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CD Cova da Piedade 2-0 Académica OAF: Miguel Rosa leva o Piedade à vitória

Já a apenas duas jornadas do final da temporada, o Cova da Piedade garantiu uma importante vitória diante de uma Académica que já não luta por nada, ficando à beira de garantir a manutenção.

Os comandados de Miguel Leal vieram de uma derrota frente ao Mafra, que deixou o conjunto da Margem Sul a apenas dois pontos da linha de água, mas invicto em casa desde o início de fevereiro. Mais atribulada tem sido a vida dos Estudantes, com três jogos sem ganhar, a subida perdida e polémica entre João Alves e Júnior Sena, com o extremo cabo-verdiano a ser afastado do plantel por recusar-se a jogar diante do Famalicão.

Numa primeira parte marcada pelo calor intenso e a falta de qualidade no terreno de jogo, foi o Cova da Piedade a ter a primeira oportunidade logo aos três minutos, com Pedro Coronas a cruzar para a entrada da área, onde Cele atirou de fora da área, mas muito por cima da baliza.

Após este lance, surgiram muitas faltas a meio-campo que, acompanhadas pela quantidade absurda de bolas perdidas de parte a parte, “queimaram” a iniciativa ofensiva das duas equipas.

A Briosa acordou aos 15 minutos, criando perigo à baliza de Anacoura pela primeira vez no jogo através de Marinho que, desde a esquerda, cortou para dentro e atirou de fora da área, mas à figura do guarda-redes italiano do Piedade. Mas futebol via-se pouco, com as duas equipas a não mostrarem capacidade para criar perigo, como se verificou num canto curto do Cova da Piedade aos 20 minutos, com um cruzamento a ir direto para as mãos de Ricardo Moura. Já do lado da Académica, Fernando Alexandre tentou um pontapé sem sentido do meio da rua, mas saiu fraco e ao lado da baliza.

Para quebrar a rotina, Miguel Rosa surgiu no jogo e desbloqueou o nulo. Stanley na direita cruzou para o extremo do Cova da Piedade que, de cabeça, fez o golo do conjunto da Margem Sul, dando emoção a um jogo até então fraco futebolisticamente.

Apesar do golo, as equipas não se libertaram nem se tornaram mais ofensivas, com Miguel Rosa a ser um raio de sol num jogo negro em termos de futebol, com as duas equipas muito trapalhonas na construção.

Não surpreendeu, portanto, que o resultado não se alterasse até ao intervalo, com o Piedade a ir para os balneários em vantagem.

Após uma temporada com muitos problemas físicos, Miguel Rosa ainda foi a tempo de ser decisivo
Fonte: CD Cova da Piedade

No segundo tempo apareceu mais a Académica, mas mesmo assim as oportunidades mantiveram-se escassas de parte a parte. Romário Baldé mostrou um primeiro vislumbre de resposta por parte da Briosa, mas a o remate do guineense foi à figura de Anacoura.

Seguiu-se Balogun, entrado na segunda parte, a criar perigo na esquerda, cruzando rasteiro à procura de alguém para o desvio, mas não estava nenhum jogador da Académica na área.

Se o calor “matava” a capacidade física dos jogadores, então as constantes paragens para assistência aos atletas do conjunto de Coimbra cortavam completamente o ritmo de jogo, com as oportunidades de finalização a surgirem maioritariamente de bola parada, como um canto na direita a favor do Cova da Piedade aos 58 minutos, em que o guarda-redes Ricardo Moura precisou de esticar-se para evitar o segundo golo.

A reação da Briosa desvaneceu-se a meio da etapa complementar, com o Cova da Piedade a criar mais perigo junto da baliza dos Estudantes através de contra-ataques rápidos. Um livre indireto na direita, ao jeito de um canto mais curto, levou perigo para Ricardo Moura aos 67 minutos, com o cabeceamento de Yan Victor a sair ligeiramente por cima. Já a quinze minutos do fim, foi Ronaldo Tavares a ter uma grande oportunidade, mas o remate acabou desviado por um defesa e saiu por cima.

Acabou por ser mesmo o Cova da Piedade a dilatar a vantagem, perante uma Académica de rastos e sem capacidade no ataque. Ki, aposta de João Alves na segunda parte, ofereceu a bola infantilmente ao Piedade, Ronaldo Tavares cruzou rasteiro e Cele encostou para o 2-0 final, com o conjunto da Margem Sul a conquistar três preciosos pontos na luta pela manutenção, enquanto a Académica pode perder o terceiro lugar se o Estoril pontuar esta jornada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Cova da Piedade: F. Anacoura, P. Coronas, Allef, Yan Victor, Evaldo, M. Rosa (Ballack, 80’), S. Mané, T. Cele, A. Carvalhas (B. Diarra, 62’), A. Stanley (R. Tavares, 56’) e H. Firmino.

Académica OAF: R. Moura (J. Neiva, 74’), D. Teles (Ki, 67’), Yuri, Zé Castro, N. Pedroso, Marinho (F. Balogun, 46’), Reko, F. Alexandre, J. Traquina, J. Toro e R. Baldé.

CD Feirense 4-4 GD Chaves: Golos para dar e vender na Feira

Tarde quente em Santa Maria da Feira para receber o jogo entre CD Feirense e GD Chaves. Apesar de este ser um jogo fundamental na luta pela manutenção dos flavienses, no fim dos 90 minutos ficou tudo empatado e os pontos dividiram-se.

O jogo começou a meio gás no Marcolino Castro, até que o GD Chaves inaugurou o marcador aos dez minutos, através de um golo de classe de William. Depois de um lançamento lateral, o número 11 flaviense tocou de calcanhar para o fundo da baliza fogaceira.

A vantagem flaviense durou apenas dois minutos. Flávio Ramos subiu mais alto que todos os outros e cabeceou para a baliza de António Filipe, com um toque de Djavan pelo meio, restabelecendo o empate no marcador.

Aos 19’ o Chaves podia ter aumentado a vantagem, não fosse a falta de pontaria de Niltinho. William furou pela esquerda e o extremo flaviense, já dentro da pequena área, atirou ao lado. O jogo partia-se e a intensidade aumentava no Marcolino Castro.

Após um lance polémico na área fogaceira, Filipe Martins recebeu ordem de expulsão por parte de Manuel Mota, estavam decorridos 25 minutos de jogo.

Aos 36’ houve golo olímpico na Feira. Vítor Bruno bateu o canto diretamente para o fundo das redes flavienses e o Feirense deu uma cambalhota ao marcador.

O Feirense jogava sem pressão e, através de mais uma bola parada, Manuel Mota assinalou penálti a favor dos da casa. Com o auxílio do VAR, anulou a grande penalidade e mandou prosseguir a partida.

O jogo chegou ao intervalo com o Feirense a vencer por duas bolas a uma, o que, a confirmar-se ao fim dos 90’, será a primeira vitória em 30 jogos para os fogaceiros.

Os adeptos flavienses fizeram mais de 150 quilómetros para fazerem esta enchente na Feira
Fonte: Bola na Rede

O Chaves entrou determinado no segundo tempo e Luther, a partir de um livre frontal, obrigou a uma intervenção atenta de Caio.

Caio esteve novamente a altura aquando do cabeceamento de Maras, mas a bola voltou a entrar na área do Feirense e o central Sérvio não perdoou. Cabeceamento de cima para baixo, como mandam as regras, sem hipótese para Caio, e estava refeito o empate.

Numa tarde onde fazia muito calor na Feira, também o jogo estava quente, com muita intensidade de parte a parte nos duelos individuais e perigo em ambas as áreas.

O Feirense acabou por chegar ao terceiro golo, numa jogada pintada com a magia de Tiago Silva. O criativo dos fogaceiros picou a bola por cima da defensiva flaviense para Babanco, que a colocou pelo meio das pernas de António Filipe, no fundo da baliza.

Aos 72’, Platiny entrou…e marcou. O avançado ex- Feirense cabeceou, depois de um canto pela direita, e fez o 3-3 no marcador, não tendo festejado frente à antiga equipa.

Mal os adeptos flavienses respiravam com o empate, voltava o Feirense  a marcar e adiantar-se no marcador. Mesquita cruzou pela direita e Machado, no coração da área, fez o quarto dos fogaceiros.

Por pouco Edson Farias não fez o quinto do Feirense à passagem dos 78’. O extremo fogaceiro fletiu para dentro, já na área do Chaves, e rematou colocado, mas a bola embateu na trave da baliza de António Filipe.

O GD Chaves, já em tempo de compensação, tirou proveito de um desentendimento entre Philipe Sampaio e Caio Secco, e Platiny bisou na partida.

Manuel Mota apitou para o final da partida e os pontos dividiram-se no final dos 90 minutos. Com este resultado, o Feirense soma 16 pontos e mais uma jornada sem vencer. Já o GD Chaves sobe provisoriamente ao 15.º e último lugar acima da linha de descida.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Feirense: Caio; Mesquita, Flávio, Briseño, Vítor Bruno; Cris(Ghazal 72’), Babanco; Edson Farias, Tiago Silva, Machado(Philipe Sampaio 85’); Stivan.

GD Chaves: António Filipe; Djavan, Campi, Maras, Lionn; Gallo( Ghazaryan 56’), Jefferson, Bressan(Costinha 37’), Luther; Niltinho( Platiny 72’) e William.

Com Phellype a despontar, Dost tem que se cuidar

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O holandês Bas Dost tem permanecido fora das convocatórias de Marcel Keizer devido a complicações físicas. Para compensar esta ausência, o técnico leonino chamou Luiz Phellype ao onze inicial e o brasileiro tem correspondido da melhor forma, pois leva já cinco jornadas consecutivas de Leão ao peito a marcar – totalizando seis golos. O rácio de número de golos por jogo logo na época de estreia fez já com que o ponta-de-lança ex-Paços de Ferreira igualasse, nesse capítulo, outros nomes sonantes que passaram por Alvalade, desde logo Mário Jardel ou Liedson.

Assim, a lesão de Dost fez com que despontasse Luiz Phellype – a sua robustez, inteligência e devoção ao jogo leonino mostraram que temos também no plantel quem (finalmente!) possa fazer frente ao holandês – quebrando a “Dostdependência” que atravessava a equipa principal nas últimas épocas. A competitividade interna numa equipa, se for bem desenvolvida e estimulada, é um fator determinante para a evolução de um coletivo evitando, ao mesmo tempo, que alguns jogadores descansem “à sombra da bananeira”.

O regresso de Bas Dost à equipa principal – algo que pode acontecer desde logo no próximo jogo diante do Belenenses SAD – traz, por isso mesmo, uma nova exigência ao holandês. Este deixou de estar sozinho no ataque dos leões, tem agora um colega que luta jogo-a-jogo, golo-a-golo, treino-a-treino.

Luiz Phellype tem aproveitado da melhor forma a ausência de Bas Dost, justificando todo o investimento que os leões fizeram na sua contratação
Fonte: Sporting CP

Todos os sportinguistas sabem que Dost é e será sempre Dost. Mas uma equipa que assenta grande parte do seu jogo num único elemento-chave corre sérios riscos de quebrar a senda vitoriosa quando esse elemento se lesiona ou atravessa um momento mais baixo de forma.

Esta competitividade interna poderia ficar sanada se Keizer optasse por colocar ambos em simultâneo no campo, formando uma dupla ofensiva Dost-Phellype. Mas, a avaliar pelas recentes exibições do Sporting e as opções técnicas de Keizer, parece que um sistema de jogo assente em dois avançados – o 4x4x2, por exemplo – é uma possibilidade remota.

O 4x3x3 veio para ficar neste Leão de Keizer e, com isso, apenas um ponta-de-lança ganhará o lugar no onze inicial. Tudo indica que o homem que ganhará a luta pela titularidade seja Bas Dost mas o seu afastamento mostrou que ele já deixou de ser tão insubstituível como era dantes. É que Phellype está a despontar e Dost tem que se cuidar.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Fase decisiva prestes a arrancar

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Terminou a fase regular da Liga Principal de Futsal portuguesa e a partir de agora entramos na fase decisiva para apurar o campeão nacional e a equipa que se irá juntar ao Sporting CP como representante português na próxima edição da Liga dos Campeões de Futsal, que já tem a presença garantida na edição 2019/20 por ser o campeão europeu em título, podendo ser em simultâneo o campeão nacional caso os verde e brancos não consigam ser tetracampeões.

Para o play-off apenas as oito melhores equipas da fase regular asseguraram vaga, pelo que esta fase promete grandes jogos a partir dos quartos-de-final, cujo alinhamento já está definido. De referir também que o primeiro jogo se disputa em casa da equipa pior classificada, sendo os dois encontros seguintes no pavilhão da equipa melhor posicionada. Sem mais demoras, vamos conhecer as quatro eliminatórias, discutidas à melhor de três jogos (apura-se a equipa que sair vencedora em dois encontros, até às meias-finais, sendo que a final se joga à melhor de cinco partidas (é campeã a equipa que ganhar três jogos).

SL Benfica vs Elétrico FC

O líder da primeira fase tem pela frente o oitavo classificado, o digníssimo representante do Alentejo que na sua época de estreia entre a elite do futsal nacional conseguiu logo apuramento para esta fase decisiva, e promete fazer tudo para que esta aventura não acabe aqui. O Benfica tem um claro favoritismo nesta eliminatória mas vai sentir muitas dificuldades, sobretudo na deslocação a Ponte de Sor, este Sábado. Na fase regular os encarnados tiveram que suar muito para levar o triunfo para casa, num jogo que terminou com um apertado 2-3 favorável às águias.E que chegou a estar empatado 2-2 até que Rafael Hemni conseguiu selar o triunfo, enormes dificuldades que se irão referir nesta deslocação ao alto Alentejo.

Sporting CP vs CRC Quinta dos Lombos

O recentemente aclamado campeão europeu terá pela frente o sétimo classificado, em virtude da sua vice-liderança na fase regular, devido a um empate em pleno pavilhão João Rocha com… a Quinta dos Lombos por 2-2. Portanto, e apesar do claro ascendente dos leões tanto em termos individuais como coletivos é de prever algumas dificuldades se os comandados de Nuno Dias se “puserem a jeito”.

Depois da grande conquista europeia, o Sporting volta as atenções para tentar o tetra campeonato e fazer (ainda mais) história
Fonte: Sporting CP

AD MODICUS vs SC Braga/AAUM

Porventura a eliminatória mais forte e a contar com duas fortes candidatas às meias-finais. Os bracarenses tiveram uma época irregular e viram isso repercutido com o sexto lugar na primeira fase. A consequência imediata é enfrentar o terceiro classificado e disputar apenas um jogo no seu pavilhão. O prognóstico mais provável é que o desfecho desta ronda eliminatória apenas se decida num terceiro jogo, com o equilíbrio a ser a nota dominante.

AD Fundão vs CR Leões de Porto Salvo

A par do emparelhamento anterior, talvez seja o mais equilibrado, algo normal, pois neste caso enfrentam-se o quarto (Fundão) e o quinto (Leões de Porto Salvo) classificados. Portanto,é muito provável que também esta eliminatória precise de um terceiro e decisivo encontro. O primeiro encontro, em Porto Salvo, neste Sábado já poderá ajudar a perceber mais um pouco como vai ser esta discussão até ao último segundo.

Curiosamente, estes quatro duelos dificilmente poderiam ser mais interessantes, tanto pelas enormes dificuldades sentidas em jogos da fase regular, como pelo grande equilíbrio que se prevê.

Foto de Capa: FPF

O regresso do FC Famalicão ao convívio com “os grandes”

O FC Famalicão está de volta à Primeira Liga, 25 anos depois. A equipa liderada por Carlos Pinto beneficiou da derrota do Estoril Praia, adversário direto na luta pela subida de divisão, e fez a festa a partir do sofá.

Porém, o caminho para chegar até aqui não foi fácil. Foi um meio quarto de século, em que a equipa de Famalicão teve várias recaídas e vários obstáculos. Um meio quarto de século em que o FC Famalicão para além da Segunda Liga, disputou o Campeonato Portugal e o campeonato distrital da AF Braga.

Agora, após 25 anos de vários tormentos, o FC Famalicão está de regresso ao convívio com os grandes. Nesta, que é a sétima presença da equipa minhota na Primeira Liga. A última tinha sido em 1993/1994.

Um regresso muito merecido e que premeia a paixão do povo de Famalicão à equipa da terra. Conhecido pela sua grande massa associativa, o FC Famalicão foi um exemplo ao longo de toda a temporada, tendo sido uma das equipas que mais adeptos levou ao estádio tanto em casa, como na condição de visitante. Adeptos que foram o 12.º jogador famalicense em qualquer campo, e que faziam “corar de inveja” muitas equipas da Primeira Liga.

Depois da confirmação da subida, a equipa do FC Famalicão saiu à rua para festejar junto dos adeptos.
Fonte: FC Famalicão

Apesar da festa matutina, nem tudo foi um mar de rosas ao longo da época. Uma vez que em março houve uma troca de técnicos devido a maus resultados: saiu Sérgio Vieira e entrou o experiente técnico Carlos Pinto. Uma troca positiva e que deu frutos, quase dois meses depois.

No que ao plantel diz respeito, o destaque recai, naturalmente, sobre o goleador da equipa, Fabrício Simões. O ponta de lança brasileiro é melhor marcador da equipa com 15 golos, muitos deles decisivos para a conquista dos três pontos. De resto, o FC Famalicão é também a equipa mais goleadora da Segunda Liga, com 49 golos apontados.

Agora, de regresso aos palcos maiores do futebol português, o clube mostra-se ambicioso e afirma que quer lutar pelos lugares cimeiros da tabela. O FC Famalicão quer afirmar-se como uma “equipa de primeira” e lutar pelos lugares cimeiros da Liga portuguesa. Uma possível ida às competições europeias é o sonho que se segue.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Os 5 campeões europeus sub-19 que poderão subir à equipa A

Foi na passada segunda-feira, dia 29 de abril, que um conjunto de 25 jogadores entraram para a história do futebol português e do FC Porto. A conquista da UEFA Youth League foi um claro motivo de orgulho para todos os portugueses e a qualidade e a raça que os jogadores da equipa sub-19 dos dragões demonstraram encheu as medidas a todos os portistas. Só o facto de o FC Porto ter derrotado o Chelsea FC na grande final, clube que procurava a terceira vitória em seis anos de existência da prova, já revela o quão longe poderá chegar esta geração de ouro.

No rescaldo da final eram muitos os comentários a pedir que alguns destes jovens tivessem a sua oportunidade. Sérgio Conceição já comentou a inclusão de alguns desses jogadores na equipa sénior – “Temos de dar oportunidade sem dúvida nenhuma, faz todo o sentido. Já dei os nomes, mas não é num estalar de dedos que têm sucesso. É preciso ter alguma calma com aquilo que se sonha. O futebol não é fácil, somos vistos pelo que fazemos a nível de resultados.” É certo de que na próxima pré-temporada os grandes destaques desta equipa sub-19 estarão a treinar com a equipa sénior, mas quem será ao certo os pupilos que terão a sua oportunidade? O Bola na Rede elaborou uma lista de cinco jogadores que possível poderão estar a jogar ao mais alto nível na próxima época.

Paris Saint-Germain FC: O dinheiro não compra títulos

entrada da reta final da temporada, e à data deste artigo, o Paris Saint-Germain FC já garantiu o título da Ligue 1, seguindo isolado no primeiro posto com 16 pontos de vantagem do Lille OSC, o segundo classificado. Contudo, o bi-campeonato conquistado pelos parisienses não justifica todo o investimento feito pelo clube e sobretudo a massa salarial que o plantel aufere.

Na presente temporada, além do fracasso europeu, nas competições secundárias francesas, a Coupe de France e a Taça da Liga Francesa, o PSG revelou-se incompetente e não conseguiu alcançar mais nenhum título.

Primeiramente, nos Quartos de final da Taça da Liga Francesa, o PSG foi surpreendido em pleno Parque dos Príncipes diante da equipa do Guingamp, que, nos últimos dez minutos da partida, na conversão de duas grandes penalidades, fez dois golos e fixou o 1-2 final.

Para analisar a campanha europeia do PSG é conveniente relembrar que na primeira declaração de Nasser Al-Khelaïfi enquanto presidente do Paris Saint Germain, foi prometido um plantel de luxo, várias conquistas e um prazo máximo de cinco anos para conquistar a Liga dos Campeões. Em 2016 a validade dessa promessa chegara ao fim e também não foi nesta temporada que o clube parisiense conseguiu esse feito.

Na Liga dos Campeões 2018/2019, o PSG venceu o grupo C categoricamente, mas na fase seguinte naquele que possivelmente foi o momento mais decisivo da sua época vacilou: após uma excelente exibição na primeira mão dos oitavos de final que culminou numa vitória justa por 2-0 em Old Trafford, na segunda metade da eliminatória, os parisienses viram o Manchester United marcar ao cair do pano o 3-1 final e mais uma vez o sonho europeu caiu por terra.

Novamente jogando perante os seus adeptos, o Paris Saint-Germain não se assumiu como uma das maiores potências da Europa e foi eliminado de mais uma competição.

Com Neymar nas bancadas, completamente abismado, o Paris SG ainda tentou pressionar nos nove minutos de compensação que surgiram
Fonte: UEFA

Para um plantel que atualmente tem um valor de mercado na ordem dos 930M de euros, a eliminação precoce das competições fez despoletar múltiplas críticas na opinião pública. Essa crescente onda de reclamação aliada à notícia de que o Qatar pondera deixar de investir no clube francês gerou alguma instabilidade interna que teve um impacto negativo no rendimento da equipa no último terço da temporada.

Ainda assim, logo no mês de abril, a cinco jornadas do fim do campeonato, o PSG conquistou a Ligue 1.

Num campeonato tão pouco competitivo, os parisienses limitaram-se somente a conquistar o título, não demostrando qualquer tipo de dificuldades e até emoção, na medida em que em toda a sua campanha nenhuma outra equipa lhe conseguiu fazer frente. As facilidades foram tantas que o título foi “festejado no sofá” fruto de mais um deslize do Lille, que, curiosamente, na jornada anterior havia goleado o PSG por 5-1, evidenciando assim a fragilidade dos comandados de Tuchel.

Poucos dias depois, no Stade de France, na final da Coupe de France, o Paris Saint-Germain defrontou o Rennes.

Com uma entrada fulminante na partida, o conjunto parisiense chegou rapidamente a uma vantagem de dois golos com Neymar em especial evidência assinalando um golo e uma assistência. Apesar do bom arranque, o PSG mais uma vez deixou-se surpreender, permitiu o empate e a final seguiu para as grandes penalidades, sem a presença do jovem prodígio Kylian Mbappé que viu vermelho direto.

Foi o Rennes quem venceu a Coupe de France, batendo nas penalidades o PSG por 6-5 com Nkunku Christopher a ficar muito mal na fotografia ao “atirar para as nuvens” na cobrança de uma grande penalidade na fase de morte súbita.

Ao PSG já só resta cumprir calendário na Ligue 1 e para a história fica uma temporada com um sabor “insonso” em que os parisienses conquistam o título nacional com demasiada facilidade, mas pecam em três momentos cruciais não se revelando capazes nem merecedores de conquistar mais algum título.

Fonte: Paris Saint Germain FC

O fracasso da equipa parisiense é para alguns uma vitória da integridade do futebol, uma vez que mesmo com um investimento de largas proporções, o principal clube francês não foi capaz de ser gigante.

Em Paris, desde a direção aos jogadores, advinham-se algumas mudanças e o sucesso do PSG terá de passar pela “descapitalização” do clube e pela aposta num plantel como um todo e não como um concílio de craques.

 

Foto de Capa: FFF

 

Estoril Open 2019 – Dia 7: Caiu de pé!

Não faltou emoção em dia de quartos de final do Millennium Estoril Open.

O dia 7 do torneio português abriu com o encontro entre Stefanos Tsitsipas e João Domingues. O jogador luso procurou, frente ao grego, fazer ainda mais história no torneio.

O primeiro set mostrou um João Domingues concentrado e com atitude perante o 10º classificado do ranking ATP. No entanto, foi mesmo Tsitsipas quem ganhou vantagem na partida, após vencer no tie break.

No segundo set, manteve-se o equilíbrio. João Domingues sofreu um break point no seu terceiro jogo de serviço, mas respondeu na mesma moeda. O momento chave na partida aconteceu logo a seguir, quando Tsitsipas conseguiu novo break point. A servir para vencer o encontro, o tenista de 20 anos não desperdiçou e confirmou a vitória que garante a presença nas meias finais.

Apesar da eliminação, João Domingues não deixou de ter uma semana fantástica no Clube de Ténis do Estoril. Conseguiu uma das melhores vitórias da carreira, ao vencer Alex De Minaur (nº 27 ranking) e chegou, pela primeira vez, aos quartos de final do torneio.

Nos restantes encontros do dia, nota para a vitória de David Goffin diante de Malek Jaziri. O jogador belga vai encontrar Stefanos Tsitsipas nas meias finais. Fica, desta forma, marcado o encontro entre os carrascos dos jogadores portugueses.

Já em secção noturna, assistiu-se à vitória impressionante de Alejandro Davidovich Fokina sobre Gael Monfils. O jogador espanhol, de apenas 19 anos, confirmou, mais uma vez, o porquê de ser, a par de João Domingues, uma das principais surpresas desta edição do Estoril Open.

No último encontro dos quartos de final, Pablo Cuevas deitou por terra as aspirações de Frances Tiafoe de chegar, novamente, à final. Com esta vitória, Pablo Cuevas apurou-se para a meia final e vai defrontar Alejandro Davidovich Fokina.

Os 5 principais obreiros da conquista europeia no futsal

À terceira é de vez e o Sporting sagrou-se mesmo o rei da Europa no que diz respeito ao futsal. Depois de terem chegado por duas vezes consecutivas à final da maior prova do futsal europeu, os leões conseguiram mesmo vencer a competição.

Esta vitória só veio comprovar a fantástica equipa que os leões têm e há homens que se destacam no meio deste leque de atletas.

Ronaldo e Cancelo nada Allegri(s) na Juventus FC

A Juventus este verão adicionou dois internacionais portugueses ao seu plantel: João Cancelo e Cristiano Ronaldo. Com a chegada de ambos à crónica campeã Italiana, sobretudo de Cristiano, os olhos de Portugal, da Europa e do Mundo concentraram-se na equipa de Turim.

Sete vezes campeã Italiana (agora oito), a Vecchia Signora apetrechou o plantel para continuar a dominar o futebol transalpino, mas também para voltar a ser campeã Europeia, depois de ter perdido duas finais nos últimos anos e de não ser campeã da Europa há 23 anos (conquistas em 1985 e 1996). No entanto, a Juventus FC foi eliminada pelo sensacional AFC Ajax, já depois de uma fase de grupos cinzenta e de uma passagem muito sofrida nos oitavos (valeu Cristiano Ronaldo, como sempre) e ganhou novamente a Serie A, com exibições pouco convincentes semana sim, semana sim, onde o individual parecia disfarçar a falta de conexão e ideias do coletivo.

Se faltam ideias a uma equipa com o armamento da Juventus FC, então o alvo tem de ser o treinador: Massimiliano Allegri. O técnico italiano não tem de provar nada a ninguém, tendo já no currículo seis títulos de campeão Italiano, quatro Taças de Itália e três Supertaças Italianas, para além de ter conduzido a equipa a duas finais de Liga dos Campeões. No entanto, e o que se nota mais, é que, quanto mais sobe o nível de qualidade do plantel da Juventus FC, menos Allegri faz a diferença.

Basicamente, Allegri com um plantel de qualidade, mesmo não sendo favorito, consegue ser campeão pelas suas ideias e forma de ler o jogo (acredito que conseguia lograr o título com um AS Roma, por exemplo), mas quando tem equipa para jogar “mais” e abordar de forma mais arrojada e criativa as partidas, parece que emperra nas suas ideias e a equipa não parece engatar, andando aos solavancos e órfã de toda a qualidade individual que tem.

Cristiano Ronaldo e João Cancelo estão reféns dessa desconexão entre as ideias de Allegri e toda a qualidade da equipa. Uma equipa com um futebol “triste”, que faz da eficácia, quer ofensiva, quer defensiva, a sua grande arma devido à qualidade individual.

Apesar de jogar numa equipa que não encaixa nas suas características, Ronaldo já soma 27 golos
Fonte: Juventus FC

Cristiano é anulado pelo jogo mastigado da equipa. Não é servido, nem de perto, nem de longe, da mesma maneira que era no Real Madrid CF. Aliás, sente-se que a equipa não foi moldada às suas características. Quando se compra Cristiano Ronaldo, a equipa sabe que é mesmo que comprar à volta de 60 e muitos golos (contabilizando golos e assistências ou jogadas envolvendo o mesmo), mas a bola não lhe chega com qualidade. Grande parte dos críticos aponta as culpas para o meio campo, mas médios como Pjanic, Bentancur, Can, Matuidi ou até Dybala (que faz de terceiro médio/falso 9), são exemplos que são as ideias de Allegri que têm de se ajustar e que o problema não é da qualidade.

Uma equipa desligada, lenta na circulação e com um bloco de médio-baixo, que faz com que Ronaldo não consiga mostrar tudo o que vale. Fruto desta maneira de abordar o jogo, Cristiano está constantemente longe da zona de finalização, quando é um homem que vale o que vale pelo que faz no último terço do campo.

Cancelo está a ser banalizado por Allegri, devido à rigidez tática do técnico
Fonte: Juventus FC

Cancelo é outro exemplo. O lateral é um dos mais poderosos defesas a subir no terreno, sendo um autêntico extremo, com qualidade de drible, cruzamento, passe e finalização. No entanto, tem imensos problemas a defender, sendo que quando fica exposto no 1×1 com o extremo adversário, quase sempre “sofre”. A solução de Allegri tem passado por prender mais Cancelo ao quarteto defensivo (exemplo, primeira mão em Amesterdão), não tendo luz verde para subir, como é habitual nele, ou metê-lo no banco com De Sciglio. Talvez a melhor solução seja equilibrar a equipa, havendo uma cobertura maior a esse lado, já que do outro lado há outro lateral ofensivo, Alex Sandro, mas que joga mais apoiado na progressão, ao contrário de Cancelo, que é explosivo e veloz.

Cristiano e Cancelo estão a realizar temporadas de estreia pela Juve de qualidade, mas, na minha opinião, a anos-luz do que poderiam fazer. Allegri tem de fazer o upgrade e adaptar a equipa. No passado, tendo em conta que os seus plantéis eram bons, mas que não estavam tão apetrechados como Real Madrid CF, FC Barcelona, etc, era normal jogar com um bloco fortemente compacto, seguro, mas hoje em dia, com a equipa que tem, o futebol da Vecchia Signora tem de ser mais vertiginoso, empolgante e ofensivo. Bolas paradas, remates de meia distância e cruzamentos já não podem ser o ADN desta Juventus FC.

Com a vinda de Cristiano Ronaldo, a Juventus FC tem de mudar, Allegri tem de mudar. Para ser campeão Europeu e Mundial não basta contratar o melhor do mundo, tem de se adaptar a equipa e fazer o update para o nível seguinte.

 

Foto de Capa: Juventus FC