A abrir a terceira ronda da Liga dos Campeões, e com um ponto de diferença na tabela classificativa, Ajax e SL Benfica mediram forças no Johan Cruyff Arena pela sexta vez na história.
Os primeiros 45 minutos decorreram a um ritmo frenético, com lances de qualidade de ambas as partes. Rafa foi o primeiro a proporcionar uma excelente defesa de Onana, aos 2 minutos. Seguiu-se Seferovic (5’), com mais uma boa resposta, até o Ajax tomar conta do rumo atacante.
Nos minutos que se seguiram, os encarnados foram pressionados a um nível muito intenso, com remates sucessivos e um estilo de jogo ofensivo. Valeu Vlachodimos, que defendeu todos os remates direcionados à baliza, e Conti, que travou, em cima da linha de baliza, um remate de Dolberg (40’), na sequência de um lance aéreo.
O SL Benfica voltou a tomar conta da partida. Através de Salvio, Rafa e Seferovic, que foram incansáveis, concretizou três ocasiões de maior fulgor, que só não se transformaram em golo pela defesa bem compacta dos adversários.
A segunda parte arrancou com uma intensidade relativamente menor que a verificada na primeira. O Ajax assumiu a iniciativa atacante e obrigou Vlachodimos a várias defesas extraordinárias. O SL Benfica respondeu com os homens do costume – Rafa e Seferovic – que criaram mossa na grande área dos holandeses.
A partida manteve a mesma toada e, quando o resultado se preparava para ditar o empate, eis que, ao cair do pano, um corte desajeitado de Conti na grande área permitiu a Neres assistir para a grande área, onde a bola é cortada e chega ao lateral Mazraoui, que disparou e o esférico desviou em Grimaldo, traindo Vlachodimos para o primeiro e único golo da partida.
Um minuto depois, deu-se o apito final, com festejos efusivos da formação da casa e uma tristeza profunda para os comandados de Rui Vitória. A sorte esteve do lado dos holandeses, que levam os três pontos, e de Mazraoui principalmente, porque apareceu quando realmente era necessário.
Fruto da vitória do Bayern Munique por 0-2 na Grécia, e no fecho da primeira volta da competição milionária, o Ajax junta-se aos alemães no topo do Grupo E com sete pontos. O SL Benfica soma três e o AEK zero.
Na próxima jornada, a quarta, repetem-se os jogos desta parelha, mas em campos diferentes. O Bayern recebe o AEK, enquanto o SL Benfica volta a encontrar o Ajax, mas na Luz.
Onzes iniciais:
Ajax: Onana; Mazraoui, De Ligt, Blind e Tagliafico; Van de Beek (Neres 88’), Schone e De Jong; Ziyech, Dolberg e Tadic
SL Benfica: Vlachodimos; André Almeida, Conti, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Gedson Fernandes e Pizzi (Gabriel 79’); Salvio, Rafa Silva (Cervi 90’) e Seferovic
Na próxima quinta-feira, o Sporting Clube de Portugal recebe no Estádio José Alvalade os ingleses do Arsenal, em jogo a contar para a terceira jornada do grupo E da Liga Europa. Frente a frente, estarão os líderes do grupo E, somando ambos seis pontos.
Para esta partida diante dos gunners, o treinador leonino, José Peseiro, tem praticamente todo o plantel à sua disposição, com exceção de Bas Dost. Assim, o Sporting deverá alinhar com Salin na baliza, a defesa composta por Ristovski, Coates, Mathieu e Marcos Acuña; no meio-campo, deverá alinhar, Gudelj e Rodrigo Battaglia, com Nani à direita e à esquerda jogará Raphinha. Na frente de ataque, Bruno Fernandes jogará no apoio a Fredy Montero.
O Sporting terá pela frente o terceiro classificado da Premier League, que soma 10 vitórias consecutivas e por isso, um Arsenal num bom momento. Os gunners do Arsenal, apresentam para esta temporada um novo treinador, Unai Emery. Sendo uma equipa extremamente ofensiva, com algumas debilidades em termos defensivos, tem em Mesut Ozil, Mkhitaryan e Pierre Aubameyang como as suas principais estrelas. Por isso, perante os londrinos, o Sporting terá que fazer uma exibição de gala.
Os leões têm o maior desafio da fase de grupos pela frente Fonte: Sporting CP
A dupla jornada com o Arsenal, primeiro em Alvalade e depois no Emirates Stadium, será decisiva quando ao desfecho na liderança do grupo E. Em caso de vitória, o Sporting praticamente carimba passaporte para a próxima fase da Liga Europa.
Para vencer os gunners, os leões têm de fazer uma grande exibição, sendo muito consistente em termos defensivos, dada a qualidade do ataque dos ingleses. Por outro lado, é fundamental assumir o controlo da posse de bola, com qualidade e sobretudo ser extremamente eficaz no capítulo da finalização, aproveitando as oportunidades que conseguir construir.
Na Liga Europa o objetivo é chegar o mais longe possível, mas a equipa tem obrigatoriamente de melhorar o seu nível exibicional. Assim, o que se pede à equipa técnica e a todos os jogadores é Esforço, Dedicação e Devoção, para atingir a Glória europeia. Os sportinguistas querem poder sonhar com a Final no Estádio Olímpico de Baku.
As coisas não estão a correr bem para José Mourinho. Parece que tem perdido a essência e aquilo que nos habituou ao longo dos tempos (vitórias e títulos) se tem desvanecido. Não significa que não continue a ser um treinador de sucesso, é sem dúvida o melhor treinador que Portugal já gerou. No entanto, este oitavo lugar na Premier League deixa a direção um tanto desagradada. Também se fala que vários jogadores estão contra Mourinho e que há um ambiente negativo no balneário, o que poderá contribuir também para o insucesso desportivo. Posto isto e tendo em conta que há muitos rumores da saída de Mourinho do Manchester United FC, há outros dois portugueses em muito boa posição para ocupar esse cargo, sendo eles Marco Silva e Leonardo Jardim.
Têm ambos um percurso muito idêntico, vamos analisar a evolução de cada um e medir prós e contras para eleger o melhor treinador português de atualidade a seguir ao “Special One”.
Após um empate na Alemanha e uma vitória no Dragão frente ao Galatasaray, o FC Porto embarca para o terceiro desafio europeu na presente temporada. Desta vez, o destino é a “longínqua” capital russa, Moscovo, casa do Lokomotiv, equipa local que segue na prova com duas derrotas. As recentes visitas dos dragões à sempre “imponente” Rússia na prova milionária atribuem o favoritismo à formação comandada por Sérgio Conceição. São quatro jogos no atual formato da prova: duas vitórias do FC Porto, um empate e uma vitória da formação da casa formam o histórico de confrontos entre russos e portistas. Conseguirá o fogo do dragão “aquecer” o gélido clima moscovita?
Uma das notícias que marcou recentemente o futebol português lá fora foi a saída de Leonardo Jardim do comando técnico do AS Mónaco, após um início de época desastroso com apenas uma vitória na primeira jornada da liga francesa (3-1 ao Nantes de Miguel Cardoso).
Apesar de este início de época, o técnico madeirense deixou a sua marca no emblema monegasco, pelo futebol positivo, e principalmente pelos vários jogadores jovens que potenciou e transformou em jogadores de topo, como foram os casos de Bernardo Silva, Anthony Martial, Kylian Mbappé, Fabinho, entre outros; tendo tido como ponto alto a conquista da Liga francesa em 2016/2017.
E depois de já antes ter mostrado serviço no Sporting CP, Leonardo Jardim mostrou em França ser um treinador capaz de fazer ovos sem omeletes. Ganhou pouco, mas deu muito a ganhar ao futebol mundial. E agora que está livre, paira uma questão na cabeça de muitos adeptos portugueses: será que ele poderia regressar a Portugal?
Leonardo Jardim não deixa de ser reconhecido pelo clube francês Fonte: AS Mónaco
Infelizmente, parece-me que o seu regresso a Portugal é um cenário muito distante. Mas a verdade, é que o nosso campeonato ganharia muito com isso. O treinador madeirense possui um perfil assente na potencialização de jogadores jovens. E o que é facto, é que o nosso campeonato, seria um dos melhores da Europa (senão mesmo o melhor) para que um clube fosse bem sucedido colectivamente com um projecto deste género.
Quando um clube aplica um projecto deste género, pode produzir muitos jogadores de topo que irão andar no mapa do futebol europeu, mas perante a concorrência de clubes de topo com um orçamento muito superior e um plantel repleto de jogadores feitos, só ganhara um ou dois campeonatos a cada 10 anos. O AS Mónaco de Leonardo Jardim é um bom exemplo disso mesmo, bem como o Borussia Dortmund de Jurgen Klopp.
Mas em Portugal, onde não há nenhum clube com um orçamento astronómico e muito superior aos restantes, qualquer um dos três grandes (e não só) seria bem sucedido com um projecto do género, não só em Portugal mas também na Europa.
Como tal, o regresso de Leonardo Jardim seria um acontecimento muito rico para o campeonato português. Mas infelizmente, parece-me que tal cenário não vá acontecer tão cedo.
Quando no dia 15 de Agosto de 2016, Shaunae Miller-Uibo caía para a vitória sobre a meta, relegando Allyson Felix para o segundo lugar na final dos 400 metros dos Jogos Olímpicos do Rio, poucos terão pensado que essa poderia ter sido a última oportunidade para mais um Ouro global da atleta norte-americana, a mais condecorada atleta da história do Atletismo.
No entanto, depois de um 2017 em que falhou a revalidação do título mundial e de um 2018 praticamente inexistente, muitas são as interrogações que se levantam acerca de que Allyson Felix iremos ter naquele que será o último ciclo de eventos globais da carreira. À sua própria forma, soma-se o crescimento para outros patamares de atletas como Shaunae Miller ou Salwa Eid Naser. Mas, mesmo a nível interno, a missão de Felix não parece nada fácil e, quando nos encontramos a cerca de um ano do início dos Mundiais de Doha, a sua presença nesse evento acarreta muitas dúvidas e interrogações.
Da ‘Terra do Fogo’ pronto para incendiar a Segunda Liga
No passado verão, mais precisamente no dia 12 de junho, o Estoril-Praia Sad, emblema que fora despromovido no final da época transata à Segunda Liga, anunciou a contratação de Renat Dadashov. O avançado, de quem a generalidade dos adeptos lusos nunca tinha ouvido falar antes da sua chegada à Amoreira, que tem dupla nacionalidade – alemã e azeri – rubricou um contrato válido até 30 de junho de 2021 (segundo fonte oficial da empresa que representa o atleta, a Sports Network Consulting) e é conhecido, no seu país natal, tanto pelo seu talento inquestionável como pelas extravagâncias e conduta, por vezes, pouco profissional – são vários os casos que reportam a desentendimentos com colegas e/ou treinadores, que tem mantido ao longo da sua ainda curta carreira.
Nascido a 17 de maio de 1999, iniciou o seu percurso futebolístico no TSV Bleindenstadt e passou pelo SV Wehen Wiesbaden, emblema da cidade capital do estado de Hesse onde se destacou, antes de rumar ao Eintracht Frankfurt em julho de 2013. Nos Die Adler, Renat permaneceu por pouco tempo (cerca de um ano), já que em julho de 2014 vir-se-ia a juntar ao RB Leipzig, emblema que já o acompanhava antes de este ter completado a sua mudança para o Eintracht.
Ao serviço dos Die Roten Bullen, o promissor avançado efetuou, ao longo de duas épocas, um total de 54 jogos, tendo marcado 28 golos e feito, ainda, quatro assistências. Porém, se dentro de campo a carreira de Dadashov parecia estar bem encaminhada, o mesmo não se pode dizer do rumo que tomava fora das quatro linhas, onde o avançado também se destacava, mas pelos piores motivos, nomeadamente pela sua indisciplina. Este fator acabaria por ditar a sua saída do clube, após desavenças com um dos seus treinadores.
Acabaria por regressar ao Eintracht Frankfurt, onde voltou a evidenciar a sua apetência para o golo. No total, em duas temporadas, marcou 14 golos e realizou nove assistências em 22 partidas, e foi determinante para que a formação de sub-19 assegurasse, finda a época passada, a sua permanência na principal divisão do campeonato de juniores, a A-Junioren Bundesliga, ao apontar sete tentos e fazendo seis assistências em 12 encontros, o melhor registo apresentado por um atleta daquela equipa.
Renat Dadashov esteve em evidência, ao serviço da seleção alemã de sub-17, no Campeonato da Europa de 2016, sagrando-se o terceiro melhor marcador da prova com três golos Fonte: Deutscher Fussball-Bund (DFB)
Como joga
Renat Dadashov, 19 anos, é um avançado que se destaca pelo grande sentido de oportunidade e capacidade finalizadora. Possuidor de um remate forte e colocado, o ex-internacional jovem pela seleção alemã revela, de igual modo, uma boa leitura de jogo e integra-se de forma conveniente em combinações com os colegas. Para além disso, é um avançado que sabe explorar a profundidade, efetuando, de forma algo frequente, movimentações entre o espaço ocupado pelo lateral e centrais adversários. Por fim, de realçar a sua pujança física (1.86 metros de altura), que o tornam num jogador a ter em atenção no jogo aéreo.
Curiosidades
Dadashov nasceu na Alemanha, sendo natural de Rüdesheim am Rhein (estado de Hesse, Alemanha), cidade que integra a conhecida região vinhateira do Vale do Alto Médio Reno. Antigo internacional pelas camadas jovens da seleção germânica, disputou um total de 21 encontros (repartidos pelos escalões de sub-16 e sub-17), nos quais marcou 17 golos.
Na altura em que se confirmou a sua mudança para o RB Leipzig (com, apenas, 15 anos), a imprensa alemã chegou a especular que a mesma se deu por motivos de natureza financeira, designadamente por passar a auferir 2500 euros por mês, um montante dez vezes superior ao que recebia no Eintracht Frankfurt.
Diz-se que terá recebido da parte da Associação de Federações de Futebol do Azerbaijão – AFFA, uma quantia a rondar o milhão de dólares líquidos bem como uma habitação, para que escolhesse representar a seleção A daquele país, nação de onde são originários os seus progenitores. Estreou-se, com somente 18 anos, pela Milli, seleção A do Azerbaijão, a 4 de setembro de 2017, num encontro diante de São Marino.
Consta que, na origem da suspensão do contrato que o vinculava até junho de 2020 ao Eintracht Frankfurt, esteve a agressão a um colega durante uma sessão de treinos da formação de sub-19 dos Die Adler.
Mais uma semana, mais um resumo. Os destaques principais vão para a importante vitória europeia do Hóquei em Patins, as duas vitórias do Ténis de Mesa feminino na estreia no Campeonato Nacional e a conquista do Torneio de Abertura por parte do Râguebi feminino. Pela negativa surgem as derrotas do Futsal e Voleibol masculinos, assim como o empate do Futebol feminino. Eis o resumo, o mais completo possível:
Basquetebol em Cadeira de Rodas- O Sporting CP iniciou o Campeonato Nacional com um triunfo por 46-34 na recepção à APD Leiria. Segue-se a deslocação ao reduto da APD Paredes.
Carambola- O Sporting CP venceu o CB Eborense por 4-0 na primeira jornada do Torneio de Abertura. Na próxima jornada os Leões defrontam o CBA.
Futebol feminino- As Bicampeãs Nacionais não foram além de um empate a uma bola na deslocação ao recém-promovido CS Marítimo, com ambos os golos a surgirem na segunda parte: Ana Capeta colocou as Leoas em vantagem, mas aos 80 minutos Telma Encarnação restabeleceu a igualdade. A turma de Alvalade prepara agora a recepção ao CA Ouriense, agendada para as 15 horas de 28 de Outubro, Domingo.
Futebol masculino- O Sporting CP venceu o GS Loures por 1-2 na terceira eliminatória da Taça de Portugal. Bruno Fernandes e Nani marcaram para os Leões, enquanto que Mário Júnior marcou o golo da formação de Loures. Segue-se uma dupla recepção: ao Arsenal FC pelas 17h55 de Quinta-Feira, 25 de Outubro, e ao Boavista FC pelas 20 horas de 28 de Outubro, Domingo.
Futsal feminino- As Leoas golearam o GD Valverde por 9-1 na quarta jornada do Campeonato Nacional, com golos Íris Silva (três), Débora Quiroz (dois), Jéssica Cordeiro (dois) e Cristiana Oliveira (dois). Pelas forasteiras marcou Rute Duarte. Segue-se a deslocação ao Pavilhão da Escola Aristides Sousa Mendes, casa do UA Povoense, estando a partida marcada para as 19 horas de 27 de Outubro, Sábado.
Futsal masculino- Os Tricampeões Nacionais venceram o CD Burinhosa por 7-1 e perderam diante do SL Benfica por 4-1. Na próxima jornada os comandados de Nuno Dias recebem o SC Braga, pelas 14h30 de 27 de Outubro, Sábado, no Pavilhão João Rocha.
Hóquei em Patins conquista vitória na Raça! Fonte: Sporting CP
Hóquei em Patins- Os Campeões Nacionais entraram na Liga Europeia com uma vitória sofrida por 2-1 diante dos italianos do H Forte dei Marmi. Federico Ambrosio colocou os forasteiros na frente ao converter um livre directo, mas Gonzalo Romero marcou o seu primeiro golo de Leão ao peito, restabelecendo a igualdade com que se atingiu o intervalo. Na etapa complementar a partida continuou muito dividida, mas com a turma de Alvalade a criar as melhores ocasiões, acabando o golo por surgir a 13 segundos do fim por intermédio de Toni Pérez numa excelente execução técnica após assistência de Pedro Gil. Seguem-se dois jogos para o Campeonato Nacional: a deslocação ao recinto do Riba D’Ave HC pelas 21 horas de 24 de Outubro, Quarta-Feira, e a recepção ao SC Tomar no dia 28 de Outubro, Domingo, pelas 17h30, no Pavilhão João Rocha.
Pólo Aquático- Os Leões perderam diante do RC Fluvial Portuense por 4-18 na primeira jornada do Campeonato Nacional. Na próxima jornada a turma de Alvalade recebe o CN Povoense.
Pool feminino- As Leoas venceram o PC Azambujense por 0-2 na jornada inaugural da 1.ª Fase do Campeonato Nacional. Na próxima jornada o Sporting CP recebe o SNKC Lisboa.
Râguebi feminino- As Bicampeãs Nacionais venceram o Torneio de Abertura, fruto dos seguintes resultados:
Sporting CP 65-0 CR São Miguel/CR Évora
Sporting CP 38-7 RC Bairrada
Sporting CP 12-5 SL Benfica
Ténis de Mesa feminino- Estreia triunfante no Campeonato Nacional da I Divisão! Na jornada dupla nos Açores as Leoas venceram o GDCP Madalena e o GD Toledos por 0-4, liderando a tabela classificativa com oito pontos somados. Segue-se mais uma jornada dupla, mas com uma característica diferente: Sábado, 27 de Outubro, o Sporting CP recebe os franceses do TT Saint Quentinois pelas 16 horas na terceira jornada da European Champions League Women e Domingo, 28 de Outubro, a recepção é ao Ala Nun’Álvares a contar para a terceira jornada do Campeonato Nacional, estando o início do encontro agendado para as 15 horas.
Voleibol feminino- As Leoas venceram o FC Infesta por 0-3 (16-25; 20-25; 20-25) na quarta jornada do Campeonato Nacional da II Divisão. Na próxima jornada a formação orientada por Rui Pedro Costa defronta o CV Lisboa pelas 17 horas de Domingo, 28 de Outubro, no Pavilhão da Escola Sophia de Mello Breyner.
Voleibol masculino- Os Leões perderam diante do SL Benfica por 2-3 (25-22; 22-25; 27-25; 23-25; 10-15) na quarta jornada do Campeonato Nacional. Segue-se a jornada dupla nos Açores, com os Campeões Nacionais a defrontarem o Clube Kairós no Sábado, 27 de Outubro, pelas 18 horas, e a AJ Fonte do Bastardo no Domingo, 28 de Outubro, pelas 17 horas.
Coates tem sido, ao longo desta época, um dos jogadores que mais vontade e ambição tem demonstrado nos jogos já disputados. O defesa leonino tem todas as qualidades que se podem querer num central: forte no cabeceamento e no desarme em lances de um para um, bom posicionamento defensivo, inteligente e com qualidade técnica para sair a jogar.
No entanto, há um aspeto no jogador uruguaio que há já algum tempo tenho vindo a observar: o seu papel ofensivo em situações de desvantagem.
Não raras foram as vezes que os treinadores, antes Jorge Jesus e agora José Peseiro, se têm servido de Seba Coates para procurar o golo nos últimos minutos do encontro. Arrisco-me a dizer que, na ausência de Bas Dost, o uruguaio é o melhor ponta de lança do plantel. Obviamente que estou a hiperbolizar, mas o jogador mostra um forte rendimento nas subidas ao último terço.
Esta imagem não é estranha aos adeptos sportinguistas Fonte: Sporting Clube de Portugal
Verifiquemos as estatísticas: na época passada, Coates apontou cinco golos em todas as competições. Esta época, marcou apenas um na liga, mas tal acontece porque o Sporting só esteve em desvantagem com equipas de menor valia nos últimos minutos apenas por uma ocasião, em Portimão, onde curiosamente apontou seu único golo (o Sporting CP perdeu com SC Braga e Portimonense). Comparando-o com Montero, o colombiano apontou apenas mais um golo, tendo dois golos na conta pessoal para o campeonato.
Sebastian Coates tem aquilo que, com a ausência de Bas Dost, falta ao Sporting no ataque: altura, bom jogo aéreo e agressividade no ataque à bola. Numa época em que a equipa leonina insiste no futebol direto e na realização de vários cruzamentos, muitas vezes sem nexo, Montero não se consegue encaixar, pois, apesar de ser um jogador com qualidade técnica, não tem os atributos necessários que se enquadrem num estilo de jogo que privilegie o “pontapé para a frente’’.
Em conclusão, o uruguaio será sempre uma dor de cabeça para a defesa adversária devido à agressividade e bom jogo de cabeça que incute cada vez que um cruzamento lhe é direcionado. Para além disso, a sua presença no ataque abre espaço a outros jogadores, que fruto da marcação ao central por parte dos adversários, se encontrarão soltos. Fiquei surpreso quando, no jogo frente ao Portimonense, José Peseiro optou primeiro pelo avanço de André Pinto e só depois de Coates. Pareceu revelar aí alguma falta de conhecimento dos jogadores que têm à disposição, mas isto sou apenas eu a especular. Quando finalmente Coates subiu, em poucos minutos fez um golo. Dá que pensar.
O Giuseppe Meazza, completamente esgotado, foi o palco de mais um Derby della Madonnina. Um encontro que parecia destinado a acabar sem golos, tal era a falta de ideias de ambas as equipas, até que aos 90 minutos, o melhor número 9 do mundo fez explodir os milhares de nerazzurri nas bancadas.
Para quem acompanha regularmente, ou até pontualmente, este FC Internazionale de Milão de Spalletti não ficou surpreendido com a qualidade do futebol apresentado (muito baixo), mas ficará a pensar como é possível esta ser a sétima vitória consecutiva.
Equipas Iniciais
No lado do Inter, sem surpresas, Spalletti montou a equipa em 4-2-3-1. Tendo em consideração que Gagliardini, João Mário e Miranda não contam ou são opções B para o treinador, a equipa estava na máxima força.
Já Gennaro Gattuso, que deve ter ficado orgulho com a entrada de Biglia sobre Nainggolan, também não realizou alterações à forma de jogar habitual. O já clássico 4-3-3, no papel, que se organiza em 4-1-4-1 quando os adversários têm a bola.
O nível seguinte do “Derby rasgadinho”
Hoje, a grande maioria das equipas inicia, ou tenta, a construção desde trás. Agora se eu e o leitor arranjarmos mais nove amigos, também somos capazes de sair a jogar desde trás, desde que ninguém nos pressione. O AC Milan tentou, desde cedo, começar a organizar os seus ataques através dos centrais e de Donnarumma, mas assim que o adversário os pressionava, os Rossoneri rapidamente perdiam a bola.
A pressão nerazurra era eficaz, não só por alguma incapacidade dos adversários em resistir a essa pressão e sair em tabelas e combinações curtas, mas também porque saia beneficiada pela própria estrutura 4-2-3-1 de Luciano Spalletti, permitir pressionar com 4 homens. O que frente à primeira linha do Milan, para iniciar a construção, de quatro homens obrigava-os a bater constantemente a bola na frente.
Fonte: Sport TV
Já Gattuso, esteve sempre algo reticente em pressionar o Inter com alguma agressividade, optou por manter a equipa em um bloco médio, assim não foi estranho que nos primeiros 15 minutos o conjunto de Spalletti teve a bola durante sete minutos, enquanto o Milan apenas durante três minutos e meio. Apesar desse tempo com bola, pouco ou nada de valor foi criado.
O jogo consistiu, durante os primeiros minutos, em disputas, faltas.
Como já abordei, em um artigo anterior, grande parte do jogo do Inter é baseado em cruzamentos. Ontem, mais uma vez, os nerazurri carregaram no momento de cruzar a bola.
Fonte: WhoScored.com
O Inter é uma formação algo rígida na forma como procura agredir o adversário, ataca quase sempre da mesma forma (Cruzamentos) e muitas vezes nota-se alguma falta de criatividade.
Agora, quem é que pode dizer a Spalletti:
“Ouça, isto de cruzar a bola é muito giro, mas é tremendamente ineficaz! E no longo prazo, se é para a equipa chegar a algum lado, é necessário construir outras dinâmicas”.
O treinador italiano, pode responder mostrando o seguinte lance:
Verdade seja dita que nessa forma de atacar, ainda que ineficaz, o Inter é muito competente e procura fazer de tudo para maximizar e potencializar ao máximo Mauro Icardi. Vecino, Radja, Perisic/Politano, ocupam também a zona de finalização, em resposta aos cruzamentos, e aproveitam segundas bolas, cortes ineficazes para fazer golo.
Fonte: Sport TV
Vemos como também o lateral do lado oposto também se aproxima da grande área do adversário, para ganhar possíveis segundas bolas ou/e evitar o contra-ataque do adversário. Também Brozovic, que não aparece na imagem, se aproxima pelo corredor central. Tudo isto permite ao Inter ganhar muitas vezes a bola novamente, depois do adversário limpar, e manter-se no processo ofensivo.
Isto, e a saída de Radja, contribui para que fosse o Inter a ser cada vez mais, mas muito devagar, o dono do jogo. Tal era a dificuldade do Milan em sair de dentro da sua área.
Não teve a oportunidade de ver a segunda parte? Veja a primeira duas vezes e está feito.
Fonte: Serie A Tim
Basta observar o mapa de ação de ambas as equipas, na primeira e na segunda parte, para concluirmos que os segundos quarenta e cinco minutos não trouxeram nada de novo. Esperava-se, pelo menos eu, que Borja assumisse uma postura com maior risco, procurando receber a bola de Brozovic no espaço entre linhas, junto a um dos corredores para criar situações de superioridade, mas … nada.
A incapacidade, do Inter penetrar pelo corredor central, levou a equipa em circular a bola em U interminavelmente. De um lateral para o outro, de Brozovic depois pelos centrais, a bola movia-se, mas não avançava. O Milan tinha tempo de ajustar a posição do seu bloco ao deslocamento da bola.
Marcelo Brozovic, tocou na bola 123 vezes. Para se ter uma ideia da dimensão do valor, Icardi tocou na bola 15 vezes (e deu os três pontos). O croata, como qualquer outro jogador, pode tocar na bola 300 vezes, mas se as suas intervenções se resumirem a passes para os lados, dentro do seu meio campo, de nada vale à equipa.
Fonte: WhoScored.com
O problema não é de Marcelo Brozovic, mas da falta de ideias da equipa, que está apenas e só focada em cruzamentos.
Eu não percebo nada disto, mas alguém percebe?
Icardi deu os três pontos, com uma ajuda de Donnarumma, mas o Inter voltou a não jogar nada de especial. E não jogando nada de especial, leva sete vitórias consecutivas.
Um jogo destinado ao 0-0; uma equipa destinada a? Ajudem-me