A Rússia é ainda um “menino” no que toca a participações em competições entre seleções nacionais. Isto porque não existe há assim tanto tempo quanto isso, muito devido a razões políticas. A alcunha desta seleção, ‘Os Soviéticos’, ajuda a tirar algumas conclusões. Entre 1930 – ano do primeiro mundial – e 1992 – ano da primeira presença em apuramento para o Mundial de 1994, não existia ‘Rossiyskiy Futboľnyy Soyuz’, mas sim a União Soviética que participou nas competições com a bandeira Soviética entre 1952 e 1990.
Sendo assim, a Rússia está ainda em amadurecimento no que toca a este tipo de competições e o seu histórico indica precisamente isso. Agora sob o comando de Stanislav Cherchesov, o selecionador aponta para uma participação histórica, ambicionando chegar às meias-finais do Mundial que decorre na própria casa russa.
O selecionador estreou-se ao leme da Rússia na Taça das Confederações, mas ficou-se pela fase de grupos ao vencer a Nova Zelândia, mas a sair derrotado por Portugal e pelo México.
Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.
Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.
Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.
Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.
Anthony Lopes: Alternativa.
É uma das (poucas) certezas da campanha lusa em território russo: Rui Patrício vai ser o titular da baliza. Dono das redes da Seleção Nacional desde 2011, o capitão do Sporting caminha para a quarta fase final (a que acresce da Taça das Confederações) como número 1.
No entanto, a titularidade crónica do guarda-redes natural de Leiria não coloca em causa o valor de Anthony Lopes. Dono da baliza do Lyon desde os 22 anos, o guardião tem mostrado no seu clube uma qualidade inquestionável que, na ausência de Rui Patrício, pode permitir à Seleção Nacional continuar tranquila.
Mesmo que falte o seu habitual titular, Portugal terá sempre na baliza um guarda redes de top mundial. Mais do que um suplente, uma alternativa de excelência.
Na semana passada Fernando Santos escolheu os 23 jogadores que irão estar presentes dentro de pouco tempo na Rússia para disputar o Mundial. Fora dos escolhidos, ficaram alguns jogadores de grande qualidade… tantos que até podíamos fazer um onze alternativo, igualmente válido para lutar pela conquista do Mundial. E foi mesmo isso que fizemos, ora veja lá.
Realizar-se-á esta semana um dos mais emblemáticos e queridos meetings de todo o mundo: o Prefontaine Classic de Eugene. Muita história já passou pelo velhinho Hayward Field que dentro de dois anos irá sofrer uma completa transformação, de forma a apresentar uma imagem muito mais moderna para quando chegar a altura de receber os Campeonatos Mundiais de 2021.
Eugene é a casa do Atletismo norte-americano. De há muitos anos para esta parte quando se pensa em Eugene, pensa-se em Atletismo. A pista é conhecida por ser uma pista rápida, o que ajuda a ter alguns dos tempos mais rápidos da história, facto a que também não será alheio a participação todos os anos de grande parte da elite mundial. Mas acima de tudo, o Pre Classic é conhecido pelo grande ambiente que tem, com os espectadores a vibrarem bastante em todas as provas, em especial com as de pista.
Este ano o Meeting regressa e divide-se em dois dias de evento. O grande “bolo” continua a ser disputado no Sábado como habitual – pelas 21 horas, hora portuguesa – mas na sexta-feira contaremos já com quatro provas de luxo, sendo que até apenas uma delas contará para a classificação da Diamond League.
Mais uma vez, como tem sido hábito nas nossas antevisões, iremos destacar 5 provas no masculino e 5 provas no feminino. Momentos a não perder em Eugene. Mas esta semana confessamos que custou muito mais do que o normal, é que este meeting parece um Mini-Mundial!
Agora que a azia já passou, que os ânimos acalmaram, os festejos do clube campeão já passaram, a Liga dos Campeões – e o segundo lugar – foi garantida, podemos falar novamente sobre a época passada. E vamos fazê-lo de uma forma definitiva. Fechar de vez este dossiê, estas más memórias e fingir que nada aconteceu. Mas primeiro, vamos apenas ver o que correu mal, quem foram os culpados desta época fracassada. Depois disso, fechou, prometo. Só voltarei a falar sobre o futuro, naquele local onde o Benfica pode, de facto, conquistar troféus, e não sobre a época anterior onde não conquistou nenhum.
Em primeiro lugar, o Benfica nunca deitaria este campeonato a perder se não tivesse um rival à altura. O FC Porto foi, sem dúvida, um merecedor – até acaba por ser O merecedor – a vencer a Primeira Liga esta temporada. Quer se queira, quer não, os azuis e brancos foram a melhor equipa no campeonato. Não significa que tenham sido extraordinários. Significa apenas que foram os melhores a jogar em Portugal e, por isso, venceram. Se não houvesse um adversário à altura do Benfica, o penta poderia ter sido alcançado e tudo o que foi desastroso esta época podia ter sido tapado e colocado à sombra de um campeonato ganho porque ninguém foi melhor, não por termos sido realmente bons.
Por outro lado, temos a própria direção do clube. É sabido, e mais do que discutido, que a direção encarnada falhou na altura de investir para esta temporada. Saíram peças fundamentais do onze inicial encarnado e pouco ou nada se fez para que a qualidade fosse reposta na equipa encarnada. A falta de soluções à altura da conquista de um pentacampeonato foi evidente desde o princípio da temporada até ao último jogo. Ao longo da época, houve sempre algo que faltou às águias – por vezes nem se sabia bem o quê, mas apenas que faltava de facto algo -, mas acontece que as probabilidades estão a favor da opinião de que o que faltava era qualidade, soluções, jogadores que conseguissem manter o mesmo nível de jogo independentemente de quem está em campo.
Legenda: Os adeptos estiveram sempre com a equipa ao longo da temporada, apesar da época menos boa Fonte: SL Benfica
Por fim, Rui Vitória terá de ser um dos responsáveis. Por um lado, podemos ser um pouco injustos ao dizer que a culpa do fracasso desportivo foi do treinador português, tendo em conta que é um bicampeão português pelo clube e que venceu grande parte das taças nacionais nos anos anteriores a esta época de escassez. No entanto, também é verdade que parece faltar algo ao timoneiro das águias. Lucidez tática, assertividade nas substituições, pujança quando joga contra equipas maiores e – algo que a cada semana que passa é cada vez mais criticado – a sua fraqueza discursiva nas conferências de imprensa e flash interviews.
Se por um lado Vitória conseguiu encontrar o 4-3-3 que fez o Benfica voltar a jogar, a coragem para trocar o sistema tático encarnado só se deu quando metade da época já tinha sido jogada; se por um lado Vitória pouco tinha (em termos de qualidade individual) para mexer na equipa, como é o caso de colocar Seferovic em campo por não ter mais nenhum avançado para meter a jogar, a troca insistente de um avançado ou extremo para colocar Samaris em jogo aos 60 minutos e quando se ganhava pela vantagem mínima, além de previsível, demonstra a atitude demasiado cautelosa e pouco ousada do treinador português; se por um lado Vitória costuma vencer os jogos contra os ‘pequenos’, de forma mais ou menos sofrível, contra os rivais diretos o Benfica com Rui Vitória parece ter sempre imensas dificuldades a fazê-lo, até mesmo no próprio reduto; se por um lado o discurso era uma lufada de ar fresco por contrastar com a agressividade e arrogância do antigo treinador, agora é um discurso irritante, monótono, previsível e fraco que precisa de mais força, veracidade e peso.
Desta forma, podemo-nos despedir de 2017/18, esquecer que existiu, mas lembrar o que aconteceu para que quiséssemos tanto esquecê-la, de modo a que em 2018/19 seja para recordar.
No próximo domingo, o Sporting marcará presença pelo segundo ano consecutivo, na final da Taça de Portugal no futebol feminino. Este jogo será uma reedição da final da temporada passada, frente a frente estarão o Sporting Clube de Portugal e o Sporting Clube de Braga.
Mais um troféu que as leoas, lideradas pelo professor Nuno Cristóvão, podem conquistar, fazendo o pleno nestas duas épocas, vencendo tudo o que havia para vencer. O Sporting poderá assim, juntar a Supertaça, o bicampeonato e a Taça de Portugal na presente temporada.
No confronto direto entre Sporting CP e SC Braga, as leoas somam quatro vitórias e dois empates, por isso tem tido ascendente sobre as bracarenses. Mas a equipa de Nuno Cristóvão tem um registo impressionante: 63 jogos, 58 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, em todas as competições, incluindo Liga dos Campeões.
O Sporting tentará repetir a façanha da temporada passada Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino
No Estádio do Jamor irá decorrer mais uma festa do futebol, com a possibilidade de mais uma vez ser batido o recorde de espectadores numa partida do futebol feminino em Portugal. Há por isso, a esperança que seja mais uma enchente para assistir a esta final.
O treinador leonino tem praticamente todo o plantel à sua disposição e por isso, deverá apostar num “onze” próximo daquele que defrontou o Estoril-Praia, na segunda-mão da meia-final da Taça de Portugal.
O Sporting irá ter pela frente a equipa com a qual tem disputado os títulos, e por isso estarão em campo as duas melhores equipas do futebol feminino português. No entanto, as leoas são favoritas à vitória, num jogo com elevado grau de dificuldade, com atitude e compromisso poderão conquistar o quinto troféu para o palmarés do Sporting Clube de Portugal.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino
Se os jogadores são peças importantes numa equipa, e fundamentais até para os seus resultados, também os treinadores têm um papel decisivo. São muitas vezes acusados no insucesso, idolatrados aquando das conquistas e dão a cara por um plantel que vai à luta pelos objectivos. Na história recente do FC Porto, há dois nomes que dificilmente serão esquecidos, dois nomes ligados a conquistas internas importantes e à história do clube na Europa: José Mourinho e André Vilas Boas.
Embora o tempo que tenham passado no Dragão seja distinto, é fácil percebermos a influência de ambos:
José Mourinho
55 anos;
Épocas ao serviço do FC Porto: 3 (na primeira apenas entrou a meio, em Janeiro de 2002);
Jogos realizados: 127;
Vitórias: 91;
Títulos: Liga dos Campeões, Taça UEFA, Taça de Portugal, Supertaça Cândido Oliveira e 2 Ligas Portuguesas.
André Villas-Boas
40 anos;
Épocas ao serviço do FC Porto: 1;
Jogos realizados: 58;
Vitórias: 49;
Títulos: Liga Europa, Taça de Portugal, Supertaça Cândido Oliveira e Liga Portuguesa.
Chamado ao FC Porto para substituir Octávio Machado no comando técnico da equipa, a meio da época 2001/2002, José Mourinho rumou de Leiria até à Invicta. Desse mês de Janeiro até final da temporada não conseguiu ir além do terceiro lugar, mas somou 11 vitórias, dois empates e duas derrotas. Ainda assim, o melhor estava reservado para os anos seguintes. José Mourinho afirmou com total certeza que o FC Porto iria ser campeão, em 2002/2003 e não falhou. Aliás, a equipa foi catapultada para um dos melhores e mais vitoriosos períodos da sua história.
Sob as ordens daquele que viria a ser considerado como o melhor treinador do mundo, os azuis e brancos disputaram 34 jogos no campeonato, somando 27 vitórias e registando cinco empates e duas derrotas. No final, conquistaram o título e, a nível interno, fizeram a dobradinha, erguendo também o troféu da Taça de Portugal. A temporada foi, ainda assim, coroada com o regresso aos títulos europeus. O FC Porto voltou ao topo da Europa pelas mãos de José Mourinho ao vencer a edição 2002/2003 da Taça UEFA. Em Sevilha, frente ao Celtic FC, os dragões venceram por 3-2 e puseram fim a uma época de sonho.
Ainda assim, José Mourinho não deixou o clube e propôs-se a novos desafios. No ano seguinte começou por vencer a Supertaça Cândido de Oliveira e lançou a equipa para o bicampeonato, com 25 vitórias, sete empates e duas derrotas em 34 jogos. Um dos períodos mais icónicos para o clube havia de terminar logo depois, com uma nova conquista europeia. Contra as expectativas, o FC Porto encarou a Liga dos Campeões como um objectivo e ganhou. Na mítica final de Gelsenkirchen, venceu o AS Mónaco por 3-0, com golos de Carlos Alberto, Deco e Alenichev. José Mourinho deixou então o clube e rumou ao Chelsea, onde continuou a fazer história.
Sob o comando de Mourinho, o FC Porto teve duas épocas de sonho e sucesso na Europa Fonte: FC Porto
Já André Villas-Boas teve uma passagem mais curta pelo Dragão. Chegou à Invicta em 2010/2011 para ocupar aquela que dizia ser “a sua cadeira de sonho”. Nunca escondeu a ligação que tinha com o clube, facto que colocou os adeptos do seu lado e confiantes nos bons resultados. E é certo que Villas-Boas não desiludiu. Pelo menos não até ao final do ano. Sob o seu comando, o FC Porto teve uma época de um incrível sucesso interno: zero derrotas em 30 partidas disputadas e apenas três empates, com 73 golos marcados e apenas 16 sofridos, levaram a equipa a levantar o troféu de campeão nacional.
Mas, para além do título, a temporada de Villas Boas ficou marcada por duas vitórias especiais para a equipa e adeptos. Primeiro, os 5-0 do FC Porto ao principal rival, o SL Benfica, no Dragão. Numa noite mágica e inesquecível para quem assistiu, os dragões golearam os encarnados e confirmaram a qualidade que vinham a demonstrar. A cereja no topo do bolo chegou em inícios de Abril. A cinco jornadas do final, os azuis e brancos tinham a possibilidade de se sagrarem, matematicamente, campeões nacionais, precisamente na jornada em que se deslocavam à Luz. Ao leme da equipa, André Villas Boas liderou o plantel para mais uma vitória, por 1-2, e para um dos festejos mais icónicos de sempre. O campeão, na Luz, foi saudado com o sistema de rega e sem energia, mas a festa já não podia ser parada.
A Supertaça ganha no arranque e a Taça de Portugal no fim, valeram a Villas Boas o pleno nas competições internas, mas ainda havia mais um título a juntar. O FC Porto voltava, menos de dez anos depois, aos grandes palcos europeus e, numa final 100% portuguesa frente ao SC Braga, conquistou a Liga Europa, com um golo solitário do mágico Falcão.
Ao contrário de Mourinho, André Villas-Boas não continuou no clube após a época de sonho a que o conduziu, seguindo precisamente os passos do já apelidado “Special One” e rumando a Inglaterra, também para o Chelsea. E para muitos adeptos ficou a mágoa de o ver partir tão cedo, sobretudo depois de ter afirmado ter chegado ao lugar que sempre sonhou.
À 40 anos atrás, em 1978 o Irão estreava-se pela primeira vez numa fase final de um campeonato do mundo de futebol. Este ano na Rússia será a quinta presença dos Iranianos na prova da Fifa. Comandado por um velho conhecido do futebol português, o Irão tem competências mais do que suficientes para fazer um percurso interessante neste mundial.
Passaram-se 20 anos desde a última presença de Marrocos num Mundial, equipa que chega à Rússia embalada pela vitória na CHAN. Fatores que aumentam a expetativa em torno da seleção que Lopetegui considera ser a melhor do continente africano na atualidade, mas que terá pela frente um dos grupos mais complicados da competição.
Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.
Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.
Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.
Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.
Rui Patrício: Segurança.
O guarda-redes leonino já é o titular há vários anos e, no Euro 2016, revelou-se verdadeiramente decisivo na conquista lusa. A final, frente à França, foi a maior demonstração do papel que o guardião pode ter: com sete defesas e três saídas aéreas, Rui Patrício manteve a baliza portuguesa inviolável.
É certo que, para não sofrer golos, será sempre preciso mais do que um grande guarda-redes. Mas a verdade é que, com Patrício em campo, a baliza pode ficar a salvo mesmo quando a organização defensiva falhar. E essa certeza transmite uma confiança que contagia toda a defesa da equipa das quinas.