Depois da pausa para os compromissos internacionais, os clubes voltaram a reunir-se para disputarem a 27.ª jornada na Primeira Liga. Neste final de tarde de sábado, o Estádio de São Miguel acolheu mais um confronto, desta vez entre CD Santa Clara e Vitória SC.
Os primeiros 15 minutos da partida foram, predominantemente, da equipa visitante, que dispôs de maior posse de bola e obrigou a equipa da casa baixar as suas linhas a fim de defender as redes de Marco Pereira.
Apesar disso, a restante primeira parte foi dominada pelo CD Santa Clara. A equipa açoriana conseguiu pressionar o Vitória de forma a chegar à vantagem de uma forma brilhante. Através de uma jogada milimétrica que fez com que os olhares de todos os adeptos não descolassem da direção da bola, Patrick apontou e Zé Manuel atirou a redondinha para as redes de Miguel Silva, fazendo assim o primeiro golo da noite.
Ainda antes do intervalo, Zé Manuel tentou ampliar a vantagem e dar maior tranquilidade à formação treinada por João Henriques, no entanto, sem sucesso.
O Santa Clara dominou no primeiro tempo Fonte: Bola na Rede
A formação açoriana acabou por ser superior ao Vitória e acabou por arrecadar os três pontos na luta pela manutenção.
A segunda parte começou com a formação vitoriana mais dominadora, mas esse domínio durou pouco devido aos cortes insistentes que acabavam por cortar as ligações de passe. A partida acabou por ficar concentrada a meio-campo e não houve grandes situações de perigo. Um dos pontos altos desta segunda parte foi o regresso aos relvados de Thiago Santana, que acabou por trazer algumas situações de perigo para o Vitória. Antes do cair do pano, Bruno Lamas ainda demonstrou fome de golo na sequência de um forte remate fora da área.
Apesar da invasão do Vitória nos Açores, os Açorianos mostraram a sua força e vontade de conquistar a manutenção, num jogo que fez milhares de espetadores vibrarem com a conquista dos três pontos.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
CD Santa Clara: Marco; J. Lucas; Fábio Cardoso; César Martins; Patrick; B. Lamas; Kaio.F; Lucas Marques (65’ Osama); Ukra; Zé Manuel (84’ T. Santana); G. Schettine (77’ A. Stephens);
Vitória SC: Miguel; F. Sacko; Osorio; P. Henrique; Rafa Soares (72’ Welthon); Tozé; M. Oliveira; Wakaso; John (45’ Teixeira); Davidson; Guedes;
O Estádio da Luz recebeu a 27ª jornada da Primeira Liga portuguesa, que opunha SL Benfica, líder da liga, a CD Tondela, antepenúltimo classificado.
Os encarnados perseguiam os três pontos para manterem a liderança no campeonato e os beirões tentavam tirar algo positivo deste jogo, que, o ano passado, já tinha sido realidade. Com a Luz a rebentar pelas costuras, apoio vindo das bancadas não faltava aos comandados de Bruno Lage para conseguir atingir o principal objetivo.
Obrigado a vencer para voltar à liderança do campeonato, o SL Benfica teve um início de jogo algo atrapalhado. Apesar de se notar que queria mandar no jogo, a equipa beirã estava bem posicionada em campo e não permitia aos encarnados jogar como queriam.
Em poucos minutos, várias oportunidades para os comandados de Bruno Lage. Aos dez minutos, André Almeida cruzou para a área, onde apareceu João Félix. O jovem português, já em esforço, rematou um pouco ao lado da baliza e esteve próximo de inaugurar o marcador.
Dois minutos depois, foi a vez de André Almeida ser protagonista no remate. O capitão do SL Benfica, com um belo remate, ainda introduziu a bola na baliza. Porém, o lance já tinha sido anulado. Jonas estava em fora de jogo no início da jogada. Ainda se ouviram protestos nas bancadas, mas o brasileiro estava mesmo em posição irregular.
Um quarto de hora na partida e era a vez de Rafa tentar a sorte no lado encarnado. Após um livre rapidamente batido, o número 27 apareceu isolado no meio do campo e, apenas com Cláudio Ramos pela frente, não conseguiu marcar. Mais uma boa oportunidade que não foi aproveitada.
Depois da oportunidade de Rafa, o ritmo do jogo reduziu drasticamente e os jogadores não conseguiam fazer aquilo que lhes era pedido. O SL Benfica ia fazendo passes disparatados, acabando por perder muitas vezes a posse da bola no meio campo. Já o CD Tondela esperava por erros das águias para que pudesse aplicar a sua estratégia do contra-ataque, tendo conseguido algumas vezes pôr em prática. Nas bancadas, os adeptos iam desesperando por um golo na partida.
Até ao final do primeiro tempo, o perigo já não rondou tanto a baliza de Vlachodimos como a de Cláudio Ramos e as duas formações recolheram aos balneários com um nulo na partida. Pedia-se muito mais à equipa encarnada e à equipa beirã para os adeptos presenciarem uma segunda parte com mais emoção e, se possível, com golos.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
A segunda parte começou com protestos de ambos os lados, mas sem razão. Aos 48 minutos, Murillo fez um sprint e, apenas com Vlachodimos pela frente, fez a picadinha para o fundo da baliza. Porém, foi prontamente anulado. O árbitro esteve bem ao anular o golo, pois o avançado do CD Tondela encontrava-se mesmo em fora de jogo.
Ao minuto 50, foi a vez de o SL Benfica ter mais um golo anulado no jogo. Jonas pegou na bola e, sozinho, fez uma grande jogada, introduzindo a bola na baliza de Cláudio Ramos. Ainda se festejou nas bancadas. Contudo, o golo foi anulado. André Almeida foi imprudente na abordagem ao lance e acabou por cortar a bola com a mão. O VAR Hélder Malheiro estava atento, viu o lance e avisou Carlos Xistra, que, após ir ao VAR, anulou bem o golo.
O SL Benfica bem tentava criar perigo, mas estava sempre no caminho alguém da equipa tondelense para intercetar passes ou remates dos encarnados. A equipa beirã ia ganhando confiança na partida para se manter confortável a defender e começava a criar ainda mais perigo nos lances de transição rápida.
Xavier, ao minuto 73, puxou a bola para dentro e, com um grande remate, obrigou o grego Vlachodimos, possivelmente, à defesa da noite. O CD Tondela ia criando perigo na baliza do SL Benfica e, nas bancadas, os adeptos “benfiquistas” ficavam impacientes porque a equipa não conseguia jogar.
O SL Benfica, muito nervoso, ia aparecendo no jogo. Queria passar para a frente no marcador e foi em busca do golo. Aos 81 minutos, os adeptos pediram a Jonas para rematar de longe e o brasileiro assim o fez. Só não contava era que, do outro lado, estivesse Cláudio Ramos, que respondeu com uma defesa do outro mundo. O guarda-redes português negou neste lance o primeiro golo, mas três minutos depois já não conseguiu adiar o inevitável.
Após um cruzamento da esquerda do ataque benfiquista, o suíço Seferovic atacou bem e cabeceou para o primeiro na partida para o SL Benfica. Estava desfeito o empate no Estádio da Luz com um golo do número 14, que fazia o seu primeiro jogo depois de se ter lesionado. No tudo por tudo do CD Tondela, aos 94 minutos, Patrick ainda aparece sozinho na grande área do SL Benfica, mas faltou pontaria e a bola acabou por ir para a bancada.
A equipa encarnada mostrou neste jogo que estava pressionada a ganhar e nada saiu bem aos jogadores. Por sorte, teve um Seferovic, que, inspirado de cabeça, conseguiu arrancar a ferros estes três pontos, que vão ser preciosos para continuar na frente do campeonato.
Com esta vitória, o SL Benfica continua assim em primeiro lugar na liga portuguesa, com os mesmos pontos que o rival FC Porto. Já o CD Tondela continua em maus lençóis no que toca à luta pela manutenção e está numa posição de descida para a Segunda Liga.
CD Tondela: Cláudio Ramos (GR), Xavier (Patrick F, 78’), João Pedro, Murillo (Pité, 66’), Juan Delgado, Tomané (S. Peña, 63’), Ricardo Costa, David, Joãozinho, B. Monteiro, Jorge F.
Para o jogo grande da jornada 27 da Primeira Liga Portuguesa, a Pedreira era palco de um Braga – Porto com implicações sérias para as contas do título, poucos dias antes de voltar a receber os mesmos dois para o confronto decisivo das meias finais da Taça de Portugal.
Foram os minhotos que aproveitaram o fator casa para entrar melhor e, com somente cinco minutos no cronómetro, chegar à vantagem. Wilson Eduardo apareceu sozinho ao segundo poste e contou com a colaboração de Casillas, que fica muito mal na fotografia.
O FC Porto soube responder e carregou sobre o Braga e, depois de forçar um pouco e ver alguns boas intervenções de Bruno Viana, chegou ao empate na sequência de um canto, com Soares a cabecear ao segundo poste, depois de um primeiro toquede Felipe.
Os últimos momentos da primeira parte foram de algum sofrimento para o Braga, com alguns lances de perigo para a baliza à guarda de Tiago Sá, mas o jovem guarda-redes esteve à altura, em especial com uma defesa incrível num livre direto.
Para o segundo tempo, os arsenalistas voltaram a começar por cima com apenas dois minutos após o reatamento, um desentendimento entre Casillas e Militão foi oportunidade que Murilo não tinha como desperdiçar, voltando a colocar a turma da casa na frente.
As bancadas da Pedreira encheram para o jogo grande da jornada 27 Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Os dragões tentaram responder e até conseguiram um maior controlo do jogo, mas o Braga respondia à altura e fechava de forma organizada, não dando ao Porto possibilidade de criar perigo.
No entanto, “caído do céu” como o povo costuma dizer, surgiu um pénalti a favor dos azuis e brancos por suposta falta de Claudemir sobre Militão à entrada da área. O lance deixa algumas dúvidas, mas disso não quis saber Alex Telles.
Tiago Sá para um lado, bola para o outro e novamente tudo empatado. Mas, nem tudo eram rosas para o Porto, que perdia o marcador, substituído após se lesionar ao converter o castigo máximo. Por outro lado, o Braga perderia pouco depois o treinador, com Abel expulso.
Ora, se o encontro parecia de novo equilibrado, uma jogada ofensiva dos dragões à primeira vista sem grande perigo resolveria o jogo, com uma imprudência de Claudemir a resultar em o árbitro apontar de novo para a marca dos 11 metros. Com tranquilidade, Soares consumou a reviravolta no resultado.
Daí para a frente, o Braga balanceou-se de novo para o ataque, lançando Horta, Paulinho e Xadas a jogo e criou até algumas jogadas de perigo, mas Casillas, a bom nível nesta fase, não se deixou surpreender. Houve também espaço para um lance duvidoso em que Corona poderá ter feito falta sobre Wilson dentro da área, mas o árbitro nada assinalou.
Com este resultado, o Braga deixa de parte qualquer aspiração que ainda tivesse ao título. Já o FC Porto passa um teste difícil, ainda que sem distinção, e mantém-se em luta acérrima com o Benfica.
Abel Ferreira proferiu, na conferência de imprensa de antevisão ao embate frente ao FC Porto, o velho ditado – “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.” – referindo-se ao facto de o SC Braga ainda não ter ganho ao FC Porto nesta época. Do outro lado, Sérgio Conceição antecipa um excelente espetáculo de futebol entre duas equipas que são, matematicamente, candidatas ao título, afirmando que com a aproximação do fim do campeonato os jogos que vão restando têm um peso de importância diferentes dos outros.
Tanto o FC Porto como o SC Braga vêm de três vitórias consecutivas, se contarmos com o jogo frente à AS Roma. A última derrota dos azuis e brancos foi frente ao SL Benfica no Estádio do Dragão para primeiro liga e certamente que Abel Ferreira viu e reviu esse jogo para perceber o ponto fraco dos dragões. Por coincidência, a última derrota do SC Braga foi frente ao FC Porto para a Taça de Portugal, também no Estádio do Dragão, por 3-0 – Alex Telles (pen 37’), Soares (63’) e Brahimi (90+4’) foram os goleadores da noite.
Tiquinho Soares é o melhor marcador do FC Porto e fez o gosto ao pé no último jogo frente ao SC Braga Fonte: FC Porto
Em termos estatísticos, do lado do FC Porto o goleador de serviço é Tiquinho Soares com dez golos marcado, mas em relação aos arsenalistas é batido pelo recém-internacional português Dyego Sousa que conta com 14 golos no total. No que toca aos jogadores com mais minutos nas pernas entre as duas equipas, Alex Telles é o grande vencedor da equipa do FC Porto (2340 minutos) e Bruno Viana é o jogador mais utilizado dos bracarenses (2250 minutos).
As odds estão altas e o jogo pode cair para qualquer lado. Tal como o treinador do FC Porto disse – “Acho que temos todos os bons ingredientes para ser um bom espetáculo (…)”. O SC Braga em caso de derrota fica completamente afastado do título e também do segundo lugar. Caso seja o FC Porto a perder, muito dificilmente vencerá o campeonato.
A partida será disputada no Estádio Municipal de Braga às 15h30. A nível de baixas, do lado do SC Braga, Matheus, Ricardo Ferreira e Raúl Silva não vão a jogo por lesão. Quanto às baixas do FC Porto, Aboubakar ainda faz treino condicionado, assim como Fabiano e Marius que estão em dúvida.
Figura SC Braga
Fonte: SC Braga
Dyego Sousa – Está em grande nesta época, tanto que Fernando Santos chamou-o à seleção portuguesa e deu-se então a naturalização. Em todas as competições, leva 19 golos em 34 jogos e pode aumentar o número já hoje.
Figura FC Porto
Fonte: FC Porto
Jesús Corona – Assistimos a uma das melhores fases de Corona no FC Porto e apesar da sua pequena lesão frente ao SL Benfica e a consequente polémica que se instaurou entre o FC Porto e a seleção mexicana, Tecatito tem tudo para brilhar na Pedreira e ser um dos homens do jogo.
Onzes Prováveis:
SC Braga – Tiago Sá, Marcelo Goiano, Bruno Viana, Pablo Santos e Sequeira; Wilson Eduardo, João Palhinha, Claudemir e Ricardo Horta; Fransérgio e Dyego Sousa
FC Porto – Iker Casillas, Éder Militão, Pepe, Felipe e Alex Telles; Corona, Herrera, Danilo Pereira e Otávio; Soares e Marega
O arranque da Seleção portuguesa de Futebol foi a meio gás. Penáltis por assinalar à parte, esperava-se, francamente, mais da equipa que detém o título de campeã europeia.
Apesar de até ser da praxe o facto de Portugal empatar os primeiros jogos de apuramento para a qualificação do Europeu, há ilações que temos, inevitavelmente, de retirar destes últimos jogos.
É ponto assente que temos mais do que argumentos suficientes para jogar um futebol melhor do que aquele que jogamos atualmente. Temos, de facto, um potencial enorme que não está a ser aproveitado, e a verdade é que nos últimos quatro jogos já lá vão quatro empates. Isto dos empates foi tudo muito bonito no Euro 2016, mas já chega de desculpas. Podemos e devemos fazer melhor!
O que vi nestes dois jogos foi uma equipa que teve sempre muita dificuldade em singrar por terrenos interiores. Ao invés, o jogo nos corredores laterais destacou-se, mas, ainda assim, foi muito pouco eficaz. Aliás, oportunidades, Portugal teve-as. Apenas não as soube aproveitar da melhor maneira.
Vários foram os cruzamentos sem nexo da equipa das quinas. Ou saíam com demasiada força e passavam para lá das quatro linhas ou então nunca encontravam jogadores prontos para finalizar dentro da área. Foi incrível a falta de preciosismo atacante da equipa de Fernando Santos.
Danilo foi não só o autor de um grande golo, como também do único nas duas últimas partidas que Portugal realizou Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Temos jogadores bastante desequilibradores que são capazes de construir ataques rápidos e perigosos, sim, mas que depois em termos de jogo interior pecam muito… Já para não falar na incógnita presente na frente de ataque de Portugal.
Há muito tempo que se tem esta conversa, mas a verdade é que falta um ponta de lança puro na nossa equipa. Mas agora pergunto: será que é esse o motivo que nos leva a pecar tanto na finalização? É uma hipótese, diria eu.
Já nem sequer falo da questão de haver uma seleção com e sem Ronaldo, pois esta questão é para lá de evidente. Falo também da incógnita que passa pelo nosso meio-campo. Parece que Portugal anda numa fase de experimentações no que toca ao centro do terreno. Fernando Santos pôs à prova dois meios-campos diferentes, mas parece que a coisa não saiu lá muito harmoniosa em qualquer um deles.
Nem um pouco de “ar fresco” na seleção portuguesa causou grande impacto no jogo francamente pobre da mesma. Dyego Sousa tem sido um dos destaques da época 2018/2019, mas a verdade é que não me pareceu, ainda, a solução ideal.
A falta de soluções para algumas posições até podia ser muito mais preocupante, mas a prospetiva futura da equipa das quinas mostra-se risonha. As camadas jovens da seleção continuam a dar cartas e a verdade é que há muito diamante por lapidar. Resta-lhes, a esses diamantes, cair nas mãos certas de quem percebe aquilo que não só Portugal precisa, como também os jogadores. Nos sub-17 e sub-19, Portugal garantiu a qualificação para o europeu. Já os sub-20 destacaram-se, também, ao vencer Inglaterra num jogo de preparação para o Mundial.
Já é hábito os empates na fase de qualificação para um Europeu. No final, acabamos sempre por nos qualificarmos. Esperemos que aconteça o mesmo desta vez, mas é um facto: podia-se jogar um pouco mais à bola. Os adeptos agradeciam!
Inicio este espaço para dar a conhecer todas as competições e a scene competitiva do FIFA 19 através do portal da FPF eSports que é utilizado por duas plataformas: PS4 & PC Origin.
Pretendo com este espaço fazer uma pequena análise semanal das competições, resultados, classificações e destaques a evidenciar como melhores marcadores, forma das equipas ou surpresas. Como tal, as competições que serão aqui destacadas são a Liga Portuguesa de Pro Clubs: Liga 1 e Liga 2(PS4) e a Liga do PC Origin.
Para além destas ligas, a Taça da Liga e Taça de Portugal também irão merecer o seu respectivo destaque neste espaço ligado ao FIFA 19.
Cada vez mais existe uma aposta nos eSports em Portugal e claro está que o FIFA não fica atrás atraindo cada vez mais jogadores e equipas para o modo Pro Clubs (11vs11).
Em ambas as plataformas são inúmeras as multigamings e clubes profissionais que se aliaram a esta modalidade que ainda está a dar os seus primeiros grandes passos, mas certamente que a evolução está aí a porta!
Fonte: FPF eSports
Após 12 jornadas de Pro Clubs ao mais alto nível na Liga Portuguesa da FPF eSports, o destaque vai para a subida do CD Feirense SAD ao terceiro lugar do campeonato, com uma dupla vitória sobre os Procom Gaming por 1-0 e 2-1 respectivamente. Continuam na perseguição ao topo também a equipa dos Grow uP Gaming com duas grandes vitórias sobre o Paços de Ferreira, seguido deles a equipa dos EGN eSports e dos FTW Legacy perderam pontos fazendo apenas quatro dos seis pontos possíveis. Havendo já uma diferença clara de seis pontos entre o 5º e 6º lugar do campeonato.
No primeiro lugar continuam a somar pontos, os líderes Sporting CP com uma dupla vitória sobre os Eyeshield Gaming. O Sporting que é também o melhor ataque da Liga até ao momento com 34 golos marcados. Destacam-se também no top de golos e assistências, dongullas com 13 golos, diggas com dez e no quadro das assistências didiboss1904 lidera com seis.
Nas outras partidas desta jornada, de realçar a primeira vitória alcançada pela equipa dos LionHearts que está a fazer a sua primeira época na Liga 1 de Pro Clubs. Com um golo solitário já perto do fim da partida, aos 84 minutos.
Ainda tempo para falar dos bons resultados da equipa do Rio Ave FC frente ao Vitória SC num embate que se assemelha aos da Liga NOS. Nesta jornada dupla, a equipa de Vila do Conde conseguiu arrecadar quatro pontos importantes e subir à nona posição da tabela classificativa.
Um campeonato que ainda é cedo para tirarmos conclusões, mas que se tem vindo a mostrar muito competitivo dentro do campo virtual havendo um equilíbrio nas equipas do topo da classificação.
Continuam as clássicas do norte e para a Gent-Wevelgem já teremos um percurso algo mais seletivo que o da Driedaagse, ainda que uma chegada compacta continue a ser o cenário mais provável.
As ciclistas enfrentarão quatro setores de paralelo e algumas colinas, abrindo espaço para ataques e cortes, mas os últimos 30 quilómetros planos dão boas perspetivas de reagrupamento.
Prova histórica, só tem versão feminina desde 2014 e que nas primeiras edições foi da categoria mais baixa (.2) passando a World Tour apenas em 2016. Na época transata, tivemos uma discussão ao sprint com Marta Bastianelli a levar a melhor sobre Jolien D’Hoore e Lisa Klein.
Depois do triunfo de 2018, a italiana campeã europeia regressa com igual favoritismo, até pela excelente forma deste início de época, que a vê liderar a Geral do World Tour. Como habitual, a principal concorrência será da Boels-Dolmans, liderada por uma Chantal Blaak que terá de atacar de longe e com Pieters e Dideriksen como opções para o sprint.
Marta Bastianelli lidera o World Tour desde a segunda prova Fonte: Foto UCI/Edição Bola na Rede
Os outros dois colossos coletivos são a Trek-Segafredo e a Sunweb. A primeira conta com Lepisto para o sprint e Van Dijk para atacar à distância e conta ainda com Paternoster e Longo Borghini como segundas linhas capazes de também entrar na discussão, enquanto a segunda deverá apostar em levar a corrida para o risco com Coryn Rivera, mas tendo em Mackaij, Brand e Kirchmann opções para qualquer cenário.
As três mais rápidas na Driedaagse Brugge-De Panne, Wild, Wiebes e Kopecky também estarão em ação e com alguma dose de favoritismo.
Finalmente, falta apenas mencionar a holandesa Marianne Vos. A líder da CCC-Liv sabe fazer tudo bem e já demonstrou estar em forma, pelo que deve ser tida em conta.
Depois da participação ofensiva na Driedaagse, a portuguesa Daniela Reis voltará a estar presente pela Doltcini-van Eyck Sport, que volta a ter em Pascale Jeuland-Tranchant a principal esperança para um resultado de relevo, mas cuja principal forma de atuar deverá ser a tentativa de integrar as fugas madrugadoras.
A persistência é o segredo para o sucesso… dizem. E, se dizem, o André Almeida levou essa frase para a sua carreira.
Lembram-se do André da equipa B? Eu digo-vos. Jogava quase na posição dez. Era um médio que jogava à frente do trinco. Depois, foi adaptado a trinco e, quando chegou ao plantel principal, sofreu a maior consequência da polivalência: não ser um jogador focado numa tarefa só. O facto de, de forma regular, jogar na posição de médio defensivo, lateral direito e lateral esquerdo, fez do André Almeida uma espécie de tapa buracos que nunca se focou numa tarefa e assim nunca cresceu como jogador. Todos nós pensávamos no André como uma solução para uma ausência forçada de um jogador que jogasse nas posições escritas acima.
No momento da saída do Maxi Pereira, o André acabou por ver a sua presença regular no banco de suplentes como terminada. No entanto, da equipa secundária da Luz, víamos, a saltar, a correr, a chutar e a assistir, um jovem de tranças que fez esquecer o ex-camisola 14 em poucos minutos dentro das quatro linhas. Iniciava-se assim mais uma travessia no deserto para o André.
Contudo, e depois de muito sucesso, Nelson Semedo acabaria por sair para o FC Barcelona e André agarraria finalmente a responsabilidade de defender o lado direito da defesa dos encarnados. E, para os adeptos, foi fácil aceitar isso. Sabíamos da qualidade defensiva do André. Sabíamos que agora, de forma regular, conseguiria aumentar a sua qualidade individual e coletiva. Porém, a tarefa ofensiva, aquela que tanto foi frequente nas eras de Maxi e Nelson, desapareceria agora.
O André é já um dos capitães da equipa do Benfica. Uma responsabilidade acrescida para o lateral direito encarnado Fonte: SL Benfica
Enganou-nos bem, não foi? Este André está a ultrapassar todas as expetativas que depositámos sobre ele. O homem corre em linha, constrói diagonais, mostra uma brilhante entendimento com os colegas, principalmente daquele flanco. Tem energia para fazer todo o correr e cruzar no último suspiro e até tem surpreendido com os golos impressionantes que tem marcado esta temporada. Este é o André que queríamos, é o André de que mais precisamos nesta altura da temporada, é o André que não tem tido descanso nas escolhas de Bruno Lage e anteriormente de Rui Vitória. A prova de que os técnicos que tinham a mesma opinião – positiva, é claro – sobre o futebol praticado pelo André.
E agora? Onde pode parar este André? Não sei. Pode sair e conhecer uma liga diferente, pode deixar-se ficar pelo SL Benfica e envergar a braçadeira de capitão com mais frequência. Pode dar um salto surpreendente, pode tanta coisa. Mas, se for para manter o camisola 34, eu assino por baixo a renovação de contrato de um dos jogadores mais importantes do plantel do Benfica.
E sabem o que é melhor nesta situação? É a alegria, a satisfação de ver o André a cumprir o seu sonho. Ser formado no clube e tornar-se um homem de voz no plantel principal encarnado.
Tomei conhecimento pela comunicação social que o argentino Luciano Vietto está no radar leonino para reforçar a equipa principal de futebol. A mudança de Londres (representa atualmente o Fulham FC, emprestado pelo Atlético de Madrid) para Lisboa está associada à resolução do “caso Gelson”, um assunto que coloca “colchoneros” e leões em contencioso desde a rescisão unilateral do jogador português o ano transato.
O negócio, a ser feito nos moldes que li e ouvi, parece-me ser bom para todas as partes: o Sporting vê entrar nos cofres 20M€ e ainda ganha um jogador de volta, apesar das dúvidas que ainda persistem acerca do seu verdadeiro potencial. Do lado da equipa espanhola, a compra do jogador português por 20M€ pode ser ainda mais valiosa, uma vez que há expectativas de que Gelson Martins possa rumar em definitivo ao principado para representar a equipa monesgasca por um valor a rondar os 40M€. Isto significa que a equipa da capital espanhola lucraria o mesmo que o Sporting, ou seja, 20M€. Com Leonardo Jardim à frente da formação do Mónaco, pode tornar-se mais fácil esta transferência.
O “caso Gelson” encontra-se quase resolvido entre Sporting e Atlético de Madrid, faltando apenas ultrapassar alguns detalhes Fonte: BnR/ Carlos Silva
Do lado dos jogadores envolvidos, pode também ser uma boa forma de relançarem as suas carreiras: Gelson Martins em continuar aquilo que iniciou no Sporting CP que deu mostras de que era um excelente jogador (independentemente de tudo o que fez ou de concordarmos ou não com a sua atitude para com o clube) e para Luciano Vietto que pode ter no Sporting CP mais uma oportunidade para comprovar de facto aquilo que vale. Recorde-se que o argentino esteve quase para assinar pela equipa leonina não fossem os acontecimentos de Alcochete o terem afastado do clube verde e branco.
Alguns jornalistas referem que Vietto só rende se perceber que é a vedeta da equipa: caso contrário, sente-se desmotivado e apático em campo. Ora, respeitando esta sua característica, normal para qualquer jogador jovem ambicioso, terá Vietto também de perceber que se quiser vingar com o símbolo do Leão ao peito, terá que entrar de mansinho. Não é chegar e pegar logo de estaca. No Sporting não há titulares indiscutíveis, nem lugares ao sol, nem vedetas antes de o provarem, em campo e fora dele. O jogador atualmente ao serviço do Fulham FC terá em Alvalade todo o caminho livre para provar aquilo que vale. Mas, para chegar a vedeta, terá de trabalhar como os outros todos que envergam a listada verde e branca.
Todos já fomos crianças e, a maioria de nós, benfiquistas com sonhos de águia ao peito.
Houve tempos em que, entre amigos, jogava pela ala esquerda com o meu pé destro a cortar para dentro. Qual Simão Saborosa. E assim me imaginava no lugar do capitão a brilhar na Luz.
Longas viagens de carro permitiam-me ir no banco de trás a imaginar toda uma carreira de bola no pé. Aparecia com 17 anos de vermelho e branco nos relvados do Estádio da Luz. Uma época para adaptação, outra para afirmação, e uma terceira de consolidação. Ajudar o SL Benfica a chegar ao título de campeão nacional. Contribuir para que o clube do meu coração também na Europa fosse campeão. Golos, assistências, desarmes. Correrias em esforço para orgulhar as bancadas gloriosas.
O meu único dilema prendia-se pelo facto de querer sentir a Premier League, mas não querer sair do SL Benfica. Após desfrutar do orgulho de representar o SL Benfica, sairia então uns três anos para viver o ambiente da Liga Inglesa, regressando antes dos 28 para poder ainda dar muito com as cores do meu clube.
É que eu era uma criança, uma criança benfiquista que sonhava constantemente com os relvados da Luz, com a bola no ar e em vir a amortecer no símbolo da águia ao peito.
Isto numa altura em que a Formação do clube vivia momentos de amargura e descrédito. Entretanto crescemos. Eu e o Seixal.
Uma criança benfiquista que sonhava constantemente com a bola no ar e em vir amortecer no símbolo da águia ao peito Fonte: SL Benfica
Hoje temos uma maravilhosa academia que ajuda a proporcionar ao clube uma estupenda formação. Ao longo dos últimos dez anos, vários jogadores têm surgido e é raro aquele que fica tempo suficiente para deixar uma marca real no clube.
A aposta nos miúdos tem sido crescente, tal como o seu talento. Temos cada vez mais – e melhores – jogadores a surgir das nossas escolas.
No Seixal, formamos jogadores. A minha dúvida é se também andamos a formar benfiquistas. Algures no meio deste caminho, o profissionalismo parece ter abafado a emoção, a paixão.
Bem sei que hoje o futebol vive condicionado às comissões. É um passe certeiro e já os agentes se movem por tudo o que é canto a promover o seu ativo. E os dirigentes, quais caixeiros viajantes, não descansam enquanto a venda não estiver concluída. É ver aqueles que não podem viajar com a equipa, mas são vistos em entrevistas e reuniões em cada canto deste mundo.
O interesse do jogador nunca é protegido nem alimentado. São milhões para a ganância e fraqueza humana e nada para a progressão do atleta.
O ruído à volta dos miúdos é tanto que percebo que não consigam adormecer para sonhar. Contudo, lembro-me de sonhar acordado. Por isso, pergunto: Onde para o sonho? A paixão? O benfiquismo? Porquê tanta pressa de se irem embora?
Estes miúdos, já jogadores que vivem o sonho de tantos nós, não parecem saber desfrutar dele. Só tocam ao de leve o relvado da Luz. Uma pena da águia prestes a ser arrebatada pela ventania que se tornou o Jogo.