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Afinal onde fica o Clube Futebol “Os Belenenses”?

O futebol português foi abalado com uma notícia, na passada semana, que poderá ter passado despercebida aos adeptos portugueses. Tudo por causa das constantes notícias de casos de corrupção e de violência nos três grandes, que claramente abafam este tipo de notícias, igualmente graves, e porventura com mais ilações a retirar. Falo claro, da forte hipótese de a equipa de futebol profissional do Belenenses, ter de jogar noutro estádio na próxima temporada desportiva, que não no seu tradicional Estádio do Restelo.

O Estádio do Restelo pela já sua avançada idade, 61 anos, e pelo número de jogos da Primeira Liga, ali protagonizados, ganhou o estatuto de estádio mítico do nosso futebol, e só o facto da sua ausência do futebol português ao mais alto nível é de lamentar. Este é mais um episódio da já longa disputa entre a administração da SAD e do Clube, desta vez as coisas prometem tornar-se bastante sérias. O Belenenses é um campeão nacional, merece todo o meu respeito, mas sejamos honestos, ainda que o clube esteja situado na capital portuguesa, que margem de progressão tem o clube quando todo o mercado potencial é absorvido pelo Benfica e Sporting?

As assistências no Restelo são fracas para um estádio que está numa cidade enorme, a massa adepta do Belenenses tem vindo a cair claramente com o passar dos anos, o que ganham, clube e SAD, em continuar esta disputa? A meu ver, nada. Um clube que cada vez está mais pequeno em massa adepta vai ficar dividido, e caso a equipa profissional do Belenenses se mude efetivamente para o Estádio do Jamor, ou outro qualquer, as assistências serão piores ainda.

O estádio do Jamor é a mais forte possibilidade de substituir o Restelo como a casa do Belenenses
Fonte: FPF

Não posso propriamente ajudar o Belenenses a capitalizar o seu número de adeptos, não descobri ainda essa poção mágica, mas de uma coisa tenho a certeza, esta guerra entre Clube e SAD em nada contribui para o seu crescimento, diria que contribui invés disso para a sua regressão. Ainda assim, poderemos retirar daqui algumas ilações para o futuro, e nomeadamente para os restantes clubes portugueses de pequena-média dimensão, sobre os perigos que advêm da separação da administração da SAD e do Clube. Entendo perfeitamente o porquê de este tipo de negócios acontecerem, o poderio financeiro dos três grandes e a falta de patrocinadores, sufoca cada vez mais os clubes pequenos que na necessidade de arranjar maior financiamento acabam por vender a maioria da SAD. Neste caso específico o Clube de Futebol “Os Belenenses” vendeu a maioria da SAD ao empresário português Rui Pedro Soares. E a verdade é que esta venda recuperou financeiramente e desportivamente um clube que andava um pouco à deriva, mas o presidente do clube, Patrick Morais de Carvalho, não se mostra nada conformado com o facto de o clube já não ter uma palavra a dizer sobre a equipa de futebol profissional e tem travado uma dura batalha com o administrador da SAD, Rui Pedro Soares.

Será a claque azul obrigada, em breve, a abandonar “o seu Restelo”?
Fonte: CF “Os Belenenses”

A verdade é que a SAD possuí o direito de gestão da equipa de futebol profissional, mas os ativos usados pela equipa de futebol profissional, para treinar e jogar, pertencem ao Clube, exige-se por isso uma boa relação mútua entre ambas administrações para o bem da instituição Belenenses, o que não tem acontecido. Já tivemos outros exemplos no nosso futebol de empresários a possuírem a maioria da SAD que acabaram muito mal. Desde logo o exemplo do SC Beira-Mar, que teve o iraniano Majid Pishyar como proprietário de 85% das ações da SAD e o clube acabaria por ter que ser “reinventado” passado uns anos.

Pede-se, por isso, prudência aos clubes portugueses olhando para estes exemplos recentes. O clube perder a maioria da SAD significa que o clube, e por consequência os sócios, deixam de ter uma palavra importante a dizer sobre a administração da equipa de futebol profissional.

Desejo sinceramente que a SAD do Belenenses e o Clube possam finalmente chegar a um entendimento e que trabalhem juntos em prol do clube. Fazer com que a equipa profissional se mude para um outro estádio que não o Restelo é mais um passo gigante na regressão do clube e se o Clube optar por começar uma equipa de futebol nas distritais, como já tem vindo a ser ameaçado, pior ainda.  O Belenenses é uma equipa gigante a nível histórico no contexto português, mas o seu tamanho popular neste momento não permite este tipo de loucuras, seria matar o clube.

Foto de Capa: Belenenses SAD

Os 5 grandes pilotos “McCrash”

A Citroen Racing despediu Kris Meeke. Aparentemente, o britânico andava a bater demais com os carros franceses. Com este acontecimento pus-me a pensar. Os acidentes fazem parte dos desportos motorizados, desde sempre, para sempre. Hoje em dia os carros e os fatos para os corredores de motos estão cada vez mais evoluídos, o que é de louvar.

Assim, aqui ficam, de todas as disciplinas do desporto motorizados, cinco pilotos que muitas vezes andam nos arbustos ou fora de pista. 

Desporto masculino vs desporto feminino: Um mundo de diferenças

Desporto masculino vs desporto feminino, é tudo muito diferente, em tudo e são poucos os desportos em que o masculino e feminino têm a mesma importância, com talvez o Atletismo a ser a mais próxima. 

Neste artigo, vou tentar abordar o assunto, focando-me em Portugal e tocando até num ponto em grande discussão neste momento na minha região, os Açores. 

Um dos grandes problemas do desporto português é a falta de cultura desportiva que o nosso país tem, sendo este um dos grandes motivos para que não tenhamos ainda mais sucesso nas grandes competições internacionais, masculinas e femininas. Mas neste caso do desporto feminino, o mal não é só português. O desporto ainda é visto como uma coisa para homens, em muitos aspetos da sociedade. 

Quando tirei o curso de treinador de basquetebol foi-me dito que as raparigas só começam – na grande maioria, claro está – a praticar desporto quando entram no sétimo ano escolar, porque é quando ganham alguma autonomia para decidir que querem praticar desporto. Por outro lado, os rapazes começam muito antes, o que é muito positivo. Este exemplo mostra que ainda muitos portugueses acham que o desporto é uma coisa para rapazes, algo que precisa de ser mudado.

O Dicionário de Fernando Santos: Mário Rui

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Mário Rui: Fiabilidade.

Titular em conjuntos da Serie A em três das últimas quatro temporadas (a exceção foi a época na Roma, mas a presença num dos históricos de Itália nunca é de desvalorizar), estranho é que Mário Rui só agora tenha começado a surgir nas convocatórias da Seleção Nacional.

Com 30 jogos realizados ao serviço do 2.º classificado italiano esta época, o lateral formado no Benfica cresceu a olhos vistos sob a orientação de Sarri e teve a melhor temporada da carreira.

Na Rússia, quererá continuar o bom momento e lutar por um lugar com Raphael Guerreiro, habitual dono da posição que vem de época complicada no Dortmund.

Em condições normais, o ex-Lorient será o titular, mas o histórico de lesões de Guerreiro obriga à existência de uma segunda opção fiável. Neste cenário, Mário Rui surge como um lateral que, embora não seja deslumbrante, dá garantias de qualidade em todos os aspetos do jogo.

Foto de Capa: FPF

Os mais jovens souberam dar o exemplo

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Ao final de cinco temporadas, o Sport Lisboa e Benfica termina o seu jejum e volta a sagrar-se Campeão Nacional de Juniores. Convém notar que, nas últimas épocas, esteve sempre bastante longe deste feito, visto que a última vez em que esteve mais perto foi em 2013/2014, precisamente na época em que defendia o último título conquistado. Com isto em mente, os comandados de João Tralhão comprometeram-se, desde bastante cedo na temporada, a dar tudo para recuperar um título que já escapava ao clube há mais tempo do que deveria.

Nos 20 jogos da Fase Regular – Zona Sul, terminaram na primeira posição com 15 vitórias, três empates e duas derrotas. Há que sublinhar que as duas derrotas foram impostas pelo Sporting Clube de Portugal, sendo que os empates aconteceram nos jogos contra o Clube de Futebol “Os Belenenses” (fora), o Vitória Futebol Clube (fora) e o Atlético Clube Alcanenense (casa). Tendo em conta o número de vitórias conquistadas e o facto dos maiores desaires terem sido com o Sporting CP – que se qualificou para a Segunda Fase – Apuramento de Campeão no segundo posto –, podemos afirmar que esta se tratou de uma fase quase dominadora. Realço a contribuição de Luís Lopes, com 16 golos, sagrando-se o melhor marcador desta fase e os nove golos apontados por Úmaro Embaló, jogador ainda com idade de juvenil (17 anos).

O SL Benfica terminou a Fase Regular – Zona Sul com 57 golos marcados e 14 sofridos, passando à Segunda Fase juntamente com o Sporting CP, a União Desportiva de Leiria e o Vitória FC. Aos quatro apurados da Fase Regular – Zona Sul, juntaram-se os quatro apurados da Fase Regular – Zona Norte: o Futebol Clube do Porto, o Leixões Futebol Clube, o Sporting Clube de Braga e o Vitória Sport Clube.

Paralelamente ao facto de estar cada vez mais longe de ser Campeão Nacional no escalão sénior, foi decisão interna “baixar” os melhores jovens da equipa B à categoria Sub-19, de forma a disputar a Segunda Fase – Apuramento de Campeão e garantir o título deste escalão, uma vez que só assim é que o Clube poderia estar presente na UEFA Youth League 2018/2019, competição onde a sua conquista ainda figura nos planos a curto prazo e na qual o SL Benfica já sucumbiu na Final por duas vezes.

Com o reforço de talentos como Florentino Luís, Gedson Fernandes, Nuno Santos, João Filipe (“Jota”) e João Félix, juntando-os aos já por si cheios de qualidade Pedro Álvaro, Gonçalo Loureiro, Luís Pinheiro, Nuno Tavares, Ilija Vukotić, Tiago Dantas, Diogo Pinto, David Tavares, Rodrigo Conceição, Úmaro Embaló ou Luís Lopes, nesta Fase de apuramento do Campeão voltou a ser por demais evidente o domínio do SL Benfica.

“Jota” e João Félix foram o expoente máximo do belíssimo futebol apresentado pelos juniores, na temporada 2017/2018
Fonte: SL Benfica

Os Juniores brindaram-nos com excelentes exibições, não deixando qualquer dúvida sobre qual a melhor equipa em competição. Com vitórias categóricas como os 4-0 ao FC Porto ou os 3-1 ao Sporting CP, o SL Benfica sagrou-se campeão com nove vitórias, três empates (Sporting CP em Alcochete, SC Braga em casa e UD Leiria em Leiria)  e zero derrotas, sendo que, após o feito, ainda faltariam ser disputados dois jogos; um já foi jogado (perdendo em Braga por 1-0), ficando em falta o último jogo desta fase, contra a UD Leiria. Nesta fase, há que destacar os 15 tentos apontados por João Félix, que o coroam como o melhor marcador da fase de apuramento do Campeão, número que poderá ser alargado caso defronte os leirienses.

Num cômputo geral, esta temporada dos juniores do SL Benfica poderá ter ajudado a aguçar o apetite dos adeptos para as próximas épocas, pois com tanta qualidade ao dispor das equipas técnicas temos o futuro mais do que assegurado e o garante de mais umas quantas – muitas!, esperemos – belíssimas exibições. Assim queira a Estrutura, claro.

Parabéns, miúdos! Honraram a camisola. À Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

Luís Freire – O novo Brian Clough?

Nos últimos anos o futebol português tem sido pródigo no lançamento de jovens treinadores de sucesso. São tantos os casos, desde José Mourinho, Vilas Boas,  Leonardo Jardim, Carvalhal,  Marco Silva, Paulo Sousa, Paulo Fonseca, Sérgio Conceição, Rui Vitória, entre tantos outros que poderiam estar aqui mencionados. Ora, nas últimas temporadas, vindo dos escalões mais baixos do futebol nacional, surge Luís Freire, uma espécie de Brian Clough português que promete dar o salto para grandes palcos.

No passado Domingo, o CD Mafra voltou aos escalões de futebol profissional de Portugal. A equipa auri-verde eliminou o UD Leiria, uma das equipas com maior orçamento da prova, nos play-offs do campeonato de Portugal. Ora, Luís Freire, jovem técnico de 32 anos, foi um dos obreiros do fantástico percurso da equipa de Mafra. Talvez tenha sido esse percurso que lhe tenha valido uma viagem para Estoril, equipa que irá orientar na próxima temporada. A verdade é que desde há muito tempo que o percurso deste jovem técnico merece ser acompanhado.

Luís Freire (ao centro) tem se destacado ao longo dos anos como treinador
Fonte: CD Mafra

O técnico começou primeiro como adjunto de Filipe Moreira no Mafra, Tondela e Oriental. Depois disso abraçou a primeira aventura a solo no Ericeirense e desde aí foi sempre a subir. Logo na primeira temporada a solo, em 2012 consegue 20 vitórias que deram ao Ericeirense uma subida divisão para a divisão de honra da AF de Lisboa.  No ano seguinte garante a manutenção da equipa na divisão de honra e no último ano na equipa da Ericeira consegue nova subida, desta feita ao Pro Nacional. Era altura de abraçar novo projeto, com outros pergaminhos, nomeadamente no âmbito financeiro, área onde o Ericeirense não respirava grande saúde. Em 2015 assume o Pêro Pinheiro da divisão de honra, divisão onde tinha estado na temporada anterior, e consegue logo uma subida ao Pro Nacional de Lisboa. No ano seguinte, nova subida. Em 2016/2017 consegue a subida do Pêro Pinheiro para o Campeonato de Portugal, subida inesperada e que lhe valeu convite para assumir o projeto de subida, agora concretizado, no CD Mafra. Ou seja, com a subida desta temporada no Mafra são quatro subidas consecutivas em divisões diferentes, um registo inédito em Portugal. Ufa, tantas subidas no mesmo parágrafo!

O paralelismo aqui podia ser feito com Vítor Oliveira, homem habituado às lides de colocar equipas na Primeira Liga, mas decidimos ir mais longe. E ir mais longe é comparar o percurso de Luís Freire ao de… Brian Clough. Isso mesmo, brilhante treinador inglês que conseguiu levar Derby County e Nottingham Forest à elite do futebol inglês, chegando mesmo a conquistar duas ligas dos campeões com o Nottingham, feito que até hoje se revê como inesquecível pelos amantes do desporto rei. Ninguém está à espera que Luís Freire faça o mesmo com o GD Estoril-Praia, mas a verdade é que o técnico tem tudo para conquistar o panorama do futebol português, tal como Brian Clough fez em Inglaterra. Há poucos meses atrás poucos sabiam quem era o jovem técnico que treinava o CD Mafra, hoje largas centenas de pessoas já o conhecem e a minha perspectiva é que este número venha a aumentar ainda mais.

Ao serviço do CD Mafra o jovem treinador destacou-se muito, espera-se que mantenha o mesmo registo no GD Estoril-Praia
Fonte: CD Mafra

Deixando previsões de parte e olhando para o que interessa, Luís Freire tem agora uma prova de fogo ao serviço do GD Estoril-Praia. Vai ter condições de trabalho de grande nível, prevê-se que tenha um plantel de grande qualidade, com um planeamento exemplar e com maior desafogo financeiro, depois de trabalhar em clubes com menores investimentos. Por outro lado, vai se debater com vários treinadores experientes e habituados à Segunda Liga, campeonato este que é conhecido pela sua elevada competitividade. Será certamente a maior prova da competência do jovem técnico. Para já, e não olhando apenas a resultados e a estatísticas, vê-se um treinador que gosta do futebol de ataque,  de verticalidade, com comportamentos bem definidos e com uma forte reação à perda. Veremos agora o GD Estoril-Praia de Luís Freire, deixando uma dúvida, se subir o GD Estoril-Praia à Primeira Liga podemos apostar as fichas todas num Estoril campeão em 2019-2020?

Foto de capa: Bola na Rede

E o líder mantém-se no leme!

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Está encerrado um dos temas mais falados após a conquista do título do FC Porto. Sérgio Conceição renovou o contrato com o clube e está assegurado no comando técnico da equipa pelo menos até final da próxima época. Para adeptos e estrutura azul e branca, é por certo uma boa notícia e uma das mais aguardadas.

A par de Marega e Herrera, Sérgio Conceição foi sempre um dos nomes mais associados à reconquista do campeonato nacional. Com uma gestão bem conseguida de jogadores que estavam emprestados e a rentabilização dos que já faziam parte do plantel, foi sempre visto como uma das peças chave do dragão. E por esse motivo, a sua continuação no banco da equipa foi sempre colocada em questão. Afinal, haveria por certo propostas para que rumasse a outros destinos.

Enquanto que o campeonato não terminou, e por muito que a insistência dos jornalistas fosse sempre nessa direcção, nunca se quis pronunciar sobre o futuro, deixando claro que ainda tinha um ano de contrato por cumprir. Claro esteve sempre também o sentimento que Sérgio tem pelo FC Porto, clube que representou enquanto jogador e que defendeu da melhor forma como treinador. E para Pinto da Costa, tudo isso não foi indiferente ou passou despercebido.

Apesar de admitir que houve abordagens, Sérgio Conceição aceitou a proposta de renovação dos azuis e brancos e prolongou o vínculo existente por mais um ano, até 2020. Depois da saída de Ricardo e de conhecidas as transferências também de Diogo Dalot e Marcano, uma das principais peças do FC Porto campeão está assegurada. Ainda assim, será mais um ano para colocar à prova o treinador português.

Sérgio Conceição inscreveu o seu nome na história do clube e terá mais uma época para tentar renovar o título
Fonte: Bola na Rede

Com a campanha positiva feita a nível interno a destacar vários jogadores e a grande necessidade de vender, é certo que o dragão que regressará à competição em Agosto será um dragão diferente, com mexidas. Ainda numa fase precoce do mercado de transferências e sem se ter realizado o Mundial da Rússia, já três saíram, dois deles habituais titulares. Depois da competição de seleções, haverá por certo mais movimentações.

Caberá a Sérgio Conceição, à semelhança do que fez na temporada passada, recriar uma equipa forte, unida e capaz de disputar o título. Desta vez, espera-se, haverá lugar a alguns investimentos por parte do FC Porto, algo que o técnico deverá aproveitar para colmatar espaços em sectores mais necessitados. Da experiência anterior, fica o bom aproveitamento de jogadores regressados de empréstimos, pelo que Sérgio já deverá ter alguns nomes em mente para fazer regressar na pré-época, assim como nomes de atletas da equipa B do clube que podem demonstrar a sua evolução ao serviço da equipa principal.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

O adeus de Zidane a Madrid

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149 jogos, 104 vitórias, 29 empates e 16 derrotas. Zinédine Zidane despede-se de Madrid com estes números, após anunciar numa conferência de imprensa (na presença de Florentino Pérez) que não irá continuar no comando técnico do Real Madrid.

O ex-internacional francês chegou ao clube a 4 de janeiro de 2016, substituindo na altura Rafa Benítez. Desde então, ganhou três Ligas dos Campeões, uma Liga Espanhola, dois Mundiais de Clubes, duas Supertaças Europeias e uma Supertaça Espanhola: tudo isto no espaço de 873 dias, o que mostra a importância que teve nas recentes conquistas dos merengues.

Mas há mais: em oito finais disputadas, Zidane venceu… as oito. É também o primeiro treinador da história a conquistar três Ligas dos Campeões consecutivas.

Zizou, como é conhecido no mundo do futebol, disse aos jornalistas presentes na sala de imprensa que gostava muito do Real Madrid, uma instituição que o apoiou sempre, tanto como treinador como jogador. No entanto, considera que após três anos está na altura de haver uma mudança, para bem da equipa. O mesmo afirmou ainda que para já não está à procura de outro clube.

Alguns dos principais elementos do Real Madrid, como o capitão Sergio Ramos, Cristiano Ronaldo, Toni Kroos e Casemiro, já utilizaram as redes sociais para agradecer todo o trabalho realizado pelo francês, mencionando o orgulho que sentem por terem sido orientados por este.

Zidane e os jogadores do Real Madrid em festa, após a conquista da 13.ª
Fonte: UEFA

Florentino Pérez fica assim com uma enorme dor de cabeça: encontrar um treinador que corresponda àquilo que são os objetivos do clube, numa altura em que se fala das saídas de Bale e Cristiano Ronaldo, não é de todo uma tarefa fácil. Guti, Joachim Löw e Mauricio Pochettino são três dos nomes que encabeçam a lista dos principais candidatos a ocupar o trono deixado por Zidane.

Zinédine Yazid Zidane sai assim do Real Madrid pela porta grande, cinco dias depois da vitória por 3-1 frente ao Liverpool na final da Liga dos Campões. Por onde poderá passar o futuro do melhor jogador francês da história, após esta primeira experiência enquanto treinador, ao mais alto nível? Ninguém sabe, provavelmente nem o próprio Zizou.

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por: Jorge Neves

O fim-de-semana Verde e Branco

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Mais uma semana, mais um resumo. As Leoas estiveram em claro destaque, com quatro equipas femininas a somarem conquistas! Destaque maior para a glória europeia da equipa feminina de Atletismo, bicampeã europeia! O Râguebi feminino sagrou-se bicampeão nacional de Sevens, o Futebol Feminino venceu a Taça de Portugal e o Voleibol feminino venceu o Campeonato Nacional da III Divisão de forma 100% triunfante. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | Os bicampeões nacionais não conseguiram fazer a dobradinha, após a derrota com o SL Benfica por 24-31 na final da Taça de Portugal. Sábado a turma de Alvalade havia eliminado o FC Porto nas meias-finais com um um resultado de 30-21, numa partida que dominaram claramente a partir dos 15 minutos. Na final a história foi outra, com o domínio encarnado a ser uma constante ao longo de todo o encontro. Termina assim a época dos verde e brancos, uma época bastante positiva devivo à conquista do bicampeonato nacional e ao percurso efectuado na EHF Champions League. Por outro lado os Leões viram os adversários ser mais fortes na Supertaça e Taça de Portugal.

Atletismo feminino | Eis o ponto alto do fim-de-semana. As Leoas conquistaram pela segunda vez consecutiva a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Pista, revalidando assim o título europeu conquistado há dois anos em Mersin (relembrar que na temporada passada a prova não se realizou por não estarem reunidas as condições de segurança). “Sangue, suor e lágrimas” é uma expressão que assenta que nem uma luva a uma jornada europeia de grande persistência, resiliência e tenacidade, predicados que conduziram a equipa feminina de atletismo do Sporting Clube de Portugal a uma conquista com contornos épicos: no final do primeiro dia de provas a equipa liderada por Carlos Silva estava no terceiro lugar da classificação com 13 pontos de atraso para o topo da classificação, ocupado pelas turcas do Enka, isto muito em parte devido à desclassificação da estafeta 4×100 metros leonina por passagem de testemunho fora da zona de transmissão! No segundo dia, a turma de Alvalade foi recuperando paulatinamente, com três vitórias logo nas três primeiras provas: Evelise Veiga (comprimento, destacar que a jovem atleta bateu o record sub-23 da disciplina), Olímpia Barbosa (100 metros barreiras) e Irina Rodrigues (disco). Noelie Yarigo (800 metros) também contribuiu com 10 pontos, isto quase em simultâneo com mais uma das provas “chave” que alavancou as Leoas para a primeira posição: o Dardo, onde Sílvia Cruz cumpriu as expectativas, ao invés da jovem atleta representante da formação turca. O Enka viria ainda a ganhar mais duas provas (altura e 3000 metros), conseguindo chegar em igualdade pontual com o Sporting CP à entrada para a última prova, as estafetas 4×400 metros, onde Filipa Martins, Dorothé Évora, Noelie Yarigo e Cátia Azevedo confirmaram a vitória na disciplina, assim como na competição. O Sporting CP terminou assim a prova com 166 pontos, mais dois que o Enka, segundo classificado. Em termos europeus esta é sem dúvida a melhor época de sempre do Atletismo do Clube, com três conquistas europeias em outras tantas possíveis (corta-mato masculino e feminino e pista feminino), realçando ainda a época de excelência até então realizada pelo quadrante sénior feminino, com conquistas em todas as provas já disputadas!

Futebol feminino conquista Taça de Portugal pela segunda época consecutiva
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Futebol feminino | Depois do Bicampeonato, foi a vez das Leoas conquistarem a Taça de Portugal com uma vitória sobre o SC Braga por 1-0, fruto de um belo golo de Diana Silva num remate fora de área, já em tempo de prolongamento. Esta é assim a quinta conquista nacional consecutiva das pupilas de Nuno Cristóvão!

Futsal feminino | As Leoas venceram o CR Golpilheira por 1-2 na penúltima jornada do Campeonato Nacional. Taninha e Cátia Morgado marcaram pelas verde e brancas. Com esta vitória a turma às ordens de Carlos Reis mantém-se a três pontos do líder SL Benfica. Na última jornada o Sporting CP recebe o GCR Ala Nun’Álvares, estando a partida marcada para as 18 horas de dois de Junho, Sábado, no Pavilhão Municipal José Gouveia, em São João da Talha.

Futsal masculino | Os bicampeões nacionais venceram o CCRD Burinhosa por 5-3 no jogo dois dos quartos-de-final dos play-offs da Liga SportZone, com golos de Cavinato (três), Fortino e Pany. Num jogo em que a turma de Pataias se colocou em vantagem por duas vezes, o resultado no final dos 40 minutos era uma igualdade a três golos, sendo que no prolongamento os Leões viriam a fazer dois golos que garantiram a segunda vitória na eliminatória e, consequentemente, a passagem às meias-finais. Segue-se o primeiro jogo das meias-finais com a formação orientada por Nuno Dias a deslocar-se a Sandim para defrontar o Modicus, estando o encontro marcado para as 17 horas de três de Junho, Domingo.

O Dicionário de Fernando Santos: Rúben Dias

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Rúben Dias: Fulgor.

É fácil explicar a seleção da palavra de uma forma sintética atentando nas idades dos outros defesas centrais convocados: José Fonte, o mais novo, conta com 34 anos e joga atualmente no campeonato chinês; Bruno Alves, caminha pra os 37 e vem de uma época pouco conseguida num campeonato periférico, como é a liga escocesa; e mesmo Pepe, já referido como o melhor central convocado, apesar da qualidade inquestionável tem já 35 anos.

Por isto, a frescura física de Rúben Dias pode ser fulcral para Portugal, sobretudo nos jogos em que a equipa das Quinas pretenda jogar com a defesa subida.

Contra equipas teoricamente mais fracas, que obriguem Portugal a subir o bloco e, por isso, a linha defensiva, a capacidade do jovem controlar a profundidade (superior à dos veteranos Bruno Alves e José Fonte) será um trunfo precioso.

A inexperiência do central (cumpriu a primeira internacionalização no particular da passada segunda-feira, frente à Tunísia) poderá ser um contra, mas os prós estão à vista e Rúben Dias pode muito bem sonhar com a titularidade, sobretudo quando Portugal for teoricamente favorito.

Foto de Capa: FPF