Num final de tarde muito frio, o Rio Ave bateu o Chaves em Vila do Conde pela margem mínima. O golo da vitória foi apontado por Galeno, a passe do recém-entrado Gelson Dala.
Os rioavistas sobem assim, à condição, ao terceiro lugar, e realizam oficialmente o melhor arranque de sempre. Já o Chaves continua a desiludir e pode terminar a ronda abaixo da linha de água.
Quanto ao jogo, abriu praticamente com soberana oportunidade para os da casa, mas Fábio Coentrão chegou atrasado ao cruzamento de Galeno.
Apesar deste primeiro aviso, até foi o Chaves que controlou os instantes iniciais. Os transmontanos tinham o domínio territorial da partida, estando permanentemente instalados no meio-campo adversário. No entanto, a equipa de Daniel Ramos tinha muitas dificuldades na definição, não traduzindo o domínio em oportunidades de golo.
A toada manteve-se até aos 20 minutos, altura em que o Rio Ave começou a crescer. O ascendente da equipa da casa, contudo, ia sendo traído por Leo Jardim. O guarda-redes saiu mal a um cruzamento e deixou a bola à mercê de Ghazaryan, mas faltou pontaria ao jogador do Chaves.
O jogo ganhava vida e, aos 40 minutos, Galeno esteve perto do golo após uma grande arrancada pela esquerda, mas Ricardo opôs-se bem ao remate do extremo, levando o jogo a zeros para o intervalo.
Rio Ave e Chaves lutaram muito, mas o jogo foi para o intervalo empatado Fonte: Liga Portugal
A segunda parte, tal como a primeira, começou morna e sem destaques. Depois de 20 minutos pobres, José Gomes mostrou querer a vitória e lançou Gelson Dala para o ataque, por troca com Tarantini.
A entrada do angolano não podia ter corrido melhor, uma vez que, dois minutos depois, o jogador emprestado pelo Sporting assistiu Galeno para o 1-0. Bola longa para as costas da defesa, Galeno foge aos centrais, e remata para fora do alcance de Ricardo.
O Rio Ave cresceu com o golo e voltou a introduzir a bola na baliza contrária, mas desta vez sem contar. Excelente abertura de Galeno para Fábio Coentrão, o português toca para Vinícius e o avançado empurra para a baliza deserta. O lance, contudo, acabaria invalidado pelo VAR.
Até ao final, o jogo teve demasiadas interrupções (Nélson Monte saiu lesionado) e o Chaves não conseguiu ser eficaz na procura pelo empate, só tendo criado perigo na sequência de um canto.
Em jogo da oitava jornada da Primeira Liga, o Belenenses SAD regressou às vitórias depois de vencer o SL Benfica, por 2-0. A equipa da Cruz de Cristo não vencia desde a ronda inaugural do campeonato, já os «encarnados» somam a segunda derrota consecutiva numa semana, ficando o nome do técnico, Rui Vitória, debaixo de fogo antes do final da partida.
Numa noite fria, com o inverno à espreita, o Benfica procurava a possibilidade de assumir a liderança isolada da Primeira Liga, após no dia anterior, o Sporting de Braga ter empatado com o Vitória Sport Clube, em Guimarães. Já o Belenenses queria somar pontos para fugir aos últimos postos da tabela classificativa, um pouco à semelhança do que se verificou na época passada, em que um golo de Jonas ao cair do pano impediu o triunfo do conjunto comandado pelo treinador, Jorge Silas.
A primeira parte começa com o Benfica a querer atacar mais pelo flanco esquerdo, ocupado por Rafa e Grimaldo, estando aí Pizzi também mais inclinado no meio campo. O mesmo camisola 21 dos «encarnados» é quem faz a primeira jogada de perigo, logo aos 15 segundos de jogo, com um remate para a defesa de Muriel.
Mais tarde, só a partir do quarto de hora de jogo, é que o Benfica tenta mostrar a sua superioridade, mas sem traduzir em golos. Aos 15 minutos, um remate de Rafa é cortado à última para cima da baliza de Muriel após o avançado do Benfica aproveitar um ressalto após tento de Seferovic a resvalar num defesa do Belenenses; dois minutos depois é o próprio suíço a rematar quase sem ângulo, do lado direito da baliza da equipa da casa, para nova defesa de Muriel; e aos 19 minutos, Gedson Fernandes combinam passes à entrada do lado esquerdo da área do Belenenses e o médio remata isolado para Muriel sacudir, outra vez, a bola para canto.
À meia hora, o jogo ganhou outro interesse devido aos penáltis: o primeiro, à passagem dos 28 minutos, que causou alguma fúria nos adeptos benfiquistas: Salvio foi derrubado na área adversária, mas num primeiro instante o árbitro não assinalou nada, sendo que só após a consulta do VAR apontou para a marca da grande penalidade só cerca de três minutos depois, quando o jogo parou num livre a beneficiar o Belenenses, no lado oposto do campo. Contudo, o extremo argentino na marcação permitiu a defesa a Muriel. Quase no lance a seguir, o árbitro assinalou penálti a favor da equipa da casa: Eduardo não perdoou e fez o primeiro golo no Jamor (1-0).
Eduardo fez o 1-0 no Jamor Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
O Benfica partiu logo em busca do tento do empate, contudo seria o Belenenses a dilatar a vantagem aos 42 minutos: Keita, isolado com um excelente passe de Licá, bateu Vlachodimos. Muito se contestou se havia fora de jogo, mas o árbitro Artur Soares Dias validou prontamente o golo.
O resultado não era favorável, a chuva intensificava-se em Oeiras e o estádio do Jamor, dado à logística que apresenta (sem qualquer proteção para os adeptos), ia ficando com menos espetadores após o intervalo. Os adeptos do Benfica que permaneceram no atual reduto da Belenenses SAD iam cantando a favor do seu clube. No total, estiveram 10,663 pessoas presentes.
Para o início da segunda parte, Rui Vitória lançou Jonas para o lugar de Salvio, com vista a ter mais presença na frente de ataque. Coincidência ou não, o Benfica partiu rapidamente em busca de reduzir a diferença no marcador – o certo é que as oportunidades apareceram de forma continuada e em grande volume logo nos primeiros 15 minutos do segundo tempo, como o remate de Rafa aos 47 minutos e de Pizzi aos 55 minutos, só que a bola teimava em não entrar na baliza, muito por culpa de Muriel ou da falta de assertividade dos homens avançados dos «encarnados».
Apesar da forte acutilância ofensiva «encarnada», o Belenenses não deixou de tentar fazer o terceiro golo, como o lance do Licá aos 70 minutos, em que obrigou Vlachodimos a brilhar para impedir uma derrota de piores proporções. O Benfica, já com Castillo (mais Jonas e Seferovic) em campo, continuava a atacar, mas a defensiva azul abafava as ofensivas do adversário.
Até ao apito final de Artur Soares Dias, a toada do jogo manteve-se, mas com o Benfica a jogar “mais com o coração do que com a cabeça”, e também faltava um elemento que fizesse a ligação da defesa com o ataque, o que dificultou ainda mais a missão dos visitantes. Perante o aproximar da confirmação da primeira derrota na Liga, os adeptos do Benfica mostraram o seu descontentamento, entoando cânticos a pedir a demissão e a acenar lenços brancos a Rui Vitória. A derrota impossibilita às «águias» de se isolarem na liderança do campeonato.
Na reta final da temporada anterior, o Sporting Clube de Portugal enfrentou, provavelmente, a fase mais “negra” da sua história com a invasão à Academia de Alcochete…aliás, ainda nos estamos a recompor disso mesmo. No seu seguimento: vários jogadores apresentaram a rescisão unilateral do contrato; o anterior Presidente foi destituído; foi contratado e demitido um Treinador; foi contratado outro Treinador; e foi eleito o novo Presidente.
Com todos os acontecimentos, mas sobretudo porque grande parte dos jogadores que rescindiram com o clube eram fundamentais para alcançar a tão desejada Glória, muitos/as sportinguistas ficaram com poucas esperanças para a temporada que iniciara. No sentido de chegar a acordo com os jogadores que rescindiram, alguns deles regressaram ao Clube e outros jogadores foram contratados para integrar o plantel às ordens de José Peseiro, e assim formar uma equipa que possa fazer face aos desafios da presente temporada.
Com um bom arranque de campeonato, apesar de contar com exibições menos conseguidas, o Universo Leonino acreditou que era possível surpreender. No entanto, os últimos jogos disputados voltaram a causar descontentamento nos/as adeptos/as leoninos/as. Neste sentido, quero dirigir esta Carta a vocês: principal ativo do Clube – Jogadores do Plantel de Futebol Profissional.
Nas bancadas o vencedor será sempre o Sporting Clube de Portugal. Queremos o mesmo dentro das quatro linhas. Fonte: Sporting Clube de Portugal
Aos jogadores que rescindiram e regressaram ao Clube, quero pedir-vos que mostrem o vosso valor como já mostraram anteriormente. Façam todos/as os/as sportinguistas que ainda não aceitaram o vosso regresso ficarem satisfeitos com a decisão da Comissão de Gestão. São jogadores importantes na equipa e vocês sabem disso, mas nunca se esqueçam: ninguém está acima do Sporting Clube de Portugal. Honrem o símbolo que envergam.
A todos os jogadores contratados, os que jogam mais e os que jogam menos, peço que dificultem a tarefa do mister. Mostrem que têm capacidades para continuar de leão ao peito. Mostrem que são importantes e que estão preparados para entrar em campo. Nunca se esqueçam que nas bancadas estão os melhores adeptos do Mundo, que exigem respeito e entrega com a listada verde e branca.
Aos jovens da formação, que estão a transitar para o Plantel principal, relembro para não se esquecerem de que existem muitos outros jovens que dariam tudo para estar no vosso lugar, por isso mostrem o porquê de terem esta oportunidade, mostrem a Raça de Leão. Nós, adeptos/as acreditamos no vosso potencial…vocês são o Futuro.
Aos que não deitaram a “toalha ao chão” começo por agradecer: obrigado por continuarem a honrar o nosso Clube. E o meu pedido vai no seguimento disso mesmo: continuem a honrar a camisola que envergam, tal como nós continuamos a apoiar-vos.
No geral – e julgo falar em nome de todo o Universo Leonino -, peço Esforço, Dedicação e Devoção, a começar na receção ao Boavista na nossa Casa, perante os/as melhores Adeptos/as do Mundo. Só assim será possível alcançar a tão desejada Glória.
O Sporting Clube de Portugal é feito de todos/as nós e nós somos feitos/as de Sporting. Força Sporting Clube de Portugal!
Depois da segunda eliminatória da Taça onde caíram várias equipas da Segunda Liga aos pés de equipas de escalões secundários, desta vez houve uma equipa do Campeonato de Portugal que eliminou o recém-chegado à Primeira Liga CD Nacional. É caso para dizer que houve festa (da rija) em Viseu – é que o Lusitano Futebol Clube, ou Lusitano de Vildemoinhos, equipa com valia mas com fraca expressão nacional, conseguiu eliminar a equipa madeirense orientada por Costinha, tornando-se numa das poucas surpresas da última ronda da Taça.
Desde 2013 que o Lusitano Futebol Clube vem sendo presença habitual no Campeonato de Portugal. As boas campanhas tem-se sucedido e na temporada passada deu até para a equipa natural do distrito de Viseu acabar num brilhante segundo lugar, logo atrás de um super União de Leiria – natural candidato à subida de divisão.
O Lusitano constitui-se como um dos projetos mais interessantes do Campeonato de Portugal. Falamos de uma equipa que com orçamentos muito limitados, ano após ano, tem conseguido apresentar resultados muito meritórios.
Nesta temporada, até aqui, o percurso da equipa treinada por Rogério Sousa não tem sido propriamente brilhante. A equipa soma quatro vitórias e o mesmo número de derrotas no Campeonato de Portugal – Série C, onde é nono classificado. Lucas Klysman, avançado brasileiro de 28 anos tem sido o marcador de serviço e apontou já sete golos em dez jogos, assumindo-se como o melhor marcador da prova.
O Lusitano derrotou o CD Nacional na Taça de Portugal, mostrando ser o tomba-gigantes do momento Fonte: CD Nacional
Tal como no Campeonato, o percurso na Taça de Portugal mostra uma equipa algo irregular. A primeira eliminatória ditou um Beira-Mar – Lusitano, encontro que acabou com uma vitória expressiva por 4-2 para os de Aveiro, o que constitui uma surpresa. Apesar disso, e com o sistema de repescagem, a equipa voltou a entrar em prova e venceu o jogo seguinte, na sequência de grandes penalidades, contra o Oliveira do Hospital.
Quando poucos acreditavam num bom resultado perante o CD Nacional, equipa que passa por uma fase menos fulgurante da época, eis que surgiu nova surpresa. O Lusitano com uma excelente exibição conseguiu levar de vencida a turma de Costinha nas grandes penalidades e mostrou que está aí para as curvas.
No passado fim de semana assistiu-se a uma equipa aguerrida, forte ofensivamente e com muita capacidade de choque. Este Lusitano, apesar de estar inserido num grupo forte com equipas com outros recursos como o Gondomar SC ou o SC Espinho, tem tudo para lutar, taco a taco, até ao final, pelos primeiros lugares da prova. Quando esta equipa der um pontapé no marasmo da irregularidade pode ser que surja aqui outra surpresa.
Para já, há que dar mérito a uma equipa que com muito pouco conseguiu eliminar um CD Nacional que tinha obrigação de fazer mais e melhor e que confirmou a ideia de que há realmente muita qualidade nos escalões inferiores do futebol português.
Adrian López chegou ao FC Porto na época 2014/15 proveniente do Club Atlético de Madrid numa transferência que causou muito impacto até pelos valores envolvidos, 11 milhões de euros por 60% do seu passe.
O seu potencial não estava em causa até porque vinha de três épocas de excelente nível no “gigante” espanhol. O valor pago, esse sim, pode ser questionável, se os 11 milhões gastos fossem pela totalidade do seu passe era compreensível sendo por apenas 60% foi uma operação muito arriscada, o que infelizmente se veio a confirmar.
O lado mental de um jogador de futebol é muito importante no seu rendimento e esta dimensão é muitas vezes desvalorizada pelas “estruturas” dos clubes. Adrián pareceu sempre um jogador triste, “perdido”, distante de tudo que o rodeava. Algo estranho para um jogador que tinha acabado de participar numa final da Liga dos Campeões.
Adrián chega ao FC Porto depois de jogar 143 jogos pelo Club Atlético de Madrid onde apontou 26 golos. Ganhou uma Liga Espanhola, uma Liga Europa, uma Taça do Rei e foi finalista da Liga dos Campeões sendo sempre uma peça importante para Diego Simeone. E como temos visto com exemplos recentes como Gaitán ou Gelson Martins jogar nas equipas de Simeone não é propriamente fácil. Isto é mais uma prova do valor de Adrián.
Adrián esteve em destaque na Taça de Portugal ao fazer um “poker” Fonte: FC Porto
Nas seleções jovens espanholas esteve sempre em grande destaque onde foi campeão da Europa Sub 21 em 2011 onde em cinco jogos fez cinco golos. Outro grande destaque foi o Mundial de Sub 20 em 2007 onde também apontou cinco golos em cinco jogos. Esteve também presente nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.
A verdade é que nunca se conseguiu impor no FC Porto, andando de empréstimo em empréstimo (tendo um rendimento interessante nesses clubes), e a pergunta continua por responder: Qual a razão para Adrián não se conseguir impor? Sérgio Conceição é forte no trabalho mental que faz com os seus atletas e com a lesão de Aboubakar talvez seja desta que vamos ver o verdadeiro Adrián. Até porque pelas suas características permite ao treinador portista variar como ele gosta o sistema tático durante a partida.
A época de 2017/2018 foi, muito provavelmente, a melhor de sempre no que toca às modalidades do Sporting Clube de Portugal: campeões nacionais no futsal, no hóquei, no voleibol e no andebol.
Todos os títulos foram conquistados com muito suor, o que enalteceu ainda mais as conquistas das quatro equipas das modalidades em questão. É ainda de realçar que todas tais vitórias foram, de facto, inéditas: o Sporting contou com o primeiro tricampeonato na história do futsal; com o regresso aos títulos no hóquei; a vitória no campeonato de volley logo no seu ano de estreia, e o primeiro bicampeonato de sempre no andebol.
Contudo, o início desta temporada está a contrariar todos os sucessos desportivos nas modalidades da época transata. No que diz respeito ao ‘futebol de pavilhão’, o futsal, os comandados de Nuno Dias não têm estado ao nível daquilo a que já nos habituaram: apesar de terem conquistado a supertaça ao bater o Fabril por 11-0, João Matos e companhia empataram em casa com o Lombos e perderam no fim de semana passado em pleno Pavilhão da Luz. O Sporting está, assim, a cinco pontos do líder, Benfica, e, três anos depois, voltou a conhecer o sabor da derrota na fase regular do campeonato. Vem aí a Uefa Futsal Cup, disputada no João Rocha, que será certamente a competição ideal para “dar um pontapé na crise”.
Por sua vez, a equipa de hóquei inaugurou recentemente o campeonato, início este que não correu da melhor maneira. O Sporting começou a revalidação do título em casa frente ao Benfica. Neste jogo, apesar de a equipa ter sido, na primeira parte, muito displicente, não conseguiu mais do que um empate a três bolas. Antes disso, na Supertaça, os homens de Paulo Freitas foram derrotados pelo Porto num jogo de claro domínio azul e branco: os dragões foram muito melhores e venceram por 4-1. Todavia, na Liga Europeia, o primeiro jogo do grupo correu de feição aos leões: com um golo marcado no último lance da partida, a vitória acabou por sorrir aos homens de verde e branco.
Após um ano de muito sucesso, a casa das modalidades do Sporting está a viver dias algo ‘agrestes’ Fonte: Sporting Clube de Portugal
Do futsal partimos para o voleibol, onde o Sporting se estreou na época transata, logo conquistando o título de campeão nacional. Após perder com o Benfica em casa, no fim de semana passado, a equipa orientada por Hugo Silva está em segundo lugar do campeonato, a um ponto dos encarnados. A acrescentar a isto, os leões também perderam a Supertaça no passado dia 5 de outubro por uns esclarecedores 3-0.
Por último, partimos para o andebol, modalidade na qual o Sporting também perdeu a Supertaça. Apesar de estarem na frente do campeonato em igualdade pontual com o Benfica, os homens de Hugo Canela foram derrotados pelos encarnados no primeiro jogo da presente temporada (a Supertaça, entenda-se) por 29-24. No que diz respeito às competições europeias desta modalidade, os leões partilham a liderança do grupo com os dinamarqueses do Silkeborg. Nesta equipa leonina é de destacar Carlos Ruesa, que tem brilhado principalmente na Liga dos Campeões da EHF.
Em suma, tendo a possibilidade de conquistar quatro supertaças, acabaram por perder três delas. Nenhum dos conjuntos das modalidades tem estado ao nível em que esteve no ano passado, nível esse, que, recorde-se, transformou o pavilhão João Rocha num autêntico salão de festas para os adeptos leoninos.
Estarão as modalidades a sentir a falta de Bruno de Carvalho?
A derrota do FC Steaua de Bucareste com o Universidade Craiova na última jornada fez o Fotbal Club CFR 1907 Cluj de António Conceição assumir a liderança da Liga Romena. Este sábado o rival da capital joga primeiro que a equipa orientada pelo técnico português e pode colocar pressão no atual campeão. Dois pontos separam as duas equipas.
Na sua equipa, Toni Conceição conta com portugueses ou velhos conhecidos do nosso futebol, casos do português Camora, lateral-esquerdo ex-Beira-Mar e Naval, a cumprir a oitava época no Cluj, ou do defesa-central brasileiro Paulo Vinícius, que, em Portugal, jogou em clubes como CD Santa Clara, Leixões SC, SC Olhanense, União Desportiva de Leiria, SC Braga, Boavista FC e faz agora a segunda temporada no Cluj.
Para além destes dois exemplos, o clube que já foi quatro vezes campeão da Roménia conta com o avançado Thierry Moutinho, luso-suíço que nunca jogou em Portugal.
Por outro lado, o nome mais sonante para o adepto do futebol num sentido mais geral é o de Júlio Baptista. Sim, esse mesmo, o ex-Real Madrid CF, Sevilla FC, Arsenal FC, AS Roma…que apenas participou em dois jogos e, em algumas ocasiões, nem convocado foi, o que provoca grande discussão na imprensa desportiva romena…Tem 37 anos…
António Conceição procura o seu segundo título romeno, o ‘bi’ do Cluj Fonte: Cluj
António Conceição já ganhou tudo o que havia para ganhar na Roménia – Liga (2009/10), Taça (2008/09, 2009/10 e 2015/16) e Supertaça (2010), tudo ao serviço do Cluj, num país onde também orientou o FC Brasov e FC Astra Giurgiu.
Depois de um início de temporada atribulado, com e eliminação da Liga Europa aos pés do F91 Dudelange, do Luxemburgo, o técnico português parece agora fazer os seus detratores engolir em seco. Este domingo, mais um teste à liderança, fora, frente ao Sepsi OSK.
Existem comboios que nunca vimos parar. Também já vimos comboios partir, e que por milésimos de segundo não conseguimos apanhar. São comboios que, como costumamos ouvir dizer, só passam uma vez. E depois temos comboios que passam de cinco em cinco minutos, mas que, mesmo que sigam o mesmo percurso, nunca serão iguais. O tempo, no fundo, é determinante para encontrar estas pequenas diferenças de comboio para comboio. E se há comboio que passa de cinco em cinco minutos, e que é sempre diferente, mas que nos deixa sempre por milésimos de segundo a vê-lo partir, é João Cancelo.
Arranca, trava, curva para dentro, curva para fora, passa por túneis, sobe montanhas, atravessa pontes e chega, em segurança, ao destino final: o comboio da linha de Turim é tão rotineiro e eficaz, que tem atraído as atenções do mundo, em especial de Barcelona. Os catalães, que também contam com um comboio português para um caminho semelhante, veem esta alternativa com bons olhos, e já pensam em oferecer 50 milhões de euros pela maquinaria.
Mas, deixando todas estas tentativas de analogias de lado, e indo direto ao assunto, há uma coisa que precisa de ser dita: João Cancelo é um dos melhores laterais direitos do mundo na atualidade. E o facto de partilhar as quatro linhas com Cristiano Ronaldo faz com que a sua qualidade exibicional passe, muitas vezes, por despercebida.
Nascido no Barreiro, o jovem de 24 anos faz do corredor direito aquilo que quer e bem lhe apetece, sem pedir autorização a ninguém, e sempre com um plano em mente. Mas engane-se quem acha que são planos simples, de um lateral banal e com escassez de criatividade. Cancelo é um futebolista de planos rebuscados, que em segundos progride encostado à linha, vem ao meio brincar ao “toca e foge”, e dispara como uma flecha até ao sítio onde visualizou o cruzamento para golo que estava para nascer.
João Cancelo já conquistou a confiança dos adeptos italianos Fonte: Juventus FC
Irreverente e destemido, João Cancelo já conta com duas assistências esta época na Serie A, e com uma dúzia de pormenores que têm feito a delícia dos adeptos. Após uma época de altos e baixos no Inter de Milão, o português começa também aos poucos a ver as críticas ao seu processo defensivo desaparecerem, um aspeto que sempre despertou alguma desconfiança nas suas passagens por Itália, Espanha e Portugal.
Se em tempos a lateral direita da seleção portuguesa parecia ser um problema, com Cédric e Vieirinha a não convencerem no Euro 2016, a solução para todos os males está finalmente encontrada. Cancelo é dono e senhor do lugar, e se tudo correr dentro dos conformes, é uma situação para se manter inalterada nos próximos anos.
“O melhor reforço do ano da Velha Senhora” – alguns adeptos da Juventus já vão, timidamente, fazendo esta observação, na esperança de que não cause demasiado alarido ao ponto de alguém lhes “roubar” o jogador. O próprio Allegri diz que Cancelo tem condições para se tornar num dos melhores do mundo na sua posição. Não há espaço para grandes dúvidas: o tempo de Cafú, Dani Alves, Lahm e de outros nomes lendários já lá vai e não volta; a hora é de João Cancelo, que chegou para ficar. Aliás, para partir sem nos darmos conta, porque há comboios mais rápidos que o tempo e o português é mesmo um deles.
Foi com um ambiente arrepiante nas bancadas que Vitória Sport Clube e Sporting Clube de Braga entraram em campo para o 136.º dérbi da história, um jogo que é sempre mais que um simples jogo.
A partida foi, desde início, intensa e com ambas as equipas a mostrarem vontade de vencer o rival. A primeira oportunidade foi para os bracarenses, tendo, na sequência de um canto, Ricardo Horta cabeceado a rasar o segundo poste. Na resposta… golo do Vitória! Após um grande trabalho na esquerda, Davidson cruzou com mestria para o coração da área, onde apareceu Alexandre Guedes no meio dos centrais a cabecear de cima para baixo para o fundo das redes. A equipa vimaranense via-se em vantagem ainda dentro do primeiro quarto de hora.
A resposta do Braga foi eficaz, de tal forma que a vantagem vimaranense nem cinco minutos durou. Novamente na sequência de um canto batido à maneira curta, João Novais procurou Ricardo Horta ao primeiro poste que tentou pentear a bola, que após uma série de ressaltos viria a parar aos pés de Claudemir para este fazer o empate.
Os primeiros vinte minutos trouxeram os golos, mas nem por isso o jogo deixou de ser interessante. A turma de Luís Castro estava bem no jogo, definindo uma forte zona de pressão central e, recuperando a bola, distribuía-a com qualidade pelos corredores, provocando algumas investidas interessantes. Já o Braga criava sobretudo perigo através de bolas paradas, seja na sequência de cantos ou de lançamentos longos para a área, onde tirava partido de um jogo aéreo mais forte.
A pressão do meio-campo vitoriano foi um dos destaques do primeiro tempo Fonte: Liga Portugal
O intervalo chegava numa altura de muito nervos, em que as picardias dentro e fora de campo subiam de tom, inversamente à qualidade de jogo.
No segundo tempo, a equipa arsenalista subiu de produção e conseguiu ter mais posse, no entanto, as melhores oportunidades pertenceram aos da casa. Aos 53 minutos, Davidson ficou perto do golo, tendo Bruno Viana cortado a bola quando esta se encaminhava para a baliza deserta. Dez minutos depois o mesmo Davidson podia ter feito o golo, mas falhou o cabeceamento já dentro da pequena área. Pelo meio, Dyego Sousa, também de cabeça visou a baliza de Douglas. Aos 73’, o avançado ex-Marítimo chegou mesmo a festejar (por largos instantes), mas só até se aperceber que Hugo Miguel tinha invalidado o seu golo por falta sobre Sacko no cabeceamento.
No último quarto de hora, as duas equipas começavam a dar indícios de fadiga e o jogo ficou mais partido. Ambas demonstravam vontade de chegar ao golo da vitória, mas foi o Sporting de Braga quem esteve melhor nesta ponta final, fruto da frescura dos jogadores que entraram e também de uma circulação mais eficaz. Ainda assim, o resultado manteve-se inalterado.
O empate final acaba por ser justo e vai ao encontro daquilo que foram as duas equipas no jogo. A uma melhor entrada do Vitória respondeu com prontidão o Sporting de Braga, que demonstra uma ideia de jogo mais trabalhada. Porém, a crença e fibra dos vitorianos nunca deixou os arsenalistas superiorizarem-se, tendo agora a liderança em risco.
Não tenho margem de dúvida nem receio nenhum em afirmar a pés juntos que Ljubomir Fejsa é o jogador chave do plantel do Benfica. É o jogador que toma conta do meio campo. É, sem qualquer desrespeito ou desmérito aos outros jogadores, a peça fundamental da equipa. Depois de Matic, nunca houve algum momento em que o Benfica jogasse sem Fejsa e tivesse uma excelente prestação defensiva. Samaris não tem, de maneira alguma, a mesma consistência performativa do sérvio, e apesar de até serem jogadores com atributos e formas de jogar diferentes, o grego simplesmente não tem a mesma qualidade.
Posto isto, também é relevante dizer que Fejsa tem 30 anos de idade. Está indiscutivelmente nos anos de ouro da carreira, mas não tarda as pernas começam a pesar, e provavelmente, tendo em conta o historial de lesões, esse peso pode chegar mais cedo do que esperado. Espero eu que não muito cedo, mas Fejsa pode, eventualmente, deixar de ter a mesma qualidade que agora tem.
Então quem vai surgir para substituir a muralha sérvia? Samaris está em fim de contrato e provavelmente vai-se juntar a outra equipa a custo zero, e mesmo que ficasse, a meu ver, não tinha a qualidade necessária para substituir Fejsa e ter a mesma performance defensiva nas partidas.
Para mim e talvez para muitos outros adeptos benfiquistas, Florentino Luís tem tudo para ser o próximo trinco do Benfica.
É Florentino Luís quem segura o meio campo defensivo pela equipa ‘B’, tal como Fejsa faz pela equipa principal. Ele é a muralha intrespassável do Benfica ‘B’, e para mim será, caso a margem de progresso se venha a verificar, o trinco indiscutível da equipa A.
Florentino Luís tem sido das peças fundamentais da equipa B, e parece ter a consistência que se exige de um trinco de qualidade Fonte: SL Benfica
É um jogador que tem tudo o que se quer num trinco. Segura bem a bola, faz passes inteligentes que ‘partem’ a defesa adversária, faz cortes de bola fantásticos e sem faltas agressivas, aguenta os jogos completos, é relativamente alto e forte. Com apenas 19 anos já penso que seja uma boa alternativa ao sérvio, que ainda por mais pode lesionar-se a qualquer momento e deixar uma brecha no meio-campo encarnado. Para mim é dos jogadores que provavelmente melhor se vai mostrar ao mundo nos próximos anos, e estamos ainda para ver muito Florentino Luís de Águia ao peito.
Então e se Florentino também for vendido num daqueles negócios ‘da China’ à Benfica? Algo que até pode acontecer, mas que não convinha nada porque temos em posse um jogador de muita qualidade e que pode singrar a nível mundial e perdê-lo tão cedo antes de este se determinar (como aconteceu com Bernardo Silva, por exemplo) era fatal. Apesar de não ser conveniente é uma possibilidade, então o que se tinha que fazer caso ficássemos sem Fejsa e Florentino? Ir buscar outro jogador.
Não me parece que exista outro jogador atualmente no plantel do Benfica que tivesse a qualidade necessária para substituir a titularidade de Fejsa. Até há o ‘Pêpê’ que está emprestado ao Vitória de Guimarães, e que até tem bastante qualidade e margem de progresso, mas penso que não joga com as mesmas características e atributos de Fejsa ou de Florentino. A alternativa a Florentino teria de ser uma compra nova. Mas penso que será mesmo o jovem português a afirmar-se como titular do Benfica nos anos procedentes a uma eventual saída de Fejsa.