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Lendas do Universo Benfiquista: Joaquim Ferreira Bogalho

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Muitas vezes, a palavra “identidade” é proferida quase como que em vão no momento de definir o que é o Sport Lisboa e Benfica. Quando penso em “identidade Benfiquista”, penso nos grandes feitos do Passado, nas múltiplas personalidades que trilharam o caminho e que ergueram esta Instituição que hoje conhecemos e cuja dimensão se tornou infinita. No meio de tantas personalidades, há que não esquecer Joaquim Ferreira Bogalho, 20.º Presidente do SL Benfica e que ficou para sempre na História por estar ligado à construção do Estádio da Luz, em 1954.

Joaquim Ferreira Bogalho vira trabalhar para Lisboa, à procura da sua sorte, ainda muito jovem. Trabalharia em casas de câmbio, primeiro como assistente e, mais tarde, como gestor, abrindo a sua própria casa de câmbio. Sempre foi visto como um jovem disciplinado, dedicado e com muita vontade de aprender.

Começaria a acompanhar o Benfica regularmente como adepto, tornando-se depois sócio (na altura, com o número 801) e chegaria mesmo a ser guarda-redes do Clube, ainda que na terceira categoria. Dos campos, passou para os gabinetes e estrear-se-ia como Vice-Secretário da Presidência de Ribeiro dos Reis, em 1926. Além deste cargo, seria também delegado da Direcção, representante do Benfica na Divisão de Honra da AF Lisboa, Director de campo suplente, integraria várias comissões de futebol e seria também Tesoureiro do Clube. Seria, aliás, como Tesoureiro que se viria a notabilizar devido à grande capacidade que teve para reestruturar as contas do Benfica, que na altura estavam sujeitas a uma dívida de relevo por causa da construção do estádio das Amoreiras.

Num percurso ascendente, aos 38 anos de idade ser-lhe-ia atribuida a Águia de Ouro pelos préstimos ao SL Benfica, distinção essa que é muito difícil de receber e que não está ao alcance de qualquer um. Conhecido pela sua personalidade vincada, sempre que não concordava com as opções tomadas pelas direcções das quais fazia parte demitia-se, mas acabaria sempre por ser convidado pelas futuras equipas directivas.

Joaquim Ferreira Bogalho a deixar-se levar pela emoção e a ser amparado por Gastão Silva e Paulino Gomes Júnior, após o seu discurso de inauguração do Estádio da Luz, a 01 de Dezembro de 1954
Fonte: ontemvi-tenoestadiodaluz.blogspot.com

Nos anos 40, assumiria a Presidência do Conselho Fiscal e, mais tarde, da secção do Futebol. Integraria também o grupo a quem caberia angariar os fundos para um dos maiores projectos desde a fundação do SL Benfica: a construção de um Estádio. Desta forma – e no sentido de acelerar um processo que até à data não avançava –, candidatar-se-ia à Presidência do Clube e, em 1952, seria eleito Presidente do SL Benfica. Após sanear as contas do Clube, poderia então dar asas ao seu sonho e tornar o SL Benfica num dos maiores clubes do Mundo. Para começar a contrariar a hegemonia do Sporting até então, investiria em reforços que pudessem trazer alguma qualidade ao jogo do Benfica, onde se destacaria Fernando Caiado, contratado ao Boavista Futebol Clube por 200 contos. Começaria, assim, a profissionalização do Futebol do SL Benfica.

Nos anos seguintes, Ferreira Bogalho certificar-se-ia que toda a gente estaria comprometida com o projecto do SL Benfica e que nada nem ninguém estaria acima do Clube. Ficaria conhecido por despedir um dos melhores defesas-centrais que passaria pelo SL Benfica (Félix Antunes), quando este atirara a camisola ao chão em pleno balneário, após uma derrota por 5-2 com o Vitória Futebol Clube. Para Ferreira Bogalho, demonstraria para com o Clube um total desrespeito e seria completamente implacável no momento de tomar a decisão.

A 14 de Junho de 1953, dar-se-ia inicio à construção do Estádio. Faria questão de não endividar o Clube e de comprometer o seu futuro, decidindo construir um estádio económico, mas com categoria suficiente que respeitasse a grandeza do SL Benfica. A construção do Estádio ficaria conhecida pela grande campanha em seu torno: o povo Benfiquista ajudaria com voluntariado, ofertas, leilões e comércio cujas receitas reverteriam na ajuda na construção. No fundo, seria um Estádio de todos para todos.

Como forma de homenagear toda a mobilização para a construção do Estádio, Paulino Gomes Júnior (director do Jornal do Benfica) escreveria um tema que seria apresentado e interpretado na voz de Luis Piçarra, num Sarau no Pavilhão dos Desportos, cujas receitas reverteriam também para a construção do Estádio. Esse tema chamar-se-ia “Ser Benfiquista”, hoje religiosamente entoado antes de cada jogo do SL Benfica. Os 12.000 contos necessários para dar inicio à construção seriam conseguidos através de todas estas actividades e campanhas, não tendo sido necessário obter nenhum empréstimo. Seria tudo conseguido com a ajuda dos sócios e adeptos, num acto de entrega e devoção, bem à imagem do que é ser-se Benfiquista.

A imagem final do Estádio da Luz, um dos maiores estandartes da Mística Benfiquista e que Ferreira Bogalho tanto lutou para erguer
Fonte: SL Benfica

A 1 de Dezembro de 1954, 50 anos depois da fundação do Clube, finalmente inaugurar-se-ia o Estádio da Luz. Este seria um acontecimento único, tendo sido vivido com bastante emoção. Por exigência de Ferreira Bogalho, os primeiros a pisar o relvado seriam os operários, seguindo-se o desfile dos milhares de atletas ao serviço do Clube e, a seguir, faria o discurso presidencial de inauguração, onde proferiria as seguintes palavras: “Aqui estamos instalados no nosso lar. Aqui queremos viver para todo o sempre. Queridos consócios, curvo-me emocionado perante a vossa abnegação e, aqui solenemente, vos faço a entrega deste monumento fruto do vosso amor. Bendito seja o sacrifício que fizemos”. Uma vez terminado o discurso, Ferreira Bogalho quase desmaiara tal era a emoção com que vivenciara o acontecimento. No final de contas, este seria o seu grande triunfo. Subir-se-ia mais um degrau na Mística do SL Benfica e o Clube lançar-se-ia num crescimento sem igual ao longo das décadas seguintes, com inúmeras conquistas nacionais e internacionais.

Mas a obra de Ferreira Bogalho não ficaria por aqui. No seguimento da profissionalização do Clube, voltaria a investir e contrataria o treinador brasileiro Otto Glória para que este viesse revolucionar o Futebol do SL Benfica. Daria apoio para que os jogadores se tornassem profissionais exclusivos ao serviço do Benfica, criaria o Lar do Jogador e traria jogadores que ficariam para a História Gloriosa, como Costa Pereira, Coluna ou Santana. Como forma de motivar os jogadores, introduziria também os prémios de jogo. Ferreira Bogalho e Otto Glória seriam a base que cimentaria o crescimento do SL Benfica enquanto clube profissional e que ajudaria a que fossem criadas as condições necessárias para o salto qualitativo nos anos 60. Em 1957, tão somente cinco anos após tornar-se Presidente, deixaria o comando do SL Benfica. Ficaria para sempre conhecido como “O Homem do Estádio”.

Joaquim Ferreira Bogalho é considerado por muitos o melhor Presidente da História do SL Benfica, devido à sua resiliência e determinação e também pela forma como sempre lutou afincadamente pelos interesses da Águia. Como referi no início do artigo, foram muitas as personalidades que fizeram do SL Benfica o que ele é hoje: um Clube humilde e orgulhoso, repleto de conquistas e cuja alma será eterna. Esta é a verdadeira “identidade” do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Que nunca nos esqueçamos do nosso Passado.

Foto de Capa: aspapoilasdobiscaia.blogspot.com

A importância de Richarlison no ataque dos Toffees

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Se acompanha Futebol Internacional já ouviu, com certeza, o nome de Richarlison. Aos 21 anos é uma das maiores promessas brasileiras, é a transferência mais cara da história do Everton FC e já teve inclusive a oportunidade de se estrear e marcar pela canarinha. Mas vamos por partes.

Nem tudo foram rosas na vida deste jovem. Recentemente, numa entrevista, revelou as dificuldades que teve para singrar no futebol: “Não me chegam os dedos das mãos para contar o número de vezes que fui rejeitado. Estive perto de deixar o futebol, mas levantei a cabeça e fui a Belo Horizonte só com o dinheiro para o bilhete de ida para a última prova que tinha, no América-MG. Se não passasse, não tinha dinheiro para voltar a casa. Dei a vida naquela manhã e fui aprovado”.

Depois desta fase mais conturbada, brilhou já a nível sénior no América-MG e, depois, no Fluminense, o que lhe valeu uma transferência para a Europa e logo para a Premier League. Passar diretamente de um campeonato sul-americano para o inglês, sem passar por um campeonato mais periférico (como o português) poderia dificultar muito a adaptação de Richarlison, mas a verdade é que o arranque dificilmente poderia ter sido melhor. No Watford FC, treinado então por Marco Silva, encheu logo as medidas ao técnico luso que os escalou invariavelmente no onze inicial, apontando cinco golos nos doze primeiros jogos. Com o despedimento do técnico português que o próprio Richarlison apelidou como “um pai” para si, o seu rendimento também caiu de produção, não marcando qualquer golo desde Novembro.

No entanto, nesta nova época era um dos alvos mais apetecíveis no mercado e acabaria por encontrar de novo Marco Silva, desta vez no Everton FC, naquela que foi a maior contratação de sempre dos Toffees: 40 milhões de euros. Tal como em Vicarage Road, o seu impacto foi imediato: partindo da esquerda e com o apoio de Tosun ao centro, Richarlison fez praticamente o que quis da defesa dos «Wolves», apontando dois golos na estreia, um dos quais quando a sua equipa se encontrava em inferioridade numérica, período em que se evidenciou ainda mais.

O casamento entre Richarlison e o Everton parece perfeito: três golos em quatro jogos
Fonte: Everton FC

Na segunda jornada, frente ao Southampton, voltou a picar o ponto e ajudou a equipa a vencer o seu primeiro jogo desta época. No entanto, na jornada seguinte, borrou a pintura ao ceder na provocação de um adversário, agredindo-o e deixando a sua equipa com 10 elementos ainda na primeira parte. A equipa viria a empatar esse jogo e Richarlison ficou castigado por três partidas. O Everton daí para cá não mais voltou a vencer no campeonato, sendo que, pelo meio, o brasileiro teve a possibilidade de se estrear pela sua seleção e até bisou na partida frente a El Salvador.

Neste domingo, regressou da suspensão e foi titular no Emirates Stadium, casa do Arsenal FC. Apesar da derrota, Richarlison esteve uma vez mais em evidência, partindo da esquerda para o meio e deixando adversários para trás com a sua técnica e potência. Cheirou o golo em três ocasiões, mas teve sempre pela frente um inspirado Petr Cech.

Em apenas quatro jogos, apontou três dos oito golos da sua equipa nos seis jogos do campeonato, tantos como os restantes avançados juntos. A sua imprevisibilidade, velocidade, técnica e potência deixam a cabeça em água a qualquer oponente e ainda podem ser aprimoradas, se conseguir traduzir as suas capacidades em melhores números.

 

Foto de Capa:  Everton FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Nas páginas de ouro

A Primeira Liga portuguesa arrancou a sua 85.ª edição com três equipas totalistas – SL Benfica, FC Porto e Sporting CP, naturalmente. Os emblemas apelidados de ‘três grandes’ contam com 84 participações, com mais de 2000 jogos e mais de 5000 golos marcados cada um. O saldo é favorável aos encarnados (36 títulos), mais oito títulos que o FC Porto e 18 que o Sporting CP.

Mas nem só dos ‘grandes’ vive a história do futebol português. Também os clubes de menor dimensão, aqui e ali, se intrometem nos livros que para sempre recordarão títulos e recordes.

Logo a seguir, surge o CF ‘Os Belenenses’, o antigo, o verdadeiro, com 77 épocas na divisão primária em Portugal, mais quatro que o Vitória SC e sete que o Vitória FC. No entanto, os ex-azuis do Restelo conseguiram mesmo alcançar um título nacional – findava a época de 1945/46 (18 vitórias, dois empates e duas derrotas, 74 golos marcados e 24 sofridos).

Na casa das seis dezenas figuram dois clubes históricos; a Associação Académica de Coimbra – OAF (64) e o SC Braga (62). Apesar de nunca terem alcançado o título, estes emblemas foram capazes de chegar ao segundo lugar por uma vez e de darem a conhecer dois melhores marcadores, por exemplo Lima (2011/12, 20 golos).

Segue-se o Boavista FC com 55 participações e um título nacional, em 2000/01 (23 vitórias, oito empates e três derrotas, 63 golos marcados e 22 sofridos). Este foi o último clube a vencer um campeonato português para além dos crónicos e quase exclusivos candidatos. O treinador era Jaime Pacheco e alinhavam pelos axadrezados atletas como Pedro Emanuel, Frechaut, Petit e Rui Bento, entre outros.

O Boavista foi o último ‘não grande’ a festejar o título de Campeão Nacional
Fonte: Boavista FC

Com 38 presenças surge o CS Marítimo, o clube que de longe mais temporadas representou as ilhas portuguesas, neste caso a da Madeira. A partir daqui a lista adensa-se. Surgem muitos nomes, mas com pouca expressividade, ou seja, com períodos gloriosos, mas que por alguma razão se interromperam. Ou então, por outro lado, são clubes que há pouco iniciaram o caminho da Primeira Liga e ambicionam por lá ficar muitos e longos anos.

Já com bastante história, surgem as equipas com mais de 20 participações e a lista proporciona um misto de presente e de um passado bem longínquo: Rio Ave FC, SC Beira-Mar, GD Estoril Praia, SC Farense, Salgueiros 1911, FC Paços de Ferreira, CUF, Leixões SC, Atlético CP, Varzim SC, FC Barreirense e SC Olhanense.

Ultrapassada a barreira das 10 participações e à espreita do marco das duas dezenas, aparecem clubes como CD Nacional, UD Leiria, Gil Vicente FC, CF Estrela da Amadora, GD Chaves, Portimonense SC, SC Covilhã, FC Penafiel, Lusitano de Évora e SC Espinho. Aproximam-se ainda Moreirense FC e FC Tirsense com oito, CD O Elvas e Oriental com sete, FC Famalicão, CF União da Madeira, Ass. Naval 1º de Maio, SCU Torreense, CD Feirense e UFCI Tomar com seis e Carcavelinhos FC, FC Alverca, Académico FC e SC Campomaiorense com cinco.

O CD Tondela realiza a 4.ª temporada na Primeira Liga e dá sinais de boa saúde no que à sua continuação diz respeito
Fonte: CD Tondela

Já no fundo da lista e com quatro épocas ao máximo nível em Portugal, surge o FC Arouca, Leça FC, CD Aves, Caldas SC, Académico de Viseu FC e Sanjoanense. Com apenas três participações registam-se o CD Santa Clara, CD Tondela, Amora FC, CD Montijo, Lusitano VRSA e CF Os Unidos de Lisboa. O Seixal Clube 1925 é o único com duas presenças e esta longa enumeração termina com aqueles emblemas que pisaram os palcos da Primeira Liga por apenas uma temporada, ainda ela não era o que hoje conhecemos. São eles AD Fafe, FC Felgueiras, GD Riopele, RD Águeda, CD Trofense, CF União de Coimbra, GC Alcobaça, FC Vizela, UF Lisboa, UD Oliveirense e Casa Pia AC.

Foto de Capa: Liga Portugal

SL Benfica 2-0 CD Aves: Águias vencem e regressam à liderança da Liga

Em jogo da quinta jornada da Primeira Liga, o Benfica venceu em casa o Desportivo das Aves por 2-0. Após o desaire frente ao Bayern Munique a meio da semana, as Águias queriam retomar a senda das vitórias para assim recuperarem o topo da classificação (depois do FC Porto ter vencido o Vitória de Setúbal no Bonfim), frente à turma da Vila das Aves, que ainda não tinha conquistado uma vitória na presente edição da Liga portuguesa e encontrava-se nos últimos postos da tabela classificativa.

Quantos aos onzes iniciais, Rui Vitória surpreendeu e deu a titularidade a Gabriel e João Félix, nos lugares de Gedson e Cervi, respetivamente. Do lado avense, José Mota colocou Vitor Costa no lado esquerdo da defesa, fazendo avançar Mama Baldé para a direita do ataque visitante.

Como seria de prever, o Benfica entrou bem no jogo, e até teve um golo anulado logo ao minuto 3: na sequência de um canto, João Félix colocou a bola dentro da baliza, mas o golo foi bem anulado pelo fiscal de linha. Nos primeiros 15 minutos do encontro, a equipa de Rui Vitória ia fazendo uma pressão alta no meio-campo ofensivo, dando assim pouca margem de manobra ao Desp. Aves para se lançar no contra-ataque.

Ao minuto 16, o Benfica reclamou um pénalti sobre João Félix, mas o árbitro Rui Costa, após consultar o VAR, decidiu não assinalar grande penalidade. No instante a seguir, o Aves teve o seu primeiro remate, por intermédio de Elhouni, embora sem causar perigo para Vlachodimos. Na resposta, Salvio pôs à prova o guardião avense, que teve alguma dificuldade em parar o remate do extremo argentino.

Salvio voltou a estar em evidência, ao minuto 23, numa bela tabelinha com Pizzi, o número 18 do Benfica ficou na cara de Beunardeau, mas o guarda-redes opôs-se bem ao remate. Dois minutos depois, Beunardeau voltou a defender um remate de Seferovic, à entrada de área. O Benfica voltou a estar perto de fazer o primeiro golo, por Pizzi ao minuto 32, mas valeu Rodrigo Soares ao Aves, que impediu que a bola entrasse na baliza. O aviso estava dado, e o golo surgiu logo a seguir: João Félix, após um excelente passe em desmarcação de Pizzi, picou a bola por cima de Beunardeau.

Salvio parecia estar em dia “não”: ao minuto 35, já dentro de área, o argentino trocou as voltas ao seu adversário e rematou em jeito para o poste mais distante, contudo a bola embateu no ferro. O golo ajudou o Benfica a estabilizar o seu jogo, o que permitiu manter o Aves longe da sua baliza. Elhouni parecia o mais inconformado do lado visitante, e voltou a testar a atenção de Vlachodimos ao minuto 44, mas o guardião grego defendeu bem o remate. Não havia mais nada para contar, e o árbitro apitou para o intervalo, com o Benfica na frente do marcador pela margem mínima.

A segunda parte iniciou-se sem mudanças nos dois lados, e com o Aves a ameaçar a baliza de Vlachodimos – num livre direto, Rodrigo Soares obrigou o 99 das Águias a voar para manter o resultado a favor da sua equipa. Rui Vitória teve uma má notícia no reatamento da partida: na sequência de um livre, o jovem português apoiou mal o pé esquerdo e lesionou-se, o que obrigou o técnico a lançar Cervi para o seu lugar.

O Aves entrou melhor que no primeiro tempo, e esteve perto novamente do empate: ao minuto 57, Mama Baldé aproveitou um mau passe de Jardel, acelerou até à área benfiquista, mas o seu remate saiu às malhas laterais. José Mota procedeu à primeira substituição na sua equipa, colocando Derley no lugar de Braga.

Fonte: Liga Portugal

O Benfica acabou por chegar ao segundo golo na partida: Franco Cervi, ao minuto 61, recebeu a bola de André Almeida, e rematou com o pé direito, com a redondinha a ressaltar na perna de Carlos Ponck e a entrar na baliza. Contra a corrente do jogo, o Benfica ampliava o resultado, minutos depois de José Mota ter feito um alteração na frente de ataque do Aves, com o objetivo de chegar ao empate.

Beunardeau teve mais uma excelente defesa ao minuto 68, após remate de Seferovic. O Aves dispôs de duas oportunidades consecutivas para reduzir a diferença no marcador, aos minutos 69 e 71, mas a bola não chegou a entrar na baliza. O momento do jogo ocorreu logo a seguir: Joanas voltou à competição, sendo chamado para substituir Salvio. Jardel, num pontapé de canto, cabeceou à trave da baliza do Desp. Aves, ao minuto 80. Grimaldo também saiu lesionado, e entrou para o seu lugar entrou Rafa Silva, o que fez com que Cervi baixasse para defesa esquerdo.

Até ao apito final do árbitro, não ocorreram lances dignos de registo e o jogo terminou com a vantagem de dois golos a favor do Benfica. Com este triunfo, o Benfica volta ao topo da classificação e fica agora à espera do resultado do encontro entre Sporting de Braga e Sporting, para saber se termina a jornada isolado na liderança. Já o Aves, mantêm-se nos últimos postos da classificação, com apenas um ponto conquistado nas cinco jornadas já disputadas.

Onzes Iniciais

SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida; Rúben Dias; Jardel; Grimaldo (Rafa Silva 83’); Fejsa; Gabriel; Pizzi; João Félix (Cervi 53’); Salvio (Jonas 72’); Seferovic

CD Aves: Quentin Beunardeau; Rodrigo Soares; Mama Baldé; Rodrigo Defendi; Carlos Ponck; Vitor Costa; Issam El-Adoua; Braga (Derley 58’); Vítor Gomes (Falcão 72’); Hamdou Elhouni (Michel Douglas 82’); Bruno Gomes

Estoril-Praia 1-4 CD Mafra: Na Amoreira, o Mafra foi rei

O António Coimbra da Mota recebeu, em jogo a contar para a quinta jornada da Segunda Liga, o embate entre Estoril Praia e o Mafra, recém-promovido a este escalão. Os estorilistas têm-se destacado neste início de época, estão em segundo lugar (apenas atrás do Benfica B) e contam apenas com uma derrota nesta competição (na receção ao Leixões, os homens de Luís Freire perderam por 2-1). Numa linha semelhante, os mafrenses têm apenas menos dois pontos do que os homens da linha, graças a um empate em casa frente ao Oliveirense e a uma derrota frente ao líder da competição.

Não foi preciso esperar muito para se estar perto do golo na Amoreira. Aylton cavalgou desde o meio campo e colocou a bola Roberto. O avançado, com espaço, atirou para uma fácil intervenção do guardião Mafrense. Estavam abertas as hostilidades no capítulo das oportunidades de golo.

Pouco tempo depois, os canarinhos voltaram a estar em evidência. Após uma grande jogada ofensiva dos homens da casa, João Vigário entrou na área com a bola controlada e cruzou de forma tensa e rasteira. Contudo, não apareceu ninguém para a emenda e o lance acabou por não resultar em golo.

O Mafra não se deixou ficar e quis também tentar estrear as redes estorilistas. Harramiz aproveitou o espaço que tinha e ‘do meio da rua’ atirou forte para uma intervenção de recurso de Thierry Correia.

Pouco depois da meia-hora de jogo, o Mafra chegou mesmo ao golo. Harramiz pegou na bola a meio campo, progrediu e, mal chegou junto à meia lua, atirou forte. Thierry defendeu para a frente e Tanque, oportuno, apareceu na recarga e atirou a contar. É de destacar a excelente iniciativa de Harramiz e o erro clamoroso do guardião canarinho ao ter defendido para a frente.

O jogo pareceu aquecer mais um bocado, e o Mafra aproveitou a onda ascendente, que criou após o primeiro golo, conseguindo assim chegar ao segundo tento. Dando sequência a um lançamento de linha lateral, Harramiz desequilibrou na ala e já perto da linha de fundo cruzou rasteiro para o centro da área, assistindo Bruno. O golo evidenciou a notória passividade da defensiva canarinha.

Depois de ter consentido dois golos, o Estoril finalmente acordou. Após um cruzamento, a bola sobrou para Aylton, que, mesmo demorando, teve tempo para atirar à baliza. Juary, tentando impedir o golo, acabou por desviar a bola e traiu o guardião da sua própria equipa.

Ainda antes de Iancu Vasilica apitar para intervalo, Aylton trabalhou muito bem na área, passou por um defesa e atirou cruzado a rasar o poste.

Apesar de ter chegado ao milhar de adeptos no Estádio, o Estoril saiu goleado
Fonte: Bola na Rede

O jogo só ganhou maior ímpeto a meio da segunda parte, estando muito parado até esse momento. O Mafra foi a equipa mais competente da primeira parte, tendo como principal protagonista Harramiz, que, sempre que possível, fez gato sapato da defesa estorilista. Por outro lado, Aylton conseguiu levar o Estoril às costas, sendo quem mais se destacou do lado dos homens da casa.

O jogo só ganhou maior ímpeto a meio da segunda parte, estando muito parado até esse momento. O Mafra foi a equipa mais competente da primeira parte, tendo como principal protagonista Harramiz, que, sempre que possível, fez gato sapato da defesa estorilista. Por outro lado, Aylton conseguiu levar o Estoril às costas, sendo quem mais se destacou do lado dos homens da casa.

O Estoril cedo demonstrou que queria dar a volta ao marcador nesta segunda parte e, apanhando o Mafra em contrapé, Dadashov lançou Roberto na velocidade. Este, já dentro da área, foi derrubado pelo defesa central Gui e o árbitro da partida apontou, sem hesitar, para a marca de grande penalidade. Chamado a converter o penalti, João Vigário falhou de forma escandalosa e atirou muito por cima da baliza de Godinho.

Aos 66 minutos, Sandro Lima lançou diretamente para a grande área e a bola sobrou para João Patrão. O médio rematou de forma espontânea para uma bela intervenção, ainda que a dois tempos, de Godinho, guardião mafrense.

O Estoril voltou a estar perto do golo aos 75 minutos. A bola é colocada em Kléber, que, à entrada da área, tocou de cabeça para Dadashov. Este atirou forte e a bola passou pouco por cima da baliza mafrense. O Estoril já merecia o golo do empate, demonstrava mais e estava por cima na partida.

Três minutos depois, o Mafra recuperou a bola a meio campo e Ruca, na sua primeira intervenção do jogo, isolou Rui Pereira, que, cara a cara com Thierry, não vacilou e fez o terceiro dos mafrenses. O Estoril reagiu muito mal ao golo sofrido e dois minutos depois o Mafra aumentou a vantagem. Harramiz (quem mais?) recebeu a bola na ala esquerda e, sem hesitar, isolou Flávio, que, à semelhança do que tinha feito Rui Pereira, também não vacilou. Em dois minutos, o Mafra fez dois golos e sentenciou a partida.

Já nos descontos, Flávio Silva apareceu completamente isolado e cara a cara com Thierry Correia. O guarda redes estorilista brilhou e impediu que o Mafra aumentasse a vantagem.
O jogo terminou e nas bancadas da Amoreira havia um certo ‘desentendimento’ nas bancadas. Por um lado, ouviram-se alguns assobios, mas por outro as palavras de apoio à equipa foi uma realidade. Todavia, a verdade é que o resultado não reflete aquilo que se passou na partida e uma desvantagem de três golos é completamente injusta para uma equipa que até esteve melhor na segunda parte. Aproveitando sempre as debilidades defensivas do opositor, o Mafra foi letal e aproveitou todas as fragilidades dos homens de casa. Pecando na objetividade ofensiva e na contratação, o Estoril perdeu três importantes pontos na luta pela subida.

Onzes iniciais e substituições
GD Estoril-Praia: Thierry, Gomes, Filipe, J. Vigário, Dadashov, Gonçalo (Wallyson 54’), J. Patrão (Kléber 73’), Roberto, P. Queirós, João Pedro, Aylton (Sandro Lima 65’)

CD Mafra: Godinho, P. Ferreira, Rui Pereira, Bruno (Ruca 76’), Harramiz (Mauro Antunes 84’), Juary, Gui Ferreira, Cuca, Rúben Freitas, Gui, V.Tanque (Flávio Silva 68’)

FC Paços de Ferreira e CD Aves de costas voltadas

Ao que parece, CD Aves e FC Paços de Ferreira estão de costas voltadas. E, mais uma vez, aqueles que deveriam dar o exemplo não fazem nada mais, nada menos, do que incitar o ódio com as suas tomadas de decisão.

O Desportivo das Aves decidiu cortar relações com o clube Pacense por um acumular de situações. Como todos sabem, o jogo entre estes dois emblemas foi realizado à porta fechada por má conduta dos adeptos do Paços de Ferreira. Acontece que, face a esta decisão do tribunal, o Paços de Ferreira ainda tentou o recurso, mas acabou mesmo por prescindir do mesmo apenas dois dias antes do respectivo jogo. Sendo assim, o Aves apenas soube que iria disputar esse jogo sem adeptos, dois dias antes do duelo. Não foi apenas o clube que ficou lesado, mas também os seus adeptos que já haviam comprado bilhete. Uma situação difícil de gerir, portanto.

O Paços jogou contra o CD Aves, para a Taça da Liga, à porta fechada devido ao mau comportamento dos seus adeptos
Fonte: FC Paços de Ferreira

Apesar de o clube das Aves ter manifestado, desde logo, o seu desagrado perante a situação, o jogo realizou-se mesmo à porta fechada e nenhuns entraves foram postos quanto a essa questão. Mas a verdade é que outros fatores contribuíram para que o desfecho desta história fosse mesmo o corte de relações entre os dois emblemas. Um dos quais, uma bandeira! É verdade. Parece que a bandeira do Aves desapareceu depois da habitual troca entre os emblemas antes do apito inicial e isso foi a gota de água para que o cessamento de relações se desse.

Para além disto, e depois de o jogo ter acabado, adeptos castores foram ao encontro da equipa adversária e restante staff. Escusado será dizer que insultos não faltaram e inclusive comentários xenófobos quanto à nacionalidade do presidente do clube das Aves. A questão é: até que ponto a troca de galhardetes entre os dois clubes antes do confronto não contribuiu para que estes desacatos se dessem? Eu sei, eu sei… Somos todos crescidinhos e uma coisa não pode justificar a outra. Claro que não. Mas que propícia a que situações destas aconteçam, propícia.

Todos nós soltamos o australopiteco que há em nós quando estamos a ver um jogo de futebol, mas quando a irracionalidade passa para fora do estádio ou do sofá, aí é que a coisa complica. Assim passamos a não ver futebol, mas sim um único clube à nossa frente. Mas a partir do momento em que as próprias entidades máximas dos clubes, com uma maior responsabilidade perante os outros, o fazem, eu pergunto-me: onde é que isto irá parar?

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Lendas do Universo Leonino: João Benedito

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Desta vez fazemos referência a uma lenda proveniente das modalidades, nomeadamente do futsal. Com um registo incrível entre os postes da baliza leonina, destacamos João Paulo
Feliciano Neves Benedito.

No dia sete de Outubro de 1978 nascia o ex-guardião e capitão leonino, um sportinguista de berço. Com a ambição de ser jogador de futebol, acabou por ser o futsal a modalidade que o acolheu. Com ligação ao Sporting desde miúdo, foi guarda-redes, desempenhou funções na formação, no marketing e recentemente foi candidato à presidência do Sporting Clube de Portugal.

Foi o avô que o “levou” para o futsal por não o deixar ir aos treinos de captação de futebol no Sporting. Foi no Olival Basto que teve a sua primeira experiência no futsal. Depois de fazer alguns treinos com a equipa de futsal dos leões foi convidado a integrar a equipa para
ser…o terceiro guarda-redes e acabou por vestir a listada verde e branca durante 21 anos.

Em qualquer atleta, a estreia fica na memória, e João Benedito não foge à regra: depois de ser chamado pelo treinador para entrar em campo, levou cartolina amarela por ter entrado em campo antes de consumada a substituição.

João Benedito foi um dos grandes impulsionadores do futsal do Sporting
Fonte: Sporting CP

Depois de algumas propostas para rumar a outros campeonatos, em 2006/2007 assinou por três anos com o Playas de Castellón onde foi ganhar seis vezes mais do que auferia no clube leonino. No entanto, a sua estadia em Espanha foi curta (uma temporada), depois de uma lesão (pneumotórax) e de uma enorme vontade dos responsáveis leoninos no seu regresso acabou por regressar a “casa”.

Durante a sua carreira como guarda-redes e capitão dos leões, realizou 513 jogos e conquistou a nível nacional nove campeonatos e cinco taças. Na seleção das quinas foi chamado pelo selecionador por 181 ocasiões.

Em 2015/2016 abandonou os pavilhões e tornou-se empresário de artigos desportivos.
Após se ter especulado sobre a sua candidatura à presidência em processos eleitorais anteriores, foi no presente ano (oito de Setembro 2018) que avançou com a candidatura e acabou por ir às urnas. No momento da apresentação da candidatura, o próprio avançou “Chegou a hora de retribuir tudo o que o Sporting me deu”, o que demonstra a sua gratidão ao clube. Acabou por sair derrotado das eleições apesar de ter mais eleitores do que o vencedor.

Um bom exemplo do que é ser um verdadeiro sportinguista, um jogador e capitão à imagem do Sporting. Uma Lenda viva do Universo Leonino!

Fonte Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva

O que une os dois mais recentes recordistas mundiais… e Usain Bolt

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Este é um texto maioritariamente sobre dois atletas, mas não apenas sobre dois atletas. É um texto sobre Atletismo, mas não apenas sobre Atletismo. É um texto sobre desporto, mas não apenas sobre desporto. É um texto, acima de tudo, sobre vencedores.

Dois recordes estratosféricos em eventos com muito em comum

O passado dia 16 de Setembro foi um dos mais gloriosos da história do Atletismo. Não são muitas as vezes que dois recordes mundiais são batidos no mesmo dia e menos são as em que isso acontece em dois lugares e competições diferentes, sendo batidos por tão esmagadoras margens, que não deixam qualquer dúvida acerca da grandeza do que observámos. Não interpretem de forma errada. Todos os recordes são fantásticos. Bater um recorde significa fazer algo que nunca ninguém fez e isso, por si só, torna quem o faz em alguém especial, que para sempre ficará na história. Mas fazê-lo por margens tão alargadas, torna o feito ainda mais especial e mais difícil de ser batido num futuro próximo. 

Eliud Kipchoge retirou 1 minuto e 18 segundos ao anterior recorde da Maratona – a maior diferença que alguém retirou na distância desde que o australiano Derek Clayton se tornou no primeiro homem a baixar das 2 horas e 10 minutos, ao correr num tempo de 2:09:36, em Dezembro de 1967. Kipchoge conseguiu a maior diferença para o anterior melhor em mais de 50 anos.

Kipchoge ao cruzar a meta…para a imortalidade
Fonte: IAAF

Kevin Mayer cresceu face ao anterior recorde do Decatlo em 81 pontos. Desde Abril de 1999, com o checo Tomáš Dvořák a fazer 8994 pontos, que o recorde não aumentava tanto. Quase 20 anos. Mayer tornou-se também, apenas, no terceiro atleta de toda a história a ultrapassar os 9.000 pontos. O primeiro ponto em comum entre os atletas será então o facto de não terem “apenas” batido recordes mundiais, mas terem-no feito de uma forma esmagadora.

Kevin Mayer foi demolidor em Talence
Fonte: IAAF

Um aspeto que conecta também os feitos dos dois atletas é que a Maratona e o Decatlo têm muito mais em comum do que aquilo que aparentam. Sim, um evento é exclusivamente em estrada e o outro é um conjunto de provas de “Track & Field”. Mas ambos têm elementos bastante comparáveis, exigindo um esforço físico sobre-humano continuamente, durante períodos de tempo prolongados, embora com as devidas diferenças. Numa Maratona, um ser humano corre 42,195 km, é uma prova desgastante, qualquer participante – independentemente do seu nível – termina em sofrimento e com dor – como o próprio Kipchoge confessou no final da prova de Berlim.

Eliud Kipchoge fez o que nunca havia sido feito
Fonte: NN Running Team

O seu treino dura meses, sendo que um atleta de elite, normalmente, faz apenas duas Maratonas por ano. No Decatlo, os atletas além de terem que demonstrar um nível elevado em todas as 10 disciplinas que o compõem, ainda o têm que o fazer na totalidade durante apenas 2 dias, o que requer um esforço hercúleo e, obviamente, não são eventos que se possam fazer, também, com a regularidade de outros no Atletismo. 

Mas o mais importante aspeto que liga Eliud Kipchoge a Kevin Mayer não é qualquer destes. Nem sequer é o facto dos dois atletas serem patrocinados por uma marca – Nike – que tem apostado fortemente no Atletismo, com contratos milionários para atletas que têm potencial para atingir o topo (fala-se que Sydney McLaughlin tem também uma proposta milionária em cima da mesa). O que liga Kipchoge a Mayer é algo bem mais mundano e que qualquer um de nós pode e deve almejar de forma a ser bem-sucedido no seu dia-a-dia. 

Adrien Silva: desaparecido do radar mundial

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Depois de 14 anos de formação no Sporting CP, de passar de reserva e emprestado para titular e capitão dos leões e de conquistar o Campeonato da Europa de 2016 pela seleção nacional, Adrien Silva tem estado desaparecido do panorama do futebol mundial. No mercado de inverno da época passada, o médio português transferiu-se para o Leicester City, de Inglaterra. Este era um desejo antigo do jogador, contudo a sua transferência para o antigo campeão inglês foi algo conturbada. Depois da conclusão do negócio, a sua inscrição na Premier League excedeu o tempo limite, por 14 segundos, e o jogador ficou impedido de jogar pelo clube inglês até janeiro. O Leicester ainda pediu recurso para a inscrição do jogador português, mas a FIFA rejeitou o pedido inglês e a estreia de Adrien Silva pelos foxes teve mesmo de esperar.

Posto isto, em janeiro deste ano o português foi apresentado por Leicester e realizou 16 partidas, até ao final da época. Apesar de só ter disputado metade da época, o médio influente mostrou ser uma mais valia para o técnico do Leicester City, o francês Claude Puel. No entanto, o campeão europeu não tem sido uma opção recorrente para os foxes, esta temporada. Adrien Silva ainda só disputou três jogos pelo Leicester, dois deles para a o campeonato e o outro para a EFL Cup.

O jogador português de 29 anos que trocou o clube de Alvalade pelos ingleses do Leicester City, começou a titular na primeira partida da Premier League, frente ao Manchester United, mas desde esse jogo inaugural que perdeu espaço no meio campo dos foxes. O lugar do médio português tem sido ocupado por Mendy, jogador francês que esteve emprestado ao Nice na época passada. O número 23 não tem sido muito feliz neste início de temporada e nesta segunda experiência fora das terras lusas (a primeira foi no Israel em 2010/11, quando representou o Maccabi Haifa FC).

Esta época o médio português ainda não se conseguiu impor na equipa do Leicester City
Fonte: Leicester City FC

O antigo campeão europeu e ex-capitão do Sporting CP tem o desejo voltar a ser titular na equipa do Leicester e fazer jus aos 20,5 milhões de euros gastos pela direção do clube inglês. Relembro que Adrien Silva tem 29 anos de idade e precisa de jogar com alguma regularidade para não perder a excelente forma que mostrou ao serviço dos leões e do Leicester City, na segunda metade da época 2017/18, e para não ser considerado um “flop”, à semelhança de outros jogadores que trocaram Portugal pelos melhores campeonatos da Europa.

A concorrência do médio português é grande com Wilfred Ndidi, Vicent Iborra, Mendy e Marc Albrighton a disputarem com Adrien os dois lugares do meio campo do Leicester City, que normalmente joga num sistema de 4-2-3-1. Claude Puel tem optado pela dupla Ndidi e Mendy, mas Adrien tem trabalhado arduamente para voltar a fazer parte das contas do técnico francês e não ser apenas um jogador para as taças internas.

 

 

Foto de Capa: Leicester City FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

FC Porto 2-0 Vitória FC: Dragões suaram para vencer Sadinos

O FC Porto regressou aos jogos para a Liga NOS com uma vitória frente ao Vitória Futebol Clube após a paragem para as partidas internacionais e os jogos da Liga dos Campeões. Com o mesmo onze inicial com que defrontou o FC Schalcke 04 o FC Porto venceu a partida com uma vantagem de dois golos, mas o resultado não espelha de todo a exibição. A luta pela posse de bola e controlo do jogo marcou a partida e a equipa da cidade do Porto sentiu muitas dificuldades para conquistar os três pontos no Bonfim.

Os primeiros 15 minutos do jogo foram bastante intensos a nível físico. Os “azuis e brancos” não estavam a conseguir dominar por completo o jogo e ambas as equipas tiveram de lutar pela posse de bola, acabando por se anularem uma à outra. A primeira oportunidade do jogo foi do Vitória de Setúbal através de um remate muito forte de fora da grande área por parte de Mano que acabou por ser apenas um susto para Iker Casillas. O FC Porto não quis ficar atrás a nível de oportunidades de golo e, minutos depois, obrigou Joel Pereira a defender um remate colocado de Brahimi. O jogo começou a aquecer até que a bancada dos adeptos explodiu de alegria ao minuto 17 com o golo de Vincent Aboubakar. Marega na direita passa para Maxi que, dentro de área, remata contra o jogador adversário, sobrando assim para o camaronês fazer o 4º golo na Liga NOS.

O golo dos “dragões” fez retomar a luta pela posse de bola, sendo que a equipa da casa desta vez teve que correr mais atrás dela. O FC Porto conseguiu controlar minimamente o jogo até ao intervalo, mas o Vitória de Setúbal impediu quase sempre a criação de oportunidades da equipa da cidade Invicta ao fechar bem os espaços.

Éder Militão teve em destaque na partida
Fonte: FC Porto

O início da segunda parte foi marcado pelo crescimento do Vitória de Setúbal no jogo e pelo golo invalidado. Aos 48 minutos, Valdo recebe a bola dentro da grande área com o braço e remata para dentro da baliza, fazendo a igualdade para os “sadinos”, mas não por muito tempo… O vídeo-árbitro anulou o golo após a consulta do lance no ecrã pelo árbitro da partida, Manuel Oliveira.

O Vitória de Setúbal fez o FC Porto passar um mau bocado depois do intervalo conseguindo subir imenso no terreno para atacar e controlar a posse de bola. A única situação de perigo nos primeiros 15 minutos da segunda metade para o FC Porto foi um remate à baliza de Sérgio Oliveira que tinha acabado de entrar para o lugar de Otávio, passando a equipa a jogar num sistema tático de 4-3-3.

O Vitória FC continuava a ameaçar e ao minuto 67, Iker Casillas ficou com as “mãos a arder” após o remate forte de Hilderberto Pereira. Uma excelente intervenção do guardião portista.

O jogo entrava numa fase crucial e o golo podia surgir para qualquer lado. Ambas as equipas lutavam pela posse de bola tal como tinha acontecido desde o início do jogo.

Até que ao minuto 78, Sérgio Oliveira manda uma “bomba” para a baliza de Joel Pereira (que podia ter feito melhor) e amplia assim a vantagem de pontapé de livre. O jogo já estava praticamente decidido, mas Jesús Corona teve nos pés a oportunidade de fazer com que os Dragões marcassem o terceiro golo na partida, no entanto, o mexicano mandou a bola ao lado e sem força. O Vitória de Setúbal ainda lutou para fazer o golo até ao fim da partida, mas o FC Porto acabou mesmo por ganhar.

Onze inicial do FC Porto: Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Otávio, Herrera, Danilo, Brahimi, Marega e Aboubakar.

Onze inicial do Vitória FC: Joel Pereira, Mano, Vasco Fernandes, Artur Jorge, André Sousa, Valdu Té, Semedo, Dankler, Berto, Éber Bessa e Mendy.