O título deste artigo pode induzir em erro, ficando na dúvida se é referente à banca, ao mobiliário ou ao banco de suplentes. Como, pessoalmente, gosto mais de me pronunciar em relação ao futebol e seus intervenientes, a minha abordagem é sobre o banco de suplentes.
O plantel do Sporting Clube de Portugal é constituído por vinte e cinco jogadores, no entanto apenas dezoito podem ser chamados a ir a jogo. Num clube como este, todos os jogadores que fazem parte do plantel devem apresentar a qualidade necessária para envergar a listada verde e branca.
Em qualquer jogo, a equipa técnica deve saber avaliar os índices físicos dos seus jogadores a fim de gerir a equipa da melhor forma, quer para a equipa titular quer para as opções que tem no banco ao seu dispor. Existem jogadores que dificilmente conseguem alinhar os noventa minutos com a intensidade desejada. Existem jogadores que não podem ser titulares, por não renderem o mesmo que quando entram no decorrer de uma partida. E dependendo do resultado e da estratégia definida para alcançar a vitória, existem jogadores mais relevantes.
Nos últimos dois encontros, a equipa leonina teve de sofrer para alcançar a tão desejada vitória. Nessas duas partidas, o mister leonino optou por não recorrer à terceira substituição a que tinha direito, o que não é muito comum.
Apesar da equipa ter somado os três pontos, foram dois jogos onde a equipa não esteve em bom plano. A questão que se coloca é: Qual a razão para o holandês não esgotar as substituições? Será que no banco de suplentes não havia uma opção com qualidade para entrar em campo? Será que nenhum dos jogadores do banco de suplentes transmitiu confiança ao treinador nessas duas partidas?
Banco de qualidade? Fonte: Sporting CP
Por norma, no banco de suplentes estão jogadores como: Salin, Tiago Ilori, André Pinto, Diaby, Jovane Cabral, Luiz Phellype, Francisco Geraldes ou Miguel Luís. Deste lote de jogadores, Diaby, Ilori e Luíz Phellype levam vantagem sobre os restantes no que à utilização diz respeito.
Na minha perspetiva, o plantel apresenta poucas soluções em determinadas posições, no entanto considero que temos algumas boas alternativas no “banco” de suplentes.
Conseguirá Marcel Keizer construir um plantel mais evoluído e equilibrado na próxima temporada? Os sportinguistas esperam que sim e anseiam por mais títulos. Força Sporting.
Uma vitória muito sóbria e madura por parte do SL Benfica no regresso à liderança. Bruno Lage a ser sagaz e a aproveitar de forma estratégica as debilidades do seu oponente, num final de tarde em que o SL Benfica foi altamente competente em todos os momentos do jogo.
Aos dois minutos e meio de jogo surgia a primeira boa oportunidade para o SL Benfica. Após uma boa jogada de combinação na esquerda entre Jonas e Rafa, o extremo a desmarcar Pizzi que, em frente a Pedro Trigueira, falharia de forma clamorosa. O Moreirense FC ia tentando ter mais bola, mas o SL Benfica mostrava-se muito pressionante e a conseguir afastar a equipa de Ivo Vieira da sua baliza. Aos 20 minutos surgia mais uma oportunidade para o SL Benfica, com um livre de Álex Grimaldo por cima da baliza de Pedro Trigueira.
O jogo encontrava-se disputado e com mais uma grande oportunidade para o SL Benfica aos 24 minutos. Desmarcação de Jonas que, em frente a Trigueira, tentou dar a bola para o seu lado esquerdo a Pizzi, mas com Ivanildo a antecipar-se e a limpar o lance.
As duas equipas tentavam ter bola e mostravam-se sempre muito activas no momento de transição defensiva. Uma primeira meia hora de jogo bem disputada, ainda que com uma ligeira superioridade para os encarnados no que à criação de oportunidades de golos dizia respeito.
Nesta mesma meia hora chegava a vez do SL Benfica colocar a bola dentro da baliza do Moreirense FC. Rafa a aguentar muito bem a pressão de Halliche, a conseguir virar-se e a desmarcar Pizzi que, na cara de Trigueira, toca a bola para o lado e desmarca Jonas, com o brasileiro a empurrar a bola para dentro da baliza. No entanto, o lance acabaria por ser invalidado por Nuno Almeida devido ao facto de Pizzi estar ligeiramente adiantado no momento em que recebe o passe de Rafa. Mantinha-se a igualdade no marcador.
Aos 36 minutos o SL Benfica colocar-se-ia mesmo em vantagem. Contra-ataque encarnado com um passe bem medido de Grimaldo desde a esquerda para João Félix, que aproveita uma falha no corte de Ivanildo e bate Pedro Trigueira. As “águias” aproveitavam assim o posicionamento alto no terreno dos comandados de Ivo Vieira e estava feito o 0-1.
O Moreirense FC mostrava alguma dificuldade em reagir ao golo sofrido e os pupilos de Bruno Lage aproveitavam para aumentar a vantagem. Canto na direita batido por Pizzi para o coração da área, com Samaris a subir ao primeiro andar e a bater novamente Pedro Trigueira. 0-2 para o SL Benfica antes do intervalo, que não chegaria ao interregno totalmente descansado. Em cima do final do primeiro tempo houve ainda oportunidade para Bilel cruzar desde a esquerda para a cabeça de Pedro Nuno, obrigando Vlachodimos a aplicar-se para uma enorme defesa.
O SL Benfica mostrou-se sempre confortável no jogo e dominou-o em todos os seus momentos Fonte: Liga Portugal
Entrávamos na segunda parte e o SL Benfica voltava a entrar em campo com toda a força, fazendo o 0-3. Mais um ataque rápido da turma de Bruno Lage, com Jonas a desmarcar Rafa e este a “picar” a bola por cima de Pedro Trigueira. Dilatava-se o resultado em Moreira de Cónegos e o SL Benfica colocava-se (ainda) mais confortável. Após o golo encarnado houve ainda espaço para Chiquinho voltar a testar as habilidades de Vlachodimos, após um livre marcado de forma exímia.
Os primeiros 15 minutos da segunda parte decorriam com um ligeiro ascendente do Moreirense FC no que à posse de bola dizia respeito, mas muito consentido por parte do SL Benfica, que aproveitou para não aplicar uma intensidade tão forte na sua transição defensiva e resguardar mais a condição física dos seus jogadores. Os comandados de Bruno Lage jogavam mais na expectativa e com uma grande aposta nas saídas rápidas em transição ofensiva.
A segunda parte desenrolava-se sem grandes oportunidades para ambos os lados, mas o meio-campo encarnado mostrava-se bastante coeso e a recuperar imensas bolas que iam entrando pelo espaço central. A dupla formada por Samaris e Gabriel apresentava-se a alto nível e, por intermédio das suas recuperações, ia fazendo “carburar” as respectivas tentativas de saída para o ataque.
Aos 83 minutos de jogo o SL Benfica voltava a aumentar a vantagem. Canto batido desde a direita por parte de Álex Grimaldo com um enorme desentendimento entre Pedro Trigueira e Ivanildo e a bola a sobrar para Florentino Luís, que acabaria por empurrá-la para o fundo das redes. 0-4, sorriso rasgado no rosto e estreia a marcar pela equipa principal por parte do jovem médio-defensivo português.
O resultado não voltaria a sofrer alterações até ao final. O SL Benfica conseguiu sempre controlar os ascendentes que o Moreirense FC ia tendo e foi aproveitando para sair com velocidade para o ataque. A equipa de Ivo Vieira não foi capaz de controlar as transições ofensivas do SL Benfica e acabou por sofrer bastante devido ao seu alto posicionamento no relvado. Mais três pontos para as Águias e regresso à liderança.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Moreirense FC – Pedro Trigueira, João Aurélio, Rafik Halliche, Ivanildo Fernandes, Bruno Silva (Anthony D´Alberto, 46’), Fábio Pacheco (Ibrahima Camará, 46’), Ângelo Neto, Arsénio Nunes (Nenê, 59’), Chiquinho, Bilel Aouacheria e Pedro Nuno.
SL Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Álex Grimaldo, Andreas Samaris, Gabriel (Florentino Luís, 77’), Pizzi (Gedson Fernandes, 72’), Rafa Silva, João Félix e Jonas (Franco Cervi, 84’).
Depois de Sérgio Conceição, foi a vez de Jesús Corona prolongar o vínculo com o FC Porto. O internacional mexicano prolongou o seu contrato até 2022, mantendo a cláusula de rescisão nos 50 milhões de euros. Como diz o ditado popular “gato escaldado de água fria tem medo” e, o FC Porto, não quis repetir a situação vivida com Marcano e Reyes na época passada e, possivelmente, com Herrera e Brahimi nesta época, com saídas a custo zero.
Jesús Corona terminava contrato em 2020 e era urgente a renovação porque entrando na próxima época em final de contrato o perigo de perder o jogador aumentava significativamente. Nos dias que correm e, como o mercado se encontra, é muito perigoso deixar um atleta começar a época com o contrato a terminar no final da mesma, porque os jogadores são aliciados com prémios de assinatura chorudos que o FC Porto não consegue acompanhar. Por isso esta renovação foi feita na altura certa e de forma cirúrgica.
O internacional mexicano está a realizar a melhor época de dragão ao peito tendo já realizado 42 jogos onde apontou cinco golos e fez 11 assistências. Jesús Corona é um “puro diamante” com características difíceis de encontrar no Futebol Mundial. A sua capacidade de jogar com a mesma qualidade com ambos os pés, a qualidade técnica acima da média, a facilidade que desequilibra no um contra um, faz de Corona uma peça preponderante neste FC Porto.
A renovação de Casillas deve ser anunciada brevemente Fonte: FC Porto
Existem outros casos pendentes por resolver no que a renovações diz respeito. Fabiano, Casillas, Maxi Pereira, Herrera, Brahimi, Hernâni e Adrian Lopez terminam contrato no final da presente temporada. Fabiano, Maxi Pereira, Hernâni e Adrian Lopez não são peças fundamentais e não devem renovar até porque já não são propriamente jovens.
Herrera e Brahimi são dois jogadores importantíssimos no plantel azul e branco mas dificilmente continuarão no Dragão, o clube já tentou por varias vezes a renovação mas as exigências pedidas pelos jogadores e as propostas de outros clubes dificultam a sua continuidade. A renovação de Casillas está praticamente acertada e até pode ser anunciada já na próxima semana. Vamos esperar que o encaixe recente com a venda de Éder Militão e os cerca de 80 milhões já arrecadados com a magnífica prestação na Liga dos Campeões permita ao clube uma última tentativa para segurar Herrera e Brahimi.
Os motores voltaram a rugir nas garagens, desta vez sem o chamado “sandbagging”, a Fórmula 1 está de volta após as “férias” de inverno.
Como sempre, a época começou com o Grande Prémio da Austrália, que raramente dá um bom espetáculo, mas desta vez foi uma corrida decente. Lewis Hamilton conseguiu a pole position no sábado, mas foi Bottas, ao seu lado em segundo lugar, que venceu de forma dominante a corrida e ainda fez a volta mais rápida.
A Ferrari não esteve em lado nenhum Fonte: Red Bull Racing
Quando as luzes desligaram, Bottas teve a melhor arrancada e liderou a partir da primeira curva, para nunca mais sair daí. Mais atrás, Ricciardo teve um mau início na sua carreira na Renault. Após conseguir apenas um 12.º lugar no grid, a sua asa dianteira colapsou depois de o mesmo sair ligeiramente da pista, e obrigou-o a ir aos pits para reparações, deixando-o em último com uma grande desvantagem.
Após uma excelente qualificação no sábado, e ao fazer a sua primeira paragem para pneus, Lando Norris da Mclaren viu-se preso atrás de Antonio Giovinazzi, que ainda não tinha parado para pneus. O italiano estava a defender de forma agressiva para facilitar o trabalho a Kimi Raikkonen. Com isto, deu-nos uma das batalhas mais interessantes do meio campo, com Norris a acabar por sair vitorioso, mas acabou por se mostrar tarde demais, tendo perdido a possibilidade de chegar aos pontos.
Ainda no meio campo, a Haas perdeu a possibilidade de pontuar com os dois carros, quando voltaram a cometer erros na pit stop de Grosjean, que teve de abandonar a corrida com uma roda solta, tal como no ano passado.
Na liderança, Bottas continuava isolado e com um ritmo muito mais rápido do que qualquer um dos seus concorrentes. Hamilton seguia em segundo, mas sem conseguir acompanhar o seu colega de equipa, e Vettel era terceiro. Mas havia o fator Verstappen, que pressionou Vettel e acabou por ficar com o último lugar do pódio, após uma ultrapassagem fácil ao alemão.
A Ferrari parecia uma sombra daquilo que mostrou nos testes, não conseguindo acompanhar o ritmo da Mercedes ou de Verstappen. Até que Leclerc foi às boxes e começou a tirar segundos ao seu colega de equipa, aproximando-se a grande ritmo.
Foi aqui que surgiu a maior polémica da corrida: Leclerc era muito mais rápido do que Vettel e começou a tentar a ultrapassagem, mas, de repente, afastou-se, mantendo-se a cerca de dois segundos de distância. As ordens de equipa na Ferrari começaram cedo – aqui, a equipa tinha a possibilidade de deixar Leclerc com ar limpo na sua frente para pelo menos tentar obter o ponto pela melhor volta, mas não o deixaram – para mim, um erro estratégico da equipa de Maranello.
Verstappen aproximou-se de Hamilton e começou a lutar pelo 2º lugar, sendo que o britânico não estava com um excelente ritmo, mas, ainda assim, conseguiu manter o piloto da Red Bull atrás de si.
O melhor momento da corrida foi quando Bottas perguntou se podia ir às boxes meter pneus novos para conseguir a volta mais rápida, tal era a sua vantagem para Hamilton, e a equipa recusou. Mas o finlandês está com uma atitude nova, e com pneus velhos decidiu aumentar o ritmo e ser o mais dominante possível, conseguindo mesmo assim a volta mais rápida e vencendo a corrida de forma extremamente confortável.
Após as críticas que recebeu na época anterior e a queda de confiança que sofreu, Bottas precisava de encontrar algum fogo nele para mostrar que está na Fórmula 1 para ficar e que é candidato e não apenas um “Wingman”, e esta corrida foi a melhor resposta que podia dar. Sem dúvida, a sua melhor performance desde que está na Fórmula 1.
Hamilton terminou em segundo, e bastante longe do seu colega de equipa, Verstappen, logo a seguir ao britânico, conseguindo pela primeira vez o pódio na Austrália, e dando à Honda o seu primeiro pódio desde 2008. O piloto da Red Bull a mostrar que a sua segunda metade da época de 2018 não foi por acaso, e que está pronto para lutar pelo título este ano, e desta vez, o Red Bull parece capaz de acompanhar.
Na quarta e quinta posição, Vettel e Leclerc, uma corrida bastante fraca para a Scuderia, ninguém sabe onde foi parar a velocidade que tinham mostrado antes, nem eles próprios.
Os pontos seguintes serviram para mostrar o quão perto as equipas estão umas das outras, com cinco equipas nos cinco lugares restantes para pontuar, em 6º, Kevin Magnussen da Haas, com uma exibição muito segura, Hulkenberg da Renault recuperou para 7º, em mais uma corrida muito sólida, Kimi Raikkonen a começar bem a sua época na Alfa Romeo com 8º, Lance Stroll a ter uma corrida fabulosa pela Racing Point, subindo de 16º para 9º, e a fechar os pontos, o regressado Daniil Kvyat, na Toro Rosso a manter o francês Pierre Gasly fora dos pontos, apesar de este ter um Red Bull, um dos carros mais rápidos do grid. Uma exibição muito pobre de Gasly, que não conseguiu ultrapassar ninguém durante a corrida e, lamento dizer isto, porque acho o francês um bom piloto, mas, se fosse Ricciardo, ficava bastantes lugares acima.
A época começa de boa forma, já com especulação e intriga. Os Mercedes parecem dominantes, Bottas parece que não vai aceitar ser o carrasco de ninguém, e está aqui para vencer, Verstappen parece em grande forma e desta vez o carro acompanha, e a Ferrari… bem, a Ferrari não estava em lado nenhum.
Só nas próximas duas corridas é que vamos ter a noção de onde estão verdadeiramente as equipas, mas parece-me que teremos um campeonato muito próximo no topo e no meio da tabela.
Piloto do dia: Valtteri Bottas
Fonte: Formula 1
Havia mais alguém? Acho que ainda se vai descobrir a meio da época que, na verdade, é Nico Rosberg quem está a pilotar o Mercedes 77, disfarçado de Bottas. Ninguém esperava a tareia que o finlandês deu no seu colega de equipa e, muito menos, a atitude muito mais agressiva que mostrou. Mas ainda bem, é assim que ele tem de ser quando tem Ocon à espreita pelo seu lugar. É um ano decisivo para o finlandês e o que mostrou nesta corrida é que há ali estofo de campeão.
Ainda a segunda clássica do World Tour 2019 não tinha ido para a estrada e já havia mudanças. Jolien D’Hoore, vencedora em 2015 e uma das favoritas, não partiu devido a uma lesão após queda na Drentse Achtse van Westerfield, na sexta. Um dos setores de paralelo foi retirado do percurso, já que estava submerso devido às recentes chuvas na região.
A prova começou bastante rápida, com vários grupos a formarem-se e as grandes favoritas na frente da corrida, com Vos a ser a primeira na ascensão inicial ao VAM Berg. Os grupos mais dianteiros acabariam por se juntar, mas, com o paralelo a aparecer, muitas ciclistas que estavam para trás ficaram irremediavelmente fora da corrida.
Depois desta primeira seleção, haveria alguma acalmia no pelotão e Maria Sperotto aproveitaria para se lançar em solitário. A italiana ainda ganhou alguma vantagem, mas, com um vento forte e aproximação à segunda passagem pelo VAM Berg, acabou por ser alcançada após somente cerca de 20 quilómetros em fuga.
A segunda subida do dia foi aproveitada pela australiana Grace Brown, que se lançou ao ataque e constituiu nova fuga a solo. A movimentação da ciclista da Mitchelton-Scott surgiu com acerto e rapidamente se estabeleceu na frente com uma vantagem razoável para o grupo onde a Boels-Dolmans, em superioridade numérica, fazia grande parte do trabalho de perseguição, ajudada também por conjuntos como a Canyon SRAM e a Virtu.
Brown mostrou-se consistente e passou mais uma vez pelo VAM Berg e também pelos vários setores de paralelo ainda em falta na frente, saindo da floresta com 1:25 para gerir nos últimos 19 quilómetros, onde teria de lidar com uma feroz perseguição e com o forte vento holandês.
Grace Brown esteve em fuga até bem perto do fim Fonte: UCI
A fuga acabaria por terminar de forma inesperada e inglória, com Brown a virar para o lado errado e, com isso, a perder a vantagem que ainda tinha para o grupo principal. A Boels-Dolmans é que não perdeu tempo e Chantal Blaak rapidamente assumiu a dianteira e aproveitou o regresso a vias estreitas e lamacentas para impor um ritmo duro, que despedaçou o que restava do pelotão.
Ellen van Dijk aproveitou um momento de hesitação à entrada dos últimos dez quilómetros para atacar e criou algumas dificuldades ao grupo que a perseguia, de onde Bastianelli e Blaak saíram para a alcançar. As restantes atletas não se conseguiram entender e permitiram que fossem as três a disputar a vitória.
Ao sprint, sem grandes surpresas, mas por muito pouco, a campeã europeia, Marta Bastianelli, foi quem levou a melhor para continuar um excelente início de época com uma importante vitória.
Pedro Costa, a antiga lenda da seleção nacional de futsal, capitão da até à data única equipa portuguesa a vencer a UEFA Futsal Cup no ano de 2010, está de saída do clube que representou nos últimos oito anos, o Nagoya Oceans.
Chegou ao clube nipónico na época 2010/11para ingressar no clube em que terminou a sua carreira como jogador, no ano de 2015. Para além de ter pendurado as chuteiras, iniciou a sua carreira como treinador por essas bandas, com o mesmo sucesso enquanto jogador, pois, nos três anos que passou como timoneiro da formação japonesa, conseguiu conquistar dois campeonatos nacionais, duas taças, duas super-taças e uma competição continental, o campeonato asiático de futsal em 2016.
Como jogador, conquistou cinco campeonatos, três taças e quatro super-taças, para além de dois campeonatos asiáticos de futsal em 2011 e 2014 no país do sol nascente, para além dos múltiplos troféus ganhos em Portugal, nomeadamente sete títulos nacionais, quatro super-taças, quatro taças e a já referida UEFA futsal cup.
Pedro Costa fez parte da equipa que venceu a UEFA Futsal Cup em 2010 Fonte: UEFA
A juntar a todos estes troféus ganhos durante uma longa carreira que incluiu passagens pelo Freixieiro, Sporting, Benfica e Nagoya Oceans, há que referir as 119 aparições do universal com a camisola das quinas, onde apontou 53 golos.
Para já, num curto prazo, Pedro Costa não pode treinar no continente europeu, porque não possui o nível mínimo exigido no curso de treinador (atualmente só possui o nível um), pelo que só está – por enquanto – habilitado a treinar no continente asiático, fator esse que deve levar um dos melhores jogadores portugueses da história a continuar a sua vida profissional na Ásia.
No médio/longo prazo, e estou certo de que é um grande desejo pessoal do Pedro, o seu futuro deverá mesmo passar pelo nosso país, porventura como treinador do Benfica, ou, quem sabe, do Sporting. Em jeito de recordação, lembro que o título europeu conquistado pelos encarnados foi sob os comandos de um antigo jogador do clube, André Lima.
Como se costuma dizer na cultura popular, “o bom filho à casa torna”. Como o profissional em questão já representou ambos os clubes que eu coloquei em cima como hipóteses, seria sempre um regresso, pese embora o maior sucesso na passagem pelas águias, onde conquistou tudo e esteve praticamente oito anos.
Naquele que foi o principal encontro da 20ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, o Porto, com uma enorme oportunidade de passar para liderança, não deu qualquer hipótese e venceu o Sporting por 3-1. Desta maneira, a seis rondas do final da competição, os dragões têm três pontos de vantagem para os leões e a Oliveirense.
O clássico arrancou de forma intensa e quase nem eram necessários dez segundos para o marcador mexer. Todavia, Girão, com uma enorme intervenção, impediu o golo de Reinaldo Garcia. Os dragões continuavam por cima e, pouco depois, Rafa e Reinaldo Garcia voltaram a ameaçar, mas o guardião leonino voltou a defender.
Mais rápidos a colocar o esférico no ataque, os azuis e brancos estavam com sinal mais, mas não conseguiam importunar o guarda-redes da Seleção Nacional, que, com maior ou menor dificuldade, travava as intenções portistas. O Sporting, quando em posse, procurava rupturas ao centro, mas o Porto estava a fechar bem. Assim, Paulo Freitas, que recentemente renovou até 2022, fez entrar o argentino Gonzalo Romero, com o objetivo de apostar mais vezes na meia distância, tendo Toni Pérez e mais tarde Vítor Hugo como opção para a recarga.
Sempre muito recolhido a nível defensivo, o Sporting começou a dar cada vez menos espaço para chegar à sua baliza, tentando sempre explorar as costas do conjunto de Cabestany em situações de contra-ataque. Isto porque, em situação de posse de bola, raramente era forçada qualquer entrada na teia dos dragões. Sem especialistas na meia distância como Hélder Nunes e Gonçalo Alves em pista, que obrigavam a defesa leonina a esticar-se em pista, a missão portista tornava-se bastante difícil.
Quase em cima da marca dos 15 minutos, os leões ficaram muito perto de inaugurar o marcador, mas Nelson Filipe disse “não” a Toni Pérez. Momentos depois, Hélder Nunes sofreu uma falta para grande penalidade, mas a infração foi assinalada fora da área sportinguista. O livre não criou nenhum perigo, mas, no seu seguimento, Rafa ficou perto de concretizar. Volvidos alguns instantes, Rafa enviou o esférico ao poste. Girão estava batido, mas o poste foi seu amigo.
A cerca de cinco minutos da pausa, o Sporting beneficiou de um lance de contra-ataque, mas Ferran Font, que passou por dois jogadores do Porto e deitou Nelson Filipe, enrolou a bola ao lado do poste esquerdo da baliza azul e branca.
Mesmo sem um grande fluxo ofensivo, os leões usufruíam da qualidade técnica de cada um dos seus jogadores e foi dessa maneira que Toni Pérez esteve quase a abrir o ativo, mas Nelson Filipe voltou a levar a melhor.
Com pouco mais de um minuto para se jogar, na sequência de um lance entre Henrique Magalhães e Gonçalo Alves, Reinaldo Garcia e Ferran Font quase levaram o jogo para outro nível de picardias, mas, felizmente, tudo foi rapidamente sanado.
A faltarem menos de 40 segundos para a buzina, o Sporting quase que foi traído com uma bola vinda atrás da sua baliza, mas Girão negou o golo a Gonçalo Alves. Pouco depois, numa situação semelhante, o número 77 do Porto voltou a ver Girão a fechar-lhe a porta da baliza leonina e a manter o 0-0 na ida para as cabines.
Terminada a primeira parte, o marcador continuava a indicar um empate sem golos entre Porto e Sporting. Num jogo sempre muito equilibrado, os dragões foram sempre a equipa mais próxima a marcar, mas Girão, fazendo jus à alcunha de muro, foi mantendo a igualdade com algumas intervenções de alto calibre. A jogar dentro do seu estilo habitual, o Sporting procurava responder em transições rápidas, mas Nelson Filipe demonstrou o porquê de ser um dos melhores guarda-redes portugueses e preservou as suas redes.
Gonçalo Alves foi um dos principais criadores de perigo, mas apenas conseguiu marcar através de grande penalidade Fonte: FC Porto Sports
A segunda metade não trouxe grandes novidades ao jogo, sendo que a principal terá sido a estreia de Raul Marín no clássico, com o Porto a ser a equipa que mais demonstrava querer chegar ao golo. Nos cinco minutos iniciais, os leões apenas tiveram uma chance para marcar, mas Nelson Filipe, com a cotoveleira direita, defendeu uma boa stickada de Marín.
Apesar da maior postura defensiva, o Sporting voltou a ser o conjunto que mais perto ficou de marcar, por volta dos 32 minutos, mas Ferran Font não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Gonzalo Romero. Momentos depois, Font teve espaço para stickar à baliza, mas o remate rasteiro passou ao lado da baliza portista.
Perto da marca dos 33 minutos do encontro, Rafa cometeu a 10ª falta dos dragões. Ferran Font, especialista neste tipo de lances, foi o escolhido para a conversão do livre-direto. Tentou fazer um bonito, mas Nelson Filipe fez uso da sua estatura física e defendeu a picadinha do espanhol com o ombro direito.
Disputados cerca de 35 minutos, Pedro Gil fez falta sobre Rafa para grande penalidade. Gonçalo Alves assumiu a marcação do pénalti, mas acabou por stickar ao poste direito. Instantes depois, o número 77 dos azuis e brancos voltou a obrigar Girão a brilhar, mas, a dois tempos, voltou a negar o golo ao internacional português. Passados alguns minutos, situação de contra-ataque de dois para um a favor do Porto e Gonçalo Alves acabou por ser derrubado no interior da área leonina por Pedro Gil. O próprio Gonçalo Alves regressou à marca da grande penalidade e, com uma stickada rasteira ao centro da baliza, fez o 1-0.
Como um mal nunca vem só, segundos depois do golo de grande penalidade, Vítor Hugo cometeu a 10ª falta verde e branca. Hélder Nunes teve uma enorme oportunidade para avolumar a vantagem portista, mas, apesar da boa execução, enviou o esférico à barra.
A perder e com a liderança do campeonato em jogo, o Sporting procurou mudar o chip, mas não estava a ser fácil, pois, tal como os leões, o Porto fechava bem os caminhos para a sua baliza, dificultando a possibilidade de o conjunto sportinguista incomodar Nelson Filipe. Romero e a sua meia distância, assim como a virtuosidade e imprevisibilidade de Pedro Gil, estavam a ser os principais argumentos do Sporting, mas faltava algo mais.
Mais preocupado em atacar e menos focado em defender, uma recuperação de Hélder Nunes resultou numa transição rápida de três para dois a favor do Porto que Poka, que aparentou ter falhado a stickada, concluiu aumentado a vantagem portista para 2-0. Segundos depois, o Porto cometeu a sua 15ª falta. Ferran Font voltou a ser o escolhido para tentar converter o livre-direto em golo, mas Nelson Filipe voltou a brilhar e a impedir o tento do espanhol. Volvidos alguns instantes, Font viu um cartão azul por ter voltado a simular uma falta. No respetivo livre-direto, Hélder Nunes tentou uma picadinha, mas Girão não foi na conversa do capitão azul e branco e fechou as portas da sua baliza. No desenrolar do jogo, Gonzalo Romero abriu o livro e deixou o esférico em Matías Platero que, apenas com Nelson Filipe pela frente, reduziu a desvantagem do Sporting para 2-1.
Em situação de superioridade numérica devido ao azul visto por Font, os dragões quase não conseguiram ter o esférico em sua posse, não tendo conseguido aproveitar o powerplay.
O fim da partida estava cada vez mais próximo e o Sporting carregava na tentativa de chegar à igualdade. Porém, com maior ou menor confusão, o Porto cerrava os caminhos para as suas redes, sendo que, muitas vezes, os jogadores deram o peito, pernas e braços às balas leoninas.
Já dentro do último minuto, a cerca de 38 segundos de terminar o clássico, Gonzalo Romero cometeu a 15ª falta do Sporting devido a uma infração sobre Telmo Pinto. Desta feita Hélder Nunes stickou direto, mas Girão, com alguma sorte no ressalto, voltou a dizer não ao número 78 dos portistas.
Sem nada a perder, Paulo Freitas arriscou tudo e retirou Girão de pista para colocar mais um jogador de campo. Pedro Gil ainda tentou incomodar Nelson Filipe, mas, segundos depois, Reinaldo Garcia recuperou o esférico e, com a baliza totalmente deserta, não desperdiçou e fixou o resultado final em 3-1 a favor dos dragões.
Finalizado o encontro, o Porto venceu Sporting por 3-1 e ascendeu ao topo da tabela classificativa. Vitória justa da equipa que mais procurou alcançar os três pontos e que produziu mais a nível ofensivo, “obrigando” Girão a realizar uma nova grande exibição. Os leões, a quem um empate garantia o primeiro lugar, optaram sempre por uma postura mais defensiva e, quando foi necessário alterar a forma de jogar para conseguir um resultado positivo, já não foram a tempo de inverter a desvantagem. As bolas paradas poderiam ter dado um outro colorido ou, quiçá, um desfecho à partida, mas somente o Porto conseguiu converter um dos inúmeros lances de bola parada assinalados.
Assim, o Porto sobe ao topo da classificação, passando a somar 49 pontos, mais três que o Sporting e a Oliveirense, que esta tarde recebeu e venceu o HC Braga por 3-2.
Na luta pelo último lugar de acesso à Liga Europeia, o Benfica ganhou vantagem, pois, em casa emprestada (o jogo teve de se realizar em Alverca devido à interdição da Luz), derrotou o OC Barcelos por 4-3. Desta forma, os encarnados passam a somar 41 pontos, mais seis do que os minhotos.
EQUIPAS
FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka.
Sporting CP: 61-Ângelo Girão (GR), 4-Ferran Font, 17-Matías Platero, 57-Toni Pérez e 88-Henrique Magalhães; Jogaram ainda: 9-Pedro Gil, 27-Raul Marín, 30-Vítor Hugo e 99-Gonzalo Romero.
Quando recebemos visitas na nossa casa, independentemente do tamanho da ocasião, todos gostamos de criar um ambiente agradável. Adicionalmente, quando o evento tem uma magnitude mais elevada, é natural que os nossos esforços se multipliquem para potencializar uma noite memorável.
Na última noite, o Wolverhampton Wanderers FC recebeu o Manchester United FC, num evento de gala que o Molineux Stadium não presenciava há mais de 20 anos. Os Red Devils viajaram até Waterloo Road de “White Tie”, como a ocasião prometia, mas, ao entrarem na festa, aperceberam-se que o “dress code” era outro.
Diogo Jota desarrumou a casa, partiu a louça, mandou Shaw ao chão (literalmente) e não pediu desculpas a ninguém. Foi o líder da alcateia.
Brutal a sua consciência corporal, a forma como usa o corpo para ganhar o duelo e depois como define a finalização.
Diogo Jota não é apenas mais um talento nacional a explodir no panorama do futebol europeu. O “novo pupilo” de Fernando Santos apresenta um conjunto de características diferenciadoras, desde a sua compostura com bola e invulgar capacidade para jogar sobre pressão, à qualidade técnica, até à habilidade que tem para se movimentar sem bola, sem esquecer o faro que tem para o golo.
Sob a orientação de Nuno Espírito Santo, o ex-Club Atlético de Madrid encontrou o contexto ideal para crescer e escrever a história de sucesso que nos tinha prometido quando surgiu em Paços de Ferreira.
Como temos visto nos últimos meses, não só ontem, cada intervenção de Diogo Jota acrescenta algo de valor ao jogo da equipa, independentemente do momento do jogo, mas particularmente na fase ofensiva.
Inserido num coletivo muito organizado sem bola e com transições ofensivas letais, a sua capacidade para, desde avançado-centro, baixar, receber entre os sectores adversários e girar sobre pressão, transforma uma simples recuperação de bola numa oportunidade de golo para a sua equipa. Tudo isto executado não só a uma velocidade inacreditável, como no timing certo, usando muitas vezes a velocidade do próprio adversário em seu benefício.
Depois (como se ainda não fosse suficiente) tem uma qualidade técnica invulgar. Ontem testada por Herrera, que cometeu o erro de não ligar os médios e entrou no túnel.
Sabe como e quando se deve associar com os colegas, seja com o seu novo melhor amigo (Jiménez) ou com qualquer outro, porque com todos eles acontece o mesmo: a bola é bem tratada. A bola pode chegar-lhe um melão e sai salada de fruta, não só porque deixa os seus pés redonda, mas também porque leva sempre mais valor.
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC
Depois, a sua capacidade de decisão. Não fica a dever nada a outros grandes talentos nacionais, como é o caso de João Félix. A forma como conduz e como atrai para depois soltar parece ser imune à aleatoriedade do jogo, na medida em que nada sai ao acaso.
Tudo isto “e mais um par de botas” num miúdo que ainda tem o descaramento de finalizar como poucos. Não só pela frieza no momento de encarar o guarda-redes, como na forma como o seu primeiro toque o enquadra para que a sua próxima ação (neste caso, o remate à baliza) o coloque mais próximo do sucesso.
Com um jovem assim, é impossível para Nuno Espírito Santo receber bem as visitas lá em casa.
Faltam sensivelmente nove jornadas para o final da Segunda Liga, e a luta pela manutenção está ao rubro. Varzim SC, Académico de Viseu e Vitória SC B são os clubes que, neste momento, se encontram abaixo da linha de água. Porém, nada está decidido já que a diferença entre o atual sétimo classificado, o Sporting da Covilhã, para o penúltimo lugar é de apenas seis pontos.
Em posição de permanência o SC Braga B, UD Oliveirense, SC Farense, CD Cova da Piedade, Leixões SC, FC Arouca, CD Mafra, FC Penafiel e o Sporting da Covilhã ainda não estão a salvo e têm que correr muito nos jogos que faltam para se salvarem da ida para o Campeonato de Portugal.
Dos clubes que estão em zona proibida, o Académico de Viseu FC, com 27 pontos, é talvez aquele que mais surpreendeu pela negativa. Depois de lutar taco a taco pela subida ao principal escalão na temporada passada, esta época a equipa beirã tem sido uma verdadeira deceção. Já teve três treinadores no comando técnico, mas até agora ainda nenhum teve o impacto desejado. Com 31 golos marcados e 40 sofridos, a equipa visiense peca por ser uma equipa pouco coesa na defesa. Apesar da posição delicada, ainda vai jogar com várias equipas que lutam pela manutenção e depende de si própria para garantir a manutenção.
Com os mesmos pontos que a equipa beirã, o Varzim SC recebeu recentemente um novo balão de oxigénio, César Peixoto. O antigo internacional português aventurou-se pela primeira vez como treinador principal e vai tentar salvar a equipa poveira da descida. Uma decisão arriscada por parte da direção poveira, dada a pouca experiência de Peixoto como técnico principal de uma equipa, mas também ambiciosa, porque o currículo e a experiência como jogador falam por si. Resta-nos agora esperar para perceber como o antigo jogador vai dirigir o plantel nos próximos jogos.
O Académico de Viseu é uma das três equipas que se encontra abaixo da linha de água Fonte: Académico de Viseu FC
O Vitória de Guimarães B é aquele que dos três tem a tarefa mais dificultada. Com apenas 23 pontos conquistados em 25 jornadas, já se encontra a cinco pontos do Varzim SC e do Académico de Viseu. Constituído por uma equipa jovem e uma média de idades a rondar os 21 anos, penso que a falta de experiência seja um dos principais culpados por esta classificação. A juntar a isto, a equipa também perdeu alguns jogadores que ao longo da época já transitaram para a equipa principal vitoriana. Para se manter no escalão secundário, os jovens “conquistadores” tem de fazer um resto de campeonato brilhante.
Um ponto acima da linha de água está outra equipa B minhota, o Sporting de Braga B. Outra equipa muito jovem, com uma média de idades a rondar os 21 anos. Depois de uma série de jogos negativos, surpreendeu na última jornada ao vencer um candidato à subida – o FC Famalicão. Facto que lhe pode ter dado uma “injeção de confiança” para os jogos que restam.
Com 29 pontos encontram-se UD Oliveirense e SC Farense. Seguidos de CD Cova da Piedade com 30, Leixões SC e FC Arouca com 31. Mais confortáveis estão o CD Mafra, FC Penafiel e o Sporting da Covilhã com 34 pontos. Destas três equipas tenho de ressalvar os Leões da Serra que estão na melhor fase da época. A equipa liderada por Filó não perde há nove jogos consecutivos, tendo feito uma recuperação incrível na tabela classificativa.
A segunda liga é competitiva e estes resultados são prova disso mesmo. No que diz respeito à luta pela manutenção, tenho a certeza que esta ponta final vai ser emocionante e que cada equipa vai querer disputar os três pontos como se fosse a última batalha.
Até há bem pouco tempo ocupava o último lugar da tabela da Segunda Liga Portuguesa. Hoje está bem mais confortável na classificação e tem sido o grande destaque da segunda volta do segundo escalão português.
Falo-vos, claro, do Sporting Clube da Covilhã. O clube da cidade serrana teve uma primeira volta para esquecer. Muito por culpa do planeamento de época que existiu. A direção, presidida por José Mendes, escolheu Dito, para comandar a equipa, depois de não ter renovado com José Augusto. Penso que o primeiro erro foi logo este. Dito teve o ponto alto da sua carreira como treinador quando conquistou a extinta Segunda B pelo Varzim Sport Club. Seguiu-se um interregno de quatro anos para pouco acrescentar ao Futebol Clube Famalicão, acabando por ser despedido a meio da época 2017/2018. Não se percebeu por isso esta escolha.
A construção do plantel também foi muito deficitária. Vieram jogadores com pouca qualidade para os campeonatos profissionais portugueses. Esta conjugação de fatores só podia dar numa péssima segunda volta, até haver a possibilidade de corrigir as coisas no mercado de inverno.
Dito não sobreviveu aos maus resultados e foi despedido após seis jornadas em que conquistou apenas uma vitória. Seguiu-se Filipe Rocha, mais conhecido no futebol por Filó. A verdade é que não houve uma mudança muito rápida e visível. Ainda assim, o Sporting da Covilhã teve alguns jogos que perdeu por franca falta de sorte.
O capitão de equipa e um dos melhores jogadores do plantel, Gilberto Silva, jogava nesta altura a lateral-direito, uma adaptação que (muito) limitava as suas características e capacidades.
O mercado de inverno foi fundamental, não só porque permitiu trazer jogadores de qualidade e “despachar” quem não acrescentava nada à equipa, mas também porque trouxe de volta equilíbrios importantes que faltavam ao Sporting da Covilhã. A contratação de Tiago Moreira é, para mim, grande parte do sucesso atual.
A entrada do lateral-direito no Sporting da Covilhã, oriundo do Leixões Sport Club, permitiu que Gilberto regressasse à sua posição natural no meio-campo e ao mesmo tempo acrescentou muita qualidade ao corredor. Tiago Moreira já tinha estado na Covilhã anteriormente e a sua qualidade é bem conhecida pelos adeptos serranos.
Kukula, também ele oriundo do Leixões Sport Club, é outra aquisição importante feita no inverno. O Sporting da Covilhã passou praticamente a primeira volta toda com apenas um ponta-de-lança, Deivison, que possuía pouca mobilidade e uma relação não muito forte com os golos. Kukula logo no primeiro jogo com a camisola dos leões da serra bisou frente ao Clube Desportivo de Mafra.
Aliando estas aquisições à qualidade que já existia no plantel o resultado só podia ser bom. Sim, mesmo com a equipa no último lugar o Sporting da Covilhã tinha qualidade no plantel, pouca, mas tinha.
Fonte: Liga Portugal
Adriano Castanheira, jogador de 25 anos formado no Sporting da Covilhã, regressou no verão passado ao clube que o formou e tem sido uma das figuras de destaque desde o início. A diferença é que agora pode conjugar as suas boas exibições com vitórias. As boas exibições do extremo não passaram despercebidas aos treinadores da Segunda Liga que o elegeram como o melhor jogador do mês de fevereiro na Segunda Liga.
E vão já nove jogos consecutivos sem perder, nove! Uma equipa que estava praticamente condenada a desaparecer do panorama profissional, renasceu das cinzas e está cada vez mais perto de conseguir a manutenção. E destes nove jogos o Sporting da Covilhã venceu em casa equipas como o FC Paços de Ferreira e a equipa B do Sport Lisboa e Benfica, não foram uns adversários “fáceis”.
Segue-se agora uma receção em casa frente a outro candidato à subida, o FC Famalicão. As gentes de Famalicão certamente que virão à serra com vontade de inverter os maus resultados e não deixar que os adversários se aproximem na luta pela subida, mas o Sporting da Covilhã também está com a moral em alta e quer continuar a sua senda de bons resultados, garantindo a manutenção o mais rápido possível.
A Segunda Liga não para de nos mostrar que pode surpreender-nos!