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12 destaques de um Fim-De-Semana louco: de Xangai a Knoxville passando por…Guadalupe!

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O título é suficientemente explanativo e faz jus ao que se passou neste fim-de-semana um pouco por todo o mundo. E a verdade é que houve momentos que tiveram que ficar de fora para reduzirmos a lista a 12. Longe vão os tempos em que Maio significava um mês de marcas baixas e de preparação para os meetings europeus!

1. Steven Gardiner nos 400 metros – Uma semana, dois Sub-44!

Steven Gardiner antes desta temporada apenas tinha corrido uma vez abaixo dos 44 segundos. Tinha sido nas meias-finais dos Mundiais de Londres, onde na final viria alcançar a medalha de Prata. No espaço de cerca de uma semana, correu abaixo dos 44 segundos em Doha e agora em Xangai, ao alcançar duas importantes vitórias na Diamond League, com elencos recheados de estrelas. Parece estar encontrado um nome para ficar no nosso desporto, sendo que para isso obviamente terá que conquistar títulos. Claro que há van Niekerk, o recordista mundial que se encontra a recuperar de lesão. Mas caso van Niekerk volte aos níveis habituais, só Gardiner parece ser, no momento, capaz de rivalizar com o sul-africano.

2. Shaunae Miller-Uibo já não é “apenas” uma quatrocentista!

As condições climatéricas estavam más em Xangai quando esta prova decorreu, mas isso não impediu Shaunae Miller-Uibo de dar uma verdadeira demonstração de força no meeting chinês. Correu a distância em 22.06, um novo recorde do Meeting e a sua melhor marca de temporada. De relembrar que a atleta só começou a apostar mais nesta distância desde a época passada. Este ano, pretende fazer mais provas de 200 metros, sem esquecer a sua especialidade – os 400 metros e no futuro até contempla a hipótese de experimentar o Heptatlo! A prova apresentava um forte elenco, mas nem Dafne Schippers, nem Jackson nem Ta Lou colocaram alguma vez em risco a vitória de Shaunae. Esta foi a segunda vez consecutiva que Miller bateu a campeã mundial Dafne Schippers, depois de o ter feito na Final da Diamond League 2017, em Agosto passado em Zurique.

3. O estranho caso dos 100 Metros de Xangai.

As atenções estavam centradas num duelo entre o campeão mundial Justin Gatlin (USA) e a estrela local Bingtian Su (CHI), apimentada pela presença do britânico, campeão da Diamond League 2017, CJ Ujah. No entanto, de forma surpreendente, a vitória acabou por ir para outro britânico, Reece Prescod em 10.04, muito próximo do seu recorde pessoal, apesar das difíceis condições da pista, bastante encharcada – talvez partir do corredor mais próximo das bancadas tenha ajudado nesse aspecto. Prescod pareceu vindo absolutamente do nada!

Mais surpreendente talvez só mesmo a péssima prestação de Gatlin que foi apenas 7º, naquela que foi a sua pior classificação de sempre em qualquer prova de 100 metros como atleta sénior. Quanto a Andre De Grasse, o canadiano continua a sofrer no seu regresso às pistas, depois da lesão que o afastou das mesmas durante largos meses, terminando no 8º lugar,com um tempo de 10.25. Veremos se em 2018 ainda voltará a apresentar o nível a que nos habituou.

4. Os 100 Metros abaixo dos 10 segundos e abaixo dos 11 segundos.

Nos EUA registaram-se uma série de resultados de elevado nível na velocidade durante este fim-de-semana. Nos 100 metros, o grande destaque no masculino vai para o segundo homem a baixar a barreira dos 10 segundos em 2018. Foi Kendal Williams que correu em recorde pessoal, de 9.99, em Knoxville. Já no feminino, destaque para Aleia Hobbs, que por duas vezes em 24 horas baixou dos 11 segundos no mesmo meeting. 10.93 nas eliminatórias e 10.92 na final, mostrando uma interessante regularidade neste início de temporada.

Perdidos no tempo: Fernando Reges

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No ano de ouro em que o FC Porto conquistou a Liga Europa 2010/2011, Fernando Reges foi um dos principais pilares na equipa orientada por André Villas Boas.

O médio defensivo, que nunca se estreou com a camisola principal do Brasil, representou o FC Porto durante sete anos, de 2007 a 2014. Num período em que os azuis e brancos dominavam por completo o campeonato português, o brasileiro ganhou tudo o que havia para ganhar em Portugal, saindo em 2014 como um dos jogadores mais bem cotados do plantel.

Fernando assinou no verão de 2014 pelos ingleses do Manchester City FC por uma quantia a rondar os 15 milhões de euros, valores esses abaixo das qualidades exibicionais que o médio apresentava no Dragão. Era rápido, inteligente a ocupar os espaços, com uma excelente qualidade técnica e com um bom posicionamento dentro de campo.

Fernando assinou pelo City por uma verba simbólica a rondar os 15 milhões
Fonte: Twitter

Com a chegada ao campeonato inglês, Fernando encontrou uma concorrência elevada e dificuldades de adaptação na sua primeira época pelos “citizens”. Apesar da época 2015/2016 ter sido a mais bem-sucedida para o brasileiro, em que conquistou uma Taça da Liga inglesa, Fernando nunca se conseguiu afirmar de forma indiscutível em Manchester e com a chegada de Pep Guardiola, acabou por ser vendido na época seguinte aos turcos do Galatasaray SK por uma verba a rondar os 6 milhões de euros.

Fernando, de 30 anos, cumpre a primeira época na equipa turca com a qual leva 25 jogos e dois golos apontados esta época. Apesar de ser um titular indiscutível na equipa da principal Liga Turca, o brasileiro nunca mais se destacou pelas exibições que mostrou de dragão ao peito, exibições essas que deixam saudades entre os adeptos portistas.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

Os 10 melhores desportistas portugueses (extra-futebol) em atividade

Escolher 10 atletas portugueses com qualidade é difícil – não por falta deles, mas porque existem mais do que 10. A base era atletas ainda no ativo, com bons resultados internos e externos e que não fossem de futebol. Esta foi a lista que escolhi, sabendo que poderiam estar aqui muitos outros atletas.

50 sets depois o Rei caiu, e com estrondo!

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Por vezes o “destino” pode ser matreiro. Mesmo para aqueles que já há muito inscreveram o seu nome no Olimpo do ténis. Esta semana, Rafa Nadal era, mais uma vez, o centro de todas atenções no mundo tenístico. O maiorquino partia para a sua previsível e já quase anunciada vitória em torneios oficiais, e seria em Madrid que quebraria (mais um) record, daqueles que parecem impossíveis de ser alcançados. Tratava-se de ultrapassar a marca dos 49 Sets vencidos de forma consecutiva por John McEnroe, em 1984.

E foi até de forma bem natural que começou a prova madrilena para o super-campeão espanhol, com uma vitória autoritária sobre Gael Monfils na primeira ronda. O pequeno Diego Schwartzman revelou-se, porém, um grande obstáculo à supremacia Nadaliana e, apesar de não ter conseguido fazer mais de quatro jogos por set, pode dizer que a si deve esse facto. O argentino de 25 anos lutou bem e dispôs de vários pontos de break no primeiro set – desperdiçando um deles com um smash falhado que lhe podia ter dado a vantagem no marcador no início da primeira partida. No entanto, com maior ou menor dificuldade, Rafa lá foi somando mais pontos do que o seu adversário e venceu, quebrando o famoso recorde de McEnroe – mas não convenceu.

Pela primeira vez no último mês e meio, viu-se um Nadal nervoso, preso em alguns momentos mais “apertados” e menos acutilante. Como foi aqui abordado, Madrid não reúne as condições ideais para o maiorquino praticar o seu melhor estilo de jogo, mas havia “algo mais” do que isso. Dominic Thiem seria um adversário mistério nos quartos-de-final. Se por um lado o austríaco entrou para o court sabendo que havia sido ele mesmo o último a impor uma derrota em terra batida a Rafa (em Roma, 2017), por outro o jovem de 24 anos vinha de uma série de resultados desastrosos nesta superfície – incluindo um humilhante 6/0, 6/2 aplicado exatamente…por Rafa, há menos de quatro semanas.

Dominic Thiem colocou um ponto final na série de sonho de Rafa Nadal, e brilhou em Madrid
Fonte: Mutua Madrid Open

Já em Madrid, foi com “demasiada” dificuldade que Thiem ultrapassou Federico Delbonis, e precisou novamente de três sets para vencer Borna Coric. Não se augurava grande sina a Dominic Thiem. Porém, bem como na maioria das modalidades, a bola é redonda e o campo é o mesmo para os dois intervenientes, o que significa que tudo pode acontecer e Thiem fez questão de levar essa ideia ao extremo. Inspirado por defrontar o Rei no seu próprio reino, o mais novo dos jogadores entrou decidido a mudar a história do último encontro entre os dois e o que se viu foi um Thiem extremamente agressivo que ameaçou o break logo no jogo de serviço inaugural de Nadal, colocando o espanhol em sentido.

Break esse que acabou mesmo por surgir no sétimo jogo do primeiro set e, ainda que Rafa o devolvesse poucos minutos depois, acabaria mesmo por ser Thiem a quebrar a longa série de 50 sets vencidos de forma consecutiva por Rafa e selou a vitória no primeiro parcial por 7/5. A juntar a uma exibição de encher o olho por parte de Thiem, Nadal “ajudou” à festa do austríaco, mostrando por vezes um ténis irreconhecível, repleto de erros crassos e muito pouco comuns da sua parte. Certo era que à partida para o segundo set, Nadal estava nervoso e pouco confiante, contrastando com um Thiem que respirava vontade de colocar mais uma vez o seu nome na história.

O austríaco acabou por concretizar uma tarde de sonho, repleta de golpes bonitos que bem sabe executar, e castigou de forma severa os erros infantis do – até então – líder do ranking ATP e fechou o segundo set com o parcial de 6/3 a seu favor, impondo o primeiro desaire do ano a Rafael Nadal na sua superfície de eleição e consequente perda da “coroa” para Roger Federer.

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. Destaque primeiramente para a Taça de Portugal conquistada pela equipa masculina de Futsal que alcançou três vitórias claras e justas na final-eight da competição. Referir ainda a confirmação do apuramento do Futebol feminino para a final da Taça de Portugal com uma goleada, assim como para a vitória do Basquetebol em Cadeira de Rodas no jogo um das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional. Pela negativa surgem quatro resultados com significados distintos: a derrota sem qualquer consequência do Andebol, as eliminações do Hóquei em Patins nas meias-finais da Liga Europeia e do Futsal feminino da Taça de Portugal e a exibição bastante apagada da equipa de Futebol masculino que viu assim esfumar-se o apuramento para a pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol | Após 28 triunfos consecutivos para o Campeonato o Sporting CP sofreu a primeira derrota na Fase Final, com o Madeira SAD a ser a equipa a lograr tal feito (31-29). A turma insular revelou quase sempre um maior ascendente na partida, tendo chegado ao intervalo com uma vantagem de três golos (16-13). Na etapa complementar a formação da casa conseguiu dilatar a vantagem até uma diferença de seis golos (27-21), seguindo-se uma reacção dos verde e brancos que conseguiram reduzir para apenas um tento de desvantagem, contudo o Madeira SAD acabaria mesmo por selar a vitória com o 31.º golo final. Os bicampeões nacionais terminam o Campeonato Nacional com mais dois jogos esta semana: Quarta-Feira, dezasseis de Maio, no reduto da AA Avanca pelas 21 horas e Sábado, dezanove de Maio, frente ao FC Porto pelas dezoito horas no Pavilhão João Rocha.

Basquetebol em Cadeira de Rodas | A turma Leonina venceu a APD Braga por 59-48 no jogo um das meias-finais do Play-Off do Campeonato Nacional. A eliminatória transfere-se agora para o Pavilhão de Ferreiros, com os jogos dois e três a estarem agendados para as quinze horas de Sábado e Domingo, dezanove e vinte de Maio, respectivamente. Recordar que quem vencer dois encontros apura-se automaticamente para a final da prova.

Basquetebol de Cadeira de Rodas adianta-se nas meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional
Fonte: Sporting Fans – Modalidades

Futebol masculino | Derrota por 2-1 diante do Marítimo que atira os Leões para um terceiro lugar na classificcação final da Liga NOS. Segue-se a final da Taça de Portugal com a formação às ordens de Jorge Jesus a defrontar o CD Aves no Domingo, vinte de Maio, pelas 17h15 no Estádio do Jamor.

Futsal feminino | As Leoas perderam diante do SL Benfica por 2-1 nas meias-finais da Taça de Portugal. Kika adiantou as verde e brancas no encontro, porém as encarnadas viriam a empatar a contenda, passando mesmo para a frente do placard na etapa complementar. O regresso ao Campeonato é já no próximo Sábado, dezanonve de Maio, no reduto do Santa Luzia, estando o encontro marcado para as dezoito horas.

Futsal masculino | Sporting Clube de Portugal vencedor da Taça de Portugal! Os Leões bateram nos quartos-de-final a AD Fundão por 0-4, nas meias-finais o SL Benfica por 2-4 e na final o GD Fabril por 2-6, alcançando assim a sexta edição da prova do seu palmarés! Jogos onde o Sporting CP foi superior e, excepção feita à partida da final, foi a equipa que se adiantou sempre no marcador. Na final a turma do Barreiro causou surpresa ao colocar-se por duas ocasiões em vantagem ainda na primeira parte, chegando mesmo ao descanso a vencer por 2-1, contudo os Leões melhoraram os níveis exibicionais na etapa complementar, acabando por confirmar o amplo favoritismo que lhes era atribuído. Seguem-se os play-offs da Liga SportZone com a turma verde e branca a defrontar o CCRD Burinhosa nos quartos-de-final, sendo que o jogo um está marcado para as 19h30 de dezanove de Maio, Sábado, no Pavilhão Gimnodesportivo da Nazaré.

SL Benfica 1-0 Moreirense FC: Die Besten

O Benfica cumpriu os requisitos mínimos para vencer o Moreirense na última jornada da Primeira Liga. Depois de empatar a zeros frente ao Sporting CP, os encarnados estavam em desvantagem para se apurarem para a Liga dos Campeões, dependendo de que os leões fizessem um pior resultado que os pupilos de Rui Vitória para que a liga milionária voltasse a contar com a equipa de vermelho e branco.

O onze foi o habitual, com o regresso a titular de Jonas, mas com Douglas no lugar de André Almeida que ainda se encontra a recuperar de lesão. Este jogo podia ser a despedida do Estádio da Luz para alguns jogadores, mas ainda pouco se adiantou quanto a esse assunto; o objetivo principal era conquistar os três pontos para possibilitar o acesso à maior competição europeia.

O Benfica começou por cima, como tem sido habitual ao longo da temporada, e encostou o Moreirense às redes quase toda a partida. No entanto, oportunidades foram escassas, e golos nem chegaram a acontecer. Os encarnados jogaram no meio campo do adversário, mas sem brilhar, sem saber desatar o nó que faziam com as movimentações rápidas e, por vezes, demasiado rápidas para o Moreirense acompanhar. Porém, de pouco parecia estar a servir aos encarnados, pois o resultado mantinha-se inalterado.

À meia hora de jogo, a Luz festejou o golo dos insulares que enfrentavam o rival de Lisboa na Madeira, mas logo se percebeu que os nervos estavam no auge quando chegou a notícia do empate de Bas Dost no minuto seguinte. Em campo, o Benfica fazia o que podia para quebrar a muralha adversária, mas sem sucesso e até a ver-se com dificuldade para quebrar os contra ataques ousados da equipa do norte. O intervalo mostrava o placar na mesma e, na Madeira, também um empate que colocava o Sporting na liga milionária.

Depois do empate a zeros em Alvalade, o Benfica dependia do resultado do Sporting para ficar em segundo lugar
Fonte: SL Benfica

A segunda parte trouxe o primeiro golo do jogo, após mão na bola de Alfa Semedo e penalti convertido por Jonas. Foi o 34º. golo do brasileiro na Primeira Liga e colocou o Benfica na Liga dos Campeões. A partir daí, o Moreirense ganhou força, em parte devido à quebra dos encarnados que já bem nos habituaram a perder o fôlego depois de marcar o primeiro. Na Luz sofria-se com a possibilidade de um golo do Moreirense – que empatava o jogo e colocava o Benfica na Liga Europa -, ou de um golo do Sporting – que colocava os leões no segundo lugar.

Apesar de se manter na frente, o Benfica continuava a conter as investidas do Moreirense e a esperar que o Sporting não vencesse a sua partida. A um minuto do fim do jogo na Luz, e a três do fim do jogo na Madeira, o Marítimo marcou o segundo e o golo foi festejado em Lisboa. Pouco depois deu-se o apito final na Luz e passados dois minutos na Madeira.

Com a derrota do Sporting e com a conquista dos três pontos por parte do Benfica, os encarnados ficam no segundo lugar da Primeira Liga e garantiram o acesso à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, além de 40 milhões de euros de prémio monetário.

Os jogos da terceira pré-eliminatória têm lugar a 7/8 e a 14/15 de agosto. Passando a eliminatória, o Benfica jogará o play-off nos dias 21/22 e a 28/29 do mesmo mês.

Vitória FC 1-0 CD Tondela: Ar fresco depois do sufoco

Na 34ª, e última, jornada do campeonato, em dia de decisões, o Vitória recebeu o Tondela no Bonfim, com a obrigação de pontuar para poder sonhar com a permanência. Em simultâneo, Feirense, Estoril, Moreirense e Paços de Ferreira, lutavam também pelo seu lugar no principal escalão de futebol.

A equipa sadina entrou com mais vontade que o Tondela, como seria de esperar, visto que é a única que necessitava desesperadamente de pontos. Assim, logo aos oito minutos, André Pereira, depois de uma confusão na área e uma bola ao poste, atirou para dentro da baliza de Cláudio Ramos. O árbitro Luís Godinho, com dúvidas acerca do lance, recorreu ao VAR. No meio da confusão, foi difícil perceber o que o juiz da partida teria visto. O golo do avançado do Vitória acabou por ser anulado: o vídeo árbitro confirmou e foi assinalado fora de jogo.

Muitos protestos no Bonfim, com João Amaral a pedir apoio aos adeptos presentes do Estádio do Bonfim. Num jogo lento, maioritariamente “vitoriano”, André Pereira voltou à baliza e aos 24 minutos fez o golo que, esse sim, seria válido. A festa fez-se no relvado e nas bancadas. Estava feito o primeiro golo, que deu uma sensação de alívio a todos os presentes.

À chegada da meia hora de jogo, o Tondela criou o primeiro lance de “golo certo”. Miguel Cardoso fez tudo: levou a bola, tirou todos da frente (inclusive Cristiano), mas aquando do remate, atirou ao lado. O Vitória, por sua vez, respondeu com perigo. André Pereira, aparentemente inspirado nesta tarde, atirou à barra! Mas os adeptos puderam festejar quase de seguida, pois poucos minutos depois, o Portimonense marcou golo – o ambiente no Bonfim era de festa. Vitória ganhava, Paços perdia e Estoril e Feirense continuavam a zeros. Tudo corria a favor da equipa de José Couceiro.

Já em tempo de compensação, o árbitro da partida assinalou livre indireto a favor do Tondela, a pouquíssimos metros da baliza. Mais um lance duvidoso. José Semedo terá atrasado para Cristiano, que agarrou a bola. Com todos os jogadores do Vitória sem cima da linha de golo, o Tondela fez o seu melhor, mas não conseguiu marcar. As equipas recolheram assim ao balneário, depois de um grande susto seguido de um suspiro de alívio por parte de todos os vitorianos.

O Vitória manteve-se na primeira divisão de pois de vencer o Tondela por uma bola
Fonte: Bola na Rede

A segunda metade foi menos intensa que a segunda e o Tondela conseguiu ter mais bola. Logo aos 48 minutos, Miguel Cardoso quase marcou um canto direto, mas valeu a intervenção de Semedo. Ainda que controlo sobre o jogo, o Vitória teve mais dificuldades relativamente à primeira parte. Arnold ainda tentou a sua sorte, com um chapéu, que serviu para Cláudio Ramos mostrar a sua qualidade numa grande intervenção. De resto vale apenas a pena salientar o golo desperdiçado por Vasco Fernandes, após canto batido pela direita.

Já perto dos 90′ o Vitória sofreu, e bem, frente a um Tondela muito perigoso junto da área sadina. Ainda com cinco minutos para lá do tempo regulamentar, a equipa do Sado lutava pela permanência, com o Estoril e o Feirense empatados e com o Paços de Ferreira e Moreirense a perder.

O clima era de tensão e expectativa, com os adeptos a puxar pela equipa, como deveriam ter feito durante toda a temporada.

Soa o apito final e é a festa no Bonfim! Vitória mantém-se na primeira divisão, juntamente com Feirense e Moreirense, descendo, assim, o Estoril e o Paços de Ferreira. A felicidade é vivida no Bonfim, mas nem tudo são rosas: José Couceiro anunciou que não continuará à frente da equipa de Setúbal.

Sporting CP 6-2 GD Fabril: Má entrada dos leões fez acreditar numa surpresa

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Este jogo decisivo, entre duas equipas que fizeram por merecer a sua presença na final, teve duas partes bastante díspares. Na primeira, o Fabril entrou muito forte e conseguiu surpreender os leões, não só por ter marcado o primeiro golo do encontro e por ter feito balançar as redes adversárias por mais uma vez, pouco depois da equipa leonina ter igualado o marcador, chegando ao intervalo com o placard a registar uma vantagem de dois golos a um para a equipa barreirense.

O caminho leonino nem sempre foi fácil, mas acabou em glória com a conquista da Taça
Fonte: Sporting CP

A parte final foi muito mais bem conseguida do Sporting e por isso o resultado avolumou-se naturalmente, também por algum cansaço do Fabril, algo completamente natural numa equipa amadora. O resultado final foi um seis dois favorável aos comandados de Nuno Dias, numa clara demonstração que atualmente o conjunto verde e branco tem a melhor e mais forte equipa de Portugal, pois na meia-final o sorteio ditou um sempre escaldante derby lisboeta com o seu grande rival e esse obstáculo foi superado com sucesso. Uma palavra de grande reconhecimento pela postura do Fabril, que nunca descurou o contra-ataque e esteve quase sempre dentro do resultado.

Não ganhou o troféu, é certo, mas os seus adeptos e os habitantes do Barreiro devem estar orgulhosos pela forma como se exibiram e pela atitude positiva do seu treinador, num jogo onde o parcial final não espelha as dificuldades sentidas pelo bicampeão nacional, sobretudo na primeira metade.

Marítimo SC 2-1 Sporting CP: Leões caem perante Bailinho da Madeira

O calendário da primeira Liga portuguesa reservou para a última jornada um Marítimo-Sporting. Havia muito em jogo neste clássico do futebol português, essencialmente do lado sportinguista: a luta pela segunda posição no campeonato e a entrada na liga milionária na próxima temporada. O jogo cobriu-se, por isso, de um clima de emoções fortes.

A primeira parte foi bastante equilibrada, encaixando as duas formações perfeitamente uma na outra. Durante os primeiros cinco minutos, o Marítimo e o Sporting não tinham feito qualquer remate à baliza contrária. Assistiu-se, de início, a um jogo muito físico e disputado a meio campo.

Foi a equipa dos Leões a quebrar o estado de marasmo em que a partida se encontrava: começou por ganhar o meio-campo da formação da casa e isso fez com que se aproximasse mais vezes da grande área maritimista. Ao minuto onze assiste-se no Estádio dos Barreiros a uma excelente jogada dos Leões: passe de Fábio Coentrão para Bas Dost para o holandês “servir” na grande área Bruno Fernandes que proporciona uma excelente defesa ao guardião do Marítimo, o iraniano Amir.

Após um período de maior superioridade ofensiva do Sporting, por volta do minuto vinte, o Marítimo “cresce” no jogo, instalando-se no meio campo da formação lisboeta: aos dezanove minutos, o centro-campista João Gamboa remata, sem oposição, no coração da grande área dos leões, para uma interceção in extremis de Rodrigo Battaglia e, ao minuto vinte e três, excelente jogada coletiva da formação insular pelo lado esquerdo do seu ataque, contando com as incursões ofensivas do sempre inconformado Ghazarian.

Esta maior dominância do Marítimo na partida levou a que fosse a formação caseira a primeira a abrir o marcador. Foi logo ao minuto trinta e um, por parte do avançado Joel Tageu que rematou de cabeça após boa cobrança de um livre na zona esquerda do ataque maritimista de Edgar Costa. Saliente-se que o livre da formação de Daniel Martins foi na sequência de uma falta “desnecessária” de Fábio Coentrão, num lance aparentemente sem perigo para a baliza de Rui Patrício.

Mas a resposta do Sporting fez-se sentir logo no minuto seguinte. Corria o minuto trinta e dois quando Bas Dost empata a partida, após cruzamento rasteiro de Gelson Martins na ala direita do ataque dos Leões. Bas Dost, com calma e frieza que o caracteriza, remata para a baliza de Amir, deixando o iraniano completamente batido. Estava reposta a igualdade nos Barreiros.

Após o golo do Sporting, a equipa dos Leões cresce na partida e sucediam-se as oportunidades de golo. A equipa do Marítimo ia “vendo” o Sporting jogar, mas sempre muito bem posicionada em campo e aproveitando as inseguranças e precipitações de alguns jogadores do Sporting. Os momentos de superioridade dos Leões na primeira parte não ofuscavam a intranquilidade que sempre tiveram ao longo do jogo.

Bas Dosr foi o mais inconformado com o resultado
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou sem qualquer alteração nas duas equipas. Apesar de ter entrado melhor no segundo tempo, a equipa do Sporting “mastigava” muito o seu jogo no meio-campo maritimista. Muito mérito neste capítulo para a equipa de Daniel Ramos que fez muito bem o seu trabalho de casa.

Jorge Jesus não queria acreditar na quantidade de passes falhados dos seus jogadores. Sentia que tinha que fazer algo para mudar a sua equipa e é então que, ao minuto cinquenta e quatro, faz entrar Bryan Ruiz saindo Fábio Coentrão. Com esta mexida, o argentino Acuña assumia a posição de lateral-esquerdo, ficando o costa-riquenho na zona esquerda do meio-campo ofensivo. Se o lado esquerdo da equipa do Sporting se refrescava, o lado direito ia “mancando” muito por culpa de Piccini que ia acusando bastantes debilidades físicas. Ao minuto setenta e nove, Piccini pedia em campo, desesperado, a sua substituição.

Os minutos iam passando e o Sporting não ia conseguindo chegar ao tão almejado golo que o colocava na Liga milionária pois o Benfica vencia em casa o Moreirense. Mas a “falha” que sentenciou a partida estaria destinada ao mais insuspeito dos jogadores leoninos: Rui Patrício. Sim, esse mesmo. Sofreu, já em período de descontos, um monumental “frango” após incursão de Gahzaryan na área do Sporting que colocou o Marítimo na frente do marcador. Os jogadores do Sporting não acreditavam no que estava a acontecer no caldeirão dos Barreiros.

Em resumo, o resultado é justo. Ao longo de toda a partida, o Sporting mostrou-se como uma equipa desinspirada e pouco assertiva no último terço do terreno. Mérito para a equipa do Marítimo que conseguiu anular taticamente os principais jogadores desequilibradores dos Leões, criando também lances de grande perigo na baliza defendida por Rui Patrício. Os leões caíram perante o “bailinho da Madeira” e, devido ao facto do Benfica ter ganho, fica de fora da Liga dos Campeões da próxima temporada.

5 revelações da Liga Espanhola

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Agora que chegamos ao fim de mais uma época da La Liga, na qual o Barcelona conquistou o seu 25º título de campeão nacional, é altura de olharmos para os últimos nove meses de futebol nas terras de nuestros hermanos e ver quais foram os jogadores que inesperadamente se afirmaram nas suas equipas, quer sejam jovens ou quase veteranos.