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SC Braga 1-1 FC Porto: Danilo matou o sonho de Paulinho

Os Guerreiros do Minho tinham missão quase impossível pela frente para virar uma eliminatória cuja derrota por 3-0 no Dragão praticamente decidira.

Quiçá impulsionados por uma Pedreira com boa casa, não se deixaram cair no pessimismo e mostraram vontade de dar a volta, dominando por completo a primeira metade.

Logo a abrir, Paulinho ofereceu uma excelente oportunidade a Wilson Eduardo e o internacional angolano rematou bem, mas Fabiano tocou o suficiente na bola para a desviar para cima e ainda embater na barra antes de sair pela linha de fundo.

Também ainda dentro dos dez minutos iniciais, o primeiro caso da partida. Ricardo Horta fintou Militão dentro da área e a bola bateu no braço do brasileiro. Após indicação do VAR, o juiz da partida mandaria seguir.

No entanto, esta entrada de rompante do Braga continuava e Paulinho colocou a bola dentro da baliza, aproveitando um bom cruzamento de Ricardo Horta e um desentendimento entre Fabiano e Felipe. Os da casa festejaram, mas o VAR anularia a decisão por fora-de-jogo de Horta.

O ritmo acalmou um pouco, mas o Braga continuava por cima. Entretanto, as principais notas eram um amarelo a Wilson por uma entrada desnecessária e o constante perder tempo do Porto na reposição de bola.

Finalmente, aos 41’, Paulinho apareceu pleno de oportunidade ao segundo poste para abrir o marcador e dar esperança à Pedreira para a segunda metade.

No retorno ao relvado, a mesma atitude e, logo a abrir, valeram as intervenções da defensiva portista num contra-ataque e sucessivo canto que quase fizeram gritar golo em Braga.

Pouco depois, nova grande defesa de Fabiano em jogada estudada e sentia-se a ameaça minhota, pelo que Sérgio Conceição foi ao banco buscar Marega para tentar dar outro rumo ao encontro. 

Danilo resolveu a eliminatória
Fonte: FPF

A verdade é que o jogo seria resolvido aos 74’ para os Dragões. Após um canto, uma falha de marcação e um Marafona que não fica propriamente bem na fotografia permitiram a Danilo cabecear para o empate, sentenciando a eliminatória.

Os arsenalistas foram-se abaixo e mostraram-se daí em diante resignados com o resultado, mesmo com a expulsão de Filipe bem perto do fim.

O FC Porto garante a presença no Jamor, onde encontrará um dos grandes rivais, SL Benfica ou Sporting CP.

Nota final e negativa para o árbitro. Além de várias decisões questionáveis e demasiada avareza nos minutos de compensação, faltou critério na amostragem de cartões, cuja atribuição ou não parecia decidida arbitrariamente. 

EQUIPAS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Braga: Marafona; Goiano (Novais 82’), Sequeira, Pablo, Bruno Viana; Ricardo Horta, Claudemir (Trincão 82’), Palhinha, Murilo; Wilson Eduardo (Xadas 70’), Paulinho

FC Porto: Fabiano; Maxi, Militão, Felipe, Manafá; Corona, Danilo, Oliver (Loum 77’); André Pereira (Marega 65’), Adrián Lopez (Otávio 55’), Fernando Andrade

Um recomeço construído por Lage

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Bruno Lage é um trienador que subiu da formação para a equipa principal. É um treinador que gosta de liderar os mais jovens, que já os trabalhou e que confia na sua qualidade. Bruno Lage é um treinador que não tem receio de arriscar, de apostar num jogador que tal justifique nos treinos. É um treinador que traz novas ideias, que traz um novo oxigénio ao balneário do Sport Lisboa e Benfica.
Em três meses, já podemos falar dos jovens Ferro, Florentino, Félix e Jota. Mas Lage traz-nos mais que a aposta no maravilhoso produto que há no Seixal. Samaris, Gabriel e até Taarabt. Isto para não falar de um verdeiro Haris Seferovic.

Bruno Lage merece a oportunidade de criar o seu plantel. De explorar as suas ideias. De testar, arriscar, apostar, gerir e determinar.

Esta época está agora no seu pico, a cheirar a meta. Contudo, somos já obrigados a olhar para aquela que se segue, até porque já temos informações sobre viagens de pré-temporada que o SL Benfica irá fazer.
Sabemos que, no início de julho, os jogadores irão chegar a conta-gotas. Depois, teremos um final de julho com viagens e jogos pelos Estados Unidos – Califórnia, para defrontar o Chivas, New Jersey, para defrontar a Roma e Massachusetts, para defrontar o Milan. E, se por acaso o SL Benfica terminar esta época em 2º lugar, então irá começar a próxima no início de agosto.

Bruno Lage é um treinador que não tem receio de arriscar, de apostar num jogador que o justifique nos treinos.
Fonte: SL Benfica

Penso que Lage merecia outro tipo de pré-época. E sei que o melhor para a equipa é poder ser devidamente construída e preparada por um treinador como ele.

Idealizaria sempre um mês de julho repartido entre dois estágios. Primeiro no Seixal, para marcar o regresso ao trabalho, o treino físico, a integração de jogadores e a observação de todos aqueles que têm no SL Benfica o seu clube mãe. De seguida, um estágio em Inglaterra ou na Suíça, fechado em benfiquismo e recheado de amigáveis bem competitivos. Este já seria mais focado nos processos da equipa e na definição mais clara do plantel. Começar no Seixal com 50, arrancar o segundo estágio com 35 e voltar a Lisboa com 23/25.
Assim, o atual treinador do SL Benfica teria todo o tempo e para explorar aquilo que temos nos Júniores, nos Sub23, na B, emprestados, no atual plantel e ainda aqueles que o  mercado nos proporcionar.

Já sabemos que não será assim. Mas irá Bruno Lage ter as condições que merece para criar o seu Benfica?

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

Wolverhampton Wanderers FC 2-1 Manchester United FC: Armada portuguesa faz furor em Inglaterra

De outro mundo! O Wolverhampton de Nuno Espírito Santo derrotou novamente o Manchester United por 2-1 no Molineux e continua a grande campanha que tem vindo a realizar em Inglaterra. O português Diogo Jota, chamado recentemente à seleção nacional, voltou a marcar e o médio McTominay foi destaque do lado do United.

Num jogo com seis portugueses a titulares (Rui Patrício, Rúben Neves, João Moutinho, Rúben Vinagre, Diogo Jota e Diogo Dalot), os visitantes obrigaram desde cedo a equipa dos Wolves a jogar em ataque posicional, o que criou muitas dificuldades ao conjunto de Espírito Santo.

Dalot e Vinagre, dois jogadores da “Geração 99”, estavam frente a frente num dos corredores, de onde surgiu a primeira oportunidade de golo do encontro, aos cinco minutos: o ala do Manchester United efetuou um cruzamento tenso para a pequena área, Lukaku saltou mais alto que Bennett e Coady e, de cabeça, testou a atenção de Rui Patrício.

O United estava por cima na partida e, aos 13 minutos, inaugurou o marcador no Molineux: remate cruzado de McTominay de fora de área e estreia a marcar do escocês com a camisola dos Red Devils, ao seu 16º jogo.

O escocês McTominay fez o primeiro golo da partida, aos 13 minutos
Fonte: Manchester United FC

Quatro minutos depois de chegar ao golo, o United podia ter ampliado a vantagem para 2-0, mas Patrício protagonizou uma defesa espetacular, em resposta ao cabeceamento de Lingard.

Como se sabe, no futebol quem não marca sofre, e o Wolverhampton levou essa velha máxima a sério: pressing de João Moutinho sobre Fred, perda de bola do brasileiro em zona proibida e Diogo Jota a voltar a marcar ao United, após uma boa combinação de Vinagre e Jiménez. 25 minutos de jogo e a formação mais portuguesa da Premier League fazia o empate.

No segundo tempo, a equipa de Solskjær entrou com fome de bola e, aos 55 minutos, McTominay quase bisou na partida: Lukaku cruzou para a cabeça de Pogba, o francês tocou para o escocês e o camisola ‘26’ cabeceou para mais uma excelente intervenção de Patrício.

Dois minutos depois de o golo estar iminente, o Manchester United viu-se reduzido a 10 elementos, após a entrada imprudente de Ashley Young sobre Diogo Jota. O internacional inglês já tinha visto o cartão amarelo na primeira parte, e acabou receber ordem de expulsão do árbitro Mike Dean. O juiz de 50 anos tornava-se no primeiro da história da Premier League a exibir 100 cartões vermelhos.

Aos 77 minutos, na primeira chance de golo dos Wolves na etapa complementar, o conjunto de Nuno Espírito Santo fez o 2-1 no Molineux: Moutinho colocou a bola na área, a defesa do United e De Gea não se entenderam e Smalling acabou por marcar na própria baliza.

Smalling introduziu a bola na própria baliza à passagem do minuto 77
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Já depois dos 90 minutos, Ivan Cavaleiro, que entrou em campo na segunda parte, apanhou-se sozinho diante de David de Gea e atirou com estrondo à barra da baliza do guardião espanhol.´

O Wolverhampton repetia o resultado de 16 de março frente ao Manchester United e reforçava a condição de sétimo classificado da liga inglesa. Já os Red Devils podem perder o quinto lugar para o Chelsea FC, caso os blues amanhã vençam o Brighton & Hove Albion FC em Stamford Bridge.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Wolverhampton Wanderers FC: Patrício, Bennett, Coady, Boly; Doherty, Dendocker, Neves (Saiss, 84’), Moutinho, Vinagre (Jonny, 76’); Jiménez, Jota (Cavaleiro, 73’).

Manchester United FC: De Gea, Young, Smalling, Lindelöf, Shaw; Fred (Jones, 65’), McTominay, Pogba; Dalot (Pereira, 84’), Lingard, Lukaku (Martial, 73’).

Os riscos da especialização precoce

O processo de formação de um jogador está dividido em três etapas: iniciação, orientação e especialização. Esta última etapa, resume-se à capacidade que um jogador dar o salto para o futebol profissional. E nos últimos anos, tem-se assistido com frequência àquilo que se chama de especialização precoce.

A introdução das equipas B da Segunda Liga a partir da temporada 2012/2013 permitiu aos jovens jogadores que estabelecessem um primeiro contacto com o futebol profissional, estabelecendo assim a ponte entre as camadas jovens e a equipa principal situada na Primeira Liga. Contudo, tem havido cada vez mais jogadores juniores com um potencial acima da média a jogarem pelas equipas B, começando assim a competir profissionalmente ainda na sua adolescência.

Esta prática de queimar etapas na formação pode ser muito vantajosa, visto que submete o jovem jogador a um maior estímulo competitivo, defrontando jogadores mais velhos e com outra tarimba que lhe permitam desenvolver mais os seus atributos, podendo também encarar esse salto como uma motivação extra para trabalharem duro. No entanto, este salto é um processo que pode ser mais complexo do que muitos podem imaginar.

Uma coisa que todos necessitam de entender é que os jogadores não são máquinas e como tal, nem todos terão a mesma capacidade de se adaptar a um novo contexto competitivo. Mesmo que os jogadores mostrem aptidões técnico-táticas acima da média para o seu escalão, isso não significa necessariamente que já estejam preparados para saltar para o próximo patamar.

Do ponto de vista físico, os jovens jogadores podem ainda não estar suficientemente desenvolvidos de modo a suportar treinos com maior carga física, e isso também poderá afectar a sua componente psicológica. Aliás, o lado psicológico é o que poderá ter um impacto mais decisivo nesta fase das suas carreiras, visto que abrange mais aspectos de um jogador, tanto dentro como fora das quatro linhas.

José Gomes tarda em afirmar-se no futebol sénior
Fonte: SL Benfica

Esta vertente psicológica, tanto poderá estar ligada dentro de campo com o choque que um jovem jogador pode apanhar ao esbarrar com um nível competitivo muito superior ao que está habituado, como também está ligada ao peso das expectativas que se criam em relação a um futebolista, tanto por parte de treinadores e dirigentes (pressão interna), como por parte dos adeptos e da comunicação social (pressão externa).

Fora de campo, a vertente psicológica está associada ao facto de que nesta faixa etária, os jogadores começam a ficar mais expostos, não só ao mediatismo, mas também aos “caprichos” típicos da juventude, tais como as saídas à noite, o consumo de álcool, etc. Também é nestas idades que as maiores promessas de um clube assinam o seu primeiro contrato profissional, passando a auferir um ordenado superior ao de muitos cidadãos comuns. Um miúdo de 17 anos ou 18 anos não está preparado para ganhar tanto dinheiro, e sem a devida orientação, os jovens esbanjam descontroladamente o seu dinheiro.

Todos estes fatores, poderão levar a um menor nível de compromisso, a um grande desgaste físico e emocional, à desmotivação e consequentemente, à estagnação da sua evolução e das suas habilidades técnico-tácticas.

Creio que o exemplo mais visível actualmente no futebol português é o do avançado José Gomes. Não há muito tempo atrás, José Gomes brilhava nas camadas jovens do Benfica e da selecção nacional, tendo sido o melhor jogador e melhor marcador do Europeu de sub-17 que Portugal conquistou em 2016. No entanto, seria promovido à equipa B na temporada seguinte, ainda como júnior de primeiro ano, tendo chegado mesmo a jogar pela equipa principal, mas a verdade é que a nível sénior, nunca veio a confirmar aquilo que prometeu. Aquele que era visto por muitos como o futuro 9 da selecção nacional tem 13 golos marcados em três épocas na equipa B dos encarnados.

Apesar de não ser deste tempo, é impossível abordar este assunto sem falar de Fábio Paim. O jogador que brilhou nas camadas jovens do Sporting e que muitos diziam que ia ser melhor que Cristiano Ronaldo, assinou um contrato profissional com os leões aos 16 anos, com um vencimento mensal de 20 mil euros. Ao chegar ao futebol sénior, entrou num declínio irreversível repleto de experiências fracassadas um pouco por todo o mundo e de episódios fora das quatro linhas que não são recomendáveis a quem quer singrar no futebol.

Existem ocasiões em que é preferível um jogador ser desafiado num escalão superior e existem outras ocasiões em que é preferível ser um peixe grande num lago pequeno.

 

Foto de Capa: Selecções de Portugal

Oliveira soma os primeiros pontos numa masterclass de Marquez

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Depois de uma previsão meteorológica instável para o fim-de-semana em Termas de Río Hondo, chegado o dia da corrida, a sorte esteve do lado dos pilotos que acabariam por rodar em piso seco.

O vencedor da prova anterior, Andrea Dovizioso, sabia que não teria a vida facilitada no traçado argentino. Sabendo que a Honda é superior neste circuito, o seu grande objetivo era arrecadar o máximo de pontos possível para não perder terreno no campeonato. Apesar das dificuldades, o italiano da Ducati conseguiu garantir um lugar na primeira linha da grelha. Ao seu lado, em segundo, partiu Maverick Viñales (Monster Energy Yamaha MotoGP) e na frente, Marc Marquez (Repsol Honda Team).

O espanhol manteve uma performance consistente durante todo o fim-de-semana e era esperado que assim permanecesse na corrida. Depois de um mau arranque de Viñales e um arranque perfeito de Marquez, o piloto da Honda aproveitou para tentar escapar. Dovizioso também arrancou bem e iniciou a perseguição, seguido de perto por Valentino Rossi (Monster Energy Yamaha MotoGP). Enquanto os dois lutavam pelo segundo lugar, Marquez aproveitou para ganhar vantagem. Poucas voltas depois, a vantagem era já de três segundos. O gap entre Marquez e os restantes pilotos foi aumentando mas a luta pelo pódio continuava acesa entre Andrea Dovizioso, Jack Miller (Pramac Racing), Valentino Rossi e Franco Morbidelli (Petronas Yamaha SRT).

A 13 voltas do final, Marquez já tinha mais de oito segundos de vantagem e parecia nem ter baixado o ritmo. A disputa pelos restantes lugares do pódio continuou até ao final numa das corridas mais dominantes da história do MotoGP.

Na última volta, Morbidelli e Viñales acabaram por se envolver numa queda e Rossi acabaria por ultrapassar Dovizioso (que terminaria em terceiro), segurando o segundo lugar até ao final da corrida. Marquez garantiu a vitória, os 25 pontos e a liderança do campeonato com mais de 12 segundos de vantagem.

Oliveira soma e segue na segunda ronda do MotoGP
Fonte: RedBull KTM Tech 3

É de ressalvar o trabalho de dois pilotos que tiveram uma prestação brilhante durante toda a corrida: Alex Rins e Miguel Oliveira.

Alex Rins (Suzuki Ecstar Team) tinha-se mostrado confiante na conferência de imprensa mas acabou por não conseguir cumprir os seus objetivos para a qualificação, acabando por sair do 16º lugar da grelha de partida. O espanhol batalhou durante toda a corrida e terminou num honroso quinto lugar. O seu objetivo inicial era, claramente, o pódio, mas, devido aos obstáculos que foram surgindo acabou por não o conseguir cumprir.

Quem também se mostrou à altura foi Miguel Oliveira (RedBull KTM Tech 3). O piloto português partiu para o traçado argentino com um objetivo bem definido: terminar dentro dos pontos. Oliveira foi evoluindo ao longo do fim-de-semana e acabaria por ficar às portas da Q2. Conseguiu qualificar-se em 14.º lugar, garantindo assim um lugar na quinta linha da grelha de partida. Depois de conseguir fazer um bom arranque, manteve-se concentrado durante toda a prova disputando algumas posições com outros pilotos. Acabaria por terminar em 11.º lugar e cumprir o seu principal objetivo ao somar com cinco pontos. Um trabalho notável do português na sua segunda corrida na classe rainha do MotoGP.

O piloto mais azarado desta corrida terá de ser Cal Crutchlow (LCR Honda Castrol). O britânico, vencedor do ano passado no traçado argentino sofreu uma penalização pouco depois do início da prova. Segundo a direção de corrida, Crutchlow ter-se-á precipitado no arranque e avançado antes de as luzes se apagarem. Este erro custou-lhe a luta pelo pódio pois, teve de passar pelo pit lane, perdendo tempo precioso. Apesar de tudo consegui terminar dentro dos pontos, em 13.º.

A próxima corrida terá lugar em Austin, Texas nos dias 12, 13 e 14 de abril. No circuito das Américas, Marc Marquez é o piloto com mais vitórias e mais pole positions, somando seis de cada. Resta saber se o espanhol da Honda irá fazer justiça às suas capacidades na terceira ronda ou se deixará escapar a liderança do campeonato.

Foto de Capa: MotoGP

Ano novo e o mesmo futebol pobre do Brasil

A seleção brasileira aproveitou a última data Fifa para realizar os seus dois primeiros amistosos de 2019. Como é de praxe, lamentavelmente, os dois jogos não foram no país. Incrível como a CBF negocia esses amistosos e não pensa em realiza-los em território nacional. As partidas foram contra o Panamá e a República Tcheca. Duas seleções que não oferecem, ou não deveriam oferecer, adversidade para a seleção brasileira. O Panamá está há mais de um ano sem vencer uma partida. Em doze jogos foram nove derrotas e três empates, já a República Tcheca, que em outrora foi uma incrível seleção, tem as suas limitações e vinha de uma goleada sofrida para a Inglaterra por 5 a 0. Esses são os famosos amistosos “caça-níqueis” pois na prática não se aproveita praticamente nada.

O primeiro amistoso foi contra a seleção panamenha. Talvez a coisa mais válida desse jogo é que foi disputado na cidade do Porto, onde reside milhares de brasileiros e assim puderam, de certa maneira, estar mais um pouco perto da sua terra natal. Agora se tirarmos esse lado saudosista não sobra muito. A seleção brasileira apresentou um futebol pífio e sequer conseguiu ultrapassar o sistema defensivo do Panamá. O resultado de 1 a 1 demonstra a ineficiência ofensiva do Brasil. Embora pese que a seleção da Concacaf tenha jogado com os onze homens no meio de campo para trás, mas isso não justifica a incapacidade que o Brasil teve de agredir o adversário. Vale lembrar que o mesmo Panamá foi facilmente goleado por Bélgica e Inglaterra no Mundial da Rússia.

Fonte: Bola na Rede

Três dias após o empate contra o Panamá o Brasil encarou a República Tcheca, em Praga. Após um primeiro tempo fraco, a seleção insistiu mais na segunda etapa e o atacante Gabriel Jesus marcou duas vezes. Em comparação ao primeiro amistoso, o Brasil teve uma atuação melhor. Contudo, ainda ficou devendo. A transição ofensiva do Brasil não acontece da maneira adequada e as jogadas de ataque da seleção parecem ser bem previsíveis aos adversários. O sistema defensivo também não foi muito exigido. O lado positivo dessas apresentações na Europa foi a boa estreia do atacante do Ajax, David Neres. O jovem revelado pelo São Paulo não se intimidou com a sua estreia na seleção, jogou com bastante personalidade e não fugiu das suas características naturais. Além de Neres, o atacante Everton “Cebolinha”, Grêmio, e o meia Lucas Paquetá, Milan, tiveram boas atuações.

Mês que vem o treinador Tite convocará os jogadores que disputarão a Copa América. A competição será disputada no Brasil e a seleção canarinho tem a maior responsabilidade para levantar o troféu. O Brasil precisa aproveitar o torneio para avaliar se o seu futebol evolui. Isso é mais importante que vencer ou não vencer a competição. O Brasil pode jogar um bom futebol mas perder o título, como também pode jogar um futebol pobre e vencê-lo. Creio que nesse momento, visando a Copa de 2022, é mais válido avaliarmos se o futebol do Brasil evoluiu com o trabalho do Tite.

Foto de capa: Bola na Rede

CS GO – BLAST Pro Series São Paulo – Astralis torna a vencer!

O mundo do Counter-Strike: Global Offensive viu, pela segunda vez consecutiva, os dinamarqueses da equipa Astralis vencer o BLAST Pro Series. A primeira vez tinha sido em Lisboa, no Altice Arena, no passado mês de Dezembro. A melhor equipa do Mundo, em ambos os torneios, amealhou 250 mil dólares em prémios (arredondadamente 222 mil euros).

A Team Liquid, equipa americana presente na final, iniciou o primeiro mapa de três a vencer (13-16 Mapa: Dust II) mas a maior qualidade e sinergia da equipa dos Astralis veio ao de cima fazendo com que vencesse os dois mapas seguintes (16-8 Mapa: Inferno; 16-2 Mapa: Overpass).

Neste momento, e grande parte da comunidade deve concordar comigo, não existe equipa alguma capaz de bater este quinteto dinamarquês, e o facto de estarem em primeiro no ranking oficial há 77 semanas prova que esta equipa mantém em torneios uma regularidade vencedora impressionante. Nos últimos dez eventos venceu nove e ficou em segundo num deles. Fortíssimos!

Nicolai Reedtz jogador dos Astralis, mais conhecido por Dev1ce, considerado o MVP do torneio
Fonte: Blast Pro Series

Terminado o torneio no Brasil, a equipa dinamarquesa prepara-se agora para o BLAST Pro Series, em Miami, no próximo mês. Conseguirá a poderosa equipa manter a hegemonia e conquistar o quarto torneio consecutivo, o terceiro no circuito BLAST Pro Series? Os últimos resultados dizem que sim mas neste mundo do CS GO basta um mau momento de forma para pôr em causa os bons resultados de uma equipa.

Em parceria com ‘Azul e Branco’

Foto de Capa: Blast Pro Series

UFC Philadelphia: Gaethje a ser Gaethje

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O UFC Philadelphia trouxe mais uma dose de combates escaldantes. Na madrugada de sábado, assistimos a quatro finalizações nos seis combates do cartaz principal! A luta da noite foi na divisão de peso-leve, entre Edson Barboza e Justin Gaethje, mas as performances de Jack Hermansson e de Paul Craig não passaram por despercebidas.

A grande atração da noite, e o combate principal, foi entre o brasileiro Edson Barboza e o americano Justin Gaethje. Ambos são conhecidos pelos seus instintos finalizadores, por darem tudo o que têm dentro do octógono. Barboza tem 13 finalizações em 20 vitórias, enquanto Gaethje tem 18, em 20. O brasileiro é o único lutador do UFC que já finalizou lutas com pontapés na cabeça, no corpo e nas pernas. O americano nunca foi a uma decisão desde que chegou à promoção: venceu por três vezes por KO (nocaute) e perdeu duas vezes também por KO.

Ambos os lutadores iniciaram a luta a dar tudo o que tinham. Cada golpe deferido era à procura da finalização. Apesar da determinação de Barboza, Gaethje terminou rapidamente com as aspirações do brasileiro: aos 2 minutos e 30 segundos da primeira ronda, o americano acertou um cruzado de direita que deixou Barboza completamente inconsciente. No final do evento, esta luta venceu o prémio de “Luta da Noite” atribuído pela direção do UFC.

O “co-main event” da noite foi entre o americano David Branch e o sueco Jack Hermansson. Branch vinha de uma derrota por KO técnico frente a Jared Cannonier no UFC 230 e procurava regressar às vitórias na divisão de peso-médio. Por sua vez Hermansson vinha inspirado após duas vitórias por finalização consecutivas: por KO técnico frente a Thales Leites no UFC 224, e por submissão via guilhotina contra Gerald Meerschaert no UFC on Fox 31.

Hermansson festeja depois de finalizar David Branch
Fonte: UFC

Quem pestanejou não viu este combate: durou apenas 49 segundos! Nos instantes iniciais Hermansson projetou Branch, e conseguiu o controlo lateral após Branch tentar colocar-se em pé. O sueco agarrou o pescoço do seu adversário de uma forma pouco vista no MMA, e aplicou uma guilhotina bem fechada. Foi a terceira vitória consecutiva de Hermansson, e a segunda finalização por guilhotina seguida. A sua excelente exibição valeu-lhe o prémio de “Performance da noite” atribuído pela direção do UFC.

Josh Emmett e Michael Johnson protagonizaram uma luta intrigante. No total, Emmet lançou 22 golpes significativos em 87, enquanto Johnson lançou 24 em 128. O combate estava demasiado técnico, ambos os lutadores a respeitarem muito o adversário e a não quererem entrar em trocas de golpes agressivas. Emmett procurava mais o erro de Johnson para conseguir acertar um forte cruzado direito em contra-ataque. Johnson planeava movimentar-se longe do adversário, utilizar o direto de forma a usufruir da maior distância de braços que tem. Após quase 15 minutos de combate, Emmett consegue acertar um direto de esquerda no corpo de Johnson, que o fez baixar as mãos. Isto deixou o seu queixo completamente desprotegido, e permitiu a entrada do tal forte cruzado de direita que Emmett procurou toda a noite. Venceu assim por nocaute, aos 4 minutos e 14 segundos da terceira ronda.

A única luta entre duas mulheres no cartaz principal foi entre Karolina Kowalkiewicz e Michelle Waterson.  Waterson vinha de duas vitórias consecutivas frente a Cortney Casey no UFC on Fox 29, e Felice Herrig no UFC 229. Encontrava-se em #9 no ranking da divisão de peso-palha e este combate era uma boa oportunidade para subir alguns lugares, visto que a adversária se encontrava em #6.
A vida de Kowalkiewicz não andava fácil. Desde a derrota contra Joanna Jedrzejczyk, a polaca só venceu duas lutas em seis. À entrada para este combate vinha de uma derrota por KO na primeira ronda frente a Jessica Andrade no UFC 228.

Waterson foi mais ativa durante o combate. A nível de striking lançou 82 golpes, dos quais 64 foram significativos. Em contraste, Kowalkiewicz lançou 77 golpes e 57 desses foram significativos. Waterson conseguiu projetar a polaca por duas vezes, em quatro tentativas.
No final, a decisão foi unânime: Michelle Waterson venceu por decisão.

Paul Craig foi um dos vencedores do prémio “Performance da noite”. Lutou contra o estreante no UFC Kennedy Nzechukwu, e surpreendeu pela positiva com o seu striking. Muitos pensavam que ele ia ser dominado em pé, mas conseguiu ter uma boa estratégia para implementar o seu jogo. Perto do fim da terceira e última ronda do combate, Craig conseguiu meter o seu adversário na sua guarda e aplicou um triângulo, finalizando Nzechukwu.

Por fim, Sodiq Yusuff venceu Sheymon Moraes por decisão unânime. O americano dominou o combate no aspeto do striking: lançou 99 golpes, 73 deles foram significativos; e ainda conseguiu uma knockdown, ou seja, quase nocauteou o seu adversário. Moraes por sua vez, lançou 58 golpes, com 54 significativos. É a segunda vitória de Yusuff no UFC, lutador que espera crescer cada vez mais na divisão de peso-pena.

O próximo evento da promoção será o UFC 236 a 14 de abril. O cartaz é protagonizado por Max Hollway e Dustin Poirier, combate a valer o título interino de peso-leve.

Foto de Capa: UFC

Para quando o verdadeiro Dost?

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São neste momento 121 jogos oficiais e 91 os golos apontados por Bas Dost desde que chegou ao Sporting CP. Veio na época 2016/2017 devido à transferência de Islam Slimani e não se saiu mal de todo, tendo apontado vários golos desde que chegou a Alvalade. Contudo, os últimos jogos têm sido penosos para o holandês. O que se passará?

Nos últimos oito jogos realizados, o avançado leonino apontou apenas dois golos, ambos frente ao SC Braga. Desde aí, o jogador tem sido um fantasma de si mesmo. Parece não estar motivado nem concentrado nos jogos que disputa. Erra passes, não finaliza quando deve, realiza movimentações que não são pedidas no contexto… enfim, já tenho saudades do tempo em que era um atleta avassalador diante da baliza contrária.

A verdade é que foi Jorge Jesus quem o trouxe para o Sporting CP, e o treinador português sempre soube usar muito bem jogadores com as características do holandês, basta relembrar Óscar Cardozo e Islam Slimani. O antigo treinador dos leões sempre gostou de ter um jogador mais fixo na área adversária que fosse um perigo de cabeça e finalizasse bem e foi nesse contexto que o internacional holandês ingressou no plantel. Não é, portanto, de espantar que tenha sido uma aquisição certeira, sendo que nos dois anos em que foi comandado por Jorge Jesus apontou 70 golos, tendo estado na luta para ser o melhor artilheiro da Europa.

Já há algum tempo que os adeptos não veem Bas Dost festejar desta forma
Fonte: Sporting CP

Atualmente, Bas Dost é refém do estilo de jogo de Keizer. Num futebol mais apoiado, que procura o jogo interior e sobretudo com um 4-3-3, o avançado já não tem um jogador mais perto de si como teve em tempos Alan Ruiz ou Bruno Fernandes. Deste modo, o estilo de jogo pede um avançado que funcione como uma espécie de parede, que jogue a um toque de costas para a baliza, mas que depois tenha criatividade para conseguir finalizar os lances. Ora, Bas Dost não só é um atleta com pouca técnica como também se vê marcado de forma cerrada pelos defesas contrários, uma vez que é o único ponta de lança na área. Com todas estas questões, os golos foram deixando de aparecer, assim como o nível de jogo do Sporting CP foi também ele baixando. O jejum é já longo e o holandês não se mostra confiante cada vez que pisa o relvado.

Com o jogo de sábado frente ao GD Chaves, Luiz Phellype apareceu a bom plano e apontou dois golos, o que poderá dar dores de cabeça a Keizer. Se por um lado tem um excelente ponta de lança como Bas Dost, a verdade é que a sua falta de confiança vem contrastar com a do brasileiro contratado no mercado de janeiro. O jogo de quarta-feira será um teste à capacidade destes três: Keizer precisa de demonstrar como lidar com esta situação, para além de se ver obrigado a vencer; Bas Dost pode colocar um ponto final neste longo jejum de golos; Luiz Phellype pode aproveitar a oportunidade para confirmar a sua qualidade diante dos adeptos leoninos.

Concluindo, Bas Dost é um excelente avançado, caso contrário não teria apontado tantos golos desde que chegou ao Sporting CP. Contudo, o momento é delicado e tem de ser o jogador a ter noção que pode e deve fazer muito mais pelo clube. A qualidade está toda lá, mas é preciso colocá-la em prática. E que bem que lhe ficava resolver a eliminatória da Taça de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

Em frente é o caminho!

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Após um mau começo de época, o SL Benfica conseguiu dar a volta ao que podia e está ainda presente em três competições de onde pode sair vencedor: a Liga Europa, a Taça de Portugal e a Liga NOS. As coisas vão correndo bem ao clube da Luz e, ao que tudo indica, jogadores e equipa técnica estão a trabalhar para que assim continue.

O percurso das águias na Liga Europa, única competição internacional em que estão presentes, começou a 14 de fevereiro: o SL Benfica foi à Turquia defrontar o Galatasaray e, pela primeira vez, saiu vitorioso (1-2). Já na Luz, uma semana depois, as mesmas equipas não foram para além de um empate sem golos. A 7 de março foi a vez de visitarem a casa do Dinamo Zagreb, onde sofreram a primeira derrota da competição (1-0). Descontentes com o resultado da primeira volta, venceram na Luz por três bolas a zero, eliminando o Dinamo e passando assim aos quartos-de-final da competição. Marcaram nestes quatro jogos cinco golos contra apenas dois sofridos. Na próxima fase será a vez de defrontarem o Eintracht Frankfurt, onde seria vantajoso obter um bom resultado na visita à Alemanha, para assim ficar mais facilitado o trabalho até às meias-finais.

Na Taça de Portugal, o SL Benfica iniciou a primeira partida a 18 de outubro de 2018, vencendo o Sertanense por três bolas a zero. Um mês depois, a 22 de novembro, voltou a vencer: o derrotado foi o Arouca (2-1). A 19 de dezembro, o Benfica venceu o Montalegre por uma bola, tal como aconteceu em Guimarães a 15 de janeiro deste ano. Por último, voltou a vencer em casa o Sporting CP por duas bolas a uma. Somou um total de cinco jogos sem perder e, tal como na Liga Europa, conta com cinco golos marcados e dois sofridos. Para continuarem nas vitórias e tentarem vencer esta competição, os encarnados precisam de manter as boas prestações.

O Benfica pode ainda vencer três competições, apesar das dificuldades: Liga NOS, Liga Europa e Taça de Portugal.
Fonte: SL Benfica

A Liga NOS é a competição mais disputada, mas o clube da Luz não começou da melhor maneira. Após duas vitórias nas duas primeiras jornadas, o Benfica empatou a uma bola com o rival Sporting, a 25 de agosto de 2018. Voltaram a sair vitoriosos na quarta e quinta jornadas, mas parecia que a felicidade das águias ficava sempre “pendurada”. Na sexta jornada, a 27 de setembro de 2018, empatou em Chaves a duas bolas e, apesar de ter vencido o FC Porto na jornada seguinte, voltaram a ver as suas vitórias “suspensas”. Na oitava e na nona jornada o Benfica foi derrotado pelo Belenenses e, em casa, pelo Moreirense.

Depois das duas derrotas e das prestações inconstantes, os encarnados venceram as cinco jornadas seguintes: Tondela, Feirense, Setúbal, Marítimo e Braga. À 16ª jornada, a 2 de janeiro deste ano, perderam em casa do Portimonense (2-0), mas, até à 25ª jornada, realizada precisamente dois meses depois, somam apenas vitórias (nove). Essas vitórias foram interrompidas por um empate a duas bolas com o Belenenses e retomadas logo na seguinte jornada contra o Moreirense.

No que diz respeito às estatísticas, o SL Benfica tem, neste campeonato, 72 golos marcados (melhor ataque) e 23 sofridos. Está há 11 jogos sem perder (ainda que com um empate e 10 vitórias) e soma nove vitórias consecutivas. Marcaram golos em 24 dos 27 jogos disputados e sofreram golos em apenas 13 desses mesmos jogos. Neste sentido, é de referir que, em todas as competições, o Benfica tem mostrado que não é o mesmo clube, ou pelo menos que não tem a mesma atitude e prestação que tinha no arranque deste campeonato.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica