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FC Porto 3-0 CS Marítimo: Não deprimir era o objetivo, ganhar a obrigatoriedade

Obrigado a vencer por forma a colocar pressão no rival, o FC Porto não fez por menos e despachou um Marítimo que pouco ou nada poderia fazer, depois de se ver em desvantagem numérica logo aos oito minutos. Ainda assim, só no segundo tempo o dragão teve ideias para ludibriar a defensiva madeirense. Ao penalti desbloqueador de Alex Telles, juntou-se a cabeçada triunfal de Militão e a classe de Brahimi. Tudo somado, o FC Porto passa a noite na liderança à espera de uma escorregadela encarnada em Moreira de Cónegos. O campeonato está ao rubro!

Cinco minutos de jogo no Dragão e já muito para contar. Denominador comum? O vídeo-árbitro. Primeiro, João Capela fez uso da tecnologia para anular um penálti favorável aos azuis e brancos, para mais tarde transformar em vermelho direto o cartão amarelo que tinha sido exibido a Lucas Áfrico quando este travou a corrida de Marega em direção à baliza de Charles. Parecia dado o mote para uma noite bem tranquila dos homens da casa… mas não foi bem assim.

Sérgio Conceição repetiu os onze de Roma e Feirense e nem mesmo o facto de jogar com mais um elemento desde os oito minutos fez com que o técnico portista abdicasse dessa matriz, pelo menos até ao intervalo.

A turma insular, como dissemos, viu as dificuldades triplicarem quando Lucas Áfrico cometeu uma daquelas imprudências que pode fazer ruir qualquer estratégia que se tenha planeado para o jogo logo à nascença. Ainda assim, a equipa nunca se desorganizou e teve o mérito de adiar o mais que pôde o golo portista.

Antes da mão cheia de intervenções decisivas, um momento de ilusão de ótica: ao minuto 24 gritou-se golo no Dragão, mas tudo não passou disso mesmo, de uma pura ilusão. Lembra-se do segundo golo do FC Porto frente à AS Roma, caro leitor? Pois bem, mude-lhe o autor do passe (desta vez foi Otávio na assistência) e o desfecho do lance (agora a bola embateu nas malhas laterais) para perceber o que sentiram as 46 mil almas que estiveram no estádio.

O FC Porto ia por esta altura dominando o jogo a seu belo prazer, mas com evidentes dificuldades para furar na defensiva maritimista e o mais perto que os portistas estiveram de traduzir a superioridade numérica em golos foi já no prolongamento da compensação dada por João Capela na primeira parte. Após um canto da direita, a bola sobrou ao segundo poste para Herrera, que aplicou toda a força no pé direito, mas a barra negou-lhe o festejo. No seguimento do lance, Danilo ainda fez golo, mas estava em posição ilegal.

Gamboa travou o remate de Soares com a mão e do penálti nasceria o primeiro golo do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Falhar era uma palavra proibida e, por isso, ninguém do lado portista saiu satisfeito para o intervalo. A obrigatoriedade de criar pressão no rival SL Benfica era tanta que Sérgio Conceição deixou no balneário Pepe para lançar no jogo Manafá e, com isso, devolver Militão ao centro da defesa. Não terá sido essa alteração a desbloquear a partida, mas o certo é que os dragões ganharam vantagem logo no início do segundo tempo. Soares tentava alvejar a baliza de Charles quando Gamboa, com os braços totalmente abertos, lhe travou a intenção. Capela precisou da ajuda do VAR para ficar sem dúvidas.

Dúvidas foi coisa que Alex Telles também não teve na hora de enfrentar o guardião insular. Desde o primeiro momento que o brasileiro – motivado pela primeira chamada à canarinha – mostrou a confiança necessária para fazer respirar de alívio a plateia (1-0).

Quebrada a resistência madeirense, mais não restou ao dragão do que dar a estocada final no adversário. Sem clemências, Militão saltou mais alto que toda a gente após canto na esquerda e atirou a contar (2-0). Capela teve de usar o VAR pela quarta vez para perceber se algo de irregular se tinha passado.

Até ao final, e já com o Marítimo resignado, só tempo para Brahimi juntar maior brilhantismo ao resultado, fechando as contas depois de um trabalho simples mas eficaz (3-0).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto – Casillas, Militão, Felipe, Pepe (Manafá, 46), Alex Telles, Danilo, Herrera (Óliver, 77’), Otávio (Brahimi, 70’), Corona, Marega e Soares.

AS Roma – Charles, China, Lucas Áfrico, Grolli, René Santos (Jean Cléber, 46’), Gamboa, Pelágio (Correa, 65’), Barrera (Rodrigo Pinho, 74’), Nanu, Getterson e Fabrício.

Belenenses Futebol SAD 2-2 Portimonense SC: Superioridades repartidas ditam empate

Nesta tarde de sábado, Belenenses SAD e Portimonense SC defrontaram-se num jogo a contar para a 26ª jornada da Primeira Liga. Sétimo e nono classificados tinham seis pontos entre eles. Os dois emblemas vinham de resultados positivos consoante o contexto: o Portimonense vinha de uma folgada vitória por 5-1 contra o CD Nacional e o Belenenses conseguiu “arrancar” um ponto a um dos líderes do campeonato no seu reduto – SL Benfica.

A partida começou com apenas um sentido e era direcionado pela equipa de Portimão. Logo aos três minutos, a equipa visitante conseguiu adiantar-se no marcador. Aylton Boa Morte conseguiu abanar as redes da baliza do Belenenses SAD depois de uma jogada pela esquerda resultante de duas inacreditáveis falhas defensivas por parte da equipa de Silas. Jackson conseguiu desorientar por completo a defensiva da equipa da casa que permitiu o espaço suficiente para Tabata cruzar e assistir o número 77 do Portimonense.

A equipa do Belenenses entrou muito adormecida no jogo e, nos minutos iniciais, permitiu sempre muito espaço para o seu adversário criar perigo. E a verdade é que o Portimonense assim o fez. A equipa dominou completamente os minutos iniciais do jogo e justificou sempre a superioridade numérica no resultado.

Aos 15 minutos, o Belenenses mudou o esquema tático para três centrais e, desta forma, subiu as suas linhas. Uma maior exposição por parte do emblema azul e branco foi um fator traiçoeiro: aos 18 minutos, o Portimonense marca o segundo golo numa excelente combinação entre Aylton, Paulinho e Jackson Martinez pela direita. Já na área, Aylton fez a assistência para Jackson dilatar o resultado para a equipa visitante.

O Portimonense estava, de facto, por cima do jogo, mas, depois do segundo golo, a equipa algarvia tirou o pé do acelerador e deu a bola ao Belém. Inicialmente, a equipa de Silas teve muitas dificuldades em chegar ao último terço. Detiveram mais bola, sim, mas não conseguiram criar jogadas de grande destaque.

A partir dos 30 minutos, o Belenenses SAD começou a inverter a tendência até ali registada e levou mais vezes a bola à área adversária. Ainda assim, o conjunto mostrou-se muito trapalhão na hora de decidir. O jogo abrandou bastante e o final da parte foi realmente mais morno nesta tarde de calor no Estádio do Jamor. Final da primeira parte e a vantagem de dois golos para o Portimonense era mais do que justificada.

Os dois emblemas defrontaram-se esta tarde, num jogo a contar para a 26ª jornada da Primeira Liga
Fonte: Bola na Rede

O discurso de Silas ao intervalo deve ter sido bastante motivador, porque a equipa do Belenenses parecia outra completamente diferente daquela que se viu na primeira parte. Os jogadores entraram bem mais atrevidos e conseguiram mesmo, logo aos 49 minutos, encurtar a desvantagem com um golo de Licá. O número sete do Belenenses fez um remate acrobático que acabou mesmo por dar em golo.

O ascendente do Belenenses permaneceu e, por sua vez, a apatia do Portimonense nos minutos iniciais da segunda parte continuava a verificar-se. A equipa de Silas conseguiu impor o seu jogo e chegou mesmo ao empate aos 67 minutos por intermédio de Lucca. Um excelente remate à entrada da área empurrou a equipa do Belém para a igualdade no resultado. Depois de estar a perder por uma diferença de dois golos, o Belenenses conseguiu impor o empate e assim arrecadar um ponto.

O Portimonense SC não teve qualquer capacidade de reação. Pouco ou nada fez para inverter a superioridade do Belenenses SAD ao longo de todo o segundo tempo e isso custou-lhe os três pontos que pareciam quase iminentes ao intervalo. Destaque ainda para a boa segunda parte do Belenenses que foi à procura de inverter o resultado e conseguiu, pela segunda vez, chegar ao empate depois de estar a perder por 2-0. Recorde-se que o mesmo aconteceu no Estádio da Luz na passada segunda-feira.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Belenenses Futebol SAD – Muriel, Sasso, Licá, Dalcio, Sagna (Subst. D. Calila, 70’), Zacarya, Cleylton (Subst. Matija, 35’), Gonçalo S., Lucca, Nuno Coelho, Kikas (Subst. Nico Velez, 66’).

Portimonense SC – Ricardo Ferreira, Lucas, Paulinho (Subst. Ruster, 80’), Jackson, Bruno Tabata (Subst. Wellington, 76’), Henrique, Pedro Sá, L. Fernandes, Ruben F., Vitor Tormena, Aylton Boa Morte (Subst. Hackman, 90’).

Caso Raphinha: Não se pontapeia quem já está no chão

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Nos últimos dias, tomei conhecimento pela comunicação social da dívida da Sporting SAD à SAD do Vitória Sport Clube alusiva à transferência do brasileiro Raphinha do clube da cidade berço para o clube lisboeta, no verão passado. A dívida situa-se nos 4M€ que deveriam entrar nos cofres vimaranenses, mas o valor total da transferência situou-se nos 7M€.

Júlio Mendes, presidente do clube de Guimarães, veio, num primeiro momento, pedir a insolvência da SAD leonina. Dias depois, talvez por ter colocado a mão na consciência ou com eventual receio de que pela boca morre o peixe, veio serenar as águas agitadas entre leões e conquistadores, dizendo que afinal estava no futebol de forma construtiva e que tudo faria para, juntamente com o emblema leonino, encontrar a melhor solução para que o Sporting consiga pagar.

Raphinha está a adaptar-se da melhor forma à equipa, apesar da contenda que ainda envolve a sua transferência para o Sporting CP
Fonte: Sporting CP

Todos já percebemos que a situação financeira do clube não está famosa. No momento em que nos tentam meter na guilhotina, ameaçando-nos e lesando-nos a todos os níveis, alguns – leia-se o banqueiro José Maria Ricciardi – aparecem, neste contexto de crise, como salvadores da pátria, prometendo o pilim que muitos não têm e que tanta falta faziam, nesta altura, ao clube.

Mas devemos resistir com toda a força a esses Senhores do dinheiro que juram mundos e fundos pelo Sporting e depois, no final de tudo, só estão no desporto por puro e mero capricho financeiro. Ricciardi deveria ter vergonha na cara por, nesta situação difícil do clube, vir acenar com a única arma que tem: o dinheiro. O caso Raphinha foi o pretexto para este lobo sair da toca. Quando a situação passar, volta para dentro, mas fica à espreita.

A pequena novela Raphinha parece ter terminado da melhor forma possível. Tudo o que seja entendimento genuíno entre clubes, respeitando-se divergências e rivalidades, sou o primeiro a aplaudir. Mas tudo isto fez perceber o clima de constante crispação entre os emblemas no futebol português. Quando um clube como o Sporting, por razões sobejamente conhecidas, está ainda no chão a lamber as feridas duma crise que se abalou sobre si, há aqueles que ainda o querem humilhar mais ainda, pontapeando-o. E isto, no futebol como na vida, não é bonito.

Sem querer recuar muito no tempo, muito menos abordar assuntos que não são para aqui chamados, esta atitude de pontapear quem está no chão, vimo-la acontecer do outro lado da segunda circular quando Vieira ameaçou fazer “uma loucura” para contratar pérolas leoninas – uma delas, Bruno Fernandes – aproveitando-se da fragilidade do emblema leonino após os acontecimentos de Alcochete.

Ainda bem que Júlio Mendes reconsiderou e voltou atrás na sua decisão que seria, a todos os títulos, penosa para ambas as partes. Mas o Vitória Sport Clube, pela sua massa adepta, humana e dirigente, já nos habituou há muito que é um clube que pensa pela sua cabeça. Já os outros do Minho…

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

NBA | O Fracasso dos LA Lakers

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A temporada regular da NBA, estando muito próxima do fim, encontra-se neste momento numa fase decisiva. No entanto, na Conferência Oeste já estão praticamente decididas as equipas que alcançarão a fase final. Warriors, Nuggets, Thunder, Rockets, Trail Blazers, Spurs, Jazz e Clippers. Só resta fazer as contas finais e saber em que posições ficam colocadas.

Desta forma, é quase certo que os Lakers, liderados por LeBron James, não alcançam os playoffs, ficando muito aquém daquilo que era esperado da famosa franquia de Los Angeles, que esta temporada contratou o melhor jogador da liga na última década (ou mais até). As principais razões para esta época fracassada baseiam-se, a meu ver, em três fatores: as lesões que ocorreram durante a temporada, que incluem jogadores fundamentais como LeBron James e Lonzo Ball, a incompetência de Luke Walton e, por último, a incompetência de Magic Johnson e Rob Pelinka.

Vou começar por falar da lesão que mais afetou os Lakers, a lesão de LeBron James, o melhor e mais influente jogador do plantel. Relembro que, antes da sua lesão, a equipa ocupava o quarto lugar e competia num ritmo bastante aceitável. Depois da sua lesão, a equipa perde ritmo, critério no passe, espírito ganhador e um jogador capaz de decidir jogos seja pela sua capacidade de enfrentar qualquer defensor e marcar ou pela sua capacidade de assistir, e assim perde 11 dos 17 jogos seguintes e, por isso, desce na tabela classificativa.

Outra lesão que afetou e ainda afeta o estilo de jogo dos Lakers é a lesão de Lonzo Ball. Para muitos críticos, comentadores desportivos e adeptos do desporto, Lonzo não tem qualidade suficiente e não merece um lugar no plantel. Para mim, Lonzo Ball, apesar de não ser um jogador estatisticamente muito bom, é um criador de jogo de qualidade e um excelente defensor, o que neste momento faz muita falta à equipa.

Em segundo lugar, o que eu penso ter sido um fator determinante para o insucesso dos Lakers nesta temporada é a incapacidade de Luke Walton. Assisti a muitos jogos (quase todos) e notei uma enorme falta de critério na troca dos jogadores, na gestão da equipa e, além disso, culpo Luke Walton, principalmente pela falta de qualidade de jogo e de movimentação que a equipa demonstrou em variados encontros. Os Lakers já tiveram treinadores de grande qualidade que ficaram para a história, como Pat Riley ou Phil Jackson, mas não me parece que Luke seja um deles.

Walton também tem culpas no momento da equipa
Fonte: NBA

Por último, considero que Magic Johnson e Rob Pelinka têm uma grande parte da responsabilidade nos maus resultados desportivos desta época. Na minha modesta opinião, a contratação de jogadores foi terrível.

Depois de ver LeBron James a chegar a Los Angeles para vestir a Jersey dos Lakers, tinham de o rodear com bons atiradores, por exemplo, seria melhor opção se tivessem mantido Julius Randle e Brook Lopez, que, ao longo desta temporada, revelaram ser atiradores bastante razoáveis e, para além disso, têm bastante margem de progressão. Depois, a contratação de Michael Beasley, Lance Stephenson e agora recentemente Muscala e Bullock são, no mínimo, desnecessárias.

Da mesma forma, Rondo acrescenta muita qualidade de passe, visão de jogo e experiência, mas é mais um playmaker, para além de LeBron e Lonzo Ball. (Concluindo, a equipa não tem um único atirador de confiança para além de LeBron James, que é um atirador bastante razoável.) Como se isto não bastasse, Magic e Pelinka provocaram uma enorme instabilidade nos elementos mais jovens do plantel, (Kuzma, Ingram e Lonzo) quando deixaram que houvesse fuga de informação acerca da troca de Anthony Davis que nem chegou a acontecer.

Por todas estas razões, sinto que na próxima temporada os Lakers vão contratar outro treinador e principalmente contratar jogadores de qualidade, isto se quiserem chegar aos playoffs e quiserem lutar pelo título.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: NBA

Académica OAF 1-0 SC Braga B: A subida já só está a dois pontos (provisórios)

A manhã primaveril que brindou Coimbra era convidativa à prática do futebol, e nem a Académica nem o Braga B enjeitaram a oportunidade de o fazer, proporcionando um bom espetáculo de futebol, que honrou a memória de Vítor Campos, glória eterna da Briosa.

Apesar do jogo se ter disputado de manhã, ambas as equipas apareceram despertas à procura do golo inaugural. O Braga B, apostado em transições ofensivas conseguiu aproximar a bola junto da baliza contrária ao mesmo tempo que permitia espaços nas costas aproveitados pela Académica para criar as melhores situações de perigo da primeira parte.

A Briosa, disposta num quarteto ofensivo constituído por Jonathan Toro (jogando em terrenos mais exteriores), Júnior Sena, Romário Baldé e Hugo Almeida (apoiado pelos últimos três), esteve perto do golo por duas ocasiões – primeiro, num lance em que Jonathan Toro quase aproveitou a distração de um jogador bracarense para assistir Hugo Almeida e, depois, num cabeceamento do internacional português que passou rente à trave.

O intervalo chegou sem golos, mas a primeira parte teve argumentos suficientes para que os cerca de 2479 espectadores sentissem que tinha valido a pena acordar mais cedo para ir ao futebol.

Vítor Campos, eterna glória da Académica OAF, foi homenageado pela Mancha Negra
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte começou com o mesmo ritmo da primeira e só acalmou a partir do minuto 56’, altura em que surgiu o primeiro golo do jogo – Romário Baldé trabalhou sobre a direita, procurou o coração da área onde apareceu Toro a rematar enrolado, fazendo a bola sobrar para Hugo Almeida que não enjeitou a oportunidade de fazer golo no seu regresso após 3 jogos de suspensão.

A Académica colocou o jogo em lume brando. Circulou com menor intensidade e mais critério, algo que colocou algumas dificuldades ao Braga na saída para o ataque. Os bracarenses, porém, conseguiram ultrapassá-las e ameaçaram o golo. Primeiro por Henry que, depois de contornar Ricardo Moura, perdeu o golo de forma quase escandalosa e, depois, na sequência de um lance gizado por André Ribeiro, em que João Real quase fez auto-golo. Pelo meio, a Académica ameaçou por Jonathan Toro – a bola “morreu” nas malhas laterais da baliza bracarense.

A bola continuou a rondar a baliza da Académica, mas João Alves decidiu fechar o meio-campo com a entrada de Fernando Alexandre para o lugar de Jonathan Toro.

A partir daí a Briosa permitiu menos veleidades ao Braga e a melhor oportunidade do jogo até ao final pertenceu mesmo à equipa da casa – Júnior Sena, isolado, porém, não conseguiu desfeitear Tiago Pereira. Pouco depois, o árbitro apitaria para o final do encontro.

A vitória da Académica sobre o SC Braga B coloca, provisoriamente, a Briosa a dois pontos dos lugares de subida, com a particularidade de ter conseguido superar um adversário que, na jornada anterior, tinha derrotado o Famalicão, equipa que ocupa o último lugar de acesso à elite do futebol português.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académica OAF: Ricardo Moura, Jean Filipe, João Real, Yuri Matias, Joel; Ricardo Dias e Reko; Júnior Sena, Jonathan Toro (Ricardo Dias, 86’), Romário Baldé (Traquina, 79’) e Hugo Almeida (Djoussé, 82’).

SC Braga B: Tiago; Casimiro, David Carmo, Bruno Wilson, Simão; Afonso, Crespo; Denisson (Tavares, 77’), Makuta, Ribeiro e Henry (Franklin, 77’).

Da mão na bola aos cartões mostrados a treinadores: As leis do Futebol vão mudar

Realizou-se no dia 2 de março, na Escócia, a 133.ª reunião anual da International Football Association Board (IFAB).

Com a premissa de tornar o jogo melhor, foram implementadas alterações às leis do futebol, que entrarão em vigor em julho, com olhos postos, claro, na próxima temporada.

A primeira alteração visa a maior dor de cabeça dos árbitros de Futebol: mão na bola ou bola na mão? O IFAB definiu então que, mesmo de forma involuntária, qualquer golo ou oportunidade gerada a partir de mão na bola não será permitida. Por exemplo, se um defesa rematar a bola contra o braço ou mão encostado ao corpo de um adversário em situação de ataque, ou ressaltar, e daí resultar golo, a nova lei prevê anulação da jogada. Esta será certamente uma medida que tornará as decisões dos árbitros mais factuais e objetivas, ultrapassando assim a subjetividade associada a este tipo de lance.

No capítulo das substituições também se registam mudanças, devendo a saída dos jogadores dar-se pela linha mais próxima, contrariando a atual tendência de abandonar o terreno de jogo pela zona central junto do quarto árbitro.

É, sem dúvida, mais uma alteração que protege o espetáculo, pois evitará maiores perdas de tempo e os típicos empurrões e provocações entre jogadores que levam à mostragem de cartões amarelos.

Fonte: FIFA

Precisamente neste tópico das advertências disciplinares, o IFAB fez regressar uma lei que já antes esteve em vigor, e por isso, na época 2019/2020, os “bancos” das equipas, nomeadamente treinadores, adjuntos, delegados e corpo médico, vão passar a ser punidos disciplinarmente como são os jogadores, com cartão amarelo e vermelho.

Outra das mexidas aprovadas pelo organismo que tutela as leis de Futebol prende-se com a reposição da bola em jogo por parte do guarda-redes, na qual bastará que a bola esteja em movimento para ser considerada em jogo, contrariando assim a atual necessidade de ultrapassar a linha da grande área.

O IFAB impediu ainda a presença de jogadores da equipa que cobra um pontapé livre junto da barreira, promovendo mais uma vez a celeridade dos lances de bola parada. Nas grandes penalidades destaca-se somente uma mudança: os guarda-redes vão passar a precisar de ter apenas um pé na linha de defesa, em oposição à obrigatoriedade de se manterem totalmente sobre a mesma linha.

Por fim, o IFAB deu a conhecer que a partir de julho entra em vigor uma nova abordagem sobre o carácter neutro do árbitro no jogo. Até então, qualquer ressalto resultante de uma intervenção involuntária de um juiz de partida era considerado legal, mas a partir da próxima época, essa perspetiva deixará de vigorar. Assim sendo, sempre que um ressalto num árbitro resulte numa oportunidade de perigo ou em golo, a jogada deverá ser anulada.

Todas estas alterações instituídas pelo IFAB são favoráveis ao Futebol, tanto na medida em que valorizarão o espetáculo com mais tempo de jogo jogado, e ainda por fornecerem leis mais concretas e objetivas, auxiliando assim os árbitros na sua missão.

 

Foto de capa: FIFA

Olheiro BnR – Neris

Um percurso atípico quase tão curioso quanto a sua alcunha 

Nascido a 17 de junho de 1992 em Tucuruí, um pequeno município situado no estado do Pará (norte do Brasil), o destino quis que o seu talento para o «desporto-rei» emergisse na cidade de Camboriú, estado de Santa Catarina, a mais de 2500 quilómetros da localidade que o vira nascer. Assim sendo, depois de ser revelado pelo Camboriú Futebol Clube em 2011, o defesa passou por várias equipas daquele estado do sul do Brasil antes de, em abril de 2014, ingressar no Barra Futebol Clube, um outro clube catarinense que havia sido constituído há pouco mais de um ano.

No entanto, e não obstante Neris se encontre vinculado desde o ano de 2014 ao modesto Barra FC, emblema que tem vindo a atuar nas divisões secundárias do Campeonato Catarinense de Futebol, o defesa central paraense fez predominantemente o seu percurso nos dois principais escalões que compõem a hierarquia do futebol do Brasil, tendo inclusivamente conquistado alguns títulos.

Neste capítulo, merece particular destaque a sua passagem de sensivelmente ano e meio pelo Santa Cruz Futebol Clube (entre maio de 2015 e novembro de 2016), no decurso da qual o defensor natural de Tucuruí se sagrara campeão pernambucano (em 2015), para além de ter ganho a Copa do Nordeste no ano seguinte.

Num outro prisma, e ainda enquanto jogador do Tricolor do Arruda, Neris chegou, inclusive, a figurar em duas partidas relativas à CONMEBOL Copa Sudamericana – competição que equivale, em termos de prestígio na América do Sul, à «nossa» UEFA Europa League.

Assim, e paralelamente ao sucesso granjeado no Santa Cruz que culminou na conquista de dois troféus, também a garra evidenciada dentro das «quatro-linhas» no clube de Pernambuco mereceu uma distinção especial: a atribuição da alcunha Chuck Neris, uma clara alusão ao ator de filmes de ação norte-americano “Chuck” Norris.

Ao serviço do Santa Cruz Futebol Clube, Neris disputou mais de 20 jogos na Série A, almejando a conquista do Nordestão
Fonte: Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Como joga

Atuando no lado direito do eixo central da defesa da formação boavisteira, Neris posiciona-se quase sempre de maneira adequada e denota uma boa leitura de jogo. Ora, destas caraterísticas se depreende o número considerável de interseções que este central destro realiza, totalizando, em média, três por partida. Registe-se, de igual modo, os cerca de (1,5) bloqueios efetuados.

Para além disso, e sendo portador de um físico imponente (192 cm e 88 quilogramas), Neris revela-se uma mais-valia no jogo aéreo. Assim, importa salientar que o camisola número 27 dos Axadrezados ganha uma média de (3,5) duelos por partida, o que equivale a uma percentagem de sucesso na ordem dos (67 %) face ao total de lances disputados nessas circunstância.

Na peugada de Raúl Silva e de Pablo Santos?

A temporada meritória que tem vindo a protagonizar ao serviço do Boavista FC (somou 90 minutos de utilização em 22 das 23 jornadas que já disputou na Primeira Liga), aliada à ausência de problemas físicos, que, em tempos, contribuíram para que regredisse na sua evolução, deixa antever perspetivas animadoras quanto ao que poderá vir a ser o futuro deste defesa central brasileiro em solo português.

Posto isto, não seria, a meu ver, descabido considerar uma mudança para uma formação com objetivos mais ambiciosos, um pouco à semelhança do que se sucedeu, por exemplo, com os também paraenses Raúl Silva e Pablo Santos: o primeiro tinha 27 anos quando assinou pelo SC Braga, enquanto o segundo houvera, apenas, cumprido uma época (de bom nível) na Primeira Liga antes de rumar aos Guerreiros do Minho.

 

Foto de Capa: Boavista FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Leão implacável no dérbi de sub-23

Na passada quinta-feira, em pleno Seixal, disputou-se o primeiro derby da fase de campeão. Os leões foram superiores e bateram a equipa do Benfica por duas bolas a uma. Esta vitória deixou o Sporting com dois pontos de vantagem em relação ao Desportivo das Aves, que tem menos dois jogos.

Num jogo muito intenso e equilibrado, foram os homens de Alexandre Santos que chegaram primeiro à vantagem no marcador. Num bonito desenho ofensivo, Marcos Túlio atirou a contar e abriu as hostilidades à passagem da meia hora de jogo. Por sua vez, aos 58 minutos, os encarnados empataram a partida por Tiago Gouveia, que apareceu isolado ao segundo poste. Já a dez minutos do fim, e depois de Luís Maximiano ter defendido uma grande penalidade de forma brilhante, Bruno Paz fez o golo da vitória num incrível lance individual.

Bruno Paz é claramente o jogador mais nesta equipa
Fonte: Sporting CP

Os três pontos foram mesmo conquistados pelo Sporting, que agora esta em primeiro classificado com dois pontos de vantagem. Mais importante do que analisar esta vitória é analisar que jogadores tem qualidade para se afirmarem como titulares na equipa principal do clube leonino.

Luís Maximiano, Thierry Correia, Bruno Paz e Diogo Brás (este mais novo) são os nomes mais conhecidos e por alguma razão será. Estes são, de facto, os jogadores que já mais talento e qualidade demonstraram. Longe dos grandes talentos que já passaram por Alcochete, este leque de jogadores mostra de facto aqueles que parecem ser capazes de chegar à equipa principal. Keizer supostamente apostava na formação: para quando a aposta nestes jovens?

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

O conto de fadas do Getafe de Pepe Bordalás

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Situa-se a 14 quilómetros do centro de Madrid e é lá que habita a grande sensação da Liga Espanhola. O Getafe CF está, atualmente, no quarto lugar do campeonato – apenas atrás dos tubarões de Madrid e do FC Barcelona – e, portanto, em posição de acesso à Liga dos Campeões na próxima temporada.

Toda esta história se torna mais surpreendente porque a equipa dos arredores de Madrid tem o quarto orçamento… mais baixo da liga, apenas à frente dos três recém-promovidos! Está a ser verdadeiramente uma época de sonho para os adeptos azulones, pois creio que nem o adepto mais otimista acreditaria ver a sua equipa na «zona Champions» a onze jogos do fim.

Grande parte do mérito tem que ser dado a José «Pepe» Bordalás, técnico de 55 anos que, enquanto jogador, terminou precocemente a sua carreira (aos 28 anos), sem nunca ter passado da quarta divisão espanhola. Enquanto técnico, depois de ter subido o Deportivo Alavés à La Liga em 2015/2016, aceitou o desafio do Getafe CF para atacar nova subida, isto porque o Geta havia sido relegado à Liga Adelante, após 12 anos primodivisionários. Objetivo traçado… objetivo cumprido! O Getafe terminou em terceiro lugar, foi forçado a disputar o play-off de subida, mas conseguiu a promoção.

A época passada marcou o regresso dos azulões à primeira divisão espanhola e a estreia de Bordalás ao comando de uma equipa do principal campeonato espanhol. Os resultados foram bastante meritórios, já que a equipa terminou num notável oitavo lugar, quando o objetivo traçado pelo clube era… a manutenção!

Esta temporada, a manutenção está garantida, e a cereja no topo do bolo bem encaminhada. A equipa está a apenas seis pontos do Real Madrid (terceiro lugar), tem uma vantagem de quatro pontos em relação ao quinto (Alavés, outra boa surpresa) e de seis pontos em relação aos lugares de Liga Europa. A juntar à boa prestação no campeonato, uma boa prestação na Taça do Rei, onde a equipa caiu de forma dramática nos quartos de final frente ao Valencia CF, ao sofrer dois golos nos descontos do jogo da segunda mão, no Mestalla, quando atuava com apenas nove jogadores.

Com um plantel curto (apenas 23 jogadores), a equipa tem potenciado muitos jogadores. Na baliza, David Soria é titular indiscutível e é o guardião espanhol menos batido do campeonato, fazendo por merecer uma chamada de Luís Enrique para a seleção. No eixo defensivo, destaca-se Djene, jogador forte nos duelos, com bom sentido posicional e saída de bola interessante. Na lateral esquerda, o português Antunes é dono e senhor do lugar e garante grande pujança ofensiva, com cruzamentos de grande qualidade.

Antunes e Jaime Mata, duas das figuras da equipa
Fonte: Getafe CF

No entanto, é na frente do ataque que moram as duas maiores figuras da equipa: Jaime Mata e Jorge Molina, responsáveis por 64% dos golos da equipa! Aliás, esta equipa tem um dado curioso: apenas sete jogadores marcaram golos, com destaque para esta dupla maravilha que apontou 23 dos 36 golos. Mata é o melhor marcador da equipa e o melhor espanhol na lista dos goleadores, com 13 tentos, aos quais ainda junta seis assistências, números que lhe valeram a distinção de jogador do mês da Liga Espanhola. Na temporada passada, marcou 35 golos ao serviço do Real Valladolid CF na segunda divisão espanhola, mas não renovou contrato e chegou ao Coliseum Alfonso Peréz a custo zero. Agora, é apontado à seleção espanhola e o principal responsável pelos sonhos dos adeptos azulones.

O Getafe CF procura regressar às competições europeias, onde já esteve por duas vezes. Em 2007/2008, eliminou o SL Benfica e chegou aos quartos de final, onde apenas foi batido no último minuto do prolongamento pelo FC Bayern Munique. Agora, a equipa procura atingir de novo a glória europeia.

Não será fácil manter esta posição, pois tem atrás de si emblemas com orçamentos muito superiores e objetivos assumidos de chegar às competições europeias, como o Valencia, o Betis, ou o Sevilla FC. No entanto, os comandados de Pepe Bordalás prometem dar tudo até ao fim, em busca de um sonho impensável para muitos.

 

Foto de capa: Getafe CF

Convocatória da seleção com Ronaldo, Félix e… Dyego Sousa

Há nova naturalização para a frente de ataque da seleção. Depois de Liedson, em 2009, ser chamado para representar a equipa das quinas, agora é Dyego Sousa, goleador do SC Braga, a ser convocado para os jogos de qualificação do Euro’2020 de Portugal, relegando o herói do Euro’2016 Éder para fora da convocatória.

O registo do avançado luso-brasileiro tem sido impressionante, com 19 golos marcados esta temporada em 33 jogos oficiais. Sem nunca ter sido equacionado para representar o seu Brasil, Dyego Sousa tem agora a oportunidade de representar o país que o acolheu ainda em 2007, para representar os juniores do Nacional.

Dyego Sousa é o quarto brasileiro naturalizado na seleção este século, depois de Deco, Liedson e Pepe
Fonte: Sporting de Braga

É mesmo o ataque da seleção que apresenta as surpresas da convocatória. Para além do avançado do SC Braga, João Félix e Diogo Jota receberam a primeira chamada à seleção A. O extremo do Benfica tem estado em grande ao serviço dos encarnados, com 11 golos em 31 jogos oficiais e como peça importante no xadrez de Bruno Lage, enquanto Jota tem despontado na Premier League ao serviço do Wolverhampton, com seis golos em 27 jogos ao serviço do emblema inglês.

Por fim temos o regresso do capitão à equipa das quinas. Cristiano Ronaldo regressa a uma convocatória de Fernando Santos pela primeira vez desde o Mundial’2018, depois de ter falhando todos os jogos para a Liga das Nações.

Os jogos de qualificação para o Euro’2020, diante da Ucrânia e Sérvia, estão agendados para os dias 22 e 25 de março, respetivamente, no Estádio da Luz.

 

Foto de Capa: Seleções de Portugal