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Revista do Mundial 2018 – Egito

Egipto. Uma seleção de muito Salah, e um sonho ainda maior! O Egipto chegou ao Mundial a fazer história, e o mundo espera desta Seleção uma surpresa agradável. O histórico de participações não é favorável, mas a vontade, essa é enorme.

Perdidos no Tempo: Luís Fabiano

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O avançado Luís Fabiano está prestes a encerrar a sua brilhante carreira de atleta. O brasileiro é um dos grandes ídolos do São Paulo FC e do Sevilha FC. O jogador também fez sucesso na seleção brasileira. Pelo Brasil, foi campeão da Copa América 2004 e da Copa das Confederações 2009. Além de ter sido titular da seleção na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

O “Fabuloso”, como é conhecido, “explodiu” no futebol no São Paulo FC. O avançado tinha a melhor média de golos de sempre do clube brasileiro e todo esse rendimento chamou a atenção do FC Porto que o adquiriu em 2004 por 9,5 milhões de euros. Desse valor o clube desembolsou 25% e o restante foi pago pela GSI (Global Soccer Investments).

Na sua apresentação no Dragão, a expectativa sobre o jogador era enorme. Porém, o avançado ficou apenas uma época no FC Porto e em 27 partidas marcou apenas três golos (contra o GD Estoril, CS Marítimo e Rio Ave FC). A adaptação ao clube não ocorreu como o esperado e o jogador justifica essa questão devido ao momento de transição que vivia o FC Porto e por problemas particulares, principalmente pela situação do sequestro que sofreu a sua mãe na época.

Foi ao serviço do Sevilla FC que Luís Fabiano se afirmou na Europa
Fonte: Sevilla FC

No final da época 2004/05, o avançado foi negociado com o Sevilha FC. Na Espanha reencontrou o bom futebol e o caminho das redes. Mesmo com uma passagem apagada pelo Dragão, foi pelo FC Porto que o jogador conquistou o maior título da sua carreira. Em dezembro de 2004, os portistas enfrentaram o CD Once Caldas, da Colômbia, na decisão do Mundial Interclubes da FIFA. Após um empate no tempo regulamentar o FC Porto conquistou o título na disputa de penaltis.

Recentemente o jogador disse ter um carinho pelo FC Porto e que lamenta não ter rendido o esperado. Luís Fabiano foi um alto investimento do clube que acabou por não gerar benefícios nos relvados. Ao menos o FC Porto recuperou o valor investido quando o negociou com o Sevilha. O “Fabuloso” poderia ter feito uma história bem maior com o manto portista e uma sensação de frustração sempre existirá. Mas até onde poderia chegar nunca saberemos. Para quem esperava ter o brilho de um “novo Jardel” teve que se contentar com um apagado Luís Fabiano.

Foto de Capa: Confederação Brasileira de Futebol

Artigo revisto por: Jorge Neves

Revista do Mundial 2018 – Uruguai

A seleção do Uruguai também conhecida como Celeste Olímpica é uma das cinco seleções da América do Sul que irá estar presente no Mundial 2018 que se realizará na Rússia.

Os emails não revelados: Presidentes escrevem a Pedro Proença – A verdade desportiva é uma treta

Vimos por este meio deixar um pequeno desabafo, na expectativa (que com certeza será gorada) de transmitir aquilo que nos tem passado pelo espírito nestes últimos tempos, e na ínfima esperança que V.Ex.as. não tenham ainda entendido tudo o que está mal e possam acordar desse sonho onde caíram e de onde parece não quererem sair.

Ora vejamos: jogadores comprados para perder? Sacos azuis semanalmente a correrem o país? Equipas que ganham acesso às competições europeias e depois perdem esse direito fora de campo? Equipas que sobem de divisão violando as leis que pelos vistos não são iguais para todos? Clubes que têm ordenados em atraso, que têm dívidas mas que ainda assim nada lhes acontece, numa concorrência desleal a quem todos fecham os olhos?

Dissecando um pouco mais…

Casos de jogadores pagos para perder e um saco que anda de mão em mão, semana após semana, cheinho daquilo que todos tanto gostam? Nada provado é certo. Mas também quase com a certeza que nada acontecerá. Que os processos se desenrolarão por anos a fio sem que depois se apurem os verdadeiros culpados. Portanto.. está tudo bem! Mais do mesmo.

Uma equipa que comemora a vitória numa final e o consequente apuramento para as Competições Europeias e no dia seguinte é-lhe retirado esse mesmo apuramento conquistado em campo?

O CD Aves ganhou em campo o direito à Liga Europa que perdeu na secretaria
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mais: Durante toda a época fala-se no eventual apuramento para as já mencionadas Competições Europeias por via do 5.º lugar no Campeonato Nacional. Então andam três ou quatro clubes a sonhar com esse apuramento até perto do fim da nossa Liga. E o que fica em 5.º lugar “comemora” moderadamente esse possível apuramento uma semana antes de saber se realmente ele se confirma. Só depois do jogo da Taça de Portugal, quando este se disputa entre pelo menos uma equipa que ficou abaixo desse mesmo 5.º lugar e outra que já tem apuramento uefeiro garantido, é que o 5.º classificado saberá realmente se foi apurado (neste caso precisando de uma derrota da equipa pior classificada). Foi o que aconteceu ao Rio Ave FC este ano. A torcer com todas as partes do corpo pela derrota do seu eventual “substituto”.

Isto faz sentido? Andar semanas a fio a lutar por um objectivo – 5.º lugar, que depois pode, como se provou em campo, não dar acesso a nada? (Mas afinal deu graças a “erros administrativos dos Avenses, pelo que se diz”).

Os golos de Guedes foram suficientes, insuficientes e de novo suficientes para o Rio Ave FC garantir o apuramento europeu
Fonte: Rio Ave FC

Quando vamos ter as regras bem esclarecidas e evitar falsas expectativas dos clubes e adeptos ? Que tal definir de uma vez por todas se o que dá o acesso Europeu é o 5.º lugar ou uma “simples” presença na Final da Taça de Portugal? E que tal não se jogar com diferença de meses a 1.ª e a 2.ª mão dessa mesma Taça? Não “magoa” a verdade desportiva jogar-se com tanta diferença de tempo os dois jogos decisivos das meias finais? E que tal os clubes apurados para a Final estarem já definidos semanas antes da recta final da nossa Liga, para que assim os clubes possam saber “com o que contam”?

Mas há mais ainda. Então temos regras “bem” definidas quanto à obrigatoriedade de convocação de determinados jogadores com determinadas idades para todos os clubes que competem numa mesma divisão, e depois temos clubes que não cumprem essa mesma lei, não uma, não duas, mas várias vezes ao longo da época. Enquanto alguns a cumprem rigorosamente, outros fazem “ouvidos moucos” a essa premissa obrigatória, tirando eventuais benefícios dessa “violação da lei”. E o que lhes acontece depois? Nada de especial, ou talvez uma multa para não pensarem que brincam com o Futebol Português. A sério? Mas eles andaram a brincar com o Futebol Português! Andaram a brincar e a praticar uma deslealdade atroz que vai passar impune, no máximo, como referi antes, com uma coima. E quem procedeu mal afinal foram os outros clubes que andaram a “portar-se bem”, a cumprir, com treinadores categorizados que realmente são os responsáveis pela liderança técnica, e recaindo as escolhas dos mesmos em jogadores que “a lei” obrigava a serem convocados, mesmo que noutros lados essa “obrigatoriedade” não fosse cumprida. Assim vai o nosso Futebol Campeão da Europa.

O Santa Clara não foi com todos: faltaram alguns jovens que eram “obrigados” a ir em cada jogo
Fonte: CD Santa Clara

E para finalizar, porque já nos alongámos em demasiado, só mais uma referência. A referência a clubes que não cumprem com as obrigações ao Estado. A verdade é que temos clubes que competem na 1.ª Liga que devem dinheiro até mesmo aos seus jogadores. Sim, fazem contratos e depois, quando a competição começa, não conseguem pagar aquilo a que se comprometeram. Outros há que, mês após mês, não falham com essas mesmas obrigações. E o que acontece? Descem de divisão e os outros aguentam-se. Estarei a ver tudo errado? Será que afinal tudo vale neste mundo do Futebol em que cada vez o que conta não é o golo dentro das quatro linhas, mas o golo fora delas?

Assim nos despedimos, esperando que possam ser tomadas medidas para que esta vergonha termine, e para que possamos ter um Futebol Português mais justo e mais real. Para o bem de todos os que como eu amam esta modalidade.

Com os melhores cumprimentos,

As Direcções preocupadas

Wonderboy vs Till: Ganhar estatuto e evitar o esquecimento

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O afastamento de Tyron Woodley persiste e, para dar seguimento ao futuro da divisão que este lidera há mais de dois anos, está já a decorrer uma campanha para encontrar um possível sucessor. O evento UFC Fight Night, que será realizado em Liverpool, insere-se precisamente nessa missão.

No próximo dia 27 de Maio estarão frente a frente Stephen “Wonderboy” Thompson e Daren Till. Este duelo é, para Darren Till, uma oportunidade única para afirmar o seu estatuto de atleta sensação da divisão. Enfrentar Wonderboy que, não nos esqueçamos, já desafiou por duas vezes o campeão Woodley, é crucial para o percurso de ascensão de Till, provando aos fãs, mas mais importante que isso, provando a Dana White que tem o que é preciso para enfrentar os melhores, dar espetáculo e ser o futuro.

A vitória de Till frente a Donald “Cowboy” Cerrones foi decisiva no seu percurso
Fonte: UFC

Till não terá tarefa fácil. Wonderboy é experiente e tem muito a perder neste combate. Aos 35 anos, e com tanta e tão jovem concorrência, uma derrota frente ao jovem inglês poderá relega-lo para um segundo plano. O americano enfrentou algumas lesões nos últimos anos, mas a sua última vitória frente a Jorge Masvidal colocou algumas dúvidas na mente daqueles que o davam como acabado.

A ementa deste combate serve um duelo de strickers. Till é um especialista em muay thai e kickboxing, enquanto que Wonderboy tem um longo historial na modalidade karaté. A diferença poderá, por isso, estar dependente do forte jiu jitsu de Till. O jogo no chão de Wonderboy não é propriamente o seu melhor cartão de visita. Também será interessante perceber o nível de intensidade que Till irá imprimir no combate. Será espectável que Wonderboy adote um estilo mais defensivo e explore as brechas no jogo mais dinâmico do rapaz de Liverpool.

O vencedor estará a um ou dois combates de alcançar o título que poderá ficar interinamente na cintura de Rafael dos Anjos ou Colby Convington. Quanto a Woodley… está mais do que na hora de vir reclamar aquilo que é seu!!!

Foto de Capa: UFC

Um ano do catano

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A época ainda não acabou, mas este ano ficará na memória dos adeptos de NBA. Pessoalmente, acho que foi uma das épocas mais interessantes devido às várias narrativas que se foram criando ao longo da época.

Em termos individuais, os rookies foram brilhantes: Ben Simmons, Donovan Mitchell, Jayson Tatum, Kyle Kuzma, Lauri Markkanen, que compõem a All-Rookie First Team, mostraram imenso potencial e acredito mesmo que todos podem ser figuras relevantes no futuro da NBA, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores – Landry Fields, Jahlil Okafor, Michael Carter-Williams, onde andam vocês?

Os “meninos grandes” também não se deixaram ficar: LeBron James fez uma das suas melhores fases regulares no seu 15º ano de NBA; James Harden finalmente irá levar o MVP para casa depois de ficar aquém durante vários anos; Anthony Davis explodiu dentro de uns Pelicans que excederam as expetativas; Porzingis foi incrível até se lesionar, Giannis meteu medo; Ricky Rubio sabe lançar; Embiid jogou vários back-to-back; Oladipo provou que é muito mais do que aquilo que parecia.

Também vários plantéis provaram a importância do coletivo. Numa liga cada vez mais pejada de equipas baseadas em superestrelas, Utah Jazz, Boston Celtics, Indiana Pacers e Toronto Raptors demonstraram que juntos, às vezes, somos mais fortes.

Louve-se, também, o trabalho dos treinadores: Brad Stevens é o génio que sabemos; Dwane Casey, apesar de já ter sido despedido, reconfigurou o jogo da sua equipa durante a época regular; Nate McMillan provou que, mesmo sem Paul George, os Indiana Pacers conseguem ser competitivos; Quin Snyder mostrou uma resiliência brutal e fez com que alguns jogadores, inesperadamente, brilhassem.

Nate McMillan merece muito mais crédito do que aquele que recebeu – uma época fantástica dos Indiana Pacers, quando ninguém dava nada por eles
Fonte: NBA

Os Celtics foram perdendo peças fundamentais ao longo da época e estão a uma vitória das finais; Os Sixers terminaram a época regular on fire, avançando, finalmente, no processo; Os Portland apenas ficaram atrás dos Warriors e dos Rockets na conferência Oeste; Os Timberwolves foram aos playoffs; Os Rockets ficaram à frente dos Warriors na fase regular; Os Lakers entreteram, tanto dentro como fora do campo;

Tantas histórias incríveis, e ainda existe a possibilidade de uma equipa sem os seus dois melhores jogadores quebrar a mania que o LeBron tem de ir sempre às finais.

Quando é que isto acaba para poder começar de novo?

Foto de Capa: NBA

Os 10 grandes nomes que não estarão no Mundial de 2018

Estes são 10 nomes que a meu ver tinham que fazer parte das suas seleções. São os nomes mais sonantes que ficaram de fora. Não estão incluídos jogadores lesionados como Manuel Neuer, Payet ou Koscielny. Sem mais rodeios, vamos ver quem figura neste top.

Yuri Ribeiro – O bom rapaz regressa a casa

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O jovem jogador de vinte e um anos, chegou ao Benfica na época 2012/2013, para jogar nos juvenis do clube. Fez a formação toda, até chegar á segunda liga, onde jogou pela equipa B.

As suas prestações, jogo após jogo, valeram-lhe a titularidade, onde não passou despercebida aos responsáveis do clube, que viam nele, o futuro titular do lado esquerdo da defesa.

Com o lugar tapado por Grimaldo na equipa principal, Yuri Ribeiro foi emprestado ao Rio Ave FC, para ganhar experiência.

Foi no clube da Vila do Conde, que Yuri Ribeiro encontrou o clima perfeito para evoluir enquanto jogador. Um clube com tradição e de grande exigência, proporcionou ao jovem lateral, o estofo necessário para jogar na primeira liga. Mas foi pelas mãos do treinador, Miguel Cardoso, que o jogador encontrou o alicerce perfeito para a sua evolução dentro de campo.

Num âmbito ainda de formação/formatação de jogador, Miguel Cardoso foi capaz de extrair todas as valências que faziam de Yuri Ribeiro um jogador de qualidade, com um futuro próspero. Diferente do perfil ideal que hoje tanto se procura num lateral, o jovem português, dependerá sempre do contexto onde estiver inserido para mostrar valor em campo.

Isto porque, para sobressair as suas qualidades individuais, tem de haver sempre alguém que consiga introduzir todas as variantes enquadradas ao seu estilo de jogo, para que possa ter sucesso. Se imaginarmos que Rui Vitoria poderá capaz de entregar a Yuri Ribeiro todas as condicionantes necessárias para que possa exibir-se em campo a bom nível, teremos, com certeza, uma ótima aposta para a próxima época.

O jovem lateral protagonizou um dos melhores golos da Primeira Liga
Fonte: Rio Ave FC

Yuri Ribeiro é um lateral com características diferentes. Longe daqueles autênticos “comboios”, que fazem o corredor lateral, em constantes “vai e vem”. Enquadra-se mais num jogador semelhante a Grimaldo. Um jogador bom tecnicamente, que sabe sempre onde e quando colocar a bola.

Muito criterioso nas suas ações, onde muitas vezes procura ligar o seu jogo pelo corredor central, entrando muito bem nos espaços entre linhas adversarias para procurar o passe. Muito seguro também nas suas abordagens aos lances, periodizando sempre com a maior das cautelas.

A contar com as saídas de Eliseu e de Grimaldo, o Benfica edição 2018/2019, terá o seu lado esquerdo da defesa, completamente reformulado. A luta pela titularidade será renhida, mas também terá condicionantes saudáveis para que possa haver uma boa disputa pelo o lugar no onze inicial.

Um ano depois, o jovem lateral de vinte e um anos, volta ao Benfica, onde já renovou contrato por cinco anos. Conhecendo bem os cantos á casa, Yuri Ribeiro sabe o que tem de fazer para alcançar os seus objetivos.

Foto de Capa: SL Benfica

Carta Aberta a João Matos

A visita do Sporting ao pavilhão da Burinhosa, no último fim de semana, trouxe um duro revés para a equipa do futsal leonino.

O internacional português fraturou um dedo do pé e vai falhar os decisivos jogos do play-off do campeonato nacional desta temporada. Sendo assim, será operado e só voltará na próxima época, esperemos que novamente com o escudo de campeão ao peito.

Capitão, todos os sportinguistas têm confiança que trarás de novo o escudo de campeão ao peito. Mesmo que o Caio Japa ou até o Djô tenham de jogar mais minutos na tua função em campo, maioritariamente a de fixo, seremos campeões. És uma baixa muito grande na nossa equipa e um dos nossos pontos fortes.

João, és dos poucos que pode beijar o símbolo como os adeptos fazem
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Já admitiste publicamente que não és o mais tecnicista dos jogadores, nem o mais goleador ou o mais habilidoso, mas és o mais guerreiro nesta equipa, o que mais sente o clube e o coloca acima de tudo na hierarquia de interesses. E que falta nós temos disso neste momento de circo no nosso clube.

Após cinquenta jogos nesta época, entre seleção e clube, tiveste este grande azar mas vais estar no Pavilhão João Rocha a levantar novamente a taça de campeão nacional, que será a oitava do currículo. E espero que tenhas o presidente Bruno de Carvalho a correr para junto de ti, para festejar esse título quando o vencermos.

És um dos maiores e cada vez menos (em quantidade) ídolos que temos no nosso clube. Sempre representaste o Sporting com todo o esforço, dedicação e devoção como manda o lema do clube. E felizmente já tiveste a glória de conquistar vinte taças com o leão rampante ao peito. Ainda vais a tempo de ganhar mais umas dez ou quinze, espero eu. Seria bom sinal para todas as partes: para ti, para o clube e para os próprios adeptos.

Esperamos pelo teu regresso e espero estar no pavilhão para aplaudir esse mesmo regresso, grande capitão!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Lendas do Universo Sportinguista: O Sporting e apenas o Sporting

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Esta rubrica tem servido essencialmente para jogadores que se destacaram pela carreira que tiveram no clube, pela sua performance técnica, pelo profissionalismo, mas essencialmente pelo comprometimento para com o Sporting, e por lutar sempre por elevar o mais alto possível o nome do clube.

Apesar de concordar que muitos foram os que efectivamente sentiram amor pelo clube e pela listada verde e branca, e ainda hoje falam do clube com enorme emoção e saudade, é perceptível que hoje em dia já não é possível manter essa ligação, essencialmente pelos interesses económicos que envolvem os jogadores. E isso não acontece essencialmente pelos jogadores mas por tudo o que os envolve como empresários, dirigentes e treinadores que recebem comissão, e o próprio negócio que envolve o futebol e é muito aliciante ou não tivéssemos constantemente milionários a investir no mesmo.

Se analisarmos bem o mercado do futebol, muitas vezes as transferências não são efectuadas pela meritocracia, mas pelos jogadores que pertencem a empresários ou grupos de empresários que melhor promovem os mesmos, e que mais clubes têm na sua esfera de influência. Isto quer dizer que não interessa que jogadores são transferidos desde que o sejam, porque o que efectivamente interessa é manter o mercado em movimento de forma a alavancar constantemente os valores a pagar pelos jogadores.

Antigamente, quando se jogava pela camisola e pelo clube, não apenas pela auto-promoção.
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Assim sendo, os jogadores mais não são que uma mercadoria e um joguete nas mãos desses grupos empresariais, muitas vezes de origem duvidosa.

Percebendo tudo isto, é normal que os jogadores não possam criar a ligação a um clube como acontecia antigamente, e mesmo que quisessem não os deixariam, ou deixariam mas facilmente seriam manietados e influenciados pelos milhões que lhes oferecem a cada mudança de clube.

A verdade é que o futebol, globalmente, terá sempre as suas lendas, os jogadores que se destacam de todos os outros, mas cada vez menos teremos lendas de clubes, principalmente clubes menos fortes financeiramente (como os portugueses), por não os conseguirem manter tempo suficiente para que possam ter esse rótulo.