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Sporting CP 0-1 Arsenal FC: Renan não merecia

O Sporting CP foi hoje derrotado por 1-0 frente ao Arsenal FC, em jogo a contar para a terceira jornada do Grupo E da Liga Europa. Uma partida que interessava a ambas as equipas, as duas com seis pontos em outros tantos jogos na competição. Porém, os dois treinadores montaram a equipa em sentidos contrários: Unai Emery alterou metade do onze titular face ao último jogo (frente ao Leicester) mantendo apenas cinco jogadores; já José Peseiro apenas surpreendeu colocando Renan Ribeiro na baliza e jogando com quatro médios.

A partida começou com o Arsenal a mostrar o que vale na gestão da posse de bola – que é muito -, mas a primeira oportunidade do encontro até foi dos “leões”, com um remate de Bruno Fernandes, ao minuto 18, que saiu por cima. Minutos depois, a resposta inglesa: Henrik Mkhitaryan, de livre-direto na esquina da grande-área, testou os reflexos de Renan.

A partir daí e até à meia-hora de jogo o ritmo acalmou. O Arsenal foi gerindo o jogo sem grande intensidade, mas o último passe falhava sempre. Mérito nesta hora para a pressão leonina: ainda que não fosse muito agressiva, era inteligente, o que permitiu ao Sporting ganhar algumas bolas que poderiam ser interessantes. O desfecho era sempre o mesmo para cada lado – o último passe falhava sempre.

À meia-hora de jogo acordou Alvalade. Primeiro ensaiou Bruno Fernandes, com um remate por cima; depois foi Nani, a relembrar os seus grandes golos frente aos “Gunners” ao serviço do Manchester United. O internacional português abriu espaço no espaço, encheu o pé e bola passou a rasar a barra da baliza de Leno. Ilusão de golo em Alvalade.

Antes do intervalo houve ainda tempo para o Arsenal responder, com remates de Xhaka – por cima -, e de Aubameyang – encaixado por Renan -, mas principalmente para a saída de Ristovski, por lesão. O macedónio estava a ser dos jogadores mais esforçados em campo. Intervalo com um nulo justo, mas com um Sporting a deixar uma boa imagem, de uma equipa solidária, esforçada e com boas manobras ofensivas.

Os primeiros dez minutos da segunda parte começaram com três oportunidades de golo, uma para os leões e duas para o Arsenal. Primeiro, Montero ganhou um pontapé livre no meio-campo adversário; Nani foi chamado a converter, colocou na área e o colombiano desviou para fora. Já no outro extremo do campo, Renan negou duas vezes de forma perentória o golo a Aubameyang, ambas de grande qualidade individual do avançado gabonês. A equipa inglesa ainda viu ser anulado um golo a Welbeck, após falta sobre Bruno Gaspar. Posteriormente, Renan esteve novamente em destaque por defender um livre forte de Torreira.

Depois de tanto procurar o golo, o Arsenal conseguiu mesmo chegar à vantagem. Após um passe para Welbeck, o extremo pegou na bola, passou por Coates e, em frente a Renan, não tremeu e rematou cruzado a contar.

Renan não conseguiu parar o remate de Welbeck
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Jovane, que entrou no quarto-de-hora final, ainda tentou, esforçadamente, procurar o golo, mas êxito. José Peseiro acabou por colocar o jovem muito tarde na partida e para tentar remediar a desvantagem consentida.

Apesar de o árbitro ter dado cinco minutos para lá dos noventa, o jogo terminou sem qualquer mexida no marcador. Nem tudo está perdido, resta agora recuperar na jornada seguinte, em Londres, para que a equipa leonina não perca o seu foco na competição europeia, em que está em segundo lugar, com seis pontos. Já o Arsenal é líder isolado com nove pontos. O grupo termina com o Vorskla da Ucrânia em terceiro lugar com três pontos e com o Qarabag, em último, sem nenhum ponto conquistado.

Onzes Iniciais

Sporting CP: Renan Ribeiro, Sebastián Coates, André Pinto, Acuña, Ristovski (Bruno Gaspar, 45′), Gudelj (Jovane Cabral, 70′), Petrovic, Battaglia, Bruno Fernandes, Montero e Nani (Diaby, 86′).

Arsenal FC: Leno, Lichtsteiner, Papastathopoulos, Holding, Xhaka, Elneny (Torrera, 57′),Guendouzi, Ramsey, Mkhitaryan, Welbeck (Lacazette, 80′)e Aubameyang (Iwobi, 85′).

Força da Tática: Não é preciso Deus para o Barcelona, do Rei Arthur, dominar o “tá lento” italiano


No jogo entre líderes do Grupo B da Liga dos Campeões, levou a melhor a formação espanhola. Com Messi na bancada e dias antes de receber o Real Madrid CF, para La Liga, a equipa Blaugrana venceu confortavelmente os Nerazzurri, que vinham motivamos depois da vitória no Derby de Milão.

Mais do que os três pontos, a vitória é a confirmação de um novo FC Barcelona, diferente daquele que vimos em 17/18, desde logo pela afirmação de um talento brasileiro, que já abordei em outro artigo.

Para o lado italiano, como tive oportunidade de explicar ainda esta semana, é a confirmação de são uma equipa limitada e muito longe das melhores formações europeias.

Vamos então olhar para este jogo.

Um novo Barcelona, com toque brasileiro

Ao longo da última época, fomos observando um Barcelona conservador, onde tudo girava em redor de Busquets-Rakitic-Messi. Busquets e Rakitic, formavam um duplo pivot no meio campo, atrás do Argentino, que ocupava uma posição central no campo.

Suárez jogava mais sobre a esquerda do ataque, partilhando o espaço entre o corredor esquerdo e o central com Iniesta. Nesse corredor esquerdo aparecia Alba, que aproveita ao máximo a liberdade e o espaço que tinha no flanco. A posição de Suárez e Messi, transformava a estrutura do Barcelona em um 4-4-2, que sustentando pelo duplo pivot Busquets-Rakitic, podia pressionar o adversário de forma agressiva.

A eliminação frente à AS Roma, na última edição da Liga dos Campeões, levantaram muitas dúvidas sobre o futuro deste sistema. Quando o nível dos adversários era elevando, notava-se a dificuldade do Barcelona em posse de bola. Uma circulação lenta e previsível, que não conseguia fazer a bola chegar a Messi no último terço, obrigado o Argentino a baixar demasiado no campo para pegar no jogo.

Assim, esta época introduziu um sistema mais ofensivo. Tudo começou com a colocação de Dembelé na esquerda e Messi na direita, não como extremos, mas nos espaços entre corredores. A derrota frente ao CD Leganés, o empate em casa com o Girona, veio expor um problema, que se estava a tornar cada vez mais evidente: Defender é “uma cena que não assiste” a Dembelé.

A solução, como já falei aqui no BnR, foi a introdução de Arthur no meio campo e o adiantamento de Coutinho para junto de Suaréz e Messi. A estabilidade defensiva aumentou brutalmente e a estrutura ofensiva, hoje, permite uma harmonia muito maior entre a Defesa – Construção – Ataque.

Curiosamente, ou talvez não, ontem o escolhido para substituir Messi não foi Dembelé, mas sim Rafinha. A razão: Transição Defensiva.


Fonte: ESPN

O brasileiro é o elemento mais adequando (vs Dembelé, Malcom) para realizar o trabalho defensivo que Valverde pretende, nomeadamente os momentos de pressão.

Inter tá lento para atacar

Coloquei o último GIF não só para mostrar o trabalho defensivo de Rafinha, mas para mostrar o que aconteceu frequentemente (particularmente na primeira parte) quando o Inter tentou iniciar a construção desde trás. Simplesmente não conseguiam criar nada.

Fonte: ESPN

Busquets, Arthur e Rakitic avançavam agressivamente para dentro do meio campo italiano, asfixiando a linha defensiva do Inter, que não conseguia lidar com a pressão espanhola. Em cima, Arthur pressiona a bola, enquanto Busquets e Rakitic dividem o espaço entre Borja Valero e Vecino, evitando que a bolas lhes chegasse.

Quando conseguiam ter bola mais à frente, Brozovic procurava imediatamente os corredores para … já se sabe. Cruzamentos, mesmo que a posição seja a meio do meio campo. A verdade é que com Mauro Icardi na área, qualquer bola que lhe chegue pode dar em golo.


Fonte: ESPN

Normalmente, em Itália, o Inter joga de forma lenta, ponderadamente trocando a bola, reciclando-a de um lado ao outro. Não é por acaso que o jogador com mais passes realizados da Série A é Marcelo Brozovic.  Agora quando o adversário pressiona de forma mais agressiva, a história é outra.

2º Parte

A saída de Candreva trouxe melhorias ao conjunto Italiano. Spalletti foi, como era expectável, conservador na primeira parte, defendendo em bloco baixo raramente pressionado o Barcelona dentro do seu meio campo, sem contar com pontapés de baliza.

Este conservadorismo resultou em uma diferença brutal na primeira parte, em termos de posse de bola. Depois, quando recuperavam a bola, por estarem tão próximos da sua baliza o Inter não conseguia sair do seu meio campo o que contribuíam e facilitava a já referida estrutura do Barcelona para fazer a contrapressão.

Com a entrada de Politano, vimos um Inter mais pressionante e a pressionar mais longe da sua baliza. Um pouco semelhante ao que vimos frente ao AC Milan, no fim de semana. Valero e Icardi pressionavam os centrais, enquanto que Perisic e Politano faziam o mesmo ao laterais. Esta primeira linha de pressão tinha o apoio do duplo pivot de meio campo (Brozovic-Vecino), que tentava neutralizar o impacto do meio campo do Barcelona.


Fonte: ESPN

Esta nova postura do Inter permitiu-lhe dominar os primeiros minutos do segundo tempo, forçado o Barcelona a jogar longo, permitindo à formação Nerazurra ganhar segundas bolas e ter bola dentro do meio campo do adversário.

Contudo, não demorou muito para o Barcelona reconquistar o domínio da partida. A resistência à pressão de Arthur e Rakitic, permitiu ao Barcelona impor o seu jogo posicional face á pressão italiana.


Fonte: ESPN

Apesar do resultado, curto, foi um jogo fácil e uma exibição sólida do Barcelona.

Foto de capa: FC Barcelona

Revista Libertadores: Grêmio e Boca Juniors a um passo da final da Libertadores

Pelos bons resultados obtidos no primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores da América, nesta terça-feira (24) e quarta-feira (25), Grémio e Boca Juniors são os prováveis finalistas da competição. Os gaúchos venceram o River Plate por 1 x 0 na Argentina, enquanto o Palmeiras, também na Argentina, perdeu por 2 x 0 para o Boca.

Os jogos da segunda volta das meias-finais acontecerão na próxima terça-feira (30) e quarta-feira (31) no Brasil, onde tanto o River quanto o Palmeiras precisarão fazer suas melhores partidas do ano para reverterem a situação.

River Plate 0 x 1 Grêmio

O primeiro jogo das semi-finais foi como o esperado: mais físico que técnico, com domínio ora do River, ora do Grémio, as duas equipas fizeram bons jogos. A equipa argentina foi melhor, efetuou mais passes e teve maior posse de bola (67%), no entanto pecou na eficiência. Aos 62 minutos, Michel Ferreira, que voltou recentemente de lesão, após um cruzamento preciso no canto, marcou de cabeça para o Grémio e calou o Monumental de Nuñez. Após o golo, o River ficou abalado e pouco mais produziu durante a partida.

Michel comemora gol de cabeça contra o River Plate no Monumental de Nuñez Fonte: Conmebol

Agora, o bom técnico Gallardo terá de fazer o River jogar bem mais do que jogou se quiser vencer o Grémio no Brasil. Já Renato Gaúcho, precisara apenas de um empate para levar o Grémio a sua segunda final consecutiva.

 

Boca Juniors 2 x 0 Palmeiras

Na Bombonera, onde o Boca Juniors enfrentou o Palmeiras, o jogo foi mais desigual. A equipa argentina foi superior em todos os setores e praticamente não deixou o Palmeiras jogar. Com uma proposta clara de ataque, os argentinos sufocaram a equipa brasileira e marcaram aos 83 e 88 minutos por Benedetto, que saiu do banco de reservas para mudar a história do jogo, que caminhava para um apático empate de 0 x 0.

Durante a partida foram 6 remates à baliza por parte do Boca Juniors contra vergonhosos 2 do Palmeiras. O treinador Luiz Felipe Scolari montou uma equipa defensiva que tentou explorar os contra-ataques, mas acabou levando uma “aula” tática de Schelotto, que anulou muito bem os principais jogadores do verdão, como Dudu, Moisés e Borja.

Jogadores do Boca Juniors comemoram o segundo gol na vitória de 2 x 0 sobre o Palmeiras Fonte: Boca Juniors

Mesmo em casa, na próxima semana, reverter os 2 x 0 será uma tarefa muito difícil ao Palmeiras, que com Felipão tem um perfil de jogo mais reativo. Na segunda mão o Palmeiras terá que ser mais “agressivo” e mais eficiente nos ataques. Enquanto o Boca, mais tranquilo, vai usar toda a tradição e experiência para amarrar a partida e fazer valer a boa vantagem conquistada na primeira mão.

Com as vantagens conquistadas, Grémio e Boca Juniors são os prováveis finalistas da Libertadores 2018. Mas como a História cansa de nos mostrar, o futebol é uma caixinha de surpresas, onde tudo pode acontecer ou mudar.

Foto de capa: Boca Juniors

Artigo revisto por: Jorge Neves

José Mourinho: Ultrapassado ou incompreendido?

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A Liga Inglesa está bastante diferente do que era há dez anos atrás. Aliás, cada década distingue-se sempre de uma outra em pelo menos uma condição… O sucesso no futebol não é uma ciência, é algo cíclico e sem fórmula exata que garanta o que é pretendido: depende de vitórias, só que as últimas não são uma coisa desencadeada, puramente, segundo um plano prévio. Claro que esse plano existe sempre, porém, não é infalível, e também não é o único aspeto a ter em conta.

Futebol é emoção. Antes dela, é um jogo de egos. Um elemento de uma equipa tem sempre um ego. Tem sempre uma perspetiva própria de como as coisas são. E a fidelidade que o ser humano nutre por “si mesmo” está sempre acima do resto.

O prisma da Premier League está muito distinto de quando, por exemplo, jogávamos FIFA ou PES 2008: equipas, que nessa versão do videojogo, apenas lutavam por um lugarzinho na Europa, outras pela manutenção, outras que nem figuravam no topo dos campeonatos ingleses, hoje possuem expetativas mais elevadas…Mas não só.

O Liverpool, equipa histórica e conhecida pela paixão incutida aos jogadores que vestem a camisola vermelha, há muito, mas muito tempo, que não vence a Liga Inglesa. O Leicester foi campeão. O Tottenham era equipa de meia tabela. O Chelsea tinha “acabado” de ser tomado por um russo “cheio dele”. E o United… Bem, era o grande United! Liderada pelo mítico Alex Ferguson, era sempre um claro candidato, quer à Liga, quer à Champions.

Um período tão grande ao comando de uma só equipa desportiva é obra, e algo muito difícil de superar, ou mesmo de acontecer nos dias que correm.

Era comum ver jogadores menos cotados dar tudo por Mourinho… Terá o Special One perdido esse trunfo?
Fonte: Manchester United

Tudo o que Ferguson foi criando, paulatinamente, no colosso britânico, deu origem a uma identidade muito própria, que não pode ser retomada por qualquer pessoa. No que toca a esse ponto, a ideia seria, no meu entender, que o substituto do escocês fosse escolhido pelo mesmo. Com uma vasta experiência ao leme do Everton, foi então David Moyes o eleito. Também ele escocês, sentiu logo muitas dificuldades e muito cedo se falava em ser demitido! Ou seja, após Ferguson passar 27 anos seguidos a treinar o clube, em menos de um ano já se falava em mudança. E depois veio Van Gaal, e a sua posição também nunca foi unanimemente cómoda.

O rumo dos acontecimentos desencadeou um José Mourinho despedido de um clube onde ganhara um título após meio século de secura. Mesmo tentando fugir a comparações, o que Mourinho conseguiu no Chelsea não é, de forma alguma, equiparável ao que Ferguson construíu no United, mas julgo que o reconhecimento de ambos enquanto grandes técnicos é equivalente.

Mourinho sempre foi bom em ser underdog. Aliás, foi em equipas menos cotadas que teve o maior brilhantismo da carreira. Vejamos, no FC Porto, Chelsea e Inter entrou sempre como não favorito (no Porto e Inter, nas competições europeias) e acabou erguendo títulos absolutamente inéditos para os respetivos clubes. Foi aí que o seu talento para motivar foi executado no seu esplendor, mas também se repare numa coisa: orientou jogadores da velha escola, talvez seja essa a sua lacuna hoje: parece não saber lidar com a nova escola. O que funcionou com uns, não funciona com estes. O próprio Paul Scholes, figura incontornável de Old Trafford, admite que adorava o Mourinho “arrogante”.

O José Mourinho que sabia ler os jornalistas, que sabia como contornar as típicas perguntas “incómodas”. Que tinha como aliado o sucesso desportivo da equipa que orientava. Agora sem esse sucesso, torna-se difícil respeitar o seu estatuto. Numa era em que, como disse, qualquer treinador de futebol é alvo de uma avaliação constante por qualquer pessoa. E hoje em dia qualquer um pode ser voz global. Não estou no lado de ninguém, mas as constantes pressões, num cargo em que o escrutínio é alvo a uma escala global (escrutínio esse com epicentro em Inglaterra, obviamente, se bem que o United está entre os três maiores clubes do planeta); as estratégias dos media; a existência de redes sociais e tudo o que isso acarreta, muda completamente o panorama da sua profissão e das relacionadas.

Na segunda passagem pelo Chelsea, foi campeão no segundo ano, mas no terceiro saiu a meio do ano, deixando a equipa no fundo da tabela classificativa, praticamente…

Desconheço o que torna um treinador de futebol bom ou mau. Mas desconfio. Com a sua forma de jogar (não muito apreciada pela generalidade), postura, com a sua estratégia de liderança, quando tem um balneário recheado de gente nova, num clube tão grande, tão vasto, tão simbólico como o Manchester United, os ideais vão escapando, toda a identidade construída ao longo da sua longa viagem pelo clube, vai-se perdendo.

O grande Liverpool, até ao seu último título de campeão inglês, era tido como um candidato assíduo ao dito. Ninguém imaginava passarem por tanto jejum. Da mesma maneira, qualquer pessoa que tenha prestado atenção à primeira década do milénio, nunca imaginaria o United fora do lote de favoritos. O sucesso no futebol é cíclico, é tão difícil dar nova vida a um clube abastado, mas em crise; como em ser um David “com esteróides” e bater todos os “Golias” que apareçam à frente.

Confio muito na ideia de que Mourinho teria sido despedido caso não vencesse o Newcastle, em casa. Está na terceira temporada ao leme do clube, e apesar de ter ganho títulos como Taça ou Liga Europa, como é óbvio, tal não é suficiente para o universo red devil. Contudo, tudo se tornou diferente após aquela reviravolta…Com a paragem para os jogos das Seleções, o cenário da sua continuidade tornou-se aceitável, aqueles três golos foram um completo oásis num deserto tão árido como o do Atacama… Parece ter reconquistado certos jogadores, parece… Não sei. Frente à poderosa Juventus, não conseguiu ser superior em casa ou mesmo tornar o jogo equilibrado, assumindo-o, porém existem dados muito bons numa confessa fase menos boa da sua carreira. Será que Mourinho está a tentar obter o sucesso que almeja no pós Ferguson, fazendo do enorme United um underdog? Apesar de contar com um De Gea brilhante, mas com um eixo defensivo muito aquém? Com apenas um ponta de lança de referência, que é Lukaku, será suficiente? Uma “concorrênciazinha” de peso não seria boa ideia? O que faltará para levantar este Manchester United tão, mas tão sem esplendor?

Foto de Capa: Manchester United

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

‘Estudantes’ com os olhos postos na Primeira Liga

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Depois de um início de campeonato desastroso, os ‘Estudantes’ procuram inverter essa tendência. Após seis jornadas, uma vitória, três empates e duas derrotas, o mítico João Alves, novo treinador da Briosa, vai tentar entrar com tudo neste seu regresso e vencer já em Penafiel na próxima segunda-feira.

É inegável, quando se afirma que a Associação Académica de Coimbra – OAF é um dos grandes clubes de Portugal. Com duas Taças de Portugal no currículo, o clube já participou quatro vezes nas Competições Europeias e 64 (!!) na Primeira Liga Portuguesa, sendo um dos clubes com mais presenças no mais alto escalão do futebol português. Após a descida em 2016, o clube procura subir o mais rapidamente possível e acaba de mudar de rumo, com a troca de técnico.

Mau arranque

Foram várias as movimentações no plantel da Briosa. Primeiro que tudo, Carlos Pinto, após fazer subir os Açorianos do CD Santa Clara, aceitou o projeto de subir a Académica. Uma escolha que, na teoria, tinha tudo para dar certo.

Quanto a contratações, destaque para as chegadas de Peçanha, Romário Baldé e Rúben Saldanha, mas, sobretudo, destaque para a aquisição surpresa de Hugo Almeida. O internacional português (19 golos em 57 jogos pela Seleção Nacional), com quase 200 golos oficiais na carreira, decidiu voltar a Portugal e assumir papel de destaque na Segunda Liga Portuguesa e no ataque dos ‘Estudantes’.

Hugo Almeida já leva quatro golos em cinco jogos e passará muito por ele o sucesso dos ‘Estudantes’
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

Olhando para o técnico e para o potencial do plantel, fica claro o favoritismo à subida, no entanto, o arranque foi terrível. A Académica começou logo a temporada a ser eliminada, em casa pelo Leixões SC, da Taça da Liga. Seguiram-se as primeiras quatro jornadas da Segunda Liga Portuguesa sem qualquer vitória: três empates e uma derrota.

O alarme e a pressão aumentaram consideravelmente, mas a primeira e única vitória na temporada chegou à quinta jornada (vitória de 0-2 em Faro sobre o SC Farense) e poderia ser um momento de viragem. Esse momento de viragem, não passou de uma ilusão, já que, logo no jogo a seguir, a Académica foi eliminada da Taça de Portugal pelo Juventude de Pedras Salgadas. Foi a gota de água e Carlos Pinto acabou dispensado. Depois do afastamento de Carlos Pinto, Vítor Vinha assumiu a equipa interinamente na receção ao Estoril-Praia SAD. O jogo não poderia ter corrido pior. Os ‘Canarinhos’ massacraram a Académica e venceram por 2-7 em Coimbra.

Regresso de João Alves

A direção tinha de tomar medidas e optou por um treinador mediático, com um cadastro enorme no futebol e com passado de sucesso na própria Académica. João Alves, de 65 anos, voltou ao ativo cinco anos depois e, apesar do contexto atual da Briosa, assumiu de imediato querer encarrilar a equipa novamente no caminho da subida. O ex-internacional português, que representou clubes como o SL Benfica ou Paris Saint-Germain enquanto jogador, já orientou os ‘Estudantes’ e até os fez subir à Primeira Liga em 2002.

O mítico João Alves poderá trazer outro fulgor e outra atitude à equipa da Briosa
Fonte: Associação Académica de Coimbra – OAF

O cenário de subida é ainda bem real já que a distância pontual, que separa a Académica dos lugares de subida, é de apenas oito pontos, que, convenhamos, na Segunda Liga Portuguesa, não significa grande coisa. No entanto, a margem de erro da Briosa é muito reduzida e terão já dois testes de fogo. Visitam o Norte, para enfrentar o CD Penafiel e recebem o Académico de Viseu FC, dois adversários que também têm ambições elevadas nesta liga.

A missão do técnico português passará muito por recuperar a confiança dos seus jogadores e sobretudo ganhar. Existe grande curiosidade em saber que sistema e modelo João Alves irá aplicar (não esquecer que não treina desde a época 12/13 e, todas as épocas, os treinadores mudam de opiniões e estratégias), sabendo-se que, nesta primeira fase, o importante será vencer. Uma coisa é certa, a Académica não baixará os braços e a pressão para regressar à Primeira Liga permanecerá.

 

Foto de capa: Associação Académica de Coimbra – OAF

Os 5 Guarda-Redes do Reino do Leão

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À boleia do que tem sido uma das posições mais carenciadas por parte do Sporting CP na presente época, devido à constante e cada vez mais uma certeza de não aposta em Viviano e com a inconsciência de Salin, o dono das redes verdes e brancas tem sido alvo de muita contestação. Posto isto, nada melhor que relembrar quais foram ou são para mim os melhores guarda-redes que passaram pelo Sporting CP e que souberam defender tão bem não só as redes como o emblema que carregam ao peito. Neste texto irei apenas abordar jogadores que tenha visto jogar, e antes de iniciar o top propriamente dito não posso deixar de fazer a merecida menção honrosa ao eterno Vítor Damas.

Feita a ressalva, aqui fica o meu Top:

Projetando os 20 melhores “Centers” da nova temporada

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A nova época da NBA já se iniciou e nós estamos mesmo a terminar a projeção dos melhores jogadores por posição para 2018/19. Chegou a vez dos “centres”, os “homens grandes”, que tanto tiveram de se adaptar na última década a um tipo de jogo mais rápido e mais longe do cesto, mas que ainda necessitam da capacidade física que só estes senhores podem oferecer.

Regresso à terra – NFL Semana #7

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As duas últimas semanas trouxeram de volta à terra Bears, Bengals, Ravens, Jaguars e Titans. Mas, a uma semana de concluirmos a primeira metade da época regular, tudo ainda está em jogo. Se, por um lado, os Patriots voltaram ao primeiro lugar na AFC Este e não o deverão deixar na AFC Sul, os Texans ainda estão longe de poderem olhar para o seu primeiro lugar e pensar em playoffs. A NFC parece ser a conferência com pior qualidade mas onde joga a melhor equipa da liga.

CUL 18/19 – AEISCTE 1-4 AEFML: Massacre!

AEISCTE e AEFML defrontaram-se em jogo a contar para a terceira jornada da primeira divisão dos Campeonatos Universitários. Nenhuma das equipas tinha ainda conquistado os três pontos em nenhuma das jornadas e foi por isso que entraram no jogo a tentar assumir as rédeas da partida.

A equipa de Medicina foi sempre mais letal e abriu as hostilidades no marcador: Mário Andrade passou por dois defesas, ganhou um rescaldo e, só com o guarda redes pela frente, atirou a contar. Estava assim aberto o marcador!

Quando se pensava que seriam os homens da Cidade Universitária a fazer o golo do empate, foram os ‘médicos’ que chegaram ao golo. Após um erro clamoroso do defesa central Paulo, João Jesus recuperou a bola e assistiu Mário Andrade para o segundo da partida. O ponta de lança bisava assim na partida.

Ainda antes do intervalo, no último lance do primeiro tempo, os ‘médicos’ aumentaram a vantagem no marcador…e de que forma! Tiago Nascimento, de livre direto, tirou as medidas à baliza e não deu hipóteses a Zé Magrinho, rematando de forma colocadíssima.

Já na segunda parte, a AEFML fez mesmo o quarto da partida. Tiago Nascimento também bisou na partida e matou com todas as esperanças dos homens comandados por João Rosa.

Fonte: ADESL

Foi preciso esperar até ao último lance da partida para ver o golo de honra da AEISCTE. Num canto batido de forma curta, a bola foi até ao segundo poste onde apareceu um avançado, que, sem oposição, fez o golo.

Se, por um lado, a equipa de Medicina conquistava a primeira vitória na competição, a equipa da Cidade Universitária continuava com a crise de resultados.

Jogo Completo:

 

Foto de Capa: ADESL