Início Site Página 10583

BSC Spartak Moscow 3-5 SC Braga: Minhotos não vacilam e garantem presença nas meias-finais

Numa partida que se antecipava bastante difícil e equilibrada, o Braga voltou a demonstrar a sua superioridade e levou de vencida a sempre complicada equipa do Spartak por 5-3.

O Braga entrou da melhor forma na partida, pois logo no primeiro lance Bokinha obrigou Bazhenov a defesa apertada e no respetivo canto, Bruno Xavier sofreu uma falta para grande penalidade de Zemskov, que acabou por ver um cartão amarelo. Com tudo para abrir o ativo, o brasileiro dos minhotos rematou com força e colocado, mas Bazhenov realizou uma enorme parada e impediu o golo. 

A formação minhota continuava melhor e com três minutos de jogo teve uma nova grande chance para chegar ao primeiro. Porém, Filipe, totalmente isolado perante Bazhenov, rematou por cima da baliza russa. Não marcou o Braga marcou o Spartak. Stepliani ganhou a frente do lance e com um remate potente fez o 1-0. Pouco depois, Bokinha sofreu falta em zona frontal e não falhou, restabelecendo a igualdade no jogo. 

Com o andamento do relógio, a partida foi-se tornando cada vez mais equilibrada, com os dois conjuntos encaixados um no outro e sem conseguirem construir lances de finalização. Situações que só surgiram através iniciativas individuais ou livres. Exemplo disso foi um remate desde muito longe, por volta dos seis minutos, por parte do guardião russo. Momentos depois, na sequência de uma jogada muito parecida, Zemskov quase marcou através de um ligeiro desvio, mas Rafael Padilha estava mesmo à sua frente e defendeu. 

A cerca de quatro minutos para a pausa, um canto bem trabalhado pelo Spartak resultou no 2-1. Cruzamento de Shkarin e Josep Jr., totalmente solto no interior da área bracarense, atirou a contar. Passados alguns segundos, a equipa encarnada poderia ter chegado ao terceiro, mas Padilha realizou uma enorme parada com a luva esquerda. A ação no areal do estádio do Viveiro não parava e momentos depois, Bokinha apostou numa iniciativa individual e com um remate ainda a algo distante, assinou o 2-2. 

Segundos depois de reposto o empate, o Spartak dispôs de duas enormes oportunidades para voltar a adiantar-se no marcador, mas Padilha fechou a baliza dos guerreiros do Minho. Volvidos alguns instantes, na sequência de um livre ainda longe das redes russas, Bê Martins disparou rasteiro e forte, recolocando o Braga na frente por 3-2. 

Finalizado o primeiro período, o Braga vencia o Spartak por 3-2. Resultado justo, tendo em conta o número de oportunidades que os minhotos haviam criado, nuns doze minutos jogados a alto ritmo e intensidade. Contudo, se o marcador indicasse um empate, também seria justo, pois com o passar do tempo, a formação russa aumentou os seus índices exibicionais e obrigou Rafael Padilha a brilhar.

Rafael Padilha voltou a realizar uma enorme exibição na baliza dos minhotos
Fonte: Nazaré Beach Events

A segunda metade começou a um ritmo um pouco mais baixo, com ambas as equipas optarem por um estilo de jogo mais pensado, com construção desde o seu guarda-redes. Depois de algumas tentativas desperdiçadas pela formação russa, quando conseguiu colocar o esférico no interior da defensiva bracarense criou muito perigo. Inicialmente, Padilha ainda conseguiu evitar o golo de Novikov com uma excelente defesa, mas passados alguns segundos nada pode fazer em relação a um remate de Zemskov. Estava resposta a igualdade.

Num ritmo e intensidade completamente diferentes daqueles dos doze minutos iniciais, o Braga, apesar dos bons sinais deixados no arranque do período, não estava a conseguir encontrar o caminho para a baliza de Bazhenov. A sua melhor chance surgiu, a cerca de cinco minutos de nova pausa, através de uma iniciativa individual de Léo Martins, cujo remate deve ter tirado tinta ao poste esquerdo da baliza moscovita.  

Com o fim do segundo tempo cada vez mais próximo, o Braga começou a melhorar o seu desempenho e a conseguir ter oportunidades para marcar. Todavia, nem Bê Martins, através de uma iniciativa individual, ou Bokinha, em combinação com Jordan, conseguiram concretizar. 

Terminado um segundo período bem mais calmo, em termos de velocidade, mas equilibrado, o marcador indicava um empate a 3-3 entre Braga e Spartak. Cada formação teve algumas chances para finalizar, mas o equilíbrio e as defesas acabaram por prevalecer em relação aos ataques. 

Rali de Portugal, “What else?”

Rali de Portugal. A frase mais imortalizada nos desportos motorizados em Portugal é: “Fado, Futebol e … Rali de Portugal”.

O rali de Portugal há muito tempo que é uma das provas do Mundial de Ralis. Os carros do WRC fazem as delícias dos milhares de portugueses que se deslocam até aos troços. Se em 2001, o rali esteve no centro do país, em 2019 lá voltou. Desta vez, sem a chuva e lama de 2001, mas com temperaturas abrasadores e pó, muito pó.

Mas não só dos carros dos WRC vive o Rali de Portugal. O Rali de Portugal também conta para o Campeonato de Portugal de Ralis, competição nacional que em 2019 mostra-se muito competitivo e com nomes sonantes. Neste rali, juntaram-se mais nomes para a maior festa do desporto motorizado em Portugal.

Armindo Araújo, campeão mundial de produção (PWRC) em 2009 e 2010 não teve dificuldades em impor o seu ritmo nas especiais de tipo WRC
Fonte: Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting

Antes que vejam os resultados finais do Rali de Portugal, dizer que as contas para o CPR foram feitas até à especial dez. Ou seja, dois dias de competição, como acontece nos ralis do CPR.

No Rali de Mortágua, Ricardo Teodósio (Skoda Fabia R5) juntou à vitória no Rali de Fafe mais 25 pontos. À partida para o Rali de Portugal, o algarvio liderava a tabela no CPR. Bruno Magalhães (Hyundai i20 R5) regressava à competição após ter falhado o Rali de Mortágua. À caravana do campeonato nacional juntava-se Diogo Salvi, com um Skoda Fabia R5. Nas duas rodas motrizes, apenas dois pilotos se inscreveram no CPR. Hugo Lopes e Daniel Nunes, ambos em Peugeot 208 R2.

No primeiro dia, os pilotos do pelotão do CPR partiam numa ordem muito atrasada, ou seja, as especiais encontravam-se difíceis, com o piso muito estragado. Mas, quem dominou o dia por completo foi Armindo Araújo e Luís Ramalho (Hyundai i20 R5). A dupla da Hyundai Portugal venceu seis das sete especiais do dia, só sendo superados por Ricardo Teodósio e José Teixeira (Skoda Fabia R5). No fim do primeiro dia lideravam com uma diferença de 50 segundos. Estas foram as duas duplas que estiveram fora de problemas. No lugar mais baixo do pódio seguia Bruno e Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5). Problemas na válvula ‘pop-off’ do Hyundai fizeram com que os Magalhães tivessem problemas na potência do carro do marco coreana. Dois furos também não ajudaram “à festa”.

Deixem o “miúdo” crescer em paz!

0

Até prova em contrário, a realidade benfiquista neste mercado é sustentada pela hipotética saída de João Félix do plantel. Não há dúvida nenhuma quanto a isso. Como tal, os media fazem questão de nos lembrar a todo o instante, mesmo para os mais esquecidos.

Acontece que a pressão em torno do “miúdo” é extraordinariamente avassaladora para uma fase tão precoce da carreira. E está presente em todo o lado, nas mais diversas formas, com maior incidência na comunicação social. Mas quanto a isso, já lá vamos. A ideia de que pode ser vendido por uma quantia de 120 milhões (será que vale assim tanto?), batendo a cláusula de rescisão, é a história que domina este defeso.

É importante referir que estamos a falar de uma realidade muito provisória. Como nada de novo acontece, vamos disparando umas opiniões para o ar, em todas as direções possíveis. Até sair algo concreto, não passará tudo de uma grande especulação. A especulação do verão, se assim o quiserem chamar, muito habitual e que não traz nada de novo, exceto quando, lá está, há algo concreto sobre entradas e saídas de jogadores. Nestes casos, prefiro esperar por algo de verdadeiramente novo e oficial, em vez de me deleitar com os meros rumores que se vão por aí criando.

Discussões à parte, há que ter algum cuidado na abordagem que se faz a este tema. Estamos a assistir a uma febre em torno de João Félix, que precisa de tempo e espaço para crescer, com vista a tomar decisões importantes para a carreira, como a que se depara em mãos após a Liga das Nações. Sim, porque o próprio já referiu que só tratará da sua vida assim que a competição terminar no próximo domingo.

Até resolver a sua vida, o foco de João Félix está na seleção nacional, mais concretamente na final da Liga das Nações
Fonte: SL Benfica

Posto isto, começo por defender que João Félix deve ficar no Benfica por mais um ano, pelo menos. Até porque tem uma grande margem de progressão e ser atirado às feras com tão pouco tempo poderá se revelar um passo maior que a perna. Há que ter alguma cautela quanto a isso, apesar da curta carreira de um jogador implicar que tome decisões a uma velocidade estonteante e que não voltam atrás.

Ficar mais um ano permitirá a Félix consolidar o que já mostrou ao mais alto nível a todos os benfiquistas e demais pretendentes. Esta ideia também significa fortalecer ideias, pensamentos, aperfeiçoar o estilo de jogo tático e técnico e, depois, decidir em conformidade no seu timing, desfrutando ao máximo desta fase bonita da vida. João Félix precisa de tempo de qualidade para tudo isto e não vale a pena apressá-lo, porque apenas diz respeito ao jogador decidir o seu futuro enquanto futebolista.

Assim, nada do que se possa escrever ou dizer deverá ser feito com o intuito de afetar a coqueluche do Benfica. Pelo menos, é o mais certo de se pensar. Esta overdose de protagonismo é algo que começa a ser massador, para não dizer irritante ou até tóxico. Compreendo que, acima de Félix, há a necessidade de vender jornais com um título fabuloso ou ganhar audiências com notícias que de útil têm muito pouco ou quase nada. No entanto, é a máquina a funcionar e nada do que se possa dizer vai contribuir para mudar o que quer que seja.

Voltando a João Félix e não desvirtuando, é uma pressão exorbitante e a fasquia está excessivamente colocada num patamar que ultrapassa o elevado. Há que ter noção do real valor que o jogador mostra em campo, seja no clube ou na seleção, e não exigir mundos e fundos. As coisas têm de ser feitas com mais calma, sem a necessidade de acelerar o processo de desenvolvimento, que se pretende natural por direito. Mais importante que tudo, importa não deitar por terra todo um trabalho de formação desde pequenino. Ou seja, ter bem presente que a saída pode não correr bem, pode gerar problemas de inadaptação ao novo campeonato, ao novo treinador e ao seu estilo de jogo. Tomemos o caso de Renato Sanches como um exemplo.

Relembro, uma vez mais e não me canso, que este cenário ainda é provisório, com a certeza de que muito em breve teremos um desfecho quer para um lado quer para outro. Se tal não acontecer, vamos assistir a mais do mesmo, espalhado nas capas dos jornais e nos comentários de programas desportivos na televisão. Informação que realmente importa, portanto!

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Sporting CP 3-6 SL Benfica: Fator casa. Será que existe?

As decisões do campeonato nacional de futsal vieram para o Pavilhão João Rocha, a casa das modalidades do Sporting CP. Os “leões” venceram o jogo um e queriam vencer o segundo para estar apenas a uma partida de voltar a sagrarem-se campeões nacionais. Já, o SL Benfica chegava a este jogo à procura de uma vitória para respirar melhor na final do play-off. Partida com pavilhão cheio na esperança de ver mais um belo jogo da modalidade.

Primeiros instantes da partida e o perigo já rondava a baliza “encarnada”. Cardinal a aparecer bem na ala esquerda e fez um grande remate de primeira depois de uma reposição de bola no lado contrário. Roncaglio abordou mal o lance e não segurou a bola, que embateu no poste.

Foi quase um “frango” o guarda-redes brasileiro do SL Benfica, mas tudo controlado neste lance. Porém, pouco tempo corrido e iria surgir o golo do Sporting.

Aos quatro minutos, perda de bola de Bruno Coelho no meio campo e o pior veio logo no lance seguinte. Merlim só teve de conduzir um ataque de três para um e passar a Dieguinho, que escolheu o poste contrário e marcou o primeiro da noite. Estava desfeita a igualdade no marcador e o Pavilhão João Rocha ia abaixo. O placar marcava agora 1-0 a favor dos “verdes e brancos”.

Um jogo algo atrapalhado das duas equipas e com muitas paragens, o que dificultava um bom ritmo de jogo. Tínhamos uma equipa “encarnada” com poucas ideias de jogo, tentando sempre as bolas pelo ar, mas sem efeito nenhum. Já com metade da primeira parte, o jogo pouca emoção dava aos adeptos porque o perigo perto da baliza não existia.

Ao minuto 12, Leo fez um mau passe com Fits a estar muito atento e a recuperar. O pivô brasileiro passou para Robinho que não finalizou da melhor maneira e Guitta defendeu com alguma facilidade a bola para canto. Os “encarnados” chegavam com perigo apenas com estas recuperações de bola.

Apesar de alguns remates em ambas as balizas, o jogo ficava aborrecido para os adeptos. Para quem viu uma grande exibição de ambas as equipas no jogo 1 do play-off este ficou muito aquém do esperado.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A faltar poucos segundos para o término da primeira metade, Robinho fez um bom remate de “bico”, tal como mandam as regras naquela posição, mas Guitta estava muito atento e defendeu a bola com a perna. Esta foi a última oportunidade de grande perigo da primeira parte.

Perigo, esse já não mais rondou nenhuma das duas balizas e as três formações foram para o intervalo com a vantagem mínima dos “leões”. Pedia-se muito mais a Sporting e Benfica para que a outra metade do encontro fosse digna de uma final do campeonato nacional.

O Benfica começou a segunda parte com mias bola e começou, desde cedo, à procura de inverter a desvantagem no marcador. Logo ao minuto dois da segunda parte, Chaguinha cria grande perigo através de um remate à entrada da área. O guarda-redes dos “leões” defendeu e negou assim o empate aos “encarnados”.

Ainda assim, o jogo continuava aquém das expectativas. Cinco minutos decorridos na segunda parte e parecia que faltava um golo para animar a partida. E o golo apareceu mesmo, numa altura em que nem uma nem outra equipa estavam a fazer muito por isso. André Coelho, na marcação de um livre, remata para o poste direito e a bola abana a baliza de Guitta. Estava feito o empate.

O Sporting não demorou a responder e instantes depois conseguiu ameçar através de Merlim. O número 29 dos “leões” cobrou o livre à entrada da área, mas Roncaglio disse “presente” e negou o 2-1.

O jogo começava a aquecer e os guarda-redes foram chamado a intervir mais vezes. No minuto seguinte, Guitta defende a bola depois de duas investidas de André Coelho e Tiago Brito. Aos sete minutos e meio. minutos, o Benfica dilata ainda mais a vantagem: Fábo Cecílio marcou um grande golo a uma distância ainda considerável da área. A bola parece ter sofrido um desvio. A emoção que estava a faltar até então começava a aparecer e o Benfica via-se a vencer no pavilhão do seu adversário. O ritmo do jogo aumentou bastante, sim, mas a verdade é que assim não permaneceu durante muito tempo.

Já tinha passado um pouco mais de metade da segunda parte e o Benfica recuou um pouco, dando mais iniciativa ao Sporting. Aos 12 minutos, Leo faz um remate forte, mas estava lá Bruno Coelho faz um corte soberbo e festeja como se de um golo se tratasse. Instantes seguintes, foi a vez de Merlim desequilibrar passando por três adversários, mas na altura do remate, a bola passa uns centímetros ao lado. Aos 13 minutos, Dieguinho faz um remate cruzado, mas a bola passa ao lado. O passe foi de Cavinato depois de uma reposição de bola.

Segundos depois da tentativa de Dieguinho, foi a vez de Cecílio criar um lance de perigo para as “águias”. Cecílio cruzou a bola para o poste, mas Chaguinha chega atrasado e não consegue finalizar.

O perigo do Benfica acabou por dar frutos, pois 37 segundos depois, aos 14 minutos do segundo tempo, o cinco para quatro faz do Benfica faz estragos. Robinho recebe o passe feito pelas costas de Fits e marca o terceiro da noite para a equipa de Joel Rocha.

Depois de se ver em desvantagem por dois golos, o Sporting aposta num cinco para quatro e deixa-se mais vulnerável. Mais exposta na defesa, os “leões” acabaram mesmo por sofrer o quarto depois de uma bola perdida a meio-campo. Cecílio aproveitou a desatenção dos tricampeões nacionais e dilatou ainda mais a vantagem.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mas o jogo estava longe de acabar por aqui. A faltar dois minutos para o final da partida, Cavinato fatura para a equipa da casa depois de um passe espetacular de Merlim. Este golo deu impulso à equipa de Nuno Dias que marcou logo o terceiro, diminuindo assim a desvantagem para um golo. Nova jogada de cinco para quatro com Dieguinho no primeiro poste e depois Cavinato a finalizar novamente.

Como todos sabem, dois minutos em futsal é muito tempo e tudo podia acontecer. O pavilhão estava ao rubro e a equipa “verde-e-branca” estava à procura do empate. Depois de uma investida de Merlim, que tentou a sorte ao rematar, a esperança dos sportinguistas desvaneceu-se um pouco. Roncaglio agarra a bola e atira de uma baliza para a outra fazendo o quinto da sua equipa. O Sporting continuou a arriscar no cinco para quatro, mas foi mesmo o Benfica que acabou por marcar. Bruno Coelho rematou antes do apito e, apesar de a bola ter passado a linha depois do apito final, o golo foi contabilizado, pois o remate é feito antes e assim ditam as regras do futsal.

Um jogo que nem sempre foi muito bem jogado e em que o Benfica foi mais feliz fora do seu reduto. Eliminatória empatada, com uma vitória para ambas as equipas que, já no próximo domingo, enfrentam-se para disputar o terceiro jogo da final.

 

CINCOS INICIAIS

Sporting CP – Guitta (GR), Cardinal, Erick, João Matos, Pany Varela

SL Benfica – Roncaglio (GR), Marc Tolrá, Robinho, Chaguinha, Bruno Coelho

Holanda 3-1 Inglaterra: De desatenção em desatenção até à eliminação

A Holanda venceu a Inglaterra por 3-1, juntando-se a Portugal na final da Liga das Nações. A equipa de Koeman começou o jogo a perder mas acabou por dar a volta ao resultado, aproveitando os vários erros da defensiva inglesa.

A Holanda conseguiu assentar rapidamente o seu jogo e tomar o controlo da partida em Guimarães, pressionando muito alto e colocando muitas dificuldades à Inglaterra na sua primeira fase de construção de jogo.

Os ingleses demonstravam dificuldade em manter a posse de bola, com o meio-campo a não conseguir encaixar e fazer a bola circular entre os seus jogadores. O futebol direto marcava a toada do jogo da equipa de Southgate, sem contudo grandes efeitos práticos, fruto das características do tridente atacante Sterling, Rashford e Sancho, que não eram as melhores para esse tipo de jogo.

A Holanda, por seu turno, ia apresentando um futebol mais consistente e apoiado, com transições rápidas e sempre com a bola controlada, mas sem conseguir desbloquear a organização defensiva da Inglaterra.

Contudo, um pouco contra a corrente do jogo, os ingleses acabaram por marcar, à passagem do minuto 32. Desatenção na defesa da Holanda, com De Ligt a fazer falta sobre Rashford já dentro da área. Penalty indiscutível, que o mesmo Rashford se encarregou de bater, colocando a Inglaterra na frente.

Rashford marcou o primeiro golo da Inglaterra nesta fase final
Fonte: UEFA

Até final da primeira parte, apenas um remate perigoso de Ryan Babel a testar a atenção de Pickford, com o guarda-redes inglês a agarrar à segunda. Foi evidente durante os primeiros 45 minutos que as equipas chegaram a esta fase final com o cansaço acumulado de uma época longa, apresentando um ritmo do jogo muito pouco intenso.

A segunda parte trouxe mais emoção, com a Holanda a jogar contra o tempo e a ter que arriscar mais. Após algumas tentativas frustradas, os comandados de Koeman chegaram ao empate, colocando justiça no resultado. Canto tenso de Memphis, com De Ligt a entrar de rompante e a cabecear certeiro, colocando o jogo em 1-1 aos 73 minutos.

As substituições efetuadas pelos treinadores foram partindo o jogo, o que até acabou por favorecer mais os ingleses. Os homens de Southgate foram-se aproximando com mais perigo da baliza de Cillessen, tendo a melhor ocasião no golo anulado a Lingard, por fora-de-jogo do avançado.

De Ligt empatou para a Holanda
Fonte: UEFA

O empate subsistiu até ao final dos 90 minutos, pelo que teve que se recorrer a prolongamento. No tempo extra, os holandeses foram mais fortes e aproveitaram dois erros tremendos da defesa inglesa para consumar a reviravolta no marcador. Aos 97’, desconcentração de Stones a perder a bola em zona proibida, com Memphis a aproveitar e rematar de pronto para boa estirada de Pickford. Na recarga, Promes e Walker disputaram a bola, com o inglês a marcar na própria baliza.

A estocada final da Holanda chegou na segunda parte do prolongamento, após nova desatenção da defesa inglesa. Stones e Barkley facilitaram na sua zona defensiva e Memphis aproveitou novamente, desta vez assistindo Promes, que fechou o resultado em 3-1 e carimbou o acesso da sua equipa à final.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Holanda: Cillessen, Dumfries, De Ligt, Van Dijk, Blind, Wijnaldum, De Roon (Van de Beek, 68’), Frenkie de Jong (Strootman, 114’), Bergwijn (Pröpper, 91’), Babel (Promes, 68’) e Depay.

Inglaterra: Pickford, Kyle Walker, John Stones, Maguire, Chilwell, Rice (Dele Alli, 106’), Delph, Barkley, Sancho (Lingard, 61’), Sterling e Rashford (Harry Kane, 46’).

A prova dos nove para a administração do FC Porto!

0

A estrutura do FC Porto tem pela frente um grande desafio neste defeso. Com as saídas já confirmadas de Felipe e Éder Militão, as mais que prováveis de Herrera e Brahimi, o possível término da carreira de Casillas e com jogadores como Alex Telles, Marega e Soares muito pretendidos no mercado, a equipa do FC Porto pode sofrer uma verdadeira razia com sete ou oito dos seus titulares a deixar o clube.

O plantel vai ter de ser reconstruído e um agosto com muitos e decisivos jogos coloca mais pressão na administração azul e branca, que tem cerca de 25 dias para estruturar um plantel competitivo sem cometer loucuras financeiras. Não é fácil encontrar jogadores com preços aceitáveis para o FC Porto e com a qualidade de Herrera e Brahimi. No que aos centrais diz respeito, e mesmo considerando que a qualidade de Felipe e Militão é enorme, acredito que as soluções não serão tão difíceis de encontrar, até porque, por norma o preço dos centrais não é tão elevado relativamente a outras posições do terreno e quer Pepe quer Mbemba asseguram qualidade, tal como os jovens da formação também dão garantias.

Sérgio Conceição tem um grande desafio pela frente
Fonte: UEFA

Luís Gonçalves é uma peça chave para o sucesso desta reconstrução do plantel azul e branco. É um grande profissional, muito conhecedor do mercado da América latina, que vai ser preferencial neste defeso. Pelas informações que recolhemos o plantel, que no início de julho se vai apresentar para trabalhar, vai surpreender muita gente pela qualidade que vai revelar. Alguns jovens talentos vão chegar ao dragão numa lógica que já valeu muitos sucessos em épocas transatas. Contratar talento com muita qualidade e com uma imensa margem de progressão, por verbas aceitáveis, como o FC Porto fez vezes sem conta: James, Lucho, Lisandro, Falcão, Jackson, Danilo, Alex Sandro são apenas alguns exemplos dessa política de gestão que tanto sucesso trouxe ao clube.

A próxima época é fundamental a todos os níveis, ao nível desportivo para não deixar o SL Benfica sustentar uma hegemonia no futebol português e ao nível financeiro porque é fundamental continuar a recuperação económica do clube e, para isso, uma boa campanha na Liga dos Campeões é fundamental. A estrutura do FC Porto tem pela frente um grande desafio e talvez a “prova dos nove” para mostrar aos seus adeptos que ainda é capaz de voltar a colocar o clube na senda dos êxitos de forma sustentada e apresentado contas positivas nos próximos exercícios.

Foto de Capa: FC Porto

Os 5 regressos mais desejados no FC Porto

O mercado de verão está ao rubro com entradas e saídas que prometem agitar as hostilidades. Se é certo que um reforço pode ser preponderante, também é certo que há saídas que dificilmente podem ser colmatadas. Há alguns anos que a nível de transferências o FC Porto está aquém dos seus rivais. Não só não contrata com clarividência como também tem mostrado ter pouca assertividade nas vendas efetuadas. Certo é que para já há jogadores bastante preponderantes a sair e reforços nem vê-los, mas vamos dar tempo ao tempo e esperar ser surpreendidos.

Ainda assim, ver o FC Porto dos dias atuais causa aos adeptos vontade de recuar no tempo e recuperar velhas pérolas. Jogadores que apesar de terem mais idade, têm muita qualidade… e que qualidade!

A política da mão aberta

A política sempre foi uma matéria indecifrável. A sua prática não é visível e a sua deturpação constante. Permanecemos, erroneamente, cercados dos conceitos de esquerda e direita quando, no fundo, a utopia nunca deles se ausentou. A grande maioria, infeliz e ingenuamente, conserva o partido que “satisfaz” (gargalhadas) as suas ideologias e não se apoquenta em perpetrar o know-how dos seus líderes. Mas, quem sou eu para mudar pensamentos obsoletos?

Face ao cenário autodestrutivo, o que pensará o vanguardista e insubmisso Nélson Mandela que, até à última instância, combateu o racismo e a misoginia? O que dirá Winston Churchill, um dos cérebros da mais nefasta tragédia (Segunda Guerra Mundial), propulsor da confluência do povo britânico aquando dos ataques constantes da Alemanha? E, George Washington, símbolo da independência americana, o que estará a conversar com os seus botões?

Convictamente, apartidário e imparcial na temática. A minha filosofia está firmada no Sporting Clube de Portugal, as minhas ideologias encerram o mesmo pensamento dos ministros do partido. E, o do Andebol, por quem possuo a estima excelsa, merece o préstimo da minha gratidão.

Hugo Canela iniciou funções a 10 de fevereiro de 2017. Na metade da época que restava, liderou um gabinete completamente reestruturado e, num acordo que se prolongou durante nove dias, em palcos nacionais e internacionais, rubricou uma das páginas mais preenchidas do clube, atenuando os cenários de crise que vigoravam há 16 anos com a promulgação do Campeonato Nacional de 2016/2017 e da Taça Challenge.

Hugo Canela foi o treinador que devolveu os títulos ao andebol leonino
Fonte: Sporting CP

A época transata foi tão ou mais apolínea. Num curto espaço de tempo, o ministro Canela viu ser-lhe restituída a sede que alberga os debates e as decisões subsequentes. Erguia-se o Pavilhão João Rocha! O assessor e diretor da Secção Jorge Sousa era substituído pelo sportinguista Carlos Galambas. Além de tudo isto, os deputados do partido retornavam ao Parlamento Europeu da modalidade, a Liga dos Campeões, triunfando em quatro dos dez jogos.

O debate semanal, esse, só começou a conhecer a regularidade após o empate caseiro com o ABC (27-27) e, daí em diante, 27 vitórias consecutivas. Repito: 27! Resultado? Eleições ganhas, segundo mandato proclamado. Bicampeões Nacionais diante do maior líder da oposição.

A terceira incumbência, efetuando uma análise geral, foi pior a nível interno e melhor a nível internacional. Na Liga dos Campeões, o ministro carimbou a melhor prestação de sempre realizada por uma equipa portuguesa numa competição de andebol, atingindo a marca dos oitavos de final, avolumando a capacidade do cofre leonino. O foco localizou-se na efetivação de um acordo europeu histórico e, como tal, os debates semanais foram olvidados e trespassados para segundo plano. Consequentemente, adveio a vice-presidência eleitoral.

Epilogando, três mandatos, duas eleições ganhas, presença ascendente e notoriamente sentida nos palcos europeus. Determinação, audácia, espírito de sacrifício, o constante repúdio à desistência são laivos deixados nos discursos proferidos pelo ministro do Andebol. Uma das poucas índoles politizadas que admiro. A este, a legião sportinguista deve o mundo. Em nome de todos, um enorme obrigado!

 

Foto de Capa: Federação de Andebol de Portugal 

artigo revisto por: Ana Ferreira

ACDR Coutada | Virará moda?

Ainda não é oficial, mas para lá caminha…o ACDR Coutada, equipa que milita a Pró Nacional do campeonato da AF Lisboa, vai ceder o seu lugar na mesma divisão à equipa do SCU Torreense. Como? Vamos por partes.

Primeiro que tudo, é importante salientar nova rutura entre SAD e clube, que já virou um clichê do nosso futebol. Os responsáveis do SCU Torreense querem separar-se da SAD que gere a equipa profissional, que milita o Campeonato de Portugal, e criar a sua própria equipa, como o Atlético CP ou o CF “Os Belenenses”. Até aqui, tudo “normal”, já que o número de ruturas entre SAD e clube continua a aumentar sem parar.

O Estádio Manuel Marques iria ser utilizado apenas pelo clube
Fonte: SCU Torreense

A novidade é que o SCU Torreense, a equipa do clube, não quer começar da última divisão distrital de Lisboa (são três divisões no total, sendo que eram quatro há apenas um ano atrás), encetando contactos para comprar os direitos desportivos do “vizinho” ACDR Coutada.

Ao efetivar essa compra, o SCU Torreense assume o lugar da ACDR Coutada na Pró Nacional, “atirando” o clube vendedor para a última divisão distrital de Lisboa.

Como referido, ainda não há nada de oficial, mas foi o próprio treinador do ACDR Coutada, no último domingo após um jogo da sua equipa, a admitir e a embandeirar a vontade de o clube vender os seus direitos desportivos. Afirmou que os adeptos deram a legitimidade para a direção fazer o que bem entender em relação a esta questão e revelou que o clube é demasiado modesto para a Pró Nacional, precisando deste negócio para voltar mais forte.

As “Zebras” venceram a Taça de Lisboa a época passada, apos vencer o Atlético CP por 3-2
Fonte: ACDR Coutada

É importante salientar que o ACDR Coutada é o atual campeão da Taça da AF Lisboa e que tinha subido a época passada da Divisão de Honra para a Pró Nacional. Esta época garantiu a permanência sem grandes dificuldades, acabando na oitava posição, o que torna todo este caso ainda mais estranho.

Já o SCU Torreense passaria a ter duas equipas, a da SAD, do Campeonato de Portugal, que, provavelmente iria deixar de jogar no mítico Estádio Manuel Marques, e a do clube, que iria diretamente para Pró Nacional, sendo que não poderia subir, enquanto a equipa da SAD continuasse na divisão acima.

Uma história peculiar (mais uma) do nosso futebol, com um desfecho imprevisível e pouco visto nos dias que correm. Pode ser que seja a nova moda do nosso futebol!

 

Foto de Capa: ACDR Coutada

 

SC Braga, Sporting CP e ACD “O Sotão” mantêm chama lusa viva nos areais da Nazaré

O sexto dia de competição nos areais da Nazaré não foi nada bom para as equipas portuguesas. À partida para os jogos de quarta-feira, eram sete as formações que procuravam seguir em frente nas respetivas competições. Porém, finalizada uma nova jornada de partidas, apenas restam três conjuntos lusos.

No que diz respeito à questão dos grupos J e K da Euro Winners Cup, formados por equipas que se apuraram através da Euro Winners Challenge, somente o Sesimbra chegou ao derradeiro dia da fase de grupos com possibilidade de se manter em prova. No entanto, em confronto direto com os russos do CSKA, acabou por perder por 2-0 e terminar o seu grupo na segunda posição, sendo eliminado do torneio. Desta forma, o CSKA vai defrontar o BSC Lokomotiv, primeiro classificado do grupo J, num duelo de formações de leste, para determinar o vencedor da Euro Winners Challenge, como o conjunto que, finalmente, vai realmente passar a fazer parte da Euro Winners Cup.

Tal como mencionado no artigo de quarta-feira, ontem realizaram-se os encontros dos 16 avos-de-final, tendo ocorrido os seguintes resultados: 

  • GWP Cservy 4-1 CD Nacional
  • BSC Vybor 7-6 MFC Spartak
  • KP Lodz 4-3 (AET) Grodnooblsport
  • FC Delta 3-1 BSC Boca Gdansk
  • Levante UD 5-5 (3-1 APS) CD Bala Azul
  • BSC Artur Music 5-4 Ercis Belediye
  • Alanya 6-5 BSC Chargers
  • BSC Kristall 11-2 Cartel-Waterloo
  • Catania BS 9-2 FC Baggio
  • Sporting CP 10-4 SK BO EU Teplice
  • SC Braga 14-0 CS Djoker
  • Casa de Benfica de Loures 3-7 Grande Motte
  • BSC Spartak Moscovo 6-2 ACD “O Sotão”
  • Euroformat-Bodon 2-0 CF La Nucia
No dia de ontem Mário Narciso, selecionador nacional, esteve presente pela primeira vez na edição de 2019 da Euro Winners Cup
Fonte: Nazaré Beach Party

Das cinco equipas portuguesas em prova, apenas duass conseguiram alcançar a qualificação para os oitavos de final, sendo elas o Braga e o Sporting. Formações que golearam e não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Nacional, Casa do Benfica de Loures e “O Sotão” lutaram, mas acabaram por ser eliminados da prova.

Os jogos dos oitavos de final que se disputam esta quinta-feira são os seguintes (Resultados finais até ao fecho deste artigo):

  • BSC Vybor 1-5 KP Lodz
  • CWP Cservy 1-9 FC Delta
  • 11h30: Alanya-BSC Spartak Moscovo
  • 12h45: BSC Kristall-Euroformat-Bodon
  • 14h00: Catania BS-BSC Artur Music
  • 15h15: Sporting CP-Levante UD
  • 16h30: SC Braga-Grande Motte
  • 19h00: CSKA-Lokomotiv Moscovo

Na prova feminina da Euro Winners Cup o dia de quarta-feira terminou da melhor maneira para as cores portuguesas. Isto, porque a necessitar de vencer no tempo regular para seguir para os oitavos de final de forma direta, a formação do Sotão não facilitou e bater as espanholas do Madrid CFF por 5-2. Triunfo que lhe permitiu terminar o grupo A na segunda posição. 

Na tarde de hoje, a partir das 17h45, “O Sotão” joga a passagem aos quartos de final diante das espanholas do Roses Platja, conjunto que venceu o grupo E com duas vitórias em outros tantos encontros.

Todos os jogos estão a ser transmitidos na internet, através do canal da Beach Soccer World Wide na My Cujoo. As partidas das equipas portuguesas estão ainda a ser transmitidas na página de Facebook da Nazaré Beach Events. 

Foto de Capa: Nazaré Beach Events