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Leões Sub-23 com garras afiadas

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É já na próxima temporada – 2018-19 – que se disputará, pela primeira vez, o campeonato nacional de futebol de Sub-23. Recorde-se que o Sporting Clube de Portugal acabou, na temporada passada, com a sua equipa B, referindo que apostaria numa formação de Sub-23 para atacar o campeonato nacional deste escalão. Esse abandono, por estranho que possa parecer, não se deve apenas ao fracasso da prestação dos leões B na II Liga: ela deve-se também à integração da equipa de Sub-23 na estrutura do futebol profissional e não no futebol de formação como estava até então a equipa do Sporting B.

Ao que tudo indica, o staff leonino, juntamente com a Direcção do clube de Alvalade, já tem praticamente fechada os jogadores que integrarão a equipa de sub-23. O grupo de trabalho será constituído por Luís Maximiliano, Thierry Correia, Carpintier, Demiral, Daniel Bragança, Diogo Brás, Elves Baldé, Jovane Cabral, Pedro Marques e Miguel Luís. Trata-se de uma equipa que está com as garras bem afiadas para atacar a primeira edição do campeonato nacional deste escalão.

João Queirós chega para reforçar a equipa de Sub-23 do Sporting CP e está, tal como os outros leões, de garras bem afiadas
Fonte: Sporting Clube de Portugal

O clube de Alvalade garantiu mais um reforço para a sua equipa de sub-23: o português João Queirós. Trata-se de um jogador de vinte anos e estava actualmente ao serviço dos alemães do Colónia B. O defesa central, que também já atuou na formação do SC Braga não escondeu a sua satisfação e ambição quando assinou pelo Sporting: “De mim podem esperar garra e um enorme esforço. Tenho como objectivo assumir-me nos sub-23 e, depois, mostrar o melhor na equipa principal”.

A crise que se abalou sobre Alvalade deve orientar-se pelo reforço da sua formação, seja aproveitando os seus pupilos da Academia, seja na contratação de jovens promessas, como é o caso de João Queirós. Como se costuma dizer a propósito da palavra “crise”, enfim, de que ela significa “oportunidade” em mandarim, então o Sporting tem aqui mais uma boa oportunidade: reforçar a aposta nos seus escalões de formação, tal como vem sendo o seu apanágio ao longo dos anos.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

5 jogadores que o FC Porto pode fazer regressar na próxima época

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fc porto cabeçalhoNa época passada, poucos diziam que a política de transferências adotada pelo FC Porto, que consistia no aproveitamento da prata da casa, bem como o regresso de jogadores emprestados, iria ter tão bons resultados como os que se vieram a verificar. Apesar de nesta temporada o FC Porto estar mais folgado financeiramente, ficam aqui algumas sugestões de jogadores emprestados, que os dragões podem vir a reaproveitar.

Peru 0-1 Dinamarca: Ventos nórdicos gelam peruanos

A seleção dinamarquesa e a peruana encontraram-se hoje, dezasseis de junho, para a estreia destas duas formações no Campeonato do Mundo de 2018. Ambas as formações pertencem ao grupo C da competição e assistiram hoje ao outro jogo do seu grupo, onde a França bateu a Austrália por duas bolas a uma. Coube à cidade russa de Saransk acolher as duas equipas e o Mordovia Arena o jogo que se disputou.

Com ambas as equipas a atuarem num sistema tático muito próximo ao 4x2x3x1, o jogo iniciou-se com uma clara superioridade da equipa sul-americana: foi mais incisiva e aguerrida nos primeiros quinze minutos, explorando o último terço e procurando remates fora da área bastante perigosos para a baliza defendida por Kasper Schmeichel: o primeiro logo ao minuto sete e o segundo digno de registo foi ao minuto vinte. O Peru tentou ainda explorar a velocidade dos seus extremos, nomeadamente pela direita com Carrilho a assumir algumas incursões perigosas no ataque. Ao minuto doze remata cruzado proporcionando uma excelente defesa ao guardião dinamarquês.

A Dinamarca só “apareceu” verdadeiramente no jogo a partir dos quinze minutos iniciais. Mantendo sempre uma filosofia de jogo fria, calculista e matreira – como é apanágio das formações nórdicas – explorou sobretudo o contra-ataque testando, por várias vezes, a velocidade de Pione Sisto, que se mostrou sempre bastante móvel em zonas ofensivas. A Dinamarca tentava soltar a técnica da sua principal estrela, Christian Eriksen, mas este foi sempre marcado, de forma exemplar, pela formação peruana.

A supremacia que a equipa dinamarquesa registava após os quinze minutos iniciais e até à meia hora de jogo estavam longe do poderio que a seleção peruana registou nos primeiros quinze minutos. Mas, não se pense que a equipa sul-americana esteve a “dormir” em campo nessa altura: consciente de que estava sem bola e “vendo” a equipa da Dinamarca jogar, apostou num futebol de contra-ataque aquando da recuperação do esférico. Foi assim que, ao minuto vinte e nove, Carrilho isola Jefferson Farfán que, na passada, remata para a baliza de Schmeichel. Valeu o corte in extremis do central nórdico Simon Kjaer.

Após a primeira meia hora e até ao intervalo, a Dinamarca continuou por cima do jogo. Ao minuto trinta e cinco surgiu uma contrariedade na equipa nórdica e o timoneiro Hareide vê-se obrigado a “queimar” a primeira substituição devido à lesão de William Kvist: entrou para o seu lugar Lasse Schone ocupando em campo a mesma posição (médio mais defensivo).

Antes do intervalo, ao minuto quarenta e três, é assinalada grande penalidade a favor da equipa peruana após consulta do videoárbirtro. As imagens não deixaram qualquer dúvida: Christian Cueva é derrubado por Yussuf Poulsen dentro da área, sendo o próprio Cueva a marcar a grande penalidade. Marcou apenas a penalidade pois o marcador não se alterou: o peruano mandou a bola para a cordilheira dos andes, com um remate por cima da barra que não espelha a excelente exibição que este jogador estava a realizar. São coisas do futebol e os companheiros, por perceberem isso, foram acarinhar Cueva de imediato.

A derrota por uma bola a zero frente à Dinamarca pode deitar por terra as aspirações da seleção comandada por Ricardo Gareca
Fonte: Seleção Peruana de Futebol

O segundo tempo da partida começou com a supremacia da equipa nórdica que já estava evidente no final da primeira parte, apresentando-se agora mais determinada e com mais posse de bola relativamente ao Peru. Essa supremacia traduziu-se, ao minuto cinquenta e nove, no golo da formação nórdica: lance ofensivo que começa com Pione Sisto que passa para a zona do meio-campo para Eriksen que corre sem qualquer oposição para a zona ofensiva e assiste Poulsen para o golo. Destaque, pela negativa, para a enorme “clareira” ou autoestrada no meio-campo peruano, num lance que não faz jus àquilo que foi durante praticamente todo o jogo. Mas em alta competição, os lapsos pagam-se caros.

Após o golo, a formação comandada por Ricardo Gareca não baixou os braços: logo ao minuto sessenta e dois saiu Edison Flores para entrar o grande astro do futebol peruano da atualidade, Paolo Guerrero. Com a sua entrada a equipa do Peru ganhou maior influência no último terço, passando a atuar num 4x4x2, com Guerrero e Fárfan como homens mais adiantados na formação sul-americana. Mas à medida que as oportunidades se iam sucedendo iam-se também revelando a dificuldade que o Peru tinha ao nível da finalização.

Ao minuto setenta e nove, o recém- entrado Paolo Guerrero gelou os jogadores e adeptos no Mordovia Arena. Decide, assim como quem não quer a coisa, fazer um golo “à Madjer”. Isso mesmo, de calcanhar. E fez a bola passar a poucos centímetros da baliza da Dinamarca. Schmeichel suou frio. Se marcasse era um golo digno de Mundial e “arrastaria” a sua equipa para a discussão do resultado final.

Schmeichel teve mesmo de se aplicar a sério nos momentos finais do encontro, com destaque para o minuto oitenta e quatro onde defende, de forma fria e majestosa, um remate forte da equipa do Peru à entrada da área que, se se convertesse em golo, seria um enorme balde de água fria para a seleção dinamarquesa. Ao minuto oitenta e seis, tínhamos a informação de que o guardião dinamarquês registou seis defesas durante o jogo, muitas delas, se não mesmo todas, de grande alcance técnico. Quem sabe, sabe e Schmeichel, sabe.

Em resumo, o jogo terminou com a vitória da Dinamarca por uma bola a zero. Foi a frieza glaciar dos nórdicos que congelou o futebol romântico dos peruanos. Com em quase tudo na vida, os românticos sofrem quase sempre mais do que aqueles que colocam a razão e o calculismo acima dos devaneios românticos que, por muito atrativos que sejam, acabam por falhar nos momentos mais decisivos.

Foto de Capa:

Sporting CP 5-4 SL Benfica: Organização em alta rotação atordoou o rival

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Arrancou o Mundial de 2018 em futebol, havia muitos jogos para ver num dia só. No entanto, tudo ainda se está para se decidir no futsal dos campeões europeus. O Pavilhão João Rocha recebeu às 16 horas deste sábado, 16 de junho, o primeiro jogo da final do campeonato nacional.

Recorde-se que a final da principal competição da modalidade é disputada à melhor de cinco jogos.  O primeiro jogo aconteceu, então, no recinto dos «leões». Depois, haverá segundo jogo no Pavilhão da Luz já esta quarta-feira, dia 20 e o terceiro, dia 23, no próximo domingo, novamente no reduto de Alvalade.

Para chegarem ao momento de todas as decisões, o Sporting que procura o tricampeonato de futsal consecutivo eliminou o Modicus nas meias finais, ‘sem espinhas’ após vencer três jogos por 4-0, 0-2 e novamente 0-2. Os «leões» juntavam assim, nesta temporada, a presença na final da UEFA Futsal Cup, perdida para os espanhóis do Inter Movistar por 5-2 no dia 22 de abril, com esta do campeonato. Tarefa mais difícil teve o Benfica. Eliminou o Braga apesar de, também, ter feito o pleno nas meias finais ao vencer os três encontros por 2-1, 3-2 e 0-2.

O início de jogo fica logo marcado pelo golo do Benfica ao terceiro minuto por Fernandinho (0-1). Resultado que se inaugurou até quando foi o Sporting a pressionar mais alto para ser o primeiro a chegar ao golo. Das poucas oportunidades que os «encarnados» criavam, muita inquietação causou no meio-campo sportinguista. Pouco depois do golo, uma bola ao poste de Deives também fez silenciar o Pavilhão João Rocha por alguns milésimos de segundos.

Todavia, o Sporting como sempre teve mais bola, o Benfica recorreu bastante a roubos de bola com recurso até exagerado à intensidade física. Por volta do oitavo minuto, a equipa da Luz já registava quatro faltas cometidas e quinta falta bem podia ter surgido em vários momentos que causou contestação no banco do Sporting (o treinador adjunto de Joel Rocha, do Benfica, respondeu aos protestos leoninos e foi expulso) e, claro, para os adeptos presentes no pavilhão.

Faltavam 9:20 para o final do primeiro tempo e a grande oportunidade dos «leões», debaixo de um forte apoio, tem a sua primeira grande oportunidade com remate de Divanei que ainda bate num defesa do Benfica e vai à barra da baliza de Cristiano. O Sporting continuava a surgir, mas Cristiano, o guardião encarnado, estava sempre lá e isso – quase naturalmente – fez o Benfica atingir a quinta falta no jogo quando faltavam ainda oito minutos para o final da primeira parte. Até ao recolher aos balneários, o Sporting não queria ver a sua desvantagem aumentada e o Benfica, condicionado, não quis arriscar muito mais.

Os adeptos do Benfica do outro lado do Pavilhão João Rocha que recebeu 2331 espetadores
Fonte: Bola na Rede

No entanto, cada oportunidade que surgia era o mote para aproveitar. O Benfica ainda conseguiu fazer o 2-0 com Raúl Campos à entrada da área (0-2, 15 minutos de jogo). Era difícil falhar tal oportunidade que obrigou o Sporting a reagir e motivos não faltavam pois estava quase sempre a proporcionar oportunidades em maior quantidade no jogo. E assim o fez novamente. Pedro Cary faz dois remates ao poste seguidos ao minuto 16. Segundos depois, nova grande defesa de Cristiano com os dedos, sem ir ao chão a remate de Fortino. Do outro lado, também André Sousa correspondia para o Sporting não sofrer mais golos.

O jovem guardião estava em grande. No entanto, chegava o golo do Sporting. O mesmo Fortino, inconformado com o lance anterior, recebe a bola após reposição e de costas, com André Coelho na cobertura, conseguiu rodar e armar remate que mesmo enquadrado com Cristiano, não deu qualquer hipótese (1-2 aos 17’). O pivô demonstrava as razões de ser um dos melhores marcadores deste campeonato.

Tudo ficava na mesma no final do primeiro tempo tal como praticamente começou, um golo de desvantagem para a equipa da casa. Debaixo de cânticos de “Bi… Campeão!” com o desejo de tri por parte dos adeptos do Sporting, num pavilhão João Rocha que não teve lotação esgotada (2331 espetadores), o ambiente era ‘infernal’ e a ambição dos «leões» era um resultado positivo no primeiro jogo da final.

Começava o segundo tempo e tudo parecia se manter. O Sporting queria manter a bola o máximo possível no meio-campo do Benfica. Logo aos primeiros segundos, Caio Japa isolado da faixa direita rematou para nova defesa de Cristiano. Ao terceiro minuto, tal como o Benfica na primeira parte, foi o Sporting a marcar. Fortino num remate potente, vindo de um canto batido por Deo, não perdoou desta vez a Cristiano (2-2), que continuava em grande, mas desta vez não teve hipótese. O plano inicial do Sporting para esta partida parecia resultar e a equipa crescia, com efeitos mais concretos. Chegado ao empate, o Sporting iria chegar à vantagem e nunca mais largá-la. Depois do golo do empate, seguiu-se pouco depois uma bola à barra por remate de Alex Merlim, antes defendida por Cristiano, mas que parecia ter entrado.

O objetivo de pressionar é e será sempre obrigar ao erro do adversário. Algo que se cumpriu duas vezes seguidas na perfeição para o Sporting entrar pela primeira vez em vantagem neste primeiro jogo das finais. Os «leões» chegam ao 3-2 aos 31 minutos com novo remate fortíssimo de de Fortino, após perda de bola na reposição do Benfica. Minuto seguinte, foi o outro goleador do dia, Divanei, a dilatar a vantagem depois de um contra-ataque (4-2). O Benfica ainda reagiu, algo contra a corrente do jogo que se cumpria na segunda parte. Raúl Campos, que já tinha feito o gosto ao pé, fez o 4-3.

A equipa do Sporting em completa comunhão com os adeptos
Fonte: Bola na Rede

O Sporting, que esteve em grande nível a meio da segunda parte, colocava o Benfica sem saber como levar a bola à baliza do Sporting e o físico «encarnado» veio ao de cima novamente, pelos piores motivos. Joel Rocha incentivava a reposição de bola para bem longe área do Benfica, mas o Sporting conseguia ter a posse em seu favor muito rapidamente. As «águias» chegaram à quinta falta à entrada do minuto 26.

Pouco tempo depois, a faltarem ainda quatro minutos para se jogar, o Benfica fez a sexta falta. Livre direto para o Sporting e Alex Merlim converteu com sucesso para o 5-3. Benfica avançou com o ‘cinco para quatro’ debaixo de grandes assobios no Pavilhão João Rocha enquanto atacava. Proporcionavam-se diversas descompensações nas marcações homem a homem. O jogo fechava em espetáculo e ansiedade em fazer mais golos para os dois lados, com bola no poste na baliza do Benfica (a quinta na segunda parte), vinda do meio campo do Sporting. Os leões ainda tiveram novo livre direto de 10 metros sem barreira para o Sporting, mas Cristiano desta vez defendeu.

O Sporting saiu com a vitória mas o resultado não espelhou a sua supremacia
Fonte: Bola na Rede

Ainda com ‘cinco para quatro’ e grande aparato e velocidade na área do Sporting, o Benfica ainda fez o 5-4. Robinho do ‘meio da rua’ aproveita uma bola que sobrou para quase na zona do meio campo pós remate colocado. Todavia, isso não alterou com que o Sporting começasse esta final de campeonato em vantagem. Apesar da baixa de rendimento do Benfica demasiado visível na segunda parte, o jogo 2 no Pavilhão da Luz promete ser ainda mais intenso. De um lado, há a vontade do Sporting em querer aumentar a vantagem para trazer o jogo do possível título para o Pavilhão João Rocha. Do outro, a missão do Benfica em querer correr atrás do prejuízo. Temos encontro marcado já na próxima quarta-feira.

 

Cincos iniciais:

Sporting: André Sousa, Caio Japa, Pany Varela, Deo e Divanei.

No banco: Gonçalo Portugal, Diego Cavinato, Edgar Varela, Pedro Cary, Djô, Alex Merlim e Rodolfo Fortino.

Não convocados: Diogo, João Matos, Marcão, Cardinal e Dieguinho

Treinador: Nuno Dias

Benfica: Cristiano Marques, Fernandinho, Tiago Brito, André Coelho e Raúl Campos

No banco: André Correia, Fábio Cecílio, Miguel Ângelo, Bruno Pinto, Bruno Coelho, Rafael Hemni, Deives Moraes e Robinho

Não convocados: Chaguinha, Afonso Jesus, Roncaglio e Jacaré

Treinador: Joel Rocha

Argentina 1-1 Islândia: Criatividade não bateu a organização

Os primeiros minutos do jogo contam com a Argentina a exercer pressão alta e a Islândia a apostar num estilo de jogo mais longo, direto e capaz de surpreender a defesa adversária com lances muito rápidos. A Islândia mostrou ter o jogo bem estudado e explorou as falhas que a Argentina demonstrou na fase de qualificação, com algumas lacunas defensivas e sem capacidade para resolver facilmente alguns lances.

No entanto, quem se posicionou na frente do marcador foi mesmo a Argentina, com um golo de Aguero aos 19 minutos. A fazer lembrar o golo de Diego Costa frente a Portugal, em que é necessária muita técnica e experiência para encontrar espaço no meio dos defesas e conseguir descobrir o caminho certo para a baliza. No entanto, a Islândia não se deu por vencida e fez história com Finnbogason a ser o primeiro jogador a marcar um golo pela sua seleção num campeonato do mundo, repondo a igualdade na partida três minutos depois. Termina a primeira parte com uma disputa equilibrada do jogo a nível de oportunidades.

A Argentina tem passado muitas dificuldades para bater esta curiosa Islândia. Este país que cada vez mais tem investido no futebol, vê esse investimento compensar e de que maneira. Há seis anos estava em 132º no ranking da FIFA e agora está em 22º. Uma equipa que conta com muitos jogadores semi-profissionais e que têm outros trabalhos sem ser o futebol, estão aqui a bater-se de frente com alguns dos melhores jogadores do mundo como Messi, Mascherano ou Higuaín.

A segunda parte não destoa muito da primeira. A Argentina com posse de bola e com o domínio do jogo contra uma Islândia muito organizada defensivamente e unicamente a tentar aproveitar as oportunidades que a Argentina permitia. Há um lance que marca esta segunda parte: Messi falhou um penalti aos 63 minutos, deixando assim o guarda-redes islandês brilhar mais uma vez. Sampaoli viu que tinha de mexer na equipa é colocou Pavón por Di Maria (possivelmente a melhor coisa que fez). Pavón veio animar o jogo, veio trazer garra e vontade de vencer e isso refletiu-se noutros jogadores que a 15 minutos do fim finalmente acordaram. Mas já era tarde demais e a Islândia adotou uma estratégia altamente defensiva tentando tirar partido deste resultado e ganhar um ponto frente a Argentina.

Foto de capa: FIFA

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

WWE Money in the Bank: Quem irá conquistar a mala?

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O Money in the Bank deste ano oferece, uma vez mais, um cartaz de luxo e todos os ingredientes necessários para uma boa noite de wrestling.

Em destaque, um Last Man Standing entre AJ Styles e Shinsuke Nakamura pelo título da WWE; Nia Jax e Ronda Rousey lutam pelo título feminino do Raw; e os Money in the Bank Ladder Matches masculino e feminino, que garantem aos vencedores a oportunidade de desafiar um campeão mundial em qualquer altura do ano.

Quem serão os dois lutadores contemplados com uma oportunidade que pode mudar as suas carreiras? Nos restantes embates, quem vence? Teremos novos campeões? Haverá algum cash-in? Conheçam as nossas previsões e partilhem as vossas nos comentários.  

CM Punk: Pois, a UFC não pode ser isto

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Julgo já me ter pronunciado sobre este tema em artigos anteriores. Ainda assim, a performance de CM Punk no evento UFC 225 não deixou ninguém indiferente. Era a narrativa perfeita, envolvendo um veterano sem experiência em MMA, uma antiga estrela do sports entertainment, com milhões de fãs espelhados por todo o mundo. CM Punk era o underdog que iria, com coragem e empenho, superar todas as adversidades.

CM Punk iria provar que nunca somos velhos demais para conquistarmos os nossos sonhos, para superarmos as adversidades, que podemos fazer aquilo que queremos se trabalharmos, se nos atirarmos de cabeça com empenho e determinação calando as vozes pessimistas que teimam em agastar-nos com comentários ofensivos e desencorajadores. Esta era uma narrativa que podia ter sido concebida por um dos mais experientes guionistas da WWE. No entanto, caros leitores, UFC não é WWE.

Os focos da polémica são inúmeros. Desde logo, o próprio CM Punk. Depois da sua derrota frente a Mickey Gall, rapidamente se percebeu que Philip Brooks (CM Punk) não teria forma de contrariar a sua própria veterania e inexperiência. Portanto, muitos estranharam a inclusão do seu nome no main card do evento, quando haviam combates como o de Alistair Overeem vs Curtis Blaydes. Por que razão CM Punk e Mike Jackson haveriam de merecer tal reconhecimento?

CM Punk sem argumentos para a troca de golpes
Fonte: UFC

A incapacidade de encontrar uma resposta plausível a esta pergunta, motivou fortes críticas à administração da maior promotora de eventos de MMA do mundo. Muitos consideram que este combate desvirtua tudo aquilo que o desporto representa. Outros considerarão que é uma falta de respeito para com todos aqueles que lutam há vários anos por uma oportunidade de competir no octógono da UFC, por um contrato que mudasse as suas vidas. Não nos esqueçamos que por todo o mundo existem atletas a competir em pequenas organizações de MMA. Muitos destes atletas não são profissionais e conciliam o treino e a competição com as suas profissões.

Este é um assunto que me é bastante caro. Pratiquei artes marciais durante vários anos. Pratiquei judo quando era criança e já adolescente tive o privilégio de treinar muay thai. Nesta minha última experiência pude constatar o sacrifício de ser atleta profissional numa modalidade com pouca expressão. Vi com os meus próprios olhos atletas que corriam dos seus trabalhos para o clube, dispostos a treinar várias horas sem uma recompensa financeira ajustável à dimensão do seu esforço.

França 2-1 Austrália: Australianos viram-se “franceses”

No jogo de abertura do grupo C enfrentaram-se França e Austrália. No percurso até à Rússia, a selenção Francesa ficou em primeiro lugar na fase de grupos da qualificação, já os australianos tiveram que assegurar o passaporte no play-off.

Para este jogo, os gauleses são os claros favoritos à vitória, como também são uma das seleções com algum favoritismo no que à conquista do Mundial 2018 diz respeito. Depois de serem finalistas vencidos no Campeonato da Europa 2016, os franceses apresentam-se na competição com uma das seleções mais jovens.

Como era expectável os gauleses tiveram o controlo da partida, tendo sido dos pés do avançado Mbappe que surgiu a primeira ocasião de golo, a surgir nas costas da linha defensiva australiana e a rematar para defesa apertada do guardião Ryan.

No primeiro ¼ de hora, os australianos iam tentando chegar à baliza adversária sem surtir efeito, em sentido contrário os gauleses iam criando várias oportunidades junto à baliza australiana. No entanto, foi a equipa da oceania a beneficiar da grande e melhor ocasião de golo do primeiro tempo, após um livre descaído para a esquerda do ataque, Sainsbury cabeceia à boca da baliza para uma grande intervenção de Lloris.

No regresso do descanso, ambos os selecionadores optaram por não fazer qualquer alteração nos “onzes” definidos para iniciar esta partida.

Depois de um ataque rápido dos gauleses, o videoárbitro é “chamado” a intervir para assinalar penalti, num toque sobre Griezmann. E foi neste lance que se desfez o nulo do encontro, através do próprio jogador que sofreu falta, depois de um remate forte e colocadissimo para a esquerda do guarda redes australiano.

Em resposta ao golo gaulês, Umtiti faz falta tocando com a mão na bola dentro da área, depois de um livre descaído para a direita do ataque…o árbitro assinala penalti para os australianos. Na marca dos onze metros Jedinak remata para o fundo das redes, restabelecendo novamente a igualdade na partida.

Num lance feliz, depois de uma triangulação entre Pogba, Fekir e Giroud, foi o centrocampista Pogba que ao minuto 81 numa carambola remata com a bola a embater no travessão e a ultrapassar a linha de golo.

Até final do encontro o jogo ficou “partido” e ambas as equipas poderiam ter finalizado com sucesso. Uma vitória justa para os gauleses.

França: Lloris; Pavard; Varane; Umtiti; Hernandez; Tolisso (Matuidi 77’); Kanté; Pogba; Griezmann (Giroud 69’); Mbappe; Dembele (Fekir 69’).

Austrália: Ryan; Behich; Milligan; Sainsbury; Risdon; Mooy; Jedinak; Kruse (Arzani 84’); Rogic (Irvine 71’); Leckie; Nabbout (Juric 64’).

Foto de Capa: FFF

A caderneta de emprestados

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O Benfica tem sido um clube que investe muito nos mercados de transferências. Salvo algumas exceções, como o caso da época passada – e, por ventura, uma decisão de desinvestimento muito contestada e dada como uma das causas do falhanço do pentacampeonato -, os encarnados costumam ser sempre muito ativos no que toca a contratações e vendas. Porém, é bem mais que sabido que apenas vão a jogo onze titulares e que um plantel não pode ter 40 atletas ao dispor durante a época, ficando necessário vender ou emprestar. Neste último, o Benfica tem-se mostrado muito ativo, levando a cabo uma quantidade enorme de empréstimos nos últimos anos, para “despachar” os jogadores excedentários e limitar o número de jogadores no plantel principal.

Atualmente (durante a época 2017/18), o Benfica tem cerca de 35 jogadores a vestir outras camisolas de forma temporário. Sim, os encarnados têm mais de um plantel a cumprir empréstimos a outras equipas. Vamos dar uma olhadela a estes 35 nomes.

Começando por aqueles que, a princípio, foram apenas ganhar experiência, minutos ou para rodar enquanto não tem espaço na equipa principal. Nesta secção, temos nomes como Talisca, Cristante, Jovic, Carrillo e Taarabt. Estes cinco, na verdade, devem acabar mesmo por não regressar à Luz, partindo diretamente para outros clubes.

Alguns até já confirmaram isso mesmo, como Talisca – que foi emprestado aos chineses do Guangzhou Evergrande-CHI até ao final do ano, com opção de compra – e Cristante – que foi adquirido pelo Atalanta por 5 milhões de opção de compra, e posteriormente vendido ao AS Roma por 25 milhões de euros. Os restantes são assuntos pendentes, mas provavelmente não terão o futuro a passar pela Luz, sendo provável novo empréstimo ou mesmo uma venda definitiva.

Passando para aqueles que podem aspirar a regressar com sucesso, temos o caso de Yuri Ribeiro, que agora regressou para fazer pelo menos a pré temporada com os encarnados. Deste grande lote, parece ser dos poucos que pode realmente regressar à Luz e ficar no plantel principal. Além do lateral esquerdo, está também Lisandro Lopéz na calha, mas depende do Inter de Milão, pois no caso dos italianos acionarem a opção de compra, ficará em definitivo em Itália.

Outro nome é o de Rakip, que foi contratado em janeiro e prontamente emprestado ao Crystal Palace. Deverá ter a sua oportunidade para impressionar na pré-época, assim como Mato Milos que está numa situação semelhante, embora tenha sido contratado no último dia do mercado de verão.

Cristante ainda jogou e marcou pelo Benfica, mas foi emprestado ao Atalanta e agora vai figurar no AS Roma
Fonte: SL Benfica

Temos três nomes que continuarão emprestados, sendo eles Filipe Augusto – que termina o empréstimo em janeiro – e Marcelo Hermes e Pedro Pereira que só regressam da condição de emprestados no final da próxima temporada.

Por fim, falta falar em 23 jogadores, ainda ligados ao Benfica, mas que estão emprestados e, num horizonte próximo, não deverão jogar de vermelho e branco vestido assim tão cedo. Desta lista, houve quem já tivesse jogado de vermelho, mas também alguns que nem um relvado pisaram a representar o clube de águia ao peito.

Estes são os casos de: Pedro Nuno, Dálcio Gomes, Hamdou Elhouni, Carlos Ponck, Reinildo Mandava, André Ferreira, Patrick Vieira, Salvador Agra, Pawel Dawidowicz, Igor Rodrigues, Zidane Banjaqui, Fali Candé, Thabo Cele, Matheus Leal, Aurélio Buta, Pêpê, Alan Júnior, Ivan Saponjic, Cristián Arango, João Teixeira, Óscar Benítez, César e Jhon Murillo. Estes são os nomes daqueles que já ninguém se lembra que estão ligados ao clube encarnado, apesar de já terem participado num jogo pela equipa principal. A longa lista de atletas que nunca voltarão – ou nunca irão – a vestir o manto sagrado, mas continuam ligados ao clube, cumprindo empréstimos atrás de empréstimos até, por fim, serem vendidos de forma definitiva sem nunca terem brilhado pelo Benfica.

Esta janela de transferências, o Benfica já contratou sete atletas, além do regresso de Yuri Ribeiro. Esperam-se algumas saídas, mas provavelmente não tantas quanto o número de entradas. Será que se irão juntar mais nomes ao lote de emprestados? Irão alguns do atual lote ver o seu futuro decidido em definitivo?

O número de jogadores no plantel mantém-se o mesmo. Só podemos esperar para saber como será o Benfica 2018/19, e que será desta longa lista de jogadores excedentários e emprestados.

Foto de Capa: FC Internazionale Milano

Os 10 melhores marcadores em Mundiais

Os 10 melhores marcadores em Mundiais

Por norma os golos são o momento alto de qualquer jogo de futebol. Por isso, neste artigo vamos apresentar os melhores marcadores em mundiais, eles fazem a diferença entre uma vitória e uma derrota e o que mais na memória das pessoas fica (estou a escrever isto e não deixo de pensar no golo do Éder na final do Europeu, que delírio). O mundial de futebol não é exceção e, nas 20 edições deste torneio, já foram marcados mais de 2300 golos. No entanto, nem todos podem dizer que marcaram um golo no campeonato do mundo e, neste caso, vamos ver quais as pessoas que mais vezes realizaram essa proeza.

Top 10 melhores marcadores em Mundiais

 

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Top 10 melhores marcadores em Mundiais- Gabriel Batistuta
Batistuta (à direita) num reencontro com outro grande goleador argentino Hernán Crespo (à esquerda)
Fonte: Twitter Oficial de Gabriel Batistuta

Gabriel Batistuta – A abrir a lista está o mítico jogador argentino Gabriel Batistuta. Este é um dos principais artilheiros de sempre deste país, um país recheado de sucesso e avançados de qualidade. Vê aqui o seu único representante neste top, 10 golos marcados entre 1994 e 2002.