encontrar espaço para que possam começar a aparecer consistentemente nas opções iniciais da equipa principal, o melhor será rodarem no próximo ano numa equipa da Primeira Liga. Acredito que será o destino de pelo menos um deles. Quanto a Osorio, que realizou uma boa Copa América, será o seu desempenho nesta fase preparatória a ditar os seus futuros passos.

Parecem-me, a mim, opções de sobra para aguentar uma época inteira ao mais alto nível mas, aparentemente, não é esse o entendimento de Sérgio Conceição nem da SAD. Apesar de o FC Porto contar com cinco jogadores para duas posições, a possibilidade de o clube recorrer ao mercado para contratar um jogador para a posição é elevada.

É, então, com base nesta premissa que o nome de Iván Marcano surge como forte possibilidade para regressar ao clube. Depois de uma época infeliz na AS Roma, o jogador procura uma solução para prosseguir a carreira que lhe garanta tempo de jogo e luta por títulos.

Jogador pode estar de regresso ao clube
Fonte: FC Porto

Marcano passou quatro épocas ao serviço do clube, que se dividem em termos qualitativos. Se nas primeiras duas o seu rendimento deixou algo a desejar, nas últimas assumiu um papel de capitão e de enorme preponderância tanto na manobra defensiva como ofensiva da equipa. Deixou o clube no final do seu contrato e assinou um outro bem chorudo na capital italiana.

Em termos técnicos, e aos 32 anos, tem todas as condições para voltar a ter um papel de destaque na defesa do FC Porto. Impressiona, principalmente, pela sobriedade e calma com que executa todas as suas ações em campo. Tem uma leitura de jogo bastante acima da média, que lhe confere uma capacidade invulgar de jogar na antecipação. Praticamente intransponível pelo chão, está quase sempre no sítio certo. Impecável a dobrar o lateral e o central que joga ao seu lado. É canhoto, joga preferencialmente como central pelo lado esquerdo. Outra das suas qualidades prende se com a boa capacidade de passe na saída de bola. Ora, nesta perspetiva, acabaria por ser um excelente reforço.

Contra si tem o enorme ordenado que aufere, alguns anticorpos que terá fomentado junto da massa adepta depois de ter abandonado o clube a custo zero, a idade relativamente avançada e o número de opções válidas de que o FC Porto dispõe para a sua posição.

Em suma, parece claro que Sérgio Conceição entende que o FC Porto precisa de mais um central nos seus quadros. Assim sendo, Marcano tem que ser entendido como uma excelente opção para render no imediato, sempre e quando os valores económico-financeiros envolvidos se adequem à realidade portuguesa e à débil situação de tesouraria do clube.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira