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Potter e o seu regresso a Inglaterra

Graham Stephen Potter é o novo treinador do Swansea City. O nome pode ser desconhecido para o adepto comum, mas, para quem estiver atento, sabe que Potter acaba de ter uma oportunidade que há muito merecia. Em 2011, quando começou a carreira de treinador, estava na 4ª divisão da Suécia…

Foram sete anos. Sete anos ao serviço do Ostersunds, clube do centro da Suécia e, com Graham ao comando, o clube conheceu os seus anos mais dourados da história, coroados com três promoções até à 1ª divisão do país escandinavo. Depois de duas promoções consecutivas (2011 e 2012) que fizeram a equipa catapultar da 4ª para a 2ª divisão da Suécia, o Ostersunds, ao cabo de três épocas na ‘2ª’, almejou subir ao ‘Allsvenskan’, escalão primodivisionário da Suécia. Mais, em 2017 ergueu a Taça.

Como consequência da conquista da Taça, o Ostersunds causou impacto europeu na Liga Europa, pois, ao entrar na 2ª pré-eliminatória, foi eliminando equipas de renome, tais como Galatasaray ou PAOK, passou a fase de grupos onde esteve integrado com Athletic Bilbao, Zorya e Hertha de Berlim e só viu interrompida este surpreendente trajeto nos 16 avos de final quando caiu aos pés do Arsenal – derrota na Suécia por 3-0 e vitória em pleno Emirates Stadium por 2-1 (os suecos fizeram o 2-0 ainda cedo e reabriram de certa forma a eliminatória).

Graham Potter deixa o Ostersunds pela porta grande depois de uma ascensão incrível nos últimos sete anos
Fonte: Ostersunds Fotbollsklubb

Como jogador, Graham teve uma carreira modesta e só jogou em clubes ingleses, tais como Stoke City, West Bromwich ou York City. Sendo assim, conclui-se que este é um regresso ao futebol britânico e ao cabo de vários anos de trabalho num país onde o futebol não é de longe o mais apreciado e, quando chegou, pegou num clube completamente entregue ao amadorismo, levando-o até viver, como se assistiu esta época, dias europeus.

Deixa o emblema sueco na 6.ª posição do campeonato e agora abraça um novo desafio, o primeiro como treinador em terras de Sua Majestade. O objetivo é devolver os ’Swans’ à Premier League depois da inglória descida desta temporada. Ainda que esteja no Championship, Potter vai ser protagonista em palcos do melhor futebol do mundo, o que só se deve ao seu mérito de lá ter chegado. Aos 43 anos, o técnico ainda é jovem e tem tudo para dar cartas ao melhor nível no futebol europeu. Depois da história de encantar na Suécia, Graham Potter tem um novo capítulo a escrever.

Foto de Capa: Swansea City FC

Artigo revisto por: Jorge Neves

Revista do Mundial 2018 – Polónia

A boa prestação em França 2016 está bem presente na memória e os polacos querem fazer algo que ainda não foi feito pela seleção este século: passar a fase de grupos do Mundial. Algo que não aconteceu em 2002 e 2006. Parecem tão remotos os dourados anos 70 e 80 para o futebol polaco. Contudo, atenção, a seleção de Adam Nawalka reúne características há muito ausentes na ‘Polska’.

Revista do Mundial 2018 – Senegal

O Senegal é um dos cinco representantes do continente africano. Após terem falhado os mundiais de 2006, 2010 e 2014, os “Leões de Teranga” pretendem dar o seu máximo para dignificar a sua nação e representar da melhor forma possível África. Naquela que será apenas a segunda participação na prova mais importante de seleções, a seleção senegalesa quer efetuar uma prova idêntica à de 2002, em que surpreenderam ao vencer pela margem mínima no jogo inaugural a seleção campeã do Mundo da altura, a França, e só foram travados nos Quartos pela Turquia.

Revista do Mundial 2018 – Colômbia

“Los cafetones”. É esta a alcunha da seleção colombiana, dirigida por José Pékerman, que faz parte do grupo H do mundial da Rússia 2018, juntamente com o Japão, o Senegal e a Polónia. Apesar desta última surgir como favorita a avançar à próxima fase, a Colômbia apresenta em campo jogadores como James Rodríguez, Ramadel Falcão, Duván Zapata e Carlos Bacca, nomes que podem ajudar a Colômbia a sonhar mais alto neste campeonato do mundo. Campeões da Taça da América em 2001, a seleção da Colômbia ocupa o 13º lugar do ranking da FIFA e entra em jogo pela primeira vez no dia 19 de Junho, frente ao Japão.

Revista do Mundial 2018 – Japão

A Seleção Japonesa de Futebol foi fundada em 1932, ocupa o 44ª lugar no Ranking FIFA e foi a anfitriã, juntamente com a Coreia do Sul, do Campeonato do Mundo de 2002.
Os Samurais Azuis, alcunha da seleção, nunca venceram uma grande competição internacional e esperam este ano fazer um Mundial que surpreenda todos os amantes do desporto-rei.

O Sporting a pagar para ganhar

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Estamos a assistir a um dos momentos mais destrutivos do futebol português, com episódios diários de violência e corrupção que, apesar de parecer o contrário, não afecta apenas o Sporting. Aliás, os mais atentos facilmente perceberão que a crise existente no clube leonino diz respeito apenas aos seus adeptos e sócios, enquanto o que se passa noutros clubes diz respeito a todo o futebol português, apesar da pouca relevância que lhe está a ser dada.

De qualquer forma, a ideia aqui é falar essencialmente do Sporting Clube de Portugal, o meu clube, apesar de não podermos dissociá-lo do que o envolve e onde está inserido, o futebol português, que também influenciará a vida do clube, quer queiramos ou não.

Muitos são os que dizem ter orgulho em jogar no Sporting, mas pouco são os que o demonstram
Fonte: Sporting CP

Assim, a meio de uma investigação a um clube rival, entre muitas, surgiu a suspeita que o Sporting terá pago, ou tentado pagar, um prémio a jogadores para que ganhassem a um dos nossos rivais directos (um que supostamente pagava para que perdessem). No fundo, estávamos a incentivá-los a que dessem tudo em campo, e não se deixassem levar por conversas de superioridade do adversário. Isto, antes de se ter tornado lei que esse comportamento seria ilegal, o que não quer dizer nada, uma vez que já se percebeu que no futebol português, o ilegal é muito relativo, dependendo de quem o pratica.

De pouco importa uma vez que, apesar de naquele momento o Sporting não ter cometido uma ilegalidade, os jogadores também não se mostraram muito motivados. E isso é algo que me intriga. Será que o dinheiro do Sporting tem alguma maldição, ou alguma malapata? Criará superstição, aversão, pesadelos aos jogadores que o recebem? Tirar-lhes-á força das pernas?

Portugal 3-0 Argélia: Rússia, aí vamos nós!

No último teste de preparação antes da partida rumo à Rússia, Portugal recebeu a Argélia naquele que foi o primeiro jogo de Cristiano Ronaldo com os restantes colegas convocados para o Campeonato do Mundo.

No onze de Fernando Santos – que chegou à marca de, a única surpresa foi a entrada de Bruno Fernandes de início, compondo o meio campo com William, Moutinho e Bernardo Silva. Assim, antes do começo do encontro, a grande dúvida era qual a formação que o selecionador português iria apresentar, se o 4-4-2 habitualmente utilizado ou uma variação entre um 4-3-3 e um 4-5-1. Do lado argelino, de notar a presença de Yacini Brahimi e também o regresso de Islam Slimani a Lisboa.

Portugal começou o jogo a todo o gás e, na primeira jogada do desafio, Bernardo Silva foi travado em falta à entrada da área e deu a primeira oportunidade para Ronaldo brilhar. Na sequência do livre, o número sete rematou contra a barreira mas na sequência da jogada valeu o guardião Salhi à equipa africana. Nos minutos que se seguiram, Ronaldo continuou a mostrar serviço através de fintas, passes requintados para os seus colegas e remates com algum perigo. Aos nove minutos, o jogador do Real Madrid marcou mesmo mas o golo viriar a ser anulado por fora de jogo.

Até ao final dos primeiros 15 minutos da primeira parte, Portugal ia dominando a partida e evitando jogadas de perigo do lado argelino. Em campo, confirmava-se o 4-4-2, com Bruno Fernandes descaído para a esquerda, Bernardo do lado direito e Gonçalo Guedes no apoio a Cristiano.

Foi o jogador do Valência CF que viria a estar presente na origem do primeiro golo português. Com 16 minutos jogados, Bernardo assiste na perfeição Guedes e o 17 bate o guarda-redes com um bom remate na zona de grande penalidade.

Após o golo, Portugal foi descendo as linhas e reduzindo a sua pressão alta, permitindo à equipa orientada por Rabah Madjer a subida no campo e trocas de bola na zona defensiva lusitana, colocando em alerta a defesa portuguesa mas sem nunca abdicar do seu 4-1-4-1 com Slimani sozinho na frente.

Depois da meia hora, Portugal voltou a aumentar o ritmo e, com 37 minutos disputados, Ronaldo faz um cruzamento com o pé esquerdo de forma milimétrica e Bruno Fernandes, no meio dos centrais, cabeceia para o 2-0. Um excelente regresso do melhor jogador do Mundo que, em menos de quarenta minutos já levava duas assistências para golo.

Aos 43′, a Argélia rematou pela primeira vez à baliza de Patrício mas a tentativa de Brahimi, após passe de Slimani, embateu em Pepe e saiu para canto. Quase em resposta, Guedes descobre Bruno Fernandes solto em boa posição mas o jogador do Sporting acabou por querer assistir Ronaldo quando poderia ter chutado à baliza e assim aumentar para três a vantagem nacional.

Portugal teve um domínio quase total durante a primeira parte
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte iniciou-se sem alterações para cada lado e com a formação lusitana a continuar por cima no encontro. Com 49 minutos disputados e após um canto do lado direito, o perigo voltou a rondar a baliza de Salhi, mas com muita sorte à mistura, a defesa visitante conseguiu afastar o perigo.

Nos minutos seguintes, Ronaldo continuou a brilhar a grande altura e a incomodar – e muito – a baliza da Argélia mas, por duas vezes, a bola teimou em não entrar na baliza.

De realçar a excelente exibição da defesa portuguesa, principalmente dos centrais Pepe e Bruno Alves. Face a um desamparado Slimani, os dois experientes defesas iam mostrando classe e segurança, anulando as tentativas ofensivas argelinas.

Dez minutos após o início do segundo tempo, Gonçalo Guedes bisou na partida após mais uma excelente jogada do lado esquerdo por parte de Raphael Guerreiro.

Imediatamente a seguir ao terceiro golo nacional, Fernando Santos começou a fazer alterações no seu elenco e o jogo, com alguma naturalidade, acabou por baixar de intensidade.

Com vinte minutos para disputar na partida, Madjer mexeu na estrutura da sua equipa, colocando companhia ao lado de Slimani; o trinco Medjani deu o seu lugar a Bounedjah e o avançado argelino foi o primeiro a rematar com muito perigo do lado africano, mas à tentativa de Bounedjah respondeu com segurança Rui Patrício.

O adormecimento da partida, tanto em campo como nas bancadas, apenas foi contrariado quando João Mário, aos 80 minutos introduziu a bola na baliza visitante. Contudo, o lance acabou por ser anulado por mão na bola de Gonçalo Guedes.

No último minuto do tempo regulamentar, Bounedjah voltou a estar muito perto do golo mas Patrício voltou a negar o golo ao avançado do Al Sadd.

Portugal acabou por vencer confortavelmente uma equipa argelina muito diferente daquela que há quatro anos brilhou no Campeonato do Mundo no Brasil. No último encontro antes da viagem para a Rússia, a equipa nacional esteve muito segura e com confiança, valendo a pena destacar as exibições de Guedes e Bruno Fernandes, que foram duas apostas ganhas por parte de Fernando Santos.

Onzes Iniciais e substituições:

Portugal: Rui Patrício; Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves (José Fonte, 56′) e Raphael Guerreiro (Mário Rui, 56′); William Carvalho (Adrien Silva, 64′), João Moutinho (João Mário, 74′), Bernardo Silva (Ricardo Quaresma, 64′) e Bruno Fernandes; Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo (André Silva, 74′).

Argélia: Abdelkadir Salhi; Zinedine Ferhat, Ramy Bensebaini, Aissa Mandi e Mokhtar Benmoussa; Carl Medjani (Baghdad Bounedjah, 70′), Salim Boukhenchouche (Mohamed Benkhemassa, 56′), Nabil Bentaleb, Riyad Mahrez e Yacine Brahimi; Islam Slimani (Hilal Soudani, 85′).

Os 5 principais candidatos ao lugar de Zidane

Uma semana após Zidane ter anunciado a sua saída do comando técnico do Real Madrid, a dúvida de quem será o próximo timoneiro da equipa merengue ainda persiste. Com o Mundial à porta, e com a necessidade de começar a preparar a próxima época, Florentino Perez tem já certamente em mente os possíveis substitutos do francês, de onde deverá sair o nome do próximo treinador dos blancos. Olhemos então para uma lista onde constam as 5 possibilidades mais fortes para suceder a Zizou no banco do Real Madrid.

5.

Fonte: SSC Napoli

Maurizio Sarri – Apesar de contar apenas com quatro épocas ao mais alto nível na Serie A, o técnico italiano é visto como uma das mentes mais brilhantes do desporto-rei na atualidade. Após a rescisão com o Nápoles em maio, o treinador que implementou um dos sistemas táticos mais interessantes da Europa é, de momento, um dos principais alvos do Real Madrid para ocupar o lugar de Zidane. Porém, com a saída iminente do compatriota Antonio Conte do Chelsea, os blues partem na frente da corrida para a aquisição de Sarri, pelo que não é esta a primeira opção de Florentino Perez para o banco dos merengues. Se porventura o futuro do napolitano passar por Madrid, os adeptos do Real não poderão esperar menos do que futebol-espetáculo praticado dentro das quatro linhas.

Carta aberta a Pinto da Costa

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Presidente,

Orgulho-me de olhar para o FC Porto e ver um clube vencedor. Um clube com história, com um símbolo que todos os atletas levam ao peito com respeito e que qualquer um é capaz de reconhecer. Em qualquer parte! E isso, em grande parte o devemos a si.

A verdade é que não me imagino, e como eu talvez muitos outros, a chamar presidente a outra pessoa que não a si. Jorge Nuno Pinto da Costa. Há 36 anos que o vemos ocupar um lugar que sempre dignificou, um lugar de onde batalhou para levar o FC Porto aos grandes palcos. Precisamente dez anos antes de eu nascer, no dia 17 de Abril de 1982, foi pela primeira vez eleito para a presidência.

Os percursos de cada um de nós não são fáceis. Todos os dias, em todos os trabalhos, há dificuldades que precisamos de ultrapassar, barreiras que queremos quebrar, degraus que queremos subir. A diferença, está muitas vezes na visibilidade do que fazemos. Nessas alturas, o bom sobressai e todos aplaudem. Mas quando o menos bom acontece, é muito mais fácil para quem está exposto ser alvo de críticas, até de ameaças. O seu percurso foi marcado por tudo isso, mas são sobretudo as conquistas que todos os adeptos portistas lhe vão sempre associar. Crescemos a nível interno, chegamos ao topo da europa, fomos campeões do mundo! Títulos e mais títulos que preenchem uma carreira feita de dedicação.

A si também associo algumas das maiores gargalhadas que dei por causa do futebol. Se lhe vamos sempre associar títulos, também lhe vamos sempre associar as palavras ditas nas horas certas, sem medos do politicamente incorrecto. Somos Porto e tivemos desde sempre que seguir “contra tudo e contra todos”. E para avançarmos, foi e continua a ser imprescindível ter alguém na retaguarda capaz de dar um passo à frente e dar um murro na mesa. Alguém capaz de dar um passo à frente e defender os seus jogadores, o seu treinador, as suas claques, os seus adeptos.

Pinto da Costa apostou na renovação com Sérgio Conceição para manter o Porto no caminho dos títulos
Fonte: FC Porto

Muito se tem falado sobre a sua saúde, o avançar da sua idade, sobre a capacidade para continuar a liderar o FC Porto. Como disse em cima, não imagino outro presidente para o meu Porto neste momento. Sei que será uma realidade algum dia, mas honestamente não quero pensar quando chegará esse dia, nem nos nomes que se poderão apresentar, nem nas consequências que a mudança trará. Esse dia vai chegar, mas para já temos a certeza que pretende liderar este clube e esta gente enquanto sentir que tem capacidade para o fazer. E isso chega!

Precisamos de manter uma equipa unida, focada nos objectivos e, sobretudo, capaz de lutar por eles. Ninguém pode ganhar sempre e nós sabemos disso. Passamos quatro anos sem qualquer título mas continuamos juntos, fortalecemos o nosso “mar azul”, estamos cá para apoiar. Por muito que certas decisões não nos pareçam certas, tentamos confiar que quem está aí, ao seu lado na liderança, está também a trabalhar pelo superior interesse de um dragão que vai continuar com uma chama intensa.

A si, apenas peço que mantenha o empenho nesta família que ajudou a construir e que, enquanto sentir que o pode fazer, continue por aí para nos ajudar.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Época vermelha e branca: afinal o que trouxemos para casa?

É mais que ponto assente que, quer no futebol, quer nas restantes principais modalidades coletivas, o SL Benfica, todos os anos, tem sempre uma forte palavra a dizer. O trabalho feito ao longo destes últimos tempos tem vindo a colher frutos, estando cada vez mais vasto o palmarés e cada vez mais pequeno o Museu Cosme Damião. No que ao futebol diz respeito, a época que acabou de terminar deixou um sabor amargo na boca de todos os benfiquistas que, habituados a ganhar taças atrás de taças, tiveram de se contentar apenas com a Supertaça Cândido de Oliveira e um segundo lugar puxado a ferros no campeonato. E quanto às restantes modalidades? Como é que foi toda a época vermelha e branca e, afinal, o que é que trouxemos para casa?