Início Site Página 10733

Cottagers are going up

Depois da queda de 2013/14 da Premier League para o Championship, o Fulham FC está de volta à grande montra europeia no que a ligas diz respeito. O emblema londrino passou pelo playoff e alcançou a glória na final de Wembley frente ao Aston Villa (1-0).

Na sua equipa está um português, Rui Fonte, ainda que Rafa Soares, embora já não esteja no clube, tenha feito parte igualmente do percurso. O ponta-de-lança participou em 28 jogos e marcou três golos, enquanto o lateral tinha registado presença em três partidas.

A estabilidade transmitida do banco por Slavisa Jokanovic também foi elemento muito importante para a equipa ter chegado à altura decisiva e alcançado por fim o sucesso. O treinador sérvio completou a terceira temporada ao serviço dos ‘Lilywhites’ e, depois de ter garantido a permanência do clube no Championship, em 2015/16, numa época em que chegou a meio para salvar a equipa da descida à League One, Slavisa levou os londrinos à meia-final do playoff em 2016/17 e, desta feita…foi mesmo de vez!

O técnico, de 49 anos, tem no palmarés duas ligas da Sérvia (2007/08 e 2008/09) ao serviço do Partizan e já treinou na Tailândia, Bulgária, Espanha e Israel antes de se ‘radicar’ ultimamente em terras de Sua Majestade. Em 2014/15 já havia orientado o Watford no Championship e…subiu! Pois é, na altura, não precisou de passar pelo playoff: o segundo lugar deu subida direta. Esta época, Slavisa Jokanovic somou mais glória ao seu trajeto.

Depois de ter treinado quatro épocas no Championship, o treinador sérvio Slavisa Jokanovic vai estrear-se na Premier League
Fonte: Fulham FC

Fulham acompanha Cardiff (que também desceu em 2013/14) e o campeão Wolverhampton no caminho rumo ao expoente máximo do futebol inglês. O milionário paquistanês Shahid Khan é o presidente dos ‘Whites’ e não deverá esconder a alegria que sente pelos benefícios de diversa ordem que a ‘Premier’ pode dar ao clube, ele que é fascinado pelo futebol inglês. Relembre-se que foi ele que fez uma proposta de 918 milhões de euros pelo Estádio de Wembley…

Vamos poder agora ver o ‘Craven Cottage’ mais regularmente e é sempre bom observar um clube ao qual nos habituamos a assistir marcar presença na Premier League e que teve um português que lá não é esquecido: Luís Boa Morte. Desta vez esta conquista contou também com o selo lusitano e é bom que continue a haver. Todos nós agradecemos e torceremos sempre mais um pouco pelo Fulham FC.

Fulham FC na Premier League. ‘Cottagers’ are going up!

Foto de Capa: Fulham FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

«Estava tanta gente à espera no estádio, que não conseguíamos entrar» – Entrevista aos Heróis do Caldas Sport Clube

Dia 18 de abril de 2018. Uma bola cruzada cai na área. A confusão é grande, mas há um jogador, de vermelha e branca vestida, que toca na redondinha. Ela lá se foi a arrastar até se aninhar nas redes da baliza. Vibram onze jogadores. Vibra um estádio com alguns milhares. Vibram as Caldas da Rainha. Vibra Portugal. Foi o momento mais alto da história do Caldas Sport Clube. E quem melhor para falar sobre ele do que o treinador e o capitão de equipa? Quase dois meses depois do fim da histórica caminhada na taça da equipa amadora, José Vala, o mister, e Rui Almeida, o comandante, falaram aos nossos microfones.

Bola na Rede (BnR): Quais são os principais desafios ao jogar no Caldas?

José Vala & Rui Almeida (J&R): O principal desafio é sempre conseguir conciliar o futebol com a nossa atividade profissional e termos de lidar diariamente com as dificuldades inerentes ao facto de sermos amadores.

BnR: Qual é o “truque” que vocês arranjam para conciliar essas três vidas: a profissional, a desportiva e a pessoal?

J&R: No Caldas, ou noutro clube qualquer que funcione como o Caldas, não é fácil. É essencial gostar daquilo que se faz e alguns dos jogadores têm a ambição de chegar longe, ambição essa que também é extremamente importante. Acima de tudo, é gostar disto e dedicarmo-nos ao máximo. E tentar, obviamente, ser profissional também na nossa outra profissão.

BnR: Tudo isto foi um sonho tornado realidade ou nem nos melhores sonhos imaginavam isto?

J&R: Eu acho que nem nos melhores sonhos, porque isto foi, inclusive, muito mais do que aquilo que passou para a comunicação social. Quem vive nas Caldas e quem esteve presente naqueles jogos – em que disputámos, até, três prolongamentos – conquistou memórias que irão perdurar para o resto da vida. Uma equipa amadora conseguir isto e o clube conseguir alcançar essa proximidade com a cidade foi o nosso maior feito. Atualmente – e é meramente um número, mas dá para as pessoas perceberem – foram vendidas duas mil camisolas do clube. Isto tem um impacto brutal.

«Todos os dias distribuímos autógrafos e tínhamos sempre camisolas para autografar quando chegávamos ao balneário». A nova rotina de fama das duas estrelas do Caldas
Fonte: Bola na Rede/André Maia

BnR: Um dos vossos principais trunfos, e falou-se muito disso, foi o facto de o Caldas ter jogado em casa. O que é que a “Mata Encantada” tem que os outros campos não tenham?

J&R: É especial! A partir de certa altura começou a ser ainda mais especial. Desde a primeira reportagem que fizeram connosco, quando atribuíram esse nome da “Mata Encantada”, começou-se a interiorizar que ela era especial e começámos a sentir que os adversários tinham algum receio. O Rui até disse uma vez que “eles sabem que têm de vir à Mata Encantada e que não é fácil”.

 

BnR: Os adversários tinham medo de jogar com o Caldas ou na “Mata Encantada”?

J&R: Não sei! Isso aí tens de perguntar a eles! [risos] Eu lembro-me de que no princípio falavam muito do estado do nosso relvado: de facto, no jogo contra o Farense o relvado estava um lamaçal. Havia muita gente que dizia que nós ganhávamos por causa disso. Acho que provámos, na eliminatória frente ao Aves, que não era por causa disso que vencíamos os jogos. Quem se queixa mais do nosso relvado somos nós próprios, porque a nossa forma de jogo não se adapta a esse tipo de terreno.

Brasil 2-0 Croácia: Canarinhos aprovados no primeiro teste

A seleção brasileira fez seu primeiro jogo preparatório para a Copa do Mundo nesse domingo em Liverpool, Inglaterra. O adversário foi a ótima seleção croata. A Croácia tem um dos melhores meios de campos do mundo. Jogadores como Perisic, Rakitic e Modric qualificam o meio campo croata. O Brasil entrou em campo no 4x3x3. Sem Neymar, poupado, o técnico Tite escalou a seleção com três médios defensivos com a intenção de fazer um meio mais encorpado e não permitir que a Croácia trabalhasse com a bola.

O jogo começou de maneira bem equilibrada, mas a Croácia buscava sair mais para o ataque. Aos 12 minutos Modric cobrou um canto pela direita e Lovren cabeceou com o perigo à meta brasileira.

O Brasil sentiu sérias dificuldades em sair para o jogo. A Croácia montou o meio campo com cinco jogadores e dominava aquele setor.

Aos 22 minutos o Brasil chegava com perigo pela primeira vez na partida. Coutinho recebeu a bola na intermediária e arriscou para a baliza. Mas a bola saiu acima do travessão.

A partida chegou aos 30 minutos e a Croácia prosseguia melhor no relvado. Com um meio-campo muito mais técnico do que o da seleção brasileira, a Croácia se aproveitava dessa qualidade. Porém, também não conseguia criar chances reais de gol. O Brasil não atuava bem e o William ficava muito isolado na ponta direita.

Por falar no jogador, o William foi o atleta mais perigoso da seleção brasileira, porém precisava que alguém jogasse mais próximo a ele. A princípio o jogador do Chelsea era o favorito a sair no intervalo para a entrada de Neymar.

A primeira parte terminou com a seleção croata ligeiramente melhor no relvado. Os laterais brasileiros, principalmente o Danilo, pouco apoiaram. Para o início do segundo temo o técnico Tite fez uma mudança. O avançado Neymar entrou no lugar do Fernandinho. Com essa substituição o Brasil ficou mais ofensivo, porém mais exposto.

No começo da segunda parte só deu Brasil. William continuava sendo o jogador mais perigoso da seleção. Sempre pela ponta direita conseguia criar as melhores oportunidades de golo e ganhava mais força quando tinha o apoio do ala Danilo, que poderia ter ido mais o ataque.

Apesar do ligeiro domínio da seleção brasileira, o primeiro ataque com mais perigo na segunda parte foi da Croácia. Após cruzamento pela esquerda, Rebic subiu mais alto que todo mundo e cabeceou para a baliza. Alisson fez uma grande defesa e espalmou a bola.

Aos 59 minutos o Tite fez mais duas mudanças. Saíram Marcelo e Gabriel Jesus para as entradas de Filipe Luís e Roberto Firmino, respectivamente.

Com seis substituições permitidas para o jogo, o treinador brasileiro continuou fazendo suas mudanças. Aos 64 minutos sacou o defensor Miranda do jogo para colocar o Marquinhos, do PSG.

GOL DO BRASIL. Aos 67 minutos William arrancou no meio-campo, passou a bola para Coutinho que rapidamente abriu o jogo para Neymar na esquerda. Dentro da área a estrela da seleção brasileira driblou dois defensores e soltou uma bomba a baliza adversária. Um chute indefensável ao guarda-redes croata que apenas viu a bola entrar na sua meta. Brasil 1 x 0 Croácia.

Com a entrada do Neymar na segunda parte e a com uma nova formação tática, a seleção canarinho cresceu no jogo e acuou o adversário. Após o golo marcado, o Brasil continuou controlando a partida e tinha mais posse de bola.

Aos 76 minutos, Tite realizou as últimas duas substituições do Brasil. Saíram William e Philippe Coutinho para as entradas de Taison e Fred. A configuração tática da seleção permaneceu a mesma.

A superioridade brasileira se manteve e foi premiada no final do jogo. Aos 91 minutos Roberto Firmino recebeu um ótimo lançamento de Casemiro e encobriu o guarda-redes Subasic para “fechar o caixão” croata. Final de jogo Brasil 2 x 0 Croácia.

A partida foi válida e serviu de aprendizado para o Brasil. Tivemos duas partes distintas. Na primeira parte vimos um Brasil mais acanhado em campo e até perdendo o controle da bola para o adversário. Já na segunda parte, após a entrada de Neymar, a seleção mostrou um desempenho ofensivo muito melhor e com a variação tática que teve dominou o seu adversário. O próximo jogo preparatório da seleção brasileira será no próximo domingo, 10.06, contra a Áustria. 

A Primeira Vez

0

A primeira vez de Lorenzo que vence com a Ducati, mas mais importante que isso, foi a primeira vez que se ouviu A Portuguesa em Moto2 com a vitória do Miguel Oliveira.

Completou o Circuito de Mugello com 21 voltas e um tempo de 39m42s018, saindo do 11º posto da grelha de partida, fazendo uma corrida perfeita, aproveitando os erros e a assumir o primeiro lugar na última volta, Miguel Oliveira, o dentista, “deu anestesia geral” e venceu; Baldassarri ficou em segundo e Mir acabou o pódio.

Uma corrida onde o português teve um arranque fantástico, passando logo para terceiro e logo na volta seguinte consegue passar para segundo. Várias alterações na frente, com uma grande luta entre Oliveira, Bagnaia e Pasini. No entanto, Oliveira estava muito rápido na reta e assumia quase sempre a dianteira. Até que a 16 voltas do final, Pasini parecia ter levado alguma vantagem e assumia a frente da corrida de forma isolada.

Mas a oito voltas do fim, Pasini teve uma queda e deixou a frente da corrida para Oliveira tendo Baldassarri e Bagnaia logo atrás.

Miguel Oliveira fez soar A Portuguesa no Grande Prémio de Itália
Fonte: Moto GP

Com apenas cinco voltas para o final a frente da corrida ia sendo alternada por Oliveira e Baldassarri. Até que na volta final, Baldassarri comete um erro e o português não perdoa, vencendo uma das melhores corridas de Moto2 dos últimos tempos.

Oliveira obtém 98 pontos e mantém assim o segundo lugar da classificação geral, mas agora com apenas menos 13 pontos que Bagnaia, que lidera com 111 pontos. Baldassarri acaba o pódio geral com 84 pontos.

Não posso deixar de deixar uma menção sobre o relato que foi efetuado na tv brasileira sobre a vitoria do português. Bastante emotivo, com a última volta a ser relatada de uma forma frenética, com várias referências ao hino português. Muito bom, se tiverem oportunidade vão ver que vale a pena.

Lendas do Universo Leonino: Luís Figo

Luís Filipe Caeiro Madeira Figo, nascido em 1972, foi um dos melhores jogadores de sempre do futebol português. Foi descoberto pelo senhor Aurélio Pereira quando alinhava no Pastilhas FC, tendo chegado ao Sporting, com apenas treze anos.

Luís Figo vestiu de verde e branco durante doze épocas, sendo considerado o melhor do mundo alguns anos mais tarde, mais um “Made in Sporting”. Com a camisola do Sporting Clube de Portugal, ao serviço da equipa principal, realizou 158 jogos e marcou 23 golos. Viveu a sua tarde de sonho, aos dezassete anos, na época 89/90 quando se estreou na equipa sénior do Sporting, numa vitória por 1-0, diante do Marítimo.

O internacional português Luís Figo fez parte de grandes equipas no Sporting Clube de Portugal, onde foi colega de nomes como Ricardo Sá Pinto, Balakov, Iordanov, Paulo Sousa, Oceano, Carlos Xavier, Jorge Cadete, entre tantos outros. Ao serviço do clube de Alvalade venceu uma Taça de Portugal, frente ao Marítimo por 2-0 na final do Jamor. No último jogo da sua carreira com a camisola do Sporting, bem como Balakov, despediu-se com a conquista da Taça de Portugal, com dois golos de Iordanov.

Luís Figo é um dos dois Bolas de Ouro formados em Alvalade
Fonte: Forum SCP

O extremo formado na cantera de Alvalade rumava ao FC Barcelona, onde chegou a ser capitão de equipa. Ao serviço dos “blaugrana” realizou 249 jogos e marcou 45 golos. Com a camisola catalã venceu uma Taça das Taças, uma Supertaça Europeia, duas Taças do Rei e foi duas vezes campeão espanhol. Até que protagonizou uma das transferências mais polémica da época de 2000/2001, rumando ao eterno rival, Real Madrid.

Luís Figo chega a Madrid, para vestir a camisola dez, sendo um dos galáticos. No Real Madrid, o português viria a vencer dois campeonatos, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça de Espanha, uma Supertaça Europeia e uma Taça Intercontinental. Viria a perder espaço no clube da capital espanhola e rumou ao futebol italiano, para servir o Inter de Milão. Em Itália, voltaria a comprovar a sua qualidade e experiência, vestindo a camisola número sete por 140 ocasiões e marcou onze golos. No Giuseppe Meazza, voltou a viver uma aventura muito feliz, onde foi tetracampeão, venceu uma Taça de Itália e três Supertaças. Retirou-se dos relvados dia 31 de Maio de 2009, numa vitória do Inter de Milão diante da Atalanta por 4-3.

Luís Figo marcou a história do futebol português, foi um dos mais internacionais de sempre, com 127 jogos e 32 golos. Capitão da seleção portuguesa, uma figura incontornável do desporto nacional, vencedor do Campeonato do Mundo de Juniores em 1991 e finalista do Euro 2004. O extremo formado em Alvalade participou em cinco fases finais de grandes competições e será sempre recordado como um dos melhores sempre do futebol português. Para sempre, ficará na memória dos sportinguistas e dos adeptos de futebol, a sua qualidade técnica, a sua meia distância, os dribles, as assistências, os golos, a atitude e entrega em campo. Luís Figo será sempre recordado como o Melhor Jogador do Mundo FIFA 2001.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

O melhor 11 da Liga Espanhola 2017/18

A Liga Espanhola, edição 2017/18, devolveu o título ao Barcelona. A equipa catalã cimenta assim o seu sucesso nas provas internas durante a presente década. Assinalável é também a sua prestação, notável em relação aos restantes candidatos ao troféu! Real Madrid e Atlético, claramente os adversários diretos, ainda a alguns jogos para o término do campeonato, já viam o título por um canudo…

AC Milan: Para onde caminham os rossoneri?

0

Estamos em maio de 2011. A Associazione Calcio Milan, inspirada por Ibrahimovic, Robinho e Alexandre Pato, acaba de conquistar o 18º título de campeã nacional da sua história. Apesar da avançada idade de jogadores como Pirlo, Seedorf ou Abbiati, o futuro não deixa de parecer risonho para os rapazes de vermelho e preto. Hoje, sete anos e muitos milhões de euros depois, os rossoneri contentam-se com a qualificação para a Liga Europa, após terminarem em sexto lugar – a sua melhor classificação (igualada na época passada) desde 2013. A situação financeira do clube continua por resolver e os resultados desportivos não parecem melhorar, independentemento do investimento. Isto suscita uma pergunta: o que se passou?

Comecemos pelo plano desportivo. Aqui, houve uma mistura de má sorte e mau planeamento. Alexandre Pato, suposta futura referência atacante do AC Milan e da seleção brasileira, acaba por ser vendido ao Corinthians em janeiro de 2013, após uma série de lesões ter estragado os seus anos finais em Milão. Zlatan Ibrahimovic apenas estava no San Siro graças a um empréstimo do FC Barcelona. O negócio tornou-se permanente na época seguinte, mas no verão de 2012 o avançado sueco foi vendido ao Paris Saint-Germain. Robinho, apelidado de “o próximo Pelé”, acabou por ser tornar em mais uma daquelas histórias de potienciais não atingidos e foi vendido ao Guanghzou Evergrande, da China, em 2015. Três possíveis soluções para o ataque acabaram por não se confirmar.

Este ano, em particular, houve uma tentativa de renovar a equipa, com mais de uma dezena de contratações e um total de 194 milhões de euros gastos em transferências (127.90 milhões se descontarmos os lucros de vendas, de acordo com o site Transfermarkt). Chegaram ao San Siro grandes promessas, como André Silva e Franck Kessié, e jogadores com provas dadas, como Hakan Calhanoglou e Leonardo Bonnuci, mas os resultados foram escassos.

Contratado ao FC Porto por 22 milhões de euros, André Silva acabou por ter uma época muito aquém das expectativas
Fonte: AC Milan

Ainda não se encontrou um defesa central com a qualidade de Maldini – Thiago Silva era tido para muitos como um pilar na defesa rossoneri durante muitos anos, mas foi vendido ao Paris Saint-Germain em 2012 -, um médio com a classe de Pirlo – Giacomo Bonaventura é atualmente uma referência no meio campo, mas tem um estilo de jogo completamente diferente – ou um ponta de lança letal como Filippo Inzaghi – Mario Balotelli teve um sucesso moderado na sua passagem pelo AC Milan, entre 2013 e 2014, mas os seus problemas de atitude deixaram muito a desejar.

De pequenino se torce o pepino: Torneio Internacional Vila de Ponte de Lima 2018 – Dia 1

Ponte de Lima e o seu clube, a Associação Desportiva “Os Limianos”, prepararam-se, organizaram e recebem este fim de semana a oitava edição do Torneio Internacional com o nome da vila. Após um ano de interregno, a organização reuniu esforços e retomou a realização daquele que é um dos torneios mais conceituados do país destinado a este escalão de formação, os sub-12.

Durante os dias 2 e 3 de junho, os Infantis do clube da casa, AD Limianos, do FC Porto, SL Benfica, Sporting CP, SC Braga, Vitória SC, Boavista FC e Paris Saint-Germain vão medir forças e encenar os duelos mais aguerridos e escaldantes do futebol sénior. Para o primeiro dia de competição está destinada a realização da fase de grupos e, desta forma, cada equipa disputará três jogos. O sorteio realizado pelos atletas da casa, devidamente supervisionado, ditou que no grupo A figurariam AD Limianos, FC Porto, Sporting CP e Boavista FC. Por exclusão de partes, no grupo B enfrentar-se-iam SL Benfica, SC Braga, Vitória SC e Paris Saint-Germain.

O primeiro jogo opôs a equipa limiana aos leões, claramente superiores. Contudo, os da casa apresentaram uma boa réplica e prova disso é o facto de terem sido a única equipa a marcar aos verde e brancos nesta fase da prova. O resultado fechou-se num animado 1-4. Este foi mesmo o jogo mais recheado da manhã. Logo depois enfrentaram-se SL Benfica e SC Braga e os arsenalistas venceram pela margem mínima (0-1). No outro jogo da primeira jornada do grupo A, o Boavista surpreendeu e derrotou os vizinhos da invicta, o FC Porto, por uma bola sem resposta. Antes da pausa para almoço, o Vitória SC “apadrinhou” a estreia dos franceses do Paris Saint-Germain na prova, mas as equipas não desfizeram o nulo com que o desafiou iniciou.

Os dois primeiros classificados do grupo A; Sporting CP e Boavista FC
Fonte: Diogo Gonçalves

A dupla jornada da parte da tarde iniciou com o duelo entre aqueles que viriam a ser os classificados do grupo A. Sporting CP e Boavista FC anularam-se num jogo bem disputado e, contrariamente ao que pudesse ser esperado, a equipa portuense lutou de igual para igual com uns leões inconformados com a falta de golos. No outro jogo do grupo, o FC Porto venceu a formação limiana por um enganoso resultado de 3-1; começou a perder logo no primeiro minuto de jogo e suou para reverter o marcador.

O Dicionário de Fernando Santos: William Carvalho

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

William Carvalho: Fluidez.

Descrever William Carvalho pode ser, simultaneamente, descrever a diferença entre um trinco e um médio defensivo.

É certo que a principal função de um “6” será sempre defender, mas é impossível desvalorizar a importância do médio do Sporting na manobra ofensiva da Seleção Nacional.

Com uma cultura tática e uma inteligência muito acima da média, atributos que também contribuem para a sua eficácia no posicionamento defensivo, William garante, desde logo, muita qualidade na construção e saída de bola, algo que levou a que ganhasse o lugar a Danilo no Euro 2016.

Com William Carvalho em campo, Portugal ganha outra capacidade de circulação, conseguindo controlar a partida de uma forma eficaz. Apesar de não ser um jogador rápido, o médio dos leões imprime muita velocidade no jogo, pela qualidade que garante na posse desde a primeira fase de construção.

No processo defensivo, a sua falta de velocidade e agressividade é compensada pela forma inteligente como se posiciona, não precisando de grandes correrias para roubar a bola.

Um verdadeiro gentleman do futebol que faz o jogo de Portugal fluir.