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Brasil 27-26 Portugal (Sub 19): Pouco faltou para ser perfeito

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Cabeçalho modalidadesPortugal defrontou esta tarde o Brasil na última jornada da fase de grupos do 7º Campeonato Mundial de Sub-19 Masculinos. A seleção nacional já se encontrava qualificada para os oitavos de final da competição, o que explicará alguma displicência em algumas fases da partida.

O jogo foi marcado pela incerteza do marcador e, consequentemente, pela alternância na liderança da partida até aos instantes finais. O primeiro golo da partida foi marcado por Oleksandr Nekrushets, lateral-esquerdo do ABC, mas foram os brasileiros a colocarem-se em vantagem pela primeira vez (2-1). Como tem acontecido ultimamente, a resposta portuguesa não tardou e os jovens lusos deram a voltar ao marcador e chegaram a ter uma vantagem de três golos por volta dos 14 minutos de jogo (5-8), quando o central do SL Benfica, Francisco Pereira, marcou o seu quarto golo da partida.

Os brasileiros chegaram ao empate (10-10) quando faltava pouco mais de dez minutos para o final da primeira parte, através de um golo de Allefer Bellan, ponta direito do ACEU UNIVALI ITAJAI. Nos últimos dez minutos a seleção brasileira conseguiu um parcial de 4-2 e saiu para o intervalo a vencer 14-12.

Fonte: Handballgeo2017
Hoje foi dada a oportunidade a jogadores com menos tempo de jogo, como por exemplo Valter Soares, pivot do SL Benfica
Fonte: Handballgeo2017

No início da segunda parte os lusos conseguiram novamente alcançar a liderança (14-15) e o jogo continuou com empates constantes, mas com algum pendor para o lado brasileiro. Quando faltam apenas 35 segundos para o final da partida Portugal empatava 26-26, não conseguindo impedir o golo brasileiro nem voltar a empatar, sendo o resultado final 27-26.

Esta derrota não deve abalar a confiança da equipa, já que foi apenas um jogo menos conseguido e com menos caráter do que aquele a que estamos habituados, devido, talvez ao facto, que o apuramento para os oitavos-de-final já estava confirmado.

Francisco Pereira e Diogo Silva, do SL Benfica e do ISMAI, respetivamente, foram os melhores marcadores da Seleção com cinco golos cada.

Portugal faz parte dos 16 finalistas da competição e vai defrontar a Tunísia (2ª classificada do grupo D) na quarta-feira pelas 11 horas.

 

Foto de Capa: Handballgeo2017

Moeda ao Ar: Kareem Abdul-Jabbar

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Cabeçalho modalidadesO draft da NBA é a grande representação das pretensões de competitividade que esta liga promove praticamente desde a sua génese. Privilegiando as equipas com piores resultados na escolha dos novos atletas aproxima o fundo do topo da tabela. Uma meritocracia inversa que sempre tentou encurtar distâncias e, tanto quanto possível, promover a rotatividade de sucessos. O modelo de hoje é complexo e muito afinado, aperfeiçoado nas últimas quatro décadas, mas nem sempre foi assim. Desde 1966 instaurou-se um sistema que duraria 19 épocas: as duas piores equipas de cada conferência disputavam entre si uma “moeda ao ar” para decidir quem levaria a primeira escolha. Simples.

Em 1969 deu-se um dos mais curiosos casos deste modelo, conhecido como First Pick Coin Flip. A 19 de março em Nova Iorque o futuro da liga estava prestes a ser alterado por uma moeda de 50 centavos. Milwaukee Bucks e Phoenix Suns partilhavam ligação com o comissário Walter Kennedy. Rodou no ar, caiu no chão, e o comissário exclamou o resultado: COROA! Festa em Milwaukee, os veados ganharam, tinham a primeira escolha do draft daquele ano.

O indefensável Skyhook de Kareem impunha-se sobre qualquer defesa Fonte: Religio Magazine
O indefensável Skyhook de Kareem impunha-se sobre qualquer defesa
Fonte: Religio Magazine

Este não era um draft normal, era o draft que trazia para a NBA o jogador mais impressionante e mais dominante alguma vez visto no basquetebol universitário. Lewis Alcindor  como foi conhecido até 1971, vinha de uma carreira impressionante na UCLA, ganhando por três vezes consecutivas a NCAA, entre 67 e 69, sendo em todas elas considerado o melhor jogador da competição e o melhor jogador da final-four. Os Bucks tinham ganho o melhor jogador da sua história.

Foi em 1971 que ganhou o seu primeiro anel, e primeiro e único campeonato para o franchise de Milwaukee. MVP e Finals MVP desse ano, na sua terceira época como profissional, dominava a liga a seu belo prazer. Esse ano marcou também a sua mudança de nome, seria como Kareem-Abdul Jabbar que o mundo inteiro o conheceria como um dos melhores jogadores da história do basquetebol. O seu lançamento característico eternizado como skyhook, é ainda hoje visto como um dos movimentos mais eficazes e difíceis de defender de sempre.

Fonte: The Sports Bank
Fonte: The Sports Bank

Quatro anos volvidos uma troca levou-o para Los Angeles, onde sempre desejou jogar, para ao serviço dos Lakers formar uma das equipas mais espectaculares e bem sucedidas de sempre. Mais tarde chegou Magic Johnson e os Show-Time Lakers estavam prontos para abalar o mundo do desporto.  Kareem despediu-se com 6 títulos, 6 MVP’s, o melhor marcador da história da competição, maior numero de lançamentos concretizados, atleta com mais minutos jogados, e muito mais. Um jogador que marcou mais que uma época, marcou uma modalidade. Naquela noite, em 69, uma moeda ditou mais que uma escolha. Ditou o destino de um fora de série, um atleta especial.

Foto de Capa: NBA

GD Chaves 0-1 SL Benfica: Começa a escrever-se o penta

À segunda jornada da 1ª Liga, defrontaram-se no Estádio Municipal Eng. Manuel Branco Teixeira, o Grupo Desportivo de Chaves e o Sport Lisboa e Benfica. Ambas as equipas terminaram a época passada com um saldo muito positivo.

Por regra, o tetracampeão tem sido mais competente, tendo a última vitória dos transmontanos sobre os lisboetas acontecido há vinte anos atrás, em 1997. Contudo, o Chaves, mesmo vindo da 2º liga, fez um excelente campeonato, o que permitiu ao clube a manutenção no principal escalão nacional e que, certamente, tudo fará para manter.

A equipa de Luís Castro, que não contou com alguns lesionados como Platiny e Perdigão, e apresentou-se com algumas mudanças frente a um Benfica também desfalcado, sem Júlio César, Grimaldo, Zivkovic, André Horta e Mitroglou, ausentes por lesão.

Rui Vitória repetiu o onze do último jogo, mantendo Jonas e Seferovic como dupla atacante. Este último, dada a magnifica pré época que fez e aos bons resultados que tem apresentado, creio que seria titular mesmo com Mitroglou em condições de ir a jogo. O grego que se cuide, a sério!

O Desportivo de Chaves foi um adversário bem organizado defensivamente, pressionou muito e bem e as dificuldades começaram a sentir-se logo nos primeiros minutos. O Benfica teve muito trabalho mas lá conseguia ir chegando com perigo à baliza de Ricardo.

A melhor oportunidade foi de Sálvio, aos 7 minutos, para defesa do guarda-redes. O Chaves reagiu sempre, foi aproveitando as falhas defensivas dos encarnados e conseguiu criar algum perigo, principalmente pelos pés de Tiba, Jorginho e William.

Passado o primeiro quarto de hora, Mateus Pereira, de livre, obrigou a defesa de punhos de Varela. Inconformado, Sálvio, responde com uma bola ao ferro da baliza transmontana.

Galvão, aos 22minutos, quase adianta o Chaves no marcador mas Varela não vacilou. O encontro estava a ser bem disputado e o Chaves não descurou nunca a defesa, sempre muito compacta.

Capitão, André Coelho, evitou, aos 24 minutos, o primeiro do Benfica, depois de uma bola dividida entre o Sálvio e o guarda-redes. O mesmo Sálvio, aos 31 minutos, imparável, quase que faz um chapéu ao guarda redes, depois de desvio mágico de cabeça de Franco Cervi. O número 18, voltou a insistir, aos 34 minutos, mas a bola esbarrava sempre no guardião do Chaves.

Destaque para Mateus Pereira, jogador ágil e rápido, a conseguir encontrar espaços na defesa do clube da Luz várias vezes. Jonas, por seu lado, deu menos nas vistas, estando algo apagado em toda a primeira parte.

Aos 39 minutos, André Coelho trava jogada perigosa, o Benfica ainda conseguiu o canto mas Jardel cabeceou para as mãos de Ricardo. Na resposta, o Chaves ganhou dois cantos de seguida mas sem problemas de maior para a defesa encarnada.

Em cima do intervalo, Seferovic entra em cena com uma jogada que começa em Sálvio, que passa ao helvético mas saiu-lhe mal o remate. Nota para William, que apesar de bem marcado por Jardel, foi conseguindo fazer movimentos desequilibradores. E assim o jogo chegou a meio sem golos mas bem disputado.

Na segunda parte, as equipas apresentaram-se sem alterações nos respectivos onzes e Jonas, acordou, fazendo um remate perigoso mas saiu por cima da baliza adversária. Logo de seguida, grande defesa de Varela travou remate de Jorginho, quando a defesa benfiquista estava batida. Jonas, de novo, rematou mas ao poste. O Benfica estava decidido a ganhar e Seferovic centrou para mais uma grande intervenção de André Coelho, o melhor em campo do Chaves na minha opinião.

O tetracampeão aumentou a carga ofensiva mas o Chaves não deu tréguas, montou, literalmente, um muro no seu lado do campo e foi praticamente impenetrável. Aos 59 minutos, Cervi faz remate traiçoeiro que acabou nas mãos de Ricardo e, novamente, o argentino remata para mais uma grande defesa.

Aos 61 minutos, lance de perigo do Chaves, pelos pés de Mateus Pereira, também este realizou uma grande exibição.

As substituições começaram pelo lado do Chaves, Galvão saiu para entrada de Filipe Melo e ainda, troca de Tiba por Bressan. O treinador do Chaves quis refrescar o seu meio campo.

Até Luisão meteu uma bola na quina do poste mas ela não queria entrar e Rui Vitória tomou medidas, fazendo sair Cervi para entrar Rafa.

Aos 71 minutos, o capitão encarnado cabeceia por cima da baliza de Ricardo. Eu já só chamava por Raúl e Rui Vitória ouviu-me, aos 77 minutos, tirando Sálvio. Três avançados em campo foi a estratégia escolhida pelo treinador, o foco era o golo e ele acabaria por acontecer.

Aos 81minutos, Furlan saiu, numa pausa demorada, para entrar Queiros. Os encarnados sempre a insistirem e a construir jogo até ao fim, pelo lado direito, principalmente, mas nada resultava.

Aos 88 minutos, houve outro lance perigoso de André Almeida, que merece a nota pelo bom jogo que fez, dando bastante apoio ofensivo à equipa.

Decretados foram 6 minutos de compensação, num jogo já desesperado, e Seferovic, o homem, apoiado por Rafa, mostra o faro de golo num toque já sem ângulo e muita habilidade.

Ainda houve tempo para meter o tampão de serviço, Filipe Augusto, para entrar para o lado de Fejsa.

Finda a segunda jornada, mantém-se a tendência de um Benfica que, apesar da pré-época, não joga a feijões e mostra a raça de tetracampeão. E começa assim, a escrever-se o penta!

GD Estoril-Praia 3–0 Vitória SC: Descalabro em Desvantagem

Cabeçalho Futebol NacionalO Estoril-Praia defrontou esta segunda-feira o Vitória SC, num jogo fervoroso, onde nenhuma equipa conseguiu acabar com os onze jogadores em campo, a contar para a segunda jornada do campeonato nacional. As equipas apresentaram-se com uma atitude prometedora de uma boa partida de futebol. Os vimaranenses apostaram numa construção sólida de jogo, ao contrário da equipa da casa que, com a sua defensiva bem organizada, começou desde cedo a jogar em contra-ataque, criando até mais perigo que a visitante. O primeiro remate de verdadeiro perigo surgiu aos treze minutos, por parte da equipa do Estoril, que acabou por chegar ao golo sete minutos depois, por parte de Pedro Monteiro.

Depois do golo, os homens de Pedro Emanuel baixaram o bloco e houve muito mais Vitória. Aos 40 minutos, Wesley, amarelado desde a primeira parte do segundo tempo, foi expulso após uma entrada feia sobre Hurtado, o que não facilitou a vida aos canarinhos. Apesar da pressão muito mais elevada e do constante perigo levado à baliza de José Moreira, a equipa de Guimarães não foi capaz de chegar ao golo do empate.

Fonte: GD Estoril-Praia SAD
Fonte: GD Estoril-Praia SAD

Perto dos 60 minutos, com ambas as equipas a jogar apenas com 10 jogadores (Vigário viu o segundo amarelo aos 53’), Josué faz falta sobre o homem do Estoril dentro da área. Após marcar grande penalidade e mostrar cartão ao capitão do Vitória, o árbitro Carlos Xistra recorreu ao Vídeo Árbitro e o vimaranense acaba por ver o vermelho direto. Kléber não perdoou e atirou a bola para o fundo das redes de Miguel. Com vantagem numérica e a vencer por dois, os canarinhos viram a sua vida facilitada.

O Estoril-Praia acabou por chegar ao terceiro golo, mais uma vez por parte do sub capitão. Os vimaranenses não conseguiram ultrapassar a desvantagem numérica e a equipa da casa acabou por vencer tranquilamente a partida.

Londres 2017: Uma montanha russa de emoções

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Cabeçalho modalidadesChegaram ao fim os Mundiais de Londres. Chegou ao fim a carreira de Usain Bolt. Chega ao fim também a carreira de Mo Farah em pista. São muitas despedidas num só dia e ainda é difícil de acreditar que não mais veremos Usain Bolt ou Mo Farah pisar uma pista. Mas sobre isso falaremos em artigos futuros. Hoje iremos falar de como decorreram os Campeonatos de Londres, quais os aspectos positivos e negativos e como o Atletismo sai reforçado desta jornada.

A IAAF sabia que jogava pelo seguro no dia em que escolheu Londres para ser a sede dos Mundiais de 2017. Todos sabemos da admiração que os britânicos têm pelo desporto e pelo Atletismo em particular, todos sabemos que este poderia ser um fim de um ciclo para alguns dos principais atletas e assim o foi para duas grandes lendas, o que apenas reforçou a importância destes Campeonatos. Recorde-se que estes foram os primeiros Mundiais após o escândalo de doping russo (existiram os Jogos Olímpicos, mas aí não é um evento unicamente de Atletismo) e a resposta do público não poderia ser mais positiva. Foram os Campeonatos Mundiais com mais espectadores da história no estádio, tendo ultrapassado os mais de 700.000 bilhetes vendidos nos 10 dias de evento. Acresce-se que a Organização nunca teve receio de falhar e eram também os Mundiais com os preços mais picantes. Mas nada falhou nesse aspecto, o público que compareceu em massa criou em todas as sessões uma atmosfera impressionante e o Atletismo consegue sair destes mundiais por cima depois das dúvidas criadas pelo “caso russo”.

Não que o doping tenha estado totalmente ausente das conversas durante os Mundiais. Os russos autorizados a participar, apenas o fizeram representando uma “equipa neutral” e qualquer adereço russo foi proibido no estádio. Numa das provas mais aguardadas do campeonato, a final dos 100 metros, Usain Bolt perdeu para Justin Gatlin, que foi suspenso por doping no passado e, portanto, o fantasma andou sempre presente. No entanto, o desporto tem que saber conviver com isso. “Cheaters” sempre existiram e continuarão a existir, restando ao desporto trabalhar no sentido de ser cada vez mais limpo e de punir quem infringe as regras.

Uma das imagens deste mundial Fonte: IAAF
Uma das imagens deste mundial
Fonte: IAAF

Em termos de marcas não foram os Mundiais mais espectaculares de sempre. Não houve recordes mundiais batidos e os recordes de campeonatos e nacionais não chegaram aos números de outras edições. Já se esperava isso. Em Campeonatos após os Jogos Olímpicos, os resultados tendem a sofrer alguma quebra por vários motivos – esqueçam Bolt em Berlim, Bolt é à parte. Seja por alguma descompressão e descarga emocional pós Olímpicos, seja por ser um final de ciclo de 3 anos (Mundiais-Olímpicos-Mundiais), seja porque existem excessos após os Olímpicos. Mas em 2019, depois de um 2018 sem eventos globais ao ar livre, já deveremos ter outro tipo de marcas em Doha. No entanto, em termos de espectacularidade e emoção foi do mais fantástico que alguma vez se viu. As surpresas foram tantas que fazer um top-10 revela-se uma tarefa muito complicada (vamos tentar!). Todos os dias revelaram-se verdadeiras caixinhas de surpresas. Ninguém, à partida, esperaria ver nomes como Bolt, Elaine Thompson, Shaunae Miller, Ryan Crouser, Mo Farah (nos 5.000) ou Kendra Harrison derrotados. Mas vimos. Assim como vimos surpresas enormes nos Ouros de Guliyev, Emma Coburn, Francis Phyllis, Kori Carter ou Warholm. Esta é a magia do desporto e o Atletismo, mais uma vez, provou que magia é coisa que não lhe falta.

Em termos nacionais, conseguimos o Ouro que aqui tínhamos previsto com Inês Henriques nos 50 Km Marcha. Conseguimos mais um Bronze, com Nelson Évora no Triplo Salto. Um guerreiro nunca desiste e quando o pensam ter derrotado é quando ele volta mais forte ainda. Está velho? Não. A nossa aposta é que ainda volta em Doha e em Tóquio e com a competitividade de sempre. Os restantes atletas portaram-se dentro do esperado, alguns abaixo, outros um pouco acima do esperado.

No quadro geral, os Estados Unidos da América fizeram uns extraordinários campeonatos. Mesmo que alguns dos seus favoritos não tenham alcançado o Ouro, existiram outros resultados surpreendentes que acabaram por compensar na hora de pesarmos na balança. O Quénia voltou aos seus melhores momentos e esteve a um grande nível, assim como nações como a África do Sul e a Polónia mostraram a sua força actual. Os Britânicos fizeram uns excelentes campeonatos nas estafetas (conquistaram medalhas em todas as estafetas), mas a nível individual tiveram apenas um medalhado e que aqui se despede – Mo Farah.

Omar McLeod deu o único ouro à Jamaica ao vencer os 110 barreiras Fonte: Sabreakingnews
Omar McLeod deu o único ouro à Jamaica ao vencer os 110 barreiras
Fonte: Sabreakingnews

A grande decepção foi mesmo a Jamaica. Uma das piores prestações de sempre. Apenas 4 medalhas (1 Ouro e 3 Bronzes). Em todas as edições de Campeonatos Mundiais, apenas por duas vezes os jamaicanos não conseguiram mais de 4 medalhas: foram as mesmas 4 em 1987 em Roma e apenas 3 em Helsínquia em 1983. Portanto, há 30 anos que os jamaicanos não viam tão poucos atletas do seu país a subir ao pódio. Muito abaixo das expectativas e logo numa cidade onde tantos jamaicanos fizeram questão de marcar presença e apoiar em todos os dias do evento.

O balanço é claramente positivo. Dizemos adeus a Londres com um sorriso na cara pelo sucesso dos Mundiais. A época, no entanto, não termina ainda aqui, há 3 etapas da Diamond League para disputar, incluindo as finais que prometem. Em termos de eventos globais ao ar livre, os próximos serão os Mundiais de Doha em 2019. Em Pista Coberta, teremos os Mundiais de Pista Coberta em Birmingham já em Março do próximo ano.

Foto de Capa: IAAF

Quem pode ser e quem poderia ter sido

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sl benfica cabeçalho 1Vamos por isto nestes termos. Pensem no Benfica como um rapaz que outrora tinha uma relação super estável com a sua namorada. Iam a todos os sítios giros, andavam de mão dada, flirtavam em público, mas sempre com a devida decência. Depois veio um rapaz da zona rica da cidade que seduziu a dita rapariga com roupas caras e prazeres da vida que ela não poderia ter com o Benfica (isso e porque fazer mais de 100 milhões também dá jeito). O Benfica não teve outra hipótese se não vender a rapariga e voltar a fazer o mesmo com outras namoradas.

Isto parece muito aquela lengalenga do tipo que vende pessoas por cabras ou ouro. O que é facto, fora a metáfora, foi um pouco (muito) isso que aconteceu. As saídas de Ederson, Nélson Semedo e Lindelof deixaram uns quantos espaços por preencher no sector mais recuado dos encarnados. A profundidade do plantel não é má, mas para aguentar uma época inteira sem que no final estejam todos com dor de burro é preciso contratar.

Ora, quem vende Ederson por 40M, Lindelof por 35M e Nélson Semedo por outros 35M, tem dinheiro. Só assim do nada e em 3 jogadores estão 110M e isso é muita massa. Verdade, para que fique já dito, que o Benfica não deve nem pode gastar 110M em reforços. Não só não precisa como isso seria um ato de pouca prudência. Contudo, deve despender de uns quantos milhares para assegurar uma equipa mais competitiva.

Falando em equipa e em competição comecemos pela baliza. Ederson foi-se, era o titular e agora temos 3 hipóteses, Bruno Varela, Júlio César e Paulo Lopes. Já foi dito e noticiado que o Benfica anda à procura de um quarto guarda-redes. E aqui podem questionar, mas o Benfica precisa de quatro? Não, ter três parece ser mais do que suficiente. O nome que ganhou mais força foi o do finlandês Lukas Hrádecky. Com 27 anos tem feito um excelente trabalho numa prova tão competitiva e cheia de bons atacantes como a Bundesliga (basta lembrar que Lewandowski e Aubameyang andam por lá).

Caso ele seja contratado, o que deve e tem de acontecer, alguém tem de ir embora. Bruno Varela não deve ir, dada a sua tenra idade, potencial e formação. Júlio César ainda consegue tirar dividendos do estatuto de “Imperador”, sobrando assim a maior obra de caridade do Benfica nos últimos anos, Paulo Lopes. Se não joga e só lá está a gastar salários, fazer cair taças e jogar 15 minutos e ainda assim levar um golo, pode e deve ir embora.

Baliza resolvida vamos à lateral-direita. Aqui começam as dores de cabeça. Tal como na baliza, há três hipóteses. Aurélio Buta (melhor mix entre nome de merceeiro e gangster), Pedro Pereira e André Almeida. Com André Almeida já sabemos o que a casa gasta, o tipo é decente em todas as posições e ainda só não jogou a guarda-redes e ponta de lança; fora isso, ele é um poço de estabilidade e deve ser opção para o lado direito. Porém, deve existir mais uma alternativa.

Kalaica pode ser um trufo para Rui Vitória lançar esta época Fonte: Branimir Kalaica
Kalaica pode ser um trufo para Rui Vitória lançar esta época
Fonte: Instagram de Branimir Kalaica

Nem Buta nem Pedro Pereira têm o certificado de segurança em dia. São jovens e ainda não têm aquela estaleca. Emprestar um deles ou pô-los a rodar na B não era má ideia, o que levaria ou levará o Benfica a ter e investir num lateral-direito. Ora se investe é para ele jogar.

A alternativa mais de caras e que parecia ter o consenso dos benfiquistas era Bruno Gaspar. Fez a formação no Benfica e tem duas épocas de excelência ao serviço do Vitória de Guimarães, mas como a vida nem sempre nos dá o que queremos, a Fiorentina veio com oito milhões e levou-o para Itália.

A imprensa não tem avançado com outros nomes e talvez porque não há, até à data, nomes para pôr na mesa, mas depois de uma pesquisa e Memofante das exibições e jogos do ano passado, tenho duas soluções. A primeira é Patrick Vieira. Não, não é esse que jogava no Arsenal (está reformado), mas sim aquele que o ano passado fez uma época sólida pelo Marítimo. Bem sei que ele se mudou para Setúbal, mas não seria a primeira vez que um jogador mudava de clube, duas vezes no mesmo mercado. A outra é Pierre Sagna, rapaz que joga no Moreirense (o mítico campeão de inverno de 2016) e que o ano passado foi das revelações do campeonato tendo participado em 32 dos 36 jogos da competição. Qualquer um deles é uma boa opção, monetariamente acessível e que não deixariam o Benfica mal servido.

Finalmente a zona central da defesa. Há Jardel já recuperado, Luisão quiçá na última época, Lisandro ainda à procura de estabilidade (é pena já lá irem três anos disto), Kalaica que devia ser titular e Rúben Dias que está lá. Não me interpretem mal, mas o puto limita-se a existir. Até à data não deu provas de grande coisa. Kalaica, como já deu para perceber, tem trunfos e já deu provas que merece jogar restando saber ao lado de quem.

A questão aqui, a meu ver, nem parece a do quem devíamos contratar, mas sim mais a do com quem devíamos jogar. Temos cinco centrais à disposição o que é mais do que suficiente. Kalaica, pela juventude, qualidade e tempo no plantel deve ser titular. Contudo, Vitória insiste em apostar na experiência (Jardel & Luisão) e deixa de parte uma das suas características, apostar nos jovens. Honestamente, o mais plausível seria a dupla Kalaica & Jardel. Jardel por ser o sucessor de Luisão como patrão da defesa e porque parece estar a voltar aos bons velhos tempos e Kalaica porque é o Kalaica.

Estas parecem ser as soluções mais plausíveis para resolver os problemas defensivos do Benfica. Agora, resta saber se o Benfica pensa nisto com afinco ou se acha que chegar ao tetra foi suficiente.

Revisto por: Vítor Miguel Gonçalves
Foto de Capa: 
 Instagram de Lukáš Hrádecký

O Steaua Bucuresti de Valentin e o FCSB de Becali

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Cabeçalho Futebol Internacional

A poucos dias da visita a Lisboa para medir forças com o Sporting CP com vista a um lugar na fase de grupos da liga milionária, abrimos o caderno de notas da história para conhecer um pouco melhor o Steaua Bucuresti, agora conhecido como FCSB (Fotbal Club Steaua București).

Ser treinador do FCSB é, possivelmente, uma das tarefas mais complicadas do mundo, não pelo grau de exigência que é imputado à equipa, nem pela lembrança de um passado glorioso, mas sim pela difícil convivência com o dono do clube, Gigi Becali, sobejamente conhecido pelo seu temperamento verdadeiramente irascível e por uma profunda vontade de querer, ele próprio, sobrepor-se ao treinador, dando “ideias” sobre como a equipa deve jogar e até sobre os jogadores que devem alinhar em cada encontro. Nicolae Dica, actual técnico da formação da capital romena, regressou ao clube esta temporada depois de já o ter representado em várias ocasiões no passado, primeiro como jogador e mais tarde como treinador adjunto, e ele próprio já teve de lidar com os comentários “menos próprios” do todo poderoso Gigi Becali. Dica é apenas mais um nome na longa lista de treinadores que orientaram equipa nos últimos anos e os resultados, em conjunto com a sua paciência, ditarão o tempo que irá aguentar à frente do outrora poderoso emblema romeno.

Muito antes do despotismo megalómano de Becali, o Steaua Bucuresti, quando ainda se designava por este nome, teve nas suas fileiras, numa função de presidente não oficial, uma vez que o clube pertencia às forças armadas romenas, um homem, de seu nome Valentin Ceausescu, que viria a mudar para sempre a história do emblema da capital romena. Valentin, filho do tirano Nicolae Ceausescu, era em tudo diferente do seu pai e primou desde sempre por ser um homem discreto e bastante modesto, como afirmou Victor Piturca, antigo avançado e treinador do Steaua Bucuresti, numa entrevista à Reuters em 2001. Valentin foi uma peça chave do glorioso Steaua Bucuresti que em Maio de 1986 venceu o FC Barcelona para se tornar a primeira equipa romena a vencer a Taça dos Clubes Campeões Europeus (actualmente, Liga dos Campeões).

Valentin Ceausesco há alguns anos a esta parte Fonte: FC Steaua București
Valentin Ceausescu há alguns anos a esta parte
Fonte: FC Steaua București

O antigo treinador do Sporting CP e antigo médio criativo da formação romena, Laszlo Bölöni, não tem dúvidas em afirmar que Valentin era um homem à frente do seu tempo e que aquilo que o Steaua Bucuresti alcançou na década de 1980 foi fruto do trabalho de Valentin. Para além de Bölöni, todos, ou quase todos os jogadores dessa geração de ouro do Steaua Bucuresti afirmam de forma categórica que houvesse mais pessoas como Valentin e o futebol romeno não estaria hoje tão pobre como na verdade está.

No Outono de 1985, segundo Bölöni, Valentin surpreendeu toda a equipa ao dizer-lhes que achava que eles podiam vencer a competição, antes da primeira partida frente ao Vejle da Dinamarca. Valentin não interferia nas tácticas da equipa, como gosta de lembrar Anghel Iordanescu, também ele antigo jogador e treinador do Steaua Bucuresti, mas contribuía com ideias positivas para o desenvolvimento da equipa, fosse nas condições financeiras e de trabalho dos seus jogadores, fosse nas suas vidas privadas.
Valentin era filho do presidente do país e por esse motivo muito se especulou sobre a sua ingerência nos resultados conseguidos pelo Steaua Bucuresti, que esteve, a título de exemplo, três temporadas sem sofrer qualquer derrota nas competições domésticas.

O Pedigree Leonino

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sporting cp cabeçalho 1Dois jogos oficiais, duas vitórias. Três golos marcados e zero golos sofridos. O Sporting parte para a conquista da Europa só com vitórias no bucho, mas, o FCSB será um adversário tão difícil de roer como o autocarro do Vitória FC.

Da sátira da odisseia das transferências, cabe-nos avaliar a evolução dos reforços. A cerca de quinze dias do fecho do mercado, Bruno de Carvalho afirmou que o plantel estaria 99% fechado e, de seguida, o Sporting anunciava a contração de Ristovski. Com a iminência da saída de William Carvalho, existirá a necessidade de atacar o mercado final?

O Sporting enfrenta esta terça-feira os romenos do FCSB para a primeira do playoff da Champions Fonte: Sporting CP
O Sporting enfrenta esta terça-feira os romenos do FCSB para a primeira do playoff da Champions
Fonte: Sporting CP

As duas primeiras jornadas da Liga NOS apresentaram um Sporting certinho a defender, pressionante no meio campo, mas perdulário no ataque. Jorge Jesus deu tanto cabo do cabedal na pré-época que os atacantes leoninos esqueceram-se como marcar golos (cantados). Piccini está a evoluir bem, Mathieu é um jogador de excelência e Fábio Coentrão vai, aos poucos, ou muitos, encantando a massa adepta. O tanque argentino, Battaglia, tem a solução hipnotizante de fazer esquecer sir William, enquanto Adrien faz juras de amor ao símbolo que traz ao peito. Esperamos que não seja um truque de ilusionismo, como o da época transacta – o Sporting poderá não estar preparado para perder ambos os jogadores. Acuña não precisou de muito tempo para deliciar espectadores de bancada. Cada pormenor denota classe e uma excelente relação com a bola. Doumbia, ainda à procura da melhor forma e do certificado que comprova não ter 60 anos, entrou bem no último jogo. Porém, aquelas falhas de finalização têm de ser rapidamente colmatadas.

As oportunidades são para serem facturadas e, o amuleto Africano, tem de encontrar uma rápida relação com o golo. Bruno Fernandes, outra das grandes contratações deste mercado, ainda não se mostrou na sua plenitude. O jogador português jogou nas costas de Bas Dost no primeiro jogo e como suplente utilizado na segunda partida. A sua utilização frente ao Vitória poderia ter sido a diferença para o Sporting não ter passado por tantas dificuldades em devorar o choco frito. Faltou um organizador de jogo ofensivo e, se o treinador leonino quer jogar com mais presença na área adversária, jogar com Bruno Fernandes e Doumbia será um saca rolhas à felicidade e às vitórias.

Bruno Fernandes deverá voltar ao onze titular Fonte: Sporting CP
Bruno Fernandes deverá voltar ao onze titular
Fonte: Sporting CP

Não é expectável que Doumbia se estreie como titular frente aos romenos. O Sporting sabe que terá de fazer um jogo semelhante ao do Vitória e, desta forma, o onze não deverá fugir muito ao seguinte: Rui Patrício na baliza; a defesa constituída por Piccini, Coates, Mathieu “Imperial” e Fábio Coentrão; no meio-campo o “Tanque” Battaglia e Adrien; a frente de ataque irá ficar entregue a Acuña, Gelson Martins e Bruno Fernandes no apoio ao homem golo, Bas Dost.

Será, com certeza, uma equipa de combate com muita posse de bola, pressão alta e rápida procura da bola; grande velocidade, principalmente nos corredores, e a presença de Bruno Fernandes trará ainda mais criatividade e qualidade. Do ataque, é esperado apenas uma palavra: mortífero. O talismã costa-marfinense ficará guardado e, se for lançado, irá, de certeza, ter oportunidade de marcar e balançar as redes ao som do hino da Champions.

Foto de Capa: Sporting CP

CD Tondela 0-1 FC Porto: Dragão teve de vestir o fato-macaco!

fc porto cabeçalhoUm golo solitário de Aboubakar fez frente às dificuldades que os Dragões tiveram de superar na casa dos beirões. Sérgio Conceição tinha avisado, na véspera, que o campeonato não seria um simples passeio e a vitória pela margem mínima refreou os ânimos da massa adepta. Pepa prometeu e cumpriu. O Dragão venceu bem…mas teve de sofrer.
Entrada forte e autoritária do FC Porto, com uma vintena de minutos que sufocaram o adversário e o remeteram para o seu meio campo. Oportunidades dignas de registo é que nem por isso, já que o bloco baixo e afunilado do Tondela criou dificuldades de penetração à frente de ataque azul e branca. Sérgio Conceição não inventou no onze e, face à ausência de Soares, ofereceu a Aboubakar a companhia mais esperada: Marega.

Do lado do Tondela, Pepa deixou Tomané no banco e foi quando fez uso do ponta de lança português que os beirões colocaram em sentido a equipa portista. E do primeiro tempo, como, de resto, de toda a partida, pouco a dizer. Corria o minuto 37 quando Aboubakar resgata um remate enrolado de Alex Telles, remata para defesa de Cláudio Ramos mas na recarga acaba por não perdoar e carimba o seu primeiro golo nesta edição do campeonato, depois de ter ficado a dever muitos tentos à sua conta pessoal na partida com o Estoril.

O segundo tempo trouxe, então, o avançado ex-Arouca ao jogo e também uma subida de linhas por parte do Tondela. As coisas animaram e, em certos momentos, o fantasma do FC Porto à la Nuno Espírito Santo pairou sobre o relvado do João Cardoso. Uma equipa recuada a aproveitar os espaços deixados nas costas dos adversários. Há aqui, porém, um mérito que tem de ser atribuído a Sérgio Conceição, que percebeu muito bem este “amedrontamento” do FC Porto face ao Tondela e mexeu bem na equipa, emprestando-lhe os cérebros de Herrera, primeiro, e de André André depois. Já mais perto do final, ainda tempo para Layún conferir maior segurança à circulação de bola azul e branca.

O jogo não terminaria sem mais um susto para as redes de Casillas, já depois de Aboubakar ter desperdiçado o 0-2 com um remate, colocado, ao poste. Um bom desdobramento atacante do Tondela, com a bola a chegar na esquerda a Wagner que obrigou o guardião espanhol, ainda que sem grande dificuldade, a estar atento para evitar um empate desolador.

Dois jogos, duas vitórias, cinco golos marcados e zero sofridos é a marca que confere neste momento a liderança do campeonato ao FC Porto. Como se pôde ver, alguns aspetos terão, necessariamente, de ser vistos, revistos e melhorados. Hoje, foi a qualidade individual a resolver, mas também convenhamos que um muitos momentos ao longo da época terão de ser mesmo essas individualidades a desbloquear partidas mais fechadas como a desta noite.

FC Barcelona 1-3 Real Madrid CF: 2.ª parte de luxo madrilena vale triunfo na 1.ª mão

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Cabeçalho Futebol InternacionalA Supercopa 2017 opunha frente a frente dois velhos rivais: Barcelona, o vencedor da Copa del Rey, e Real Madrid, campeão espanhol, tinham encontro marcado em Camp Nou para disputar a 1.ª mão. Os Culés realizavam a sua primeira partida oficial na nova temporada, ao passo que os Merengues chegavam moralizados a este jogo, após terem conquistado a Supertaça Europeia, frente ao Manchester United (vitória por 2-1, na passada terça-feira).

Relativamente às opções iniciais, Ernesto Valverde colocou em campo um onze que transitou da época passada, à exceção do reforço Deulofeu, que tinha a missão de substituir na partida deste domingo Neymar, que partiu para o PSG. No lado visitante, Zidane só trocou Kovacic por Modric em relação ao jogo com o United, dado que o último estava castigado para este encontro.

O início de jogo não foi idêntico aos de outros clássicos: as duas equipas não entraram pressionantes e com vontade de assumir o controlo do encontro, sendo que foi preciso esperar cerca de 10 minutos para se ver o primeiro remate – Luís Suaréz rematou para uma defesa fácil e segura de Keylor Navas. Só aos 17’, é que o Real criou o primeiro lance de algum perigo: Isco, após um belo trabalho individual, chutou a bola às malhas laterais da baliza de ter Stegen. Aos 24’, Messi quase fez o 1-0, num livre direto, mas a bola passou por cima da baliza do Real Madrid.

Apesar dos primeiros 30 minutos não terem tido momentos de “futebol espetáculo”, o Barcelona ia assumindo o controlo do jogo, através duma boa e bem conhecida circulação de bola pelos seus 11 elementos, tentando abrir espaços na defesa contrária, acabando assim por limitar o Real Madrid a correr atrás da bola e tentar aproveitar as perdas de bola dos homens da casa, para se lançar rapidamente para o ataque.

Os visitantes voltaram a ameaçar ter Stegen aos 36’, por Gareth Bale, mas o guardião alemão opôs-se bem ao remate do extremo galês. Os últimos 5 minutos da 1.ª parte não trouxeram nada de novo, e pouco tempo depois, o intervalo chegava com 0-0 no marcador, sendo justificado pela inexistência de oportunidades e falta de intensidade de ambos os lados.

Os dois rivais anularam-se nos primeiros 45 minutos  Fonte: Real Madrid
Os dois rivais anularam-se nos primeiros 45 minutos
Fonte: Real Madrid

A 2.ª parte começou sem alterações táticas e com o Real Madrid a saltar para a frente do marcador: aos 50’, após um lance de insistência, Piqué fez autogolo, ao tentar cortar o cruzamento de Marcelo. De imediato, o Barcelona partiu em busca do empate, e quase conseguiu aos 53’, mas Deulofeu falhou o golo. Na resposta, Carvajal teve perto de ampliar a vantagem madrilena, mas Jordi Alba impediu os festejos do defesa espanhol em cima da linha de golo.

Aos 57´, Cristiano Ronaldo entrou em campo, por troca com Karim Benzema. Luís Suaréz voltou a estar próximo de marcar, mas o seu cabeceamento foi bem parado por Navas. O Barça ia tentando chegar à igualdade, mas a defesa do Real estava intransponível até ao momento, não cedendo qualquer espaço livre à equipa da casa. Mesmo a não poder atacar com tanta frequência, o Real não deixava de tentar alargar a sua vantagem: aos 70’, Marcelo obrigou o guarda-redes caseiro a aplicar-se para impedir o 0-2. Três minutos depois, Busquets falhou uma oportunidade flagrante frente à baliza de Navas.

Logo a seguir, Navas foi obrigado a fazer uma dupla defesa, e no seguimento da jogada, acabou por cometer grande penalidade – Lionel Messi aproveitou para fazer o 1-1. Quando o Barcelona tentava consumar a reviravolta, apareceu o suspeito do costume: Cristiano Ronaldo, num belo remate, fez o 1-2 aos 80’. Contudo, o capitão da Seleção Nacional rapidamente virou vilão: foi expulso por duplo amarelo aos 82’ por simulação de grande penalidade. A jogar com mais um elemento, o Barcelona tentou alcançar o 2-2, mas acabou por sofrer mais um golo: aos 90’, Asensio fez o 1-3, num rápido contra-ataque. O jogo acabaria com 1-3 para os visitantes, num triunfo que se ajusta bem devido à bela exibição da equipa de Zidane na 2.ª parte.

Foto de Capa: The Guardian