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Australian Open – Djokovic e Osaka fazem história em Melbourne

Novak Djokovic tornou-se heptacampeão do Australian Open ao vencer na final Rafael por 6-3, 6-2 e 6-3 em apenas duas horas e 6 minutos, tornando-se no recordista absoluto de títulos do Grand Slam australiano, desempatando com Roy Emerson e Roger Federer, ambos com seis títulos. 

O sérvio jogou a um nível altíssimo, não dando qualquer hipótese a Nadal, conquistando assim o seu 15º título do Grand Slam, isolando-se na terceira posição dos tenistas com mais Majors na história, apenas atrás do próprio Nadal e do recordista, Roger Federer.

No quadro masculino, foi sem grandes surpresas que Rafael Nadal e Novak Djokovic chegaram à final. Os dois “extraterrestres” arrasaram com a concorrência sem passar por grandes complicações, cedendo o sérvio apenas dois sets durante a caminhada até à final e o espanhol sem ceder qualquer set. 

Neste torneio, a denominada Next Gen, começou finalmente a dar um pouco ar da sua graça, nomeadamente através do jovem grego Stefanos Tsitsipas que chegou às meias-finais (derrota com Nadal), eliminando pelo caminho o campeão em título, Roger Federer. Outro jovem a dar cartas, foi Frances Tiafoe que chegou pela primeira vez na carreira aos quartos-de-final de um Major, com grandes vitórias sobre Kevin Anderson e Grigor Dimitrov, terminando a sua trajetória com a derrota para Rafael Nadal. Apesar de Alexander Zverev ser à partida o mais consagrado tenista desta nova geração e até um dos favoritos a chegar pelo menos até às meias-finais da competição, a verdade é que o alemão foi eliminado nos oitavos de final, continuando sem conseguir ultrapassar os quartos-de-finais (melhor resultado da carreira) em Grand Slams e sem dar jus ao estatuto que a generalidade do mundo tenístico lhe auspicia, “futuro número um mundial”. 

A maior desilusão do quadro masculino foi a eliminação do n.º 6 mundial, Kevin Anderson, logo na segunda ronda da competição, sendo o sul-africano um dos nomes apontados como favoritos à vitória, logo a seguir aos favoritos do costume (Djokovic, Nadal e Federer). A eliminação de Nick Kyrgios logo na primeira ronda, também pode ser considerada uma desilusão, dadas as elevadas expetativas do público australiano no tenista, contudo, o facto de ter sido eliminado por Milos Raonic (antigo n.º 3 mundial) atenua um pouco esse sentimento.

Relativamente aos tenistas portugueses presentes na Austrália, João Sousa deu muito bem conta de si, chegando à terceira ronda da competição de singulares, sendo eliminado nessa fase pelo japonês Kei Nishikori, n.º 9 mundial. João Sousa participou ainda na vertente de pares, onde ao lado do argentino Leonardo Mayer fez história para o ténis português ao chegar às meias-finais de um torneio do Grand Slam, melhor resultado de sempre de um tenista português em Majors.

Portugal contou ainda com a participação de Pedro Sousa que jogou pela primeira vez a primeira ronda de um torneio do Grand Slam, onde acabou eliminado na primeira ronda por Alex de Minaur, um dos tenistas mais promissores da atualidade.  

Naomi Osaka, na vertente feminina, conquistou o seu segundo título do Grand Slam, primeiro em solo australiano, ao vencer na final a “renascida” Petra Kvitova com os parciais de 7-6(2), 5-7 e 6-4 em 2 horas e 30 minutos. Com este triunfo, a japonesa conquistou o segundo título do Grand Slam consecutivo após ter vencido em setembro o US Open, tornando-se também na nova número um do ranking mundial, algo inédito na história do ténis japonês.

Após a vitória no US Open, Osaka apresentou-se em Melbourne com um estatuto diferente daquele com que chegou a Nova Iorque, chegando à Australia já com o estatuto de candidata ao título, o que se veio a confirmar. Por sua vez, Kvitova chegou ao Australian Open com a sua confiança em alta após vencer o WTA de Sidney que antecede o Major, não cedendo durante o Grand Slam qualquer set até à final. Para Kvitova, tratou-se de uma final com grande simbolismo, sendo a primeira final de um Grand Slam que disputou após um ataque que sofreu no final de 2016, altura em que a sua carreira chegou a estar em risco, mostrando que se encontra totalmente recuperada das gravíssimas lesões na mão esquerda.

Osaka durante a final do Australian Open 2019
Fonte: WTA

Ao contrário do que acontece habitualmente, não houve lugar a grandes surpresas no quadro feminino, tendo as principais favoritas seguido até às fases mais adiantadas da competição. Simona Halep (ainda n.º1 mundial, será sucedida de Osaka) foi eliminada nos oitavos-de-final, contudo, tal não poderá ser considerada uma surpresa, em virtude da sua adversária ter sido Serena Williams, sete vezes campeã do Australian Open e sempre favorita a vencer todos os torneios que disputa.

A maior surpresa do torneio foi a norte-americana Danielle Collins, atual n.º 35 do mundo e que aos 25 anos nunca havia sequer vencido um encontro num torneio do Grand Slam, chocou o mundo ao chegar às meias-finais, batendo para isso, jogadoras como Julia Georges (n.º13 mundial) ou Angelique Kerber (n.º 2 mundial), sendo apenas derrotada pela finalista vencida, Kvitova.

Em jeito de despedida, o Australian Open ou “The Happy Slam”, como é carinhosamente apelidado pelo mundo do ténis, proporcionou-nos durante duas semanas ténis do mais alto nível, pelo que as expetativas para o resto da temporada que ainda mal se iniciou ficam desde logo bastante elevadas.

Foto de Capa: ATP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 5 candidatos à descida

Com o início da segunda volta do campeonato, já se podem tirar algumas conclusões dos candidatos ao título, das competições europeias… e dos candidatos à despromoção. Apesar de ainda faltar muito campeonato, já se conseguem “pintar” cenários, com base naquilo que foi feito na primeira volta da Primeira Liga. Antes de começarmos a análise àqueles que são os candidatos à despromoção, há que dizer que esta análise não passa de um exercício de futurologia, baseada em factos, podendo corresponder à verdade, ou não, no final do campeonato.

Potência Dinamarquesa vs Juventude Norueguesa: Quem será coroada Campeã Mundial?

Final inédita a que vamos ter no próximo domingo dia 27, com a Dinamarca a enfrentar a Noruega num embate que tem tudo para ser dos melhores na história dos Campeonatos do Mundo!

A primeira equipa a assegurar o seu lugar na final do Campeonato do Mundo foi a campeã olímpica em título, Dinamarca. A seleção Dinamarquesa tem realizado uma campanha imaculada.

Na fase preliminar, a Dinamarca não deixou espaço para dúvidas sobre quem era a equipa mais forte do grupo C. Cinco vitórias em cinco jogos foi o registo da seleção dinamarquesa que venceu na primeira jornada o Chile por uns convincentes 39-16, batendo depois a Tunísia por 36-22, a Arábia Saudita por 34-22, a Áustria por 28-17 e vencendo na última jornada a também poderosa Noruega por 30-26, carimbando assim a passagem no primeiro lugar do grupo. Tal como seria de esperar, a superestrela Mikkel Hansen foi o artilheiro da seleção, tendo marcado 35 golos em cinco jogos, incluindo 14 golos em 18 remates no último jogo da fase de grupos frente à Noruega! 

Seguiu-se depois a Main Round, onde a equipa do norte da Europa teve que enfrentar a Hungria, vencendo por 25-22, o Egipto, ganhando 26-20, e a Suécia, vencendo por 30-26, carimbando o primeiro lugar no Grupo II da Main Round e assegurando assim o seu lugar na meia final, onde encontrou a seleção Francesa, campeã do Mundo em título.

Um jogo com enorme emoção que passou da bancada para o campo! A equipa Dinamarquesa entrou extremamente eficaz e desde cedo se notou a principal tendência: Mikkel Hansen vinha para fazer estragos. 

Depois de um início renhido, a Dinamarca cavou uma pequena vantagem de três golos, ao fazer o 6-3 aos sete minutos de jogo, vantagem essa que não largou mais e que foi aumentando com o desenrolar do encontro. A equipa francesa demonstrava dificuldade em ultrapassar o guarda-redes do Kiel, Niklas Landin, e exibia uma incapacidade de travar as ofensivas dinamarquesas. De modo a se compreender melhor a dificuldade defensiva da França, em 22 minutos de jogo, o guarda-redes do Montpellier, Vincent Gérard, contabilizava zero defesas efetuadas! O selecionador Didier Dinart colocou Cyril Dumoulin em campo para tentar tapar os caminhos da baliza, mas não existiram grandes alterações, com o resultado ao intervalo a ser de 21-15. A segunda parte acabou por não trazer nada de novo. Mikkel Hansen, que acabara a primeira parte com seis golos, continuava “endiabrado”, tendo terminado o encontro com uns incríveis doze golos e 80% de eficácia! Os Campeões do mundo em título ainda tentaram ripostar, por intermédio do jovem Melvyn Richardson que acabou com seis golos em 86% de eficácia, mas já era tarde de mais e a vantagem dinamarquesa era demasiado grande para ultrapassar. 

O resultado final firmou-se num 38-30 favorável à equipa coorganizadora do Campeonato, que vai tentar assim conquistar o seu primeiro Mundial.

Mikkel Hansen tem sido o artilheiro desta equipa dinamarquesa
Fonte: IHF

Na segunda meia-final, tinhamos frente a frente a seleção que, juntamente com a Dinamarca, organiza o Campeonato, a Alemanha, e a forte seleção Norueguesa, vice-campeã do mundo. Mais uma vez se esperava uma partida extremamente emocionante, com algum favoritismo para os alemães que eram os campeões europeus em título e jogavam em casa. 

E foi isso a que assistimos no início do jogo. Os alemães entraram concentrados e dominaram nos minutos iniciais, com a Noruega a ter dificuldades em encontrar o seu ritmo e pôr em prática o jogo que a levara até esta fase. Contudo, isto foi sol de pouca dura, uma vez que, e tal como no jogo anterior, quando a Noruega conseguiu a liderança no marcador não mais a largou. 

Tal como tem sido regra até este jogo, o central norueguês do PSG Sander Sagosen foi o maestro da equipa, ao pautar o ritmo e a aliar poder ofensivo (marcou seis golos em sete remates), com excelente visão de jogo e sangue frio nos momentos importantes. Para além disso, contou com a experiência do veterano pivot, Bjarte Myrhol, que marcou também seis golos, e de Magnus Rod, jogador do Flensburg e autor de sete golos, que foram peças instrumentais para a vitória norueguesa. 

A primeira parte terminou com algum equilíbrio, ainda que a Noruega tenha saído na frente por 14-12, mas na segunda parte os nervos alemães acabaram por impedir a remontada. O pivot e pilar defensivo, Hendrik Pekeler, acabou por ser expulso por acumulação de dois minutos o que obrigou o selecionador alemão, Christian Prokop, a experimentar diferentes sistemas defensivos que foram incapazes de neutralizar o ataque norueguês. No final, e apesar da excelente réplica alemã, a Noruega foi simplesmente mais forte e carimbou assim a sua segunda final de um Campeonato Mundial consecutiva (perdeu em 2017 frente à França).

Podemos esperar assim uma final com um grande número de golos dada a capacidade ofensiva das duas equipas. De relembrar que ambas já se defrontaram neste mundial, na fase preliminar, com a Dinamarca a sair vitoriosa por 30-26 com catorze golos do bombardeiro Mikkel Hansen. E a verdade é que essa vai ser a grande chave deste jogo. O lateral esquerdo do PSG encontra-se na melhor forma dos últimos anos e já marcou 65 golos em nove jogos, sendo neste momento o melhor marcador do campeonato com mais catorze golos do que o segundo classificado. Vai ser interessante ver até que ponto é que esta defesa norueguesa e especialmente o guarda-redes Espen Christensen, terceiro guarda-redes com maior eficácia defensiva do campeonato, conseguem parar Hansen e companhia para atingirem o seu primeiro título internacional.

A não perder a Final do Campeonato do Mundo, este domingo pelas 16:30!

Foto de Capa: IHF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

FC Porto 1-1 Sporting CP (1-3 GP): Valeu a eficácia, na hora da lotaria

 

O Sporting CP venceu o FC Porto nas grandes penalidades e voltou a sagrar-se Campeão de Inverno. Os azuis e brancos chegaram primeiro à vantagem, por Fernando, mas viram os leões conquistarem a igualdade, já para lá dos 90, através da conversão de uma grande penalidade. No desempate da marca dos onze metros foi mais forte a formação de Keizer, que conquistou assim o primeiro troféu da época.

Numa final inédita da Taça da Liga, FC Porto e Sporting CP mediram forças pela conquista de um título que, para os azuis e brancos, seria o primeiro mas, para os leões, seria uma repetição do conseguido na época passada. Das meias-finais até este último duelo as duas formações protagonizaram dois embates polémicos, tendo ultrapassado SL Benfica e SC Braga, respetivamente.

Sérgio Conceição optou por manter a receita vencedora a que recorreu frente aos encarnados, não fazendo qualquer alteração no onze inicial. Danilo voltou assim a ficar de fora e André Pereira voltou a assumir a titularidade.

Já Keizer mexeu na equipa, tanto no centro da defesa como no ataque. André Pinto rendeu Mathieu ao lado de Coates, depois de o francês ter saído lesionado na quarta-feira, e Bas Dost voltou à frente do ataque, para o lugar de Phellype.

Numa primeira parte com muitas faltas e sem golos, as melhores oportunidades chegaram perto do intervalo. Logo aos dois minutos o FC Porto conquistou canto, mas sem conseguir criar perigo para a baliza de Renan e, do lado dos leões, a primeira ameaça chegou por Nani, que após passe de Bas Dost atirou por cima, sem incomodar Vaná.

O guarda-redes dos dragões acabou por estar em destaque à passagem do quarto de hora, embora que pela negativa, depois de falhar na reposição e atirar contra Raphinha, que não conseguiu, ainda assim, concretizar o chapéu.

Num primeiro momento de maior perigo, ao minuto 38, foi André Pereira a atirar por cima, depois de Corona ultrapassar Acuña e conseguir tirar o cruzamento na direita do ataque. Já do lado do Sporting CP o primeiro aviso sério ocorreu depois dos 45, na sequência de um livre batido por Bruno Fernandes. O lance nasceu de um erro de Pepe, que colocou a bola à disposição do adversário e Felipe, para evitar males maiores, fez falta, viu o amarelo e cedeu pontapé livre. O internacional português dos leões, na cobrança, atirou ligeiramente ao lado.

O Sporting acabou por conseguir ser mais forte nas grandes penalidades
Fonte: Bola na Rede

O segundo tempo iniciou-se com a mesma tónica com o que o primeiro tinha terminado, mas trouxe cedo uma contrariedade para Keizer. Ao minuto 53 o treinador foi obrigado a realizar a segunda substituição, depois de ter trocado Acuña por Jefferson no intervalo. André Pinto saiu lesionado e Petrovic, suplente utilizado nos últimos encontros, foi chamado a jogo.

Instalado no meio campo adversário, foi o FC Porto a criar a primeira situação de perigo após o intervalo, ao minuto 60. Na sequência do pontapé de canto batido por Telles na esquerda, Felipe apareceu nas alturas para o cabeceamento, mas Renan defendeu e evitou o primeiro da noite.

Numa segunda parte de sentido único, os azuis e brancos iam dominando e controlando o jogo, mas sem conseguir chegar com perigo à área de Renan. Até ao minuto 79. Herrera rematou, de fora de área e Fernando aproveitou a sobra do guarda-redes leonino, que não agarrou a bola. O reforço de inverno apareceu no meio da confusão para, dentro da pequena área, abrir o marcador em Braga e colocar o FC Porto na frente da final.

O Sporting CP reagiu ao golo apenas ao minuto 88, com Vaná a ser obrigado a aplicar-se para assegurar a vantagem da sua equipa. Jefferson apareceu perto da linha final e, num cruzamento/remate, esteve perto de repor a igualdade. Já para lá dos 90 João Pinheiro recorreu ao VAR para analisar o lance entre Óliver e Diaby e deu grande penalidade para a formação de Alvalade. Na conversão, Bas Dost não desperdiçou, igualou o marcador e fez antever uma decisão por penaltis.

Com o um igual a prevalecer, foi da marca dos onze metros que se apurou o novo Campeão de Inverno. Foi o Sporting o primeiro a falhar, por Coates, mas Militão, logo a seguir, atirou ao lado e não permitiu que os dragões se adiantassem. Hernâni permitiu depois a defesa de Renan e Felipe, no último penálti cobrado, atirou à barra. Festejou o Sporting, que voltou a ser mais forte do desempate por grandes penalidades.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

 FC Porto: Vaná, Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles, Corona (Danilo 82’), Herrera, Óliver (Hernâni, 90+3’), Brahimi, André Pereira (Fernando, 64’) e Marega

Sporting CP: Renan Ribeiro, Ristovski, André Pinto (Petrovic, 53’), Coates, Acuña (Jefferson, 45’), Raphinha, Gudelj (Diaby, 82’), Wendel, Bruno Fernandes, Nani e Bas Dost

Estrelas da Formação: Nuno Santos

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Mais um talento e mais um artigo para esta interminável rubrica do Estrelas da Formação. O Caixa Futebol Campus é realmente um viveiro de qualidade, onde, a cada temporada que passa, vamos ficando sempre encantados com os jogadores que por lá vão aparecendo. Em qualquer setor do campo, existem várias individualidades a emergir e a mostrar que poderão ser ótimas opções para a equipa principal num futuro breve.

Desta vez a escolha recaiu sobre Nuno Santos, jovem médio de 19 anos, que é um dos Campeões Europeus de Sub-19 a par de Florentino Luís e Jota. Natural do Porto, Nuno foi jogador das Escolinhas do FC Porto e do Boavista FC e foi precisamente dos “axadrezados” que chegaram ao SL Benfica com idade de Iniciado. Quando atingiu a idade de Junior, nesse mesmo escalão despontavam nomes como Gedson Fernandes, Filipe Soares, Diogo Pinto, João Filipe ou Tiago Dias, que eram consideradas opções preferenciais da equipa técnica, pelo que Nuno Santos acabou por ser emprestado ao CF “Os Belenenses” de forma a dar continuidade à sua evolução.

A experiência no Restelo correu bem e logo na temporada seguinte (2017/2018) voltou ao Seixal para integrar o projeto da equipa B. Esta temporada foi repartida entre a equipa secundária e a equipa de Juniores, e podemos dizer que em ambas deu para vislumbrar aquilo que Nuno Santos é enquanto jogador, principalmente nos Juniores, onde o jovem foi peça fulcral na conquista do Campeonato Nacional. Na presente temporada, Nuno tem sido fundamental na caminhada da UEFA Youth League (contando com cinco golos em seis partidas), mas é mesmo na equipa B onde tem sido opção regular. Passemos agora a conhecer o jogador em si.

Nuno Santos apresenta uma estatura média (1,77m) e uma condição física muito interessante, que o fazem ser bastante consistente dentro de campo e jogo após jogo. Razoavelmente rápido sem bola, é bastante ágil com ela no pé e tem uma capacidade muito boa no momento da mudança de velocidade. Estes atributos ajudam-no a escapar ao confronto direto e físico com os seus adversários e acabam por compensar esse que poderá ser o seu maior handicap.

Nuno Santos tem trilhado o seu caminho de forma sublime e começa a ser um nome a ter em conta para o futuro
Fonte: SL Benfica

Técnica, técnica e mais técnica. Nuno Santos é um jogador bastante aprimorado neste aspeto do jogo. Podemos até dizer que esta é uma das suas maiores armas e que melhor o definem enquanto jogador. Possui um drible refinado e um primeiro toque de grande nível, que o ajudam a retirar do caminho o adversário direto com alguma facilidade. A sua capacidade de passe é igualmente muito boa, sendo que se destaca no passe a longa distância e nas variações de flanco que executa com bastante precisão. Nuno tem também um remate forte e colocado, que ameaça as balizas adversárias. Com o passar do tempo, tem mostrado uma evolução bastante boa ao nível da finalização, o que poderá elevar a dimensão do seu jogo para um outro patamar. É também um dos batedores de bolas paradas da equipa B.

No geral, a forma de jogar de Nuno Santos é realmente capaz de aproximar a equipa do golo. Bastante inteligente nas suas ações, gosta de assumir o jogo e possui uma visão de jogo de extrema qualidade. É bastante imprevisível, sabe sempre que espaços deve ocupar quando não tem bola e, quando a tem, confia nas suas capacidades, partindo de forma determinada para cima do oponente, sem receio.

Ao mesmo tempo, é de salientar o critério e a capacidade para tomar boas decisões que oferece no momento de Organização Ofensiva. Nuno pode jogar a partir de uma das alas (preferencialmente a esquerda, de forma a procurar os corredores mais centrais), mas é mesmo como médio de construção e com ocupação no corredor central onde se poderá notabilizar.

Este médio de enorme qualidade tem passado por entre os pingos da chuva e parece que ainda muito pouca gente se apercebeu do diamante que aqui está por lapidar. Pessoalmente, creio que este será o ano de viragem para Nuno Santos e que, na próxima temporada, se irá afirmar como um dos melhores talentos nacionais da atualidade.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: SL Benfica

O Campeão de Inverno estará a Norte ou a Sul?

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Tudo a postos em Braga para receber o futuro campeão de inverno, Sporting CP ou FC Porto. Após três dias de tempestade no futebol português onde insultos, conferências de imprensa e arbitragens tiveram mais destaque que o desporto em si, espera-se um bom confronto, com emoções à flor da pele e lances que façam as bancadas vibrar de alegria.

O FC Porto vem de uma vitória por 3-1 contra o rival SL Benfica, após um jogo que causou muita polémica devida a alguns lances. O mesmo acontece com os leões, que na quarta-feira passada venceram os arsenalistas nas grandes penalidades com muita polémica à mistura. Posto isto, o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol decidiu colocar dois vídeo-árbitros para que todos os lances sejam bem analisados e, consequentemente, bem decididos.

É a segunda vez que leões e dragões se defrontam neste mês. A primeira vez foi a 12 de janeiro, há duas semanas atrás, a contar para o campeonato e acabou com um empate sem golos. Foi um jogo pouco mexido, marcado pelas faltas assinaladas e cartões amarelos mostrados a ambas as equipas. Ao todo foram 42 faltas marcadas, 23 para o Sporting CP e 19 para o FC Porto. Os cartões amarelos foram repartidos e ambas as equipas tiveram quatro para cada lado.

O FC Porto vai tentar conquistar a primeira Taça da Liga do clube
Fonte: FC Porto

Tendo em conta que o jogo de hoje terá obrigatoriamente um vencedor, espera-se que tanto o conjunto de Marcel Keizer como o de Sérgio Conceição entrem a todo o vapor para conquistar a Taça da Liga. De relembrar que os azuis e brancos ainda não conseguiram conquistar este troféu, mas alcançaram duas vezes a final onde perderam frente ao SL Benfica em 2009/2010 (3-0) e contra o SC Braga em 2012/2013 (1-0). Já o Sporting CP tem um único troféu da Taça da Liga no seu museu, conquistado na época passada frente ao Vitória de Setúbal, nas grandes penalidades.

Os dragões provavelmente vão adotar a mesma tática que utilizaram contra o SL Benfica e pressionar alto com os avançados para ganhar a bola à defesa ou meio campo adversário, fazendo com que o Sporting CP troque a bola no setor mais recuado. Contudo, os onzes inicias ainda são uma incógnita. É normal que nos jogos para a Taça da Liga os treinadores deem oportunidade a outros jogadores que não jogam com tanta regularidade visto que a competição não é prioritária para o clube. No boletim clínico dos dragões constam nomes Aboubakar, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Marius, João Pedro e Otávio. Quanto ao Sporting CP, Rodrigo Battaglia, Bruno Gaspar e Fredy Montero deverão falhar esta final.

A partida começa às 19h45, no Estádio Municipal de Braga, e é de senso comum que numa final não há favoritos. Espera-se uma final tranquila e um jogo que seja um hino ao futebol português, depois de uma semana turbulenta. Quem irá conquistar a Allianz Cup?

Onzes Prováveis:

FC Porto: Fabiano, Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles; Herrera, Sérgio Oliveira, Óliver; Marega, Fernando Andrade, Brahimi.

Sporting CP: Renan Ribeiro, Ristovski, Coates, André Pinto, Acuña; Bruno Fernandes, Gudelj, Wendel; Raphinha, Bas Dost, Nani.

FIGURA FC PORTO
Defesa tem estado em grande destaque nos dragões
Fonte: FC Porto

Éder Militão – Joga há seis meses em Portugal, mas parece que conhece o futebol europeu há largos anos. Com apenas 21 anos é seguido por vários tubarões europeus, muito por culpa da qualidade e segurança que dá a qualquer defesa. É também o jogador mais valioso do FC Porto e da Liga NOS.

FIGURA SPORTING CP
O português é uma das peças chave dos leões
Fonte: UEFA

Bruno Fernandes – É atualmente o jogador mais valioso do plantel dos leões, segundo o Transfermarkt, e efetivamente, é uma peça fulcral da equipa. A sua capacidade de remate pode decidir o encontro com um golo surpreendente.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Força da Tática: Winter is coming! (get ready Paris)

Ontem, na fria noite de Londres, o Manchester United FC foi ao Emirates Stadium congelar o Arsenal FC, elevando o registo de Solskjaer para 8-0 ao leme do Red Devils. Depois de um começo com vitórias frente a equipas teoricamente mais fracas, com muitos golos marcados, Solskjaer demonstrou ter a capacidade de se adaptar para enfrentar desafios mais exigentes.

Uma adaptação que se baseava em uma estratégia e uma proposta de jogo, tão fria como letal. Fria, pela forma como essa proposta congela o adversário e destabiliza a sua estratégia e letal porque permite paralelamente potenciar a qualidade dos seus “soldados”.

Ontem, o 4-3-1-2 em que Solskajer dispôs os seus “soldados”, frente ao habitual 4-2-3-1 de Emery, permitiu a Lindelof emergir como Rei. A forma como o Sueco comandou a defesa, fechou espaços, dominou no jogo aéreo e ganhou todos os duelos individuais (e estatisticamente foram mesmo todos), fez tocar as trombetas em Paris: “Winter is coming!”

Arsenal | Uma equipa a crescer

Apesar da derrota, Unai Emery leva deste jogo vários aspetos positivos e que podem contribuir para a evolução da equipa no médio prazo, que é o objetivo do treinador espanhol: reabilitar para depois vencer. Adicionalmente a crise de lesões, agravada neste jogo por Sokratis e Koscielny, foi um fator limitativo.

Uma dinâmica interessante que o Arsenal explorou durante grande parte do jogo e que causou algum desconforto, envolvia Maitland-Niles (LD) e Aubameyang (PL). O Avançado gabonês, na fase inicial de construção da equipa, baixava da linha avançada até à linha do duplo-pivô (Xhaka e Torreira) procurando arrastar consigo Shaw (LE United), libertando espaço para os movimentos de ataque à profundidade de Niles. Como vemos em baixo:

Fonte: Sport TV

No lado esquerdo, a dinâmica era ligeiramente diferente, tendo em consideração que nem Iwobi baixava como fazia Auba , nem Kolasinac goza das mesmas armas que Niles. Iwobi gosta de encarar o adversário em drible, correndo na sua direção com bola, assim fixa-se constantemente à linha lateral para receber bola.  Kolasinac aproveita esta irreverência para realizar alguns movimentos de apoio – preferencialmente por dentro , mas também por fora -e meter bolas tensas no interior da área. Como vemos, aqui:


Fonte: Sport TV

(parece simples, mas é enorme o corte de Lindelof no lance em cima)

Não menos importante, nesse lado esquerdo, é o posicionamento de Xhaka e a ocupação de espaços de Ramsey:

Fonte: Sport TV

Como vemos, Xhaka oferece constantemente uma linha de passe mais recuada, para tirar a bola da zona de pressão e variar o ângulo do ataque com a sua capacidade de passe de média e longa distância, mas também para estar em posição de pressionar imediatamente a bola assim que a equipa a perder. Ramsey procura colocar pressão sobre a ligação Defesa Central-Lateral do adversário, com infiltrações e movimentos para as costas, mas receber em pequenas bolsas de espaço para depois deixar um colega na cara do golo:


Fonte: Sport TV

Manchester United | 8-0

A aposta de Solskjaer em Lukaku e Sánchez, em detrimento de Rashford e Martial acabou por ser surpreendente, mas essa alteração não foi desculpa para Lingard que voltou a fazer um jogo excecional, na linha do que tinha feito em Wembley.

Partindo de uma posição central, nas costas de Lukaku e Sánchez e na frente da linha de três médios, os movimentos sem bola do internacional inglês permitiram ao United colocar em desconforto constante a defesa do Arsenal.

Esses movimentos de Lingard (a amarelo na imagem) eram sempre correspondidos pelos colegas. Seja com o posicionamento agressivo dos defesas laterais (a vermelho) que obrigavam Aubameyang e Iwobi a missões defensivas que eles não se sentem confortáveis a fazer, seja com o apoio constante do médio interior (a azul) que oferecia uma linha de passe interior, até à dupla de avançados (a roxo) que se articulavam entre si no corredor central com movimentos contrários para atacar a baliza do Arsenal.

Fonte: Sport TV

Adicionalmente, ao deambular para os corredores, Lingard levava Xhaka abandonar o corredor central e a sua posição na proteção da linha defensiva, deixando-a vulnerável, apenas com Torreira (muitas vezes em desvantagem numérica).

Quando chegou à vantagem o Manchester United começou a mostrar a força e a qualidade do seu contra-ataque. Com ocupação excelente dos corredores, nunca perto demais, mantendo uma distância ótima para manter o contra-ataque, rápido, articulado e dinâmico. Assim, dois minutos depois, beneficiado da péssima transição defensiva do adversário, Lingard fez o segundo.

As entradas de Rashford e Martial permitiram ao Manchester United manter a ameaça do contra-ataque, na segunda parte, ao mesmo tempo que defendiam com grande eficácia as iniciativas do adversário.

Uma vitória na linha das restantes, nada de extraordinário, nada de mágico, mas simples, frio e letal. Parece que Neymar e companhia vão ter de correr muito, e muito …

 

Foto de capa: Manchester United FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

 

Álvaro Morata | Sempre bom, nunca espetacular

Real Madrid CF, Juventus FC, Real Madrid CF (novamente), Chelsea FC e agora Club Atlético de Madrid. À primeira vista, Álvaro Morata tem uma carreira digna de um dos melhores jogadores do mundo. Se juntarmos a isto os seus 15 troféus a nível sénior e os seus 95 golos, com apenas 26 anos, seria fácil assumir que o avançado espanhol tem tudo para ser considerado um atleta de elite.

Então, porque é que Morata chega ao Atlético de Madrid, vindo do Chelsea, com o rótulo de flop?

Pelas estatísticas, pouco se pode dizer acerca da estadia do avançado em Londres. 24 golos em 72 jogos é um número aceitável, especialmente comparado com os 27 em 93 que registou na Juventus, entre 2014 e 2016.

Se juntarmos a isto as seis assistências que registou pelos blues e as 19 pelos bianchoneri, percebemos que Morata não se cinge à posição nove e, se necessário, conegue fornecer boas oportunidades aos colegas de equipa. Foi no Real Madrid que teve mais sucesso, ao longo de duas estadias distintas – 2012 a 2014 e 2016/17 -, em que fez 31 golos e 12 assistências em 95 jogos, nos quais há que ter em conta o período de transição que o espanhol fez entre as camadas jovens e a equipa principal.

Fonte: UEFA

Álvaro Morata não é um jogador sem capacidade técnica: é inteligente no seu posicionamento, forte fisicamente e potente a rematar, tanto com a cabeça como com o pé. Também não tem uma mentalidade fraca, ainda que Antonio Conte, o seu treinador no Chelsea na época passada, o tenha acusado de tal.

Se assim fosse, não teria aguentado a rejeição inicial do clube que o formou, o Real Madrid, para depois voltar e conquistar uma Liga dos Campeões em 2017, nem a capacidade psicológica para sair voluntariamente do clube quando achou que não estava a ser respeitado.

Acima de tudo, o espanhol é, à imagem do seu colega de equipa Olivier Giroud, uma vítima das expectativas dos adeptos ingleses, os mais exigentes da Europa. Depois da Supertaça Inglesa de 2017, onde o Chelsea perdeu nas grandes penalidades para o Arsenal FC e Morata falhou um dos penáltis, o jogador disse, em declarações ao The Guardian: “joguei 15 minutos, falhei um penálti e já me estão a matar! Por isso, já sei o que esperar”.

Mesmo que soubesse o que esperar, nada pôde fazer para o evitar. Apesar do bom início de carreira em Stamford Bridge, que levou muitos adeptos a cantar o seu nome, uma lesão mudou o rumo da sua vida nos blues. Quando regressou, naturalmente, Morata tinha de recuperar a confiança, retomar o seu ritmo de jogo.

Mas o futebol inglês não lhe permite esse luxo. Depois de dois ou três jogos sem registar um tento, os adeptos que outrora o aclamavam queriam agora um novo ponta de lança. Iniciou um ciclo vicioso, em que o jogador não conseguiu recuperar a boa forma com que entrara na Premier League e os adeptos, impacientes, continuavam a criticá-lo.

Fonte: Premier League

Se há um bom exemplo da mentalidade inglesa no que toca aos pontas de lança, basta ver um vídeo de cerca de três minutos , onde estão compilados alguns supostos “falhanços” do espanhol com a camisola do Chelsea FC.

Enquanto algumas eram de facto oportunidades claras de golo, o que apenas representa a falta de confiança de Morata, outras eram ocasiões extremamente complicadas de concretizar, mas que ainda assim merceram ser retratadas como prova da falta de talento do jogador.

Com Maurizio Sarri a não inserir o jogador num estilo de jogo que priviegia Giroud e Hazard sobretudo, Morata ruma ao Atlético de Madrid, com o Chelsea a trazer para o seu lugar Gonzalo Higuaín.

De volta à cidade onde foi formado, ao futebol onde cresceu, talvez possamos finalmente ver o espanhol no seu melhor. Com 26 anos, ainda tem tempo para retirar o estatuto de flop que lhe foi injustamente atribuído e, quem sabe, cimentar o estatuto de estrela no Wanda Metropolitano.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Dejá vu – Os Patriots voltam à final

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Pelo terceiro ano consecutivo os Patriots vão representar a AFC na final da SuperBowl. Desde 2003 só quatro quarterbacks representaram a AFC na final: Tom Brady (8 vezes), Peyton Manning (4), Ben Roethlisberger (3) e Joe Flacco (1). Por vezes torna-se monótono, a não ser que sejamos fãs dos Patriots, mas ninguém pode negar que os Patriots sabem melhor que ninguém gerir cada uma das diferentes fases da época.

A pré-época é para avaliar talento, a época regular é para treinar e ensinar e a época dos playoffs é para ganhar. E ninguém é melhor a ganhar que Brady e Belichick. Na final vão encontrar um treinador Sean Mcvay que aos 33 anos é mais novo que muitos dos jogadores ainda em competição (para verem McVay defrontou Julian Edelman na faculdade!!).

Será uma oportunidade para os Rams vingarem a derrota em 2001 que começou toda esta dinastia dos Patriots. Nota ainda para o facto de ambas as equipas que jogaram fora de casa terem conseguido ganhar.

Olhemos para os resultados da ronda de conferência.

Os rapazes da montanha e o rapaz-montanha

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Não são a equipa-surpresa da temporada porque os indícios de temporadas anteriores começavam a indicar algo assim, mas não andam longe. Os Denver Nuggets são segundos na Conferência Oeste, apenas atrás dos Warriors que recuperaram agora Cousins e não parecem dispostos a cair nos próximos tempos.

Todo o jogo da equipa dos Nuggets anda à volta de um sérvio. Grande, não parece em muito boa forma e pouco atlético, Nikola Jokic seria o protótipo do jovem europeu escolhido no fim do draft que passaria uma época na NBA e regressaria à Europa, sem que ninguém soubesse escrever o seu nome. Isto, claro, se Jokic não tivesse uma técnica e entendimento do jogo acima da média. A defesa de Nikola deixa muito a desejar e é, constantemente, o alvo dos adversários. Mas facilmente os Nuggets veem isso compensado do outro lado do campo. Qualquer ataque tem de passar pelas mãos de Jokic, tudo o que Denver faz no ataque deriva de algo que o Joker fez.

Capacitado com a bola nas mãos e uma ameaça em todos os momentos ofensivos, Jokic oferece aos Nuggets uma das jogadas mais difíceis de parar na NBA. O bloqueio direto, em que o poste é quem tem a bola e o base é quem bloqueia, é tão anormal como bem sucedida. Seja Jamal Murray ou Garry Harris a dar o bloqueio, vão aparecer sempre sozinhos após darem o bloqueio, dada a atenção que Nikola traz para si. E, se toda a gente se fecha ali naqueles dois, haverá sempre alguém no canto contrário à espera da bola. E, acreditem, Jokic vai encontrá-lo.

Jokic é a peça que faz toda a equipa mexer
Fonte: Denver Nuggets

Mas mesmo com todo o sucesso nesta temporada, há muito espaço para melhorar. Isaiah Thomas e Michael Porter Jr. ainda nem jogaram pelos Nuggets e, se no caso dos bases os Nuggets até estão bem entregues, um extremo possante como Porter Jr. tem feito falta à equipa em vários jogos e será uma peça fundamental quando finalmente se estrear. Ele que acabou por cair várias posições no draft devido a uma lesão e deve mesmo ficar de fora toda a temporada. Mesmo sendo visto como um dos grandes talentos do draft de 2018, um dos melhores dos últimos anos.

Os Nuggets deverão ser ainda curtos para chatear os Warriors (e mesmo uns Rockets saudáveis). Porém, para uma equipa que falhou os playoffs no ano passado e que é constituída por jogadores escolhidos, maioritariamente, tarde no draft, esta época tem sido mais do que poderiam pedir e um atestado de ultra-competência do treinador Mike Malone e de todo o front office.

Foto de Capa: Denver Nuggets

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro