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Boavista FC 1-0 CF “Os Belenenses”: Um resultado que sabe a pouco

Em jogo para a última jornada do campeonato, o Boavista procurava a vitória que lhe daria o sétimo lugar à condição. Os axadrezados dependem ainda do jogo do Marítimo frente ao Sporting no dia de amanhã para saber qual é a sua posição final na tabela classificativa. Já o Belenenses tinha a possibilidade de subir ao 10.º lugar caso ganhasse os três pontos, ficando também dependente do jogo do Tondela.

O Boavista, que apenas ganhou um dos últimos sete jogos que realizou, entrou a todo o gás contra o adversário de Lisboa. Nos 13 minutos iniciais da partida, tinha seis ataques contra apenas um do Belém. A equipa do Belém não conseguiu aproximar-se da baliza adversária e com os três homens da sua defesa a falhar muitos passes.

O Boavista foi uma equipa sempre pronta a atacar. Aos 15 minutos de jogo, Talocha antecipa-se a André Sousa. Fábio Espinho recolhe a bola na zona frontal, mas faltou pontaria ao jogador dos axadrezados. No minuto seguinte, Fábio Espinho novamente: atira para a defesa do guarda-redes Muriel. Mais uma vez, o lance surgiu de uma perda de bola por parte do Belenenses.

O domínio do Boavista é notório e a vantagem no marcador começa a justificar-se. É mesmo isso que acontece: golo soberbo de Kuca. Passe de Fábio Espinho para a número 10 do Boavista que, por sua vez, faz a bola passar por cima do defesa do Belém – Gonçalo Silva – e, com muita classe, espera o momento certo e rematou sem qualquer hipótese para Muriel.

A partir do momento em que se vê em vantagem a equipa do norte dá a iniciativa de jogo ao seu adversário. O Belenenses sobe de rendimento, aumenta a posse de bola mas, ainda assim, não consegue criar perigo.

A 3 minutos do final da 1.ª parte, Bruno Pereirinha perde a bola e, de forma imprudente, agarra Rochinha. O árbitro Rui Oliveira mostra-lhe o seu segundo cartão amarelo e jogador acaba por ser expulso. O Belenenses, por baixo do jogo, acaba com um jogador a menos dentro de campo.

Kuca marcou o golo decisivo do encontro
Fonte: Boavista Futebol Clube

Antes do fim da primeira parte, há tempo para duas grandes oportunidades para a equipa da casa. Fredy vence Carraça no duelo individual e tenta assistir o médio Saré, mas Talocha imperial a conseguir o corte. Logo de seguida, mais uma perda de bola por parte do Belenenses. Rochinha liberta para o seu colega Renato Santos. Grande remate a que o guarda-redes Muriel responde com um grande voo que nega o 2-0 à equipa das panteras.

A primeira parte acaba com muitos protestos dos jogadores do Belenenses a Rui Oliveira, alegando que o seu colega havia sido mal expulso.

Começa a segunda parte e o Belenenses começa à procura do golo. Aos 50 minutos chega até a colocar a bola dentro da baliza mas o golo é invalidado pelo VAR. Passe soberbo de André Sousa a rasgar toda a defesa do Boavista. Licá, mais rápido que o seu adversário, recebe a bola e remata abanando as redes da equipa da casa. O lance é invalidado, não havendo, assim, qualquer alteração no marcador.

Após o susto, o Boavista mostra serviço na senda da conquista dos três pontos. O guarda-redes do Belenenses nega o empate inúmeras vezes. Primeiro defende o pontapé de Rochinha e depois nega o golo a Florent aos 77 minutos.

Os dez minutos finais da partida foram espelho daquilo que foi todo o jogo. Supremacia do Boavista, inúmeras oportunidades, falta de critério na concretização dos lances por parte dos jogadores da equipa da casa e uma excelente exibição do guarda-redes Muriel que impediu que a sua equipa acabasse o campeonato a sofrer uma goleada.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Boavista FC: Vagner, Carraça, Rossi, Robson, Talocha, Idris, David Simão, Fábio Espinho (Subst. Leonardo Ruiz), Renato Santos, Kuca (Subst. Aymen Tahar) e Rochinha (Subst. Mateus).

CF Os Belenenses: Muriel (Subst. Ricardo Fernandes), Pereirinha, Gonçalo Silva, Cleylton, Florent, Fredy, Bouba Saré, André Sousa (Subst. Filipe Chaby), Persson, Licá, Maurides (Subst. Nathan).

Vitória SC 0-1 FC Porto: FC Porto vence e chega aos 88 pontos

Vitória SC e FC Porto estiveram frente a frente neste sábado no derradeiro jogo da época para ambas as equipas. Por um lado, os dragões chegavam a Guimarães com o título de campeões nacionais garantido na jornada anterior. Por sua vez, os vimaranenses entravam na última jornada do campeonato na 8.ª posição depois de uma época menos conseguida. 

Nota para a troca de papéis entre os treinadores desta tarde, com Sérgio Conceição a regressar ao Berço com a possibilidade de alcançar um número histórico de pontos conquistados e José Peseiro a reencontrar o FC Porto, equipa que orientou na segunda metade da época de 2015/16. 

Os primeiros minutos do jogo foram muito disputados na zona do meio-campo, com as duas equipas muito “presas” e encaixadas no sistema tático do adversário. A primeira tentativa de perigo surgiu através de uma jogada combinada entre Óliver Torres e Gonçalo Paciência, duas das surpresas promovidas por Sérgio Conceição, com o internacional português a fazer um cabeceamento fraco a sair ao lado da baliza adversária. 

Em cima do primeiro quarto de hora de jogo, O Vitória SC dispôs de uma oportunidade de grande perigo pelos pés de Rafael Martins que, isolado na cara de Vaná, desperdiçou o golo com um remate ao lado. 

Gonçalo Paciência tentou mostrar serviço no seu primeiro jogo a titular no campeonato e aos 18′ fez o primeiro remate enquadrado com a baliza dos azuis e brancos com um remate forte fora da área. 

A passividade defensiva dos homens da casa fazia-se notar na primeira meia-hora de jogo e Óliver aproveitou esse facilitismo e rematou com perigo à entrada da área para uma defesa complicada de Miguel Silva numa das melhores oportunidades dos dragões no primeiro tempo. 

A cinco minutos do intervalo, Heldon aproveitou o passe falhado de Óliver e numa excelente jogada individual, colocou a bola nos pés de Wakaso que rematou à figura de Vaná, desperdiçando uma oportunidade clara de golo. 

Gonçalo Paciência insistia na procura do seu primeiro golo com a camisola dos dragões e esteve perto de marcar ainda antes do fim do primeiro tempo, desta vez através de um remate à meia-volta depois de uma assistência de Marcano. 

Chegava assim o intervalo naquele que foi um jogo morno e sem golos com o FC Porto a dominar o jogo com mais ataques, mas as oportunidades de maior perigo a pertencer ao Vitória SC. 

Apesar de não ter marcado, Marega foi uma das principais figuras da época dos dragões
Fonte: FC Porto

No regresso ao relvado, o FC Porto entrou novamente dominante e com a entrada de Tiquinho Soares pouco depois do intervalo, era clara a intenção de Sérgio Conceição em alcançar a vitória no estádio D. Afonso Henriques e de atingir o recorde de pontos na Liga. 

O FC Porto mantinha o domínio mas sentia dificuldade em materializar os ataques em lances de perigo e aliado a tudo isto, a defesa do Vitória SC também mantinha-se estável e organizada. 

Apesar de tudo, o FC Porto viria mesmo a chegar ao golo em cima do minuto 70′. Na conversão de um lance de bola parada, Alex Telles, o suspeito do costume, cruzou e encontrou a cabeça de Marcano que inaugurou o marcador com um potente cabeceamento para o fundo das redes. 

A cinco minutos do fim, Rafael Martins cabeceou para a baliza e colocou à prova o recém-entrado Fabiano que controlou bem a bola. 

Os azuis e brancos geriram a vantagem pela margem mínima até ao final do encontro e conseguiram assim assegurar uma vitória difícil em Guimarães e consequentemente alcançar os desejados 88 pontos no campeonato nacional. Os festejos continuam para os dragões que seguem agora para os festejos junto com os seus adeptos nos Aliados. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Vitória SC: Miguel Silva;Sacko, João Afonso,Jubal e Konan; Heldon, Wakaso, Rafael Miranda e Raphinha (Subst. Sturgeon); Matheus (Subst. O.Estupiñán) e Rafael Martins 

FC Porto: Vaná (Subst. Fabiano); Maxi Pereira, Marcano, Felipe e Alex Telles; Brahimi, Óliver, Herrera e Corona (Subst. André André); Marega e Gonçalo Paciência (Subst. Tiquinho Soares). 

A reta final dos leões

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Depois de uma temporada onde a equipa esteve envolvida em várias competições, nas quais conquistou a Taça da Liga, está na final da Taça de Portugal, chegou aos quartos-de-final da Liga Europa e ainda esteve na luta pela conquista do campeonato até à penúltima jornada, restam apenas dois jogos para terminar uma exigente e longa temporada.

No que ao campeonato nacional diz respeito, os leões “adiaram” para a última batalha a decisão dos dois últimos lugares do pódio, depois do nulo em Alvalade contra o SL Benfica. Para assegurar a segunda posição no campeonato nacional é necessário vencer nos Barreiros o CS Marítimo, um sempre tradicionalmente complicado.

A última batalha, antes do merecido descanso, é a Final da Taça de Portugal contra o Desportivo das Aves no Jamor, onde mais uma vez é “obrigatório” vencer e conquistar a 17.ª Taça Rainha.

Na minha opinião, a acontecer estas duas vitórias é uma época bastante positiva para a nossa equipa. Apesar de não termos conseguido vencer o campeonato nacional, dois objetivos cumpridos, Taça da Liga e Taça de Portugal, e um segundo lugar no campeonato nacional parece-me um bom desempenho.

Acompanhe as breves análises aos jogos da reta final dos leões.

Os 5 piores brasileiros que passaram pelo FC Porto

O FC Porto tem a tradição de contratar bons jogadores brasileiros. Arthur, Jardel e Hulk são alguns exemplos. Outros atletas brasileiros destacaram-se tanto com o emblema portista que inclusive se naturalizaram portugueses para defenderem a seleção nacional, como são os casos do defesa Pepe e do médio Deco. Entretanto, às vezes, o atual campeão nacional também erra na sua avaliação e acaba contratando jogadores que acabaram por não render no clube. Vejamos então o Top 5 desses jogadores, considerando apenas os atletas contratados a partir dos anos 2000.

Conseguirá o Benfica parar o Sporting?

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Vários anos depois, o Sporting CP voltou a ser bicampeão, recuperando o lugar de equipa com mais títulos no andebol português. Ao longo do ano, a equipa apenas empatou uma partida e perdeu outra. É claro o domínio sportinguista durante toda esta época. A experiência de jogadores como Skok, Cudic, Ruesga, Carneiro, Nikcevic, Solha, Tiago Rocha, Cláudio Pedroso e Frankis Carol aliada à irreverência e à juventude de Manuel Gaspar, Francisco Tavares, Edmilson Araújo e Pedro Valdés permitirão ao clube de Alvalade ter o domínio do campeonato nos próximos anos. Isto se nenhuma peça chave do plantel deixar a equipa. Este é o caso de Pedro Portela que na próxima época vai jogar nos franceses do Tremblay. No entanto, os leões já estão a preparar a próxima época, assegurando a contratação de dois pontas direitos: Valentin Ghionea (romeno) e Fábio Chiuffa (brasileiro).

Mas mais do que esperar que o Sporting perca as suas peças chave, o Benfica se quer voltar a ter hipóteses a nível interno tem de reforçar a equipa em posições fulcrais.

A chegada de Carlos Resende trouxe algumas melhorias na qualidade de jogo apresentada, mas o Benfica continua a falhar em momentos chaves da época e para melhorar nesses momentos é preciso reforçar o plantes, começando pela baliza. Hugo Figueira já tem 38 anos, Miguel Espinha, apesar de apresentar qualidades, não se aproxima de Skok, Asanin, Cudic, Quintana e Laurentino, Diogo Valério e Gustavo Capdeville ainda têm muito para crescer. No entanto, têm surgido notícias que Borko Ritvoski, guardião macedónio de 36 anos, jogador do Barcelona, será reforço do Benfica na próxima época. Esta seria um reforço importante para o futuro da equipa.

Relativamente aos centrais, Pedro Seabra tem assumido bem o seu papel. João da Silva ainda não demonstrou o seu potencial, mas tem jogado mais a lateral-direito do que a central. Francisco Pereira pode vir a ser uma opção no futuro, mas neste momento será melhor crescer noutras paragens. Passamos para as pontas, onde, na esquerda, João Pais e Fábio Vidrago têm tomado conta do recado. Tiago Ferro regressou a meio da época devido à lesão de Vidrago, mas na próxima época deve voltar a ser emprestado. No lado direito, David Carvalho e André Alves apresentam qualidade, mas falta experiência. Para tal, já foi assegurada a contratação de Carlos Martins de 23 anos, ex-jogador do ABC e internacional português. Em relação aos pivots, o Benfica encontra-se bem servido com Paulo Moreno e Ricardo Pesqueira, sendo até plausível a saída de Ales Silva.

Por fim, os laterais: do lado direito temos Stefan Terzic, que foi mais uma vez prejudicado pelas lesões, e Belone Moreira, que teve em grande nível mais uma vez. Caso Terzic consiga ficar longe das lesões, o Benfica tem laterais direitos de grande qualidade. Mas também é nesta posição que surge uma notícia que “deixa água na boca”: a possível chegada de… Kiril Lazarov, vindo do Nantes. Na lateral esquerda, se Cavalcanti não sair e continuar a evoluir, se Nuno Grilo voltar ao nível que o levou a França e se Arthur Patrianova demonstrar o seu potencial, o Benfica vai ter um poder de fogo invejável. Nunca esquecendo que Pedro Santana e Gonçalo Nogueira irão continuar a sua evolução.

Qual será o melhor caminho para o Benfica?
Fonte: Ricardo Rosado Fotografia

Em suma, o Benfica tem condições para lutar ombro a ombro com o Sporting, reforçando algumas posições chaves (guarda-redes, ponta-direito e lateral-esquerdo/direito), sendo as duas primeiras as mais importantes e já estando asseguradas (Ritvoski e Carlos Martins). A verdade é que a falta de experiência da equipa (média de idades: 25,45 contra 29,46 do Sporting) também será fulcral para o decorrer da próxima época. Nota, ainda, para os adeptos: o ambiente que se sente no Pavilhão João Rocha é incrível e arrepiante, fazendo com que o Sporting entre sempre a ganhar nos jogos em casa. Enquanto o Benfica não conseguir essa ligação entre os adeptos e o andebol, o Sporting estará sempre um passo à frente.

A verdade é que com a equipa de sonho que o Sporting construiu, Benfica e Porto para estarem ao nível dos leões têm muito de melhorar e isso está a elevar o nível do nosso andebol.

Foto de Capa: Ricardo Rosado Fotografia

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Estrelas da Formação: Francisco Ferreira (“Ferro”)

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No Caixa Futebol Campus, tem vindo a despontar mais um bom valor da Formação do Sport Lisboa e Benfica. Desta vez, falamos de Francisco Ferreira (conhecido por “Ferro”, no mundo do Futebol), jovem defesa-central de 21 anos.

O nome que destacamos não é surpresa para ninguém. Na actual temporada, foi um dos jogadores mais importantes da equipa B do SL Benfica, uma vez que, com a subida de Rúben Dias ao plantel principal do SL Benfica, foi Ferro quem ficou com a responsabilidade de carregar a braçadeira de capitão e de se tornar no novo patrão da defesa da equipa secundária. Adicionalmente, mereceu também a confiança de Rui Jorge para assumir a titularidade na Selecção Nacional de Sub-21. Terá sido, portanto, uma época em ascensão para o jovem natural de Oliveira de Azeméis.

Estamos perante um defesa-central com óptima capacidade técnica, com uma visão de jogo bastante acima de média para a posição que ocupa (o que lhe permite iniciar o processo de construção de jogo com bastante qualidade) e um forte jogo aéreo. Em termos posicionais, Ferro encontra-se a um nível já bastante razoável, o que lhe permite estar sempre no encalço dos adversários, de forma a utilizar a sua boa capacidade de desarme. Para além das capacidades técnicas, há que reconhecer em Ferro uma capacidade de liderança nata. A meu ver, tem ainda algo a melhorar ao nível da concentração e da tomada de decisão, mas está já no bom caminho para fazer parte do plantel principal.

Ferro tem sabido aproveitar a oportunidade para se evidenciar como patrão da defesa da equipa comandada por Hélder Cristóvão
Fonte: SL Benfica

Segundo consta, a qualidade do actual capitão dos “bês” não tem passado despercebida lá fora. A evolução de Ferro fez com que o Liverpool FC avançasse para a sua contratação na passada janela de transferências, avanço esse recusado de imediato pela Direcção do SL Benfica, uma vez que vê no jovem uma aposta para o futuro imediato.

Na próxima temporada, poderá beneficiar de uma possível venda de Lisandro López (o argentino está emprestado ao FC Inter de Milão e poderá ver a sua cláusula ser activada) e assim ocupar a vaga deixada em aberto. Além do mais, consta que Rui Vitória pretende contar com Ferro durante a pré-temporada.

Ainda há um longo caminho para percorrer” – dizia Ferro, ao Bola na Rede, em 2013. Hoje, o que é certo é que o camisola 97 tem já treinado de forma bastante assídua com o plantel principal, tendo, ao que parece, Luisão como o seu grande mentor. As características de Ferro são diferentes das do brasileiro, no entanto, o “Girafa” poderá ter aqui um importante contributo no lançamento deste jovem. Terá de continuar a trabalhar e o percurso ainda não terminou, mas que está na direcção correcta, isso está.

Passamos, agora, a bola a Rui Vitória.

Foto de Capa: SL Benfica

O voleibol dos leões veio para ficar e… ganhar

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A senda de títulos que, esta temporada, o Sporting Clube de Portugal está a conquistar nas diferentes modalidades tornam-no, de facto, um clube que recupera, passo a passo, o seu ecletismo. O título de campeão nacional de Voleibol foi mais um momento de afirmação do ADN do clube, não só da modalidade no universo leonino, mas desta Direção que apostou e criou todas as condições para as Modalidades de Pavilhão.

Importa relembrar o contexto em que esta equipa de Voleibol foi formada: ano de regresso do clube de Alvalade e constituída por jogadores provenientes, sobretudo, do Norte do país. Este facto, aliado a um outro, que é o de grande parte das equipas que disputam o campeonato nacional serem desta zona do País, o Sporting, num ato que considero de excelente visão estratégica, assinou um protocolo com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira para que, no Pavilhão de Fiães, a sua formação de voleibol pudesse treinar durante a semana. A deslocação ao João Rocha seria feita apenas nas alturas em que a equipa jogava em casa.

A “turma de Alvalade” demonstrou sempre, ao longo da época, grande espírito de equipa
Fonte: Sporting Clube de Portugal – Voleibol

Além disso, a “pressão” que os pupilos de Hugo Silva tinham para ganhar o que quer que seja era mínima, fruto deste “regresso” à modalidade. Mas, mesmo assim, estes jogadores, treinador e restante staff respeitaram como ninguém, jogo após jogo, o símbolo que traziam ao peito, tomando para eles a missão leonina do esforço, dedicação, devoção e glória. Um muito obrigado a esses valentes leões!

Vale a pena ler a entrevista que Miguel Maia deu ao Diário de Notícias no dia nove de maio, onde afirma, entre outras coisas, que “o orçamento do Benfica para o voleibol era o dobro do nosso”. Tecendo largos elogios a Bruno de Carvalho, considera-o um Presidente do Clube e não apenas do Futebol: “É um presidente único e que veio demonstrar que ama o Sporting. Ele não é o presidente do futebol, é o presidente do clube e prova-o todos os dias. Tem de olhar para todo o mundo Sporting e é o que faz. Olhar só para o futebol é de alguém que apenas quer aparecer e de alguém que se quer aproveitar do clube e não de alguém que ama o clube.”

Mais uma vez ficava a prova, se ainda dúvidas houvessem, de que o Voleibol dos Leões veio para ficar. Mas veio, sobretudo, para ganhar, ganhar e ganhar.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal – Voleibol

 

Por que sou fã de wrestling?

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Após algumas semanas a tentar formalizar uma justificação concreta para ver wrestling nos dias que correm, finalmente decidi abrir o jogo com todos vós e apresentar-vos as razões que me levaram a querer, um dia, ser fã de wrestling.

Começando pelo início, vejo wrestling desde 2009. Na altura, acompanhava o produto através dos canais de televisão, que emitiam o Raw, Smackdown e os compactos semanais. O meu gosto começou por aí, até evoluir para mais algo mais sério, que viria a acontecer mais tarde.

Em 2012, tinha 15 anos quando vi o primeiro evento em direto. Para começar em grande, nada melhor que a WrestleMania da altura, a 28, para ser mais específico.

No entanto, o verdadeiro ponto de viragem deste percurso aconteceu dois anos depois, quando me comecei, aos poucos, a envolver em projectos relacionados com wrestling, até chegar onde estou agora, na Bola na Rede, a escrever para vocês.

Para quem está a ler o texto nesta altura, pode-se interrogar, e com razão: Ok, já falaste de como começaste a ver wrestling, mas na realidade quais são razões que te levaram a ser fã?

Confesso que é uma pergunta difícil de analisar e refletir e que, no fundo, está na origem do trajeto que todos nós tomámos até aos dias de hoje, independentemente do tipo de empresa que assistimos, do contexto que potenciou tudo isto e da nossa própria opinião e visão das coisas. Ao fim ao cabo, de todo o conjunto de condicionantes que marcaram o apreciar de um desporto como este. (E sim, o wrestling é um desporto como todos os outros!)

Quando se fala em wrestling, fala-se, acima de tudo, na multiplicidade de pontos de vista, que variam de pessoa para pessoa e que tornam tudo muito mais estimulante. Porém, é muito mais do que isso.

A passagem da WWE por Portugal foi um dos momentos que marcaram este percurso
Fonte: WWE

No meu entender, ser fã de wrestling significa aceitar todo o tipo de decisões que uma certa empresa toma em função do que ela entende ser melhor para o público. Por vezes, podemos achar que não é a melhor decisão, mas a única opção que nos resta é mesmo lidar com isso.

Como fãs, não podemos mudar a visão de uma promotora, por muito que isso nos custe saber. Podemos, no entanto, alterar o trajeto da comunidade em que estamos inseridos ou, no caso de não estarmos envolvidos em nada, simplesmente aceitar o que nos está a ser vendido a toda a hora. E acreditem, é mesmo muita coisa, seja WWE, NXT, Impact, NJPW ou ROH, entre muitas outras.

Mas nem tudo é mau, porque, na minha opinião, ser fã de wrestling acarreta consigo um encanto muito especial, que se torna visível em cada programa ou evento. Sobretudo em alturas tão marcantes para o negócio, como a WrestleMania, o Royal Rumble ou o SummerSlam, este encanto torna-se muito mais evidente.

Se pudesse caracterizar o que sinto, diria que é inexplicável e um misto de emoções, ao mesmo tempo. Sendo um desporto que, só por si, já é emocionante, o wrestling carrega consigo uma componente ainda mais nostálgica e emocional a cada combate, segmento, regresso ou estreia.

Ser fã, hoje em dia, é sinónimo de lidar com momentos, bons e maus, relaxar, disfrutar, gritar, divertir e opinar, entre muitas outras vertentes. 

Na minha experiência pessoal, que é relativamente recente, sinto tudo isto ao mesmo tempo, o que se faz concluir que vale a pena ser fã de wrestling. Todos nós começámos a assistir quando erámos crianças, e a maior parte de vocês começou e parou nessa altura. Eu não o fiz, e conheço mais pessoas que também não o fizeram!

Não estou, com isto, a desvalorizar o contexto em que cada um começou a ver wrestling ou quando decidiu terminar, mas, no meu ver, um verdadeiro fã também se preza por acompanhar o produto com alguma regularidade e esforçar-se, pelo menos, em saber os mínimos do que se vai passando na atualidade das várias promotoras.

Obviamente que tudo isto depende de múltiplos fatores, mas uma coisa é certa: o wrestling veio para ficar e não para estagnar numa só geração ou num determinado período de crescimento.

No final de todas estas palavras, dou-me por satisfeito se muitos de vocês conseguirem entender o conjunto de sensações que se vivem ao ser fã. Se não for correspondido, aconselho-vos a tentar viver a experiência, porque só aí é que vão perceber aquilo de que eu estou para aqui a falar. Se o conseguir, é sinal de que a minha mensagem passou para esse lado e foi percebida com eficácia.

Foto de Capa: WWE

Éder: Um amuleto entre o sentimento e a razão

O dia 10 de Julho de 2016 ficou eternizado na memória dos portugueses. Facto incontornável. Espírito de ansiedade, comunhão, e sobretudo fraternidade em torno de um acontecimento, encheram a atmosfera não só do nosso país, mas de muitos outros locais fora dele. Desde pessoas em Timor de mota a celebrar as passagens à próxima fase, passando pelo nosso Portugal, até Paris. O sentimento que invadiu qualquer emigrante em França derivado ao futebol não pode ser ignorado. O futebol pode ser muito mais do que o nosso país tem feito com ele.

Éder, após glorificar esse dia, concedeu entrevistas, apareceu em tudo o que é lado, quer em pessoa, quer virtualmente mas, como tudo na vida, o impacto tem prazo de validade. Éder andava no Lille, nem era escolha regular, e faturava pouco; agora está na Rússia. Curioso que pode vir a disputar novamente um campeonato de seleções no país onde exerce a sua atividade profissional. Como no Lille, entra mais vezes do que se apresenta como escolha inicial, e voltou à ribalta com o golo que selou a conquista do campeonato por parte do Lokomotiv. Parece normal, já que é um avançado e entrou fresco na reta final do jogo, mas já repararam? O mesmo jogador, que nem joga assim tanto (falando mesmo em termos técnicos), e é tão decisivo. Será que nos dá jeito, e cabe um jogador destes nas escolhas? Toda a fé que envolve o seio da Seleção de Todos Nós não é frutífera sem Éder?

Sou fã de meritocracia. Se me questionarem quanto aos convocados, não consigo excluir vários e levar apenas 23. Hoje em dia, Portugal orgulha-se de ter um vasto leque de escolhas, mas admito que há uma certa tendência em preferir jogadores apenas porque fazem parte de um clube de grande dimensão. A equipa será montada assentando nas necessidades da equipa, jogadores serão preteridos por certas características que podem ou não podem oferecer. E o nosso estilo de jogo, sendo ele tão tático, pode deixar futebolistas mais “vistosos” de fora, viajando até à Rússia deles com um critério mais posicional ou físico. E atenção: desde o dia enunciado logo no início, em confio no nosso selecionador. Eternamente grato.

Fernando Santos é assumidamente um homem religioso. Além disso, é bastante racional, e eleva a razão em detrimento do sentimento. Faz questão de elucidar isso nos seus discursos. No futebol, a razão perde espaço, o clima de Campeonato do Mundo é especial, esses meses de verão pintam-se com cores mais vivas. Mulheres lindas dirigem-se aos estádios e muita gente que não liga à bola passa a ligar. A conexão que esta modalidade provoca por entre as pessoas não pode ser ignorada. Terá demonstrado o suficiente para suplantar outros nomes na convocatória? Poderá Éder ser novamente um elo útil e conectar as nossas gentes à Conquista do Sonho?

Foto de capa: FC Lokomotiv Moscovo

Artigo revisto por: Jorge Neves

O último canto de um cisne, um derby escaldante e um ‘Scudetto’ anunciado

Entrámos na reta final dos principais campeonatos e apesar de serem conhecidos já alguns dos respetivos campeões ainda há muito por decidir.

Do derby sevilhano ao adeus à Premier League, será seguramente um fim de semana intenso que terminará com um dos difíceis Scudettos dos últimos anos.