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Casa Pia AC 1-0 Leixões SC: “Heróis do Mar” naufragam perante “Gansos” líderes

A CRÓNICA: TRÊS EXPULSÕES E UM GOLO, MAS UMA PARTIDA POUCO ANIMADA

Oriundos de Matosinhos, o Leixões SC desceu ao centro do país para defrontar o Casa Pia AC, uma das sensações da Segunda Liga. Até ao momento, distanciam-se tanto a nível geográfico como classificativo (3º vs 12º), assim como as suas performances habituais. Porém como sabemos, em campo, a história pode ser outra e os “heróis” também.

Ainda que a partida tenha começado equilibrada, os gansos não pretendiam meter a pata na poça e começaram a apertar cada vez mais. Perto dos 10´, logo depois de um golo anulado a seu favor, Neto conclui o serviço na sequência de uma recuperação fundamental de Jota e o Casa Pia AC ganhava por 1-0.

Um passo em frente e, seis minutos depois, dois atrás. O capitão Vasco Fernandes leva o segundo amarelo e abandona o campo, o que os obriga a mudar a tática de jogo. A partida acalmou e arrastou-se lentamente até ao intervalo, sem grandes sinais de perigo (salvo uma ocasião dos visitantes).

Na segunda parte, os “heróis do mar” seguraram o leme da partida e foram à procura do empate, em função do abdique de bola do Casa Pia AC. Terra à vista, mas não uma boa. Thalis, o extremo direito do Leixões, é expulso e deixa o clube em “más águas”. Seria o fim: o naufrágio dos “heróis do mar”? Tentaram, tentaram e tentaram. Porém, o barco nortenho já estava submerso e o Casa Pia AC, muito defensivo, segurou os três pontos em Pina Manique.

 

A FIGURA

Neto (Casa Pia AC) – Foi um senhor dentro de campo. Além de marcar o único golo da partida dando a vitória ao seu clube, esteve impecável no miolo do terreno. Preencheu e criou vários espaços, conduziu jogadas e ainda defendeu bem. Que grande exibição!

 

O FORA DE JOGO

Thalis (Leixões SC) – Para além de não ter feito um bom jogo quando este o chamou à ação, Thalis acabou por estar num dos momentos-chave para a sua equipa, pelo lado negativo. Ao intervalo montaram uma estratégia para aproveitar a superioridade numérica nos segundos quarenta e cinco minutos e, apenas com 16, o jogador acabou por ser expulso numa atitude completamente evitável. Colocou a sua equipa com menos um e a superioridade que se esperava na segunda parte acabou por não existir.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

O Casa Pia AC apresentou-se no típico 3-4-3 com a linha mais recuada a ser constituída por Zolotic mais à esquerda, Zach mais á direita e Vasco Fernandes no eixo da defesa. O meio-campo ficou encarregue a duas peças, Banjaqui e Neto, que viam Derick Poloni a aparecer pela esquerda e Leonardo Lelo pela direita, na função de alas, tão importantes no momento ofensivo como no defensivo. Na linha mais subida apareceu, como de costume, João Vieira a ponta de lança, Jota na esquerda e a surpresa, Leandro Sanca, que jogou pela direita. Esta foi a disposição tática da equipa nos primeiros 19 minutos, enquanto jogaram com 11 jogadores. Vasco Fernandes acabou por ver o segundo amarelo e foi expulso da partida, obrigando os comandados de Filipe Martins a uma reorganização que pareceu bastante simples até ao fim da primeira parte: os dois laterais desceram, assim como os extremos, fazendo a equipa jogar num 4-4-1 que acabou por manter a coesão defensiva.

Na segunda parte, e prevendo um adversário mais pressionante e com intenções de se chegar mais à frente, a equipa caseira voltou aos três centrais, abdicando do homem da frente mais fixo, João Vieira, dando a responsabilidade a Jota e Sanca de fazerem a equipa jogar nos últimos 30 metros. Conseguiram aguentar os primeiros 16 minutos e, quando viram um elemento da equipa adversária ser expulso, controlaram a partida com mais facilidade, não fugindo ao desenho proposto para a segunda parte.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lucas Paes (7)

Zolotic (8)

Vasco Fernandes (4)

Zach (6)

Leonardo Lelo (6)

Neto (9)

Banjaqui (7)

Derick Poloni (8)

Jota (8)

João Vieira (6)

Sanca (6)

SUBS UTILIZADOS

Kelechi (7)

Vitó (6)

Lucas Soares (5)

Camilo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

O Leixões SC dispôs-se num 3-5-2 composto por Calasen a defesa central direito, Léo Bolgado no centro e Gustavo França pela esquerda, fazendo subir os dois alas, Abel Folha pela esquerda e João Amorim pela direita. No meio campo apareceram três elementos, Nduwarugira como número seis e Thalis e Amorim como médios interiores mais ofensivos. Este último com a responsabilidade de aparecer encostado a uma ala quando a equipa tinha bola mais à frente, formando uma linha de três onde se juntava a Wendel, o ponta de lança de raíz, e Kiki, o extremo mais avançado da equipa. Mesmo depois de ver a equipa reduzida a dez, José Mota nada alterou na sua formação na primeira parte.

Para os segundos quarenta e cinco minutos, com a necessidade de fazer mais, o técnico promoveu uma alteração, tirando Calasan e colocando George, passando a equipa a jogar num evidente 4-3-3, com o número 11 a assumir a posição antes ocupada por Thalis, fazendo-o subir para a extrema direita. Mesmo assim não conseguiram criar oportunidades claras e, quando se voltou a jogar com igualdade numérica, foram obrigados a mexer para não perderem capacidade de pressionar na frente. Assim, José Mota fez entrar Isnaba para fazer face ao expulso Thalis, deixando o meio campo entregue a apenas dois elementos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stefanovic (5)

Gustavo França (5)

Léo Bolgado (5)

Calasan (4)

Abel Folha (5)

Nduwarugira (7)

Morim (6)

João Amorim (5)

Kiki (5)

Wendel (6)

Thalis (4)

SUBS UTILIZADOS

George (5)

Isnaba (5)

Diogo Leitão (5)

Rúben Candal (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Bom dia. Depois de Vasco Fernandes ter sido expulso, o Casa Pia adotou a linha de quatro defesas sem passar grandes dificuldades até ao intervalo. Na 2ª parte, colocou Kelechi e voltou à habitual linha de 5 defesas. Porque é que tomou essa decisão e pergunto-lhe se a equipa não se sente confortável a jogar numa linha de 4?

José da Paz Reis: Não é uma questão de sentir mais confortável ou desconfortável. A questão é que estamos com muitas rotinas de uma linha de 5 e como tínhamos a opção de mais um central no banco sentimos que a equipa estava mais segura. Também o fizemos em função deste adversário que procura muito jogo exterior com muitos cruzamentos. Sentimos a necessidade de proteger os corredores com os nossos laterais: Lelo e Poloni e condicionar o jogo do adversário.

 

Leixões SC

BnR: Antes da expulsão de Thalis, via-se no seu banco que estava a preparar substituições. Mesmo com a expulsão, acabou por fazê-las e perguntava-lhe antes de mais se considera essa expulsão capital para a sua equipa e o que teve de alterar nessas substituições para aquilo que tinha pensado em primeiro plano?

José Mota: Não foi o momento crucial do jogo, foi o golo. Sem que nada tivesse feito quer uma quer outra equipa, o Casa Pia AC acaba por estar a vencer. Estes erros são os erros que se pagam caríssimo quando oferecemos um brinde ao adversário. A partir daí, o Casa Pia mais nada fez para aumentar a vantagem que tinha. Manteve-se com a sua estrutura, não deu espaço entre-linhas. Fez substituições no sentido de reforçar a defesa porque estava a ganhar 1-0. Isto é que é a diferença. Não poderíamos ter sofrido aquele golo. O 0-0 fazia com que tivéssemos mais espaço para jogar no meio-campo adversário.

A expulsão do Vasco Fernandes fez com que o bloco do Casa Pia baixasse significativamente, só saindo pela certa. Tudo fizeram para segurar a vantagem. Sei que esta equipa do Casa Pia é uma equipa experiente com jogadores com muita maturidade, ao contrário da minha. Tinha 12 jogadores do escalão sub-23, ainda que isto não seja uma desculpa.

Não fomos esclarecidos, mas conseguimos dominar. Mesmo em inferioridade, fomos sempre melhores tentando jogar por todo o lado. É verdade que não criámos ocasiões de golo na segunda parte, mas penso que por tudo aquilo que aconteceu merecíamos outro resultado, essencialmente pela duas ou três oportunidades claras que criámos na primeira parte.

 

Rescaldo da opinião de Diogo Lagos Reis e Guilherme Vilabril Rodrigues.

CD Trofense 1-3 UD Vilafranquense: 45 minutos bastaram

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A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE FORTE DOS VISITANTES E SEGURANÇA DE FACCHINI FOI SUFICIENTE

O Vilafraquense deslocou-se à Trofa, e regressou aos triunfos de forma convincente com uma vitória por 1-3. Depois de 45 minutos de alta rotação e elevada pressão, a equipa de Vila Franca de Xira deu-se à organização na segunda metade e segurou a vantagem. 45 minutos que bastaram para os visitantes somarem a quinta vitória no campeonato. O CD Trofense, por outro lado, arrecada a sétima derrota.

O início revelou-se algo atribulado para a turma da casa. A saída à três do CD Trofense foi muito bem condicionada pelos forasteiros, que acionavam uma pressão forte, agressiva e bem organizada, e as dificuldades foram evidentes para construir jogo. Do lado do Vilafranquense, tudo a correr bem: com bola demonstravam assertividade e intencionalidade, sem ela evitavam quaisquer tipo de perigos do adversário.

Tanta intencionalidade e pressão que acabaria por trazer frutos. Logo ao minuto 16, Menaour Belkheir aproveitou um ressalto dentro da área e, bem enquadrado perante Rodrigo Moura, não vacilou naquele que foi o primeiro sobressalto na área dos homens da casa.

Depois do primeiro golo a toada não se alterou e o CD Trofense, não coincidiu a vontade com a qualidade e o discernimento necessário para alterar o rumo dos acontecimentos, ao passo que, numa transição ofensiva os forasteiros ampliaram o marcador.

Nuno Rodrigues, após uma bela intervenção de Rodrigo Moura, aproveitou para atirar a contar, num remate em jeito que deixaria os visitantes com (ainda) mais conforto no jogo. 0-2 no final do primeiro tempo e o Vilafranquense dava o tónico para o que seria o resto do jogo.

Segunda parte assimétrica. Se o Vilafraquense tinha iniciado a primeira parte com tudo, no começo da segunda, foi o CD Trofense a dar uma réplica. Depois do recém entrado Diedhiou ter permitido uma grande intervenção a Facchini, João Paulo não perdoou na sequência de um canto. 10 minutos de asfixia total para os forasteiros, que se observavam, constantamente, invadidos pela quantidade de homens vermelhos no seu terço defensivo.

Após o golo, o Vilafraquense estabilizou e aproveitou a ineficácia do CD Trofense para voltar à ‘estaca dois’. 1-3 com Fati – saltou do banco ao minuto 60  – a fazer o golo da tranquilidade forasteira.

Até final, Facchini defendeu tudo e permitiu segurar a vantagem de dois golos aos homens de Vila Franca de Xira.

 

A FIGURA

Fonte: Vilafraquense

Adriano Facchini – Impressionante a quantidade de defesas que o experiente guarda redes conseguiu fazer. Depois do golo sofrido advinhava-se dificuldades, mas Facchini conseguiu segurar a equipa ao marcador.

 

 

O FORA DE JOGO

Primeira parte do CD Trofense – 45 minutos autenticamente desoladores para os homens da casa. Seja por impreparação, ou pela agressividade/alta pressão do oponente, a verdade é que o CD Trofense teve um dos piores 45 minutos da época diante o Vilafranquense.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

Francisco Chaló voltou a utilizar o onze que empatou diante a Académica, jogando no habitual 3-4-3. Priveligiando uma primeira fase de construção entre os centrais, a equipa da Trofa teve muita dificuldade em ligar jogo com o setor intermediário, forçando – muitas vezes sem nexo – a bola longa, onde a equipa do Vilafranquense sentiu-se sempre confortável pela autoridade que os centrais demonstraram no jogo aéreo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rodrigo Moura (6)

Rodrigo Ferreira (4)

Ange Mutsinsi (5)

Simão Martins (6)

João Paulo (7)

Tiago André (6)

Vasco Rocha (6)

Matheus Índio (6)

Elias Achouri (5)

Bruno Almeida (6)

Bruno Moreira (4)

 

SUBS UTILIZADOS

Beni (6)

Barthélémy Diedhiou (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VILAFRANQUENSE

A equipa orientada por Leandro Monteiro (Filipe Gouveia estava castigado) alinhou com várias substituições em virtude da derrota perante o Casa Pia. Filipe Melo, Idrissa Dioh, Nuno Rodrigues e Belkheir foram as novidades, sendo que os dois últimos foram fundamentais no plano que Filipe Gouveia trouxe para a partida.

Em termos estruturais, o Vilafranquense atuou em 3-4-3, com especial preponderância para criar superioridade numérica nas laterais do CD Trofense e no half space, ou seja, entre o lateral e o central.

Defensivamente, a equipa visitante procurou pressionar alto e condicionar a primeira fase de construção do oponente.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (8)

Jules Mendy (5)

Filipe Melo (6)

Gabriel Pereira (6)

Idrissa (6)

Léo Cordeiro (6)

Mike Moura (6)

Léo Bahia (6)

Belkheir (7)

Nuno Rodrigues (7)

Wágner (5)

SUBS UTILIZADOS

Eric Veiga (6)

Fati (7)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Trofense

BnR: Bom dia mister, considerou que o cerne da derrota esteve no facto da equipa não ter conseguido, principalmente no primeiro tempo, ligar setores com tranquilidade, tendo persistido, secalhar de forma exagerada – não sei se concorda – na bola longa.

Francisco Chaló: “Só não concordo com os passes longos. Gosto da pergunta, porque tem teor técnico. A única diferença é que o passe longo do Vilafraquense «morria» no pé, do jogador do Vilafraquense, com o companheiro na frente, virava-se…e vem de encontro com aquilo que dizia. Hoje os jogadores do Vilafraquense eram todos Maradonas. Porquê? Muita passividade nossa, não entramos no jogo como nós queríamos…E dou o exemplo da nossa bola de saída. Nós nunca tivemos capacidade entrelinhas, recepções, passes, passes longos, movimentações, deslocamentos, exageros no transporte de bola, metemos muito na cabine telefónica, não jogamos de forma coletiva”.

 

Vilafraquense

BnR: Bom dia mister, em que medida sentiu que era importante entrar forte no jogo, como se viu, e se considerou que uma das chaves do jogo persistiu na organização defensiva e no momento de pressionar alto o adversário?

Leandro Monteiro: “É uma das variáveis que foram fundamentais para ser um pilar na naquilo que era a nossa estratégia para o jogo. Sabíamos, de antemão, que o CD Trofense também gosta de pressionar, e que se iria sentir um pouco desconfortável em situações com bola, se fosse pressionado alto, sabíamos disso, preparamos isso, e a equipa interpretou muito bem o guião que tínhamos para este jogo”.

CAN | Os 5 principais candidatos à vitória

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Sempre que ocorre este torneio, recordo-me do Mundial de 2010 na África do Sul, pelo seu ambiente absolutamente mágico. Adoro!

Nos Camarões, a 33ª edição do Campeonato Africano das Nações está à porta e já se ouve o rufar dos tambores, a música e a alegria. É a festa do futebol africano!

Não obstante a menor visibilidade em relação ao Euro e à Copa América, trata-se da competição mais prestigiada do seu continente, com inúmeras super-estrelas prontas para brilhar. Tal como diria a Shakira, “This Time for Africa”!

SL Benfica x FC Paços de Ferreira | A quem terão caído melhor as passas?

Primeira Liga, 17ª Jornada: domingo, 18h, 9 de janeiro de 2022

ANTEVISÃO: NOVOS HOMENS DO LEME, VELHO DESTINO: VITÓRIA

É na ressaca de duas derrotas consecutivas que o SL Benfica se apresenta para o primeiro jogo de 2022.

AS ÁGUIAS SOFRERAM GOLOS PARA A LIGA NOS ÚLTIMOS QUATRO JOGOS MAS QUEREM VOLTAR ÀS VITÓRIAS DEPOIS DAS DUAS DERROTAS NO DRAGÃO. TEREMOS O SL BENFICA A VENCER COM AMBAS A MARCAR? APOSTA JÁ COM A BWIN!

Por outro lado, é na ressaca de duas vitórias consecutivas que o FC Paços de Ferreira se desloca à Luz para os primeiros 90 minutos mais descontos de futebol no novo ano. As águias vão procurar nesta partida consumar o favoritismo histórico, para que o momento de forma não tenha na equação o peso que teoricamente poderá ter.

Já o FC Paços de Ferreira vai querer que esta viagem à capital acabe com o terceiro triunfo consecutivo – algo que, a acontecer, constituirá uma novidade para os Castores esta temporada.

Com novos treinadores e novas ideias de parte a parte torna-se ainda mais difícil prever quem sairá vitorioso (se alguém) da partida que encerra a primeira volta de ambos os conjuntos.

Todavia, alguns dados poderão ajudar-nos a chegar a uma previsão fundamentada. Ora vejamos os seguintes dez.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O SL Benfica venceu os últimos oito confrontos diretos.
  2. O FC Paços de Ferreira não triunfa sobre os encarnados há 13 jogos (última vitória foi na Capital do Móvel, por 1-0, a 26 de janeiro de 2015 – golo de grande penalidade de Sérgio Oliveira aos 90 minutos).
  3. Nos últimos 35 embates entre benfiquistas e pacenses, registaram-se apenas duas vitórias auriverdes e foram ambas na Mata Real.
  4. No historial, encontramos 53 jogos entre SL Benfica e FC Paços de Ferreira e apenas quatro triunfos dos castores – sempre por resultados diferentes: 3-2, 2-1, 3-1 e 1-0.
  5. O FC Paços de Ferreira só por uma vez venceu no reduto das águias: foi a 18 de março de 2001, para a 25ª jornada da Primeira Liga, e o resultado registado foi um 2-3.
  6. O SL Benfica só não marcou golos em três dos 53 encontros com o FC Paços de Ferreira (dois nulos e uma derrota por 1-0).
  7. Nos últimos 11 embates com as águias, os castores só apontaram três golos.
  8. O FC Paços de Ferreira venceu dois dos seus últimos dez jogos (todas as competições).
  9. O SL Benfica pode chegar aos 6000 golos na sua história, caso abane a rede pacense por duas vezes.

10. No que respeita ao primeiro jogo do ano civil, as águias venceram apenas dois dos últimos cinco. Por seu turno, os castores venceram três “primeiros jogos do ano” nos últimos cinco anos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

quem SL Benfica Darwin
Darwin conta com 13 golos no campeonato
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Darwin (SL Benfica) – O jovem avançado uruguaio teve uma prestação apagada no primeiro clássico – como toda a equipa – e viu-se privado de jogar o segundo.

Vai, então, procurar na recepção ao FC Paços de Ferreira voltar à fase avassaladora que atravessava antes do duplo duelo no Dragão e reforçar o estatuto de melhor marcador da Primeira Liga.

Do lado encarnado, espera-se que a parceria com Rafa (líder das assistências) volte a dar frutos.

 

Denilson Jr. (FC Paços de Ferreira)  o jogador de 26 anos enverga a “10” dos Castores, mas ficava-lhe bem a “9”. Nos dois encontros sob alçada de César Peixoto, só ele marcou.

Fez o golo da vitória por 1-0 em Tondela e bisou no triunfo pacense por 2-1 na recepção ao CD Santa Clara. No total da época, são já oito os golos que o brasileiro granjeou para a sua conta pessoal. Será, por certo, um dos perigos à solta no relvado do Estádio da Luz.

 

XI´S PROVÁVEIS

SL Benfica: Helton Leite; Gilberto, Otamendi, Morato, Grimaldo; Weigl, João Mário, Rafa, Everton; Ramos, Darwin.

Treinador: Nélson Veríssimo

“É um desafio para nós pela forma como o Paços de Ferreira se vai apresentar. Pensamos que se vai apresentar com uma linha de cinco no processo defensivo. A questão é saber se será com uma linha de quatro defesas e um ala ou três defesas-centrais e dois laterais.

Partindo deste pressuposto, claramente que as dinâmicas ofensivas podem ser outras, mas isto é o jogo que é feito de um lado e de outro.

Acreditamos num Paços de Ferreira com uma postura mais defensiva e a tentar a transição para nos criar problemas. Nós vamos ter maior controlo de jogo e teremos mais situações no meio-campo ofensivo”.

 

FC Paços de Ferreira: André Ferreira; Fernando Fonseca, Marco Baixinho, Nuno Lima, Luís Bastos; Stephen Eustáquio, Rui Pires, Juan Delgado; Lucas Silva, Uilton Silva, Denilson Jr.

Treinador: César Peixoto

“Fizemos o trabalho de casa, tentando perceber o que o Veríssimo fazia na equipa B do Benfica, mas, por mais que o treinador tenha uma ideia, o plantel é diferente e há coisas que vão mudar. Isso dificulta sempre o trabalho”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SL BENFICA 2–1 FC PAÇOS DE FERREIRA

Estoril Praia SAD 2-3 FC Porto: A crença veio até à linha

A CRÓNICA: JOGO DE VERTIGEM NA AMOREIRA

Num dos jogos mais frenéticos do campeonato, o FC Porto deslocou-se ao António Coimbra da Mota, onde vendeu o GD Estoril Praia. Taremi, Luis Díaz e Francisco Conceição assinaram a reviravolta portista. Do outro lado, Arthur e André Franco fizeram o gosto ao pé.

A primeira parte acabou por significar um descalabro total para o FC Porto frente a um Estoril Praia SAD bem ciente do que estava a fazer.

Aos 15 minutos, Taremi teve nos pés o 1-0, mas a defesa estorilista mostrou que não estava em campo para facilitar, sendo que um dos grandes objetivos também passava por anular aquilo que Luis Díaz poderia trazer ao jogo. Aos 17 e 27 minutos, dupla oportunidade para o colombiano, mas o azar e o guardião Thiago Silva deram conta do recado.

A partir daqui, veio o momento de glória para a equipa de Bruno Pinheiro. Primeiro uma ameaça com um golo anulado a Chiquinho, mas pouco tempo depois a bola acabou mesmo por entrar. Aos 38 minutos, Arthur Gomes puxou para dentro e enviou um míssil que passou por cima de Diogo Costa e entrou na baliza.

O jogo já não estava bom para os azuis e brancos, mas a passividade defensiva e a qualidade ofensiva do adversário ajudaram a piorar a situação. Wendell comete grande penalidade convertida com sucesso por André Franco aos 43 minutos. Ficava assim na retina uma primeira parte de luxo para o Estoril Praia SAD e de pesadelo para o FC Porto.

A segunda parte acabou por trazer um novo sangue ao dragão. Mas, mesmo assim, eram poucos os que estavam preparados para o que aí vinha.

Aos 49 minutos, Taremi reduziu o marcador numa recarga depois de Luis Díaz tentar o golo. Este era o impulso que os azuis e brancos precisavam. Taremi voltou a estar perto de marcar, mas Vitinha também quis marcar presença. Livre direto cobrado de forma exímia, que só não entrou por mais uma intervenção fabulosa de Thiago Rodrigues.

O jogo podia ter ficado resolvido aos 62 minutos, mas o golo de Rui Fonte acabou por ser anulado.

Mas a verdade é que o jogo resolveu-se mesmo, mas ao contrário…

Aos 84 minutos, Luis Díaz deu o empate na sequência de um lance individual e, aos 89 minutos, apareceu Francisco Conceição para mais um momento efusivo entre o jogador e todo o universo portista.

Era assim o ponto final de um jogo com uma vertigem ofensiva, onde a crença portista vigorou. Com este resultado, o FC Porto assume, assim, a liderança isolada do campeonato.

A FIGURA

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Luis Díaz – Depois de uma primeira parte muito apagada e antes do 3-2, nunca pensei em atribuir o título de melhor em campo ao extremo colombiano. Mas a verdade é que parecia outro jogador que veio nos segundos 45 minutos. Apesar da exibição do guardião Thiago Silva, é importante destacar a influência de Luis Díaz nos três golos portistas. A magia colombiana tardou, mas apareceu.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Wendell – No momento em que não há Zaidu e em que se esperava uma plena afirmação, Wendell fez tudo errado. Para além de não ter nenhum contributo ofensivo na equipa portista, acabou por cometer a grande penalidade que deu o 2-0 ao Estoril Praia SAD antes do intervalo. Foi assim um dos reflexos do insucesso portista nos primeiros 45 minutos.

ANÁLISE TÁTICA – Estoril Praia SAD

A equipa de Bruno Pinheiro apresentou-se num 4-3-3 com uma frente de ataque muito móvel e veloz. Arthur era o homem mais adiantado, mas os 3 homens da frente sempre mostravam grande mobilidade e apareceriam como setas prontas a criar dificuldades à defesa portista.

No processo ofensivo do adversário, Gamboa alinhava entre os centrais e André Franco descia no apoio a Rosier no meio-campo. Na segunda parte, a equipa tornou-se submissa ao ataque portista e sentiu claramente o 2-1.

A entrada de Rui Fonte trouxe outra frescura ao ataque. A capacidade de segurar a bola e o jogo de costas para a baliza vinham no sentido de tentar segurar mais o jogo e libertar os alas que criaram muito perigo na primeira parte. Mas o ataque portista acabou por não dar tréguas e a reviravolta acabou mesmo por acontecer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thiago Silva (7)

Coly (4)

Vital (5)

Ferraresi (5)

Carles Soria (5)

Gamboa (7)

Rosier (4)

Chiquinho (7)

André Franco (6)

Bruno Lourenço (5)

Arthur (6)

SUBS UTILIZADOS

Rui Fonte (6)

Joãozinho (-)

António Xavier (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC Porto

A equipa de Sérgio Conceição apresentou-se num 4-4-2 com Taremi a surgir atrás no apoio a Evanilson. Vitinha assumia o papel de construção de jogo no meio-campo. Relativamente ao jogo exterior, Corona apresentava-se como um lateral que dava pouca velocidade no corredor, mas mais técnica, bola no pé e cruzamento.

Na primeira parte, a equipa mostrava poucas ideias e um jogo muito denunciado, passivo e lento. O jogo era baseado em muitos cruzamentos para a área e a única altura em que criaram verdadeiro perigo foi em transições ou na recuperação de bola em zonas altas.

A segunda parte foi claramente diferente e o 2-1 ainda trouxe mais energia à equipa. Luis Díaz começou a aparecer mais no jogo em constantes movimentos de rutura e a colocar-se entre Taremi e Evanilson. A equipa tornou-se, assim, muito mais agressiva ofensivamente. Taremi também começou a aparecer mais no jogo.

As substituições ajudaram também ao empurrão ofensivo da equipa e a reviravolta tornou-se num misto de crença e capacidade nos minutos finais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (4)

Tecatito (3)

Mbemba (4)

Fábio Cardoso (4)

Wendell (2)

Vitinha (5)

Matheus Uribe (4)

Luis Diaz (8)

Otávio (5)

Evanilson (3)

Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Pêpê (5)

Fábio Vieira (5)

Toni Martínez (4)

Francisco Conceição (7)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Estoril Praia SAD

Bola na Rede: Olhando para os aspetos positivos do Estoril Praia SAD no jogo de hoje, vimos, por exemplo, Gamboa muitas vezes a descer entre os centrais e um ataque bastante pragmático e pronto para criar perigo nas transições. Acredita que foram esses os principais aspetos que também ajudaram o Estoril a ser superior na primeira parte?

Bruno Pinheiro: Sim, mas o Gamboa assumia-se como central em organização ofensiva e permitia libertar o Coly para travar as incursões de Corona. Fazia parte da estratégia, o adversário projeta muito os laterais parecia ter o meu lateral a bater de frente com o lateral adversário.

FC Porto

Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição.

Artigo revisto por Joana Mendes

FC Vizela 0-1 Moreirense FC: Rafael decisivo dá a vitória no derby

A CRÓNICA: GOLO SOLITÁRIO DE RAFAEL MARTINS GARANTE VITÓRIA NA ESTREIA DE SÁ PINTO

Num jogo inédito na Primeira Liga Portuguesa, o FC Vizela recebeu o Moreirense FC, partida a contar para a décima sétima jornada, a última da primeira volta. Num dérbi minhoto, onde as duas equipas estão separadas no mapa apenas por seis quilómetros, o ambiente de jogo grande também se fez sentir desde as bancadas. Os adeptos aderiram em massa e as bancadas do estádio vizelense estiveram muito bem compostas.

O jogo também começou com grande ritmo e foi o Moreirense, agora de Ricardo Sá Pinto, que teve a primeira oportunidade de se colocar em vantagem. Jogada pela esquerda do ataque, onde Abdu Conté se projetou muito, cruzou atrasado para Walterson e este rematou em jeito para o poste mais distante, sendo travado apenas por uma boa defesa de Pedro Silva.

O jogo estava aberto, com ambas as equipas a jogarem um Futebol de ataque e a criarem perigo iminente às balizas adversárias, apesar desse mesmo perigo não se materializar em oportunidades de golo claras, nem em golos. Quando apareceram, vieram em força.

Aos 38 minutos, canto para a equipa do Vizela para a cabeça de Bruno Wilson, que desvia em direção à baliza. Zohi dá um toque de calcanhar que deixa Cassiano em boa posição para fazer golo e concretiza mesmo, bola dentro da baliza do Moreirense. A equipa vizelense preparava-se para festejar quando o árbitro auxiliar levantou a bandeira, anulando o golo por fora de jogo do avançado brasileiro. Logo no minuto seguinte, arrancada de Kiko pelo lado direito, deixa o marcador para trás e serve Cassiano que atira à baliza, mas a bola desvia no adversário e dá canto para os azuis e brancos. Na sequência do canto, Anderson apareceu sozinho ao segundo poste e atirou, para defesa de Kewin.

O Moreirense reagiu e, em cima do intervalo, quase se adianta no marcador em duas ocasiões. Primeiro, aproveitando uma má reposição de bola de Pedro Silva, Filipe Soares atirou muito perto da baliza quase deserta da equipa da casa. Depois foi Walterson, que depois de uma grande jogada ofensiva da equipa de Moreira de Cónegos, atira à barra da baliza do Vizela.

Ao intervalo, Álvaro Pacheco mexeu na equipa e trocou os dois laterais, fazendo entrar Kiki e Koffi, para os lugares de Igor e Ofori.

Na primeira grande oportunidade da segunda parte, o Moreirense coloca-se em vantagem no marcador. Recuperação de bola a meio campo de Yan, que leva a bola até à área contrária. Rafael Martins tira partido de um ressalto de bola e, depois de rodar para o seu pé esquerdo, dispara rasteiro para dentro da baliza adversária. Um a zero para os cónegos.

O Vizela tentava ir atrás de prejuízo, mas os cruzamentos e as bolas paradas dos vizelenses iam sendo ineficazes para assustar a baliza do Moreirense. Os visitantes, além de muitas faltas cometidas, baixaram as linhas e foram controlando os ataques adversários.

Até ao final, destaque para a expulsão de Koffi, depois de uma entrada dura. Hugo Miguel mostrou o amarelo numa primeira instância, mas, depois do recurso ao VAR, decidiu pela amostragem do cartão vermelho.

Final do jogo, vitória no dérbi para o Moreirense, que sai da zona de despromoção, embora à condição. O Vizela é décimo segundo, com 16 pontos, mais um do que os cónegos.

 

A FIGURA

Filipe Soares – Não tem sido o Filipe Soares de outras épocas, mas hoje demonstrou o nível que o fez ser considerado um dos melhores médios da liga. Com mais chegada à área e sempre criterioso no passe, demonstrou toda a sua qualidade técnica e noção dos timings do jogo. Jogo enorme no dérbi.

 

O FORA DE JOGO

Igor Julião – Vai ter pesadelos com Abdu Conté. O lateral vizelense foi sempre incapaz de travar a locomotiva do Moreirense, ficando sempre para trás nos duelos. Saiu ao intervalo, depois de uma primeira parte muito difícil.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O Vizela alinhou no habitual 4-3-3, com duas alterações em relação à vitoria frente ao Belenenses SAD. O reforço Anderson entrou diretamente para o onze, para o lugar de Aidara. Ofori jogou à esquerda da defesa no lugar de Kiki.

Sempre fiel às suas ideias, a turma de Álvaro Pacheco privilegiou um Futebol apoiado e alta rotação, apesar de quando estava em desvantagem começar a jogar um jogo um pouco mais direto e a investir mais em cruzamentos.

Numa primeira fase de construção, o Vizela primou por sair apoiado pelos centrais, com os laterais não muito projetados a serem solução. Nenhum dos médios fazia uma linha de três para sair a jogar, mas ambos os médios mais recuados apareciam numa fase posterior a dar linha de passe, quer aos centrais, quer aos laterais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Silva (6)

Bruno Wilson (5)

Anderson (6)

Igor (4)

Ofori (5)

Marcos Paulo (6)

Samu (5)

Mendez (6)

Zohi (5)

Kiko (6)

Cassiano (5)

SUBS UTILIZADOS

Koffi (4)

Kiki (5)

Schetinne (4)

Alvarado (5)

Guzzo (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

No primeiro jogo de Sá Pinto ao leme dos cónegos, o Moreirense apresentou-se em 3-4-3, sendo que defensivamente foi um 5-2-3. A equipa repetiu o onze da derrota em Tondela, embora tenha tido várias nuances diferentes, como a insistência de Abdu Conté na profundidade no corredor esquerdo.

Os médios, numa primeira fase, baixavam um pouco para lançar os alas e os avançados na profundidade. Já no meio-campo adversário, Filipe Soares envolvia mais no ataque, enquanto Fábio Pacheco foi o médio mais de equilíbrio.

Yan mais em condução, Walterson na profundidade. Rafael Martins foi referência ofensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kewin (7)

Artur Jorge (6)

Steven Vitória (7)

Pablo (6)

Abdu (6)

Paulinho (5)

Fábio Pacheco (6)

Filipe Soares (7)

Yan (6)

Rafael Martins (8)

Walterson (6)

SUBS UTILIZADOS

André Luis (5)

Amador (5)

Pires (6)

Conceição (5)

Jambor (4)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: Uma primeira parte dividida, com um jogo aberto, mas a entrada na segunda parte não foi a melhor e acaba por sofrer o golo. A reação da equipa do Vizela passou muito por bolas paradas e cruzamentos, algo que não é muito comum na sua equipa. Acha que a equipa abusou um pouco nessa nuance do jogo, principalmente nesta fase final do jogo?

Álvaro Pacheco: Os médios não estavam a posicionar-se bem por dentro e não estávamos a conseguir ligar por lá. Quando melhoramos o posicionamento, os médios não se sentiram confortáveis para ter bola e aí começamos a jogar mais por fora. Estávamos a conseguir chegar lá por fora e a criar perigo assim e sabíamos que se fizéssemos um golo íamos ter confiança para ligar por dentro outra vez, infelizmente não aconteceu e fomos mais com a cabeça do que com o coração.

 

Moreirense FC

BnR: Primeiro jogo, primeira vitória. Com pouco tempo para trabalhar, repete o último onze, mas a abordagem ao jogo, com um Futebol mais ofensivo, e a atitude da equipa foram muito diferentes da derrota em Tondela. Jogou também num 3-4-3, que vão variando para o 5-2-3, com os laterais a dar muita profundidade. Será este o Moreirense que iremos ver daqui para a frente, neste sistema tático?

Sá Pinto: Não te posso garantir isso, hoje. Esta equipa já teve tantas ideias de jogo e tantos sistemas táticos diferentes nesta época e já estão cansados de tantas mudanças. Neste momento, o meu papel é a acalmá-los e passar-lhes coragem e alegria. Gostei do que vi hoje e fiquei satisfeito com a equipa neste sistema. Com certeza iremos treinar outros sistemas de jogo. Podemos mudar, principalmente em casa, mas para já vamos com calma.

Artigo revisto por Joana Mendes

Sporting CP | Os momentos mais marcantes de 2021

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Foi-me proposto selecionar alguns dos momentos que mais se destacaram no universo leonino. E num ano em que tanto se conquistou no Futebol, depois de um largo período de seca, seria fácil cair na tentação de apontar todos os troféus alcançados por essa modalidade mais mediática.

No entanto, o Sporting não é apenas Futebol. Aliás, Futebol é muito mais do que Futebol, e, portanto, tentei selecionar os momentos e conquistas mais importantes (ainda que todas as vitórias sejam importantes) considerando todas as modalidades do universo Sporting.

Mas apesar de nestas modalidades, normalmente, se premiarem apenas os três primeiros, nunca seria possível, para mim, fazer um top de apenas três posições, já que o nosso ano foi tão rico em conquistas.

Decidi, ainda, apontar algumas decisões que se mostraram também decisivas no presente e futuro do Sporting.

Um clube grande faz-se de vitórias e, mais uma vez, o Sporting teve mais um ano repleto de glória. Portanto, não somos grandes, somos enormes. Senão vejamos:

Sporting CP
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Kobayashi vence e convence | Saltos de Esqui

Findada a passagem pela Alemanha, a competição entrava agora em solo austríaco com Innsbruck e Bischofshofen a serem os palcos previstos para as duas últimas etapas.

O DIA EM QUE O VENTO VENCEU

Com tudo a postos para que fosse a cabo a terceira etapa em Innsbruck, a capital do Tirol “acordava” super ventosa, com o tempo a estar para lá de mau. Fruto de condições atmosféricas tão dantescas, e mesmo depois de já se ter realizado a qualificação, a prova não teve outro remédio se não ser cancelada, algo que levou a que Bischofshofen tivesse de acolher uma prova extra.

MUDAVA-SE DE LOCAL, MAS A MÚSICA ESSA IA SENDO A MESMA

Dados os constrangimentos, foi com um dia de antecedência que o torneio rumaria ao Paul-Ausserleitner, uma estrutura de 142m com um K-Point localizado nos 125m e cujo record pertencia desde 2019 a David Kubachi,145m. O trampolim acolhia duas etapas do evento, começando pela de reposição de Innsbruck . Numa qualificação em que o vento e a neve, embora bem menos intensos do que o verificado na véspera, também marcavam a sua presença e em que dos 77 participantes na mesma já não constava o nome do detentor em título, Kamil Stoch, que uma vez arredado da luta pela revalidação do céptro optava por parar, pensar e refletir sobre o que  o conduzira a tamanhos desaires. Quem parecia imune a qualquer questão era Ryoyu que vencia nova qualificação saltando 141.5m,deixando o seu concorrente mais direto , Lindvik, a dois metros e meio, com Tande em terceiro registando 131m.  Ainda dentro dos cinco melhores de destacar os 134m de Granerud e os 131.5m de Geiger, quarto e quinto colocados. Eisenbichler, Wellinger, Sadreev, Cos e Hoerl eram os de mais integrantes do Top dez, numa ronda em que todos os consagrados carimbaram a sua presença na prova. Destaco os dececionantes saltos de Kraft, Kubacki e Lanisek, assim como as presenças da dupla estoniana e de Ipcioglu entre os 50 melhores.

Com a neve a subir de tom, mas com o vento a abrandar, quem liderava finalizada a ronda inaugural era o jovem Lindvik, com o viking a fazer 137.5m e a deter cinco pontos e meio de vantagem sobre Kubayashi que efetuara menos meio metro. O terceiro posto ia sorrindo a Granerud que averbara 135.5m. Por esta ordem: Geiger com 133m e Hoerl executando mais cinco metros eram presença entre os melhores cinco. Dentro dos dez mais, realço os nomes de Fettner, sexto e do regressado Hayboeck décimo. Quem comprometia seriamente um lugar entre o pódio do certame  era Eisenbichler, visto descontar 130m que lhe valiam apenas o 16º posto. Depois da ida às nuvens nas duas primeiras etapas, Kos via a discussão pelo título como uma miragem, após cair em pleno voo com os seus 138m a de nada lhe valerem, visto ter concluído a jornada em 25º lugar.

Quem dizia adeus à ronda final era Tande, não dando assim sequência ao realizado durante a qualificação.

RYOYU PRESTES A DECRETAR A SENTENÇA FINAL

Numa segunda ronda em que o Sr. polícia dizia em definitivo adeus à luta pela coroa fechando em oitavo, seria Kubayashi a somar três em três, beneficiando da débil aterragem de Lindvik que se  ficava pelos 135.5m, dois metros menos que o vencedor. Garantindo o bronze Granerud realizava marca igual à do compatriota. Geiger terminaria em quarto, seguido do duo austríaco Fettner e Hoerl igualados na quinta posição. Ainda de evidenciar a fase nada fulgurante vivida por Kraft, com o baixinho a terminar em 23º.

À entrada da derradeira etapa Ryoyu dilatava vantagem com esta a ser de 18 pontos face a Lindvik, enquanto que Granerud corria claramente por fora já a mais de 39.

SÓ UMA CATÁSTROFE PODERIA EVITAR A FESTA NIPÓNICA

No palco do dia anterior eram novamente 77 os inscritos na qualificação para a derradeira etapa do evento. Para variar um pouquinho, quem conquistava a liderança do apronto era o samurai com um salto de 137.5m, deixando Eisenbichler em segundo, não obstante  ter feito dois metros mais, porém rubricados de um portão superior. Os 134m de Lindvik valer-lhe-iam a terceira posição seguido de Hoerl e de Peier.  O décimo posto de Kubacki era a nota positiva de uma ronda em que Granerud 32º e Geiger seis postos atrás , sabiam que mesmo apurados seriam muitas as arestas por limar!

Com condições acima da média descolava uma ronda inicial que findava com Geiger na dianteira realizando 140.5m, deixando o surpreendente Huber com 136.5m a mais de três pontos, enquanto que o terceiro posto era de Yukiya Sato, que deslumbrava com um salto de 139m. Granerud ia sendo quarto, ao passo que o líder incontestado do certame era apenas quinto , após um salto seguro de 133m. De realçar ainda a oitava melhor marca de Eisenbichler que sonhava ainda com uma presença no pódio, e para a grande deceção, Lindvik, que era 23º perdendo em definitivo todas as chances de almejar à águia dourada!

DANIEL HUBER: O CONVIDADO DE LUXO NA FESTA DE RYOYU

Na ronda final o primeiro destaque vai para a ascensão de Lindvik até ao décimo posto, garantindo desta forma a segunda vice-liderança da carreira no evento. Com o bronze no torneio e a prata na prova ficaria Granerud, enquanto que Kubayashi somava a segunda águia dourada da carreira ao concluir num mais que suficiente quinto posto, rubricando 133.5m que selaram a festa do samurai. Contudo o grande vencedor, algo virgem em mais de 100 participações entre a elite da modalidade, seria Daniel Huber, que festejou como gente grande! Quem falhava arrecadando o terceiro posto no evento, sendo ausência do pódio na geral da competição era Geiger, ao saltar apenas mais sete metros que o K-point.

Tudo contado sobre a edição 70 deste emblemático torneio, é tempo, já neste fim-de-semana de os atletas voltarem a competir neste recinto  para a Taça do Mundo de Saltos de Esqui, classificação essa liderada também por Kubayashi que leva 841 pontos, mais 56 que Geiger, enquanto Granerud é terceiro  averbando 613 pontos.

Até lá fique bem, fique na melhor companhia!

Foto de Capa: FIS Ski Jumping

Estoril Praia SAD vs FC Porto: Um jogo que tinha tudo para ser bom..

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Primeira Liga, 17.ª jornada: sábado, 18h, 8 de janeiro de 2022
ANTEVISÃO: A partida da incerteza

O encontro que vai opor amanhã um dos líderes do campeonato, FC Porto contra uma das sensações da liga, o Estoril Praia SAD tinha tudo para ser a partida de cartaz desta jornada. Porém, antes de começar, infelizmente, o jogo já começou fora das 4 linhas.

OS DRAGÕES ENFRENTAM UM ESTORIL PRAIA DEBILITADO E À PROCURA DE APRESENTAR O MELHOR ONZE POSSÍVEL. SERÁ QUE OS DRAGÕES VÃO PASSEAR OU VÃO TER UM ADVERSÁRIO TEMÍVEL PELA FRENTE? APOSTA JÁ NA BWIN.PT!

Passado quase dois anos do início da pandemia, esta maldita doença continua a afetar o normal funcionamento da sociedade, sendo que o futebol não é exceção, sendo que os “canarinhos”, atualmente, estão a enfrentar um surto de Covid.

Infelizmente, por razões de “calendário” ou por outro motivo qualquer, a partida não pode ser adiada e quem perde é sempre o mesmo: o adepto de futebol.

Parafraseando Sérgio Conceição, qualquer pessoa gosta de ver um jogo em que ambas as equipas estejam na máxima força, pois é isso que vai trazer ao encontro competitividade, emotividade e verdade desportiva.

Por outro lado, falando desportivamente, apesar das dificuldades naturais de atuar no Coimbra da Mota, os azuis e brancos, pelo seu desempenho até ao momento, têm de ser considerados favoritos à vitória.

Deste modo, perante todas as condicionantes de que este jogo está envolvido, resta-nos apenas esperar pelo início da partida e ver no que isto vai dar.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Face à Covid-19, o Estoril Praia SAD pode apresentar atletas de sub-23;
  2. De realçar, que os sub-23 dos canarinhos são os atuais detentores da Liga de Revelação;
  3. O FC Porto já não poderá contar com alguns dos seus jogadores, que partiram para a CAN, como Zaidu ou Nanú;
  4. Na última visita dos portistas até ao Coimbra da Mota deu-se aquele infeliz acidente da derrocada da bancada;
  5. O Estoril Praia SAD, a par de outros emblemas, é a formação que mais empates soma na presente edição do campeonato, tendo 7;
  6. André Franco é o atual melhor marcador da equipa da casa, tendo 6 golos e assumindo-se como um dos protagonistas do onze estorilista;
  7. Corona, após vários meses afastados das opções iniciais, deve ganhar aqui uma nova vida na ala direita dos azuis e brancos;
  8. Luis Díaz, após ter estado ausente, devido à Covid-19, deverá estar de regresso às escolhas iniciais de Sérgio Conceição;
  9. Evanilson também já estará selecionável, após ter cumprido castigo;
  10. O árbitro da partida vai ser António Nobre;

JOGADORES A TER EM CONTA

Andre Franco
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

André Franco (GD Estoril): Tem sido o jogador mais da equipa liderada por Bruno Pinheiro, de facto o médio português tem sido o motor e o elemento acima da média do GD Estoril. Formado nas escolas de formação do Sporting CP, o atual n.º 10 dos canarinhos merece bem tal honra, além de combinar bem com o seu talento.

Atualmente, já conta com 6 golos marcados e 4 assistências para o campeonato, o que diz bem da sua importância e da influência direta que está a ter no jogo dos homens do António Coimbra da Mota.

Com apenas 23 anos, André Franco parece preparado para ser o seu ano de confirmação e aspirar a voos mais altos, mostrando a consistência necessária no seu jogo para atrair a atenção de clubes de nomeada.

Forte na leitura de jogo e no transporte, André evidencia-se pela sua inteligência em campo e por estar a demonstrar uma eficácia enorme em saber onde se deve colocar no terreno de jogo. Assim sendo, se amanhã, não estiver ausente, devido à pandemia, será um homem a quem Sérgio Conceição exigirá atenção redobrada.

FC Porto Rio Ave FC Corona
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Corona (FC Porto): Não escolhi o mexicano por estar a ter uma época de grande nível ou por estar no seu melhor momento de forma, mas sim pelo nível que já apresentou em épocas anteriores. “Tecatito”, como é conhecido, atualmente, em fim de contrato, parece que iria abandonar os azuis e brancos pela porta pequena, falando inclusive de uma saída em janeiro.

No entanto, as lesões de João Mário e Manafá parecem ter alterados os planos e agora o internacional mexicano é apontado como o principal candidato a ocupar a ala direita dos portistas.

Uma posição que não lhe é estranha e que cumpre razoavelmente e que poderá oferecer uma dinâmica muito interessante em termos ofensivos, pela magia e a imprevisibilidade que emprega no jogo, algo que jogará sempre a favor dos portistas.

Além disso, não esquecer que Corona, nas últimas temporadas, tem sido o principal responsável pelas assistências da equipa, pelo que é sempre bom ver de regresso bons jogadores. Agora, cabe ao Corona decidir se agarra a oportunidade ou não, o que parece dizer que a bola estará mesmo do seu lado, a partir de amanhã.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto: Diogo Costa, Corona, Mbemba, Fábio Cardoso, Wendell, Uribe, Vitinha, Otávio, Luis Díaz, Taremi e Evanilson;

Treinador: Sérgio Conceição

“A minha preocupação é sempre a de encontrar soluções, esse é o meu papel. Temos dois centrais bastante experientes que gostaríamos de ter e não estão”

Estoril Praia SAD: Devido aos elevados casos de covid-19 no plantel, sem serem identificados os jogadores disponíveis para a partida, não é possível prever o onze inicial do Estoril Praia SAD;

Treinador: Bruno Pinheiro

PREVISÃO DE RESULTADO: ESTORIL PRAIA SAD 1-3 FC PORTO

O Natal também serviu para mudar mentalidades

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Não estará na hora de mudar mentalidades no futebol português?

Lucas Veríssimo passou o Natal com Tabata e Matheus Reis, jogadores do Sporting CP e com Lucas Fernandes, jogador do Portimonense SC. Depois de Amanda Veríssimo, esposa do atleta do SL Benfica, ter partilhado nas redes sociais uma publicação que mostrava que as famílias dos jogadores estavam reunidas na ceia de Natal, a polémica instalou-se.

Começaram as especulações em volta dos atletas e até mesmo dos clubes. Alguns órgãos de comunicação social publicaram notícias que diziam que os dirigentes do clube da Luz tinham pedido aos seus atletas para não fazerem festas com muita gente, devido aos elevados casos de COVID-19.

Outro aspeto referido nessas notícias foi o facto de os jogadores não terem máscara no momento da fotografia. A verdade é que, numa situação destas, qualquer pessoa tiraria a máscara para a fotografia. Não vale a pena estar a “atirar pedras” aos quatro atletas e às respetivas famílias, quando poderíamos muito bem ter feito o mesmo.

Aliás, se estavam testados, como costumam fazer regularmente, e se já tinham jantado todos no mesmo espaço, esse pormenor da máscara não me parece que seja grave. A meu ver, acontecimentos como este deviam ser mais frequentes.

Já não é a primeira vez que jogadores com a mesma nacionalidade, ou não, se juntam para festejar ocasiões como esta. Muitos deles encontram-se nas seleções e não é por representarem equipas diferentes que não podem conviver. Se assim for, comecem a separar os jogadores por equipas, quando estes forem convocados pelos selecionadores.

O problema de toda esta “polémica” deve-se ao momento que o futebol nacional vive, atualmente. Qualquer coisinha é motivo para fazer um escândalo. Qualquer coisinha leva a que se critiquem atletas, quando estes cometem erros dentro de campo.

Há adeptos que, assim que um jogador falha um corte contra um jogador que é seu amigo, criticam-no duramente. Isto assemelha-se um pouco àqueles casos em que os jogadores trocam de clubes dentro do mesmo campeonato.

Não me sai da cabeça o caso do Otamendi. Assim que assinou pelo SL Benfica, foi criticado por imensos benfiquistas. Eu mesma o fiz e hoje posso mesmo dizer que me arrependo. E como eu muitos outros. É dos melhores jogadores do plantel e dos poucos que deixa tudo em campo.