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Redesenhar uma defesa para atingir o equilíbrio

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Alex Telles nunca teve concorrente à altura, o meio campo sempre se ressentiu da falta de uma opção box to box e o lugar ao lado de Felipe aconselhava ao desdobramento de esforços no sentido de não colocar em causa o aspeto que mais contribuiu para o título da época passada: a defesa.

Ricardo Pereira e Iván Marcano, duas peças fundamentais na dinâmica que Sérgio Conceição queria imprimir na equipa, deixaram na defesa dois buracos difíceis de tapar. Se o lateral oferecia à equipa consistência defensiva e muita capacidade atacante, funcionando como um autêntico ala, o central espanhol assumia-se como o patrão do setor mais recuado, legado que deixou para o ex companheiro Felipe. Como se não bastasse, o FC Porto viu sair uma das grandes esperanças, Diogo Dalot, e que seria, de forma natural, o substituto de Ricardo.

Perante o “choque”, surge a necessidade de encontrar alternativas credíveis no mercado. Ora, credível não foi, de todo, o primeiro ataque do FC Porto ao mercado, que ofereceu a Sérgio Conceição opções dúbias, desde logo Janko e Ewerton, que rapidamente receberam guia de marcha. O próprio João Pedro vem sentindo dificuldades em lutar com Maxi pelo lado direito da defesa.

Janko não convenceu Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Toda esta situação motivou um marcar de posição público do treinador que, enfim, obrigou a administração do clube a desdobrar-se em esforços no sentido de garantir maior credibilidade aos reforços que haveriam de chegar. As derrotas com Portimonense SC e LOSC Lille mostraram graves problemas no centro da defesa, que para além de Felipe contava apenas com Chidozie e Diogo Leite. O jovem internacional português até começou a época como titular mas a derrota caseira com o Vitória SC fez disparar os alarmes e a boa estreia de Militão parecem ter-lhe remetido de volta à condição de suplente.

Para este setor há ainda Mbemba, que se apresentou como um dos nomes mais sonantes do mercado nacional, embora o azar lhe tenha batido à porta e só deva entrar em competição lá para outubro. Nessa altura será curioso perceber as movimentações que a defesa conhecerá, já que é bem provável que Maxi (a idade pesa cada vez mais, não obstante continuar a ser um jogador que empresta muita garra ao seu jogo) veja Militão ganhar-lhe o lugar e o congolês passar a ser o companheiro de Felipe no centro.

Passando para a esquerda, finalmente uma solução credível para dar luta a Alex Telles. O também brasileiro Jorge chega por empréstimo do AS Mónaco, mas com um plano para o futuro já aparentemente bem definido. Beber da experiência do compatriota e, eventualmente, assumir a titularidade na próxima época, na qual se perspetiva a saída de Telles.

Jorge vai concorrer com Alex Telles
Fonte: FC Porto

Depois de muita indefinição inicial, o setor defensivo parece, enfim, ter ganho estabilidade e tem, neste momento, variadíssimas opções, que garantem a SC uma competitividade interna que só pode ser positiva.

Nos restantes setores, apenas o meio campo alargou de opções, com a chegada de Bazoer, que assim se junta a Danilo, Sérgio Oliveira, Herrera e Óliver. Estará em vista uma eventual alteração tática? Só o tempo o dirá.

Para o ataque não chegou qualquer reforço, apesar de o jovem André Pereira ter sido integrado no plantel depois de uma pré-época onde apontou cinco golos. Os mais pessimistas continuam a defender que falta uma opção para combater uma eventual falha de criatividade de Brahimi, já os mais otimistas apontam para que esta seja a época de afirmação de Corona. E ainda há Otávio…

Na globalidade, este parece ser um plantel bastante equilibrado e que oferece a Sérgio Conceição múltiplas opções. Os grandes reforços da equipa são os que já cá estavam. Primeiro, Danilo. Depois, Marega. E, por fim, as continuidades de Alex Telles, Herrera e Brahimi. Renovar-lhes o vínculo será assim tão difícil?

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

Antevisão das eleições: rei morto, rei posto, chegou a hora!

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Começa-se a ver a luz ao fundo do túnel, aproxima-se a data mais aguardada dos últimos tempos pelo universo sportinguista, o emblema verde e branco vai a votos depois de atravessar um dos períodos mais negros da sua história centenária. A época desportiva do Sporting CP começou, com mais dúvidas do que certezas, sob a asa de Sousa Cintra e a sua Comissão de Gestão mas agora a passagem de testemunho fica marcada pelo início estável da formação leonina, que amealhou dez pontos em quatro partidas. Espera-se agora que essa estabilidade se instale de vez e seja transversal a todo o clube com o virar de página que se vai efetuar dia 8.

A sufrágio vão estar seis listas: João Benedito (Lista A), José Maria Ricciardi (Lista B), Frederico Varandas (Lista D), Rui Jorge Rego (Lista E), Dias Ferreira (Lista F) e Tavares Pereira (Lista G), o candidato Pedro Madeira Rodrigues acabou por desistir da corrida durante a última semana. O rol de candidatos é extenso, como há muito não se via em Alvalade, o que por um lado demonstra a vitalidade do clube e permite que os sócios tenham várias soluções diferentes ao seu dispor, por outro lado a existência de tantas opções pode também ter um efeito negativo: os resultados podem ser pouco esclarecedores, dividindo de forma ainda mais fraturante o clube ao eleger um presidente não tão consensual como desejado para um clube tão necessitado de união.

O 12º jogador vai assumir um papel ainda mais decisivo neste fim de semana
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Desde a destituição do Conselho Diretivo e posterior marcação de eleições, o Sporting CP continuou a viver um período especialmente delicado e intranquilo, como é já habitual para os lados de Alvalade. Bruno de Carvalho foi uma constante, os nomes de candidatos dispostos a liderar o clube sucediam-se, a divisão interna era evidente e no meio deste turbilhão de instabilidade havia toda uma época desportiva para ser preparada… Como não poderia deixar de ser, um dos grandes protagonistas do período pré-eleições foi Bruno de Carvalho. A sombra do ex-presidente leonino esteve bem presente durante todo o Verão e mesmo depois de ter sido destituído pelos sócios, Bruno de Carvalho tentou avançar com uma candidatura mas sem efeito por estar suspenso de sócio (tal como aconteceu com Carlos Vieira). No entanto, a “assombração” não iria ficar por aqui e continuou bem ao seu estilo, com o teclado a ser uma extensão do seu corpo, Bruno de Carvalho disparou em todas direções: após ser destituído do cargo, chegou a afirmar que se afastaria de vez do Sporting, porém em menos de 24h a desilusão deu lugar às juras de amor eterno ao emblema verde e branco e deixou bem claro que não iria sair de cena tão facilmente.

Sousa Cintra e Jaime Marta Soares foram alvos recorrentes das suas palavras e já nesta última semana Bruno de Carvalho seguiu, mais uma vez, para a “carreira de tiro” e não deixou nenhum candidato em pé: atacou todos e cada um dos candidatos, descredibilizando-os um a um num dos seus posts no Facebook.

Lendas do Universo Leonino: João Rocha

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Na semana em que decorrem as eleições para os órgãos sociais do Sporting Clube de Portugal, recordamos o histórico Presidente, João Rocha.

João António Anjos Rocha é uma das figuras mais marcantes da história do clube leonino. Eleito a 7 de Setembro de 1973, dirigiu o Sporting até 3 de Outubro de 1986, sendo o Presidente com maior longevidade no clube.

No seu trajeto na liderança do clube verde e branco conquistou, no futebol, três campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira. Um Presidente que deixou uma marca indelével na sua aposta nas modalidades, com mais de 1500 atletas a representarem o clube, em 22 modalidades. João Rocha, liderou nesse período um Sporting, que no eletismo venceu mais de 1200 títulos nacionais, 52 Taças de Portugal, 8 Taças dos Campeões Europeus de Corta-Mato, uma Taça dos Campeões Europeus de Hóquei em Patins, Taças das Taças e uma Taça CERS. Além destes títulos, no decorrer dos seus mandatos, modalidades como o Basquetebol, Andebol, Atletismo, Ciclismo, Ginástica viveram tempos de glória. Muitos títulos e medalhas, um período de glória para o Sporting Clube de Portugal.

O Presidente, para muitos considerado o melhor da história do Sporting, herdou o clube em plena crise financeira. Após treze anos a liderar os destinos do clube, deixou obra como a construção da Pista de Tartan e dos Pavilhões. Durante a sua presidência, o clube mais do que triplicou o número de sócios, ultrapassando os 100 mil. Além disso, viu aprovada em Assembleia-Geral a criação dos Núcleos e de três categorias de sócio.

João Rocha é um dos presidentes mais emblemáticos do Sporting CP
Fonte: Sporting CP

O respeito pelos valores democráticos norteavam o Sporting, em 1981 aprovou uma alteração de estatutos em Assembleia-Geral, que implicava que os membros que compunham as listas aos órgãos sociais do clube, fossem sujeitos à aprovação dos sócios.

Estes são apenas alguns dos marcos que o Presidente João Rocha deixou na história do Sporting Clube de Portugal. Para muitos, o melhor Presidente de sempre, que foi distinguido com o Prémio Stromp por três vezes, nas categorias Sócio e Dirigente, com o Leão de Ouro com Palma, em 1987 e ainda Sócio de Mérito do Sporting Clube de Portugal.

A mais recente homenagem, decorreu no dia 30 de Setembro de 2012, os sócios aprovaram por uanimidade e aclamação, que o novo Pavilhão teria o nome do histórico Presidente – Pavilhão João Rocha, a casa das modalidades e de vitórias.

Na semana em que decorrem as eleições, que o Sporting tenha uma liderança, cujo exemplo seja João Rocha. Um Presidente próximo dos sportinguistas e dos atletas, que aposte nas modalidades, que seja capaz de liderar com vista a vitórias e títulos. Mas sempre respeitando os valores do Sporting Clube de Portugal, ética no desporto, respeito pelos valores democráticos e luta intransigente pelos superiores interesses do clube.

O Presidente João Rocha, ao longo dos 13 anos da sua presidência, cumpriu o sonho de José de Alvalade, fez verdadeiramente do Sporting um clube tão grande, como os maiores da Europa.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Estrelas da Formação: Florentino Luís

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Florentino Luís já não é um nome desconhecido no universo Benfiquista. O jovem médio-defensivo de 19 anos vai já para a sua terceira temporada na Equipa B do Sport Lisboa e Benfica, sendo que desde bem cedo – e à imagem do que acontecia nas camadas jovens – sempre conseguiu mostrar a sua influência.

Aos 19 anos, Florentino já conta no seu curriculum com um Campeonato Europeu de Sub-17 e um Campeonato Europeu de Sub-19. Em ambos os escalões, foi peça-chave no 11 da Selecção Nacional. Ainda não se estreou pela equipa principal do SL Benfica mas, pela forma como tem evoluido, não deverá tardar muito para ser uma das opções a ter em conta para render o sérvio Ljubomir Fejsa na posição mais recuada do meio-campo.

Desde os seus primeiros passos no Seixal que se percebeu que estariamos perante um talento para o futuro. Florentino foi sempre bastante importante nos vários escalões por onde passou e sempre se notabilizou pelo seu posicionamento, leitura defensiva, capacidade de desarme e antecipação. À imagem de Fejsa, é um jogador com um raio de acção bastante grande, parecendo quase omnipresente. Chegou com 17 anos à Equipa B e, logo na primeira temporada na formação secundária do SL Benfica, conseguiu somar 18 jogos – o que acabou por ser notável, tendo em conta a tenra idade que ainda possuía e a competição que disputava, contra jogadores bem mais experientes que ele. Apesar disso, Florentino nunca se amedrontou e sempre disputou cada lance como se fosse tão ou mais maduro que os adversários. Outra componente muito forte do jovem médio-defensivo é, precisamente, a vertente psicológica, pois sempre revelou ser um jogador com uma maturidade invulgar para a idade que tem.

Um ponto que Florentino terá forçosamente de melhorar e que o fará dar um salto qualitativo é quando a equipa se encontra com a bola em sua posse. Já o vemos muitas vezes com a intenção de sair a jogar com a bola controlada e isso é fundamental num médio-defensivo do futebol moderno, principalmente naqueles que estão nos clubes de topo. Eu acredito que Florentino poderá um dia chegar ao patamar desses jogadores, portanto, quanto mais completo melhor. E ele tem potencial para isso.

Florentino Luís tem continuado a sua evolução de forma bastante positiva e parece estar cada vez mais bem preparado para a chamada ao plantel principal
Fonte: SL Benfica

Nesta temporada, com Bruno Lage no comando da Equipa B do SL Benfica, vejo um Florentino diferente, talvez mais próximo daquilo que auguro para o seu futuro. Quando a equipa está em posse, já se vê uma ocupação dos espaços diferente, tentando sempre procurar posicionar-se nos espaços livres para receber a bola e, assim, dar início à primeira fase de construção. Fazendo um parêntesis na avaliação ao jogador – e já que estou a falar de Bruno Lage –, temos aqui a prova em como um modelo de jogo de qualidade e em que se privilegia a posse de bola poderá ajudar muito mais na evolução de um jovem jogador, uma vez que é com a bola nos pés (e não a ver jogar) que os jogadores poderão evoluir mais.

Esta mudança de paradigma na nossa formação secundária revelou-se fundamental para a evolução do jovem médio. Se é verdade que nesta temporada vemos um Florentino com noções mais abrangentes do jogo, também é verdade que a sua progressão se encontrava algo estagnada. Quererá isto dizer que estava em vias de perder qualidades? Nada disso. O que considero que estava a acontecer com Florentino era que estava inserido num modelo de jogo que pouco o beneficiava na sua evolução, onde o seu trabalho era maioritariamente de destruição, ou seja, onde via mais jogar do que propriamente jogava. Como já referi, isso não é, de todo, positivo para um jovem.

As noções de jogo que tem vindo a aperfeiçoar e o salto físico que tem dado ao longo das últimas temporadas, aproximam cada vez mais Florentino do plantel principal do SL Benfica. Neste momento, sendo Andreas Samaris uma carta fora do baralho para Rui Vitória, o jovem de 19 anos tem ainda à sua frente Alfa Semedo e Ljubomir Fejsa. Se, neste momento, me parece impossível que pudesse tirar lugar ao sérvio, não me admiraria que rapidamente relegasse o ex-Moreirense para um terceiro plano. Por isso, aguardemos pelo desenrolar da temporada para perceber até que ponto Florentino está (ou não) preparado para assumir a posição 6 do nosso meio-campo.

Foto de Capa: SL Benfica

CD Santa Clara – A força ofensiva do vulcão

A época ainda mal começou e o CD Santa Clara tem mostrado, nos primeiros cinco jogos desta temporada, que o seu principal objetivo é: Colocar a bola no fundo das redes.

Comecemos pelo primeiro jogo da época contra o CD Desportivo das Aves. Neste jogo, apesar do empate, a equipa açoriana começou por colocar a bola na baliza adversária por duas vezes com um golo de Thiago Santana e um autogolo de Jorge Filipe.

Frente ao SC Braga, com seis golos no total do encontro, três foram do Santa Clara, marcados por Thiago Santana, a inaugurar o marcador, Zé Manuel e Fábio Cardoso.

Contra o Portimonense SC, dois dos quatro golos da partida são do clube vermelho e branco que lhes valeu um ponto na tabela qualificativa.

No último jogo, até ao momento, o Santa Clara goleou o Boavista FC por meio de uma excelente exibição, que lhe valeu três pontos em casa, e quatro golos. Esta foi a primeira vez, na história do clube, que o Santa Clara venceu o Boavista. Thiago Santana, Fernando Andrade e o bis de Osama Rashid fizeram toda a diferença neste duelo. Com esta vitória, a equipa açoriana contabiliza nove golos na Primeira Liga.

Thiago Santana, Fernando Andrade e Osama Rashid foram os autores dos golos frente ao Boavista
Fonte: CD Santa Clara

É de realçar que o clube micaelense é o quarto melhor ataque da Primeira Liga, só atrás dos ataques do SC Braga, SL Benfica e o FC Porto.

Este Santa Clara mostra-se forte no momento ofensivo e é igualmente forte a jogar em casa. Em 2018, o clube continua a não sofrer nenhuma derrota em casa. A capacidade ofensiva desta equipa está à vista de todos e a fome de golo é notável. Espera-se, então, continuar a ver um Santa Clara com garra, determinação e persistência nesta longa e dura batalha.

Foto de Capa: CD Santa Clara

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

É Kevynn Nyokas a chave para o Benfica regressar aos títulos?

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Muitos pensavam que o plantel do SL Benfica já estava fechado para a época 2018/2019, mas no passado dia quatro de setembro o clube anunciou nas redes sociais a contratação do internacional francês de 32 anos Kevynn Nyokas. O francês já conquistou vários títulos importantes, tais como um Campeonato Europeu, um Campeonato do Mundo e uma Taça EHF.

No final do ano passado, muitos apontavam que seria necessário ao Benfica reforçar-se em três posições para conseguir aumentar as hipóteses de conquistar o título: a posição de guarda-redes, ponta direito e lateral direito. As duas primeiras já estavam asseguradas no inicio da época com as contratações de Ristovski e Carlos Martins.

Tudo indicava que o lateral direito não iria chegar, apesar de se ter falado no interesse em Kyril Lazarov. Entretanto, Nyokas chegou e com ele vem uma grande expetativa. Certamente que o francês será uma grande ajuda para o plantel, se conseguir manter-se afastado das lesões.

Carlos Resende conta com um plantel cheio de qualidade para atacar o título
Fonte: SL Benfica

Esta é a grande questão do plantel benfiquista. Uma equipa forte com muitas opções, mas jogadores com grandes problemas físicos. Neste momento a primeira linha da equipa de Carlos Resende é composta por: Alex Cavalcanti, Arthur Patrianova, Nuno Grilo, Pedro Seabra, João Silva, Francisco Pereira, Belone Moreira, Stefan Terzic e Kevynn Nyokas.

A equipa da Luz tem qualidade suficiente para lutar pelo título, mas o nível do FC Porto e principalmente do Sporting CP também é muito elevado. Grandes notícias para o Andebol português que continua a ver o seu nível elevado.

Foto de Capa: SL Benfica

Portugal 1-1 Croácia: Um Portugal que podia ser neto de Fernando Santos

Portugal e Croácia empataram a uma bola num jogo que, não obstante as ausências, Portugal foi superior, teve bola e mostrou ter soluções. Portanto, um pouco o oposto do Mundial. O jogo não foi sensacional, não fosse um amigável, mas deu para ver caras novas, e muita juventude. Nota para estreias de Sérgio Oliveira e Gedson Fernandes, embora sem oportunidade para mostrar muito.

Perisic inaugurou o marcador aos 19’, mas a verdade é que a Croácia pode contentar-se com este empate, dada a fraca capacidade ofensiva que demonstrou e a facilidade de permitir chances de finalização a Portugal. Os vice-campeões do Mundo levaram o jogo como de preparação que ele era e viu-se pouco dos balcãs. O melhor foi Kovacic, certo no passe, imponente no meio campo e donos das melhores arrancadas na zona central.

O capitão luso celebrou os 100 com um golo
Fonte: FPF

Portugal, acaba por empatar o jogo naturalmente, por Pepe, e demonstrar superioridade durante todo o jogo, com boa circulação, largura e oportunidades suficientes para marcar mais golos. Nota para o excelente jogo de Cancelo, a combinar muito bem com Bernardo Silva, e para o início demolidor de Bruma que foi perdendo fulgor.

Onzes Iniciais:

Portugal: Rui Patrício; João Cancelo, Pepe, Rúben Dias e Mário Rui; William Carvalho, Rúben Neves e Pizzi; Bernardo Silva, André Silva e Bruma.

Jogaram ainda: Sérgio Oliveira, Bruno Fernandes, Renato Sanches, Gedson Fernandes, Rony Lopes, Gelson Martins

Croácia: Kalinic, Vrsaljko, Mitrovic, Vida, Barisic, Kovacic, Badelj, Modric, Perisic, Livaja, Pjaca

Jogaram ainda: Jedvaj, Milic, Pasalic, Marko Rog, Cop, Santini

5 treinadores portugueses do FC Porto em destaque desde 2000

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Os momentos de destaque de um clube passam, em boa parte, também pelos seus treinadores. Se as épocas não correrem bem, são por norma os mais falados. Caso corram bem, lembrámos-nos mais facilmente dos jogadores decisivos e dos momentos de êxtase. Mas também aí eles tiveram um papel fundamental. Na história recente do FC Porto, alguns nomes portugueses ocuparam o banco e deixaram uma marca de conquista no clube. Falando nos nomes deles, visualizamos desde logo as páginas da história azul e branca que assinaram.

Os emails não revelados: Quaresma despede-se da Selecção Nacional

Meu querido mister e amigo Fernando

Nunca fui, na vida ou no mundo do futebol, alguém que se escondesse do que quer que fosse. Sempre me pautei por valores como a integridade, a honestidade e o enfrentar de cada situação sempre de frente e assumindo sempre uma postura de veracidade e realismo.

Assim, não entenda que me estou a esconder nestas palavras, até porque de escrita percebo muito pouco. Estou sim simplesmente a ceder ao realismo que não me larga as pernas quando corro e o coração quando repouso.

Não, não o quero fintar em cada uma destas letras, nem quero fazer uma trivela em cada vírgula deste texto que prometo ser curto. Quero somente comunicar-lhe aquilo que já ambos sabemos: o meu tempo de selecção, de vestir esta maravilhosa camisola, de dar pelo meu país e por este grupo cada gota de suor com a alegria de quem ama este maravilhoso mundo da bola e este maravilhoso país, está, infelizmente, a chegar ao fim.

Os anos também passam por mim. É uma verdade à qual o Quaresma não pode fechar os olhos. Mesmo que o Ricardo esteja novo e fresquinho que nem uma alface. Mesmo sentindo em mim a capacidade de poder dar algo de diferente ao meus país, entendo também que chegou a hora dos mais novos: do Gonçalo, do Gelson, do Bruma ou do Ronny, ou mesmo de ‘meninos’ que estão agora a ‘nascer’ para este mundo que pode ser tão cruel quanto mágico e encantado.

Harry Potter, Mustang ou somente o homem das trivelas: Quaresma deixará para sempre a sua marca no Futebol Português
Fonte: FPF

Não entenda estas linhas como a minha ‘carta de rescisão’. Porque eu nunca conseguiria rescindir consigo e com o meu país. Veja-a como uma ‘carta de intenções’. Consigo e com o meu amado Portugal, o contrato é vitalício. Para sempre! Como para sempre ficarão cada uma das memórias e das emoções vividas com esta camisola e em especial consigo à frente desta nau digna dos nossos antepassados.

Por si faria mil e uma trivelas até que uma delas fosse bafejada pela sua fé, pelo seu optimismo e confiança. Para e por si procuraria o passe mágico digno do Harry Potter (onde isto já vai?). Por si o Mustang comeria alcatrão mais rápido que o Ronaldo chega aos 40 golos todos os anos.

Prometo que em breve estaremos juntos. Será curto esse pedaço de tempo, porque na sua presença todo o tempo passa demasiado rápido. Ensinou-me e influenciou a minha vida de uma forma que eu jamais pensava ser possível por um ‘mero’ treinador. Mas no fundo eu, e todos os que consigo colaboram, sabem que o simples mister é, afinal, o nosso amigo Fernando. Obrigado também por isso, e por estes anos dourados do Futebol Português, mas, acima de tudo, por este dourado ter sido pintado pela sua sabedoria, bom senso, humildade e realismo.

Termino assim estas breves linhas, como termino em breve esta longa caminhada, não evitando que toda a nostalgia percorra cada gota do meu sangue, mesmo sabendo que o futuro deste pais que amo está de forma excepcional entregue a maravilhosos atletas e pessoas e a um timoneiro que ficará na história deste país.

 

Um abraço do tamanho do país que nos une.

Ricardo Quaresma

 

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de Capa: FPF

Alex Telles já tem concorrência

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Chegou finalmente o defesa esquerdo que Sérgio Conceição tanto ansiava. Jorge foi a solução encontrada pela estrutura portista para suprir uma fragilidade do plantel e, na minha opinião, uma solução de excelente qualidade.

O lateral esquerdo brasileiro de 22 anos, chega à Invicta por empréstimo do AS Mónaco, tendo os dragões opção de compra no final da presente temporada. O valor da opção de compra não foi revelado mas, ao que o Bola na Rede conseguiu apurar, o valor rondará os oito milhões de euros. Na época passada, o defesa realizou 27 jogos, nos quais apontou um golo e fez quatro assistências.

Jorge ganhou destaque ao serviço do CR Flamengo, tendo sido eleito o melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro em 2016. Este destaque levou o AS Mónaco a pagar 8,5 milhões de euros para garantir a sua contratação. O lateral conta ainda com uma internacionalização pela seleção brasileira, sendo que ao serviço dos Sub 20 sagrou-se vice-campeão do Mundo em 2015, numa seleção onde também estava João Pedro. No seu currículo tem ainda a conquista de uma Liga Francesa em 2017.

Esta paragem do Campeonato é benéfica para a integração de Jorge
Fonte: FC Porto

Depois da saída de Layún e Diogo Dalot que na época passada foram as alternativas a Alex Telles, é pertinente encontrar uma solução para o lado esquerdo da defesa portista. Jorge é um defesa de boa qualidade técnica, em excelentes condições físicas que consegue dar muita profundidade no seu corredor, ainda jovem e com muita margem de progressão. Estrategicamente a solução encontrada é muito interessante, visto que Jorge vai ter uma época para se ambientar ao clube, crescer na sombra de Alex Telles e preparar a possível venda deste no final da época.

Gostava de destacar o scouting feito no “mercado” dos jogadores brasileiros. Acredito que Jorge já estava referenciado desde o tempo que representava o CR Flamengo. As contratações de Felipe, Alex Telles, Éder Militão e do próprio João Pedro (que tem potencial) são um sinal que o mercado brasileiro está bem “trabalhado” pelo FC Porto.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira