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Eu odeio-te, Kevin Durant

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No verão de 2016, Kevin Durant mudou a NBA. O então jogador dos Oklahoma City Thunder abandonou a sua equipa para se juntar aos Warriors que tinham acabado de perder o campeonato conquistado no ano anterior. Os Thunder tinham ficado a uma vitória das finais, mas para Durant tinha chegado o limite. A mudança do extremo irritou meio mundo, mas ao contrário do que o título parece indicar, eu aprendi a viver com isso.

Durante uns tempos admito que senti o mesmo que tantos outros:os Warriors já estavam carregados de talento e all-stars, jogadores capazes, por si mesmos, de ganhar jogos. Para quê juntar ali Durant? A resposta mais fácil é porque Durant queria um anel. A mais correta dirá que KD estava farto de ser o “menino bonzinho” que não ganhava nada e os Warriors precisavam do vilão que criasse medo em todos os adversários. Feito e feito! Durant já tem um título enquanto é odiado e os Warriors garantiram o homem que os tornará eternos, mesmo que se continue a menosprezar os títulos que ganham (e ganharão).

Ao longo do tempo, a minha opinião foi mudando. KD precisava dos Warriors tanto quanto os Warrios precisavam de KD. Sim, eles são imbatíveis e a competitividade da liga neste momento equivale a zero. Mas o basquetebol que eles jogam é um hino. É aquilo que devemos ver, praticar e ensinar aos mais novos. É o equilíbrio exato entre o coletivo e o individual. Golden State consegue, na mesma jogada, juntar a beleza da movimentação da bola à espontaneidade de um talento em estado puro.

Curry e Durant celebram mais uma jogada com o “selo Warriors”
Fonte: Golden State Warriors

E tudo isso não seria possível sem Durant. Ou pelo menos, ao nível que chegamos. Com bola, KD é basicamente impossível de defender. Se está um pequeno a defender, ele lança por cima. Se está um grande a defender, ele ultrapassa-o no drible (e, por vezes, lança por cima na mesma). Se nos afastamos, ele lança. Se nos aproximamos, ele penetra. Se fazemos 2×1, haverá Curry, Thompson, Draymond ou quem quer que seja sozinho para mais dois ou três pontos fáceis. Com Durant, a ideia é escolher o veneno que ele nos apresenta e esperar que este não seja mortal. Nos playoffs, é fazer isso durante quase quarenta minutos por jogo e esperar que ainda dê para ganhar quatro jogos.

O caso de Durant é até algo estranho, porque raramente o colocamos na conversa dos melhores jogadores da liga. Há LeBron e depois, de repente, estamos a falar de Harden, Antetokounmpo ou Kawhi Leonard. E esquecemos, constantemente, que entre os mortais anda aquele que maior mete nos incute: Kevin Durant. Temos um dos melhores de sempre entre nós e esquecemo-nos. Até que ele, repetidas vezes nos derrota.

É isto que acontece com KD e, por extensão, com os Warriors. Durante um ano, reparamos em toda a luta que existe na liga e deixamos os Warrios para segundo plano. Depois, chegam os playoffs e temos aquele momento “ah, está certo…”, em que percebemos que tudo o que aconteceu durante a temporada não mudará o resultado final, que é Oakland a festejar. Eu na verdade não te odeio, Kevin Durant. Porque olho para os Warriors em jogo e fico deliciado. Quase como se o meu ódio derretesse e só sobrassem coisas boas. A única coisa que eu queria, lá no fundo, era não saber antecipadamente quem vai levantar o troféu. Mas foi isso mesmo que tu fizeste. Parabéns…

Foto de Capa: Golden State Warriors

Nada faz sentido!

Domingo passado fui à Final da Taça de Portugal e a única conclusão que tiro de lá é que nunca vi o clube tão dividido como está actualmente. Tudo o que vi, ouvi e senti naquele jogo (antes, durante e depois) foi irreal.

Fiz questão de andar a deambular pela zona do Estádio Nacional entre as diferentes “festas da Taça” e de falar com diferentes adeptos, com diferentes opiniões e o que senti é que cada cabeça tem a sua sentença. E o que se torna assustador é a incapacidade de ver consensos.

Desde “lutas verbais” entre adeptos, à incapacidade emocional dos jogadores e consequente falta de vontade (?) à inoperância dos dirigentes do Sporting em conseguir unir a família verde-e-branca. Sabem aquelas famílias disfuncionais? Onde todos os membros têm um problema: “o pai bebe, a mãe leva pancada, os filhos são drogados”? É o Sporting neste momento!!!  “A sogra não gosta do genro, que por sua vez não fala com o cunhado e quando o fazem só sabem falar a ofenderem-se todos”.

É tempo de acalmar as hostes e reorganizar o clube, a todos os níveis. O mais importante agora é criar bases e plataformas de entendimento, tentado preparar o futuro, com entendimento e calma
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Triste o estado a que chegámos. Todos temos culpa. Porque não soubemos perceber que apesar de querermos ganhar, nem todos os fins justificam os meios. Mesmo que não haja qualquer corrupção, alinhámos em discursos incendiários… deixámos a emoção tomar conta da razão.

Neste momento, o melhor mesmo a fazer, é deixar o tempo passar e tentar esquecer este pesadelo. É deixar a justiça actuar e perceber até que ponto o Sporting Clube de Portugal tem responsabilidade. É não acreditar em tudo o que sai da Comunicação Social, mas não agredir ninguém (seja verbal ou fisicamente).

O Sporting Clube de Portugal neste momento só tem duas responsabilidades:

  1. Responsabilidade perante os seus sócios, simpatizantes e apoiantes. De comunicação, respeito e direito a dar-lhes respostas concretas (assim as tenham);
  2. De que os valores “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória” sejam novamente os mais altos pilares do Clube.

E nós, adeptos, só temos uma:

Continuar a apoiar incondiconalmente o Sporting Clube de Portugal, o nosso “grande amor”!

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

A ausência de jogadores do FC Porto na seleção

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Longe vão os tempos em que o FC Porto contribuía de forma tão evidente e decisiva com jogadores para a seleção nacional de futebol. Olhando para trás, vemos que uma das páginas mais bonitas da história da nossa seleção, o Euro 2004, coincidiu com a geração de ouro de jogadores do FC Porto, que naquele ano ganhou quase tudo o que havia para ganhar. A influência desses dragões era tão grande que dos onze titulares, seis eram do FC Porto. O setor defensivo e do meio-campo tinha coração azul e branco com Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Costinha, Deco e Maniche a serem pilares fundamentais no onze de Scolari.

Em tempos, o FC Porto contribuiu para a nossa seleção com nomes como Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Costinha, Deco e Maniche. Hoje em dia, José Sá, Ricardo Pereira, André André, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira e Gonçalo Paciência são os contributos possíveis que os dragões têm para oferecer. Dito isto, resta saber: Terão estes jogadores falta de qualidade ou falta de oportunidade para representar a seleção portuguesa no Mundial?

Sempre fui patriota e defensor de tudo o que rodeia principalmente a nossa seleção. Se Fernando Santos escolheu os seus 23, então foi o que ele decidiu ser melhor e como tal só tenho de apoiar quem nos vai representar. As críticas fazem parte! Muitos gostavam de ver os seus jogadores favoritos e os jogadores do seu clube de coração a representar a nossa seleção no Mundial. No entanto, a escolha felizmente é muita e nunca se pode agradar a todos.

No FC Porto estão oito portugueses atualmente no plantel principal. A juntar aos seis acima referidos, acrescem Hernâni e Diogo Dalot. O primeiro nem valeu a pena a menção já que disputou poucos minutos nesta época e parte muito atrás da respetiva concorrência. Por sua vez, Dalot tem tudo para no futuro chegar à seleção. É um jogador com um enorme potencial e que a seu tempo chegará a vestir a seleção das quinas. Dalot não é uma opção imediata para Fernando Santos e a juntar a isso, também sofreu uma lesão no final da temporada.

Sérgio Oliveira viveu a melhor época da sua carreira de dragão ao peito. Foi uma época de afirmação do médio que, acompanhado por um super Herrera, foi uma das surpresas da época. No entanto, resta saber: Será que o melhor Sérgio Oliveira é melhor do que as alternativas escolhidas por Fernando Santos?

A ausência de Sérgio Oliveira da convocatória dividiu as opiniões dos portistas
Fonte: FC Porto

Ricardo Pereira é ou era o único jogador dos dragões a ser chamado. O agora jogador do Leicester FC fez uma grande época no regresso ao Dragão e a sua chamada para o Mundial foi merecida e recompensadora do seu excelente trabalho. Fica um sabor amargo na boca do adeptos portistas, o facto de Ricardo ter sido o único jogador dos azuis e brancos a ser chamado e agora com a transferência deixa de ser jogador do FC Porto. No entanto, Ricardo só chegou à seleção pela sua afirmação com a camisola dos dragões e certamente, todos os adeptos portistas irão desejar o melhor para Ricardo, tanto na prova como na sua nova etapa em Inglaterra.

O caso de Danilo Pereira é totalmente diferente. Em condições normais, o médio defensivo dos dragões estaria nos 23 escolhidos, tal como aconteceu no Euro 2016. No entanto, a lesão grave sofrida na segunda volta do campeonato retirou a hipótese do jogador ser uma opção válida para Fernando Santos.

Os últimos três jogadores portugueses a vestir de azul e branco são José Sá, André André e Gonçalo Paciência que, para mim, a par de Hernâni, estão atrás dos seus concorrentes escolhidos por Fernando Santos. José Sá ainda sonhou com a convocatória durante a fase da época em que agarrou a titularidade da baliza dos dragões, mas o guarda-redes sentiu em alguns momentos o peso da camisola e falhou em momentos-chave. A escolha de Beto acaba por ser estratégica face ao seu peso e influência no balneário. Já André André deixou há muito de ser uma aposta tanto para o FC Porto como para a seleção. Algumas lesões e quebras de rendimentos colocam o ex-jogador do Vitória SC longe do que já nos habituou. Por último Gonçalo Paciência que, apesar de ser esforçado, foi vítima do seu próprio insucesso. O seu regresso para o FC Porto no mercado de inverno tinha tudo para ser o ponto de viragem na sua carreira depois de uma primeira metade do campeonato muito positiva ao serviço do Vitória FC. Mas como é que Gonçalo respondeu a esta aposta? Pois é, sem golos. Um avançado tem de marcar golos e Gonçalo Paciência pecou bastante no capítulo da finalização, para além de ter apenas alinhado um jogo a titular no campeonato.

Por tudo isto, acho justificável e compreensível a falta de jogadores do FC Porto na seleção nacional. Com um Danilo recuperado e um Dalot com tudo para singrar tanto no clube como na seleção, o futuro dos jogadores do FC Porto na seleção poderá vir a ser risonho.

Foto de Capa: Seleção de Portugal

Artigo revisto por: Jorge Neves

O primeiro esboço de uma época

A época encarnada foi terrível e é hora de apontar baterias à próxima. Na preparação, o Benfica necessita de operar mudanças estruturais, a começar pelo plantel.

Uma das principais causas do insucesso encarnado na época passada foi a indefinição na baliza. Começou logo na pré-época, quando André Moreira, a primeira escolha para substituir Éderson, foi captado com a camisola do Benfica e, dias depois, era apresentado pelo Braga. Face a este imprevisto digno de um clube amador, a solução caiu em Bruno Varela, que havia realizado uma boa época no Setúbal mas não tem, agora e dificilmente no futuro, qualidade para jogar no Benfica.

A incerteza na baliza resultou em pontos perdidos, no campeonato, em jogos com o Boavista ou Tondela, e na Liga dos Campeões, contra o Manchester United, num momento em que Svilar foi inexplicavelmente titular de forma momentânea. Na próxima época, o problema terá de ser resolvido de forma afirmativa – e para já, o prenúncio não é bom, porque Vlachodimos, o reforço recém apresentado, não aparenta estar, ainda, no auge da carreira. O Benfica tem de contratar um guarda-redes de topo, que tenha qualidade e transmita confiança. Petr Cech, que já anunciou a saída do Arsenal, seria uma hipótese a ponderar. Pode não ter os atributos de outrora mas numa liga portuguesa seria, com toda a certeza, uma mais-valia.

Na defesa, é urgente, em primeiro lugar, contratar um central. Luisão já não possui o mínimo exigível, Rúben Dias, depois de um arranque auspicioso, revela alguma imaturidade, e Jardel é o único, de momento, com valor inequívoco para vestir a camisola encarnada. O futuro central contratado, ao contrário do guarda-redes, não tem de ser necessariamente alguém que carregue muito estatuto.

A posição em questão admite um período de adaptação e, no campeonato português, há espaço para errar. Por isso, o perfil que a estrutura do Benfica preconiza – jovem de qualidade que possa mais tarde render financeiramente – pode ser indicado para o lugar, caso, naturalmente, o jogador tenha qualidade. Se Conti for bom, o problema está resolvido.

Na lateral direita, André Almeida, que realizou a melhor época de sempre, pode ser suficiente e não é urgente alguém para aí. No entanto, o futebol moderno encontra muitas dificuldades na procura de espaços, pelo que um lateral ofensivo, que venha de trás e possa, através do cruzamento ou, melhor ainda, do espaço interior, causar desequilíbrios, seria o ideal. Já está confirmada a chegada de Ebuehi, que para já é uma incógnita. Na esquerda, tudo depende da permanência de Grimaldo. Se ficar, e com o regresso de Yuri Ribeiro – que será, daqui a uns anos, o titular – a questão está fechada. Caso o espanhol rume a outras paragens, o lugar tem de ser ocupado por alguém de créditos firmados. Fala-se de Áaron, que seria excelente.

Se voltar ao nível que já apresentou, Pizzi é um dos melhores jogadores do campeonato
Fonte: SL Benfica

No meio-campo, Fejsa, Krovinovic, Zivkovic e Pizzi são garante de qualidade. Se nenhum sair, e partindo do pressuposto que Pizzi volta ao nível que já apresentou de águia ao peito, será apenas preciso contratar alguém próximo do valor dos titulares, para aumentar a competitividade no plantel. André Horta seria uma opção interessante e a sua venda, ainda por cima por 7 milhões, foi um erro.

O regresso de Pelé, a subida de Gedson, Pepê e João Félix ao plantel são hipóteses a considerar e contratar Lucas Evangelista, do Estoril, é algo a considerar. Nas alas, Rafa e Cervi são excelentes e farão, se tudo correr dentro da normalidade, a melhor temporada ao serviço do Benfica. O período de adaptação ao clube acabou e estão prontos para explodir. Se Carrillo regressar e Salvio não sair – mesmo considerando a saída do argentino, há João Félix, que pode jogar numa ala, e Diogo Gonçalves -, não há razão para mexidas. Já se falou de Nakajima e é um excelente jogador mas valores perto dos 10 milhões de euros são demasiado elevados para alguém que tem uma época no Portimonense.

No ataque, tudo está dependente da saída de Jiménez e Seferovic. Antes de mais, referir que ambos têm qualidade para estar no Benfica. Jiménez oferece características únicas que possivelmente com outro treinador seriam melhor aproveitadas. É uma espécie de Marega, mas melhor, do Benfica e só alguém inepto no treino é que ainda não conseguiu potenciar as características do mexicano. Além do elevado perfil físico, é exímio na finalização.

O caso de Seferovic é mais delicado mas o suiço já provou que tem qualidade. É forte a finalizar, tabela bem e movimenta-se com inteligência. Na época finda, depois de um início positivo, a lesão e mudança de sistema tático, que passou a incluir apenas um avançado, prejudicou-o mas as virtudes não desapareceram.

Caso a saída de Jimenez e Seferovic se confirme, o Benfica precisa de contratar alguém para os seus lugares. Não há ninguém na ”casa” com nível suficiente para os substituir e os encarnados, apesar de contarem com o melhor jogador do campeonato, necessitarão de recorrer ao mercado. Na posição de avançado, já se sabe, é obrigatório gastar uns bons milhões mas a seca de títulos tem de terminar na próxima época.

Foto de Capa: SL Benfica

Revista do Mundial 2018 – Espanha

Em primeiro lugar, junta-se num recipiente um pouco de perfeição no passe, de genialidade técnica e tática e de visão periférica. De seguida, separa-se o cérebro do físico e mexe-se bem todos os ingredientes. Leva-se o preparado ao forno durante 90 minutos e espera-se pelo resultado final. Tiki-taka: um prato típico espanhol, cuja receita é simples e eficaz, e que certamente fará furor no Mundial da Rússia.

O fim-de-semana verde e branco

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  • Mais uma semana, mais um resumo. O destaque maior vai para o Tricampeonato Nacional de Ténis de Mesa, a nona conquista nacional consecutiva da Modalidade. Logo depois aparece o Hóquei em Patins que reassumiu a liderança isolada do Campeonato Nacional e ainda, por exemplo, o Futebol feminino que terminou o Campeonato com uma goleada, fechando a prova sem qualquer derrota. No pólo negativo surge o Futebol masculino pela derrota na final da Taça de Portugal, uma consequência lógica, possível e esperada depois dos acontecimentos da semana. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | Resultados distintos nas duas últimas jornadas do Campeonato Nacional: vitória frente à AA Avanca por 29-31 e derrota frente ao FC Porto por 26-31. Os Leões terminaram assim um brilhante campeonato onde registaram 32 vitórias, um empate e apenas três derrotas, o que os conduziu ao Bicampeonato Nacional! Segue-se a final-four da Taça de Portugal, disputada em Peso da Régua, com a formação orientada por Hugo Canela a defrontar o FC Porto nas meias-finais, pelas 17h30 de Sábado, 26 de Maio. A final disputa-se no dia seguinte, opondo o vencedor do clássico ao do outro jogo da meia-final, entre o SL Benfica e o FC Gaia.

Basquetebol em Cadeira de Rodas | Os Leões foram eliminados nas meias-finais dos play-off do Campeonato Nacional após desaires nos jogos dois e três da eliminatória diante da APD Braga por 45-29 e 66-45, respectivamente.

Futebol feminino | As Leoas de Nuno Cristóvão terminaram o Campeonato Nacional com um triunfo por 6-0 na recepção ao GD A-dos-Francos. Ana Capeta, Solange Carvalhas (2), Patrícia Gouveia (2) e Bárbara Marques foram as autoras dos golos. Segue-se a final da Taça de Portugal, diante do SC Braga, no Estádio do Jamor. O encontro que finaliza a temporada está marcado para as 17h15 de Domingo, 27 de Maio.

Futebol Feminino volta a fazer Campeonato Invicto
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Futebol Feminino

Futebol masculino | Derrota por 2-1 diante do CD Aves na final da Taça de Portugal, após uma semana bastante conturbada. Termina assim a temporada da equipa sénior masculina apenas com a conquista da Taça da Liga.

Futsal feminino | As Leoas venceram o Santa Luzia FC por 5-9 na 12.ª jornada da Segunda Fase do Campeonato Nacional. Na próxima jornada, a formação orientada por Carlos Reis desloca-se ao reduto do CR Golpilheira, estando a partida marcada para as dezasseis horas de 26 de Maio, Sábado.

A Maior Vila do Futebol Português

Era uma vez… Podia perfeitamente começar assim a história da época deste Desportivo das Aves, qual conto de fadas. Embora sem podermos fechar com o “e viveram felizes para sempre”, porque muito faltará por certo escrever daqui para a frente, podemos ter a certeza de que o mais bonito capítulo teve um final feliz!

E agora sim, era uma vez! Era uma vez uma vila que festejou de forma efusiva a subida da sua equipa à primeira liga, longe de imaginar tudo o que estaria para acontecer, todos os contornos que estavam por delinear. Naquela noite, véspera de feriado, de 30 de Abril para 1 de Maio, milhares de adeptos aguardaram até de madrugada a chegada da equipa vinda da Madeira, a chegada dos heróis que, sob o comando de José Mota, haviam devolvido o clube aos grandes jogos. Três meses passaram e estava prestes a começar a aventura de volta à primeira divisão.

Com uma revolução no plantel e no banco, o Aves começou a época tal como a viria a terminar, frente ao Sporting. Não foi uma equipa constante, nem tão pouco brilhante no seu futebol e resultados. No banco, foram três os treinadores que se sentaram. Primeiro Ricardo Soares, depois Lito Vidigal e, por fim, o regresso de José Mota. O regresso de um dos nomes ligados à subida, que se voltaria a juntar apenas a Quim e Alexandre Guedes, os dois resistentes da tal revolução do plantel. Apesar de estarmos ainda em Janeiro, a urgência dos resultados estava presente e o fantasma da descida não abandonava a Vila das Aves. Aquela distância, e embora todos ainda acreditassem, parecia que o clube estava destinado a nunca conseguir assegurar a permanência.

Mas assegurou! Venceu em casa os jogos decisivos da reta final do campeonato, frente aos adversários diretos do Estoril e Santa Maria da Feira e foi ao vizinho Moreirense escrever uma das mais importantes páginas da história. A uma jornada do fim, o Desportivo das Aves garantia a manutenção, numa altura em que outra festa tinha já data marcada: a final do Jamor. Por entre altos e baixos, foram-se somando vitórias no percurso da Taça de Portugal e, numa meia final jogada na Mata das Caldas, estava conquistada a tão desejada (e talvez inimaginável para muitos!), presença no Estádio Nacional.

E dia 20 de Maio era o dia da festa. Seria sempre, fosse qual fosse o resultado, corresse como corresse o jogo. Numa outra mata, de nome imponente para os amantes da modalidade, os avenses queriam celebrar o futebol no seu estado mais puro, viver o espírito de convívio e partilha, viver a emoção do Jamor, aquela de que tanto ouviam falar mas nunca tinham tido a oportunidade de presenciar. Eram 3h da manhã desse 20 de Maio e já havia movimento nas ruas da vila, com os adeptos a começarem a chegar às imediações do estádio, de onde partiriam cerca de cem autocarros rumo ao sul.

Logo ali, e ainda antes dos autocarros arrancarem, já se vivia num mundo à parte. Um mundo marcado pela loucura e entusiasmo, pela expetativa e ansiedade. Cinco horas de viagem separam Vila das Aves de Oeiras e nem as poucas horas de sono juntas com o cansaço dessa viagem fizeram os ânimos acalmar. Quando, por volta das 11h, os primeiros avenses começaram a chegar, foi possível perceber que aquela era uma festa sem idade: dos mais novos e entusiasmados, muito atletas da formação do clube, até aos mais velhos e já com dificuldades de locomoção, todos quiseram marcar presença.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Sempre com o intuito de aproveitar o momento ao máximo, à abertura das portas já a fila ia longa, tal era a ansiedade de entrar para o palco dos sonhos. Num estádio com capacidade para mais de 37 000 pessoas, a grande maioria vestida de verde e branco mas, lá no topo sul, parte da bancada vestida de vermelho e branco. E se para quem via de fora podia parecer pouco, para quem lá estava era tudo! Era uma vila em peso, pequena, é certo, mas que ficou conhecida nessa tarde por ser “a maior vila do futebol português”.

Vibrou-se ao primeiro golo de Guedes, sofreu-se quando o relógio parecia não andar, chorou-se aquando do segundo golo. Naquele momento, já não se acreditava que a Taça pudesse escapar. Naquele momento, começava a ser real. O golo do Sporting fez tremer e os minutos finais foram de desespero, de ansiedade, de nervos. Tudo o que se pedia era o apito final do árbitro e, quando ele finalmente chegou, o mundo parou por momentos. O Aves vencia, contra todas as expectativas, o “gigante” Sporting e fazia história. Naquele momento, nada fazia sentido mas tudo se conjugava na perfeição. Naquele momento, o país ficava a conhecer Vila das Aves e, mesmo que os interesses fossem outros, todos teriam de falar da pequena vila que acabava de ter também ela um gigante.

Muito se fala da possível não presença da equipa na próxima edição da Liga Europa, um direito que conquistou no campo mas do qual pode não conseguir usufruir, mas a verdade é que a história já foi feita. Os capítulos que estão para vir apenas vão revelar o seu desenrolar, mostrar outras e diferentes facetas do clube, mas neste o capítulo de 2017/2018 o Desportivo das Aves foi o verdadeiro vencedor.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os pilares do FC Porto a manter na próxima época

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Com o final da época e com o principal objetivo cumprido (a conquista do campeonato nacional), é agora hora de preservar os principais elementos do plantel que se tornaram jogadores-chave no onze de Sérgio Conceição na presente época.

A primeira grande “baixa” foi Ricardo Pereira. Com a boa época realizada, o internacional português já não vai fazer parte dos planos de Sérgio Conceição na próxima época após os rumores que davam conta da sua saída para Inglaterra a serem confirmados com a transferência para o Leicester FC por 20 milhões de euros mais cinco por objetivos.

É importante assim manter os jogadores mais decisivos e importantes na conquista do campeonato.

Alex Telles

Fonte: Bola na Rede

O brasileiro que cumpre a segunda época de dragão ao peito, voltou a realizar uma temporada de alto nível, com 45 jogos e 17 assistências. A boa prestação do lateral esquerdo não é suficiente para uma chamada à seleção brasileira, mas não faltam pretendentes que queiram contar com o jogador na próxima época com os principais interessados a surgir de Inglaterra, com o Chelsea, Liverpool e o Wolverhampton treinado por Nuno Espírito Santoa encabeçarem a lista.

Héctor Herrera

Fonte: FC Porto

O mexicano que vinha sendo muito criticado pelos adeptos portistas afirmou-se totalmente no onze portista e ganhou a braçadeira de capitão no dragão. Com os níveis de confiança em alta, Herrera realizou uma temporada de alto nível no FC Porto sendo o pilar do meio campo portista durante praticamente toda a época. Em ano de Mundial e com a presença praticamente certa do mexicano no convocatória e no onze de Miguel Herrera, abre uma montra de interessados para o capitão portista, caso mantenha as boas exibições a que nos tem habituado.

Yacine Brahimi

Fonte: FC Porto

O argelino que cumpre a quarta época consecutiva no dragão mudou o seu estilo de jogo com Sérgio Conceição e tornou-se um jogador que contribui mais para o jogo da equipa. Os seus níveis de confiança, assim como o desequilíbrio criado que fornece à equipa em vários momentos do jogo, tornou Brahimi fundamental na conquista do título. Com a Argélia fora do mundial, a Liga dos Campeões foi palco para suscitar interesse sobretudo dos clubes ingleses no internacional argelino que tem contrato com o FC Porto até 2019.

Moussa Marega

Fonte: FC Porto

A maior surpresa no dragão esta época que, da condição de emprestado e descartável, passou a principal figura do plantel portista. Com 41 jogos e 23 golos apontados, Moussa Marega foi o melhor marcador dos dragões neste campeonato. A sua força, assim como explosão na frente de ataque valeram aos azuis e brancos golos decisivos na campanha para a conquista do campeonato nacional. O mercado em Inglaterra afigura-se também como um potencial destino para o maliano com o FC Porto a pretender segurar o jogador para a próxima temporada.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

E agora, Vitória FC?

Este campeonato que agora terminou ficou marcado por uma luta acesa pela manutenção na Primeira Liga até ao fim. O Vitória Futebol Clube foi um dos cinco clubes que ainda não tinha a manutenção garantida à entrada para a última jornada, manutenção essa que acabaria por conseguir graças a uma vitória por 1-0 sobre o CD Tondela.

Esta vitória sobre uma das revelações deste último campeonato foi o ponto final de uma época que foi bastante turbulenta para o emblema sadino. Para o Vitória FC, esta época ficou marcada por uma enorme instabilidade a nível interno, sendo que a crise directiva levaria à demissão de Fernando Oliveira da presidência do clube, sendo este substituído por Vítor Hugo Valente.

E apesar da época dos sadinos ter tido um final feliz, a verdade é que eu não prevejo um futuro muito risonho para um dos mais históricos emblemas do futebol nacional. E são alguns os motivos que me levam a pensar desta forma.

Primeiro, porque o número de empréstimos a clubes do mesmo escalão foi limitado após uma proposta feita no G15. A partir da nova temporada, cada clube só pode emprestar no máximo seis jogadores a clubes do mesmo escalão, sendo que nenhum clube poderá receber dois jogadores emprestados do mesmo clube.

Ora, um dos motivos pelos quais eu sou contra esta limitação dos empréstimos é porque esta fará com que as equipas ditas pequenas terão de apertar mais o cinto, sendo forçadas a gastar mais dinheiro para construírem uma equipa competitiva e capaz de alcançar os objectivos. E o Vitória de Setúbal será um dos clubes mais prejudicados com esta nova regra, visto que nos últimos anos tem recebido muitos jogadores emprestados pelos três grandes, sendo que as boas prestações de alguns deles permitiram o seu regresso à “casa-mãe”, como foram os casos de João Mário e de Gonçalo Paciência.

O outro motivo passa pela equipa técnica. Na conferência de imprensa após o jogo que fechou o campeonato, José Couceiro anunciou que estava de saída do comando técnico do Vitória de Setúbal, alegando que esta foi a época mais difícil da sua carreira e que não havia condições para continuar. As suas declarações deram claramente a entender que este se encontrava emocionalmente esgotado e que estava a precisar de tempo para ele, para podes descansar e pôr a cabeça em ordem.

José Couceiro deixou o futuro do Vitória FC em aberto
Fonte: Vitória FC

Ora, foi com José Couceiro que o Vitória FC obteve os melhores resultados desportivos da década, com principal destaque para o sétimo lugar obtido em 2013/2014. Mas mais do que os resultados desportivos, José Couceiro também se destacou pela potencialização de jovens jogadores que, estando emprestados ou a título definitivo, acabariam por dar o salto para clubes maiores como os casos de Ricardo Horta, João Mário, Bruno Varela, João Amaral, Gonçalo Paciência, João Teixeira, Pedro Pinto, André Pedrosa e André Pereira.

Apesar da imprensa ainda não ter falado em nomes para o seu lugar, na minha opinião, a sucessão do técnico lisboeta deveria passar por alguém que conhecesse bem a casa, como seria por exemplo, o caso de Bruno Ribeiro, que treinou o CD Cova da Piedade nesta temporada.

Outro problema que já não é de agora, e que as condições financeiras bastante precárias com que o clube viveu nos últimos anos fizeram com que as suas infraestruturas se desactualizassem e consequentemente, fizeram com que o clube esteja cada vez menos à altura da cidade.

O Vitória Futebol Clube é conhecido por possuir uma das massas adeptas mais fiéis e apaixonadas do futebol português. E o trabalho e o espírito de sacrifício também tem sido uma imagem de marca do clube nestas tempos difíceis que tem vivido. Como tal, espero que o futuro próximo seja mais um obstáculo que este clube consiga enfrentar e ultrapassar.

Foto de capa: Vitória FC

O melhor 11 do século do SC Braga


Ainda há dúvidas que se há na atualidade um quarto grande, esse é, sem sombra de dúvidas, o SC Braga?

Ano após ano, o clube tem demonstrado ser o único capaz de bater o pé aos denominados três grandes. Assim sendo, é mais que justo destacar alguns dos nomes que ao longo destas duas décadas marcaram o futebol português e acima de tudo fizeram do SC Braga o clube que é hoje.

De ressalvar que foi uma árdua tarefa encontrar “somente” 11 nomes. Nomes como Eduardo, Baiano, Paulo Vinícius, Rodrigues, Moisés, Elderson, Vandinho, Castanheira, Tiago, Luis Aguiar, Rafa, Mateus ou João Tomás poderiam figurar também neste onze, já para não falar de João Vieira Pinto ou Nuno Gomes que chegaram a Braga, infelizmente para os minhotos, já numa altura descendente das suas carreiras.

Aqui fica pois o onze do século!!!