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Chelsea FC 1-0 Mancheser United FC: Os campeões da eficácia

Naquela que foi uma bela tarde de futebol em Wembley, Chelsea e Manchester United disputaram a final da Taça de Inglaterra em busca de um troféu que pudesse, em parte, salvar a época. Conte e Mourinho apresentaram os XI,s iniciais a que estamos habituados e o único motivo de destaque neste capítulo foi a ausência de Lukaku, que iniciou a partida no banco.

A primeira parte ilustrou na perfeição a ideia de que as finais são sempre jogos fechados e pouco emotivos. Foi um primeiro tempo praticamente sem história, sem jogadas rápidas, lances de desequilíbrio onde se registaram duas oportunidades e um golo.

Apesar desta tendência apática que o jogo assumiu, os blues estiveram ligeiramente por cima, foram os primeiros a criar perigo junto da baliza adversária e adiantaram-se mesmo no marcador. Primeiramente, Hazard ameaçou aos 9 minutos num lance que já lhe é conhecido: fintou um adversário, fletiu para dentro e rematou forte à baliza do United, mas De Gea correspondeu com uma boa defesa com a perna. A seguir à ameaça veio a confirmação e de uma forma que a final da Taça de Inglaterra já não assistia há 15 anos, uma grande penalidade. O autor da falta foi Phil Jones, que com uma entrada imprudente rasteirou, já dentro de área, Hazard que vinha a alta velocidade. O belga foi chamado à linha de 11 metros e concretizou, colocando assim a sua equipa em vantagem.

O Manchester United não soube responder devidamente ao golo consentido e a única oportunidade que conseguiu criar na primeira parte deu-se já em período de compensação com Jones a cabecear perto do poste direito da baliza de Courtois.

Os jogadores regressaram dos balneários com outra atitude, sobretudo os reds devils e o jogo ficou substancialmente mais interessante! José Mourinho mostrou todo o seu valor ao corrigir alguns problemas táticos do seu conjunto e em mexer corretamente na equipa, o que proporcionou ao Manchester United o controlo total do jogo e, por diversos momentos, um domínio completo sobre o Chelsea.

É correto afirmar que o United teve uma panóplia de oportunidades para desfazer a desvantagem e, pelo menos, alcançar o empate: Rashford com um remate fortíssimo dentro da área logo nos instantes iniciais; um golo anulado aos 62 minutos, onde após uma excelente defesa do guardião do Chelsea, Sanchez marcou em posição irregular; aos 71, Rashford perde novamente para Courtois pois tentou de picar a bola sobre o belga mas esta foi barrada pela gigantesca mancha do guarda-redes e, naquele que foi o último lance no qual o United tentou o empate, Pogba completamente sozinho dentro da área falhou de forma inacreditável o golo.

Conte conseguiu sair vencedor desta final, onde reinou a palavra “eficácia”, com um primeiro tempo consistente e um segundo em que os seus jogadores souberam sofrer e assim ofereceu ao Chelsea a oitava Taça de Inglaterra da sua história.

Foto de capa: Manchester United FC

Retrospetiva da época 2017/18 do FC Porto

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A época de 2017/18 já terminou, mas a conquista do campeonato nacional por parte do FC Porto é uma memória que ainda mantem-se bem viva e fresca na memória dos adeptos dos azuis e brancos. Só quem não é adepto do FC Porto é que não percebe a importância da conquista deste campeonato. Para além de ter sido o único título conquistado nas últimas quatro épocas, é um título que, acima de tudo, coroou a equipa que melhor jogou e que mais mereceu vencer a prova. É um título com um sabor especial e que coloca a cidade Invicta uma vez mais na rota dos títulos.

Ainda na ressaca dos festejos, é altura de fazer um balanço da época memorável vivida pelos dragões. O principal objetivo foi conquistado: o título de campeão nacional. No entanto, o embate com um super Liverpool FC na Liga dos Campeões e a maldição dos penáltis nas duas meias-finais das taças internas frente ao Sporting CP, impediram os dragões de viverem uma época verdadeiramente de sonho.

Campeonato Nacional

Fonte: FC Porto

Sérgio Conceição prometeu devolver o FC Porto aos títulos e cumpriu. Com a conquista do campeonato nacional, o técnico portista conquistou um título que já escapava há quatro temporadas.

A época no campeonato nacional foi dominada sobretudo por momentos altos. Pelo caminho ficaram jogos memoráveis, como a vitória frente ao GD Estoril Praia por 3-1, depois do famoso episódio da bancada, em que o FC Porto marcou três golos em apenas 45 minutos. As vitórias dos “Clássicos”, primeiro em casa por 2-1 frente ao Sporting CP e mais tarde o golo de Herrera na Luz aos 90 minutos na vitória por 1-0. A vitória no “Caldeirão” da Madeira na vitória por 1-0 frente ao CS Marítimo, com o golo solitário de Moussa Marega, também foi um dos momentos altos da difícil jornada dos dragões no caminho para a conquista do campeonato.

O percurso dos dragões foi também marcado por dois grandes percalços logo após a eliminação na Liga dos Campeões, com o FC Porto a perder dois jogos fora de casa seguidos nas deslocações a Paços de Ferreira e a Belém. Felizmente, essas derrotas não abalaram os dragões e pouco depois, a vitória na Luz sobre o SL Benfica, voltou a colocar os azuis e brancos na liderança.

Liga dos Campeões

Fonte: FC Porto

Na liga milionária, os dragões viveram momentos difíceis mas a persistência e a motivação para cada jogo, recompensaram o FC Porto com a passagem da fase de grupos.

Com um grupo teoricamente fácil, onde estavam presentes Besiktas JK, RB Leipzig e AS Mónaco, os azuis e brancos terminaram na segunda posição com dez pontos e com um registo de três vitórias, um empate e duas derrotas.

Na fase de grupos, destaca-se a derrota logo no primeiro jogo frente a um surpreendente Besiktas JK no Dragão por 3-1. Nota também para as duas lições de futebol que o FC Porto deu ao AS Mónaco, primeiro por 3-0 no terreno dos monegascos e na segunda volta por 5-2 no terreno dos portistas.

Os oitavos de finais colocaram o FC Porto frente a frente com o Liverpool FC e foi uma eliminatória para esquecer. A derrota por 5-0 logo na primeira mão frente aos ingleses colocou um ponto final em qualquer hipótese de sonhar com a passagem à eliminatória seguinte. A única nota positiva deste jogo foi a de possibilitar o regresso de Casillas ao onze depois de uma noite menos inspirada de José Sá, alteração essa que foi determinante para o resto da época do FC Porto.

Taça da Liga

Fonte: Sporting Clube de Portugal

Num grupo onde se encontravam Leixões SC, FC Paços de Ferreira e Rio Ave FC, os dragões apresentaram mais dificuldades do que se esperava e o empate a zero logo no primeiro jogo frente à turma de Matosinhos obrigando o FC Porto a vencer os restantes dois jogos, algo que foi conseguido com distinção e que lhes valeu a passagem à meia-final.

A meia-final ditou a primeira “grande batalha” frente ao Sporting CP. Depois de 90 minutos de jogo empatados a zero, as duas equipas tiveram que desempatar o jogo na conversão das grandes penalidades. A “sorte” favoreceu os leões que avançaram para a final frente ao Vitória FC e que acabariam mesmo por vencer a prova, uma vez mais nas grandes penalidades.

Taça de Portugal

Fonte: FC Porto

Lusitano GC, Portimonense SC, Vitória SC e Moreirense FC foram as “vítimas” deixadas para trás na caminhada do FC Porto até à meia-final da prova.

A meia-final marcava uma vez mais um encontro frente aos leões. Desta vez, numa disputa a duas mãos, os dragões tinham a sua oportunidade de vingança. Tal não aconteceu!

Depois de uma primeira vitória do FC Porto no Estádio do Dragão, por 1-0, foi a vez do Sporting CP vencer a segunda mão em Alvalade também por uma bola, com Coates a marcar um golo decisivo ao cair do pano. O jogo caminhou para as grandes penalidades e mais uma vez os leões voltaram a sair por cima nesta batalha deixando os azuis e brancos pelo caminho e impedindo-os mais uma vez de alcançar uma final tão desejada.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

GCG Manchester 2018: As estrelas desceram à cidade

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Realizou-se esta sexta-feira a 10ª edição dos Great City Games de Manchester, o evento anual que conta com a presença de vários atletas de elite que participam em eventos de Atletismo no meio da cidade, em pistas temporárias especificamente criadas para este dia. O evento no passado já contou com, por exemplo, Usain Bolt, quando o mesmo bateu o recorde mundial dos 150 metros na corrida que atingiu a velocidade mais elevada de sempre no Atletismo. Este ano, os cabeças de cartaz foram Allyson Felix, Aries Merritt, Marie-Josée Ta Lou e Andy Pozzi mas também tivemos a presença de dois portugueses!

No que diz respeito às provas, começaremos por falar do Salto em Comprimento, que contou com a portuguesa Teresa Vaz de Carvalho, que até chegou a liderar o concurso e acabou por ficar na terceira posição com o seu melhor da temporada, ao saltar 6.16 metros ao primeiro ensaio. Não tem nada que se envergonhar a atleta portuguesa, uma vez que à sua frente apenas ficaram duas atletas habituadas a grandes palcos.

Teresa Carvalho em destaque no evento de Manchester
Fonte: Bola na Rede/Planeta do Atletismo

No segundo lugar, Jazmin Saywers (que foi Prata nos Europeus de Amesterdão ou oitava nos Jogos do Rio, por exemplo) saltou 6.43 metros e no primeiro, a francesa Éloyse Leuseur, atleta que foi por duas vezes campeã europeia e uma vez campeã mundial Indoor, saltou 6.58 metros na última tentativa.

Nas provas de pista, destaque para o bom resultado de Alina Talay, a bielorrussa que já foi campeã europeia e Bronze mundial, e que correu os 100 metros barreiras em 12.74. Na prova mais esperada da tarde/noite, Marie-Josée Ta Lou (CIV) teve um arranque bastante forte a contrastar com a má partida de Allyson Felix (USA), o que desde cedo definiu o que não se viria alterar durante os 150 metros que as atletas correram. Ta Lou correu em 16.60 e Felix em 16.72.

Na também aguardada prova masculina dos 110 metros com barreiras, os grandes favoritos Aries Merritt (o recordista mundial) e Andrew Pozzi (o campeão mundial Indoor) tiveram encontros inesperados com as barreiras e viriam a terminar nas últimas posições, tendo a vitória ido para o polaco Damian Czykier em 13.67.

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Destaque ainda para a presença do português David Lima nos 150 metros, que terminou na quarta posição em 16.24, mas conseguiu o mais importante: terminar saudável, depois de ter passado quase dois meses a combater uma lesão.

Mas os grandes destaques destes jogos, nunca são os resultados. É toda a magia e energia presentes neste tipo de eventos no meio das cidades. O público está ao lado dos atletas, fala com eles, tira fotos, vê o seu aquecimento de perto e os atletas entram no espírito e até perdendo, mantêm o espírito positivo e a alegria nos olhos. Iniciativas do género são boas para os atletas porque sentem uma proximidade muito maior, sentem maior carinho e reconhecimento do público, enquanto praticam o desporto de uma forma descontraída e mais ligeira. São boas para o público conhecedor da modalidade, pois têm uma oportunidade única de estar lado a lado com os seus ídolos, conversar com eles e vê-los como pessoas iguais a eles. São boas para a modalidade, porque a aproxima das massas e obrigatoriamente de mais público em potencial.

Os mais pequenos também tiveram a sua oportunidade de brilhar!
Fonte: Bola na Rede / Planeta do Atletismo

Ainda que a grande maioria do público presente talvez não vá pagar para assistir a um futuro evento de Atletismo, tenho a certeza que alguns o farão. E nem que seja um novo fã ganho, o dia está ganho. E acreditem…a alegria que vimos nos olhos dos mais novos faz-nos crer que este tipo de iniciativas, não esquecendo claro o Atletismo mais competitivo, é essencial e faz parte do presente e do futuro do nosso desporto. Para quando em Portugal?

Foto de Capa: Great Run Manchester

Sporting CP – CD das Aves: Tempo de antena ao que verdadeiramente importa – o futebol

O panorama que se vive em Portugal nos quadros do desporto, e principalmente nos do Sporting, podia ser francamente mais favorável àquela que é a grande festa do futebol português – a final da Taça de Portugal. Depois dos lamentáveis episódios em Alcochete, os jogadores do Sporting comprometeram-se a marcar presença na final de 20 de maio contra o Desportivo das Aves. O jogo entre as equipas de Jorge Jesus e José Ferreira da Mota vai mesmo realizar-se na próxima tarde de domingo, pelas 17h15, no Estádio Nacional.

O Sporting CP acabou o campeonato no 3.º lugar e ficou muito aquém das expectativas para uma equipa de milhões. Já o CD Aves acabou a Liga NOS na 13.ª posição da tabela classificativa. Ambas as equipas vêm de uma derrota naquela que foi a última jornada do campeonato. O Sporting perdeu 2-1 no estádio dos Barreiros, frente ao CS Marítimo, e a equipa das Aves perdeu 3-2 contra o GD Chaves. As duas equipas podem, então, ver nesta taça uma oportunidade de deixar uma marca positiva naquela que foi a época 2017/2018.

Para chegar até esta final o Desportivo das Aves derrotou o Vila Real pela margem mínima, goleou o União de Leiria por 3-0 e da Madeira por 5-1. A tarefa já não foi tão fácil nos quartos-de-final: o Desportivo das Aves empatou a quatro bolas no período regulamentar com o Rio Ave. Acabou por conseguir passar à eliminatória seguinte, ganhando por 5-4 nas grandes penalidades. Já na meia-final, a equipa das Aves defrontou o mítico Caldas SC que ainda lhe causou grandes dificuldades. Na segunda mão, o Caldas conseguiu colocar-se em vantagem no marcador e repor a igualdade na eliminatória, mas o Desportivo das Aves fez a reviravolta já no prolongamento, garantindo a presença na final.

Sporting e Desportivo das Aves: um destes será o vencedor da Taça de Portugal
Fonte: FPF

Por sua vez, o Sporting teve o caminho algo facilitado de início. A sorte dos sorteios sorriu ao clube de Alvalade que defrontou e venceu o Oleiros por 2-4, o Famalicão por 2-0, o Vilaverdense por 4-0 e o Cova da Piedade por 1-2. Os “leões” tiveram a derradeira prova de fogo nas meias-finais quando calharam com um dos seus rivais – FC Porto. Numa eliminatória a duas mãos, o cenário não era o mais favorável a metade do caminho. O Sporting foi ao Dragão e saiu derrotado por uma bola a zero. Em Alvalade, naquele que não foi de todo um bom jogo de futebol durante os 90 minutos regulamentares, o Sporting CP chegou ao empate com um golo do central Coates já perto do minuto noventa. Os jogadores do Sporting foram exímios na concretização dos pontapés de grande penalidade e carimbaram, assim, a passagem para a final do Jamor.

A grande festa de futebol vai dar-se no Estádio Nacional pelas 17h15m
Fonte:FPF

Num duelo entre treinadores com bastante experiência na 1.ª Liga, prevê-se que seja um jogo bem disputado entre as duas equipas. Uma partida com um Desportivo das Aves fiel a si mesmo, com um jogo mais simples e contido, baseado em transições rápidas e com um Sporting a assumir o favoritismo com um plantel unido e a querer dar resposta a tudo o que se tem passado dentro do clube. Uma coisa é certa: talento existe de ambos os lados, mas também vontade de ganhar esta grande final, o que pode resultar num jogo mais fechado e cauteloso, principalmente numa fase inicial do jogo.

No histórico de confrontos diretos entre as duas equipas, o Sporting traz clara vantagem. No total de oito jogos que ocorreram entre estas duas equipas, o clube de Alvalade venceu sete e empatou um. Mas desengane-se quem acha que, por isso, a taça já está entregue. O Desportivo das Aves tem uma palavra a dizer e com certeza que os jogadores tudo irão fazer para trazer o caneco para Vila das Aves. Jogadores como Paulo Machado, Amilton e Vítor Gomes poderão fazer a diferença. Do lado do Sporting, está o grande favoritismo. Depois de uma semana negra para o clube, os jogadores quererão decerto suavizar uma mancha que tão cedo não será apagada na história não só do Sporting mas também do futebol português.

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Sá Pinto: Ainda bem que há Playoff

O Standard de Liège, para os menos entendidos, é o clube mais popular da Bélgica. Conta com adeptos apaixonados. Tem uma história vasta, mas atravessa tempos que não fazem jus a tal. A última vez que ergueu o título do campeonato belga foi, mais coisa, menos coisa, há dez anos. É comandado por Ricardo Sá Pinto, também ele apaixonado pelo ideal da competividade e que mantém a sua personalidade tão característica, personalidade essa que dispensa apresentações. Afinal, raça também tem utilidade fora das quatro linhas.

Inserido na peculiar Liga Jupiler, o Standard lá garantiu vaga nos seis primeiros. Esses seis primeiros constituem o playoff que determina o campeão nacional e não só: também o acesso às provas europeias é definido. A faltar uma jornada deste playoff, em que as tais primeiras seis classificadas do campeonato geral se enfrentam em casa e fora, o Standard está em vias se se classificar para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões!

Após ter ficado, ao fim de 30 jornadas, em 6.º lugar, com 44 pontos obtidos, agora vê-se em vias de disputar a Champions na próxima temporada! Este sistema classificativo tem muito que se lhe diga…

Mas Sá Pinto agradece! Com já um título conquistado esta época, o estado de graça que Sá Pinto hoje vive apenas ficou meio abalado em Março, incrivelmente pouco tempo após a vitória por 0-1 frente ao Genk, que premiou “Les Rouches” como os vencedores da Taça da Bélgica. Tal deveu-se à imprensa desse país ter avançado com manchetes que davam conta do interesse da direção do Standard em substituir o Coração de leão. Nada menos que Michel Preud’homme.

Tal aconteceu pois o atual técnico e ex guarda redes começara a ser visto nas bancadas a assistir aos jogos… O clube prontamente explicou a situação, dizendo que vários notáveis foram convidados a vir ver os jogos caseiros, de forma a incutir um espírito vitorioso, que hoje se perde…

Sá Pinto e equipa técnica celebram a conquista da Taça
Fonte: Standard de Liège

O trabalho de Sá Pinto é notável. Chegou a uma equipa que tinha sido 9ª classificada, uma equipa sem muito por onde pegar. Encontrou Orlando Sá, ponta de lança que se assumia como o goleador da equipa. Foi jogar para a China na última janela de inverno, e Sá Pinto ficou, segundo o DN, incrédulo.

Não contava com essa… Perante todas essas condicionantes, e a faltar uma jornada para definir a classificação final, o Standard de Liége não tem o 2.º lugar assegurado, mas depende de si: dirige-se ao reduto do Charleroi, último classificado deste playoff dos seis primeiros; ao passo que o Anderlecht, último do pódio, recebe o 5.º classificado Genk.

Após uma época marcada pela conferência de imprensa “à Toni ou Vitor Pereira”, Sá Pinto pode acabar em grande. Não será campeão, mas ter conquistado a Taça da Bélgica e garantir o Standard na pré eliminatória da fase de grupos da Liga dos Campeões será sinal de boa época realizada.

Foto de Capa: Standard de Liège

Os 5 jogadores revelação da Premier League

Antes de mais, gostaria só de fazer uma menção honrosa a dois jogadores que têm jogado muito, mas foram a revelação a época passada, tendo esta época mantido a boa forma. Desta feita, Leroy Sané e Dele Alli não figuram neste top. Posto isto, vamos ver quem são as cinco revelações da Premier League esta época.

Força Aérea: o balanço final

Terminada a época e definidos os lugares europeus e de descida, é hora dos balanços. Fazem-nos os treinadores, os dirigentes, os analistas e os interessados e curiosos, como nós. Este balanço incide sobre a produção ofensiva dos três grandes no jogo aéreo e a sua capacidade em defender as suas balizas deste jogo dos adversários.

Tomando como ordem a classificação final do campeonato, começo pelos dragões. Na primeira época de Sérgio Conceição ao serviço do FC Porto, enquanto treinador, o estádio do Dragão revelou-se um verdadeiro forte. Ao melhor ataque caseiro, os azuis e brancos juntaram o melhor registo de cabeça, apontando 12 golos pelo ar dos 52 golos celebrados em casa (cerca de 23 por cento). Um pouco abaixo ficaram os números relativos aos jogos fora de portas. Aí, os dragões marcaram seis golos de cabeça num total de 30 remates certeiros (cerca de 18 por cento). Ao melhor ataque da prova, os agora campeões nacionais acrescentam o “título” de melhor defesa. Prova disso são os dez golos sofridos em casa (apenas um de cabeça) e os oito sofridos fora (metade de cabeça). Assim, no total de 82 golos marcados, 18 foram de cabeça (cerca de 22 por cento) e dos 18 golos sofridos, cinco foram de cabeça (cerca de 28 por cento).

Os centrais da Luz contribuíram com 8 golos para a campanha encarnada
Fonte: SL Benfica

Depois de uma recuperação na tabela classificativa ao longo de várias jornadas, o SL Benfica conseguiu terminar a prova no segundo posto. Os encarnados, no que ao jogo aéreo diz respeito, contaram essencialmente com Jardel, Rúben Dias e, claro está, Jonas. Dos 47 golos alcançados em casa, nove foram de cabeça (cerca de 19 por cento) e dos 33 alcançados fora de portas, apenas quatro foram obtidos pelo jogo aéreo (cerca de 12 por cento). No que toca à defesa da baliza de Bruno Varela, os encarnados sofreram dois golos de cabeça em casa, num total de nove (cerca de 22 por cento) e sofreram quatro golos de cabeça fora de portas, num total de 13 (cerca de 30 por cento). Desta forma, dos 80 golos marcados, 16 por cento foram de cabeça (13) e dos 22 sofridos, cerca de 27 por cento resultaram de lances aéreos (seis).

Com uma ponta final de competição mais branda, o Sporting CP caiu para o terceiro lugar e os números são o espelho disso mesmo. Com o pior ataque e pior defesa dos três grandes, os leões marcaram apenas cinco golos de cabeça num total de 32 em casa (cerca de 15 por cento), embora tenham marcado sete golos de cabeça num total de 31 fora (cerca de 23 por cento). Em termos defensivos, os verde e brancos não sofreram qualquer golo de cabeça dos quatro que permitiram em Alvalade, mas por outro lado, sofreram três golos de cabeça, num total de 20 golos encaixados fora de portas (15 por cento). Ou seja, marcaram de cabeça 12 dos 63 golos da prova (cerca de 19 por cento) e sofreram da mesma forma apenas três dos 24 golos (cerca de 13 por cento).

Coates liderou a excelente prestação defensiva dos leões em casa
Fonte: SL Benfica

Em termos de golos marcados, os dragões destacam-se com o seu jogo aéreo, principalmente no Dragão. Prova disso foi a vitória sobre o SC Braga (3-1), onde os três golos da vitória foram obtidos de cabeça. Por outro lado, o Sporting CP revelou-se a equipa mais eficaz no jogo aéreo defensivo e os encarnados tiveram a defesa mais permeável neste tipo de lances.

Os golos são obtidos de todas as formas e feitios, basta relembrar o livre perfeito de Jonas, em Belém, o golo desbloqueador de Brahimi frente ao Vitória SC ou uma das muitas “bombas” de Bruno Fernandes.

No entanto, inegável é o peso que os lances pelo ar têm nos jogos. À conta disso, podemos observar que Marcano teve a sua época mais goleadora (sete golos), tal como Coates (cinco). Não foi, com certeza, o aspeto do jogo que mais contribuiu para a classificação final, mas o jogo aéreo foi, sem dúvida, um dos aspetos tidos em conta na preparação de cada jogo deste campeonato. Não só pelos grandes, mas também por qualquer outro competidor.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Os 6 possíveis substitutos de Rui Vitoria

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Rui Vitória nunca conseguiu reunir total consenso no mundo benfiquista. Muitos são os que apontam a falta de qualidade para levar o Benfica à glória, mesmo apesar de ter ganho dois campeonatos nos últimos três anos. Contudo, Luís Filipe Vieira, não parece abdicar do técnico, mas tudo pode acontecer até ao inicio da próxima pré-temporada e, no que toca a treinadores, o mercado parece estar a mexer, e muito.

O valor dos treinadores portugueses é reconhecido pelo mundo inteiro. Hoje, são muitos os que têm demonstrado o seu valor, seja cá ou no estrangeiro. Marco Silva, Paulo Fonseca, André Villas Boas, Leonardo Jardim, são alguns dos mais cotados. Mas veremos nesta lista, as principais e mais realistas hipóteses, para substituir o técnico dos encarnados.

O Craque do Mar – Entrevista a Bruno Lamas

O médio avançado Bruno Lamas, 24, é um dos grandes destaques da equipa do Leixões Sport Club. Contratado em janeiro de 2015, o jogador chegou em Portugal cheio de expectativas após passagens pela base do São Paulo, Santos e Cruzeiro. O jogador ainda foi campeão da Copa do Mundo sub-15 pela Seleção Brasileira.

Após quatro épocas na equipa de Matosinhos, o brasileiro se tornou o estrangeiro com mais partidas disputas e mais golos marcados com a camisola do Leixões S.C. Ao todo foram 148 jogos e 27 golos anotados. Deixando para trás alguns nomes importantes da história do clube, como o do lendário médio brasileiro Wagner que atuou na equipa na década de 60. O atleta é motivo de orgulho para os adeptos, pois ele tem o espírito leixonense e sabe da importância disso.

Afinal, torcer para o Leixões S.C. é um estilo de vida e seus adeptos sentem isso intensamente. O carinho do jogador pelo clube e pelos adeptos é evidente. Nessa entrevista exclusiva ao Bola na Rede o jogador revela como foi jogar ao lado dos craques Neymar e Ganso, como chegou ao Leixões S.C., conta sobre o seu futuro e manda um recado a todos os adeptos do Mar. Bruno Lamas vive o melhor momento de sua carreira e agora mais maduro, apesar de jovem, tem tudo para continuar evoluindo no futebol. Seu brilho é crescente e o seu futuro é promissor. Agora com vocês Bruno Lamas, o craque do Mar.

Bola na Rede: Você chegou ao Leixões Sport Club na época 2014/15 vindo do Cruzeiro. Como surgiu essa proposta de se transferir para o clube?

Bruno Lamas: A proposta surgiu através de uma pessoa que estava no clube na época. Ele entrou em contato comigo e fez uma proposta. Analisei, considerei boa e aceitei. Não foi tudo como combinamos, mas graças a Deus tudo acabou dando certo.

BnR.: O Leixões S.C. é um grande clube que possui adeptos fieis. Mesmo assim é pouco conhecido no Brasil. O que te fez aceitar a jogar pelo equipa de Matosinhos?

BL: O Leixões S.C. em Portugal é como time grande, os adeptos vão a todo lado, são apaixonados pelo clube e isso é muito bom. No Brasil não se sabe muito sobre o Campeonato Português, mas como tenho passaporte europeu pensei em me destacar já dentro da Europa. Esse foi um dos motivos para aceitar vim para o clube.