O médio avançado Bruno Lamas, 24, é um dos grandes destaques da equipa do Leixões Sport Club. Contratado em janeiro de 2015, o jogador chegou em Portugal cheio de expectativas após passagens pela base do São Paulo, Santos e Cruzeiro. O jogador ainda foi campeão da Copa do Mundo sub-15 pela Seleção Brasileira.
Após quatro épocas na equipa de Matosinhos, o brasileiro se tornou o estrangeiro com mais partidas disputas e mais golos marcados com a camisola do Leixões S.C. Ao todo foram 148 jogos e 27 golos anotados. Deixando para trás alguns nomes importantes da história do clube, como o do lendário médio brasileiro Wagner que atuou na equipa na década de 60. O atleta é motivo de orgulho para os adeptos, pois ele tem o espírito leixonense e sabe da importância disso.
Afinal, torcer para o Leixões S.C. é um estilo de vida e seus adeptos sentem isso intensamente. O carinho do jogador pelo clube e pelos adeptos é evidente. Nessa entrevista exclusiva ao Bola na Rede o jogador revela como foi jogar ao lado dos craques Neymar e Ganso, como chegou ao Leixões S.C., conta sobre o seu futuro e manda um recado a todos os adeptos do Mar. Bruno Lamas vive o melhor momento de sua carreira e agora mais maduro, apesar de jovem, tem tudo para continuar evoluindo no futebol. Seu brilho é crescente e o seu futuro é promissor. Agora com vocês Bruno Lamas, o craque do Mar.
Bola na Rede:Você chegou ao Leixões Sport Club na época 2014/15 vindo do Cruzeiro. Como surgiu essa proposta de se transferir para o clube?
Bruno Lamas: A proposta surgiu através de uma pessoa que estava no clube na época. Ele entrou em contato comigo e fez uma proposta. Analisei, considerei boa e aceitei. Não foi tudo como combinamos, mas graças a Deus tudo acabou dando certo.
BnR.:O Leixões S.C. é um grande clube que possui adeptos fieis. Mesmo assim é pouco conhecido no Brasil. O que te fez aceitar a jogar pelo equipa de Matosinhos?
BL: O Leixões S.C. em Portugal é como time grande, os adeptos vão a todo lado, são apaixonados pelo clube e isso é muito bom. No Brasil não se sabe muito sobre o Campeonato Português, mas como tenho passaporte europeu pensei em me destacar já dentro da Europa. Esse foi um dos motivos para aceitar vim para o clube.
Sim, é possível. Numa época recheada de muitas e boas surpresas, em que o mais prevaleceu sobre o menos, cabe-nos também uma reflexão daquilo que não correu tão bem. A começar pelos jogadores. Não se trata propriamente de “flops”, nem tão pouco de desilusões, mas sim de expetativas criadas que não chegaram a ser alcançadas. A saber, falo de Osório, Hernâni, Paulinho, Waris e, claro, Óliver.
Na semana mais negra do Sporting, ou melhor, do futebol português, a juntar às suspeitas de corrupção no andebol e futebol, ocorreu ainda a invasão de cerca de 50 marginais (supostamente sportinguistas) à Academia de Alcochete, ato bárbaro que tanta tinta fez correr e que tanta revolta causou no seio sportinguista.
Depois desta fatídica tarde de 15 de maio de 2018, alguns dos verdadeiros sportinguistas reuniram-se na rotunda João Rocha, em Alvalade, para se fazerem ouvir e apoiar o plantel. Na tarja que os acompanhava foi possível ler-se “50 não são 3,5 milhões”, o que sensibilizou os nossos jogadores, nomeadamente o goleador Bas Dost, que reagiu com a seguinte comunicação: “Estou feliz pela reação dos verdadeiros adeptos do Sporting, aos quais quero agradecer pelo apoio fantástico. Isso significou muito para mim”.
Quando muito se especulou se os jogadores iriam ou não jogar a final no Estádio Nacional do Jamor, o plantel comunicou em formato abaixo assinado que vai jogar para conquistar a 17ª. Taça de Portugal para os leões.
Queremos voltar a festejar convosco! Fonte: Sporting Clube de Portugal
Portanto, hoje dirijo-me a vocês, jogadores que envergam esse histórico emblema ao peito, através dos seguintes pontos:
1 – Quero, em nome de todos os verdadeiros sportinguistas, pedir-vos desculpa por cerca de 50 pessoas completamente desequilibradas não terem honrado esta enorme instituição;
2 – Desejar que todos vós recuperem deste bárbaro ataque, e acreditem que nós ansiamos por isso, ansiamos por vos ver com a listada verde e branca, focados em honrá-la;
3 – Solicitar-vos que se juntem a nós, nesta união de aço, para todos alcançarmos mais um título, título esse para todos nós que estamos ligados ao clube;
4 – Correndo o risco de ser egoísta, gostaria(mos) de vos pedir para tentarem (sabendo que é difícil ou até impossível) apagar este triste acontecimento da vossa memória e fazerem-nos vibrar em mais jogos. Vocês são os nossos ídolos, aqueles que têm a difícil missão de nos fazer celebrar.
É importante salientar que o Sporting Clube de Portugal é feito de todos nós e nós somos feitos de Sporting, quer na vitória quer na derrota! #AoVossoLado
Passou metade da época a guardar os postes da baliza, tal era o deserto de oportunidades adversárias. Passou a outra metade a fazer com o rating de Ederson subisse. Varela é daqueles jogadores que, em miúdo, foi marcado como “aquele por quem a bola não deve passar”. E isso serviu, para que esta época não tenha sido tão má assim para ele.
Rui Patrício, Anthony Lopes, Beto, Cédric Soares, Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte, Bruno Alves, Rúben Dias, Raphael Guerreiro, Mário Rui, William Carvalho, João Moutinho, João Mário, Manuel Fernandes, Adrien Silva, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Gelson Martins, Ricardo Quaresma, Cristiano Ronaldo, André Silva. Estão anunciados os 23 jogadores que irão entrar no avião para a Rússia em junho.
Antes de olharmos para os que lá estão, olhemos para os que ficaram de foram e que participaram no Europeu de 2016 (estando ainda no ativo): Vieirinha, Eliseu, Danilo Pereira (lesionado), André Gomes, Renato Sanches, Nani e Éder. Alguns nem estavam na lista dos 35, porém não há propriamente uma grande surpresa na sua exclusão, uma vez que todos tiveram, à exceção de Danilo, épocas muito aquém das expectativas.
A estrear-se em competições internacionais de séniores estarão Ricardo Pereira, Rúben Dias, Mário Rui, Manuel Fernandes e Gonçalo Guedes. Relativamente a Rúben Dias, a surpresa não é grande: com uma defesa cada vez mais envelhecida, Fernando Santos considerou importante injetar alguma juventude e fê-lo com um jogador de inegável qualidade, embora com um temperamento que pode dar problemas; Mário Rui foi, provavelmente, uma decisão de última hora, face à ausência anunciada de Fábio Coentrão; Ricardo Pereira tem mostrado a sua qualidade nas últimas duas épocas, primeiro pelo OGC Nice e depois pelo FC Porto. Entra em detrimento de Nélson Semedo e João Cancelo, que não se mostraram regulares ao longo da época; Manuel Fernandes beneficia de um baixíssimo rendimento de André Gomes no FC Barcelona e do aparente cansaço mostrado por Pizzi. Apresenta-se como uma selecão polivalente, que tanto pode jogar na posição 8 como na posição 10.
Fonte: FPF
A presença menos esperada naquela que é, para todos os efeitos, uma convocatória sem grandes surpresas, é a de Gonçalo Guedes: emprestado pelo PSG ao Valencia CF, apontou cinco golos e registou onze assistências na Liga Espanhola. Apesar de uma grande evolução relativamente ao seu tempo em França e de umas excelentes exibições, mostrou uma baixa de rendimento nos últimos meses da época que pareceu comprometer o seu lugar na Seleção. Acaba por beneficiar de uma campanha muito apagada de Nani na SS Lazio, roubando assim o lugar ao extremo que apontou três golos no Europeu de 2016. Resta saber se Fernando Santos o vai colocar na ala ou no centro, onde prefer jogar.
A lista está anunciada. A partir do fim da época de clubes, estes jogadores representam Portugal, única e exclusivamente. Já se sabe que quando falharem voltarão imediatamente a ser de Alcochete, do Seixal ou de outra academia qualquer. Isso não muda e é sintoma de um problema maior. Mas, no mínimo, que sejam de Portugal quando tiverem sucesso. É importante não esquecer que o nosso último herói veio da Guiné-Bissau.
Em todos os discursos de consagração, seja de treinador, jogadores ou até mesmo do presidente, há sempre um denominador comum que consta entre os principais agradecimentos: o “mar azul”. A comunhão entre os adeptos e toda a estrutura atingiu, este ano, enormes proporções e não passou despercebida.
A chegada de Sérgio Conceição ao comando técnico azul e branco, com o discurso de entrada a ser claro e objetivo no sentido da conquista do título, entusiasmou a massa adepta. Com um passado ligado ao clube e o espírito que há muito se ansiava ter no banco, o treinador foi desde logo uma peça fundamental na união da “família portista”. Dado esse primeiro passo, começou o trabalho feito com os jogadores. Muitos “mal amados” foram ganhando uma nova força com o passar dos jogos e a resposta dos adeptos não se podia esperar mais positiva. Estavam lançados os dados para uma época de um círculo perfeito!
E foi logo em Agosto que chegou ao Dragão a primeira vaga do Mar Azul. Em mês de férias por excelência, com muitos emigrantes a regressarem a Portugal, o estádio do FC Porto começou a bater recordes de assistência. Em três partidas oficiais, apresentação, recepção ao GD Estoril na primeira jornada e ao Moreirense FC na terceira, o Estádio do Dragão recebeu 142.139 adeptos, um valor bastante acima dos 120.000 espectadores registados no mesmo período em 2004/2005, época que detinha o valor mais alto desde a inauguração. Até ao final do ano, foram 603.424 as pessoas que acompanharam a equipa nos jogos em casa, um valor que superou largamente o de igual período na época passada, 560.919, e o do recorde que estava estabelecido nos 590.802.
E se dentro de portas os adeptos diziam presente, os jogos fora seguiam o mesmo sentido. As deslocações do FC Porto terminavam praticamente com as bilheteiras esgotadas e apoio em massa. No percurso da equipa, esse terá sido um elemento fundamental. Aliás, esse foi um dos elementos mais mencionados em todos os discursos relativos ao título. Desde Pinto da Costa a Sérgio Conceição, passando pelos jogadores, todos reconheceram a importância do apoio que chegava das bancadas e não só.
Adeptos deslocaram-se em massa a Lisboa, para o jogo na Luz Fonte: SL Benfica
Aquando da derrota em Belém e consequente perda da liderança no campeonato, o FC Porto enfrentava uma próxima deslocação de grau de dificuldade elevado e que podia devolver de novo a equipa ao primeiro lugar: a deslocação à Luz. Era imperativo vencer o SL Benfica e os adeptos fizeram questão de, desde logo, deixar clara a sua confiança. À saída do Estádio do Dragão, na véspera de partida, foram milhares os adeptos que aguardaram a saída do autocarro, entoando cânticos de apoio e incentivo. E, prova da união entre todas as partes, os atletas e treinador vieram ao encontro dos apoiantes para viverem o momento mais de perto, para fotografias e até troca de palavras. O mesmo se repetiu na altura da visita ao Marítimo, e se a saída foi concorrida a chegada ainda foi mais. O aeroporto Francisco Sá Carneiro foi pequeno naquela noite de domingo para receber os portistas entusiasmados pela vitória e, embora matematicamente nada estivesse garantido, naquele dia todos souberam que o título já não escapava ao FC Porto.
Não só nas vitórias mas também nas derrotas e momentos mais sensíveis, este FC Porto moveu milhares e voltou a reacender a chama do Dragão. Sendo o apoio dos adeptos fundamental para o percurso de uma equipa, o plantel portista estará com certeza orgulhoso da sua claque, sócios e adeptos, que semana após semana acreditaram no título e incentivaram a conquista do mesmo.
Finalmente chegou ao fim uma das temporadas mais pobres da História do Sport Lisboa e Benfica. Como sócio – mas, acima de tudo, como fervoroso adepto que sou –, sinto-me totalmente envergonhado com a perfomance que tivemos ao longo destes meses de competição.
Já muito se debateu sobre os culpados desta temporada. Já se chegou à conclusão que a tão famigerada Estrutura não quis ganhar este campeonato e dar-nos o desejado Penta. Aliás, a Estrutura está tão à frente dos rivais (dez anos, para ser mais preciso), que decidiu atacar uma época – que poderia ser histórica – sem reforçar os sectores que tiveram perdas de qualidade abruptas. Refiro-me, claro está, às posições de guarda-redes, lateral-direito e central. Segundo se sabe, a Estrutura decidiu não avançar para a contratação de Ezequiel Garay em Agosto passado, por exemplo, apesar deste ter aceitado reduzir drasticamente o seu salário! Ora, a qualidade paga-se e os profissionais do SL Benfica assim o deveriam saber.
Ainda que esta perda de qualidade, face à epoca 2016/2017, pudesse ter dificultado, de alguma forma, o trabalho a Rui Vitória, o que é facto é que este tampouco se mostrou muito incomodado com o desenrolar dos acontecimentos. Desde bem cedo se percebeu que as perdas não iriam ser colmatadas e, da parte do treinador, não houve em algum momento uma reacção. Bem pelo contrário. A conversa de Rui Vitória foi sempre de que estava ali para arranjar soluções e não para chorar as perdas. E é aqui que lhe incuto responsabilidades, pois não foi capaz de mostrar exigência e dar um verdadeiro murro na mesa. Caso não se recordem, Jorge Jesus, na pré-época de 2013/2014 – e em plena conferência de imprensa – “ameaçou” que, caso saisse mais algum jogador, ele próprio sairia também. Todos nós conhecemos Jorge Jesus e todos nós sabemos como ele é, mas o que é facto é que ninguém mandava mais na equipa do que ele.
Na minha opinião, mesmo com a perda de qualidade em alguns sectores, o SL Benfica tinha um plantel mais do que suficiente para ganhar o campeonato, disputar as taças domésticas até ao fim e fazer melhor figura na Europa. Pelo contrário, a temporada que passou foi um autêntico desastre, onde assistimos a erros gravíssimos por parte de Rui Vitória, não só no capítulo táctico e técnico, mas também no que toca ao discurso.
A desvalorização da eliminação de algumas competições – nomeadamente da Champions League – foi uma total falta de respeito para com a História do Sport Lisboa e Benfica. Tendo em conta que os seis jogos nesta competição terminaram com um saldo de seis derrotas, um golo marcado e 14 sofridos, o mínimo que haveria a fazer por parte da equipa técnica era um pedido de desculpas aos sócios e adeptos. No fundo, um pedido de desculpas à Instituição. Pelo contrário, Rui Vitória decidiu sacudir a água do capote e dizer que havia “vida para além da Champions”. Inconcebível.
Por outro lado, a montanha que foi preciso Rui Vitória escalar para perceber os jogadores que tinha no plantel só veio atrasar ainda mais a nossa corrida. Foi preciso chegar a Novembro para que o treinador percebesse o jogador que Filip Krovinovic era. Até aí, jogadores como Filipe Augusto – que, a meu ver, não têm qualidade para jogar no SL Benfica – eram os preferidos para ocupar posições no meio-campo. Adicionalmente, o facto de o croata ter ficado de fora da lista da Champions é outro erro que não se consegue desculpar tão facilmente. Mas há mais, para além da questão Krovinovic. Ruben Dias só foi aposta após a lesão de Luisão (o que vem contrariar a teoria da aposta de Rui Vitória nos jovens), a gestão de Svilar foi totalmente irresponsável, Rafa e Zivkovic foram alternando a sua presença entre o 11 titular, o banco de suplentes e a bancada e Diogo Gonçalves, que foi visto como uma solução, entrando no 11 de repente e sem que alguém o prevesse, simplesmente eclipsou-se.
Ao nível do futebol apresentado, época após época tem sido sempre a descer. Mesmo após a mudança de sistema táctico, do 4x4x2 para o 4x3x3, a equipa sempre dependeu das suas individualidades. Foi carregada às costas pelo super-jogador que é Jonas e, se andámos perto da conquista do título, a ele muito temos que agradecer. Assim que nos vimos sem o “Pistolas”, rapidamente voltámos ao registo da primeira metade da temporada, com jogos sofridos, sem qualquer processo colectivo e substituições completamente aleatórias. No fundo, nada disto me admira, tendo em conta que temos à frente da equipa um treinador que diz que “a hora e meia de treino é, talvez, o menos importante” e que acredita que a melhor forma de dar a volta a um ciclo negativo é vestindo o mesmo fato que vestiu na última vitória conquistada ou dando duas voltas a uma rotunda com o autocarro da equipa.
As conferências de imprensa – que eram o que distinguia Rui Vitória – têm-se tornado enfadonhas e cheias de lugares comuns Fonte: SL Benfica
Finalmente, a questão do discurso. As conferências de imprensa de Rui Vitória eram o que de melhor o treinador ribatejano conseguia oferecer. Actualmente, até isso se tornou insuportável. O discurso tornou-se repetitivo, enfadonho e cheio de lugares comuns. Pouco se fala de Futebol, pouco se fala sobre estratégia ou sobre o comportamento em campo esperado pelo adversário.
Eu não gosto de cuspir no prato onde já comi e sou mesmo muito grato a Rui Vitória pelo que conquistou no SL Benfica, ao longo destas três temporadas que por cá passou. No entanto, não consigo aceitar as péssimas decisões que foram sendo tomadas ao longo destes meses, não consigo aceitar a desvalorização da perda de competições que deveriam servir para engrandecer o Clube e , por fim, não consigo aceitar que, após uma vergonhosa temporada, o treinador venha puxar dos galões, como se não tivesse culpas no cartório. Rui Vitória diz que assume as suas responsabilidades, mas ainda não houve qualquer lamento pelos sócios e adeptos que tiveram de assistir a uma das piores épocas de que há memória.
Tenho saudades de ver o SL Benfica jogar à bola. Custa-me ter de assistir a jogos de outras equipas para poder ver um pouco de bom futebol. Não podemos ser resultadistas ao ponto de aceitar ficar com um treinador que não apresenta um processo de jogo consistente e que entrega o destino da partida à qualidade individual dos seus jogadores. Se houver um dia mau e a qualidade individual simplesmente falhar, não será o papel do treinador o de arranjar soluções? Ou vamos continuar a substituir um lateral por um avançado?
Finalmente, o pesadelo desta temporada terminou. Agora, Professor? De minha parte, obrigado e até sempre.
O campeonato da Segunda Liga é bastante competitivo. E isso voltou a verificar-se nesta época que agora terminou, havendo uma disputa acesa, quer pelo regresso ao escalão maior, quer pela manutenção. No entanto, na maioria das equipas da Segunda Liga predominam jogadores mais experientes. Porém, também existem jovens jogadores a despontar nestas equipas, fora das equipas B.
E o futuro destas equipas também poderá passar por aí, visto que o SL Benfica será o único clube a manter a sua equipa B na Segunda Liga e, como tal, os outros clubes poderão ser o “escape” para que os jovens jogadores possam crescer e desenvolverem-se no futebol profissional, tal como foram os casos destes cinco jogadores que aqui irei referir.
Todos os jogos na Grécia são envoltos de muita emotividade e não raras vezes os limites são ultrapassados. No último sábado, o PAOK bateu o novo campeão grego e levantou a Taça da Grécia, em Atenas. A sexta taça do emblema de Salónica não deixa de ter um sabor especial.
Vieirinha, nosso campeão europeu, foi herói ao assinar o primeiro golo, de livre direto, já na parte final do jogo, concluindo Pelkas o resultado final já em tempo de compensação. No final do jogo, o internacional português salientou a vitória no jogo com uma equipa contra quem lhes tinha sido “roubado”, o título grego, expressão sua.
Referia-se ao dia 11 de março quando o presidente do clube, Ivan Savvidis, entrou em campo com uma pistola à cintura, o que acabou por determinar a derrota na secretaria frente ao rival de Atenas e capitulou as aspirações ao título nacional, sendo Savvidis banido por três anos. Desde então, o PAOK ganhou todos os jogos.
Vieirinha, capitão de equipa, foi protagonista de mais uma vitória do PAOK, ele que é um autêntico deus em Salónica Fonte: PAOK
Confirmada a vitória, os jogadores festejaram com máscaras do presidente, num plantel que, para além de Vieirinha, também conta com outros conhecidos do futebol português, casos de Fernando Varela e Djalma.
O segundo lugar na Liga helénica foi desapontante, e mais que isso, revoltante para o PAOK, dado o contexto da não chegada ao título da equipa, o que até obrigou o capitão a mandar uma carta à FIFA. Por outro lado, bater o campeão AEK, em Atenas, dá ainda maior impacto nesta vitória que fecha a temporada e aumenta a dose de motivação para o que aí vem.
Depois de levantar a taça duas épocas consecutivas, o repto agora é atacar com toda a força a candidatura ao título na ‘Ethniki Katigoria’ em 2018/19. Até porque há um novo campeão que quer defender a conquista e um Olympiacos que perdeu a hegemonia e quer recuperá-la o mais rápido possível.
No Estádio Toumba já ninguém aguenta mais esperar pelo dia em que o PAOK colocará as mãos no título mais cobiçado da Grécia pela terceira vez, o que já não acontece desde os anos 80.
Carlos Luís Morais de Brito ou melhor, Carlos Brito, é um dos treinadores de referência do futebol português. Nascido a 21 de Setembro de 1963, no Porto. Como jogador passou por clubes como Boavista (1981-1985), Salgueiros (1985-1990) e Rio Ave (1990-1996).
A sua carreira como treinador teve começo na época de 1996-97 no Rio Ave como treinador adjunto, sítio onde depois viria a assumir o cargo de treinador principal. Foi aí, na equipa de Vila do Conde, que o técnico acumulou os seus melhores trabalhos sendo até hoje figura indissociável do clube. Para além da equipa dos arcos, somou passagens por clubes como o Estrela Amadora (2000-2001), Boavista (2005-2006), Nacional (2006-2007), Leixões (2007-2008), Penafiel (2014-2015) e por último Freamunde, onde acabou por não ter o sucesso que se esperava, ficando ligado a uma descida de divisão que lhe retirou algum do protagonismo que havia conquistado até então (2015-2017).
Apesar de pertencer a uma casta de treinadores old-school, Carlos Brito era um homem que potenciava o futebol ofensivo, o ataque vertiginoso, potenciando sobretudo o futebol de contra-ataque. Já na defesa as suas equipas caraterizavam-se pela boa organização, linhas juntas, geralmente baixas, faltava apenas surgir melhorias nos comportamentos defensivos coletivos.
Carlos Brito deixou a sua marca no futebol português e, inclusivé, no Boavista FC Fonte: Mega Agência
O que ganhou?
Algo que marca a carreira do técnico foi a subida de divisão do Rio Ave na época de 2002/2003. Feito que permitiu a estabilização do projeto Rio Ave. Mais do que isso, o técnico foi responsável por várias boas campanhas da equipa de Vila do Conde, conseguiu ajudar a sustentar um projeto que posteriormente cresceu ainda mais. Mesmo fora da equipa de Vila do Conde acabou sempre por dotar as suas equipas de uma personalidade muito vincada, cumprindo quase sempre os objetivos a que se proponha.
Onde está?
Depois da difícil passagem como treinador pelo Freamunde durante as épocas de 2015/2016 e 2016/2017, Carlos Brito acabou por perder alguma reputação. O técnico que outrora orientava o Rio Ave na Primeira Liga chegava assim ao desemprego. Verdade seja dita que as dificuldades dos “capões” e a forte instabilidade tanto a nível financeiro, diretivo e desportivo não ajudaram a que o técnico tivesse conseguido melhores resultados.
O futuro?
É provável que o técnico volte a assumir um projeto de uma equipa da Segunda Liga. Esta temporada não treinou ninguém mas é um treinador com provas dadas capaz de assumir a liderança de uma equipa com projeto de subida.