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Liverpool FC 4-0 FC Barcelona: Em Anfield Road, “You’ll Never Walk Alone”

Liverpool FC e FC Barcelona defrontaram-se esta noite, num jogo que era aguardado com enorme expetativa, apesar do resultado da primeira mão. O Barcelona chegava a este jogo com três golos de vantagem, uma diferença que poderia ser encurtada ou anulada caso o Liverpool marcasse cedo e o ambiente eletrizante de Anfield Road empurrasse a equipa para uma noite europeia inesquecível.

Não foi surpresa ver os reds assumirem uma postura bastante ofensiva desde o apito inicial, assim como não foi surpresa o golo madrugador de Origi. O Liverpool colocou-se em vantagem logo aos 7 minutos, quando Henderson foi bem lançado por Mané, trabalhou bem sobre os defesas e disparou, com Ter Stegen a defender e a ver Origi aproveitar a recarga para colocar os adeptos do Liverpool em êxtase. 1-0 a favor da equipa da casa ainda antes do primeiro quarto de hora, que indiciava um jogo ainda mais aberto.

O Barcelona mal teve tempo de assentar o jogo e já estava em desvantagem no jogo. Mas foram rápidos a reagir os catalães, com duas excelentes jogadas de ataque, primeiro Messi (14’) e depois Coutinho (17’), a verem os seus remates serem negados por Alisson.

O jogo estava emotivo e rápido, numa toada de “bola cá, bola lá”, com o Liverpool bastante balanceado para o ataque, em busca dos golos que permitissem empatar a eliminatória, e o Barcelona muito eficaz nas transições rápidas, procurando um golo que desse tranquilidade para gerir a passagem à final. Apesar de Suárez estar “engolido” pelos enormes Van Dijk e Matip, Messi e Coutinho foram-se destacando pelo inconformismo, mas sem conseguir desatar o nó.

No último quarto de hora da primeira parte o jogo pautou-se por algumas picardias e faltas mais ríspidas, com os jogadores de ambas as equipas a deixarem-se tomar, em certa medida, pelas emoções do jogo. Mesmo antes do apito para o intervalo, desmarcação fantástica de Messi a isolar Jordi Alba, mas o lateral catalão permitiu a mancha a Alisson, que assim segurou a vantagem da sua equipa até ao descanso.

Origi inaugurou o marcador em Anfield Road
Fonte: UEFA

A segunda parte começou com o Liverpool a todo gás e a empatar a eliminatória em apenas dois minutos. O 2-0 foi da autoria do recém-entrado Wijnaldum, a rematar de primeira já dentro da área, após cruzamento rasteiro de Alexander-Arnold. Dois minutos mais tarde, ainda os adeptos do Liverpool festejavam, e Wijnaldum bisava de cabeça, num excelente gesto técnico, colocando o marcador em 3-0 e empatando a eliminatória, quando o relógio ainda marcava 56 minutos de jogo.

 O ambiente estava eletrizante em Anfield Road, contagiando a equipa da casa, enquanto o Barcelona parecia já derrotado. Os catalães foram-se abaixo psicologicamente com a perda da vantagem de três golos e não mais conseguiram voltar ao jogo. O Liverpool arrancou para uma meia hora final dominadora, à procura do golo que valesse o bilhete para a final de Madrid.

Quem se junta ao Liverpool FC na final da Liga dos Campeões? Aposta já!

Ao minuto 79’, aconteceu o momento do jogo: canto a favor do Liverpool, com Alexander-Arnold a encaminhar-se para bater. Aproveitando a total distração da equipa do Barcelona, o defesa dos reds centrou de pronto. Origi aproveitou a apatia dos catalães e, mesmo em frente ao Kop, rematou para o fundo das redes, colocando Anfield Road em ebulição. 4-0 e o Liverpool dava a volta à eliminatória.

Até ao final do jogo o Barcelona bem tentou fazer pela vida, mas foi o Liverpool até a estar mais perto de marcar. Ambiente fantástico o que se viveu em Anfield Road, numa das noites mais memoráveis da história da Champions League. Os reds mostraram que são, de facto, especialistas em reviravoltas e estão na final da competição pelo segundo ano consecutivo, indo agora em busca da vitória que lhes fugiu no ano passado.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Liverpool FC: Alisson, Robertson (Wijnaldum, 45’), Van Dijk, Matip, Alexander-Arnold, Milner, Fabinho, Henderson, Shaqiri (Sturridge, 90’), Mané e Origi (Joe Gomez, 85’).

FC Barcelona: Ter Stegen, Sergi Roberto, Piqué, Lenglet, Jordi Alba, Busquets, Rakitic (Malcolm, 80’), Vidal (Arthur, 74’), Coutinho (Nélson Semedo, 60’), Messi e Suárez.

Foto de Capa: UEFA

O que está mal… Muda-se

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Foi em Portimão que Rui Vitória orientou a última partida pelo Benfica. A rotura deveu-se aos consecutivos maus resultados e exibições ao longo da primeira metade da temporada, juntando-se o facto de ter sido eliminado da Liga dos Campeões na fase de grupos – ao ficar em terceiro lugar do grupo -, e de ter deixado o Benfica em quarto lugar, a sete pontos do líder, na Primeira Liga. A derrota contra o Portimonense foi a gota de água num copo já a transbordar da fúria dos adeptos a pedir ar fresco no banco encarnado.

Porém, antes da separação final, Vitória já estivera perto de sair do comando técnico, mas o presidente das águias, alegando ter visto uma luz, deu uma nova oportunidade ao ribatejano. Nessa altura, muitos não gostaram da decisão do presidente, mas as opiniões em concordância com Luis Filipe Vieira alegavam que trocar de treinador a meio da temporada seria desistir da conquista de títulos devido à instabilidade que poderia trazer ao clube. Uma questão pertinente, mas, agora vemos, errada.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Bruno Lage chegou-se à frente para comandar as tropas encarnadas e mostrou-se ser um grande sargento. A equipa cresceu logo desde o momento em que Lage assumiu o banco, até hoje, quando o Benfica se prepara para enfrentar o adversário que estreou o atual treinador: o Rio Ave. Isto significa que Bruno Lage está agora a completar uma volta do campeonato pelo Benfica, tendo enfrentado todas as equipas que o antigo treinador enfrentou. Desta forma, podemos comparar os números dos dois treinadores frente às mesmas equipas:

Foram 15 jogos, nos quais Rui Vitória venceu 10, empatou dois e perdeu três;

Bruno Lage, frente às mesmas 15 equipas, venceu 14 e empatou um.

Da herança de Rui Vitória, o atual treinador teve a despromoção à Liga Europa, sete pontos de distância da liderança da Primeira Liga, final four da Taça da Liga e quartos de final da Taça de Portugal. Os resultados deste ponto de partida, foram os quartos de final da Liga Europa, as meias finais de ambas as taças e a liderança isolada, a dois pontos do segundo classificado, da Primeira Liga, com apenas duas jornadas para o final do campeonato.

Assim, é evidente que a troca de treinador a meio da temporada, não trouxe nada de negativo ao Benfica. A esperança de alcançar algum título era baixa, mas com o novo timoneiro, rapidamente passou o medo de que esta troca fosse o mesmo que começar a preparar a próxima época. Foi bem mais que isso, já que o Benfica conseguiu chegar às últimas duas jornadas do campeonato na liderança, e, pelo meio, teve um caminho de luta em três frentes em simultâneo.

Foto de Capa: SL Benfica

Tarde demais

Decorria o minuto 75 do jogo entre o FC Porto e o CD Aves quando Sérgio Conceição mandou Aboubakar parar os exercícios de aquecimento e preparar-se para entrar na partida. Foi um regresso muito saudado pelas bancadas do Dragão, carimbado com um sorriso rasgado do camaronês, que voltava à competição depois de um calvário de 6 meses.

A verdade é que a ausência de Aboubakar dos relvados teve um impacto negativo muito superior ao que se pode pensar. Acredito, até, que poderá ter tido um impacto decisivo nas contas do campeonato. Nunca saberemos como acabaria este campeonato se o FC Porto tivesse podido contar com o africano.

Aboubakar não é, de todo, um fora de série. Não é, por si só, um jogador que marque diferenças por aí além. É provavelmente o avançado do plantel mais dotado tecnicamente e é na hora da finalização que possui as mesmas dificuldades que Marega e Soares. Se assim não fosse, acredito que estaria talhado para altos voos. De qualquer forma a sua ausência acaba por ser decisiva porque deixou o ataque portista entregue aos já referidos Marega e Soares e a uma mão cheia de alternativas sofríveis. Fernando Andrade e André Pereira mostraram estar muito abaixo dos mínimos exigidos a um jogador do FC Porto e Adrian Lopez, que também passou pelo eixo do ataque, acabou refém das suas características, em nada favorecidas por um estilo de jogo excessivamente físico adotado pelo treinador do FC Porto.

Com Aboubakar de fora, o ataque do FC Porto esteve entregue a Marega e Soares
Fonte: FC Porto

Quando o calendário apertou, o FC Porto claudicou. E uma das razões para o sucedido foi o escasso número de soluções que Sérgio Conceição tinha ao seu dispor. Aboubakar permitiria dotar a equipa de maior capacidade técnica, impedir a sobrecarga de jogos dos dois avançados mais utilizados e, acima de tudo, compensar quando estes claudicaram. É um jogador que, pese embora todas as suas limitações, não tem igual no plantel e acredito que, em condições normais, seria o melhor dos avançados do clube e o que melhor serviria uma ideia de jogo mais requintada.

Embora tarde demais, é sempre bom ver regressar à competição um jogador que passou tanto tempo no departamento clínico. Em princípio já não fará grande diferença no que resta da época, mas espera-se que surja na pré-temporada em boas condições físicas e que 2019/2020 seja, para Aboubakar, uma época de sucesso e livre de lesões. Seja muito bem-vindo.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Cowboy vai para o rodeo e domina Iaquinta

O UFC Fight Night Ottawa teve como combate principal a batalha entre Donald “Cowboy” Cerrone e Al Iaquinta. Cerrone venceu por decisão naquela que foi considerada ‘Luta da Noite’. No mesmo cartaz vimos Walt Harris a destruir Serghei Spivac com um nocaute em apenas 50 segundos, que lhe valeu o prémio de Performance da Noite.

Ottawa foi o palco para o combate entre Donald Cerrone e Al Iaquinta. Foi a segunda luta de Cerrone no regresso à divisão de peso-leve. Anteriormente já tinha vencido Alex Hernandez por KO no segundo assalto, e intencionava continuar a corrida por um combate pelo título.
Iaquinta vinha de uma vitória por decisão contra Kevin Lee e queria continuar a cimentar o seu nome na divisão.

A primeira ronda trouxe um Cerrone melhor no contra-ataque, com variedade e volume de golpes, e a controlar bem a distância. Iaquinta procurava golpes fortes, mas muito rebaixado face ao adversário.

No segundo round Iaquinta veio mais ativo e lançou mais e melhores golpes a Cowboy. O combate mostrava-se muito técnico: ambos lutadores cautelosos nas pancadas, sem querer correr riscos.

O terceiro round foi muito forte para Cerrone. Bastante agressivo deferiu bastantes golpes à distância. A meio da ronda aumentou a pressão e acertou fortes pontapés, e com um direto de direita fez Iaquinta ir ao chão. No final eram visíveis as “marcas de guerra” em Iaquinta: sangrava bastante do nariz e o olho direto estava a fechar.

O quarto assalto iniciou logo com uma knockdown de Cerrone com um fantástico pontapé frontal, ao estilo de Anderson Silva e Lyoto Machida. Iaquinta demonstrava ser muito duro e duradouro por aguentar tantos golpes.

Espetacular pontapé frontal de Cerrona a Iaquinta
Fonte: UFC

No último round Cerrone continuou a pontuar, a atirar golpes à distância e a pressionar, sem resposta do adversário. No final os juízes atribuíram a vitória a Cowboy por decisão unânime: dois deram 49-45 (quatro rondas para Cerrone, uma delas 10-8, e uma ronda para Iaquinta) e um juíz deu 49-46 (quatro rondas para Cerrone, uma para Iaquinta).

Cerrone na conferência pós-combate não escondeu a intenção de lutar pelo título, ou da luta contra Conor McGregor. O Bola na Rede já escreveu sobre essa possível luta.

No co-main event Derek Brunson enfrentou Elias Theodorou na divisão de peso-médio. Brunson vinha de duas derrotas seguidas contra os top contenders Jacaré Souza e Israel Adesanya, ambas por KO. Por sua vez Theodorou estava com três vitórias seguidas, contra Dan Kelly, Trevor Smith e Eryk Anders.

Elias entrou solto no primeiro round, mas uma projeção de Brunson levou o combate para o chão. Aí procurou várias vezes a submissão e conseguiu dominar.

No segundo assalto Brunson esteve muito passivo no strike e quase não procurou atacar. Elias lançou bastantes golpes, sempre a movimentar-se embora a combater a recuar.

O terceiro assalto Brunson manteve-se cauteloso no strike mas conseguiu duas projeções, sendo que uma delas foi um poderoso slam.

No final Derek Brunson venceu por decisão unânime: 30-27 e 29-28 (2x).

Leclerc, o futuro está nas tuas mãos

No ano passado, no Grande Prémio do Brasil de 2018, aconteceu-me algo que já não acontecia desde curiosamente o Grande Prémio do Brasil de 2016, um friozinho na barriga que acontece quando vês um talento extremamente especial a surgir.

Em 2016, o friozinho foi por Max Verstappen, que até lá, achava rápido, mas não melhor que um Kvyat, em 2018, foi por Charles Leclerc, durante a qualificação para a corrida.

Durante a qualificação 2, começou a cair uma chuva leve, mas que já estava a tirar tempo de volta a quase todos os pilotos, ou seja, para poupar motores e assim, começaram todos a entrar nas boxes. O engenheiro de corrida de Leclerc perguntou se ele queria voltar para as boxes, tendo em conta que provavelmente já não iria melhorar o seu tempo e ficaria na 11.ª posição. Contudo, o miúdo pediu apenas mais uma volta, queria tentar de novo, e, enquanto todos os outros pilotos apenas faziam setores amarelos, ou seja, não conseguiam melhorar o seu tempo, Leclerc melhorou a volta e saltou para a oitava posição, ou seja, entrou na qualificação 3.

No Brasil em 2018, passei a adorar o monegasco.
Fonte: F1

Parece pouco, mas a mim só provou ainda mais a força de caráter que o monegasco tem. Outro exemplo disso foi quando dias depois do falecimento do seu pai, Leclerc dominou o fim de semana em Baku, quando ainda estava na Formula 2. Aqui lutou contra algo que deitava abaixo qualquer pessoa e ela não seria julgada por isso, mas Leclerc mostrou uma maturidade e força de vontade muito acima dos tenros 19 anos que tinha na altura.

Tudo isto o lançou para o lugar onde está agora, como companheiro de equipa do tetracampeão Sebastian Vettel numa das maiores equipas de sempre, a Ferrari. A época não começou da melhor forma, com Leclerc a ser demasiado bonzinho com Vettel, e apesar de mais rápido, pedir autorização à equipa para passar, que lhe foi negada. De seguida, no Bahrain, conseguiu a primeira pole position da carreira, e na corrida, após um mau início onde caiu para terceiro, recuperou lugares, mostrando muito mais velocidade que Vettel, e estava a dominar a corrida, até o motor o deixar ficar mal, conseguindo apenas o primeiro pódio, quando tinha a vitória nas mãos.

Será que a união faz a força?

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Desde muito cedo que ouvi a expressão “A União faz a força”, o que julgo ser “Universal” para quem praticou sobretudo modalidades coletivas. Penso não haver qualquer dúvida no que toca à relevância da união, sendo fundamental para o sucesso do quer que seja.

No Clube Leonino, assistimos a uma fase em que a união era/é questionável, tendo em conta tudo o que aconteceu na reta final da temporada anterior. Quando o atual Presidente do Sporting Clube de Portugal, Frederico Varandas, concorreu às eleições, o lema da sua candidatura foi “Unir o Sporting”, uma opção que desde sempre “apelidei” de inteligente e perspicaz.

Pessoalmente, acredito e compreendo que os resultados e exibições das equipas que representam o Sporting Clube de Portugal tenham muita influência nesta importantíssima tarefa que é unir o Universo Leonino. Na presente temporada, isso ficou bem patente, quer no futebol como nas restantes modalidades. No entanto, considero que o décimo segundo jogador faz e pode fazer a diferença em todos os recintos onde as equipas leoninas entram em cena. Para além do apoio dentro dos recintos, onde somos os melhores, é importante também que não duvidemos deste ou daquele jogador quando as coisas correm menos bem.

A união faz a força
Fonte: Sporting CP

Abordando as modalidades, onde o Sporting Clube de Portugal tem um registo incrível com vários títulos, destaco o feito alcançado recentemente pela equipa de futsal: somos Campeões Europeus. E como foi lindo ver o João Rocha vestido de verde e branco a assistir à final da Uefa Futsal Champions League, como foi lindo ver a receção dos campeões da Europa no aeroporto e como foi lindo ver os melhores adeptos do mundo festejarem, com a equipa, um título que nos escapava há alguns anos.

Para terminar, quero pedir aos melhores adeptos do mundo para mostrarem a nossa força até ao final da temporada, quer nas modalidades quer no futebol. Ainda temos muitos títulos para conquistar e festejar.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Vitória FC 0-3 Boavista FC: Jogo feio para a manutenção

Com a manutenção em jogo, esperava-se um encontro de emoções entre o Vitória FC e o Boavista FC no Bonfim. Em caso de vitória, os sadinos poderiam ficar a cinco pontos do Tondela, enquanto que no caso dos axadrezados poderiam mesmo garantir a manutenção.

Ao momento do apito inicial previa-se um jogo intenso e de oportunidades, no entanto, tal não se verificou na primeira metade. Apenas aos 25 minutos surgiu o primeiro remate e oportunidade, com Cadiz a cruzar para Nuno Valente que atirou à malha lateral.

Até aos 45′ pouco mais aconteceu. Ambas as equipas se mostraram apáticas e sem vontade de marcar. Aliás, houve apenas mais duas oportunidades, ambas para o Vitória, mas sem perigo suficiente para assustar Bracali.

O tempo foi passando, devagar e sem emoção, até ao intervalo.

E se emoção era o que o jogo precisava, emoção foi tudo a que a segunda parte teve – infelizmente não por boas razões.

Logo aos 50 minutos, Cadiz caiu no limiar da área e o juiz da partida mostrou-lhe amarelo por simulação, deixando os adeptos zangados. Mas como nada abala a confiança do grande avançado sadino, dois minutos depois, o camisola 99 quase inaugurou o marcador, após um grande cruzamento, mas a bola saiu por cima.

O jogo voltou a arrefecer, mas não por muito tempo. Aos 68′ Semedo fez falta sobre Sauer e Fábio Verissimo não teve dúvidas e mostrou vermelho direto. A decisão gerou muita contestação, quer por parte dos jogadores, quer por parte dos adeptos de sangue na guelra. Para juntar a isto, Sauer, depois de a maca entrar em campo, levantou-se saindo pelo próprio pé – e foi aqui que o futebol morreu. A falta gerou um livre e antes desse livre ser batido as substituições não foram autorizadas. Desse livre, totalmente limpo e legal, nasceu o primeiro golo do Boavista. Yusupha não perdoou e aproveitou uma das poucas oportunidades do clube axadrezado até então.

Após o golo, tempo de substituição. E, antes de Zequinha sair de campo, foi expulso por palavras, deixando o Vitória reduzido a nove unidades. A confusão instalou-se no Bonfim.

Os adeptos tentaram invadir o campo, levando a polícia de choque a intervir. Quando o jogo finalmente prosseguiu, Cadiz faz falta, aos 73 minutos e leva o segundo amarelo, sendo, também, expulso. Com oito homens em campo e o Bonfim num reboliço, o jogo teve parado até quase aos 85′, com Berto a pedir calma aos adeptos que atiravam objetos para o campo, que gritavam para o camarote da comunicação social e que tentavam entrar em campo.

Um jogo de futebol acabou por se tornar num qualquer coisa indescritível. As emoções, que nem sempre são positivas, levaram a melhor sobre todos em Setúbal e aquilo a que se assistiu depois da confusão foi de uma pobreza extrema.

Aos 88′ minutos o Vitória ficou a pedir penalti sobre Berto, mas, uma vez mais, o árbitro nada assinalou, consultando ainda o videoarbitro que confirmou a sua decisão. O tormento dos sadinos ainda não tinha acabado.

Aos 90′ Perdigão marcou o segundo golo do Boavista, acabando com as poucas esperanças que o Vitória ainda poderia ter. Face a todo o sucedido, Veríssimo mandou jogar mais quinze minutos para lá dos 90, para infelicidade do Vitória.

Nesse tempo, o Boavista carimbou a manutenção com mais um golo, desta vez por parte de Sauer.

A noite no Bonfim acabou triste, cinzenta e feia, não só pelo resultado, mas por tudo o que aconteceu. Um jogo que terminou marcado por tudo o que há de pior no futebol. No meio da desgraça, os axadrezados saem felizes, com a garantia de que no próximo ano continuam na primeira liga.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES:

VITÓRIA FC:

Makaridze, Mano, Artur Jorge, Vasco Fernandes, André S., Semedo, Eder Bessa (Mikel, 76′), Nuno Valente (Allef, 76′), Ruben Micael (Berto, 63′), Zequinha, Cadiz

BOAVISTA FC:

Bracali, Edu Machado, Neris, Jubal, Carraça, Tahar, Sauer, Mateus (Perdigão, 86′), Fábio Espinho (Falcone, 55′), Yusupha (Bueno, 78′), Rui Costa

Foto de Capa: Bola na Rede

Banalização e plastificação numa era de marketing e redes sociais

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Para os benfiquistas, ir ao Estádio da Luz é um sentimento inexplicável. A emoção, a mística e o ambiente são únicos e especiais. Afinal, trata-se do local onde o “nosso” clube já alcançou e saboreou muitas conquistas.

Isso é certo e garantido! No entanto, há uma lógica mais forte que se impõe com a evolução natural dos tempos que se vivem. É uma época em que o digital faz parte da vida de clubes e adeptos, por onde mostram a realidade que estão a vivenciar. No caso dos clubes, as plataformas digitais e a importância do marketing são altamente pensadas para influenciar, atrair e transportar os adeptos para um meio onde se sentem “em casa”, mas onde há vários objetivos inerentes a cumprir: dinheiro a ser feito e uma imagem de excelência a passar para o país e o mundo. É com esse propósito que aparecem as redes sociais.

Acreditem em mim, acho ótimo para um clube mostrar que tem os melhores adeptos do mundo e é bom viver a emoção de entrar no campo e sentir toda a magia acontecer ao redor. Porém, há outro lado da moeda.

O elevar do cachecol é uma das principais formas de expressão dos adeptos nas bancadas
Fonte: SL Benfica

De modo a comprová-lo, começo por confirmar a tese de que as redes sociais estão a transformar o mundo e o conceito de ser adepto em particular. No caso dos clubes, é evidente que a necessidade de fazer dinheiro e mostrar o seu forte império são uma das suas matrizes principais. Do lado de quem preenche as bancadas, a essência de ir ao Estádio mantém-se, é certo, mas será que não se começa, aos poucos, a banalizar uma simples ida à Luz, pelo facto de tudo o que nos vão apresentar ser tão previsível? No fundo, mais do mesmo, quero eu dizer!

A minha resposta é afirmativa e vale apenas o que vale, tal como a minha opinião. A sequência acaba por ser sempre a mesma, o que torna as coisas repetitivas. Como se isto não bastasse, o ecrã do Estádio ainda nos dá indicações com frequência para a forma como nos devemos comportar nas bancadas. Parece que nos estão a educar, o que acho desnecessário! Reparei nisto na recente – não tão recente quanto isso – moda de acender a lanterna do telemóvel. No último jogo que fui assistir, contra o Marítimo, a certa altura, olhei para o ecrã e vi a indicação para [os adeptos] tirarem o telemóvel do bolso e acenderem as luzes. Fiquei espantado por dentro, enquanto assistia a mais uma goleada na Catedral. Porquê? Qual a lógica de sermos constantemente lembrados? Incendiar as redes sociais? Tirar um pouco da essência do que é apoiar o clube num jogo de futebol?

Para alimentar ainda mais estas inquietações, é com surpresa que verifico que tudo isto serve apenas e só para dar de comer – peço desculpa pela expressão – as redes sociais do clube, com bastante conteúdo e uma quantidade infernal de gostos, partilhas e comentários.

Deixo-vos mais exemplos (dos quais tenho conhecimento de causa), que também são referidos num dos textos de O Benfiquista Crítico:

  • Habitualmente entoado em plenos pulmões, o hino do Benfica é agora acompanhado pela música original de Luís Piçarra nas colunas do estádio, o que tira a essência de acompanhar um dos momentos mais arrepiantes na Luz.
  • O golo, outro dos momentos mais especiais, banalizou-se por completo. Como se os festejos, carregados de significado, não fossem suficientes, juntou-se uma música dita popular – estrangeira – a fazer lembrar uma discoteca em festa. É certo que se trata de uma festa, mas não está a ser feita numa discoteca, pois não?
  • Por último, o acender das lanternas de que já falei e a utilização de cartolinas, ambas medidas adotadas do estrangeiro, servem apenas para embelezar as redes sociais e manter o estatuto de grande representatividade do clube para todo o país. Como se o que se passa no Estádio não fosse suficiente…

Enfim, estes são alguns dos muitos exemplos que acredito que continuam a acontecer. É sobretudo o fruto de uma transformação e globalização do digital que afeta tanto adeptos como clubes. Da nossa parte, contribuímos com idas ao Estádio e apoio frenético onde quer que estejamos. Mas será que da outra parte somos tratados com verdadeiro carinho e afeição? Ou como meros objetos para alimentar as máquinas que são as redes sociais desta vida? Deixo estas questões para reflexão, com a intenção de alertar para uma realidade que, por vezes, não está ao nosso total alcance.

Foto de Capa: SL Benfica

Os milhões que vêm (ou não) a caminho

Iker Casillas, Fabiano, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Hector Herrera, Yacine Brahimi, Hernâni e Adrián Lopez. Eu sei, parece que estou a formar uma espécie de onze inicial para um qualquer jogo do fim de semana do FC Porto, mas a verdade é que não: estou apenas a enumerar os jogadores que, por uma razão ou por outra, estarão de malas feitas (ou muito perto disso) no final desta época. E a expressão “por uma razão ou por outra” acaba por ser extremamente pertinente neste contexto, uma vez que, se retirarmos o nome de Iker Casillas, que estará em dúvida para a próxima época devido ao grande infortúnio que sofreu, todos os restantes atletas estarão de saída quer pelo término dos seus contratos (“por uma razão”), quer pelos alegados telefonemas vindos de Madrid (“ou por outra”).

Infelizmente, já não é de agora que a direção do clube tem uma dificuldade enorme em renovar contratos de jogadores que entrarão nos últimos doze meses de ligação ao FC Porto. Um erro crasso, a meu ver, tendo em conta a necessidade que qualquer clube português tem de fazer milhões em vendas. É muito satisfatório, admito, ver uma equipa como o FC Porto alcançar a marca de 80 milhões de euros em prémios na Liga dos Campeões, contudo não sei até que ponto é que as campanhas europeias se irão sobrepor a esta estratégia, no mínimo “exótica”, de gestão (a não renovação e a consequente saída a custo zero de jogadores). É um ponto no qual, honestamente, não me canso de insistir. Saídas dos principais nomes do plantel tem que ser tratada, muitas vezes, como inevitável, porém tal não significa que esses dossiês deverão ser tratados em cima do joelho, sobretudo se esse atleta tiver menos de dois anos restantes de contrato. Se tais medidas fossem adotadas, saídas a custo zero de Herrera ou de Brahimi, por exemplo, poderiam ter sido perfeitamente prevenidas, facilitando, assim, a abordagem ao mercado e, por consequência, o reforço do plantel.

Após esta espécie de desabafo, vamos a factos: dos nomes mencionados acima, apenas três surgem como pontos de interrogação: Iker Casillas, cujo regresso aos relvados está encoberto em incógnita, Felipe que, ao que tudo indica, vem sendo seguido de perto por colossos do futebol europeu, com principal destaque para o Atlético de Madrid, e Alex Telles, cujo telefone, aparentemente, também tem recebido tentativas de contacto de Diego Simeone.

A continuidade de Iker Casillas nos relvados ainda é uma incógnita
Fonte: FC Porto

Caso estes rumores se transformem, efetivamente, em realidade, algo que creio que acontecerá pelo menos com um dos brasileiros, a defesa dos “dragões” acabará por desfazer-se quase que por completo. E acaba este por ser a minha principal preocupação no que toca à época 2019/20. Será extremamente complicado para Sérgio Conceição a construção de uma nova muralha defensiva, tendo em conta, principalmente, dois fatores: a qualidade dos jogadores que sairão e as dificuldades financeiras vividas na Invicta.

Um caso extremamente semelhante aconteceu numa equipa rival, à entrada para a época 2017/18: com as saídas milionárias de algumas peças fundamentais do setor mais recuado, como foram os casos de Ederson Moraes, Victor Lindelöf e Nelson Semedo, o SL Benfica teve imensas dificuldades para reconstruir a sua defesa, chegando ao ponto de não conquistar o campeonato nacional.

Qual será o ponto que eu quero chegar com tudo isto? Na verdade, são vários, até. Primeiramente, o FC Porto terá que ter pontaria certeira no ataque ao mercado, contratando verdadeiros reforços que possam receber o bastão de jogadores como Felipe, Alex Telles, Herrera e Brahimi. Segundo ponto: aposta em jogadores da formação. É impossível não reparar no sucesso que tem rondado os “jovens dragões”, culminando, recentemente, na conquista da Youth League. Logo, será quase que imperativo apostar em jogadores da casa. Por que não começar pela baliza, Sérgio? Por último mas claramente não menos importante, renovações de contrato. É chato bater sempre na mesma tecla? É. Mas acreditem, é muito mais chato ver jogadores de top a sair a custo zero.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

FPF eSports – Resumo Semanal: E então restaram 4!

Uma grande semana no panorama do Pro Clubs nacional! Começamos exactamente pelos quartos de final da Taça de Portugal da FPF eSports que se realizaram na passada quinta-feira. Uma noite de grandes emoções e restam as últimas quatro equipas presentes na prova rainha no que promete ser duas grandes partidas agendadas ainda para este mês de Maio.

Voltando a fita um pouco atrás tivemos quatro jogos de grande equilíbrio, jogos com poucos golos e uma decisão que só apurou um semifinalista após 120 minutos e as grandes penalidades. Na primeira partida dos quartos de final tivemos uma surpresa, a equipa da Liga 2, os XF. Iberia eSports levaram a melhor sobre o Estoril Praia eSports equipa da primeira divisão, num jogo morno e com poucas oportunidades fez valor o tento para golo de saxocup14 ao minuto 45 que deu a vitória e um lugar nos últimos quatro da Taça de Portugal qualificação história para esta multigaming que ainda sonha com um lugar no Jamor e tomba uma equipa da Liga 1.

Seguiram-se três encontros em que não havia propriamente claros favoritos e os jogos registaram isso mesmo. Na partida entre os FTW Legacy e o Vitória SC eSports vitória por 2-0 com bis de bmiguel1994 carimba assim a passagem ás meias-finais para os campeões nacionais que tiveram uma grande semana passando na Taça de Portugal e assumindo a liderança da Liga 1, mas já lá vamos…

Mais uma grande partida entre as equipas de elite da Liga 1, os EGN eSports receberam o Sporting CP eSports num jogo bastante equilibrado e que os verdes e brancos acabam por vencer por uma bola a zero ainda nos 90 minutos ficando mais próximos do Jamor tentando repetir o feito da equipa principal de futebol.

Um dos jogos mais emocionantes destes quartos de final ocorreu no confronto entre os SC Braga eSports e os Panthers AC Marinhense durante os 90 minutos um jogo também com grande equilíbrio e as equipas a anularam-se e após 120 minutos vimos que nenhuma das equipas queria cair da Taça e levaram o jogo para as grandes penalidades. Estiveram em evidência os batedores dos penaltis que fizeram balançar as redes, mas já no último momento seria o guardião do SC Braga eSports P01nk que viria a fazer a defesa decisiva e que dava as meias finais à equipa arsenalista.

Estão assim encontrados os últimos quatro desta prova e depois desta eliminatória de grandes emoções e de muito equilíbrio dentro do relvado virtual esperamos jogos das meias finais de grande nível e nesta fase da competição é impossível dizer se existem favoritos qualquer destas equipas sonha em triunfar no Jamor e estão cada vez mais perto de o fazer e alcançar história no Pro Clubs nacional.

Fonte: FPF eSports

O nosso foco agora segue para a Liga 1 numa semana com bastantes golos e em que a tabela classificativa leva uma mudança radical no mínimo… No meio de todos estes resultados são os FTW Legacy que assumem a liderança ao fim de 22 jornadas. Venceram o Aparecida FC, o último classificado da Liga por uns impressionantes 4-0 e 5-0 cimentando o seu lugar de líder já com quatro pontos de vantagem. Surge agora um novo segundo classificado uma excelente subida dos fogaceiros após vitórias sobre a equipa do FC Paços de Ferreira por 1-0 e 6-0 permitiu-lhes ascender e acreditar ainda noutras aspirações. Continuam na perseguição ao topo, o Vitória SC eSports, os EGN eSports, os Grow uP eSports, o Sporting CP eSports e ainda o Rio Ave FC eSports apesar da diferença de já nove pontos sabemos que por vezes no futebol virtual isso é pouco…

Existe ainda uma clara separação entre o nono lugar com os Panthers AC Marinhense e o resto da tabela com uma diferença já de dez pontos. É cedo para anunciar, mas temos duas equipas já em apuros no fundo da tabela são elas os Eyeshield Gaming e ainda o Aparecida FC que desesperadamente necessitam de pontuar para fugir da linha de água.
Tempo ainda para algumas estatísticas individuais nesta Liga 1, lanzinha25 é cada vez mais o melhor marcador com 25 golos apontados em 22 partidas, um registo notório e que está realmente a ajudar a equipa do CD Feirense SAD a ascender nesta fase da temporada. No topo das assistências mantém-se o jogador do SC Braga eSports samucapsi com 15.