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SG Sacavenense 1-3 CD Aves: Para passar em Sacavém, é preciso sofrer

O detentor da Taça de Portugal, o Desportivo das Aves, prossegue na ‘Prova Rainha’ do futebol português após uma visita complicada ao terreno do Sport Grupo Sacavenense, equipa que disputa a série D do campeonato de Portugal. Os avenses nunca estiveram em desvantagem na partida, mas a partida no Complexo Desportivo Elias Pereira, em Sacavém (de relvado sintético) esteve longe de estar resolvida.

Fez-se Taça durante 90 minutos. Pouco depois do inicial, tínhamos o conhecido narrador de futebol – Nuno Matos – a equiparar, por brincadeira no seu relato em direto, o Sacavenense e o Desp. das Aves ao Milan e ao Paris Saint-Germain, respetivamente, devido à cor das camisolas. De facto, foi uma partida em que vimos os detentores da Taça a comportarem-se como uma equipa grande e a mostrar superioridade perante o Sacavenense que mostra ter vários argumentos no seu estilo de jogo para se agigantar.

A peça chave do Sacavenense na primeira parte foi camisola 16, Ivo Braz. O extremo esquerdo da equipa da casa fez várias incursões para dentro da área do Aves e ia causando algum perigo. A bola chegava a este jogador pelo solo e também pelo ar, especialmente do lado do oposto do campo, em que estava o lateral direito – Rui Martins – a passar longo. O jogo era virado constantemente.

As oportunidades foram surgindo para as duas equipas, mas as centenas de pessoas presentes no campo do Sacavenense deram sempre o parecer de que a equipa pelo qual puxavam estava a fazer e melhor. No entanto, “bate a realidade” e tudo muda com o Aves a abrir o marcador. Rodrigo bate o livre do lado direito para o primeiro poste, onde estava o defesa central Diego Galo para cabecear certeiro (0-1) aos 33 minutos.

Ivo Braz foi o autor do grande golo do Sacavenense e mereceu o aplauso da tarde
Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede

Quando parecia que o Desportivo das Aves ia dominar o resto do jogo, eis que o Sacavenense começa a verdadeira demonstração de não deitar a toalha ao chão. No minuto seguinte ao golo, livre do meio campo para a área dos avenses e Diogo Duque cabeceia do segundo poste para uma defesa apertada de André Ferreira. O público do Sacavenense levanta-se dos seus lugares com uma euforia que iria bater recordes na jogada seguinte.

A equipa de Sacavém roubou a bola a Derley no meio campo – onde ficou a pedir falta e muito queixoso do braço – e partiu para um contra-ataque. A bola chegou, novamente, a Ivo Braz que, do lado esquerdo da área do Aves, fez uma roleta à Zidane espetacular para contornar Rodrigo e rematou para um golo que jamais irá esquecer (1-1). André Ferreira ainda defendeu, mas a bola foi para dentro da baliza e estava restabelecido o empate, após um golaço que certamente será viral. A equipa técnica do Aves ainda esteve também a pedir fora de jogo neste lance, antes do movimento técnico de Ivo.

Apesar de o Sacavenense mostrar que ia jogar olhos nos olhos contra o adversário da Primeira Liga, o Desportivo da Aves foi mantendo a sua estratégia ao longo da partida. Derley era a referência na frente de ataque, mas veio diversas ao meio campo para recolher a bola e projetar os extremos Amilton e Mama Baldé que iam sempre trocando de corredor. Desta forma, o Aves chegou ao 1-2 aos 41’ com Mama Baldé, pelo lado esquerdo, a assistir para Derley que cabeceou para o fundo das redes de Cardoso.

A segunda parte chegou e o jogo continuou a ser muito intenso, com a maioria da multidão em Sacavém a torcer, claro, pelo Sacavenense. Muitas bolas disputadas a meio campo, várias disputas e cortes de bola pelas alas, bem como oportunidades de parte a parte com maior e menor perigo.

Equipa do Sacavenense aproveitou pausa no jogo para beber água e comer… bananas!
Fonte: Francisco Correia/Bola na Rede

Ivo Braz tinha sido, entretanto, substituído por Luís Mota que também mostrou ser uma das armas do ataque da equipa de Bruno Dias. No entanto, o guarda-redes escolhido por José Mota nesta partida da Taça, André Ferreira, mostrou claramente que mais nenhuma bola iria passar na baliza do Aves.

O conjunto de Sacavém esteve nos últimos 15 minutos praticamente dentro do meio campo do Desportivo das Aves e a ansiedade aumentava. Já para lá do tempo regulamentar, o Sacavenense beneficia de um livre do lado direito da área do Aves e Bruno Dias manda toda a equipa subir, incluindo o guarda-redes Cardoso. A finalidade da bola parada não foi a esperada e o Desportivo da Aves conseguiu correr com a bola até à despida baliza da equipa da casa. Nildo remata sem problemas para fechar o resultado em 1-3 momentos antes do apito final.

O Sacavenense já não perdia em casa para jogos oficiais desde o dia 3 de dezembro do 2017, altura em que perdeu 0-1 frente ao Loures. Apesar da derrota, os homens de Bruno Dias provaram nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal que o seu reduto é uma autêntica muralha, quer na competição que disputa, o Campeonato de Portugal, quer em outras competições que vai lutando para ter a oportunidade de participar. Já o Desportivo das Aves, pode continuar a sonhar em marcar nova presença (e consecutiva) na final do Jamor.

Onzes iniciais:

SG Sacavenense – Cardoso; Fernando Almeida, Diogo Duque, André Pires e Diogo Martins;  João Job (Luther King 83′), Carlos Saavedra (Rui Martins 70′) e Joel Neves; Xavier Fernandes, Ivo Braz (Luís Mota 57′) e Iaquinta.

CD Aves – André Ferreira; Rodrigo Soares, Rodrigo Defendi, Diego Galo e Nélson Lenho; Vitor Gomes, El Adoua e Fariña (Braga 60′); Mama Baldé (Nildo Petrolina 71′), Amilton (Tong Lee 90+4′) e Derley.

 

AD Limianos 0-2 SC Covilhã: eficácia beirã exemplar

A Associação Desportiva “Os Limianos” entrou em campo pela terceira vez nesta edição da Taça de Portugal. Depois de surpreendentemente elimianar o CD Mafra, a equipa de Ponte de Lima recebeu mais uma equipa da Segunda Liga, desta vez o SC Covilhã.

A primeira parte não teve grande história para além dos dois golos que ditaram o resultado final. E tirando os remates certeiros de Adriano e Makouta, poucos lances foram dignos de registo. A partida foi assim mesmo, cinzenta, com pouco brilhantismo e o SC Covilhã garantiu os serviços mínimos na entrada em prova.

Logo aos seis minutos os visitantes chegaram ao golo. No primeiro lance de perigo da partida, Caio Quiroga recuperou a bola à saída do seu meio-campo, aguentou a pressão de Micka e rasgou a defesa adversária com um passe a isolar Adriano. Com Bruno pela frente, o camisola ‘7’ fintou-o e rematou para a baliza quase deserta. Estava inaugurado o marcador e quando se esperava que a equipa da casa fosse atrás do resultado e, com isso, animasse o jogo, o ritmo caiu e a bola era trocada de pé para pé, sem verticalidade alguma e rara aproximação à baliza de São Bento.

Só aos 16 minutos os limianos criaram perigo. De longe, Ricardo Silva rematou forte, por cima, depois de recuperar a bola cortada pela defesa contrária. Quatro minutos depois, e sem muito fazer por isso, os comandados de Filó chegaram ao segundo golo. Micka falha a ligação com Cláudio Borges e Deivison e Adriano iniciam uma série de passes entre si que termina com um corte do central limiano. Oportuno, Makouta aproveitou que ninguém se apoderou da bola e disparou de primeira, em arco, para um belo golo.

Até ao intervalo, a equipa da casa tomou conta da bola, mas não mais que isso. Todos os jogadores se envolveram numa posse inconsequente, nada produtiva e vazia de ideias. Em desespero, os cruzamentos nunca ultrapassavam o defesa lateral opositor e só de longe conseguiam almejar a baliza do SC Covilhã. Exemplo disso foi o remate disparatado de Rui Magalhães à passagem da meia hora de jogo. Os atacantes canarinhos estavam bastante desligados da linha média; Elivelton passou todo o jogo sozinho, na frente, a batalhar, sem sucesso, para segurar a bola entre os dois centrais.

A defesa beirã esteve imperial nas bolas paradas; nem pelo ar os da casa incomodaram
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

Para a segunda parte voltaram os mesmos ‘onze’ iniciais de ambos os lados, mas a disposição parecia diferente. Agora, com mais sofreguidão no assédio à baliza contrária, a AD Limianos chegava mais vezes à zona de finalização, mas com o mesmo desfecho da primeira parte.

Aos 54 minutos, Ricardo Silva adivinhou o passe de Adriano, intercetou-o e encaminhou-se para a baliza, mas o remate saiu desviado para canto. Na resposta, Deivison mostra-se ao jogo, tocou de calcanhar e isolou Rick Sena que rematou forte, mas ao lado do poste direito.

Aos 68 minutos, o recém-entrado Iano mostrou que queria mexer no jogo e na primeira intervenção, sem grande preparação, testou a atenção de São Bento, que permanecia espectador até então. Aos 70 minutos, novamente Iano em destaque; descobriu Alvinho na profundidade e o cruzamento do brasileiro ia teleguiado para Cláudio Dantas. Só o corte providencial de Rafael evitou que Cláudio reduzisse.

Dois minutos depois, Cláudio Dantas voltou a obrigar São Bento a aplicar-se. Destaque ainda para aquela que podia ser a assistência de Iano, depois de ‘matar’ a bola de peito e servir o camisola ‘77’ de calcanhar.

Numa altura em que os visitantes já jogavam mais com o relógio e com as picardias pessoais, Micka falhou a receção de um passe desmedido e Onyeka ia aproveitando a descompensação adversária. Valeu a fantástica recuperação e oposição de Touré, a retardar a definição do avançado. Aos 87 minutos surgiu a melhor jogada dos visitantes. Sem nunca apresentar um futebol fantástico, mas suficiente para o adversário em causa, o SC Covilhã não marcou golo na melhor jogada que construiu. Pela esquerda, Henrique galgou todo o corredor e evitou os dois adversários que se lhe opuseram. Já perto da linha final, serviu Adriano que falhou escandalosamente em cima da linha de golo.

Ainda antes do final, mais uma oportunidade para os visitantes. Com a AD Limianos totalmente virada para o ataque, Cláudio Dantas falhou a interceção de um alívio e acabou por deixar Onyeka isolado. Contudo, o camisola ‘99’ enrolou-se com a bola e permitiu que Bruno Santos demovesse a sua tentativa de marcar.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Alvinho, Touré, Cláudio Borges e Vítor Sousa (Chiquinho, 75’); Micka, Luan Sérgio e Rui Magalhães; Nandinho (Cláudio Dantas, 63’), Ricardo Silva (Iano, 63’) e Elivelton.

SC Covilhã: São Bento; Henrique, Rafael, Jaime e Gilberto; Miranda, Quiroga e Makouta (Neto, 81’); Rick Sena (Bonani, 71’), Adriano e Deivison (Onyeka, 73’).

GD Estoril Praia 1-1 CD Tondela (3-4 g.p.): Eficácia de primeira supera a de segunda

Defrontaram-se, neste inicio de tarde, o GD Estoril Praia e o CD Tondela, num jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. Um duelo de primeira e segunda liga iria ditar quem seguiria em frente na Prova Rainha. As duas equipas vinham ambas de um empate nos respetivos escalões e, nesta tarde, no estádio Coimbra da Mota, só uma equipa podia seguir para a próxima fase. No fundo, era um jogo de tudo ou nada.

A partida até começou com um Estoril a ter mais iniciativa de jogo e com um Tondela mais recuado, mas a situação inverteu-se ao longo do primeiro tempo. Marcado também por muitas disputas de lance, principalmente a meio-campo, a equipa do Tondela conseguiu levar a vantagem em muitos destes duelos. Sérgio Peña foi essencial neste sentido. O médio ofensivo impôs o seu jogo e foi preponderante para o domínio da sua equipa em grande parte do tempo. Muitas foram as vezes em que o jogador foi buscar jogo atrás, servindo para fazer ligação entre defesa e ataque.

A primeira parte foi bem disputada, sim, mas desengane-se quem acha que, por isso, a mesma foi cheia de oportunidades de golo. Até pelo contrário. Poucas foram as oportunidades flagrantes para ambas as equipas, acabando o primeiro termo com o nulo para os dois emblemas.

Durante o intervalo, as equipas recarregaram baterias e entraram a todo o gás. O que faltou na primeira parte, surgiu logo nos primeiros instantes da segunda: cheiro a golo! A equipa do Estoril, à semelhança do primeiro tempo, entrou melhor e foi mesmo a que se adiantou primeiro no marcador. O lance surge de uma excelente iniciativa de Filipe Soares, que ganha a bola a meio-campo e, em combinação com Sandro Lima dentro da área, faz uma excelente jogada. O número 91 estorilista cruza para o primeiro poste, onde aparece Aylton a encostar para dentro da baliza. Aos 58 minutos, a equipa da linha adianta-se no marcador.

O Tondela reage bastante bem e obriga o guarda-redes da casa a três grandes defesas depois do golo sofrido. Água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura. E foi mesmo assim: depois de uma grande resposta por parte da equipa de Pepa, o Tondela restabelece a igualdade. A jogada começa com um cruzamento de Murillo para a área. Lance muito confuso, mas Tomané converte e impõe a igualdade no marcador. Os dois homens saltaram do banco e, desde logo, mostraram serviço ao terem elaborado a jogada que dá o golo do Tondela.

Imposta a igualdade, não faltaram excelentes jogadas protagonizadas pelos dois conjuntos. As duas equipas deram espetáculo nos restantes minutos da partida, contudo, nenhuma delas conseguiu concretizar as ocasiões. Verdade seja dita: os guardiões de ambos os emblemas muito contribuíram para que isso acontecesse. Apesar de haver um ligeiro ascendente na partida por parte do Tondela, o 1-1, aos 90 minutos, aceita-se. Ficou, então, tudo em aberto e restava às duas equipas medir forças no prolongamento.

Para lá dos 90 minutos, quer a equipa de Luís Freire, quer a equipa de Pepa, entraram bastante comedidas em relação à segunda parte. Os dois conjuntos mostraram um jogo muito contido que passou muito por ter posse de bola. Ainda assim, a equipa da casa foi a que mostrou mais atrevimento (ainda que pouco), mas de nada serviu visto que, findo a segunda parte do prolongamento, nada estava decidido. A partida teve mesmo de ser resolvida através dos pontapés de grande penalidade.

O jogo acabou empatado durante os 120 minutos e teve mesmo de ser decidido através das grandes penalidades, onde o Tondela levou a melhor
Fonte: Bola na Rede

Na marca dos 11 metros, quem levou a melhor foi o Tondela, mostrando-se mais competente. Dois jogadores do Estoril, Marco António e Furlan, falharam na concretização das grandes penalidades e isso ditou a eliminação da sua equipa na taça. O sonho da Prova Rainha fica por aqui para o Estoril. Resta agora aos estorilistas sonhar com a subida de divisão e esperar também que possam fazer estragos na Taça da Liga.

Onzes Iniciais:

GD Estoril Praia: Igor, Filipe Soares, João Vigário (Subst. Furlan), Gustavo Costa (Subst. Marcos António), Gonçalo Santos (Subst. Pedro Queirós), Diakhité, Roberto, João Pedro, Wallyson, Aylton (Subst. Dadashov), Sandro Lima.

CD Tondela: Cláudio Ramos, Ícaro, Xavier (Subst. Jaquité), Helder Tavares, Delgado, Peña (Subst. Murillo), João Reis, Ricardo Costa, David Bruno (Subst. Tomané), Arango.

5 pontas-de-lança para colmatar a lesão de Aboubakar

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Aboubakar lesionado até ao final da época. André Pereira ainda não mostrou ser uma opção sólida para a frente do ataque. Adrián López fez um brilharete contra o SC Vila Real, mas pode não estar preparado para ter o mesmo rendimento na Liga NOS. Resta-nos apenas Moussa Marega e Tiquinho Soares, que à partida serão titulares em quase todos os jogos. Será que o FC Porto necessita mesmo de ir ao mercado de transferências de janeiro em busca de um matador de serviço?

Tendo em conta que o FC Porto atravessa um período de alguma austeridade financeira e é quase obrigado a diminuir nos gastos, elaboramos uma lista de pontas-de-lança que esta época estão em grande e alguns são mesmo os melhores marcadores das ligas onde jogam.

SL Benfica 4-1 Sporting CP: leões voltam a perder na fase regular

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SL Benfica e Sporting CP entravam para esta jornada separados por dois pontos, com vantagem para as águias devido ao surpreendente empate dos leões contra a Quinta dos Lombos, no pavilhão João Rocha.

A partida tinha todos os condimentos adjacentes a uma partida deste nível: pavilhão praticamente cheio (apesar de se encontrar despido no início do encontro, as pessoas foram entrando no decorrer da primeira metade), arbitragem de elevado nível (o árbitro nomeado foi Eduardo Coelho, sobejamente reconhecido como um dos melhores árbitros europeus), muito apoio nas bancadas, as já habituais provocações entre adeptos rivais e algum nervosismo nos jogadores encarnados e leoninos.

O jogo começou equilibrado, com ocasiões para os dois lados, ligeiro ascendente do Benfica porque jogava no pavilhão da Luz perante os seus simpatizantes e sócios. Esse ascendente foi confirmado com dois golos na primeira parte, um de Fernandinho e outro de Fitz, num desvio oportuno após um remate de Diego Roncaglio, um verdadeiro guardião das redes encarnadas, e que hoje fez uma exibição magnífica, sempre a encher a baliza e exímio a jogar com pés. Roncaglio defendeu praticamente tudo, tirando um remate de Leo, muito forte e indefensável.

Chegamos assim ao intervalo com uma vantagem mínima de 2-1, prometendo bastante para a última metade de jogo. Depois de um recomeço na mesma toada do primeiro tempo, o Benfica ia dilatar a sua vantagem, através de um golo de Fernandinho.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Os verdes e brancos eram obrigados a apostar tudo no guarda-redes avançado, a cerca de quatro minutos do fim, e os encarnados aproveitaram para ampliar o marcador, através do inspirado Fernandinho, que completou o hat-trick com uma execução bastante mais fácil que as outras, dado que a baliza estava completamente deserta.

Com este quarto golo, o jogo ficou decidido e até ao fim foi só gerir os acontecimentos, apesar de um punhado de ocasiões para o Sporting, sempre travadas pela assombrosa exibição de Diego Roncaglio ou por clara desinspiração dos seus executantes, como foi o caso de uma falha incrível do pivot Dieguinho, completamente isolado perante o guarda-redes benfiquista, atirou para “as nuvens”.

Com este triunfo saboroso, o Benfica aumenta para cinco pontos a vantagem sobre o seu rival direto, 18 contra 13, quando apenas estão cumpridas seis jornadas. O Sporting já não perdia desde 21 de Outubro… de 2015 (!), um registo absolutamente extraordinário que foi quebrado precisamente três anos depois.

Força da Tática: Vitória Blaugrana mas temos de falar de Arthur


O FC Barcelona, com a liderança do campeonato em jogo, recebeu em Camp Nou o Sevilla FC. Em caso de vitória, era a primeira Blaugrana, para o campeonato, nos últimos cinco jogos. Em contraste com essa situação, os Rojiblancos podiam alcançar a quinta vitória consecutiva.

Equipas Iniciais

Ernesto Valverde apostou no habitual 4-3-3. Na defesa, Lenglet e Piqué ocuparam o centro da defesa, com a companhia de Alba (Esquerda) e Semedo (Direita). Arthur, “empurrou” Coutinho para a linha mais avançada, fez com Busquets e Rakitic o trio de meio campo. Nessa linha mais avançada, para além do referido Coutinho, os habituais Suárez e Messi.

Foi uma exibição muito sólida, por parte do Barcelona, onde o golo madrugador de Coutinho surpreendeu o Sevilla e comprometeu, em certa medida, a estratégia que Pablo Machín tinha pensada.

Machín voltou a apostar na parceria André Silva e Yedder na frente, uma solução que vê Mesa perder cada vez mais espaço na equipa. Um 3-5-2, onde Banega assume o papel de protagonista, bem no coração da equipa Rojiblanca.

Arthur | Pasito a Pasito

Arthur Henrique Ramos de Oliveira Melo, ou simplesmente Arthur, é um nome cada vez reconhecido pelos fãs de futebol, pela Europa. O Brasileiro, ex-Grémio FBPA, ainda nem tinha aterrado na Catalunha, já estava a ser comparado a Andres Iniesta. Curiosamente, ou não, o clube Blaugrana deu ao jovem de 22 anos, a mítica camisola oito. “Sem pressão garoto”.

A entrada na equipa, têm sido realizada gradualmente, mas depois de um período menos bom a nível de resultados, Arthur aproveitou o número crescente de minutos para se fixar no lado esquerdo do meio campo. Para essa fixação, muito contribui a exibição que realizou em Wembley, no seu primeiro jogo na Liga dos Campeões.

Ontem, em Camp Nou, voltou a ser aposta no onze inicial de Ernesto Valverde relegando para o banco dos suplentes Dembélé, Vidal e Sergi Roberto. Proponho olhar para alguns aspetos da exibição de Arthur, que fazem antever uma época onde o Brasileiro pode assumir um papel de destaque que não se esperava, pelo menos na primeira época.

Arthur | Importância Tática

Renato Gaúcho, treinador do Grémio, utilizava Arthur mais como médio defensivo do que como um médio interior. Contudo, a sua inteligência tática e qualidade de passe são inegáveis e mais potencializadas jogando como médio interior, do que como médio mais recuado. Para além de que, em Barcelona, o meio campo é Busquets e +2.

É potencializada, a qualidade de passe, e afigura-se como um casamento perfeito com o comportamento sem bola dos novos companheiros. Jogadores como Coutinho, Suárez, Dembélé, Alba, muito bons nos movimentos de exploração das costas da defesa adversária, apresentam-se como os recetores perfeitos para os tipos de passes que Arthur mais gosta de realizar. Essa habilidade, em transformar situações de posse de bola em claras oportunidades de golo, é um ponto muito forte na defesa do valor gasto pelo Barcelona na contratação do brasileiro.

Arthur | Resistente à pressão

A qualidade técnica não está apenas presente no capítulo do passe. Quando o jogo não lhe dá limões, não procura fazer limonadas, que é tão ou mais importante do que conseguir fazê-las quando têm limões à disposição.

Calmo, equilibrado e tecnicamente evoluído, são qualidades que o transformam em uma peça resistente à pressão, que mais uma vez, perfeito para o tabuleiro Blaugrana.


Fonte: Eleven Sports

Não é estranho o vermos ultrapassar e driblar adversários com facilidade, mas havia algumas dúvidas sobre a sua capacidade de o fazer em zonas recuadas. Questões a que o brasileiro têm respondido bem, como se pode ver no gif em cima.

Em zonas mais avançadas, a forma como usa o seu corpo e o momento dos adversários em seu benefício é bastante interessante. Será interessante ver como evolui a ligação Arthur-Coutinho com o avançar da época, tal é a qualidade de ambos com a bola nos pés e no reconhecimento dos espaços no meio campo do adversário.


Fonte: Eleven Sports

Arthur | Um jovem com noção

Para além dos interessantes e promissores comportamentos na fase ofensiva, os que realiza na fase defensiva não ficam atrás. A sua capacidade de ler o jogo e prever as intenções do adversário são duas das qualidades mais evidentes de Arthur.

Contra uma das equipas mais bem orientadas em La Liga, foi raro o ver mal posicionado. Essa inteligência posicional, permite-lhe não só cortar linhas de passe como também estar em condições de roubar a bola assim que o adversário a recebe.


Fonte: Eleven Sports

Depois, tão ou mais importante, não se esconde do jogo quando recupera a bola. Assume a responsabilidade de a retirar da zona de pressão, como podemos ver em cima. Onde vêm ao de cima as já referidas qualidades com bola.

Quando não é ele que recupera a bola diretamente, fá-lo indiretamente. Ou seja, lê as intenções do adversário, e força-o a escolher linhas de passe ou a jogar para zonas secundárias onde a probabilidade de este perder a posse de bola é maior. Como forçar bolas longas ou passes para zonas laterais.


Fonte: Eleven Sports

Arthur | Faz o golo moleque

É o ponto que pode, e vai sem dúvida, melhorar. Faz parte do processo evolutivo do jovem brasileiro assumir, cada vez mais, o remate à baliza e/ou aparecer em zonas de finalização. Acredito que à medida que vai ganhando confiança nele e a dos companheiros, irá ser cada vez mais chamado a situações de finalização.

Vamos ver como Valverde vai usar capacidade de drible do brasileiro desde o meio-campo, para infiltrações na área do adversário.

Foto de capa: FC Barcelona

Artigo revisto por: Jorge Neves

CF Santa Iria 0-2 SC Praiense: Dois tiros de experiência açoriana

Mais uma tarde de Taça de Portugal e mais um duelo entre equipas do Campeonato de Portugal: o SC Praiense, da Praia da Vitória, na Ilha Terceira, venceu hoje o CF Santa Iria, de Santa Iria de Azóia por 0-2 e seguiu para a quarta eliminatória da Taça de Portugal. A equipa “da casa” – hoje em estádio emprestado, no Zambujal – vinha de duas derrotas consecutivas para a Série C do Campeonato de Portugal, depois de eliminar o Lourinhanense por 3-1 na 2ª eliminatória da Taça. Já o Praiense, vindo da Ilha Terceira, parecia um adversário complicado para os lisboetas, estando em 2º lugar da Série D do Campeonato de Portugal, com três vitórias consecutivas, uma delas para a Taça, contra o Pinhalnovense, por 5-1.

Porém, a querer contrariar todos os favoritismos, foi mesmo a equipa santa iriense a começar melhor a partida, e sem perder tempo: com apenas quatro minutos de jogo, Flecha apareceu do lado direito e atirou cruzado. Houve sensação de golo, mas a bola saiu ao lado da baliza defendida por Tiago Maia.

Depois da entrada quente, toldada pela emoção, o jogo acalmou e deu para entender qual seria a sua tendência: o CF Santa Iria apostava no futebol direto, muitas vezes mal apoiado, enquanto que o SC Praiense saia a jogar com a bola controlada, mas sempre com um mau último passe. Com este sistema foi previsível que o Praiense tivesse mais bola e fosse presença mais regular no meio-campo adversário.

Foi num destes momentos que acabou por surgir o golo da equipa açoriana: falta em zona frontal, pouco antes da grande área, e Itto Cruz, em força e rasteiro, atirou para o fundo da baliza de Paulinho, com poucas hipóteses de defesa. Um tiro para o primeiro golo do jogo.

A partir daqui e para o resto do primeiro tempo, o Praiense pegou no jogo e, ainda que sem grande intensidade, foi criando perigo para a baliza dos lisboetas. Ao minuto 25′ Danny Esteves esteve perto de aumentar a vantagem, com um remate cruzado, do lado esquerdo, a sair ao lado. Três minutos depois foi Itto Cruz a tentar o bis, mas o remate à entrada da área saiu fraco e foi facilmente defendido por Paulinho. O Praiense saiu assim a vencer ao intervalo.

Os festejos da equipa do Praiense depois do primeiro golo do jogo
Fonte: Bola na Rede

A segunda-parte começou como a primeira: o Santa Iria até parecia querer apostar num futebol mais apoiado, mas era o Praiense quem materializa real perigo. Ao minuto 51′, grande momento de futebol: os açorianos avançaram pela direita com grande combinação de calcanhar, cruzamento para a área e Diogo Fonseca a encostar para defesa monstruosa de Paulinho, a ir de um poste ao outro.

Não marcou à primeira tentativa, marcou à segunda. Lançamento para a área, muita confusão e hesitações e Diogo Fonseca dispara para a baliza. Um míssil que passou por toda a gente – que era muita – e que não deu hipótese a Paulinho. 2-0 para o Praiense e contas complicadas para os santa irienses.

O jogo estava controlado pela equipa da Ilha Terceira, que ia dispondo de mais oportunidades. À hora de jogo Danny Esteves quase marcou de chapéu, depois de mau atraso de Jota, mas a bola saiu por cima da baliza. Logo a seguir foi Vitinha a tentar o golo, mas o remate teve o mesmo destino do anterior.

A reação dos homens de Santa Iria de Azóia só chegou aos 70′ minutos, com dois remates: André Costa – que havia entrado para o lugar de Stanic – cabeceou por cima na sequência de um canto; e depois foi Flecha, com um remate desviado, fácil para Tiago Maia.

Antes do final da partida, tempo apenas para mais um remate, de Kiko, para o Praiense, e da expulsão de David Lourenço, do lado do Santa Iria. Os lisboetas ainda carregaram no final, mas sem materializarem com oportunidades de perigo, terminando assim o jogo com um 2-0 para os homens da Praia da Vitória. Os açorianos seguem assim para a 4ª eliminatória da Taça de Portugal.

Onzes iniciais

CF Santa Iria: Paulinho; David Lourenço; André Grilo; Denil Carreira; Pedro Stanic (André Costa); João Costa (Pedro Lobo); Flecha (C); Jota (Pedro Nunes); Gonçalo Vieira; Ivo Rosa; Bruno Santos

SC Praiense: Tiago Maia; Diogo Careca; Cristiano Pascoal; Diogo Fonseca (Cristiano Magina); Diogo Muniz; Luciano Serpa; Vitinha; Danny Esteves (Kiko); Itto Cruz; Vladimir Forbs (Dário Paiva); João Peixoto;

Os 10 melhores centrocampistas da história do Benfica

O Benfica já teve ao longo dos anos alguns dos melhores médios que passaram por Portugal, que até tiveram bastante relevância a nível mundial. Ter bons médios é meio caminho andado para se jogar um futebol seguro e pressionante, e, dependendo dos adversários e da própria equipa, é possível ganhar jogos no meio-campo.

Estes são dez médios que faziam precisamente isso, eram capazes de carregar a equipa às costas caso fosse necessário.

Vamos todos olhar para o futebol holandês

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Quando pensamos que o verdadeiro futebol está extinto, eis que surgem atitudes como esta. Mais uma vez assistimos a uma atitude louvável no desporto-rei. Desta vez foi na Holanda. A solidariedade é a palavra-chave no que toca a esta notícia. Segundo jornais desportivos holandeses, os três “grandes” da Eredivisie, principal competição nos Países Baixos, pretendem partilhar 10% das receitas da Liga dos Campeões com as restantes 15 equipas do campeonato. Mas porquê, perguntam vocês?

Como é percetível, o campeonato holandês não é, de todo, o mais competitivo da Europa e do resto do Mundo. Nos últimos 47 anos o país da “Laranja Mecânica” tem sido dominado por AFC Ajax, PSV Eindhoven e Feyenoord Rotterdam. Uma grande discrepância em termos financeiros também contribui para essa tal falta de competitividade no país de Cruijff, Bergkamp, Seedorf, Sneijder, Van Basten, Rijkaard, entre outros tantos craques.

Para voltar a trazer o futebol holandês para a “ribalta”, estes três clubes, juntamente com a KNVB (Federação Holandesa de Futebol), colocaram em cima da mesa duas propostas. Primeiro, partilham 10% das receitas dos jogos da Liga dos Campeões com as restantes equipas do campeonato. Segundo, pretendem a redução do número de equipas na liga (passarem a ser 16 equipas e não 18) e a criação do sistema de play-offs. Estas duas propostas inserem-se no projeto que está a ser criado, o “Eredivisie 2.0”.

Fonte: Federação Holandesa de Futebol

Este projeto pretende revolucionar de forma profunda o futebol holandês, quer em termos práticos, quer em termos logísticos. Ou seja, estas medidas propostas pelos três clubes que mais vezes ganharam o título de campeão, visam o aumento da competitividade do futebol nos Países Baixos, assim como a melhoria das questões relacionadas com as infraestruturas dos clubes, digamos, mais pequenos (como por exemplo, acabar com a existência de relvados sintéticos na primeira liga).

Posto isto, uma coisa é certa: o futebol ainda está vivo e aquilo que está a acontecer na Holanda é prova viva disso. São este tipo de atitudes e iniciativas que o desporto-rei precisa para não cair no buraco escuro – isto é – se houver mais solidariedade, entreajuda e sobretudo mais alegria no futebol, podemos continuar a vê-lo como um desporto e não como apenas um simples negócio.

Foto de capa: Federação Holandesa de Futebol

Artigo revisto por: Jorge Neves

SL Benfica 3-1 HRC Monza: Italianos deixam boa imagem, as águias entram a vencer

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Naquele que foi o jogo que marcou a estreia do SL Benfica na Liga Europeia de 2018/2019, os encarnados receberam o Hockey Roller Club Monza, conjunto italiano que já não disputava a competição há mais de vinte anos, tendo vencido por 3-1. A partida acabou por não ser tão desequilibrada como se poderia antecipar, com a jovem equipa transalpina a deixar uma boa imagem e um aviso às restantes formações do grupo D.

O Benfica entrou mandão e desde cedo que demonstrou vontade de assumir o comando do encontro. Sempre a alto ritmo, os encarnados rodavam e faziam o esférico rolar, na procura de uma brecha na defensiva italiana. Por seu lado, o Roller Monza procurava saídas rápidas para o contra-ataque.

As águias estavam claramente por cima, mas, apesar do muito tempo de posse de bola, não conseguiam construir lances de golo. As exceções foram uma iniciativa individual de Jordi Adroher que Zampoli, com a luva direita, defendeu e uma triangulação do ataque benfiquista que Adroher, ao segundo poste, finalizou mal.

O tempo foi passando e a evidente superioridade do Benfica nos minutos iniciais esfumou-se. Mesmo assim, a cerca de doze minutos da pausa, Marc Ollé viu um cartão azul em virtude de uma falta sobre um jogador encarnado. Adroher, chamado à marcação, mas não conseguiu bater Zampoli.

Em situação de superioridade numérica, os encarnados ainda tiveram algumas chances de golo, com destaque para uma stickada ao poste de Lucas Ordoñez, mas não conseguiram marcar.

Com um quarteto totalmente novo em pista, composto por Valter Neves, Casanovas, Nicolia e Ordoñez, a partida voltou a ganhar alguma velocidade, mas o Benfica continuou sem conseguir encontrar o caminho da baliza transalpina.

O Roller Monza estava muito mais remetido à defesa, mas, quando podia atacava e aos dezanove minutos de jogo, Julien Martinez arrancou para uma iniciativa individual, tendo “obrigado” Pedro Henriques a uma dupla intervenção.

A pausa aproximava-se a passos largos e o jogo continuou sem grande interesse. Fosse através do coletivo ou um rasgo individual, o Benfica não conseguia superar a boa organização da defesa italiana e o jovem guardião Stefano Zampoli.

Já com menos de um minuto para o intervalo, Valter Neves viu um cartão azul depois de cometer uma falta sobre Marc Olle. Davide Nadini foi o escolhido para a conversão do livre-direto, mas Pedro Henriques, com as caneleiras, negou o golo ao jovem jogador italiano.

A dispor de uma situação de powerplay, o Roller Monza não conseguiu fazer uso dele durante os últimos segundos dos 25 minutos iniciais e o encontro chegou ao intervalo com um empate sem golos.

Apesar do Benfica até ter entrado bem, nunca conseguiu sufocar o conjunto italiano e expor Zampoli a muitas oportunidades de golo consecutivas. Assim, com maior ou menor dificuldade, o Roller Monza foi mantendo uma boa organização defensiva e, quando havia uma fenda, o seu guardião resolvia a questão. Era necessário que, após o regresso dos balneários, o conjunto benfiquista se apresentasse a um nível completamente diferente.

Em dia de estreia oficial na Luz, Lucas Ordoñez realizou uma exibição interessante, apontando dois golos
Fonte: SL Benfica

Logo nos primeiros segundos da segunda parte, o Benfica teve uma grande oportunidade para abrir o ativo, mas Casanovas, isolado, não conseguiu transpor Zampoli. Pouco depois, o Roller Monza viu terminar o período de powerplay. Volvidos alguns momentos, as águias fizeram o primeiro. Nicolia fez a assistência e Ordoñez, no interior da área italiana, atirou a contar.

O golo veio mexer com o jogo, visto que o mesmo se tornou bem mais aberto do que havia sido até então. Algo que fez com que a bola chegasse mais rapidamente a cada uma das balizas.

Ao contrário do que se poderia antecipar, o Roller Monza respondeu muito bem ao golo, conseguindo construir várias oportunidades para marcar, colocando o sector recuado da equipa benfiquista em sentido. Pedro Henriques “aproveitava” para demonstrar o porquê de ser considerado um dos melhores do mundo no que faz.

A meio da segunda metade, Julien Martinez viu um cartão azul ao ter cometido uma falta sobre Diogo Rafael. Lucas Ordoñez foi o escolhido por Pedro Nunes para a conversão do livre-direto e não desperdiçou, tendo feito o 2-0. Pouco depois, Miguel Rocha esteve quase a fazer o terceiro, mas Zampoli, com uma enorme intervenção, impediu o golo.

Finalmente com encontro um pouco mais controlado, o Benfica procurou aumentar a vantagem, mas, por vezes, ainda foi surpreendido pelo Monza que, em contra-ataque, nunca deixou de tentar marcar. Exemplo disso, foi uma stickada ao ferro de Julien Martinez, quando faltavam oito minutos para o fim. Contudo, instantes depois, Diogo Rafael, atrás da baliza italiana, viu a entrada de Miguel Rocha e já com a bola em sua posse, o número quarenta e quatro das águias apontou o 3-0.

A cerca de cinco minutos do final, Lucas Ordoñez arriscou uma iniciativa individual e, após alguns belíssimos gestos técnicos, não conseguiu bater Zampoli. No seguimento do lance, surgiu a 10ª falta do Roller Monza. Ordoñez tentou o hacttrick, mas Zampoli negou um golo de “picadinha” do argentino. Pouco depois, Davide Nadidi teve uma grande oportunidade para marcar, mas, totalmente isolado diante Pedro Henriques, não conseguiu finalizar.

Com cerca de dois minutos e meio para o fim do encontro, o Roller Monza beneficiou de uma grande penalidade, em virtude de uma falta de Ordoñez sobre Julien Martinez. O jovem Matteo Zucchetti foi chamado à marcação e com uma stickada à meia altura, reduziu a desvantagem para 3-1. Segundos depois, Diogo Rafael viu um cartão azul ao ter cometido uma falta sobre Pol Franci. Davide Nadini voltou a ser o escolhido para a conversão do livre-direto, mas ao tentar uma “picadinha” enviou o esférico ao travessão.

Por mais uma vez em superioridade numérica, quase até ao toque da buzina, o Monza tentou chegar ao golo que deixasse o jogo na margem mínima. Todavia, a única jogada de relevo dos italianos acabou por terminar na luva direita de Pedro Henriques.

Concluída a partida, o Benfica derrotou o Roller Monza por 3-1, tendo garantido os primeiros três pontos na fase de grupos da Liga Europeia. Apesar dos encarnados não terem conseguido realizar um grande jogo, muito devido à boa organização defensiva do Monza, tiveram alguns bons momentos, nomeadamente na segunda parte, o que foi suficiente para alcançar a vitória. Contudo, seria desrespeitoso não realçar a boa exibição de Pedro Henriques, que evitou alguns golos certos, como a atitude positiva do jovem conjunto comandado pelo experiente Tommaso Colamaria.

Cincos iniciais:

SL Benfica: 1-Pedro Henriques (GR), 4-Diogo Rafael, 7-Jordi Adroher, 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha

Jogaram ainda: 2-Valter Neves (CAP.), 3-Albert Casanovas, 5-Carlos Nicolia e 9-Lucas Ordoñez

Banco: Marco Barros (GR)

Roller Monza: 1-Stefano Zampoli (GR), 2-Matteo Zucchetti, 4-Marc Ollé, 6-Julien Martinez (CAP.) e 21-Pol Franci

Jogaram ainda: 3-Pietro Lazzarotto, 8-Sebastiano Schena e 44-Davide Nadini

Banco: 10-Lorenzo Uboldi (GR)