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SC Braga 6-0 KP Lodz: SC Braga goleia e sagra-se Tricampeão Europeu!

Pelo terceiro ano a disputar o jogo de todas as decisões da Euro Winners Cup, o Braga teve uma partida bem mais complicada em relação ao que se podia antecipar, mas após um primeiro período mais complicado, os arsenalistas passaram para a frente e acabaram golearam o Lodz por 6-0. Conquistando a liga dos campeões de futebol de praia pela terceira vez.

O Braga entrou bem na final e deu os primeiros avisos aos três minutos. Rafael Padilha foi quem começou a ameaça à baliza polaca e instantes depois foi a vez de Jordan e Léo Martins colocarem Slowinski à prova. O Lodz respondeu e através de um forte remate, Jordan obrigou Padilha a defesa apertada. 

Numa partida bastante dura, Braga e Lodz lutavam pela posse do esférico sempre no limite. Algo que acabava por originar muitos livres, mas que pouco ou nenhum levavam a cada uma das balizas. 

Mais forte do ponto de vista técnico-tático, os bracarenses procuravam um estilo de jogo mais pausado e pensado, mas estavam com dificuldades em entrar da defesa do conjunto polaco que, mal se apanhava com a bola nos pés, tentava visar a baliza minhota.

A cerca de dois minutos e meio do intervalo, uma perda de bola de Filipe quase deu golo do Lodz, mas Padilha esticou-se todo e defendeu o remate de Krawczyk. Pouco depois, na sequência de uma reposição lateral, os polacos voltaram a criar perigo, mas o lançamento de Madani foi travado pelo guardião do Braga. Conjunto que, passados alguns segundos, só não marcou porque Jordan tirou o pão da boca a Jordan Santos.

Já dentro do último minuto, através de um remate de Slowinski, o Lodz quase abriu o marcador, mas nem mesmo depois da insistência de Kubiak, a formação polaca conseguiu marcar. No último lance dos doze minutos iniciais, Bokinha ficou a milímetros de concretizar, mas o remate acertou em cheio no poste esquerdo de Slowinski.

Finalizado o primeiro período, o marcador indicava um empate a 0-0 entre Braga e Lodz. Resultado que se aceitava, tendo em conta as poucas reais oportunidades de golo construídas e o estilo de jogo muito quezilento imposto pela equipa polaca.

Jordan Santos foi considerado o MVP da Euro Winners Cup de 2019
Fonte: Beach Soccer Photo Archive

O Lodz entrou na segunda metade a querer marcar e foi por muito pouco que, através de um remate de longe, Paulinho não o conseguiu. Não marcaram os polacos marcaram os bicampeões europeus. Bom lance coletivo e na sequência de um passe aéreo de Léo Martins, Bokinha cabeceou para o 1-0. Na correspondente jogada de saída, o Lodz quase restabeleceu a igualdade, mas Gac rematou à barra da baliza arsenalista. 

Na frente do marcador, os minhotos melhoram a sua confiança e rendimento. Assim, as chances de finalização começaram a surgir com mais frequência e qualidade. Porém, o esférico teimava em voltar a entrar. Por outro lado, a força e a vontade demonstradas, pelo Lodz até ao momento do golo desapareceram, o que permitiu ao Braga controlar a partida a seu belo prazer. 

Com pouco mais de cinco minutos para se jogar até nova pausa, os bracarenses beneficiaram de um livre em zona extremamente favorável, mas Filipe acabou por rematar bem por cima da baliza de Swidnicki. Volvidos alguns instantes, foi a vez de Jordan quase ter marcado. Todavia, o seu remate de bicicleta sofreu um ressalto na areia, bateu no poste e acabou nas mãos de Swidnicki. Segundos depois, Paulinho voltou a fazer uso da meia distância, mas Padilha estava atento e impediu o golo do Lodz. 

A ação não parava e com o relógio a indicar dois minutos e quarenta e um segundos para o intervalo, Paulinho cometeu uma falta sobre Filipe para grande penalidade. Novamente com uma enorme chance para marcar, Filipe ganhou muito balanço, mas areia fez das suas. No entanto, mesmo que a areia da Praia do Norte não tivesse entrado em jogo, Swidnicki tinha adivinhado o lado para qual o número dois dos minhotos tinha rematado.

Terminado o segundo período, o Braga vencia o Lodz por 1-0. Vantagem justa, mas que poderia e devia ser mais volumosa, nem que seja pelas duas bolas paradas, em zona extremamente favorável, desperdiçadas por Filipe. Os polacos pouco ou nada conseguiram fazer, com as suas melhores oportunidades a terem surgido através de remates de meia distância. 

As espanholas do AIS Playas de San Javier venceram a Euro Winners Cup Feminina
Fonte: Beach Soccer Worldwide

O derradeiro período começou da melhor maneira possível para o Braga, pois logo na jogada de saída, Jordan aproveitou um bom passe de Bokinha para disparar forte e fazer o 2-0. Passados alguns minutos, o Lodz construiu a sua melhor jogada até então, mas Gac não conseguiu dar seguimento a um passe de Pozniak.

Sempre no controlo de todas as incidências ocorridas no estádio do Viveiro, o Braga geria e circulava o esférico, fazendo o tempo passar sem que o Lodz conseguisse chegar perto da sua baliza. 

A cerca de sete minutos e meio do fim, os minhotos acabaram praticamente com o encontro, através de um golo do até então azarado Filipe que, só com Swidnicki pela frente, rematou cruzado para o 3-0. Pouco depois, Jordan tentou uma iniciativa individual, conseguiu rematar, mas Rafael Padilha impediu o golo do número oito do Lodz.

Com o marcador a indicar quatro minutos pata o final, Paulinho cometeu uma falta que resultou em livre perigoso em zona frontal à baliza de Swidnicki. Botelho, chamado a marcar a bola parada, rematou rasteiro e colocado, mas foi com uma ajuda fundamental da areia que conseguiu fazer o 4-0 e acabar, definitivamente, com as contas do jogo. Passados cento e vinte segundos, Bê Martins apanhou-se isolado perante Swidnicki e não falhou, tendo feito o 5-0.

A trinta e quatro segundos do fim, Bê Martins seguia sozinho para a baliza polaca, mas acabou por sofrer uma falta de Kubiak que viu um cartão vermelho direto. Com possibilidade de fechar a final com chave de ouro, o número dez dos irmãos Martins rematou colocado e assinou o 6-0.

Concluída a final, o Braga goleou o Lodz por claros 6-0 e confirmou a conquista do terceiro título de campeão europeu de forma consecutiva. Num encontro em que a vitória bracarense nunca esteve em causa, a única dúvida era quando a formação arsenalista ia marcar o primeiro e depois os tentos que confirmassem o triunfo. O que acabou por acontecer somente no derradeiro período onde, mesmo não jogando muito bem, foi eficaz e aproveitou as oportunidades de que dispôs para avolumar o resultado.

Assim, pelo terceiro ano seguido, o Braga venceu a Euro Winners Cup e sagrou-se campeão europeu de futebol de praia. Juntando este triunfo ao conseguido no Mundialito de Clubes no passado mês de fevereiro. 

Os comandados de Bruno Torres, o jogador, treinador e capitão dos minhotos, realizaram uma competição irrepreensível, tendo vencido os oito jogos em que participaram, marcado cinquenta e três golos e sofrido apenas 10. 

Este é o quarto troféu conquistado pelo Braga na Nazaré, depois das vitórias alcançadas na Euro Winners Cup nos anos de 2017 e 2018, triunfos aos quais se junta o Campeonato Nacional de 2018, cuja fase final também foi disputada do estádio do Viveiro. 

Na prova feminina, a vitória sorriu ás espanholas do AIS Playas de San Javier que venceram as compatriotas do Madrid por 2-0 no desempate nas grandes penalidades. Isto, depois de um empate 3-3 no tempo regulamentar e prolongamento.

O futuro da Euro Winners Cup ainda não é certo, dias depois de ter corrido o rumor que a mesma poderia mudar-se para o leste europeu, só falta a oficialização por parte das entidades para confirmar a continuidade da principal prova europeia de clubes de futebol de praia na Nazaré. 

EQUIPAS

SC Braga: 12-Rafael Padilha, 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan Santos, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins; Jogaram ainda: 2-Filipe, 7-Bokinha e 13-Botelho; Banco: 1-Nuno Hidalgo (GR), 16-Miguel Pinheiro e 17-Zé Henrique

KP Lodz: 1-Slowinski (GR), 6-Poplawski, 8-Jordan, 10-Krawczyk (CAP.) e 20-Paulinho; Jogaram ainda: 12-Swidnicki (GR), 7-Kubiak, 9-Depta, 11-Madani, 14-Jesionowski, 15-Pozniak e 18-Gac

GP do Canadá: Até a ganhar a Ferrari perde…

Lewis Hamilton é o vencedor do Grande Prémio do Canadá, após uma penalização muito polémica de 5 segundos a Sebastian Vettel, o atirar para a segunda posição numa das corridas mais intrigantes e tensas do ano.

A penalização surge quando o carro foge a Vettel na curva 4, e este tem de cortar pela relva, regressando à pista ainda sem o controlo do carro, em frente a Lewis Hamilton. O britânico viu-se obrigado a travar, e os fiscais sentiram que foi um regresso perigoso de Vettel à pista, colocando uma penalização de 5 segundos no alemão, que a partir daí não conseguiu uma distância boa o suficiente para compensar este défice.

Após conseguir a pole position no sábado, Vettel arrancou bem e manteve a posição durante toda a corrida, sendo que nas voltas antes da penalização, Hamilton começou a pressionar mais o alemão, o que poderá ter levado ao erro, mais um do tetracampeão sobre pressão.

A fechar o pódio temos Charles Leclerc, que apesar de acompanhar bem o ritmo dos pilotos da frente, nunca se superiorizou, e a Ferrari teve de o levar às boxes um pouco mais tarde para evitar ficar preso atrás de Verstappen e Bottas, o que o retirou definitivamente da luta pelo 2º lugar, mas o segurou no 3º, desta feita, finalmente uma decisão acertada da Ferrari na estratégia do monegasco.

Em 4º, fica Bottas, muito longe do seu colega de equipa, após uma qualificação difícil, e nunca conseguiu aproximar-se do pódio, sendo o destaque da corrida, a batalha com Ricciardo. Verstappen esteve muito bem em recuperar para 5º, após ter a classificação arruinada pelo acidente de Magnussen e ser obrigado a começar em 9º. Em 6º e 7º, uma “dobradinha” da Renault, a fechar um fim de semana muito positivo para a equipa francesa, que esteve sempre mais perto do ritmo do top 3 do que do pelotão, acho que é aqui que começa verdadeiramente a época da equipa francesa. Em 8º, Gasly pela Redbull, que após corridas positivas em Espanha e Mónaco, onde parecia mais perto do colega de equipa, voltou a ter uma corrida muito pobre, onde era incapaz de ultrapassar Lance Stroll que seguia num Racing Point bastante inferior ao monolugar da Redbull. Gasly não pode usar para sempre a desculpa de ter dificuldades de se adaptar, ele é um bom piloto, mas algo lhe está claramente a faltar este ano.

Um Renault a lutar com um Mercedes???
Fonte: Formula 1

A fechar o top 10 temos dois pilotos que saltaram para lá nas últimas voltas, com excelentes ultrapassagens quase seguidas a Carlos Sainz, que são Lance Stroll e Daniil Kvyat. Após uma qualificação pobre, Stroll aguentou voltas e mais voltas com os pneus iniciais, e conseguiu ganhar nas boxes estes pontos, uma excelente corrida do canadiano, que deixa a pensar o que poderá fazer se conseguir melhorar a qualificação, porque velocidade em corrida tem ele. Já Kvyat teve uma corrida invisível, até à ultrapassagem a Sainz, e que ultrapassagem que foi, muito precisa e sem dar hipótese ao piloto da Mclaren, uma manobra decisiva do piloto russo.

Foi uma corrida muito tensa, tal como o Mónaco, onde as diferentes estratégias e neste caso, a polémica, nos deixou quase sem unhas pelo final da corrida.

O Rei de Roland Garros

Chegou ao fim mais uma edição de um dos mais conceituados torneios do circuito. Foram duas semanas marcadas por grandes jogos de ténis entre os melhores jogadores do mundo, muita chuva que condicionou o calendário dos jogos, e por fim a reedição da final do ano passado entre Rafael Nadal e Dominic Thiem.

Antes de falar do jogo decisivo é importante recordar o percurso de ambos os jogadores.

Percurso de Rafael Nadal:

  • 64avos de final: Rafael Nadal 3-0 Yannick Hanfmann
  • 32avos de final: Rafael Nadal 3-0 Yannick Maden
  • 16avos de final: Rafael Nadal 3-1 David Goffin
  • Oitavos de final: Rafael Nadal 3-0 Juan Londero
  • Quartos de final: Rafael Nadal 3-0 Kei Nishikori
  • Meia-Final: Rafael Nadal 3-0 Roger Federer

Nas oito partidas que disputou, Rafael Nadal apenas perdeu um set diante de David Goffin. Neste percurso até à final, destaque para a vitória clara sobre o seu grande rival Roger Federer (nº 3 do ranking ATP) que lhe garantiu a 12º final no torneio francês.

Thiem juntou-se a Nadal para reeditar a final de 2018
Fonte: Roland-Garros

Percurso de Dominic Thiem:

  • 64avos de final: Dominic Thiem 3-1 Tommy Paul
  • 32avos de final: Dominic Thiem 3-1 Alexander Bublik
  • 16avos de final: Dominic Thiem 3-1 Pablo Cuevas
  • Oitavos de final: Dominic Thiem 3-0 Gael Monfils
  • Quartos de final: Dominic Thiem 3-0 Karen Khachanov
  • Meia-Final: Dominic Thiem 3-2 Novak Djokovic

Relativamente ao percurso de Dominic Thiem, o tenista austríaco de 25 anos conseguiu impor o seu jogo diante dos seus adversários e obteve vitórias expressivas. Na meia-final defrontou o número um do ranking ATP e teve de suar bastante para derrotar o jogador sérvio, mas, e após quatro horas de jogo, carimbou o seu lugar na final.

Portugal 1-0 Holanda: Mais uma bela obra do Engenheiro

Portugueses e holandeses subiram ao relvado do Estádio do Dragão, no Porto, para tentar conquistar a primeira edição de sempre da Liga das Nações. O Campeão da Europa defrontava uma Laranja Mecânica rejuvenescida, num jogo em que a experiência dos lusitanos veio ao de cima.

Ao contrário do que aconteceu na final do Europeu de 2016, Portugal não assumiu uma postura defensiva neste jogo. Havia outra confiança e até mesmo outra qualidade na Seleção das Quinas. Defensivamente, houve grande destaque para Danilo Pereira, impenetrável no meio campo, e Rúben Dias, decisivo no terço mais próximo da baliza portuguesa.

O duelo Ronaldo vs. Van Dijk era dos mais antecipados desta final
Fonte: UEFA

Na frente, Bruno Fernandes esteve num dia atrevido, mas sem sucesso: muitos remates desenquadrados e passes falhados (um que quase deu o golo à Holanda). No fim dos 45 minutos, o nulo no resultado não deitava abaixo a esperança dos milhares de portugueses no estádio: encorajados pela boa exibição da Seleção Nacional, continuavam a entoar cânticos de apoio.

No início da segunda parte, Portugal retraiu-se: a Seleção Holandesa, à boa moda antiga, aplicava uma pressão muito subida dos seus atacantes (Memphis Depay foi incansável enquanto esteve em campo), provocando alguns erros da defensiva lusa.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Naquela que até era a melhor fase da Holanda no jogo, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes efetuam uma belíssima combinação, com este último a isolar-se em frente à baliza e a rematar para o fundo das redes. Jasper Cillesen ainda conseguiu uma mão cheia na bola, mas o golo estava sentenciado desde que a bola saiu com uma força brutal do pé direito de Guedes.

Tal como em 2016, Portugal via-se a ganhar por 1-0 na final de um grande torneio. E, tal como naquela noite de 10 de julho, há três anos, Portugal soube sofrer. Desta vez, até pareceu sofrer com mais calma. A Holanda não se revelou muito eficaz com a posse de bola, e o cabeceamento de Depay para defesa apertada de Rui Patrício acabou por ser o mais próximo que a formação de Ronald Koeman se aproximou do empate hoje.

Nada é impossível para Cristiano Ronaldo
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Até Cristiano mostrou serviço na defesa, com a Seleção a saber gerir a vantagem mínima, algo a que parece cada vez mais habituada.

Quando chegámos ao fim dos três minutos de compensação, a vitória portuguesa parecia mais que merecida. Quase três anos depois depois daquela noite em Paris, hoje, no Porto, Fernando Santos conquistou mais um título para a Seleção das Quinas. Desta vez, com mais tranquilidade, e com o capitão a ficar em campo até ao apito final. Para já, tiramos o chapéu ao Engenheiro. Vemo-nos em 2020.

Fernando Santos juntou o ouro de Paris a nova conquista
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Rui Patrício; N. Semedo; J. Fonte; R. Dias; R. Guerreiro; W. Carvalho (R. Neves 93’); D. Pereira; B. Fernandes (J. Moutinho 81’); B. Silva; G. Guedes (Rafa 75’) e C. Ronaldo.

Holanda: J. Cillesen; D. Dumfries; V. Van Dijk; M. De Ligt; D. Blind; F. De Jong; M. De Roon (L. De Jong 81’); G. Wijnaldum; S. Bergwijn (D. Van de Beek 60’); R. Babel (Q. Promes 45’) e M. Depay.

Renzo Saravia é reforço para 2019/2020

Depois de na última semana muito se ter especulado acerca das caras novas do plantel de Sérgio Conceição para a época 2019 / 2020, eis que foi apresentado o primeiro reforço: Renzo Saravia.

O lateral direito foi apresentado na Argentina, onde se encontra a treinar com a seleção albiceleste para a Copa América. Saravia assinou até 2023 e afirmou estar “com vontade de começar e crescer, desfrutar do clube e da cidade”.

Com 25 anos de idade, o novo reforço do FC Porto foi campeão argentino no seu anterior clube, o Racing Club, tendo cumprido todos os jogos da temporada a titular em todas as competições em que o clube esteve envolvido.

Renzo foi campeão argentino pelo Racing Club e já foi internacional por três vezes na Argentina
Fonte: FC Porto

Depois de o FC Porto ter vivido um ano complicado nesta posição, tendo Militão como primeira solução, apesar de o brasileiro se ter notabilizado no eixo da defesa portista, e com Manafá a chegar a meio da temporada, os azuis e brancos fecharam agora esta posição com Renzo, que é assemelhado por muitos a Ricardo Pereira, ex- FC Porto que saiu para o Leicester, de Inglaterra, e foi considerado o melhor jogador do conjunto inglês nesta temporada.

O novo lateral portista tem como maiores qualidades a sua velocidade, o seu drible e o seu passe, destacando-se ainda pela sua determinação e a sua capacidade de sacrifício dentro das quatro linhas. A maior fraqueza apontada são os duelos aéreos, fruto do seu 1,78 metros de altura.

O FC Porto inicia assim a construção do plantel para a nova temporada, que começa mais cedo que o habitual devido às duas pré-eliminatórias que os dragões têm de disputar para entrar na fase de grupos da UEFA Champions League.

Foto de Capa: FC Porto

Suíça 0-0 Inglaterra (5-6 g.p.): Penáltis ditaram o vencedor da partida

A Inglaterra entrava para a partida com ligeiro favoritismo e logo de início mostraram isso mesmo. Dos três remates que efetuou na 1.ª parte, dois foram com muito perigo à baliza. Kane logo no minuto 2′ faz um “chapéu” a Sommer mas a bola embate na barra.

Sterling e Dele Alli tiveram também oportunidade para marcar, mas a força no 1.º e a direção no 2.º não foram executadas nas melhores condições, acabando por não dar em nada.

A Suíça jogou esta 1.ª parte na expetativa, defendendo num bloco baixo e coeso, tentando sempre recuperar a bola para depois sair rápido no contra-ataque. Dos cinco remates executados, só um foi à baliza com algum perigo.

Dele Alli teve na cabeça uma excelente oportunidade de ir para o intervalo a vencer por 0-1
Fonte: UEFA

A Inglaterra chega ao intervalo com as melhores oportunidades criadas, mas o guarda-redes suíço Yann Sommer conseguiu manter a baliza impenetrável.

As equipas voltam ao relvado e a 2.ª parte inicia-se tal e qual como se iniciou a primeira. A Inglaterra mais confortável vai chegando à baliza com algum perigo. Aos 55,´o inglês Rose cruza à bola para a área suíça e, involuntariamente, Schar corta à bola que com felicidade bate no poste mas não entra. Já era a segunda bola a embater nos postes suíços.

A Suíça chega aos 60 minutos com alguns remates à baliza, mas quase sem perigo. Tais oportunidades foram acontecendo, pois, a Inglaterra foi-se expondo mais na procura do golo, permitindo aos suíços contra-atacarem com espaço e sem pressão.

A Inglaterra mostrou sempre conforto a construir a partir de trás, mas a decidir mal, por diversas vezes, no último terço do campo. Convém também, uma vez mais, realçar o trabalho coeso por parte da defesa da Suíça.

Callum Wilson introduziu a bola dentro da baliza mas o golo foi anulado (e bem) pelo VAR
Fonte: UEFA

Terminados os 90 minutos, o jogo prossegue para prolongamento. Mais 30 minutos de uma história idêntica ao tempo regulamentar: A Inglaterra assumindo o jogo, causando perigo em alguns remates e o guarda-redes Sommer e a sua defesa aguentando o nulo. Aos 117´, Sterling de livre direto, manda a bola à barra. 4-0 em bolas no poste para a Inglaterra e 0-0 no resultado, ao fim de 120 minutos de jogo.

Iniciaram-se as grandes penalidades, e as cinco para cada lado foram concretizadas com sucesso. Ao sexto remate suíço, Drmic remata para defesa à figura do guardião inglês.

Pickford defende o penálti decisivo e dá a vitória à Inglaterra
Fonte: UEFA

A Inglaterra vence a partida em penáltis, com justiça diga-se, pois, foi a seleção que esteve sempre mais perto de vencer em tempo regulamentar. A Suíça termina a competição em 4.º lugar mas mostrou ser um coletivo forte, unido e muito coeso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Suíça: Sommer, Elvedi, Schar, Akanji, Mbabu, Fernandes (Zakaria, 61´), Xhaka, Freuler, Rodríguez (Drmic, 87´), Shaqiri (Zuber, 65´) e Seferovic (Okafor, 113´).

Inglaterra: Pickford, Rose (Walker, 70´), Maguire, Gomez, Arnold, Delph (Barkley, 106´), Dier, Lingard (Sancho, 106´), Sterling, Kane (Wilson, 75´) e Alli.

Uma segunda oportunidade para Carlos Carvalhal

Carlos Carvalhal saiu pela porta pequena a última vez que esteve em Portugal. O técnico orientava o Sporting CP que, nesse ano, não foi para além de um quarto lugar. Entretanto, foram quase 10 anos a treinar equipas no estrangeiro, nomeadamente na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos e em Inglaterra, onde esteve as suas três últimas épocas. O agora técnico de 53 anos teve tempo para maturar as suas qualidades técnicas e volta agora a ter uma oportunidade para mostrar o que vale em território português.

E, na minha opinião, o Rio Ave FC é um excelente clube para apostar. Não é de agora que se reconhece o projeto vilacondense como um dos mais consistentes da Primeira Liga, onde as suas equipas costumam praticar um excelente futebol tendo em conta a sua realidade.

Neste aspeto, acho que Carlos Carvalhal vai conseguir cumprir a senda. À semelhança do que fez no Swansea City, o treinador natural do distrito de Braga, tem todas as condições para fazer com que o Rio Ave cause mossa às equipas mais fortes deste campeonato. Aliás, como o clube assim o tem feito!

Swansea City FC foi o último clube treinado por Carlos Carvalhal
Fonte: Swansea City FC

Carlos Carvalhal parece-me um treinador muito mais completo agora, nove épocas depois de ter saído de Portugal. A sua estadia por Inglaterra com certeza que lhe acrescentou valor porque estamos a falar de uma Premier League – uma das ligas mais competitivas do mundo. Os valores de futebol que aprendeu lá, com certeza que também têm muito a acrescentar ao nosso futebol cá.

Por fim, acho também que o regresso de Carlos Carvalhal pode ser um ponto de partida para um salto maior num dos três grandes ou até mesmo o SC Braga. Neste momento, acho que todos vão manter os seus respetivos treinadores, mas a próxima época pode ser o fim da linha para alguns se não cumprirem com as expectativas e, caso Carlos Carvalhal consiga fazer uma gracinha no Rio Ave, poderá eventualmente despertar interesse de FC Porto, Sporting CP ou até mesmo SC Braga.

Neste sentido, confesso até que estaria curiosa para o ver num dos três grandes portugueses. Mas claro que isto não é o foco agora, até porque o Rio Ave é um clube que merece respeito e é um projeto que merece comprometimento como qualquer um outro clube de primeira linha. E é isso mesmo que Carlos Carvalhal fará com certeza!

 

Foto de Capa: Swansea AFC

SC Braga 8-3 FC Delta: Bracarenses a caminho do Tri!

Naquele que seria um jogo, teoricamente, bastante desequilibrado o Braga não facilitou e com um bom primeiro período e arranque de segundo, confirmou a vitória e a respetiva passagem à final da Euro Winners Cup. Nos últimos doze minutos, a formação russa aproveitou o relaxamento dos bracarenses para reduzir a diferença e ditar o em resultado em 8-3 a favor do conjunto português. 

Numa partida onde era amplamente favorito, não só por ter os melhores jogadores como devido ao facto de o Delta não ter qualquer guarda-redes de raiz disponível, o Braga entrou determinado a marcar cedo. Porém, o melhor que conseguiu surgiu através de um remate de Bê Martins que, na sequência de um livre, enviou o esférico ao poste direito da baliza russa.

Jogados cerca de três minutos, os minhotos beneficiaram de uma grande penalidade em virtude de uma falta sofrida por Bruno Torres, o treinador-jogador dos bicampeões europeus. Com uma enorme chance para abrir o marcador, o capitão bracarense rematou forte, mas Zakharov conseguiu defender a bola para a barra. Pouco depois, o guarda-redes improvisado do Delta entusiasmou-se, perdeu o esférico e Léo Martins fez o 1-0. 

Sem grande capacidade para criar lances coletivos, o Delta apenas conseguia chegar perto da baliza de Rafael Padilha através de livres ou remates de longe. No entanto, nem os livres não estavam a sair nada bem, Soldatov que o diga. Aksenov foi quem mais conseguiu “assustar” o guardião arsenalista, com um remate forte que passou pouco por cima das suas redes. 

Em cima da marca dos seis minutos de encontro, após um aviso de Filipe pouco antes, Bokinha, mas rápido que todos, roubou o esférico a um jogador russo e atirou a contar, fazendo o 2-0 para o Braga. Volvidos cento e vinte segundos, os irmãos Martins fizeram das suas e Léo, ao segundo poste e com alguma sorte à mistura, aumentou a vantagem para 3-0. 

À entrada para o último minuto antes da primeira pausa na partida, o Delta voltou a dar um ar da sua graça, com Pankratov a obrigar Padilha a uma boa defesa através de um livre.

Finalizado o primeiro período, o Braga vencia o Delta por 3-0 sem qualquer tipo de dificuldades. Não havia muito a dizer, os minhotos dominavam o jogo a seu belo prazer e depois de algumas oportunidades falhadas nos instantes iniciais, os bracarenses marcaram e foram aumentado o marcador até três golos de diferença.

A dupla Bokinha e Filipe este em evidência no jogo das meias-finais, tendo feito três dos oito tentos do Braga
Fonte: Nazaré Beach Events

O Braga arrancou a segunda metade a dominar, mas sem pressionar muito na procura do golo, tentando promover a via coletiva ao invés da individual. Assim, aos quinze minutos e meio do encontro, Bê Martins recebeu um bom passe de Padilha e de primeira rematou para o 4-0. Momentos depois, num lance algo caricato, pois bloqueou um remate forte de Pankratov, o número dez dos minhotos voltou a marcar, apanhando Aksenov, que havia substituído Zakharov na baliza do Delta que passou a ser jogador de campo, completamente desprevenido, tendo feito o 5-0. Passados alguns instantes, reposição de bola rápida por parte dos bracarenses e após uma boa circulação do esférico, tanto pelo chão como pelo ar, Bokinha serviu Filipe para o 6-0. 

Apesar da vantagem volumosa, a formação minhota não abrandava o ritmo, estando sempre mais próxima de marcar do que sofrer. Contudo, por volta dos dezassete minutos e meio da partida, Bruno Xavier acabou por cometer uma falta sobre Soldatov, tendo visto um cartão amarelo que o retirava do jogo da final. O brasileiro não ficou nada contente com a decisão e continuou a reclamar, o que fez com que acabasse por ver um segundo amarelo e o correspondente vermelho.

A cerca de cinco minutos de novo intervalo, Aksenov, o guarda-redes dos russos para os segundos doze minutos de jogo, perdeu a bola num duelo com Léo Martins e defendeu um remate do internacional português fora da área delimitada, tendo acabado por ser expulso. Zakharov regressou à baliza do Delta, mas perante Jordan nada pode fazer e o número dez dos bracarenses apontou o 7-0.

Quando o marcador indicava quase três minutos para o intervalo, o Delta dispôs de uma grande penalidade em virtude de um corte com a mão de Botelho. Andreev, com uma oportunidade de ouro para fazer o golo de honra dos russos, rematou forte e reduziu a diferença para 7-1. Pouco depois, Filipe cometeu falta sobre Peremitin muito perto da zona de penalti, oferecendo uma nova excelente chance para o Delta voltar a marcar. Todavia, Peremitin rematou fraco e à figura de Padilha. 

Terminado o segundo período, o Braga aumentou a sua vantagem para 7-1, mas acabou por perder um jogador muito importante para a final de domingo, o brasileiro Bruno Xavier. O Delta manteve a maldição dos guarda-redes, com a expulsão de Aksenov, mas conseguiu marcar um golo. Missão quase impossível, tendo em conta todas as condicionantes da equipa russa. 

No início do derradeiro periodo foi de possível notar algumas alterações na formação do Braga, com as entradas de Nuno Hidalgo para a baliza e Miguel Pinheiro. Zé Henrique, outro dos atletas menos utilizados por Bruno Torres, ainda havia entrado antes da nova pausa no jogo.

Perto da marca dos vinte e nove minutos de encontro, Léo Martins fez falta em zona muito perigosa, sobre Soldatov, tendo levado as mãos à cara do jogador do Delta. Soldatov não desperdiçou a oportunidade e com um remate colocado reduziu a desvantagem para 7-2.

Com a passagem à final resolvida, o Braga aproveitava para relaxar e o Delta para marcar. A cerca de quatro minutos do último toque da buzina, Thanger arriscou uma iniciativa individual e com um remate rasteiro, mas também um ressalto decisivo na área, apontou o 7-3.

Já dentro dos últimos quinze segundos, Filipe aproveitou um passe de Bokinha e o espaço concedido pela defensiva russa para voltar a marcar e fixar o marcador final em 8-3.

Concluído o encontro, o Braga venceu o Delta por 8-3. Resultado algo curto para a superioridade demonstrada pela formação bracarense, mas que justifica a maneira mais descontraída como os comandados de Bruno Torres encararam a fase final do segundo período, sobretudo a partir da expulsão de Bruno Xavier, assim como o terceiro. Parte do jogo onde perderam por um parcial de 2-1. Todavia, a vitória arsenalista nunca esteve em causa, tendo sido sempre e de longe a melhor equipa no estádio do Viveiro, conseguindo descansar em competição. 

Desta maneira, o Braga alcançou a final da Euro Winners Cup pelo terceiro ano consecutivo, sendo claramente o favorito à vitória nesse mesmo jogo. Partida na qual vai defrontar os polacos do KP Lodz, que nas meias-finais derrotaram os espanhóis do Levante UD por 2-1. Formação que é constituída, quase na sua totalidade, por jogadores da seleção espanhola. 

Na Euro Winners Cup feminina, o Madrid CFF venceu as italianas do Lokrians Beach Club por 4-3 e garantiu, pela primeira vez, a presença na final da competição. As espanholas do AIS Playas de San Javier, depois de dois anos a perder nas semifinais e a disputar o jogo de apuramento do 3º e 4º lugar, conseguiu finalmente chegar à partida de todas as decisões, em virtude de um triunfo por 4-1 diante das gaulesas do Stade de Reims.

No domingo realizam-se as derradeiras partidas da Euro Winners Cup Masculina e Feminina, estando os jogos das finais marcados para os seguintes horários:

Euro Winners Cup Feminina

  • 16h45: AIS Playas de San Javier vs Madrid CFF

Euro Winners Cup Masculina

  • 18h00: SC Braga vs KP Lodz

EQUIPAS

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins; Jogaram ainda: 1-Nuno Hidalgo (GR), 2-Filipe, 7-Bokinha, 8-Bruno Xavier, 13-Botelho, 16-Miguel Pinheiro e 17-Zé Henrique

FC Delta: 10-Zhakarov (GR Improvisado), 2-Pankratov (CAP.), 8-Thanger, 9-Andreev e 21-Nelito; Jogaram ainda: 4-Vinogradov, 5-Soldatov, 14-Peremitin e 15-Aksenov ; Banco: 11-Igor

Em busca do tetracampeonato

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Na presente temporada, a equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal já conquistou, a nível nacional, a Supertaça Portuguesa e a Taça de Portugal. No entanto, o momento mais alto da modalidade foi a conquista da Liga dos Campeões de Futsal, uma competição que nos escapava há alguns anos. Para além de todas as conquistas, a equipa de Nuno Dias está neste momento a disputar com o SL Benfica a final do playoff da Liga Portuguesa de Futsal.

Numa final disputada à melhor de cinco jogos, os comandados por Nuno Dias procuram a vitória na terceira partida, depois de terem vencido o jogo um no prolongamento por 4-5 no pavilhão da Luz e de terem perdido o segundo jogo no seu reduto por 6-3.

Dois jogos completamente distintos, duas prestações distintas, dois resultados distintos. No primeiro jogo, os leões foram superiores e podiam ter alcançado a vitória no tempo regulamentar, no entanto foi necessário recorrer ao prolongamento, com Guitta a ser o homem do jogo com enormes defesas e dois golos apontados. Na segunda partida desta final, e quando se esperava uma boa prestação dos homens de verde e branco diante dos seus adeptos, a equipa até entrou forte no jogo com Dieguinho a inaugurar o marcador e a desperdiçar uma ocasião flagrante na cara de Roncaglio, mas na segunda parte os leões entraram desconcentrados e foram surpreendidos pela pressão encarnada, acabando por perder o controlo do jogo e o próprio jogo.

A união faz a força.
Fonte: Sporting CP

Acredito que a vitória na terceira partida da final pode sorrir aos leões, apesar de ser no terreno do adversário a equipa leonina já nos mostrou que o fator casa não é determinante. É fundamental a equipa não perder a concentração em nenhum momento do jogo. A equipa liderada por Nuno Dias já nos mostrou a sua qualidade e o seu potencial coletivo, e na minha perspetiva, estes fatores aliados à qualidade do mister são as principais armas dos campeões europeus de futsal não só para vencer o jogo três, como para revalidar o título de campeões nacionais e alcançar o tão desejado Tetra.

Na temporada anterior, o título foi disputado até à “negra”, com os leões a baterem os encarnados nas grandes penalidades. Na presente temporada, o objetivo é só um: conquistar o Tetra.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O protagonista que o é sem o ser

Todos os filmes de ação e romance têm, geralmente, uma personagem principal sobre a qual recai a maior parte da atenção. É esta que teve uma infância difícil, que vive o grande amor da história e que no fim derrota o vilão e segue com uma vida feliz.

No futebol, os primeiros casos que nos vêm à cabeça, sem ter de pensar muito, são Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O português foi da ilha da Madeira para o continente com apenas 11 anos e teve de crescer sozinho até se tornar no homem que conhecemos hoje. Já o argentino mudou-se aos 13 anos da cidade de Rosário para a Catalunha, onde prosseguiu com o tratamento para o seu problema hormonal e impressionou tudo e todos.

Os dois melhores do mundo e, possivelmente, melhores de sempre, têm sido os grandes protagonistas do desporto-rei nos últimos 15 anos. As conquistas, as lágrimas, os festejos, as derrotas e, claro, a coleção de golos e assistências que nos vão oferecendo acabam por sugar o enredo que se desenvolve à sua volta.

Nesse enredo, são vários os jogadores que vão fazendo pela vida e que, com sorte, conseguem ser a figura do dia na Europa e no mundo do futebol. Um desses jogadores é Pedro Rodríguez.

Pedro Rodríguez após a conquista da Liga Europa com os blues
Fonte: Chelsea FC

O internacional espanhol passa muitas vezes despercebido. Depois de vários anos num FC Barcelona de luxo, onde o papel principal estava atribuído a Messi, em Londres também não é, de facto, o grande rosto do Chelsea FC. Apesar de ser uma das principais peças do “xadrez” de Sarri, os holofotes sempre preferiram Eden Hazard, que na próxima época já estará por Madrid.

Com 1,67 metros de altura, Pedro é o tipo de futebolista que não tem um atributo que o transforma num fora-de-série. Não é um batedor de livres exímio, não é um especialista da meia e longa distância e também não tem na velocidade e drible as caraterísticas que o distingam dos outros. O extremo de 31 anos é, sobretudo, um excelente profissional, daqueles que “fazem” o balneário e o plantel, e que dão tudo em campo, sem grandes alaridos e devaneios.

No passado dia 29 de maio, na final da Liga Europa, Pedro Rodríguez foi mais uma vez protagonista sem o ser. Com o golo marcado ao Arsenal na vitória dos blues por 4-1, o espanhol tornou-se no primeiro jogador de sempre a marcar nas finais da Liga dos Campeões, Liga Europa e Mundial de Clubes e na Supertaça Europeia: quatro competições que já venceu e que junta ao Campeonato do Mundo e Europeu conquistados pela seleção espanhola.

A estas estatísticas, Pedro pode ainda adicionar mais um dado a seu favor: em 2009, a par de Messi, marcou nas seis competições em que o Barcelona participou.

Tem um nome normal, não aparece nas capas dos jornais, nem abre o telejornal com uma notícia sua. Não movimenta milhões, não alimenta rumores de transferências, nem se envolve em polémicas e discussões. Pedro Eliezer Rodríguez Ledesma é a personagem de que todos gostamos, mas que muitas vezes nos esquecemos de que existe. Os 26 troféus que já arrecadou, e os que ainda estão por vir, vão tratando de nos recordar de que, por vezes, o papel principal pertence mesmo à personagem secundária.

Foto de Capa: UEFA