Após 100 anos, o Brasil terá outro jogador não nascido no país a defender a seleção brasileira. O meia do Manchester United, Andreas Pereira nasceu na Bélgica, mas cresceu na Holanda e vive há 7 anos na Inglaterra. Filho de pais brasileiros, o jogador chegou a defender as seleções de base da Bélgica, mas nunca escondeu que se tivesse oportunidade de defender a seleção brasileira não iria desperdiçar a chance.
Andreas Pereira nasceu na Europa pois o seu pai, Marcos Pereira, que também era jogador, atuava na Bélgica na época do seu nascimento. A decisão de atuar pelo Brasil foi fácil para o jogador. O brasileiro nunca se sentiu belga e alega ser visto como um estrangeiro no país e ama as coisas brasileiras, como as músicas e as comidas. O jogador teve que enviar uma carta à FIFA para declarar a sua intenção de defender o Brasil, uma vez que já havia atuado pelas seleções de base da Bélgica.
A seleção brasileira já teve três jogadores que não nasceram no país. São eles:
– Sidney Pullen: Atacante que nasceu na Inglaterra, mas a sua mãe era brasileira. Defendeu o Brasil no Campeonato Sul-Americano em 1916;
– Casemiro do Amaral: Goleiro que nasceu em Portugal e atuou pelo Brasil em 1916 e 1917;
– Francisco Police: Atacante que nasceu na Itália e disputou um amistoso contra o extinto Dublin-URU, em 1918.
A primeira convocação de Andreas Pereira para a seleção brasileira principal ocorreu na semana passada. O meia foi convocado por Tite para os amistosos do Brasil contra os Estados Unidos e El Salvador. Muitos veem nessa convocação uma tentativa de “prender” o atleta na seleção brasileira e assim diminuir as chances de o jogador voltar a defender a seleção belga.
Andreas Pereira disputou a Copa do Mundo sub-20 pelo Brasil Fonte: CBF
Vale ressalvar que, mesmo que entre em campo nos amigáveis, o atleta ainda poderá atuar, se for da sua vontade, pela Bélgica. Pois os jogos não são numa competição oficial e sim amigáveis. O avançado Diego Costa, por exemplo, chegou a defender o Brasil num amigável, mas posteriormente decidiu defender a seleção espanhola.
Andreas Pereira é um ótimo médio e tem tudo para vingar, tanto no Manchester United como na seleção. O atleta também atuar como atacante. O jogador que estava emprestado para o futebol espanhol nas duas últimas temporadas, empréstimo para o Granada e Valência, foi bastante elogiado pelas as suas atuações.
As suas aparições em campo foram tão boas que o treinador do Manchester United, José Mourinho, fez questão de aproveita-lo nessa época. Andreas sabe explorar a velocidade que possui junto com a sua habilidade e gosta do 1 contra 1. Nesse início de temporada tem ganhado algum espaço na equipe inglesa e aos poucos está sendo utilizado pelo treinador português. Seu contrato com o Manchester expira em junho de 2019 e uma renovação já é discutida.
Foto de Capa: Manchester United FC
Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto
O Girabola’18 chegou ao fim! A última jornada jogou-se entre os dias 29 de agosto a 2 de setembro, e o principal motivo de interesse era saber quem iria levantar o troféu de campeão, uma vez que Domant e 1.º de Maio já tinham confirmado a descida de divisão na ronda anterior.
E o 1.º de Agosto é novamente campeão! Pela terceira ano consecutivo, os “Militares” voltam a terminar o Girabola no topo da classificação. Na última partida, os comandados de Zoran Maki venceram o Casa Militar por 1-0, graças ao golo apontado por Jacques, ainda no primeiro tempo. O triunfo pela margem mínima permitiu ao D’Agosto celebrar a conquista do seu décimo segundo título do principal campeonato angolano, e repete assim um feito que já não alcançava desde 1981, quando também foi tricampeão.
O D’Agosto é novamente o campeão angolano de futebol Fonte: 1.º de Agosto
O Petro de Luanda ainda entrou para esta jornada com a “esperança” de chegar ao título, mas o Sagrada tratou de acabar com essa mesma ilusão tricolor, ao arrancar um empate a uma bola fora de portas – os marcadores dos golos foram Tony (Petro) e Cash (Sagrada Esperança). Assim, o conjunto petrolífero termina a época em segundo e com um amargo de boca por não perder festejar a conquista do Girabola, ao passo que a equipa do Dundo acaba a prova na primeira metade da tabela classificativa, com 35 pontos conquistados.
O Interclube, que foi a maior surpresa da edição deste ano (chegou a ocupar o primeiro lugar do campeonato no final da primeira volta inclusive), despediu-se de forma inglória do Girabola. Na ida à casa do despromovido Domant, os “Polícias” ainda se adiantaram no marcador por intermédio de Moco, mas um bis de Kabibi foi o quanto baste para os homens de Paulo Torres saírem derrotados. Contudo, o Inter conseguiu conquistar o último lugar do pódio.
O Recreativo do Libolo venceu o seu respetivo compromisso. A jogar perante o seu público, a turma libolense foi maior forte que o seu adversário, Progresso do Sambizanga, e conquistou os três pontos em disputa – vitória por 2-0, com Herve Ndonga e Magrão a serem os autores dos golos. O triunfo fez com que o Libolo conseguisse ultrapassar a Académica do Lobito na classificação, e acabar a prova no quarto lugar.
O Kabuscorp terminou a sua prestação no Girabola com um empate a duas bolas. Na receção à Académica do Lobito, a equipa do bairro do Palanca ainda esteve a perder por 0-2, mas conseguiu chegar à igualdade, graças aos golos de Nelito (de grande penalidade) e Rafa. Assim, o Kabuscorp acabou na nona posição, com 32 pontos conquistados ao longo da prova.
Nos restantes jogos, Sporting de Cabinda e Bravos do Maquis empataram a uma bola e o Recreativo recebeu e bateu o Desportivo da Huíla por 2-0.
E assim se jogou mais uma edição do Girabola! Como já começa a ser costume, foi mais um campeonato repleto de ação, surpresas, muitos golos e, sobretudo, festa por todos os estádios angolanos, em que o 1.º de Agosto reforçou o seu estatuto de “Melhor Equipa de Angola”, ao conquistar o tricampeonato.
Uma última palavra de apreço para o Domant e 1.º de Maio, que descem de divisão, num momento difícil de gerir, mas que se espera que seja um “Até Já” breve e não um “Adeus” em definitivo. Ainda agora terminou, mas já estamos todos desejosos que o Girabola recomece de novo!
Mais uma semana, mais um resumo, o primeiro da nova temporada. Destaque para o início do Campeonato Nacional de Andebol e para a vitória sofrida do Futebol masculino.
Andebol: Os Leões iniciaram o Campeonato Nacional com uma vitória por 23-35 sobre o SC Horta (8-17 ao intervalo). Carlos Ruesga foi o melhor marcador do encontro, com 10 remates certeiros. Esta é assim a primeira vitória dos Bicampeões Nacionais em encontros oficiais, depois da derrota na semana passada perante o SL Benfica (24-29), a contar para a Supertaça. Pelo meio, os comandados de Hugo Canela tiveram um último jogo de cariz particular, sendo os convidados para a apresentação do CF Os Belenenses, jogo esse que terminou com uma vitória verde e branca por 29-40. Na próxima jornada o Sporting CP recebe o ABC, estando a partida agendada para as 17h30 de 9 de Setembro, Domingo, no Pavilhão João Rocha.
Futsal masculino termina pré-época Fonte: Sporting Clube de Portugal
Futebol masculino: Na quarta jornada do campeonato, o Sporting CP recebeu e venceu o CD Feirense por 1-0, com golo de Jovane Cabral. A formação orientada por José Peseiro totaliza assim 10 pontos, o que lhe permite partilhar a liderança com SL Benfica e SC Braga. O próximo jogo será a recepção ao CS Marítimo, a contar para a Taça da Liga.
Futsal masculino: Os Tricampeões Nacionais terminaram a pré-época com mais 2 vitórias, desta feita frente ao Viseu 2001 (8-2) e à AD Fundão (9-3). Com efeito, os comandados de Nuno Dias conquistaram a Taça Cidade de Viseu, com 6 pontos averbados, os mesmos que o rival SL Benfica, contudo os Leões conseguiram um melhor diferencial de golos. Segue-se o início dos jogos oficiais, com o Sporting CP a defrontar o GD Fabril na Supertaça; a partida disputa-se no Sábado, 8 de Setembro, pelas 14h30, no Pavilhão Municipal de Loulé.
O mercado de transferências está encerrado e, uma vez mais, o FC Porto teve uma janela de transferências muito produtiva rentabilizando cerca de 65 milhões de euros com as saídas de Dalot, Ricardo Pereira, Boly, Layún, Gonçalo Paciência e Suk.
Aproveitando o fecho do mercado, deixamos aqui em retrospetiva os cinco jogadores que mais contribuíram para encher os cofres dos dragões nos últimos anos.
Na Amadora há um cantinho cheio de mundo. Esse cantinho nasceu um dia, a 22 de janeiro de 1932, quando um grupo de jovens olhava para as estrelas. Viria a começar a concretização de um sonho: o Clube de Futebol Estrela da Amadora. Esse sonho tornou-se mesmo realidade. Pena é que nem sempre foi assim tão fácil…
Como todos sabem, no universo existem buracos negros. O Estrela foi mesmo sugado por um, no final da temporada 2008/2009. O clube foi despromovido por dívidas insustentáveis e, em maio do ano seguinte, viria mesmo a realizar o seu último jogo de futebol sénior, onde perdeu em casa com o Real Massamá.
Outrora apagado na magia do futebol, chega agora a ganhar um novo rumo: Clube Desportivo Estrela. E o sonho nasceu novamente. A estrela vai mesmo voltar a brilhar!
É verdade. O mítico Estrela da Amadora vai mesmo ganhar uma nova vida nos relvados. Depois de ter sido extinguido em 2010 do futebol sénior, hoje com outro nome, o Estrela vai voltar a encher o coração dos seus adeptos dentro das quatro linhas. E, quem sabe, continuar a fazer história!
Paulo Bento, Paulo Ferreira, Jorge Andrade, Abel Xavier, Dimas, Calado, Manuel Fernandes, José Mourinho, Jorge Jesus, Toni e até Fernando Santos. Um clube que deu tantos nomes ao mundo, ou pelo menos lançou-os para a ribalta de certa forma, nunca poderia ser apagado da história do futebol português.
O Futebol sénior vai voltar ao Estádio José Gomes quase dez anos depois Fonte: Clube Desportivo Estrela
Este clube devia mesmo ser exemplo para muitos. Um exemplo de superação e vontade. Um clube que era de bairro e que passou a ser, em muito pouco tempo, um clube a nível nacional. Uma instituição onde o ambiente de querer vencer e o amor à camisola (coisa rara hoje em dia) perduravam e que, de certa forma, fazia acreditar que era possível derrubar qualquer obstáculo. Prova disso mesmo foi a conquista da Taça de Portugal em 1989/1990. Ou até mesmo este renascer das cinzas que, para muitos, parecia impossível.
O Estrela é a prova viva de que, desde que haja um adepto a torcer por um clube, nem que seja no mais recôndito local, esse clube não acaba. A paixão move montanhas e os tricolores são a prova disso mesmo. O brilho nos olhos de quem fala e sente mesmo o Estrela não mente. É o orgulho no clube da terra que existe tão pouco em Portugal… Como disse há pouco, um exemplo para muitos!
Esperemos que a Estrela brilhe mesmo e que chegue a alcançar a ribalta de outrora. Já não era sem tempo!
Estes jogadores foram o que mais moveram dinheiro este ano e os que mais nos fizeram falar. Um top muito imprevisível, com portugueses e guarda-redes, mas sem dúvida muito interessante. Mbappé ficou de fora deste top por opção, uma vez que, apesar da transferência ter sido feita somente este ano, o jogador já representava o Paris Saint-Germain a época passada e já estava tudo acordado para a transferência do extremo para o emblema parisiense há muito.
5.
Fonte: Liverpool FC
Alisson – Um dos melhores guarda-redes da atualidade aparece na última posição deste ranking. Uma contratação estratégica por parte do Liverpool FC após perceber que Karius não é guarda-redes para um clube destes. Um clube de topo tem que ter todos os jogadores de topo porque uma equipa é tão forte quanto o seu elemento mais fraco. Karius é uma mancha na história do Liverpool. Podem ser palavras duras atribuídas ao guarda-redes, mas a verdade é que custou uma liga dos campeões aos reds. Alisson é discutivelmente o melhor guarda-redes disponível para o Liverpool. Uma vez que todos os outros clubes rivais tinham os melhores da atualidade (De Gea no United, Ederson no City e Courtouis no Chelsea), só sobravam Alisson e Oblak. Foi a contratação mais cara de sempre para a posição, um recorde que durou pouco tempo pois Kepa foi comprado pouco tempo depois. Com isto, o Liverpool apresenta-se com um plantel completo, extremamente ofensivo, mas com grande poderio defensivo neste momento (se bem que um defesa central não lhes fazia mal). Alisson deixa assim o AS Roma (onde tanto o jogador como o clube brilharam nas competições internacionais) pela quantia de 62.5 Milhões de euros. Foi uma contratação de quantias altas é certo, no entanto claramente justificável perante o cenário do Liverpool
Mais uma época, mais uma janela de transferências. Quem diria, quando a primeira bola de futebol foi chutada, que este jogo acabaria a valer biliões de euros? Quem adivinharia este carnaval de rumores, intrigas, rescisões e contratações? Ninguém sabe muito bem como aqui chegámos, mas cá estamos. E, agora que o mercado de transferências fechou oficialmente (isto do oficialmente tem muito que se lhe diga, até porque entretanto mais umas dezenas de negócios foram finalizadas e já vamos no segundo dia de setembro), apresentamos uma retrospetiva dos melhores – e piores – compradores.
Comecemos pelos clubes que tiveram, segundo adeptos e jornalistas, o pior desempenho nestes últimos dois ou três meses. E para isso basta olhar para a segunda transferência mais cara do verão: Cristiano Ronaldo, do Real Madrid para a Juventus FC, a troco de 100 milhões de euros, segundo o site Transfermarkt. Ora, por tudo o que “CR7” representa, esta foi uma perda enorme para os blancos. Uma perda que o dinheiro recebido não compensa.
Mas, mesmo quando olhamos para esse reforço financeiro que Ronaldo valeu ao Real Madrid, percebemos que Florentino Peréz e Juan Lopetegui pouco o utilizaram. A contratação de Thibaut Courtois, a troco de 65 milhões de euros, não parecia a mais urgente, tendo em conta o desempenho de Keylor Navas; Vinícius Junior, que custou 45 milhões de euros, tem apenas 18 anos e é, na melhor das hipóteses, um investimento a (muito) longo prazo; Álvaro Odriozola, chegado dias antes da saída de Cristiano, já provou ser um lateral direito com grande margem de progressão, mas é, novamente, uma solução a longo prazo para o lugar indiscutível de Daniel Carvajal; finalmente, temos o novo número 7… Mariano Díaz. Com todo o respeito pelo avançado da República Dominicana, que na época passada apontou 21 golos ao serviço do Olympique Lyonnais, esta decisão parece precipitada e despropositada. Não é propriamente pela sua contratação: Mariano já passou pelo Real Madrid – entre 2012 e 2017 – e pagar 22 milhões de euros por um avançado que tem características diferentes e mais versáteis que as de Benzema, que já não caminha para novo, não é mal pensado.
Contudo, dar-lhe um número envergado por um jogador que quebrou praticamente todos os recordes ofensivos na história do clube, de La Liga e da Liga dos Campeões? É algo sintomático de uma direção desesperada por preencher um vazio para o qual não se soube preparar. Para já, as vitórias iniciais na liga frente ao Getafe (2-0), Girona (1-4) e Leganés (4-1) ainda não apagaram o dissabor deixado pela derrota de 4-2 frente ao rival Atlético de Madrid, na Supertaça Europeia. A apreensão continua, após umas compras muito pouco razoáveis.
O legado continua…? Fonte: Real Madrid CF
O Real Madrid não foi, porém, o único clube a deixar os adeptos com os nervos em franja devido às suas ações no mercado de transferências. Aliás, se viajarmos para o novo estádio de White Hart Lane, na Inglaterra, vemos outro exemplo disto. Neste caso, até foi a inação do Tottenham que suscitou algumas questões. Isto porque os Spurs não contrataram absolutamente ninguém. A única nova cara na equipa de Mauricio Pochettino é Lucas Moura, cuja transferência já havia sido acertada com o PSG em janeiro. De resto, o clube gastou zero em novos jogadores, mas também não recebeu nada, vendo apenas saídas por empréstimos. Por um lado, o encargo financeiro da mudança de estádio pode ser uma explicação para este fenómeno. Por outro, também pode ter sido Pochettino que decidiu manter a base sólida e jovem do seu clube intacta, dando um ano ao plantel para se entrosar enquanto lança jogadores da academia na primeira equipa. De qualquer maneira, numa liga como a inglesa, onde os milhões não param de fluir, este é um caso raro.
No inverso da medalha, temos clubes que se mostraram particularmente ativos ao longo da época estival. Mantendo-nos em Terras de Nossa Majestade, podemos olhar para o Wolverhampton Wanderers. Dando continuidade a um longo investimento, que fez com que, no espaço de três anos, subissem da terceira divisão inglesa à Premier League, os Wolves fizeram questão de se afirmarem como uma força a ser reconhecida. Contraram grandes nomes, como Rui Patrício – a custo zero – e João Moutinho – por 5,6 milhões de euros -, e jovens promessas, como Adama Traoré ou Diogo Jota – cujo empréstimo do Atlético de Madrid se tornou permanente, a troco de 14 milhões de euros. Isto a juntar à qualidade já presente, com jogadores como Rúben Neves e Ivan Cavaleiro. A prova de que, quando bem utilizado e alocado, um reforço financeiro pode surtir efeitos positivos, especialmente a longo prazo. Veremos agora como é que este talento se irá sair no topo do futebol inglês.
Nuno Espírito Santo será certamente um homem feliz depois de todas estas contratações Fonte: Wolverhampton Wanderers
Viajando agora para Itália, olhamos para o Internazionale Milano, que garantiu os serviços de Radja Naingolann ao rival AS Roma, a troco de 38 milhões de euros. Para além do dínamo belga, trouxe ainda para o Giuseppe Meazza jogadores como Lautaro Martínez, Simone Vrsaljko (finalista do Mundial), Stefan de Vrij, que chegou a custo zero da SS Lazio, Kwadwo Asamoah, Baldé Diao Keita, e muitos outros. Estas contratações, que vieram reforçar praticamente todas as áreas do plantela neroazzuri, deixaram os fãs empolgados e subiram as expectativas para esta época. No entanto, basta olhar para os seus coabitantes de estádio, o AC Milan, para perceber que gastar muito nem sempre significa gastar bem. Já na época passada os rossoneri deram uso a centenas de milhões de euros, numa tentativa de melhorar as prestações dentro de campo, para acabarem o campeonato num mísero sétimo lugar. Mas aqui estamos apenas a avaliar as contratações dos clubes e, em teoria, o Inter formou um plantel que o pode devolver ao seu estatuto de grande do futebol italiano e europeu.
O “Ninja” na sua apresentação pelo Internazionale Fonte: Internazionale Milano
Não podemos deixar de realçar equipas como o Liverpool, que juntou às suas fileiras Fabinho (do AS Monaco) e Naby Keita (do RB Leipzig), ou o FC Barcelona, que contratou Malcom numa espécie de golpe de teatro, quando o extremo brasileiro já era dado como certo no AS Roma.
Numa janela de transferências que não bateu nenhum recorde absoluto no que toca à quantia paga por um jogador, vimos boas pechinchas – Arturo Vidal a chegar ao Barcelona por apenas 18 milhões; Emre Can a ir para a Juventus a custo zero – e valores que deixaram muitos boquiabertos – Richarlison no Everton por 40 milhões ou Kepa Arrizabalaga no Chelsea por 80, por exemplo -. A transferência mais cara acabou por ser a de Kylian Mbappé, mas, tendo já sido anunciada no ano passado, a quantia de 130 milhões que o PSG pagou ao AS Monaco não supreendeu ninguém.
Agora que os cheques já foram levantados e os contratos assinados, vamos lá ao que interessa, porque não é o dinheiro que vai entrar em campo. A euforia do festejo de um golo continua a ser grátis, felizmente. Quero dizer, há o preço do bilhete/da televisão, da cerveja, do courato… enfim, desde que os verdadeiros adeptos não se transfiram, estamos bem.
Uma vitória convincente na Grécia confirmou a presença dos encarnados na fase de grupos da Liga dos Campeões. As águias amealharam 43 milhões de euros pelo acesso a esta fase da prova, beneficiando do bónus por estar no top 10 do ranking da UEFA para os últimos 10 anos.
As equipas portuguesas na prova milionária têm sempre uma dificuldade acrescida para ultrapassar os ditos ‘tubarões’. A chegada aos quartos de final da prova tem vindo a ser considerada uma excelente prestação de qualquer equipa nacional, até por vezes um grande feito. A chegada às meias finais é já uma etapa vista como uma miragem às aspirações portuguesas, deixando os clubes nacionais a apontar na melhor prestação possível, sendo essa a fase em que entram as oito melhores equipas da Europa.
O que se tem visto são mesmo prestações a rondar os oitavos e quartos de final (este último, mais raro) ou a queda para a Liga Europa, ao ficar no terceiro lugar do grupo da liga milionária. Desta forma, e agora que os prémios da competição aumentaram, a Liga dos Campeões é vista pelos portugueses como a liga dos milhões. É uma oportunidade de arrecadar grandes quantias de dinheiro ao vencer jogos (2,7 milhões de euros por vitória), empatar (900 mil euros por empate) e passagem a fases seguintes (9,5 milhões de euros para os oitavos de final; 10,5 milhões de euros para os quartos; 12 milhões para as meias finais; 15 milhões para a final). Este acaba por ser o objetivo principal dos clubes que sabem que, à partida, não conseguem vencer a competição, ou até mesmo chegar aos quartos ou meias finais.
Noutro lado, temos a Liga Europa. Vista como a segunda divisão das competições europeias, ficar em terceiro lugar do grupo e ser relegado para esta competição é também considerado um fracasso europeu para o clube (falando principalmente em Benfica e Porto). Porém, devido à maior proximidade competitiva entre os nossos grandes portugueses e as equipas que participam nesta prova, a probabilidade de levantar o troféu é bastante superior.
Ora, se passar a fase de grupos da Liga dos Campeões e perder nos oitavos é uma campanha precária e que acaba por ‘saber a pouco’ – encerrando a campanha europeia na temporada – e se a relegação para a Liga Europa pode, em primeira instância, ser vista como um fracasso, mas, em segunda instância, ser considerada como uma hipótese de vencer a competição, fica o dilema: os milhões da liga milionária, ou o prestígio de vencer a Liga Europa?
O Benfica alcançou duas finais da Liga Europa consecutivas e embora tenha perdido ambas, ganhou força europeia Fonte: SL Benfica
Se por um lado a lacuna entre os prémios da primeira e da segunda competições é enorme (o vencedor da Liga Europa que cai do grupo da Liga dos Campeões pode vencer apenas um máximo de 22 milhões durante a segunda competição, enquanto que na Liga dos Campeões basta fazer nove pontos e passar aos oitavos para arrecadar 17,6 milhões), o prestígio de vencer uma competição europeia e ficar-se pelos oitavos ou quartos é bastante diferente. Além de que o clube passará a ser olhado como o Campeão da Liga Europa e irá participar na Supertaça Europeia.
Outro ponto é o ranking da UEFA, em que o clube irá beneficiar de uma maior prestação se chegar aos oitavos de final da Liga dos Campeões do que se chegar às meias finais da Liga Europa, por exemplo.
Deste modo, a partir deste ano – em que os pontos de ranking e os prémios das competições mudaram e deram ainda mais importância à liga milionária -, parece que a Liga dos Campeões mantém-se mais importante que a sua ‘segunda divisão’, mesmo não aspirando à sua conquista, ou mesmo uma longa permanência nas suas etapas. Contudo, o sabor da conquista europeia é um sabor diferente da queda precoce na prova dos milhões. Será um dilema para sempre para as equipas portuguesas. Todos optaram por dizer que a Liga dos Campeões é o caminho a percorrer, mas se virem o seu clube erguer o troféu da Liga Europa acredito que ficarão presos nesta indecisão, tal como eu muitas vezes fico.
Fica a ideia: se houver queda para a Liga Europa, ou é para ganhar, ou será sempre visto como uma desgraça europeia.
Para o comum adepto da Primeira Liga, João Novais será pouco mais do que um novo jogador do SC Braga. Por outro lado, para o espetador mais atento, o reforço dos minhotos será reconhecido como o ‘ex-Rio Ave, exímio batedor de livres’.
No entanto, há uma terceira perspetiva mais acertada que escapa ainda à maioria dos adeptos: a de João Novais, o médio.
Depois dos onze golos apontados ao serviço de um Rio Ave ambicioso, o jogador de 25 anos ficou inevitavelmente associado à sua capacidade de remate e, sobretudo, de cobrança de bolas paradas.
Contudo, apesar de justo, o rótulo é redutor face às suas qualidades. Atualmente, João Novais é um médio muito completo, com um elevado sentido tático e muito forte também no capítulo do passe.
João Novais impressiona pela capacidade nas bolas paradas, mas não só Fonte: Rio Ave FC
Poucos saberão, à data, que Novais nem sequer começou a temporada transata como titular do Rio Ave. Nas primeiras nove jornadas do campeonato, de resto, o médio atuou apenas em cinco partidas e sempre como suplente utilizado.
Apesar deste início desanimador, a sorte do jogador iria mudar a partir da receção ao Sporting. Com Francisco Geraldes impedido de jogar, por defrontar o clube detentor do seu passe, o médio foi lançado no onze inicial rioavista e brilhou a todos os níveis.
Capaz de dinamizar o futebol vilacondense com a mesma classe de Chico, Novais acrescentou ainda força e a já referida capacidade de remate ao meio-campo da sua equipa, catapultando o Rio Ave para uma das melhores exibições da temporada.
Tal exibição não passou despercebida a Miguel Cardoso e, a partir desse encontro, só por uma vez não foi titular até ao final da época – na receção ao Moreirense FC, onde até entrou para fazer os dois golos da reviravolta.
Desde então, a história é conhecida: Novais, ora atuando no centro, ora na ala, assumiu-se como figura do Rio Ave (estatuto reforçado pela saída de Rúben Ribeiro), terminou como segundo melhor marcador da equipa e ‘saltou’ para o Sporting de Braga.
João Novais trocou o Rio Ave FC pelo SC Braga este Verão Fonte: Rio Ave FC
Nos minhotos, a colocação dos seus livres continua a dar nas vistas (o golo ao Zorya merece ser visto e revisto), mas é a sua polivalência que motiva maior destaque.
Titular em quatro dos cinco jogos realizados pelo Braga esta época, o médio-ofensivo de origem, habitual ala no Rio Ave, tem sido aposta no duplo pivot de Abel e correspondido com excelentes exibições.
Seja ao lado de Claudemir, Fransérgio ou, mais recentemente, João Palhinha, Novais tem demonstrado ter a capacidade defensiva e, principalmente, a cultura tática imprescindível para a posição.
Eficaz em qualquer zona do meio-campo, João Novais pode tornar-se um nome sério do futebol nacional e é uma incógnita até onde a sua evolução pode ir.
O campeonato nacional de andebol arrancou na quarta feira com o FC Porto – Madeira SAD. Os azuis e brancos fizeram um jogo tranquilo, que demonstrou bons indícios para a época que se avizinha. Miguel Martins e André Gomes, do Porto, e Eledy Semedo, que marcou o primeiro golo da temporada, do Madeira SAD, foram os artilheiros do encontro com cinco golos cada. Destaque para o jovem portista, Miguel Martins, que é claramente uma das maiores promessas portuguesas. O jogador comandou o FC Porto e mostrou (aliás, voltou a mostrar) que deve ser aposta forte. O resultado foi uma vitória clara dos dragões por 27-19. O FC Porto fica a ocupar o quarto lugar e o Madeira SAD o nono.
Já no sábado, o Benfica venceu o Maia/Ismai no pavilhão da Luz por 25-20. Uma vitória bem conseguida dos encarnados. Os pupilos de Carlos Resende foram consistentes na defesa e incisivos no ataque – as combinações da meia distância com o pivot resultaram em cinco golos de Paulo Moreno. Belone Moreira foi o melhor marcador com sete golos; o melhor do MAIA/ISMAI foi Hugo Santos com quatro. Benfica e Maia estão no quinto e no oitavo lugar respetivamente.
Belone Moreira foi o melhor jogador do Benfica com sete golos apontados Fonte: SL Benfica
No mesmo dia realizaram-se mais quatro jogos:Belenenses 38 – 23 Arsenal, seguido pelo jogo mais equilibrado da jornada, ABC 26 – 23 Avanca, Águas Santas 34 – 23 Boa Hora e SC Horta 23 – 35 Sporting.
O Belenenses contou com a veia goleadora de Nuno Santos (ex-Boa Hora) que marcou 12 golos e já é o melhor marcador do campeonato. O canhoto mostrou-se numa tarde de grande inspiração e contruiu a vitória dos azuis, que venceram o Arsenal confortavelmente por 15 golos de diferença – o Belenenses está no primeiro lugar da primeira fase.