Início Site Página 10736

Revista do Mundial 2018 – Dinamarca

O feito mais “heróico” da seleção da Dinamarca foi ter ganho o Europeu de 1992. A “dinamáquina” como ficou conhecida no mundo do futebol contava com a presença dos irmãos Laudrup (Michael e Brian), sendo o guarda-redes Peter Schmeichel a principal “estrela” desta equipa. Richard Nilson era o timoneiro desta formação nórdica.

Mais um ano de dragão ao peito

0

Manter os principais pilares na conquista do campeonato nacional será certamente uma das prioridades do FC Porto. Até agora, temos já a certeza que o internacional espanhol vai, pelo menos por mais uma época, defender as cores da baliza portista.

Após uma época que nem sempre correu da melhor maneira, com um início da temporada marcado pela perda da titularidade devido a um desleixo nos treinos, afirmado por Sérgio Conceição, voltou a ser titular após o desaire contra o Liverpool FC a contar para a Liga dos Campeões.

Por muita qualidade que José Sã tenha mostrado durante as suas exibições, é claramente diferente quando se tem na baliza um dos maiores guardiões de sempre a nível mundial, e Casillas consegue dentro de campo, mostrar a confiança digna de um jogador que já ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar.

Casillas foi uma das peças-chave na conquista do título
Fonte: FC Porto

A entrar na quarta época de dragão ao peito, e finalmente com um título no seu palmarés de azul e branco, o espanhol mostrou vontade de continuar na Invicta, sobretudo devido à estabilidade familiar e ao apoio dos adeptos que encontrou na cidade do Porto.

A juntar aos mais diversos fatores, Iker Casillas foi figura em muitos dos jogos da equipa portista, com defesas decisivas que permitiram aos dragões caminhar a passo largo para o regresso aos títulos, algo que esperemos que continue a acontecer durante a próxima época.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Isto assim não Ata nem desAta

0

Nunca fui apologista da abertura completa e sem regras dos assuntos que se passam no interior de uma organização. Considero que “quem não deve não teme” e é nessa segurança que deve residir não uma atitude de “mostrar tudo e mais alguma coisa” mas antes uma atuação que, respeitando as regras da transparência, divulgue para o exterior apenas e só as coisas que são verdadeiramente importantes e essenciais de se discutir na praça pública.

Se penso assim para qualquer organização – política, desportiva, financeira ou económica – penso também o mesmo para o Sporting Clube de Portugal. O Conselho Diretivo (CD) do Sporting achou por bem, na sequência do lamaçal em que o clube de Alvalade se encontra divulgar a ata da reunião dos órgãos sociais do passado dia 24 de maio de 2018 para todos os associados do clube.

A Direção justificou a sua decisão da seguinte forma: “A bem da transparência e da verdade dos factos, e porque estamos a viver tempos de exceção, vimos por este meio facultar a ata da reunião, realizada na passada quinta-feira, dia 24 de maio, no Estádio José Alvalade, entre os Órgãos Sociais. Cremos ser esta a única forma de pôr cobro a um conjunto de especulações e mentiras inaceitáveis, postas a circular no espaço público, que penalizam e prejudicam os superiores interesses do Sporting” (consultado no site do Jornal O Jogo de 26 de maio de 2018).

Os sportinguistas devem saber (re)agir nas alturas de crise. E, sobretudo, perceber que os rivais estão de “setas apontadas” para o Reino do Leão nos nossos momentos mais difíceis
Fonte: Sporting CP

Como sócio do clube, recebi, na minha caixa de email, a referida ata. Vou abster-me de fazer qualquer consideração acerca dos conteúdos da mesma, muito menos se o que lá consta foi o não foi verdade, se foi ou não objeto de manipulação. Se o quiser fazer, faço-o internamente, no seio da família sportinguista e em sede própria. Ponto final. Se todos os sportinguistas reservassem aquilo que é do foro interno do clube para si e para os seus consócios talvez evitar-se-iam os tristes papéis que alguns pseudosportinguistas fazem nalguns programas televisivos ridículos de horário nobre.

Nesse aspeto, Bruno de Carvalho, tem razão, quando refere que é nas Assembleias Gerais, e só lá, que se devem discutir os assuntos internos. Mas, como se costuma dizer, dá “uma no cravo e outra na ferradura”: como entender que um assunto tão “interno” como uma ata de uma reunião entre os órgãos sociais “resvale” assim na praça pública? Como entender que se preste a diretos de horas a fio pelos canais televisivos, falando de coisas que são do foro interno do nosso clube? Cabe aos órgãos diretivos, aos atuais ainda em funções e aos outros que sucederão, pensar na definição sobre o que deve e não deve “saltar” para o espaço público, sob pena do Sporting ficar ferido na sua alma e identidade.

A partir do momento em que uma organização – desportiva ou não – se “manda”, sem dó nem piedade, para a praça pública, para que todos discutam os seus assuntos internos, sem qualquer tipo de filtro ou regra, só pode estar doente. E é caso para dizer que isto assim não Ata nem Desata. E, no que à doença diz respeito, só resta uma solução: fazer um diagnóstico, identificar o(s) elemento(s) patogénico(s) e ataca-lo(s) com a intervenção mais eficaz. Mas para isso o Sporting terá de voltar a ser, apenas e só, dos sportinguistas.

 

Foto de Capa: Sporting CP

Giro 2018: 8 ciclistas derrotados por José Gonçalves

O barcelense José Gonçalves, que estamos habituados a ver brilhar em provas menos montanhosas, foi uma das grandes surpresas da 101.ª edição do Giro d’Italia, terminando num excelente 14.º posto, que iguala André Cardoso como melhor prestação nacional na Geral de uma Grande Volta nesta década. 

Para celebrar este feito, olhamos para alguns dos ciclistas com nome no panorama internacional e de quem se esperava mais, mas que acabaram por não conseguir fazer melhor que o ciclista da Katusha. De fora ficam atletas como Fabio Aru e Louis Mentjes, cuja forma sofrível os viu abandonar ainda antes dos momentos decisivos.

Montpellier é Campeão Europeu

0

Realizou-se este fim-de-semana, em Colonia, mais uma edição da FinalFour da EHF Champions League. Encontravam-se a lutar pelo troféu o Paris-Saint Germain (FRA), o Montpellier (FRA), o Nantes (FRA) e o Vardar (MAC).

Meias-Finais
HBC Nantes (FRA) vs Paris Saint-Germain Paris (FRA) 32:28 (17:14)

Os fãs do Nantes fizeram a festa ao ver a sua equipa a chocar o mundo do Andebol e vencer o todo poderoso PSG
Fonte: EHF Champions League

O PSG entrava em campo como os favoritos nesta partida e criou uma vantagem logo nos momentos iniciais. Mas poucos minutos depois, o Nantes recuperou a desvantagem e passou para a frente do marcador, devido a uma forte defesa e a um excelente guarda-redes. Cyril Dumoulin esteve, mais uma vez, a alto nível entre os postes, enquanto Titi Omeyer esteve longe daquilo que nos veio habituando.A equipa da capital francesa apresentava muitas dificuldades a nível ofensivo, algo muito pouco habitual na equipa de Karabatic. Entretanto o Nantes, por sua vez, estava com muita eficácia nos seus ataques e o apoio dos seus adeptos era enorme. Do lado do Nantes, ao intervalo, Lazarov tinha quatro golos, Tournat tinha feito um trabalho fantástico a pivot e Balanguer estava com a “mão quente”.

No começo da segunda parte, era de esperar uma entrada forte do PSG, mas o Nantes começou de forma magnifica a segunda parte e apenas Rodrigo Corrales impediu a sua equipa de estar a perder por mais de seis golos (20-14). Ainda durante o jogo, Kyril Lazarov assumiu o lugar de melhor marcador de sempre da Final4 da Champions League. Dumoulin estava a fazer o jogo da sua vida, mas a cinco minutos do final da partida o Nantes começou a diminuir o ritmo e o PSG aproveitou para recuperar a desvantagem (29-28), muito devido a boas defesas por parte de Titi Omeyer. Nessa altura, Dumoulin defendeu um livre de sete metros enquanto a sua equipa tinha menos dois jogadores, permitindo que a sua equipa recuperasse o controlo do jogo e cumprisse o jogo de chegar à final da Champions League.

HC Vardar (MAC) vs Montpellier HB (FRA) 27:28 (11:14)

Valentin Porte voou com o Montpellier para a Final
Fonte: EHF Champions League

Mais um jogo, mais um confronto entre dois dos melhores guarda-redes do Mundo, mas nenhum deles teve grande impacto na partida. Pelo contrário, ambas as defesas estavam muito fortes: Vardar com uma defesa muito agressiva e Montpellier com uma defesa muito “fluida”. O jogo começou equilibrado e o Vardar até conseguiu assumir o comando da partida (7-6), pela primeira e única vez. A partir desse momento, Valentin Porte assumiu o controlo do jogo, marcando seis dos catorze golos da sua equipa na primeira parte. Durante a primeira parte, do lado do Vardar, apenas Ivan Cupic teve ao nível habitual.

Na segunda metade da partida, o Vardar teve um começo fortíssimo, cortando a desvantagem para apenas um golo (13:14), devido ao bom momento de Milic e Maqueda. O jogo continuou equilibrado e quando faltavam apenas sete minutos para o final da partida os franceses venciam 22:21, nessa altura Melvyn Richardson assumia as responsabilidades para a equipa francesa. No entanto, pela primeira vez desde o 7:7, o Vardar conseguiu empatar a partida (27:27) a 90 segundos do final. Diego Simonet foi o herói, marcando quando faltavam apenas a 19 segundos do final, colocando o Montpellier na final da Champions League 15 anos depois.

O Dicionário de Fernando Santos: José Fonte

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

José Fonte: Solidez.

Quatro jogos, 450 minutos, um golo sofrido. É este o balanço do desempenho da defesa portuguesa no Euro 2016 desde a entrada de José Fonte na equipa.

É certo que o passado não joga, que já passaram dois anos e que o desempenho na Taça das Confederações já não foi o mesmo, mas a solidez que a defesa da equipa das Quinas ganhou com a entrada de José Fonte é difícil de esquecer.

A quebra física do atual defesa do Dalian Yifang é inegável e, mais do que isso, natural: aos 34 anos é normal que Fonte não tenha a mesma velocidade ou disponibilidade de outrora.

No entanto, a sua experiência e assertividade podem ser trunfos importantes, sobretudo em jogos em que um eventual bloco baixo da Seleção Nacional reduza o espaço nas costas da defesa e dispense o central de grandes correrias.

Uma alternativa totalmente diferente de Rúben Dias, por exemplo. As caraterísticas de cada um estão à vista e caberá a Fernando Santos lançar os trunfos em função do contexto. Quando a estratégia for defender baixo e sólido, Fonte parece ser a opção.

Foto de Capa: FPF

UD Leiria 1-1 CD Mafra: Empate em Leiria dita passagem do Mafra à Segunda Liga

O Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa recebeu, este domingo, o jogo da segunda mão das meias-finais do Campeonato de Portugal. Para muitos considerado o jogo do tudo ou nada, uma vez que estava em jogo um passaporte para a Segunda Liga, União de Leiria e Clube Desportivo de Mafra mediram forças para a partida decisiva na caminhada das duas formações.

Após um empate a zero registado no terreno do Mafra, a segunda mão, além de decisiva, prometia ser equilibrada. A massa adepta de ambos os clubes respondeu à chamada, com o estádio a registar uma enchente de 14.789 mil espectadores.

Os instantes iniciais viram a União de Leiria tentar ser eficaz, com Leandro e João Vieira, ao minuto 4 e 12, respetivamente, quererem marcar com remates de destaque. Do outro lado, o Mafra respondeu, com Bruninho e Leandro Soares a protagonizarem dois lances que não deixaram o guardião Wilson descansar.

Até ao intervalo, o jogo seguiu com o mesmo ritmo de parte a parte, com a União de Leiria a criar mais oportunidades do que a equipa adversária. Por três ocasiões, Pepo, Leandro e Kaká tentaram ser felizes, enquanto do outro lado, a oportunidade de maior relevo foi para Lucas, que rematou perto da área, saindo um pouco ao lado da baliza de Wilson.

As duas equipas foram para o intervalo empatadas a zero. Nos segundos 45 minutos, teve lugar o período de todas as decisões. O Mafra entrou melhor, com Marcelo a fazer soar o golo.

No lance seguinte, a União de Leiria beneficiou de uma falta do guarda-redes Godinho sobre Leandro na grande área, em que o árbitro não teve outro remédio se não assinalar grande penalidade.

Na conversão, aos 52 minutos, João Vieira falhou a marcação, mas cabeceou na recarga para dentro da baliza do Mafra. O estádio irradiou de alegria. Estava feito o golo que a União de Leiria precisava para manter a ambição de voltar à Segunda Liga.

Os minutos seguintes foram reservados para substituições e os muitos protestos que se fizeram ouvir no estádio, devido à atuação da equipa de arbitragem chefiada por António Moreira.

A União de Leiria ia conseguindo manter o resultado a seu favor, mas, quando os 14.789 espectadores faziam crer que a equipa ia vencer a partida e carimbar a passagem à Segunda Liga, o Mafra chegou ao golo do empate, aos 73 minutos, por intermédio do remate certeiro de Hugo Ventosa, na sequência de um canto, que bateu Wilson.

A partida terminou com os festejos do Mafra
Fonte: Bola na Rede

O tento apontado trouxe ao jogo um sabor agridoce de desilusão da equipa leiriense, por um lado, e da equipa adversária, por outro, porque estava mais perto de chegar à Segunda Liga.

Depois do golo sofrido, a União de Leiria tentou criar oportunidades que devolvessem à alegria aos adeptos, mas sem sucesso.

O apito final deixou cair por terra as hipóteses da União de Leiria voltar à Segunda Liga, cuja desilusão e tristeza era aparente no final do jogo.

Com este resultado, o Mafra está, assim, de regresso à Segunda Liga, após ter marcado presença pela última vez em 2015/2016.

Na outra eliminatória das meias-finais, o Farense conseguiu ser superior ao Vilafranquense, com um resultado agregado de 4-1, e junta-se assim ao Mafra no segundo escalão do futebol português.

A partida entre o Mafra e o Farense, que irá determinar o vencedor do Campeonato de Portugal, está marcada para o próximo sábado, dia 10 de Junho, no Estádio Municipal do Jamor, em Oeiras.

Como jogou a UD Leiria:

Wilson; Kaká, Nailson, Tony e Brigues; Maks, Pepo e Leonel Olímpio; Diaby, Leandro e João Vieira

Substituições: Ernest (João Vieira, 74’), Ulisses (Leonel Olímpio, 76’) e Adriano (Diaby, 82’)

Como jogou o CD Mafra:

João Godinho; Guilherme, João Gomes, Juary e Hugo Ventosa; Rui Pereira, Lucas, Mauro e Leandro Borges; Marcelo e Bruninho

Substituições: Rodrigues (Marcelo, 67’), Alisson (Bruninho, 76’) e Serginho (Leandro Soares, 87’)

Revista do Mundial 2018 – Austrália

A seleção da Austrália, ou os “socceroos”, como é conhecida, tem se mostrado uma equipa muito forte na Taça Asiática, mas não tem conseguido fazer o mesmo no Mundial. É a quinta participação dos australiano, quarta consecutiva, e procuram fazer o que apenas conseguiram fazer uma vez, passar a fase de grupos.

Os 10 melhores golos da Taça de Portugal 2017/18

Terminadas as competições nacionais no que ao futebol sénior masculino diz respeito, é altura de eleger os golos mais bonitos da prova rainha. Para isso, foram considerados os golos de todas as eliminatórias e que têm registo de vídeo disponível online.

1.

Raphinha (Vitória SC) – Aos 58 minutos da partida frente ao CD Feirense, Raphinha recebe a bola e ao segundo toque fá-la encontrar o poste esquerdo da baliza de Miskiewicz antes de entrar. Este potente e colocado remate selou a passagem do Vitória SC aos oitavos de final da prova e entra para o primeiro lugar dos golos mais bonitos.

Parma FC: A volta às Series em três anos

0

Futebol profissional e dinheiro são indissociáveis. Normalmente, vemos o segundo garantir maior dimensão, a todos os níveis, ao primeiro. Mas não só. Também determina status. E status determina poder. Investimentos, desinvestimentos, não falando propriamente disso, mas a forma como um clube é gerido. Não é obra do acaso que clubes de elite não tenham atingido esse patamar unicamente devido a dinheiro externo, mas de uma história recheada de sucessos desportivos. Um dos casos mais concretos para ilustrar esta “divagação” são Manchester United e Manchester City.

O Parma, não sendo um clube de elite, tem uma bela história. Na década de 90 fez furor na Europa. Vestiu vários ícones, autênticas bandeiras de uma geração única. Buffon, Cannavaro, Crespo, Thuram, Verón, Zola, os nossos Fernando Couto e Sérgio Conceição,… Atingiu a glória. Mas há um fator que me salta mais à vista. Característica muito própria dos transalpinos é o sentimento fortíssimo que nutrem pelo desporto rei. O sentimento indescrítivel que os une ao seu clube. Os habitantes desta cidade são apaixonadíssimos.

Em 2015, algo previsto já a algum tempo, viram o seu Parma ser entregue à Série D italiana. Falência financeira ditou, não só o regresso do clube ao escalão mais raso, mas pior: retirou os empregos a muita gente. O futebol não é apenas composto pelos seus intérpretes, mesmo que a posição dos últimos perante o exercício do primeiro seja, meritoriamente e indiscutivelmente, intocável.

Porém, valeria a pena jogar por jogar? Jogar em estádios vazios? Audiências iguais às do andebol? Sendo a favor de que a maior importância terá sempre de ser atribuída aos jogadores, há mais gente envolvida, gente que pela sua paixão e interesse pelos jogadores, clubes, seleções, competições, eleve a competitividade, a dimensão do ato de praticar futebol. Tal tem de ser sempre tido em conta. É tido em conta, mas para efeitos de “extorsão”. O marketing pode ser lixado.

O apoio dos adeptos fez-se sentir, em igual forma, nas divisões inferiores. Não há dinheiro chinês que pague isso
Fonte: Parma FC

Voltando ao Parma, ao tomar conhecimento de algumas histórias que esta descida drástica acarretou, tenho de falar de Lucarelli. Para quem não sabe, trata-se do capitão da equipa. Com 37 anos recebeu a notícia que iria descer para o 4.º escalão. Prometeu que o Parma voltaria ao primeiro. E cumpriu. Nunca pensou é que fosse tão rápido… E que ainda estivesse no ativo!

É o primeiro jogador a ter jogado desde a Serie D à Serie A. Em 2017 foi anunciado investimento chinês, da parte de Jiang Li Zhang, que detém o Granada, clube espanhol. Não foi tudo, mas foi um dos motes que lhe permitiu, hoje, com 40 anos, estar a ponderar jogar mais uma época, mesmo depois de cumprir a sua promessa de ajudar o clube a voltar ao topo do patamar italiano.

Lucarelli foi perentório. Disse que no último jogo sentiu verdadeiramente o empurrão dos seus adeptos! A equipa dependia de uma partida disputada por outrém e tinha de vencer o seu para ficar à espera da escorregadela… Era Frosinone contra Foggia. Lembro-me de um colega me ter dito que ia apostar num deles para o Placard. Estava longe de saber o significado desse jogo para muitas pessoas.

Um significado que para mim não existia. Nesse jogo, o Parma ansiava que o Frosinone não ganhasse. Vencia por 2-1, até que aos 87’ o adversário sela o desfecho final. 2-2 foi o resultado final, e o histórico Parma regressou à Serie A italiana. Em 2.º lugar, em igualdade pontual com esse tal Frosinone. O significado que uns dão a certas coisas, não só no futebol, nunca pode ser julgado por antecipação. E, portanto, eu julgo que o futebol aplaude o regresso de uns adeptos como os do Parma aos maiores palcos do país da bota!

Foto de Capa: Parma FC

Artigo revisto por: Jorge Neves