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Quem será o novo presidente do Sporting Clube de Portugal?

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O clube de Alvalade contará, a partir do próximo dia 8 de setembro, com um novo líder, um novo presidente. São, ao todo, seis concorrentes às eleições: José Maria Ricciardi, Dias Ferreira, Frederico Varandas, Rui Jorge Rego, Fernando Tavares Pereira e João Benedito. É ainda de notar que Pedro Madeira Rodrigues abandonou a corrida e direcionou o seu apoio a Ricciardi.

Deixamos, portanto, aqui uma análise das possibilidades de cada candidato às eleições do próximo sábado.

Projetando os 20 melhores “Point Guards” da nova temporada

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O arranque oficial da nova temporada da NBA ainda está a mês e meio de distância, mas o início da pré-temporada não tarda. Com as equipas já quase compostas para os respetivos “training camps”, é hora de começar a projetar o que irá acontecer na nova temporada. Iniciamos com os homens da batuta, os maestros, aqueles em quem a equipa confia para colocar todas as peças a funcionar. São os bases ou “point guards”, tão importantes para qualquer treinador que quer ter uma equipa organizada.

A dependência total em Jonas

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Muito se tem falado sobre o sub-rendimento dos avançados do Benfica. Com a chegada de Ferreyra e Castillo, seria presumível que o nível de qualidade subisse. Mas tal não aconteceu, fruto das exibições aquém das expectativas por parte de Ferreyra e Castillo.

Mas o foco principal vai para o avançado Argentino de 27 anos, pelo qual os responsáveis do clube fizeram um avultoso investimento, e depositavam a esperança de que fosse capaz de assumir a equipa na frente de ataque.

Com a longa paragem de Jonas e com o problema de saúde persistente que o tem vindo a afear; Rui Vitoria teria seriamente de pensar em mais tarde ou mais cedo, preparar a renovação da ponta de lança.

Ainda se falou muito sobre a possível saída de Jonas, ao qual depois de uma longa “novela”, que incluía notícias, em que Luís Filipe Vieira não soube desmentir desde logo, Jonas acabou mesmo por ficar. Mas ainda nada é oficial. Pois o avançado Brasileiro ainda não assinou nada. Simplesmente deu a palavra que queria continuar no clube da luz.

Em torno do forte investimento em Castillo e Ferreyra, Seferovic ia perdendo espaço no plantel, e a sua saída era mesmo inevitável, não fosse a lesão do Chileno. Com Jonas e Castillo na enfermaria e o rendimento abaixo do esperado de Ferreyra, a continuidade do avançado Suíço ficou assegurada.

Os adeptos vão perdendo a paciência com Ferreyra, e possivelmente Rui Vitoria, acabará por dar a titularidade a Seferovic. No jogo da passada quarta-feira, contra o PAOK, o Benfica alinhou com o avançado Suíço na frente e ganhou por 1-4.

Será que esta mudança de avançados foi o principal fator deste resultado importante alcançado por parte do clube Encarnado? A resposta é redondamente: Não.

Não foi por Seferovic ter alinhado no onze, que o Benfica ganhou. Longe disso. Tanto ou menos fez, o avançado Suíço para agora justificar a aposta de Rui Vitoria nele. Claro que são ambos avançados diferentes, com características ímpares que podem dar contextos diferentes ao jogo, mas a qualidade individual num todo, se formos a resumir uma época desportiva por completo, com certeza que Ferreyra é muito mais justificável que Seferovic.

Outro dado importante, é o facto de se falar que Ferreyra, é bom jogador, mas não para jogar sozinho na frente de ataque. Algo que pessoalmente não concordo. Será que qualquer avançado que venha para o Benfica, deixa de saber jogar sozinho e passa a precisar necessariamente de um companheiro ao lado? Não faz sentido que qualquer jogador que saiba jogar num sistema de 4x3x3, tenha desaprendido de um dia para o outro, e que agora só saiba jogar num 4x4x2.

No ano passado vimos pela primeira vez, Rui Vitoria apostar num sistema 4x3x3. Tudo graças à integração do médio croata, Krovinovic no meio campo ao lado de Pizzi. Foi o que possibilitou ao treinador colocar Jonas sozinho na frente. Ao início dizia-se que seria impossível o avançado brasileiro ter o mesmo rendimento a jogar sozinho na frente de ataque. Pois quem o disse, enganou-se redondamente. O rendimento foi o mesmo. Aliás, proporcionou à equipa: mais presença no meio campo, chegar com melhores condições à bola e à grande área e com variadas soluções quer na zona lateral quer na zona frontal.

Jonas é um dos mais acarinhados do plantel encarnado
Fonte: SL Benfica

Ferreyra tem mais que qualidade suficiente para render bom nível no futebol português. Se algo não está a resultar, muito se deve à culpa de Rui Vitoria que não consegue entregar ao avançado as ferramentas necessárias para o seu sucesso em campo. Os jogadores que participam ao lado do argentino, também têm meia culpa. Não quer dizer também que Ferreyra já não deveria estar a mostrar outros indícios na sua performance.

Se então fossemos capazes de imaginar que o treinador do Benfica, experimentava meter Ferreyra e Seferovic ou Ferreyra e Castillo, juntos de início, podíamos bem saber que outras coisas iriam surgir em campo. Mas perdia-se ao mesmo tempo, a consistência no meio campo.

Ao certo, é que muito não mudaria. Ferreyra, Castillo e Seferovic não são Jonas. Só há um capaz de executar na perfeição tudo aquilo que lhe pedem. Mas infelizmente tarda em regressar aos relvados.

Jonas é uma peça fundamental na estrutura na equipa. Capaz de saber jogar, e bem, em ambos os sistemas. Um verdadeiro goleador, com toque e requinte para vir buscar a bola em qualquer zona do campo e entrega-la aos companheiros com qualidade.

Com certeza um dos melhores jogadores estrangeiros que pisaram o relvado da luz. E por se tratar mesmo um dos melhores, é que está a tornar-se difícil e mesmo um caso sério, a dependência da equipa para com o avançado brasileiro. Ou será a dependência de Rui Vitoria para com o número 10 do clube encarnado?

São ambas, situações que fazem pensar e repensar a forma como os adeptos vêem o futuro da equipa. Como é que será o Benfica capaz de substituir um jogador que consegue no mínimo, marcar trinta golos por época. Sendo por esta altura o segundo melhor marcador estrangeiro do clube.

Para além dos golos que contribui para a equipa, são as suas prestações em campo, e todo o seu jogo capaz de fazer crescer qualquer companheiro que esteja a seu lado. E os próprios jogadores sentem isso. Sentem a falta de alguém que a quem podem contar e passar a bola para matar sempre uma jogada.

Atualmente, e num contexto de liga portuguesa, os avançados que o Benfica dispõe, são capazes de fazer o trabalho de enfrentar as balizas adversárias, mas agora que o Benfica, se preparara para começar mais uma jornada nas competições europeias, a necessidade de alguém com o perfil e instinto de Jonas são precisos. E vale a pena lembrar a péssima prestação que o clube deixou na época passada. Simplesmente desastrosa.

Por esta altura, Jonas, trata-se mesmo de uma dependência total para a equipa, treinador e clube. A recuperar e fazer testes intensivos em Espanha, basta esperar que o avançado de trinta e quatro anos, recupere o mais breve possível e que seja capaz de aguentar mais uma época na luz, nem que seja só para jogar no campeonato português, a marcar os seus mais de trinta golos por época!

Foto de Capa: SL Benfica

Balanço do mercado azul e branco

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A janela de transferências encerrou à meia noite da passada sexta-feira e, com isso, o prazo para o FC Porto inscrever novos jogadores (excetuando jogadores sem clube) chegou, igualmente, ao fim.

Estes dois meses de mercado trazem à tona três conclusões ou confirmações principais: 1º A situação financeira do clube é, ou continua a ser, preocupante e mostra ser um forte entrave na hora das negociações; 2º O FC Porto mostra algum desnorte em toda a sua estrutura, incompetências claras ao nível do scouting e gritantes falhas de comunicação entre o poder decisório e o treinador; 3º O FC Porto parte para a nova época com um plantel substancialmente mais carenciado do que o seu principal rival, o SL Benfica.

Foi um período de mercado que volta a ficar aquém das expectativas dos portistas mas que acaba por ser um mal menor quando se verifica que a espinha dorsal da equipa que terminou a época 17/18 se mantém no seu essencial. O clube recebeu mais de 60M€ em alienações de passes de jogadores, destacando-se as vendas de Ricardo Pereira (20M€), Diogo Dalot (22,5M€) e Wily Boly (12M€). No capítulo das saídas, importa, ainda, destacar as perdas de Ivan Marcano para a Roma e de Diego Reyes para o Fenerbahçe, ambos em final de contrato. Marega, esteve com um pé fora, esteve afastado do plantel por motivos disciplinares, regressou, ficou e até já renovou o contrato, triplicando o ordenado.

Quanto a entradas, o comportamento do FC Porto começou errático e, até, insólito, mas acabou, mais tarde, por corrigir alguns dos erros cometidos sem ter conseguido, ainda assim, preencher com sucesso as diversas lacunas que o plantel, apesar de campeão nacional, apresentava. Às saídas de Ricardo e Dalot, a SAD respondeu com as contratações de Saidy e João Pedro. O primeiro não durou mais do que duas semanas às ordens de Sérgio Conceição e o segundo não apresenta, ainda, níveis mínimos para representar o FC Porto, tendo apenas alinhado pela equipa B. E assim, contas feitas, é Maxi Pereira (o suplente da época passada) que vai assumindo a lateral direita defensiva da equipa, sendo que tem vindo a apresentar as notórias dificuldades físicas naturais de quem vai a caminho dos 35 anos. Para suprimir as desastrosas saídas de Marcano e Reyes, as soluções encontradas foram Mbemba (congolês com experiência de Premier League) e Éder Militão (promessa brasileira). Parecem, à primeira vista, soluções interessantes, mas fica na retina o desmesurado intervalo de tempo entre o início das negociações pelos jogadores e a efetiva chegada de ambos ao plantel.

No setor intermédio saiu André André e chegou, inicialmente, Ewerton. Mais um jogador que não durou mais do que uma dúzia de dias no clube antes de ser dispensado pelo treinador. Voltou ao Portimonense e importará perceber, num futuro relatório e contas, quais os custos desta operação para a SAD. No último dia de mercado, o tão desejado médio chegou por empréstimo do Wolfsburgo. Bazoer, um jovem holandês chegou com o rótulo de grande promessa e num negócio que contempla, diz-se, um empréstimo com opção de compra no final da temporada. Nos mesmos moldes, mas um dia antes, chegou a concorrência que tem vindo a faltar a Alex Telles. Jorge, que alinhava no Mónaco de Leonardo Jardim, chegou, também, à cidade invicta. Uma excelente solução. No entanto, não deixa de ser interessante relembrar que o FC Porto esteve perto de pagar 1M€ por Zakarya, um lateral de 29 anos que chegou ao Belenenses há um mês, imagine-se, em regime de custo 0. Assim, pode dizer-se que os últimos dias de mercado serviram para camuflar a preocupante inoperância e desnorte da SAD e parece claro que os melhores reforços do clube são os jogadores que ficam, bem como a equipa técnica que prolongou, igualmente, o seu contrato.

Bazoer foi o último reforço contratado pelo FC Porto para a nova época
Fonte: FC Porto

O plantel está, ou assim parece, mais completo, mas as posições de central e, principalmente, defesa direito poderão vir a ser (ou já o estarão a ser) um foco de preocupação ao longo da época. O extremo desejado pelo treinador não chegou.
Se tivermos em conta o reforço feroz do plantel levado a cabo pelo SL Benfica parece evidente que o FC Porto parte para a nova época bem mais fragilizado do que o rival. Ainda assim, é um plantel capaz, composto por jogadores de enorme qualidade e que deve ter a (legítima) ambição de conquistar todas as provas internas e apresentar um rendimento alto na Liga dos Campeões.

Retomando as conclusões abordadas no começo do presente artigo, começa a parecer evidente que a SAD portista vive, atualmente, com a corda no pescoço e quase sem qualquer tipo de margem de manobra e capacidade negocial no mercado.
Outro tema que gravita, perigosamente, no Reino no Dragão, são as periclitantes situações contratuais de Brahimi e Herrera (aqui abordadas na semana passada) e que devem ser, agora, uma das principais, se não a principal, prioridade da SAD, não se afigurando fácil a permanência destes jogadores no clube, nem tampouco, a possibilidade da SAD ser ressarcida por uma eventual saída.

Findo o mercado, segue-se uma longa, exigente e fundamental época desportiva e, como tal, não quero deixar de concluir este artigo de balanço do mesmo com um apelo à união e competência de todos os envolvidos no dia-a-dia do clube para que possamos voltar a estar na Avenida dos Aliados, na Alameda do Dragão e um pouco por todo o mundo a festejar o tão ambicionado título de bi-campeão nacional.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Este Sporting não é para banqueiros

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José Maria Ricciardi faz-me lembrar aqueles capitalistas de charuto nos beiços sentado numa larga poltrona, olhando com desdém e desconfiança para os que não partilham a mesma posição social que ele. E isso, como marxista que sou, provoca-me náuseas, dá-me arrepios e, enquanto sportinguista, gera-me medo. Medo, pois claro, que esse senhor venha a ser presidente do meu clube.

Dos vários debates televisivos que foram realizados, seja entre todos os candidatos seja em parelha, destaco uma expressão de José Maria Ricciardi num deles que, de forma muito vincada e sobranceira, referiu: “Isto não está para amadores ou estagiários”. Puxou os seus galões de banqueiro conceituado (!?), alegando os seus dotes de gestor exímio (?!) para dizer que o Sporting precisa urgentemente de uma reestruturação nas suas contas e de que as finanças do clube são atualmente insustentáveis. Como se não bastasse, na entrevista ao jornal Record do passado dia 12 de agosto, o banqueiro continuava na mesma senda de velho do Restelo. Diz a dado momento: “Já o disse e não quero ser mal interpretado, mas sinceramente isto não está para estagiários. O Sporting tem um défice de tesouraria este ano completo na casa dos 60 milhões de euros.” (p. 24).

Fazer oposição a quem construiu um pavilhão, fez renascer algumas das modalidades mais históricas no universo sportinguista, tornou o futebol leonino mais competitivo com investimentos sem paralelo, é algo que se pode tornar num exercício complicado para qualquer um dos candidatos. E é por isso que quanto mais vejo, leio e assisto aos debates entre os candidatos à liderança dos Leões mais convicto fico de que o principal problema de Bruno de Carvalho foi não ter sido suficientemente equilibrado (desde logo mentalmente…) para perceber que a luta contra os “interesses instalados” – leia-se instalados, desde logo, no interior do clube – devia ser feita com moderação e cautela. Eles andam aí, meus caros. E Ricciardi, sinceramente, parece ser um deles. Se o Bruno fosse mais contido nas palavras e na impulsividade com que tratou dossiês sensíveis, talvez tivesse sido um dos melhores presidentes do Sporting. Abaixo, claro está, de João Rocha, o eterno presidente leonino.

Ricciardi fez alguns comentários polémicos
Frame: SIC Notícias

Mas voltando ao Sr. Banqueiro Ricciardi, até posso reconhecer que as contas do Sporting podem não ser as melhores do Mundo. Mas puxar dos galões para se afirmara necessidade de uma lógica empresarial ou bancária para o Sporting Clube de Portugal parece-me ridículo e, sobretudo, desfasado daquilo que deve ser um clube de futebol.

O mais recente debate entre as SAD dos clubes e os próprios clubes mostra claramente que os adeptos não estão satisfeitos com o “futebol-empresa” (para uma análise detalhada sobre a cisão das SAD face aos clubes, ver a peça jornalística que saiu no jornal O Jogo do dia 2 de setembro). Haverá, pois, que cumprir as contas, não existem grandes clubes com uma tesouraria frágil, isso é certo. Mas cuidado: se este banqueiro entra para presidente, o Sporting correrá o risco de deixar de ser a maior potência bancária nacional em vez da maior potência desportiva nacional. Tivemos já muitos banqueiros e pessoal da finança no nosso clube e todos vimos as consequências no nosso clube: plantéis paupérrimos, fracamente competitivos ou, como todos nos chamavam, os “Campeões do Natal”. Nas modalidades assistiu-se a uma pobreza franciscana, praticamente reduzidas à mera existência, sem qualquer espírito competitivo e ganhador. E isso, essa cultura do futebol negócio, não queremos novamente, obrigado.

Se José Maria Ricciardi afirmou que a situação do Sporting não é para estagiários então eu afirmo que este Sporting não é certamente para banqueiros.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

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11 da Primeira Liga com pouca imprensa e muito futebol

No nosso campeonato, existem muitos jogadores com talento, que mostram o seu valor dentro das quatro linhas. Mas por um ou por outro motivo, alguns desses jogadores são subvalorizados, não tendo a visibilidade que merecem, acabando por ser meio-ignorados pela sociedade futebolística.

No Brasil, a expressão “pouca mídia e muito futebol” é aplicada a jogadores que têm muita qualidade, mas que não têm o devido reconhecimento, seja por parte dos adeptos, da imprensa, ou até mesmo de dirigentes, treinadores e selecionadores nacionais. Ao já ter visto vários vídeos sobre jogadores com esse rótulo, tive a ideia de fazer um onze de jogadores pouco reconhecidos do nosso campeonato.

Do pior para o melhor: Os 10 reforços do SL Benfica para 2018/2019

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Com o fim de mais um entusiasmante e imprevisível mercado de transferências, chegaram à Luz um total de 10 reforços para todas as posições da equipa de Rui Vitória.

Esta semana, é a altura ideal para fazer um primeiro balanço da prestação das caras novas do SL Benfica e uma previsão do que poderão ser os próximos tempos. Foram tidos em conta critérios como o número de jogos realizados, a prestação nos mesmos, a contribuição para a posição em si e a principal necessidade a colmatar.

Tendo isto em conta, quem é o melhor reforço dos encarnados até ao momento? E o pior ou menos apetecível? Quem será a grande revelação e a desilusão do plantel?

Foto de Capa: SL Benfica

Força da Tática: O monstro que Sarri está a criar (Parte 2)

Quando escrevo esta segunda parte, entramos na paragem para os compromissos das seleções. E surge a questão, a “roda” que Sarri inventou e trouxe de Itália, como se têm comportado?

Podes ler a Parte 1 AQUI!

Quatro jogos, quatro vitórias.

É verdade. Estão a deixar o “monstro” crescer, ganhar forma, e todos sabemos que: “os monstros se combatem no início “. A quantidade de jogadores que já entende o que Sarri pretende é cada vez maior e o Italiano começa a ter menos dificuldades, para estabelecer o seu onze base.

1. Kanté

É impossível não jogar ao “quem é quem”, nas comparações entre este Chelsea FC e o SSC Nápoles dos últimos anos. Uma das respostas mais imediatos de dar é que “Kanté é Allan”. E é, o papel acaba por ser o mesmo, mas Kanté não é apenas um médio tenaz, com uma capacidade invulgar de recuperar bolas, que faz deles um dos melhores do mundo. Não é “só” isso, como se fosse pouco.

Ofensivamente, é um jogador extremamente dinâmico, com uma incrível facilidade de jogar ao primeiro toque, que lhe permite jogar em espaços curtos, onde a pressão dos adversários é enorme. Infelizmente, essa capacidade técnica é muito pouco reconhecida ao francês.

Fonte: Premier League

Esse dinamismo, invulgar, permite ao Chelsea ter uma alternativa a Jorginho para sair a jogar desde a sua área, e muito difícil de contrariar, ainda para mais quando o adversário está preocupado em evitar que o Chelsea o faça através do ítalo-brasileiro. A bola chega ao central, que procura o passe para o extremo que baixa para “apenas” dar no apoio frontal de Kanté, que já vêm em aceleração desde trás e recebe a bola de frente para a baliza adversária e com imenso espaço para acelerar.  Ah, e a imagem que apresento em seguida, está na velocidade normal, não está acelerada.

Fonte: Premier League

Parem com a conversa que “o Jorginho tirou o lugar ao Kanté”

Defendo que o campeão do Mundo, não “perdeu o lugar” para Jorginho. Kanté nunca foi o vértice mais recuado do meio campo. Aliás, vou corrigir, o melhor Kanté, nunca foi o vértice mais recuado do meio campo.

Não o era no histórico Leicester City FC, tinha Drinkwater ligeiramente por trás, e principalmente não o era no melhor Chelsea de Conte, era Matic. Já na última época de António Conte, por jogar ao lado de Fàbregas, obrigou-o a ser muitas o mais recuado dos médios.

Quando digo que Kanté têm uma “capacidade invulgar de recuperar bolas que faz deles um dos melhores do mundo “, não é pela capacidade em dar coberturas ou de abrandar os ataques dos adversários, mas por aproveitar esse trabalho realizado pelos colegas, para vir desde trás, e sem o adversário ter tempo de reagir, roubar a bola.

Fonte: Premier League

2. Jorginho, Kanté e mais?

Ross “será esta época? “Barkley

Obviamente que se continuarmos a jogar “Quem é quem?” damos por nós a ter de atribuir o papel de Hamsik a alguém, mas é uma missão bastante mais complicada que a de atribuir o papel de Allan.

A primeira aposta de Sarri, talvez por só ter contado mais tarde com Mateo Kovacic, recaiu em Ross Barkley. Um dos maiores talentos ingleses dos últimos anos, que têm aqui uma grande oportunidade de renascer e de ser o “velho Ross”, dos Domingos em Goodison Park.

Sarri pretende que o jogador que jogue nesta posição tenha, não só a capacidade de se aproximar do lateral e do extremo, para combinações curtas, mas de se infiltrar nos espaços entre os jogadores adversários, colocando-os em dúvida sobre que adversário seguir.

A evolução de Ross Barkley, em especial no timing destes movimentos, é o aspeto mais importante a salientar. O inglês temporiza e espera pelo momento em que os médios do Arsenal FC estão focados na bola, para iniciar o seu movimento.

Fonte: Premier League

Kovacic

Mateo Kovacic é um motor. A nível ofensivo, a sua capacidade de condução e a forma como avança em direção à baliza contrária, eliminando linhas adversárias é especial. Verticalidade pura, consegue com facilidade levar a bola da sua área à adversária tornando impossível aos adversários se organizarem a tempo, para responder a esta invasão.

Essa agressividade em atacar os espaços e as linhas adversárias é o que Sarri procura, mas é a sua capacidade de recuperação defensiva que o faz estar um passo à frente de Ross Barkley. A agressividade do Croata é preponderante na pressão, em especial para a forma como Sarri pretende pressionar alto. Recupera a bola e não se limita em entregar no companheiro, tem a capacidade física de avançar imediatamente em direção à baliza e de agredir o adversário.

Sarri, já era um apreciador do croata quando ele surgiu em Itália e vai aproveitar ao máximo a capacidade do ex-Real Madrid CF em ultrapassar as linhas adversárias, chamar adversários e criar espaços para os colegas. Imagine-se, se Hazard sem espaço é o que é, com espaço…

Fonte: Bleacher Report

Loftus-Cheek

Uma época como a que o Chelsea FC vai enfrentar, não se faz apenas com três ou quatro jogadores para o meio campo. Loftus-Cheek é um nome importante para integrar essa rotação. A nível físico, é o médio mais forte do plantel com uma qualidade técnica muito boa, para um jogador da sua estatura e constituição física, mas precisa de evoluir a nível tático.

Para fazer “parte da roda” é indispensável ser evoluído também taticamente e estou curioso para saber como o médio inglês vai responder quando for chamado a jogar na Liga Europa e/ou na Taça da Liga.

Também Fàbregas, que está lesionado, é um nome que suscita muita especulação. Como vai Sarri aproveitar a escola de Barcelona, do médio espanhol?

Na última parte, proponho falar da forma como os outros dois setores da equipa (Defesa e ataque) se articulam com este meio campo e qual é o calcanhar de Aquiles, deste “monstro”.

Foto de Capa: Chelsea FC

Dembélé: A estrela em ascensão

Ousmane Dembélé é um avançado formado no Rennes, que após uma passagem de sucesso pelo Borussia Dortmund, chegou ao Barcelona, contabilizando na época passada 24 jogos, tendo disputado ainda a supertaça alemã. Porém, marcou apenas quatro golos, o que pode justificar-se pelo facto de ter estado lesionado e ter demorado a afirmar-se em Barcelona.

É incontestável a elevada qualidade e potencial do jovem francês e o próprio encarregou-se de deixar isso bem patente com o excelente arranque de época que teve. Logo no jogo inaugural dos blaugrana, na Supertaça espanhola, Dembélé mostrou-se decisivo: além de uma partida em que se mostrou bastante interventivo e sem receios de “pegar na bola e decidir”, protagonizou aos 72 minutos um belo momento de futebol ao marcar através de um remate potentíssimo, fixando o 2-1 final.

Mesmo não tendo estado em especial evidência na primeira jornada da Liga Espanhola, voltou a dar nas vistas na semana seguinte na difícil vitória do Barcelona no terreno do Valladolid. Num jogo que não se adivinhava tão difícil como foi, Dembélé foi o autor do “rasgo individual” que teria de acontecer para desbloquear a igualdade favoravel ao conjunto blaugrana. Desta feita com um remate cruzado, o pé direito do francês foi novamente significado de golo e tornou a ser a salvação do Barcelona.

Dembéle em ação na Supertaça Espanhola
Fonte: FC Barcelona

À data deste artigo, o último encontro disputado pelo Barcelona terminou com uma goleada das antigas diante da equipa do Huesca, com um resultado a fazer lembrar um encontro de hóquei patins, 8-2, e, apesar de não ter concretizado qualquer golo ou assistências, esteve envolvido em alguns golos e por diversas ocasiões foi responsável por dar profundidade ao jogo ofensivo da equipa catalã, furando as linhas defensivas adversárias.

É certo que com os seus 21 anos é ainda de tenra idade, mas já deu várias provas de qualidade e o seu estilo atrativo faz o público delirar com a velocidade e atributos técnicos que incute no jogo. O início foi prometedor e há uma questão que se impõem: Será sol de pouca dura ou Dembélé vai mesmo atingir o topo do futebol mundial?

Foto de Capa: FC Barcelona
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

Triste Chapecoense

Conhecida pelo mundo todo por conta do desastre aéreo que deixou 71 vítimas na Colômbia em 2016, a Associação Chapecoense de Futebol se reconstruiu, se reinventou e se superou, mas atualmente vive um momento extremamente conturbado, tanto por conta das atuações pífias no Campeonato Brasileiro quanto pela pressão política vivida pelo Clube.

A equipe, embora com um jogo a menos, encontra-se na 18.ª posição no Campeonato, na zona de rebaixamento, com o 5.º pior ataque e a 4.ª pior defesa da competição. Foram 21 gols marcados contra 31 sofridos. A derrota em casa por 2 a 1 para o Palmeiras no último domingo (02) escancarou a fragilidade técnica presente no time da Chape, que acertou apenas três chutes ao gol em pouco mais de 95 minutos de jogo.

Mas não é somente em Campo que a Chapecoense vai mal, internamente o clube também passa por problemas sérios. O último reflexo disso foi o misterioso afastamento de um dos principais jogadores do grupo, o atacante Wellington Paulista. Questionado sobre o caso em diversas entrevistas, o treinador Guto Ferreira não explicitou o motivo da decisão.

Jogadores da Chape se reúnem durante o treino na Arena Condá
Fonte: Associação Chapecoense de Futebol

Como se já não bastassem os péssimos resultados no campeonato brasileiro e os problemas internos no clube, a torcida da Chape, conhecida por sua identificação quase incondicional pelo time, parece que perdeu a paciência com os jogadores. Durante o último jogo contra o Palmeiras muitas organizadas viraram de cabeça para baixo as faixas de incentivo ao time em forma de protesto. Alguns jogadores como o meia Marcio Araújo chegaram a ser vaiados em alguns momentos da partida. O número de torcedores no estádio também caiu. No último domingo o time de Santa Catarina teve o seu pior público no Campeonato Brasileiro, com apenas 4.546 pagantes.

Os próximos dois jogos da Chape na competição – fora de casa – serão fundamentais para a recuperação ou permanência na zona de rebaixamento. Os da próxima quarta-feira (05) a equipe visitará o Paraná, rival direto nas últimas colocações. No Sábado (08) a Chape jogará contra o Flamengo no Rio de Janeiro.

Em situação difícil, a Chapecoense precisará reagir se quiser permanecer na série A do Campeonato Brasileiro. Os setores ofensivos e defensivos do time precisam de ajustes urgente e os jogadores têm que suprir com raça o que lhes falta em técnica. Somente assim o time poderá fazer as pazes com a torcida e sonhar em permanecer na elite do futebol brasileiro.

 

Foto de Capa: Associação Chapecoense de Futebol