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Ténis de Mesa 17/18 | Glória Nacional e Afirmação Europeia

Prosseguem os balanços da época 2017/2018 das Modalidades do Sporting Clube de Portugal, sendo agora a vez de analisar a temporada do Ténis de Mesa, a melhor de sempre, pelo menos no que respeita à equipa sénior masculina, que somou aos êxitos domésticos uma histórica caminhada nas competições europeias! No feminino o destaque vai para a subida ao escalão principal por parte das jovens Leoas que competem pela equipa sénior!

Na vertente masculina há a realçar uma absoluta supremacia no panorama nacional, com os comandados de Chen Shi Chao a vencerem pela terceira época consecutiva as três provas disputadas (Supertaça, Taça de Portugal e Campeonato Nacional), perfazendo assim um total de nove conquistas lusas ininterruptas!

Na Supertaça, os Leões confirmaram o amplo favoritismo frente à formação do São Cosme TMC, triunfando por 3-0; na Taça de Portugal os Leões eliminaram, sucessivamente, o CD 1º Maio, o GDCAAA Guilhabreu, o CD São Roque e a ADC Ponta do Pargo, triunfando em todos os encontros por 3-0, acabando assim por erguer o troféu.

Prestação europeia foi um dos pontos de referência da temporada
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

No Campeonato Nacional, os Leões garantiram o primeiro lugar da Fase Regular com dezoito vitórias em dezoito encontros, onze por 4-0 e sete por 4-1, o que permitiu somar o número de pontos máximo (72). Nas meias-finais a turma de Alvalade venceu a ADC Ponta do Pargo por 3-0 nos dois encontros, sendo que depois na final o Sporting CP levou a melhor sobre o CD São Roque por 1-3 na Região Autónoma da Madeira e por 3-0 na Sala do Multidesportivo Sporting, conquistando assim o 35.º Campeonato Nacional do seu palmarés.

Porém, esta época revestiu-se de uma ambição europeia que conduziu os Tricampeões Nacionais a umas históricas meias-finais da Table Tennis Champions League, principal prova da Europa de Clubes, onde, com o regresso de Diogo Carvalho e de João Monteiro ao Sporting Clube de Portugal, os Leões cumpriram os requisitos de participação ao nível de cotação e nacionalidade dos atletas. O Sporting CP ultrapassou o Grupo A onde figuravam as equipas do Fakel Gazprom (Rússia), Campeão Europeu em 2017 e primeiro do ranking, AS Pontoise Cergy (França), Campeão Europeu em 2016 e oitavo do ranking, e o Dartom Bogoria (Polónia), décimo segundo do ranking, ao vencer os três encontros disputados na condição de visitado, surpreendendo ainda na deslocação a França, primeiro jogo oficial da temporada, ao vencer por 1-3! A turma de Alvalade terminava assim a fase de grupos com dez pontos somados, menos um que o Fakel Gazprom.

Nos quartos-de-final, a turma verde e branca venceu os franceses do Stella Sport La Romagne por 3-1 no jogo da primeira mão, conseguindo depois a passagem ao perder em França por apenas 3-2. Nas meias-finais o poderio do Fakel Gazprom foi por demais evidente, com a formação russa a vencer os dois encontros pela margem máxima. Pela primeira vez uma equipa portuguesa atingiu as meias-finais da Table Tennis Champions League, sendo que o Sporting CP já havia disputado os quartos-de-final nas épocas de 1998/1999 e 1999/2000.

Pode a Inglaterra livrar-se do fardo de “underachievers”?

Clicou para ler este texto e leu o palavrão “underachievers”. O que quererá isto significar? Imagine uma turma composta por alunos muito bonitos, inteligentes e muito acarinhados. Esse grupo de alunos, dado a essa segunda qualidade que enumerei, tem capacidades para mostrar que pode alcançar notas mais elevadas do que aquelas que apresenta. Ora, alguns desses alunos não conseguem encontrar a explicação para chegar a um sucesso maior, que pode trazer mais fruto. Todavia, a vontade de ‘dar o salto’ permanece na consciência de todos. Mas ainda assim, o tempo não perdoa, e chegam novos meninos para quererem brilhar.

Em bom português, a seleção de Inglaterra pode ter dentro do seu lote de convocados os elementos certos para realizar uma boa campanha no Mundial da Rússia. No entanto, neste momento (e para inglês ver), estamos em período de longa pausa, de ‘chá das cinco’. Digo isto pois os próprios britânicos – depois do remake de um polémico sketch transmitido na Eurovisão, em maio, com Herman José a satirizar uma das mais lendárias figuras da BBC, David Attenborough – “deram-nos” a liberdade aos portugueses de gozarem com os seus hábitos, mas nunca com a voz e figura maior do documentário ambiental Planeta Terra. Mas eles têm um campeonato do mundo, conquistado em 1966, e nós nenhum.

Portanto, isto da seleção em Inglaterra é algo que não enfurece tanto como a equipa das ‘quinas’ em Portugal, pois lá a terra de um dos melhores campeonatos de futebol do mundo. Não mata, mas mói. E muito. Mas só durante os Mundiais ou Europeus.

Voltando aos meninos “preguiçosos”. As notas foram tão más que até chumbaram.  Algo que chocou tudo e todos pois ao início eram os mais adorados da escola. A fundação do futebol passa por terras de Senhora Majestade e esses meninos podem estar a sentir uma pressão que carece de definição há algum tempo.

Já lá vão 15 presenças em fases finais do Mundial para Inglaterra, mas últimas participações inglesas em competições de seleção foram um autêntico murro no estômago. No Europeu de 2016, o segundo lugar de Inglaterra deu a conhecer um País de Gales (1º no grupo B), os colegas da sala ao lado na tal escola que é o Reino, quererem fazer melhor. Depois, nos oitavos de final, ninguém esperaria o fim de campanha contra a revelação Islândia, que podemos chamá-los a outra escola que ninguém liga do mesmo “bairro”.

Mais atrás, mas não há muito tempo a nota foi quase abaixo de zero. No Mundial de 2014, no Brasil, a Inglaterra ficou em último lugar da fase de grupos com apenas um ponto, num grupo onde a Costa Rica ficou em primeiro lugar, à frente de Uruguai e Itália (por esta ordem), outro dos desaires que este ano nem ao Mundial vai. Desde 1966, ano da sua única conquista que foi em casa, o melhor que Inglaterra conseguiu fazer foi um quarto lugar no Mundial de Itália em 1990. Desde então, nunca mais foram além dos quartos de final (atropelados pelo poderoso Brasil em 2002 e a estrelinha Portugal após penaltys em 2006).

A Inglaterra, num treino recente, a ver como pode “voar mais alto” em fases finais do campeonato do Mundo. Desde a conquista de 1966 e o quarto lugar em 1990, nunca mais passaram dos quartos de final
Fonte: Federação Inglesa

No entanto, como os alunos e meninos são tão adorados, fala-se que a escola trouxe um professor para meter ordem, mas este rumou logo para o cargo de diretor – ou algo parecido – pois ele, pela sua maneira muito própria de ser e estar, deixa marca. Falo de Pep Guardiola. Contra factos pode não haver argumentos, mas o impacto do técnico catalão é sempre marcante. Por ordem cronológica, enquanto treinava o Barcelona, a Espanha foi campeã do mundo, em 2010 (e europeia) e ao comando do Bayern, foi a Alemanha a levar o troféu. Estamos a falar de uma personalidade do futebol moderno que ao tomar controlo de um clube – que por tradição têm sido grandes – é capaz de mobilizar todo um campeonato a tentar fazer melhor e isso terá de extrapolar para o ADN da seleção inglesa.

Mas aí, muda tudo. Estes meninos podem ser realmente preguiçosos e ninguém ter mão neles, mas vou parar de os julgar pois talento não falta. Hoje, no Manchester City, Guardiola tem apenas Raheem Sterling e Kyle Walker. Apenas pois são apenas dois jogadores do seu clube na convocatória inglesa. Mas é por este corredor direito citizen, 100% inglês, que pode vir a bandeja para várias chávenas de golos de Harry Kane, que regista 12 golos em 23 internacionalizações, cinco deles em seis jogos da fase de qualificação (18 golos totais), o melhor marcador. Todavia, o Barcelona e o Bayern Munique dominavam e ainda, de certa forma, completam as seleções espanhola e alemã, respetivamente.

Portanto, se desta vez não correr bem, a oportunidade de grande parte dos alunos desta turma vai acabar e o sucesso dos mais novos, as seleções jovens inglesas (campeões do mundo em sub-17 e sub-20 no ano passado) estão a dar que falar, bem como os outros jovens de escalões mais acima.

É preciso o clique, o abanão ou até, voltando novamente a personificar, a palmada no rabiosque para mais velhos e já, tão cedo, os mais novos, para não se influenciarem e a Inglaterra deixar de ser a seleção de segunda ou até de terceira categoria nesta altura. Numa perspetiva otimista, os alicerces e as condições estão reunidos em Inglaterra, apesar de já não haver os carismáticos Wayne Rooney, Frank Lampard ou Steven Gerrard. O novo selecionador, Gareth Southgate, que rendeu o rosto dos últimos desaires inglês, Roy Hogson, parece ter vontade se impor e limpar a casa. Não chamou Joe Hart para a baliza e Jack Wilshere para o meio-campo.

Sem qualquer derrota na fase de apuramento, Inglaterra sofreu apenas três golos em dez jogos e aqui surge a desconfiança por levar Gary Cahill, Phil Jones, Harry Maguire e John Stones para o eixo da defesa, onde também pode participar Eric Dier. As quatro opções não tiveram a maior regularidade esta temporada, mas até agora tem resultado. No meio campo, Henderson será o comandante dos criativos Dele Alli e Jesse Lingard que farão tudo para marcar ou dar a marcar a Kane, Marcus Rashford, Sterling, Jamie Vardy e Danny Welbeck. A turma é de facto boa e desta vez é bom que a lição esteja bem estudada.

Com esta ilustração e respondendo à pergunta do título com o palavrão. Pode a Inglaterra livrar-se do fardo de “underachievers”? Sim. Como? Ultrapassar o medo e a barreira dos quartos de final. Até ver, para passar a fase de grupos, é preciso provar que é mais equipa que as individualidades destacadas na Bélgica e evitar surpresas vindas do Panamá e da Tunísia.

Foto de Capa: Federação Inglesa

As 5 seleções que podem surpreender na Rússia

Em todo o tipo de competições, quer sejam de clubes ou seleções, há sempre uma margem ponderável para perspetivar o imponderável, isto é, para preparar possíveis surpresas.

No caso da montra por excelência que é o Campeonato do Mundo, essa realidade é ainda mais legítima. De entre 32 seleções, propõe-se de seguida um top 5 de ‘outsiders’.

Uma coisa é certa: o futebol que nos apaixona troca-nos as voltas. Os favoritos podem desiludir e os desfavorecidos ultrapassar o espaço das probabilidades. Na Rússia, estas cinco armadas nacionais podem surpreender o mundo.

Foto de Capa: FIFA

Rússia 5-0 Arábia Saudita: Uma mão cheia para abrir as hostilidades

Chegou o dia 14. Chegou o dia do início do Mundial. Começou com a Rússia, equipa anfitriã, a testar o seu futebol atual contra a Arábia Saudita.

Antes do apito inicial, Putin e Gianni Infantino discursaram, sendo que o primeiro desejou que todos os que se dirigissem à Russia desfrutassem de um mês recheado de bom futebol e hospitalidade russa; o segundo apelou a privilegiar a atenção no jogo, já que, citando o dirigente máximo da FIFA, “o mundo inteiro pára durante um mês inteiro”.

A Rússia apostou num 4-4-2. Contou com o habitual Akinfeev na baliza; Mário Fernandes e Zhirkov à direita e esquerda, respetivamente; Gazinshkiy e Zobnin no meio campo; Samedov e Golovin nas alas ofensivas; e como ponta de lança Smolov, apoiado por Dzagoev. Já os sauditas alinharam num 4-5-1. Pizzi sabia que teria de jogar mais recuado contra uma Rússia que jogava em solo seu. Então, apostou em Al Mauiouf nas redes; quarteto defensivo (da esquerda para a direita) com Al Shahrani, Osama e Omar Hawsawi, Al Burayk; Al Shehri, Al Jassim, Al Faraj, Otayf e Al Dawsari no eixo médio do campo; e o elemento mais avançado, Al Sahlawi.

Como era esperado, os da casa começaram muito intensos e em busca de um golo para acabar logo com muita da ansiedade que existia em torno da prestação da equipa neste mundial. A defensiva da Arábia Saudita revelava-se inconstante e assinava alguns erros. A Rússia, por sua vez, controlava e ia contabilizando muitos cantos, principalmente à esquerda. Zhirkov ameaçou pela primeira vez as redes árabes. Foi o mote para aos 12’, com um cabeçeamento cruzado, Yury Gazinshkiy corresponder ao cruzamento vindo da direita de Golovin, e assinar o seu nome na história dos Mundiais ao marcar o primeiro do de 2018! Justificava-se o golo pela superioridade demonstrada.

Por sua vez, os sauditas iam tentando encontrar o seu jogo, mas investidas em direção à baliza russa não muito esclarecidas foram insuficientes para assustar a clara maioria do público que se encontrava no estádio. Aos 21’ Al Sahlawi trouxe algum perigo à área russa, mas nada por aí além.

Foi com naturalidade, que se viu a Rússia chegar ao segundo, altura em que já tinha perdido Dzagoev, por lesão, há cerca de 15 minutos…O seu substituto, nada menos do que o autor desse tento, Cheryshev, que já jogou no Real Madrid, e que agora representa o Vilarreal, com classe pica a bola sobre um defensor adversário, e com um remate forte aplica um 2-0 que faz os adeptos da casa celebrar, e ao mesmo tempo descontraír.

Para a segunda parte, nenhum dos conjuntos optou por fazer substituições. Ao contrário da primeira parte, a Rússia reentra menos intensa, menos esclarecida. Mesmo assim, a posse está claramente do seu lado. A Arábia Saudita reentra com pouco a perder: correr atrás de um 2×0, acrescendo todas as dificuldades que tem vindo a deixar bem patentes no jogo, não dá bons indícios. Um jogo mais pautado, que via na Arábia a intenção de reduzir, mas sem grandes armas para isso.

Aos 52’, Samedov fica perto do terceiro. Os asiáticos não conseguiam equilibrar a parada. Mas cinco minutos depois, um lance que poderia ter dado algo mais, isto se Al Jassim conseguisse corresponder à bola enviada por Al Burayk… Um jogo muito parecido com a primeira parte, à passagem da hora de jogo, mas com uma Rússia mais conformada. Mesmo sem apresentar tanta incidência, os anfitriões do torneio procuravam lances de perigo. Os sauditas tentavam responder.

Dzyuba teve impacto imediato
Fonte: FIFA

Pizzi trocou Otayf por Al Muwallad, refrescando o meio campo, e principalmente procurando uma transição contra atacante mais eficiente. Cherchesov respondeu, e ao mesmo tempo, fez entrar Kuzyayev para o posto de Samedov. Pouco tarde, o técnico russo coloca Dzyuba em campo, tirando Smolov, e o efeito foi imediato: 3×0, Dzyuba, de cabeça, usou a sua estatura para chegar à bola e introduzi-la na baliza! Este ponta de lança na sua melhor forma é elemento a ter muito em conta!

Este golo fez com que os árabes preferissem a contenção ao arriscar. Já era goleada, e os golos contam muito nesta prova. Penso que Pizzi teve isso em conta e, de certa forma, optou pela segurança, em detrimento do ataque. A Rússia, neste prisma, continuava a ir para cima da seleção do médio oriente. Acumulava lances, mas não abafava.

Aos 90’, Cherychev fecha, ao que tudo indica, com um golaço! Remaye absolutamente extraordinário eleva as contas para 4×0! Al Sahlawi tinha dado o lugar a Asiri há cinco minutos atrás, mas nada funcionava. A Rússia, sem apresentar assim tanta superioridade para justificar um resultado tão avolumado, conseguia concretizar as tentativas mais flagrantes.

A mão cheia de golos estava ainda por acontecer. A Rússia aniquilou uma Aábia Saudita completamente impotente nos últimos dez minutos. Contando com a qualidade individual de executantes, primeiro Cherychev e depois Golovin (de livre direto), os russos arrumaram com os sauditas e mesmo tendo em conta a falta de qualidade do oponente, elevam assim a expetativa do seu povo, que pouco depositavam, no que se refere à sua prestação num Mundial organizado por eles.

Foto de capa: FIFA

 

Marrocos 0-1 Irão: O precioso triunfo dos iranianos ao cair o pano

O primeiro jogo do grupo B, grupo onde se insere a seleção portuguesa, meteu esta tarde em confronto as seleções do Irão e de Marrocos no Zenit Arena, em São Petersburgo. No comando da seleção iraniana está um português: Carlos Queirós.

Foi a seleção marroquina, liderada por Hervé Renard, que entrou melhor no jogo, sendo protagonista de diversos ataques rápidos, não deixando respirar um irão que não conseguia sair a jogar. Logo aos 10 minutos é mostrado a Masoud Shojaei o primeiro amarelo da partida devido a uma entrada bastante dura.

Um dos lances mais perigosos da fase inicial da partida deu-se aos 19 minutos pelos pés do capitão marroquino Benatia, porém a bola acabou nas mãos do guarda-redes iraniano. Apesar de uns primeiros minutos apagados, o irão começou a aparecer mais no jogo e a equilibrar a posse de bola. A

os 30 minutos Harit desperdiça uma grande oportunidade de golo para Marrocos e, aos 43, Sardar Azmoun do irão, em frente ao guarda-redes, não consegue concretizar a jogada, desperdiçando a melhor oportunidade de golo de toda a primeira parte.

A segunda parte trouxe-nos um futebol com menos qualidade, mais bolas perdidas e muitas lesões e substituições forçadas. Foi apenas aos 80 minutos que a primeira grande oportunidade surgiu pelos pés do marroquino Hakim Ziyech, que rematou de primeira à baliza do irão, porém Alireza Beiranvand consegue evitar o golo.

Fonte: FIFA

Devido a todas as paragens durante toda a segunda parte foram seis os minutos de tempo adicional dados pelo árbitro e foi aos 95 que, ao contrário de todas as expetativas, o irão consegue colocar-se na frente do marcador por autogolo de Bouhaddouz, deixando os jogadores iranianos em delírio e os jogadores marroquinos à beira de um pranto.

Esta vitória foi um triunfo precioso para os iranianos que, apesar de terem tido dificuldades em lidar com os “leões do atlas”, conseguiram sair por cima neste que foi o primeiro jogo do grupo B, conseguindo uma vitória importantíssima e levando consigo a oportunidade de sonhar mais alto neste mundial da Rússia.

Rúben Dias e os jogadores lusos do SL Benfica que falham o Mundial

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Rúben Dias é o único jogador do SL Benfica que consta na convocatória de Fernando Santos para o Mundial 2018, que arrancou esta quinta-feira. A chamada à seleção A é um prémio mais que merecido e justo pela excelente época que realizou, tendo sido titular absoluto no centro da defesa benfiquista.

Foi um dos jogadores mais utilizados por Rui Vitória em 2017/2018, tendo participado em todas as competições que o SL Benfica esteve envolvido, registando um total de 30 jogos e 4 golos marcados.

Pela seleção, é a primeira vez que integra um lote de 23 convocados para uma grande competição. Somou a primeira internacionalização no amigável frente à Tunísia e completou os 90 minutos de jogo como titular.

É um jogador que acrescenta jovialidade e robustez ao conjunto de quatro centrais também convocados: José Fonte, Pepe e Bruno Alves, que já contam com 34, 35 e 36 anos, respetivamente. As qualidades que oferece, misturado com a experiência dos restantes centrais, formam um todo coeso no centro da defesa, necessário para enfrentar os desafios que aí vêm.

Em princípio, a titularidade estará entregue a Pepe e José Fonte. Com Bruno Alves como terceira opção, as probabilidades de participar em algum jogo são poucas. No entanto, apesar de difícil, acredito que pode vir a espreitar a titularidade, num jogo que, eventualmente, Portugal seja favorito ou em caso de necessidade, se Fernando Santos precisar de fazer descansar algum central titular.

No entanto, e olhando para o plantel de jogadores portugueses do SL Benfica, Rúben Dias acaba por não ser o único jogador merecedor de uma oportunidade de integrar a convocatória para uma das competições mais sensacionais de sempre.

Este ano é certo e sabido que a época não correu como esperado. O conjunto de Rui Vitória apenas conquistou a Supertaça, tendo ficado aquém das expetativas nas restantes competições. À parte dos resultados, que nem sempre foram agradáveis, os jogadores procuraram dar sempre o melhor em campo, o que não significa que não pudessem espreitar um lugar na seleção nacional.

Começando por Bruno Varela, ainda é cedo para assumir um lugar na baliza das quinas, que está assegurada por Rui Patrício, Anthony Lopes e Beto, presenças mais que garantidas na seleção. Além disso, precisa de ganhar mais maturidade em campo e trabalhar mais para alcançar este patamar.

No caso do guarda-redes, Fernando Santos optou, de forma correta, por não o convocar, apenas por não ser a altura certa para brilhar a este nível.

No caso de André Almeida, este desempenhou em 2017/2018 a melhor época de águia ao peito. Foi o quatro jogador mais utilizado, realizou 40 jogos ao mais alto nível e marcou dois golos. É um dos atletas que mais quero ver na seleção, onde já conta com oito internacionalizações, e tenho a certeza que conseguirá mais tarde ou mais cedo.

O que falhou, desta vez, para não ter sido chamado? Acredito que o alto rendimento de Ricardo Pereira e o lugar cativo de Cédric Soares foram critérios mais que suficientes para impedir que André Almeida conseguisse espreitar um lugar.

Pizzi é um dos jogadores do SL Benfica que não foi convocado para o Mundial
Fonte: SL Benfica

Quanto a Pizzi, o jogador transmontano não realizou uma época brilhante, mas foi o jogador mais utilizado, com 45 jogos e 6 golos marcados. Com experiência na seleção, nove internacionalizações e dois tentos apontados, não fez parte do leque de 35 pré-convocados, uma vez que perdeu em 2017/2018 algum do vapor que tinha ganho na época anterior, que muito impressionou Fernando Santos, que o chamou para a Taça das Confederações.

No processo de seleção dos 23 convocados, teve azar em não fazer parte dos escolhidos, pelos motivos que apontei. Porém, é um sério candidato a recuperar o lugar, se voltar ao alto rendimento que nos habitou em temporadas passadas.

Por último, Rafa Silva é outro dos jogadores do SL Benfica que ficou por terra, após ter feito parte da lista de convocados no Euro 2016, ao serviço do SC Braga. A sua não-convocatória acaba por ser uma prova de que tem que trabalhar mais para ser um dos titulares indiscutíveis da seleção, com vista a reclamar o lugar que um dia foi seu.

À semelhança de Pizzi, Rafa perdeu muito do gás que trazia na época anterior e deixou um pouco a desejar. Na reta final da época, a lesão de Krovinovic deixou um lugar em aberto no onze, que Rafa não desperdiçou. Foi titular em 17 dos 25 jogos que realizou e apontou dois golos. Não são números perfeitos, longe disso, mas revelam o esforço e dedicação mostrados pelo jogador campeão europeu em 2016.

Olhando para estes quatro jogadores, o motivo de não terem sido convocados difere de jogador para jogador, em função das posições e necessidades da própria seleção em colmatar as eventuais falhas que existam.

Não significa, necessariamente, que tenham feito uma má temporada com maus resultados. Pelo contrário, é a prova viva de que ainda não chegou a altura de brilharem em palcos ainda maiores. Acredito que, um dia, o trabalho e dedicação de Bruno Varela, André Almeida, Pizzi e Rafa Silva irá colher frutos e, mais tarde ou mais cedo, estarão a ocupar um lugar na convocatória lusa.

Por outro lado, a integração de Rúben Dias nos trabalhos da seleção traduz-se numa lufada de ar fresco, para a carreira que está a construir, que só tem a ganhar com isso, para a formação do SL Benfica, de onde o central é oriundo, e para equipa técnica e os jogadores, por terem dado ao jovem de 21 anos o espaço e tempo ideal para se poder mostrar ao mundo, despoletando reações de interesse e crença de que poderá vir a ser um grande talento para as quinas e o clube que representa.

Foto de Capa: SL Benfica

À procura de um outro título

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Que o futebol é o desporto rei no nosso país, todos o sabem! Para o mal ou para o bem é com o futebol que se fazem as capas dos jornais e se preenchem os espaços de informação e entretenimento desportivo. Ainda assim, o panorama é composto por outras modalidades e, quando toca a rivalidades, os adeptos fazem questão de dizer “presente”! O Dragão Caixa encheu para acolher as meias finais da Liga de Basquetebol e espera-se que isso se repita nos próximos dois jogos da final.

O frente a frente entre FC Porto e SL Benfica fazia prever umas meias finais intensas no mais alto escalão do basquetebol nacional. São eternos rivais nos relvados, mas também nos pavilhões se esperavam duelos intensos para disputar o acesso à final da prova. Depois de terminarem a fase regular no terceiro lugar, os dragões garantiram o acesso ao playoff de campeão onde, num lote mais reduzido de equipas, voltaram a ocupar o terceiro posto.

Depois de ultrapassarem o Illiabum nos quartos, garantiram um clássico nas meias frente aos encarnados. Numa eliminatória à melhor de cinco, foi o FC Porto que começou melhor, mas as duas derrotas seguidas que cedeu fizeram com que, com a vitória do quarto embate, as contas apenas ficassem decididas na “negra”. O Dragão Caixa encheu para receber os azuis e brancos e impulsionar a equipa num clássico de grau de dificuldade elevado. Ainda assim, foi mesmo em Lisboa que tudo se decidiu.

O FC Porto ainda não conseguiu vencer a Oliveirense esta época
Fonte: FC Porto

Do outro lado, na outra meia final, a Oliveirense levava a melhor sobre o Vitória de Guimarães e estabelecia-se como o primeiro finalista. Previam-se jogos difíceis para o FC Porto que, em cinco confrontos disputados entre fase regular, taça e playoff de campeão, nunca tinha conseguido vencer a formação de Oliveira de Azeméis. E se as dificuldades eram previsíveis, estão mesmo a confirmar-se.

Dos cinco possíveis jogos, dois já se jogaram e os dragões não estão num bom caminho, contando já mais duas derrotas. A Oliveirense pode decidir a final já na próxima sexta-feira, no Dragão Caixa, local desse e de um outro jogo, no domingo, que apenas se realiza no caso de o FC Porto vencer. Com o Dr. Salvador Machado cheio, a equipa de Norberto Alves entrou melhor na primeira partida e nem as melhorias depois do intervalo foram suficientes para os azuis e brancos. Apesar de um terceiro período de bom nível, o último voltou a ter um fraco aproveitamento de lançamentos e confirmou a derrota.

O segundo jogo teve uma entrada mais forte do FC Porto, que estava determinado em levar para o Porto a eliminatória empatada. Apesar da vantagem que conseguiu, deixou-a escapar e a Oliveirense foi entrando na discussão, conseguindo um terceiro período de grande qualidade que lhe permitiu lançar-se para a vitória.

Ao FC Porto resta agora vencer o próximo encontro para se manter na luta. Uma vitória da Oliveirense é o suficiente para que garantam, de forma inédita, a conquista do título.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Prognósticos Mundial Rússia 2018: Quem entra com o pé direito?

 

O dia pelo qual tanto esperámos: hoje começa o campeonato do mundo de futebol na Rússia, onde 32 equipas sonham e lutam por alcançar o tão ambicionado troféu e, para isso, é fundamental começar com o pé direito na competição.

Nesta primeira jornada iremos analisar e ditar o prognóstico das 16 partidas que serão disputadas.

Grupo A

Arrancamos com a anfitrião Rússia a receber a Arábia Saudita. Os últimos jogos de preparação não foram animadores e, do outro lado, estará uma Arábia Saudita que deixou boas indicações nos jogos de preparação. Os Russos irão encontrar uma equipa fechada mas que tentará sempre que possível procurar o golo.

Rússia – Arábia Saudita | Resultado 1-1

Egipto – Uruguai | Resultado 0-2

Grupo B

Portugal entra em cena e logo contra a vizinha Espanha. Apesar do poderio da armada espanhola, a equipa das quinas mostrou bons indicadores nos jogos de preparação e chega a este mundial com um grupo bastante maduro e versátil capaz de fazer frente a qualquer seleção.

Marrocos – Irão | Resultado 2-1

Portugal – Espanha | Resultado 1-1

Fonte: FPF

Grupo C

Franceses claramente superiores mas com algumas questões defensivas por resolver, algo que mesmo assim não deverá ser problema dado o poderio atacante dos gauleses. O Peru tem vindo a jogar um bom futebol, acredito que será um jogo aberto contra uma Dinamarca muito dependente do seu maestro, Christian Eriksen.

França – Austália | Resultado 3-1

Peru – Dinamarca | Resultado 2-2

Grupo D

Messi e a sua Argentina irão sentir algumas dificuldades contra o jogo mais físico dos Islandeses, no entanto penso que a vitória acabará por surgir. Os Croatas são das seleções mais talentosas deste mundial e creio que este bom arranque será o início de um grande mundial.

Argentina – Islândia | Resultado 2-1

Croácia – Nigéria | Resultado 3-0

10 jogadores portugueses “não grandes” que se destacaram esta época

Durante esta temporada muitos foram os portugueses, extra-grandes, que se destacaram nos dois principais campeonatos de Portugal. Na lista abaixo apresentamos, sem uma ordem específica, alguns dos que merecem nota de destaque. Uma lista de craques que encaixariam em muitos clubes de outro nível. Ora vejam.

O Dicionário de Fernando Santos: Cristiano Ronaldo

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

Cristiano Ronaldo: Golos.

 

Justiça seja feita, nem sequer faz muito sentido apontar uma caraterística de Ronaldo como maior contributo para a equipa das Quinas.

Por tudo o que representa, o Bola de Ouro só em condições verdadeiramente trágicas não estaria nos 23 convocados, e, em 2014, até provou que mesmo uma lesão bastante grave poderia não ser suficiente para o afastar de um Mundial.

A caminho dos 34 anos, Ronaldo chega à Rússia depois de conquistar a terceira Champions consecutiva pelo Real Madrid e com uma primeira metade de 2018 que o coloca novamente como favorito à Bola de Ouro.

Apesar disto, o aumento da idade vai-se sentindo no capitão português e o contraste do seu futebol atual com o futebol demonstrado nos primeiros anos de carreira é cada vez maior.

Assim, 2017/2018 marca o ano em que Ronaldo se fixou de vez no centro do terreno. Ora numa parceria com Benzema, sustentada por Isco, ora no lugar do francês, servido por Bale, Asensio, ou pelo ex-Málaga, Ronaldo realizou toda a época no centro do ataque do Real Madrid e deixou de vez o corredor.

Na seleção, a disposição tática do CR7 foi a mesma, algo que permanece inalterado desde o início da Era Fernando Santos. Nestas “novas” funções, Ronaldo desaparece mais dos jogos e, nunca se podendo ignorar as suas qualidades com bola, dedica-se quase exclusivamente a uma única função: fazer golos.

Numa equipa que não tem por hábito concretizar muito, o melhor finalizador do futebol mundial contará, para o ajudar, com o espaço deixado pela movimentação de André Silva e, sobretudo, com a precisão dos cruzamentos do seu grande amigo, Ricardo Quaresma.

Além disto, claro, vale ainda a pena referir tudo o que Ronaldo acrescenta à equipa portuguesa para além dos golos. Com o Bola de Ouro em campo, as defesas adversárias têm sempre uma preocupação extra, o que abre espaço para os colegas, e a sua qualidade técnica nos apoios frontais e, sobretudo, nos cruzamentos, permite que seja eficaz em quase todas as suas ações.

Por último, resta o que soma a Portugal que só um verdadeiro capitão pode acrescentar: liderança. E 2016 provou como o seu papel é importante nesse campo.

Foto de Capa: FPF