A décima edição da Diamond League arranca esta sexta-feira em Doha, o mesmo palco que receberá os Mundiais lá mais para o final do ano.
Ainda com a notícia fresca da decisão do TAS favorável à nova regulamentação de limitação de testosterona no refere a determinadas provas no feminino, a prova de 800 metros não contará com a sul-africana, que já não estava nas listas anteriormente. No entanto, tanto Francine Nyonsaba quanto Margaret Wambui estão (não confirmado no caso de Wambui) na mesma situação de Semenya e estão nas listas dos 800 metros, podendo ainda participar com os atuais níveis hormonais, uma vez que apenas a partir da próxima quarta-feira tal começará a ser analisado. Essa prova poderá ser interessante com a participação de Ajee Wilson, Habitam Alemu, Natoya Goule, Raevyn Rogers ou Lynsey Sharp (no meio da polémica também por um dia ter-se mostrado favorável a uma legislação para casos como o de Semenya).
No entanto, neste artigo iremos destacar dez outras provas do primeiro meeting da mais importante competição anual de Atletismo a nível mundial.
UPDATE:Caster Semenya foi colocada nas listas para a prova de Doha hoje mesmo. Sem a regulamentação ainda em vigor, iremos assistir a uma tentativa de recorde mundial?
FC Porto e SL Benfica disputaram, ontem dia 1 de Maio, o jogo grande desta 5ª jornada da Fase Final, Grupo A, com os dragões a mostrarem toda a sua força e a vencerem por 28-23, alcançando assim o Sporting CP na liderança do Campeonato.
Jogo que começou com os encarnados por cima, aos quatro minutos estes já venciam por 4-2. No entanto, o FC Porto encontrou-se e depois de igualar a partida a quatro, cavou uma pequena liderança de dois golos, fazendo o 5-7, que depois geriu nos minutos seguintes.
Íamos assistindo a uma partida de parada e reposta, com os dois conjuntos a trocarem várias vezes a liderança no marcador mas com nenhuma a ser capaz de “descolar”. Até que, aos 29 minutos da primeira parte, Yoan Balasquez marcou, fazendo o 10-13, abrindo assim a maior separação ate à altura. Nuno Grilo ainda conseguiria reduzir para dois golos antes no fim do primeiro tempo, mas ao intervalo o marcador assinalava mesmo uma vantagem de 11-13, favorável aos azuis-e-brancos.
A segunda parte foi diferente. Um FC Porto mais autoritário conseguiu logo nos primeiros minutos aumentar a sua vantagem, fazendo um parcial de 3-0 nos primeiros três minutos, chegando assim aos 11-16, uma vantagem que provou ser fundamental no decorrer da partida, uma vez que o SL Benfica não foi mais capaz de se aproximar ou ameaçar a liderança portista. As falhas técnicas iam-se sucedendo, de tal forma que aos 41minutos o resultado firmava-se em 16-18 o que levou o treinador Magnus Andersson a colocar um time-out.
Depois do apuramento para a Final 4 da Taça EHF, dragões continuam a voar alto Fonte: FAP
A paragem surtiu efeito, uma vez que minutos depois o porto voltou a aumentar a sua vantagem para três golos, fazendo o 18-21 por intermédio de António Areia na conversão de um livre de sete metros. De seguida foi a vez de Carlos Resende pedir um tempo técnico de forma a preparar os minutos finais da partida e ainda tentar virar o resultado a seu favor. Contudo, essa pausa não teve o efeito desejado, uma vez que foi a equipa da Invicta que voltou melhor, chegando aos quatro golos de vantagem pouco depois.
A cinco minutos do final do encontro, e com o SL Benfica a jogar com mais coração do que cabeça, o FC Porto conseguiu manter a vantagem e chegar aos cinco de vantagem quando o cronómetro marcava 58minutos por intermédio de Rui Silva.Antes do apito final ainda ambas as equipas marcariam, com Yoan Balasquez, tal como fizeram na primeira parte, a marcar o último golo antes do apito do árbitro, fazendo o 23-28 final.
Assistimos então a uma nova demonstração de força por parte dos azuis-e-brancos, que depois de garantirem o apuramento para a final four da Taça EHF – onde irão encontrar o Fuchse Berlin na meia final – assumem assim a liderança do campeonato em igualdade pontual com o Sporting CP.
EQUIPAS
SL Benfica: Hugo Figueira, Davide Carvalho, João Silva, Pedro Seabra (1), João Pais (1), Kévynn Nyokas (5), Belone Moreira (3), Paulo Moreno (1) Ricardo Pesqueira (1), Arthur Patrianova, Borko Ristovski, Carlos Martins, Nuno Grilo (6), Fábio Vidrago (2), Miguel Espinha, Ales Silva (3)
FC Porto: Alfredo Quintana (1), Victor Iturriza, Yoan Balasquez (2), Miguel Martins (3), Djibril Mbengue (1), Angel Hernandez, Rui Silva (4), Leonel Fernandes, Alexis Borges (1), Diogo Branquinho (1), Thomas Bauer, António Areia (7), André Gomes (2), Miguel Alves, Fábio Magalhães (2).
No dia 1 de Maio, terminou a Liga Revelação 2018/2019, tendo o Sporting Clube de Portugal ficado no segundo lugar, com o Desportivo das Aves a sagrar-se campeão. Na última jornada da Liga Revelação, o Sporting lutava pelo título com Rio Ave e o Desportivo das Aves. Na derradeira jornada do campeonato sub-23, o Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o eterno rival Benfica por 4-2, no Estádio José Alvalade, perante cerca de 3.500 espectadores.
O plantel liderado por Alexandre Santos lutou pela liderança da Liga Revelação até à última jornada. O Sporting Clube de Portugal acabou por não conseguir ser feliz, na penúltima jornada diante da equipa Estoril. Os leões liderados por Alexandre Santos, perderam por 2-1 com a equipa “canarinha”, o que ditou que dependessem na última jornada dos resultados das equipas do Rio Ave e Desportivo das Aves.
Pedro Mendes foi uma das revelações da formação sub-23 leonina Fonte: Sporting CP
Entre os destaques individuais desta equipa leonina estão Pedro Mendes, o dianteiro que apontou 16 golos em 31 jogos, e os atletas que já se estrearam pela equipa principal, Thierry Correia, Abdu Conté, Pedro Marques e capitão Bruno Paz. No entanto, além destes, vale a pena seguir com atenção os brasileiros Paulinho e Marco Túlio, o equatoriano Gonzalo Plata, o capitão Tomás Silva e o guarda-redes Luís Maximiano.
Para a história desta temporada, ficam as vitórias, os golos e as exibições positivas dos leões. Sendo que, alguns destes jogadores podem vir a sonhar com presenças na equipa principal do Sporting Clube de Portugal.
Para a próxima época, espera-se que ocorra sem alterações no comando técnico e que possam surgir mais atletas com qualidade e futuro para vestir a listada verde e branca. Esta equipa com estabilidade, contínua melhoria no processo ofensivo e se for mais consistente em termos defensivos lutará pelo título na próxima temporada.
Esta competição é a antecâmara da chegada às equipas principais. Por isso, cabe aos treinadores e jogadores impor o seu Esforço, Dedicação e Devoção para atingir a Glória. Sendo certo que alguns destes atletas irão no futuro conquistar títulos pela equipa principal do Sporting Clube de Portugal.
Habituados a fazer a cabeça em água aos três grandes e a fazer do Estádio da Madeira uma fortaleza, os alvinegros passaram a ser o “saco de pancada” favorito das equipas da Primeira Liga no espaço de três temporadas.
Outrora um crónico candidato à Europa, o clube liderado por Rui Alves está perto de voltar a cair à Segunda Liga, apresentando uma defesa frágil e um ataque pouco criativo que nem o mercado de inverno conseguiu resolver.
Desde a viragem do milénio, o CD Nacional conseguiu a subida à Primeira Liga em 2001/02 e, desde então, passou 15 temporadas ininterruptas no topo do futebol português, onde conseguiu cinco qualificações europeias e, apesar de nunca ter passado a fase de grupos, conseguiu campanhas de qualidades, conseguiu a proeza de eliminar os russos do Zenit, vencedores da Liga Europa em 2007/08, na qualificação para a fase de grupos da segunda competição da UEFA em 2009/10.
Sob o comando de treinadores como Casemiro Mior, Ivo Vieira, Jokanovic ou Manuel Machado – os dois últimos, os claros favoritos do presidente Rui Alves – os madeirenses atingiram o estrelato e solidificaram-se como uma equipa que luta pela Europa, mas em 2016/17 o desastre bateu à porta do CD Nacional, com a descida à Segunda Liga e uma das piores campanhas de sempre dos alvinegros na Primeira Liga.
A segunda temporada no CD Nacional não está a correr bem a Costinha, que se habilita a voltar a cair para a Segunda Liga Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Apesar da desastrosa descida, os madeirenses apresentaram-se na temporada 2018/19 como campeões da Segunda Liga, conseguindo rapidamente o regresso ao principal escalão do futebol português e antecipando-se uma estadia tranquila do CD Nacional na Primeira Liga, acreditando-se que a descida em 2016/17 teria sido um percalço numa equipa habituada a outros vôos.
Apesar do início de campeonato difícil, os alvinegros terminaram a primeira volta num confortável 11.º lugar com 19 pontos, a seis da linha de água, mas a segunda volta traria uma sequência terrível de resultados, com apenas oito pontos conquistado em 14 jornadas, que nem o talento de Rosic, Rashidov, Filipe Ferreira e Avto – contratações de inverno – conseguiram evitar.
Outrora uma equipa sólida, o CD Nacional 2018/19 revela exatamente as mesmas fragilidades que levaram os madeirenses a cair para a Segunda Liga em 2017, com uma defesa de papel e um ataque que não consegue dar vazão à quantidade de água que a linha defensiva mete. Neste momento, os alvinegros são a pior defesa da Primeira Liga com 64 golos sofridos, mais seis que em toda a temporada 2016/17, enquanto o ataque produziu 31 golos, mais nove que na época de descida.
O futuro dos comandados de Costinha parece ser mesmo a Segunda Liga e com incertezas acerca da continuidade de Rui Alves à frente do CD Nacional, o futuro dos madeirenses parece ser negro. Será este o próximo histórico a entrar em queda livre?
O dia 1 de maio representa o Dia do Trabalhador mas para muitas famílias e clubes de ténis também representa uma deslocação ao histórico e único torneio, do circuito ATP, realizado em Portugal. O feriado da semana é caraterizado por bancadas cheias, bilhetes esgotados, estreia dos principais cabeças-de-série e este ano não foi exceção. O quinto dia da 30ª edição do Estoril Open criava bastante expectativas e ansiedade perante os fãs da modalidade.
O português João Domingues, natural de Oliveira de Azeméis, abriu a jornada frente a John MIllman, 50º da hierarquia mundial. O terceiro melhor tenista de Portugal entrou muito bem no encontro, quebrando o serviço do australiano no primeiro jogo. Apesar de ter sofrido contra-break ao 2-1, demonstrou o seu melhor ténis para quebrar, de novo, o seu adversário e vencer o primeiro set (6-3). Millman (lesionado) viria a desistir quando perdia por 2-1, no segundo parcial, oferecendo uma das melhores vitórias da carreira e a passagem aos quartos-de-final a Domingues.
Pouco antes do começo do segundo confronto, o vento apoderou-se do Clube de Ténis do Estoril e afetou o resto do dia. O embate entre o carismático Gael Monfils e o gigante Reilly Opelka (jogador que possui 2 metro e 11 centímetros) foi dominado pelo mesmo. Este fazia com que os jogadores não conseguissem ajustar-se para executar as suas pancadas, tivessem dificuldades a servir e sofressem winners, no mínimo, contraditórios. O americano foi quem entrou melhor e venceu o primeiro parcial (6-3), mas Monfils conseguiu virar o jogo e arrecadar, facilmente, os dois últimos sets (6-3 e 6-0).
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O início da sessão noturna ditava um duelo entre Stefanos Tsitsipas, primeiro cabeça-de-série da prova, e o argentino Guido Andreozzi. A promessa do ténis mundial deslumbrou e arrecadou um triunfo tranquilo, pelos parciais de 6-3 e 6-4. Para fechar o primeiro de maio, o jovem de 19 anos Alejandro Davidovich Fokina surpreendeu o veterano e mais cotado Jeremy Chardy, em apenas dois sets (6-1 e 6-2). O espanhol atingiu, pela primeira vez, os quartos-de-final dum torneio ATP.
Na variante de pares, todos os portugueses em prova foram eliminados. João Sousa e Leonardo Mayer caíram perante O´Mara e Bambridge (6-2 6-1), Tiago Cação e Frederico Gil (dupla que entrou no quadro como alternate) cedeu para Daniell e Koolhof (6-3 3-6 10-4) e por fim, João Domingues e Pedro Martinez Portero perderam contra Cuevas e Rojer (6-2 3-6 10-6).
O dia de hoje cumpriu todas as expectativas e vimos João Domingues a brilhar perante o seu público, o jogador de 25 anos enfrenta agora Stefanos Tsitsipas. Amanhã, há que realçar o encontro entre o atual campeão do Estoril Open e português João Sousa e o belga David Goffin, ex n.º 7 do mundo. O embate tem início às 14h30 de Portugal Continental.
Extraterreste! Num jogo em que houve mais Liverpool do que Barcelona, Lionel Messi voltou a exibir toda a sua genialidade e contribuiu com dois golos para a vitória por 3-0 dos catalães sobre os ingleses. O argentino pode muito bem estar a caminho da sua sexta Bola de Ouro, numa época em que tem sido absolutamente assombroso a todos os níveis.
A primeira parte do encontro foi bastante dividida, com o Liverpool a levar vantagem de um jogo mais partido e condizente com a sua frente de ataque. A pressão alta dos homens de Klopp ia condicionando a construção do Barcelona e impossibilitava a saída com bola controlada.
O primeiro golo do desafio acabava por surgir aos 26 minutos, após a quinta assistência de Jordi Alba nesta edição da Liga dos Campeões: Suárez não se deu à marcação demasiado cedo, baralhou e desbaratou a defesa dos reds e fez o 1-0 para o Barça em Camp Nou. O avançado uruguaio marcava novamente à antiga equipa.
Suárez marcou o seu primeiro golo da época na Champions Fonte: UEFA
Na entrada para a segunda parte, o Liverpool entrou com todo o gás e Milner, por pouco, não reestabeleceu a igualdade no marcador: o internacional inglês fez tudo bem e obrigou ter Stegen a uma defesa apertada. Uns minutos depois, aos 53’, o alemão voltava a ser protagonista e negava o golo a Salah. Os ingleses iam pecando na finalização.
A 15 minutos do final da partida, e após meia hora de domínio do Liverpool, era altura de começar o show de Lionel Messi: Suárez atirou à barra da baliza de Alisson e a bola sobrou para o camisola ‘10’, que ampliou a vantagem na Catalunha.
Já depois dos 80’, o 3-0 saiu também dos pés do astro argentino: na conversão de um livre direto, Messi chegou ao golo 600 pelo Barcelona e deixou, mais uma vez, toda a gente a questionar-se sobre a sua condição de humano. A execução de D10S mostra bem o porquê de este ser considerado um dos melhores batedores de bolas paradas da história.
O Barcelona vai para Anfield Road com um resultado muito favorável e está praticamente com um pé na final de Madrid. Contudo, o Liverpool ainda tem uma palavra a dizer nesta eliminatória e não se dará por vencido até ao último segundo da mesma.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
FC Barcelona: ter Stegen, Roberto (Aleñà, 90+3’), Piqué, Lenglet, Alba; Busquets, Rakitić, Vidal; Messi, Coutinho (Semedo, 60’), Suárez (Dembélé, 90+3’).
Liverpool FC: Alisson, Gomez, Matip, van Dijk, Robertson; Fabinho, Milner (Origi, 84’), Keita (Henderson, 24’); Salah, Wijnaldum (Firmino, 78’), Mané.
Cresci, enquanto adepta de futebol, a vê-lo jogar e a tê-lo como um ídolo. Hoje, o coração de todos está ao lado do dele, depois de um susto que poderia ter tido contornos mais graves. Iker Casillas é uma referência para várias gerações e ultrapassará este momento com a força que todos sabemos que tem e como o verdadeiro campeão que é.
O treino desta manhã ficou marcado pelo enfarte agudo do miocárdio que Casillas sofreu. Um susto que acabou por, ao que tudo indica, não passar disso, mas que atirou o guarda-redes para a sala de operações. As notícias foram inundando as redes sociais e rapidamente todos foram sacudidos pelo choque.
Somos habituados a ver nos jogadores de futebol o expoente máximo da força. Lesionam-se e recuperam, caem mas levantam-se, sofrem mas voltam mais fortes. Somos também habituados à ideia de que uma alimentação saudável e a prática de desporto são fundamentais para evitar problemas cardíacos: algo que eles têm todos os dias de todas as semanas. Por isso mesmo, o confronto com um momento destes torna-o ainda mais difícil de aceitar, mais inacreditável.
Nestes momentos, percebemos que também eles são humanos, não os intocáveis que às vezes cremos que são. E percebemos que as rivalidades pouco importam para lá das quatro linhas. Hoje, não foram só os portistas que foram abalados por esta notícia, foram todos os adeptos de futebol, um pouco por todo o mundo. Com 37 anos e a maior parte deles passados nos relvados, Casillas é um ídolo para várias gerações, para adeptos de vários cantos do mundo. E nesta altura, de todos esses cantos do mundo, vão chegando mensagens de força que ele certamente irá ler.
Casillas sofreu esta manhã um enfarte aguda do miocárdio Fonte: FC Porto
Recordo-o no Real Madrid FC, um dos poucos que admirava no clube, uma vez que a minha preferência sempre recaiu para os lados de Barcelona. Recordo-o ao serviço da Seleção Nacional Espanhola, a ser Campeão Europeu, Campeão do Mundo e novamente Campeão Europeu. E recordo o dia em que soube que o clube que ele sempre amou lhe havia “virado as costas”. Mas recordo ainda mais o dia em que soube que ele ia vestir a camisola do meu FC Porto e, confesso, recordo dessa altura um misto de sensações: a certeza (e tristeza) de que o FC Porto iria fazer a Helton o mesmo que foi feito a Casillas, a incredulidade de poder passar a ver de perto um senhor do futebol, a certeza de que um gigante se ia juntar ao Dragão.
Hoje, ficou comprovado que todos somos falíveis, a qualquer momento, e que o futebol é uma linguagem universal capaz de unir todas as cores, todos os emblemas, nos momentos em que assim é necessário. Dentro de campo, são onze contra onze, fora dele, somos todos por um quando assim é preciso. E a grandeza de Casillas comprovou isso mesmo. Este pode não ser, segundo as últimas informações divulgadas, o fim da carreira de Iker e acredito que isso se venha a verificar. O seu último momento em campo, aquele que recordará como o seu último jogo, não será o empate em Vila do Conde, será mais um momento de triunfo.
Iker Casillas atravessa, por certo, o momento mais difícil dos seus 37 anos, mas vai conseguir também a conquista mais importante da sua vida. E nós vamos cá estar, para o aplaudir de pé.
E eis que à 31.ª jornada, lá bem ao fundo, se viu aproximar essa arma mortífera, pronta a deixar KO os seus adversários. E eis que surgiu, finalmente e de forma avassaladora, William Oliveira. E os adeptos do GD Chaves voltaram assim a acreditar que a batalha não está perdida, e que um tanque carregará sobre as defesas adversárias, até à exaustão destas e à rendição final.
William Oliveira é essa arma que esteve somente meio carregada ao longo da presente época. Inexplicavelmente, e após a época passada em que surpreendeu muitos dos mais atentos, William este ano andou ‘meio escondido’ por entre as defesas contrárias. Apesar disso, foi sempre aposta regular do seu treinador, tanto de Daniel Ramos, como depois de José Mota.
Já antes escrevi sobre William. Primeiro apelidando-o do tanque do futebol português, e depois como uma das decepções da época. Cumprindo quase todos os jogos da Primeira Liga, era de facto difícil de explicar a sua factura de somente um golo marcado. No entanto, e voltando à confiança que os seus treinadores sempre depositaram em si, esta deve ter uma justificação qualquer. Correcto?
William voltou (finalmente) aos golos, prometendo ser a arma mais mortífera do Chaves para o final da época Fonte: GD Chaves
William é muito mais que um simples homem de área, mesmo que a sua estampa física nos leve a achar que não. O que joga e o que faz jogar, abrindo espaços para os seus colegas de ataque e do meio-campo, levam-no a ser um jogador imprescindível no ataque flaviense…mesmo que não atire a redondinha lá para dentro.
No entanto, no passado fim de semana, e logo por três vezes, William presenciou a sua sandes preferida com o tão famoso ketchup, alimentando assim a esperança dos valentes transmontanos de que a manutenção pode ainda ser uma realidade.
Sou um confesso admirador das qualidades do ponta de lança do Chaves. Parece-me que lhe falta algum faro de golo, ou pelo menos a antecipação aos defesas, o saber onde ‘vai a bola cair’, que faz dos melhores isso mesmo: melhores que os demais. Ainda assim, antevejo-lhe um excelente futuro. Tem características ‘especiais’ que se forem potenciadas poderão fazer dele um caso sério no nosso Campeonato. E, mesmo que o seu clube desça, com certeza que William se irá manter no campeonato maior do nosso país.
O Bola na Rede teve a oportunidade de entrevistar o ponta-esquerda do Águas Santas, Mário Oliveira. Atualmente com 27 anos, e a atingir uma excelente forma no clube maiato, Mário falou-nos da boa época da formação maiata no campeonato nacional de andebol, traçando como objetivo coletivo o acesso à Taça Challenge. Falou-nos ainda da sua “bolada” a Alfredo Quintana no jogo diante do FC Porto bem como da coesão e do bom ambiente que se vive no plantel da formação nortenha. Temas abordados numa entrevista que não vais querer perder.
Bola na Rede(BnR) – O Águas Santas está neste momento no 4º lugar do campeonato nacional, que dá acesso à Taça Challenge. Até que ponto é que o apuramento para essa competição é um objetivo alcançável pelo Águas Santas?
Mário Oliveira (MO): Sim, claramente. Esse é o nosso foco, pretendemos ficar em quarto lugar. O quarto lugar dá acesso à Taça Challenge e é isso que pretendemos.
BnR: Estás no Águas Santas há quantas épocas?
MO: Comecei nos Juniores do Águas Santas, em 2009/2010, portanto, vai fazer agora 10 anos.
BnR: E a entrada nos Seniores?
MO: Foi na mesma época.
BnR: Qual a grande diferença nessa passagem dos Júniores para os Séniores?
MO: Já foi um choque muito grande vir de um clube como o Santana para o Águas Santas, é totalmente diferente, as exigências ao nível do treino, a nível técnico, a nível tático. É totalmente diferente. Foi um choque grande, claro. Inicialmente era um miúdo lá no meio dos grandes craques, por assim dizer. Mas tive que me adaptar e penso que me adaptei bem. E os anos foram passando e fui-me mantendo lá no clube, integrando-me cada vez melhor, e já passaram dez anos.
Mário Oliveira, tem sido um dos elementos preponderantes na excelente época do clube maiato no campeonato nacional de Andebol Fonte: Associação Atlética de Águas Santas
BnR: E desde essa altura até agora sempre tiveste na equipa Sénior?
MO: Em primeiro lugar, fui para lá para os Júniores. Depois, por uma lesão de um colega, acabei por ir para os Séniores e nunca mais sai de lá até agora.
BnR: O envolvimento com o restante plantel é positivo? Há assim algum elemento que tu destaques como tendo uma melhor relação…
MO: Sim, tenho alguns que são meus amigos pessoais. É normal com o passar dos anos, já os conheço há muitos anos, é normal que isso surja.
BnR: Mário, é quase inevitável esta pergunta, mas tenho que a fazer: o que te passou pela cabeça de fazer aquilo ao Quintana no jogo contra o FC Porto (n.d.r: Mário Oliveira atingiu o guarda-redes do FC do Porto, Alfredo Quintana, com a bola na cara durante a marcação de um livre de sete metros)?
MO: Foi um ato furtuito do jogo, não foi de propósito, obviamente não quis fazer isso a um colega de trabalho. Mas são coisas que acontecem no Desporto.
BnR: Chegaste a falar com o Quintana sobre isso?
MO: Claro, claro. Pedi-lhe desculpa várias vezes e ele também foi sempre muito correto, aceitou desde o início o meu pedido de desculpas, percebeu aquilo que aconteceu, é um atleta de alta competição, e sabe que essas coisas acontecem.
BnR: Por último, Mário, qual achas que tem sido o segredo para o sucesso do Águas Santas esta temporada?
MO: Temos um bom espírito de grupo, temos bons atletas, temos uma boa equipa técnica e quando assim é, tudo é mais fácil.
Com o urgir do tempo, diversas são as fortalezas que alicerçaram o futsal leonino. Que respiraram Sporting Clube de Portugal, que o estimularam, que o viveram, que obstinadamente defenderam as suas cores e rugiram veementemente aquando da tentativa de subjugação adversária, renunciando ideais como a conformidade e a resignação.
Thiago Mendes Rocha é o alvo da minha redação. O último resguardo carece de exultação. As muralhas também surgem personificadas no seio de pavilhões nacionais e internacionais. Curiosamente, a conexão lusa com as Terras de Vera Cruz perdura há mais de 500 anos e Guitta, na parca opinião de um aficionado da modalidade, é produto fabricado por Pedro Álvares Cabral.
Desta vez, a perplexidade e a estupefação não acorrentaram o meu espírito aquando da vinda para o tricampeão pelo facto de ter já corporificado o meu juízo relativamente a ilustre personagem. E, com a sucessão dos acontecimentos, conferenciei com os meus botões “bem, com a chegada da coqueluche brasileira, transformamos a quimera em realidade, desvanecem-se as patologias de outrora e, quiçá, possamos conquistar a contenda que se esvaiu três vezes, duas delas consecutivamente.”
Apesar de um início descaracterizado patenteado com o término de um ciclo dirigente, a modalidade aufere o rumo que detinha das épocas anteriores e, a partir do embate com o SL Benfica, altera integralmente a mentalidade e adquire aquele querer, aquele crer e aquela ambição que só é conhecida pelos súbditos do Rei da Selva. 6-1, exibição portentosa e recheada de qualidade, edificada pelo pôde com direito a brinde, sexto e último tento. Posteriormente aos factos supracitadas, emerge a glória, irrompe o êxito, brota o esplendor desportivo, irrompe a magnificência.
O guarda redes leonino foi escolhido o melhor em campo na final da UEFA Futsal Champions League Fonte: UEFA
Singularmente, o clímax é proporcionado, não sei se por inspiração divina e mitológica (Os Lusíadas) se pelo Fado e Ventura decorrentes da normalidade mundana. Domingo transato, o Sporting Clube de Portugal cumpriu as minhas preces e atendeu a todos os meus desejos e realizações pessoais. Sim, pessoais.
A UEFA Futsal Champions League caminhou para o João Rocha e Guitta pôde explanar toda a sua magia, toda a sua dedicação e toda a sua preponderância. E carecendo da perplexidade anterior, nunca vislumbrei tamanho contorcionismo, tamanha elasticidade, tamanha agilidade e tamanho sentido de responsabilidade naquela que constitui a estrutura rochosa com assaz rugosidade e peso. No Kairat Arena, a fortaleza proclamou o grito do Ipiranga, ensurdecendo e empalidecendo toda uma moldura humana após mostra da sua intransponibilidade e da sua aptidão para malograr festejos do adversário. Após apito final, no decorrer dos festejos, Guitta procurou e transportou para o palco um quadro com a foto do filho que perdera dois anos antes e, travando-o junto do peito, verteu lágrimas nostálgicas mescladas com beijos ternos e insanos. O arrepio duplicou-se, a sensação estranhamente comovente e autêntica preencheu todos os imos existentes.
Convictamente, afirmo que o melhor do mundo na posição tem paradeiro no campeão europeu de futsal e no tricampeão nacional!