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Leça FC x Sporting CP | Mudança de chip obrigatória

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Taça de Portugal: Terça-feira, 20:45, 11 de janeiro de 2022

ANTEVISÃO: SPORTING DE ORGULHO FERIDO PROCURA SARAR FERIDAS NA TAÇA 

Hoje é dia de mudar de chip, dia de Prova Rainha. Leça FC e Sporting CP defrontam-se esta terça à noite em casa emprestada pelo FC Paços de Ferreira, Estádio Capital do Móvel.

QUEM IRÁ VENCER E CHEGAR ÀS MEIAS-FINAIS DA PROVA RAINHA? APOSTA COM A BWIN

A formação de Matosinhos traz a típica conotação de uma competição. Depois de ter eliminado duas equipas da Primeira Liga, FC Arouca e Gil Vicente FC, o Leça é neste momento considerado a grande sensação da prova.

A equipa verde e branca quererá permanecer em todas as frentes. Aliás, como até aqui se verifica. Depois de os últimos jogos terem evidenciado algum desgaste, e de o duelo frente ao Casa Pia AC ter relembrado os mais esquecidos de que equipas como esta podem surpreender, os leões seguem focados neste confronto.
10 DADOS RÁPIDOS
  1. Leça FC e Sporting defrontaram-se por 13 vezes, com forte vantagem dos leões, que somam 11 vitórias, contra apenas um triunfo dos leceiros;
  2. Com o Leça FC como anfitrião, as duas equipas defrontaram-se por oito vezes, com um triunfo da equipa nortenha;
  3. A última vez que as duas equipas se defrontaram na Taça de Portugal foi em 1997/98;
  4. A única vitória do Leça FC sobre o Sporting foi em 1997/98, quando venceu em casa por 1-0, em jogo da Liga, com um golo do espanhol Fran;
  5. O Leça FC não perde há 11 jogos;
  6. Esta época, o Leça FC só perdeu um dos 16 jogos já realizados;
  7. No tempo regulamentar, o Leça FC venceu sete dos oito últimos jogos;
  8. Rúben Amorim volta ao banco depois de ter estado infetado com Covid-19;
  9. Na Taça de Portugal, as duas equipas defrontaram-se por cinco vezes, com o Sporting a sair sempre vitorioso;
  10. O Leça já eliminou duas equipas da Primeira Liga: Arouca e Gil Vicente.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

CAMPEONATO DE PORTUGAL 19/20 “Miguel Lopes (ex- Leça) é reforço do Lusitano” https://t.co/YdPYbyGvwM pic.twitter.com/mmupOmSLvx

— Revista Descla (@revistadescla) July 13, 2019

Miguel Lopes (Leça FC) – É um dos nomes mais irreverentes do Leça. É um jogador que gosta de arriscar e tem bom remate. A criatividade poderá fazer a diferença logo à noite para a equipa com menos argumentos. Por isso, atenção redobrada por parte dos comandados de Amorim a este jogador.

 

Sarabia Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pablo Sarabia (Sporting CP) – O espanhol tem sido sinónimo de magia para os lados de Alvalade. Sarabia marca sempre a diferença, mas neste tipo de jogos, uma individualidade como esta pode mesmo decidir jogos. É esperar para ver logo à noite.

 

XI’S PROVÁVEIS

Leça FC (4-3-3): Gustavo Galil, Álvaro Milhazes, Rui Bruno, Materazzi, Joel Mateus, Diogo Ramalho, Luís Neves, Diogo Rosado, Jorge Monteiro, Miguel Lopes e Nani.

Treinador: Luís Pinto

“O que pode preocupar o Sporting? Ir a penáltis. Do outro lado há uma equipa técnica que já esteve neste patamar e isso traz conhecimento do que se vive aqui. É um momento em que a qualidade de atletas e staff pode ser mostrada e o clube está a ser falado por muita gente. Isto pode ajudar a que os jogadores se transcendam, assim que seja preciso dar um último pique, fazer um carrinho e estar mais concentrado.”

 

Sporting CP (3-4-3): João Virgínia, Feddal, Coates, Esgaio, Nuno Santos, Daniel Bragabça, Ugarte, Gonçalo Esteves, Pedro Gonçalves, Pablo Sarabia, Tiago Tomás.

Treinador: Carlos Fernandes (Amorim volta para o banco neste jogo)

“É uma competição diferente, mas que queremos ganhar. O Leça é uma equipa que já eliminou dois clubes de I Liga, com um plantel que tem dominado a sua série. Achamos que são um bom exemplo como serem profissionais num contexto amador. Demonstram capacidade para defender, mudam o sistema e estamos preparados para isso.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: LEÇA FC 0-3 SPORTING CP

 

Hora de apostar em Svilar? | SL Benfica

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Para muitos, apostar em Svilar é ter o guardião mais completo do SL Benfica em campo. Concordas?

Mile Svilar assinou pelo SL Benfica a 28 de agosto de 2017, tendo custado à equipa encarnada cerca de 2,5 milhões de euros. Depois de ter assinado contrato profissional com o RSC Anderlecht, quando tinha apenas 16 anos, rumou a Portugal.

O guarda-redes já foi comparado à estrela Thibaut Courtois, porque mostrava ter qualidades acima da média para a sua tenra idade. Quando chegou à Luz descreveu-se como um guarda-redes rápido, que sai da linha de baliza e com reflexos bastante bons. A verdade é que, apesar disso, o começo ao serviço das águias não foi o melhor. Aliás, pior era mesmo impossível.

Terceira jornada do grupo A da Liga dos Campeões. Svilar foi titular frente ao Manchester United FC e começou logo a fazer história – foi o guardião mais novo a estrear-se na Liga dos Campeões, tendo ultrapassado Iker Casillas.

O problema é que a estreia trouxe tudo menos alegria. O jogo começou bem, com o belga a fazer uma defesa acrobática a um cabeceamento de Lukaku logo aos 3 minutos de jogo.

Apostar Svilar SL Benfica
Svilar é visto por muitos como o sucessor ideal a Vlachodimos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Aos 64 minutos, depois de Rashford bater um livre direto, Svilar defendeu, ou melhor, agarrou a bola rematada pelo jogador inglês, mas entrou com ela pela baliza a dentro. Um lance infeliz que valeu uma derrota.

No entanto, importa referir que os elogios ao belga não foram postos de lado e Mourinho foi um dos principais “culpados”, quando disse: “O miúdo é um fenómeno. Prefiro que um guarda-redes meu sofra um golo destes do que não saia da linha de golo, não arrisque.

Só os grandes guarda-redes sofrem um golo assim. Só os grandes arriscam, cortam a bola de cabeça fora da área… Não põe em causa o que fez de bom. Teve azar, e comeu este golo. Tem um potencial fantástico. Ou o Benfica tem aqui guarda-redes para muito tempo, ou vão pagar muito dinheiro por este miúdo daqui a uns anos”.

Apesar disso, a tempestade não ficava por aqui. No jogo seguinte da competição, novamente contra os ingleses, nova maré de azares. O jogo até começou bem, com o belga a defender um penálti de Martial, aos 13 minutos, mas foi perto do intervalo que os autogolos voltaram.

Gil Vicente FC 3-2 Vitória SC: É Barcelos no topo!

A CRÓNICA: O REI VÊ O QUINTO A ESCAPAR

A partida que termina a décima sétima jornada no Estádio Cidade de Barcelos numa noite aquecida pelos adeptos de ambas equipas nas bancadas da cidade do distrito de Braga.

Um jogo equilibrado nos primeiros 45’ com destaque à equipa orientada por Ricardo Soares no que diz respeito a lances mais perigosos na primeira parte. O marcador é logo aberto aos 23’ com Fran Navarro isolado na frente de ataque e um remate forte na direção das redes de Bruno Varela, que se viu desesperado e sem defesa.

A equipa gilista ainda volta a insistir aos 37’ isolando Samuel Lino novamente na frente, mas, desta vez, Varela reage de forma genial e a bola sobra para canto. O canto é marcado e mais uma grande oportunidade para o Gil Vicente, Carvalho cabeceia para mais uma defesa à queima-roupa do guarda-redes vitoriano, com alívio de João Ferreira para fora da zona perigosa.

A segunda parte inicia com mais pressão de ambas equipas, no entanto, o destaque continua na equipa da casa. O segundo golo do marcador é feito por Fran Navarro, que se vê bisar na partida após Samuel Lino falhar a primeira tentativa frente às mãos escorregadias de Bruno Varela.

E é o recém colocado na partida pelo técnico da casa, Antonie Leautey, a aparecer sorrateiro no lado esquerdo de Bruno Varela e a rematar para o fundo das redes do português.

A 20’ do final da parte, o Vitória começa a demonstrar a verdadeira ambição de Guimarães, acabando por reduzir a derrota com dois golos (um de Nélson da Luz e o penálti cobrado por Marcus Edwards) mas vê-se cair perante o apito final.

A partida terminou com os olhares cintilantes dos gilistas no quinto lugar, frente a vitorianos destroçados que vêm a sua chance escapar pelas mãos de Fran Navarro, sem dó ou piedade.

 A FIGURA


Fran Navarro – O avançado bisa nesta partida importante para ambos os clubes e acaba por se destacar a nível de trabalho em equipa e na qualidade individual. Uma peça chave no comando de Ricardo Soares, que se deve apresentar bastante satisfeito com o jovem espanhol.

 O FORA-DE-JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Bruno Varela – Pecou em diversas situações de jogo, condenado a equipa com os erros nos três golos. É de salientar e não deixar em branco as oportunidades de que foi alvo e ainda conseguiu salvar os vimaranenses. No entanto, a equipa é infeliz em Barcelos e Bruno Varela acaba por arrecadar com as culpas.

 GIL VICENTE – ANÁLISE TÁTICA

A equipa de Ricardo Soares apresenta-se num 4-3-3, com Frelih na baliza como é opção habitual do técnico português. O onze inicial apresenta-se bastante similar aos que foram apresentados ao longo de toda a época, com exceção de Fujimoto a titular substituindo Matheus Bueno, que inicia a partida no banco de suplentes dos gilistas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Frelih (6)

Ferrugem (7)

Ruben Fernandes (6)

Zé Carlos (7)

Talocha (6)

Fujimoto (5)

Carvalho (8)

Pedrinho (7)

Navarro (9)

Murilo (7)

Samuel Lino (8)

Subs utilizados

Antonie Leautey (7)

Matheus Bueno (-)

Giorgi Aburjania (-)

Sanatana (-)

Hackman (-)

VITÓRIA SC – ANÁLISE TÁTICA

O técnico português Pepa opta por um 4-4-2, com Jorge Fernandes de volta ao onze inicial, assim como André André. Mais surpresas na frente de ataque com Ricardo Quaresma e Rúben Lameiras enquanto dupla de finalização, após o habitual avançado Óscar Estupinãn ficar fora das opções do técnico dos vimaranenses para esta noite no Estádio Cidade de Barcelos. Com as substituições e a entrada dos avançados Nélson da Luz, Marcus Edwards e Janvier no meio-campo, a equipa passou a apresentar um 4-3-3.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Bruno Varela (3)

Jorge Fernandes (5)

Borevkovic (5)

Rafa Soares (5)

João Ferreira (6)

A.Almeida (6)

Tomas Handel (4)

A.André (5)

Tiago Silva (5)

Quaresma (4)

Lameiras (4)

 SUBS UTILIZADOS

Marcus Edwards (6)

Nélson da Luz (7)

Janvier (6)

Gui (-)

Luís Esteves (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

Não foram colocadas questões ao técnico do Gil Vicente FC, Ricardo Soares.

Vitória SC

BnR: Nélson da Luz entrou pela primeira vez na equipa principal, fez uma boa exibição e até o primeiro golo. Pergunto-lhe se considera o avançado uma possível alternativa a Estupinãn e Bruno Duarte na frente de ataque?

Pepa: O Nélson entrou bem e agressivo, era isso que faltava ao Vitória aqui neste jogo e que nos tem faltado. Tanto o Nélson, como o Marcus, deram profundidade ao jogo e procuramos muito o toque curto e fácil, isso não pode acontecer. Não falo em termos de nome, o Nélson, o Bruno, entrou bem, mas faltou muito aqui hoje.

Radar das águias com foco no Brasil? | SL Benfica

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João Victor estará no radar encarnado

O SL Benfica está no mercado e pretende reforçar o plantel já em janeiro. As lesões têm assolado o plantel encarnado e uma das posições que Jorge Jesus mais pretende reforçar é o centro da defensiva das águias.

Como tal, vários nomes têm sido colocados em cima da mesa, mas há um que tem sido discutido mais avidamente. João Victor, titular indiscutível dos brasileiros do Corinthians tem sido o jogador mais falado neste mercado de transferências no que ao SL Benfica diz respeito.

João Victor tem sido um dos destaques do Brasileirão e é indiscutível para o Corinthians, pelo que será complicado a realização do negócio.

O “Timão” acredita que o defesa central irá valorizar ainda mais na próxima temporada, pelo que vender já não é prioritário, ainda para mais, manter o jogador significa terá também o rendimento desportivo de um jogador dessa qualidade.

Até ao momento ainda não há qualquer proposta oficial, nem mesmo uma sondagem pública pelo jogador brasileiro. O Sport Lisboa e Benfica anda no mercado, mas ainda não oficializou qualquer tipo de abordagem pelo central de 23 anos.

Contudo, falemos de milhões. A cláusula de rescisão está estabelecida em 50 milhões de euros, no entanto, o jogador está avaliado em cerca de sete milhões de euros, pelo que um negócio a rondar os dez milhões de euros poderá agradar a ambas as partes.

Ainda assim, o SL Benfica não pretendia gastar tanto dinheiro num jogador que terá como principal função jogar no lugar deixado vago por Lucas Veríssimo, que se vê a contas com uma lesão que o afastará o resto da temporada.

A verdade é que jogando com três centrais, Jorge Jesus precisa sempre de quatro jogadores de qualidade prontos para desempenhar a posição, sendo que um é o Veríssimo, que está como disse lesionado, e os outros dois o Otamendi e o Vertonghen.

Pois bem, já se viu que André Almeida não pode continuar a jogar a titular e muito menos a central. Morato, e não se sabe bem porquê, não tem sido opção, o que acho estranho, uma vez que considero Morato um excelente jogador e que poderia assumir a titularidade no SL Benfica no imediato.

Ferro está na porta de saída e Tomás Araújo não parece contar para Jorge Jesus. Falamos de três alternativas, duas delas viáveis (Morato e Tomás Araújo, este último com um asterisco por ter pouca experiência) que poderiam assumir a titularidade.

João Victor seria uma adição de qualidade inegável, mas não vejo assim tanta necessidade de recorrer ao mercado quando existem opções dentro dos quadros do clube. Qual é a vantagem de ter uma das melhores formações do mundo se depois não se concedem oportunidades aos jogadores?

Nenhum adepto benfiquista ficará triste com a contratação de João Victor. É um jogador com muita qualidade, capaz de sair com bola controlada e muito inteligente. A qualidade não está em causa, apenas a necessidade.

A (esperada) saída definitiva de Nuno Mendes

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De acordo com a imprensa francesa, o Paris-Saint Germain FC vai exercer a cláusula de compra do passe de Nuno Mendes. O lateral esquerdo aproveitou a lesão de Bernat para se afirmar no plantel milionário, pelo que já desempenhou 16 partidas com a camisola dos parisienses, esta temporada.

Paris SG decidiu exercer a opção de compra sobre Nuno Mendes e pagar os 40 milhões de euros da cláusula ao Sporting CP, avança a ‘Le10Sport’.
Esta temporada, o lateral de 19 anos leva 16 jogos com a camisola dos “Parisienses”. pic.twitter.com/Av1Giz4fx8

— Diário de Transferências (@DTransferencias) December 25, 2021

Uma saída denunciada

Quando abordei a transferência de Nuno Mendes, também num artigo aqui no Bola na Rede, disse que a probabilidade de voltar a ver o jovem português com a verde e branca era quase nula. Confirmando-se os rumores que vêm de França, é já uma notícia levada com naturalidade. Para além de toda a qualidade e potencial que o ala demonstra em campo, o FC Paris-Saint Germain só não o comprou no mercado de verão devido às regras do fair-play financeiro.

Aproveito para corrigir também uma informação que redigi no artigo publicado em setembro. Apesar de o Sporting CP ir encaixar 47 milhões com a transferência de Nuno Mendes (40M da transferência + sete da taxa de empréstimo) pode-se descontar o valor que o leões pagaram pela cedência por uma temporada de Pablo Sarabia, no valor de dois milhões. Ou seja, no total, e feitas todas as contas, a venda de Nuno Mendes permite ao Sporting CP um encaixe financeiro de 45 milhões de euros – a segunda maior venda da história do clube de Alvalade, atrás da de Bruno Fernandes, que já vai em 63 milhões.

Um negócio de sucesso

Para além do valor avolumado que os cofres leoninos vão somar, o jogador que o Sporting CP recebeu por empréstimo tem sido muito importante para a temporada leonina. Sou apologista de que a aposta num jogador emprestado sem opção de compra apenas pode ser considerada se o atleta for uma grande mais valia para a equipa. E, de facto, isso tem-se verificado com as exibições de Pablo Sarabia. O internacional espanhol tem sido fundamental no esquema tático de Ruben Amorim, revelando-se muito versátil nas suas ações e mostrando também todo o perfume do seu futebol.

Sporting x Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Uma estrela em ascensão

Nuno Mendes o menino que saiu cedo da casa que visitou ontem, ao assistir ao Sporting CP x Portimonense SC, tem tudo para ser uma das referências da sua geração na posição de lateral esquerdo. Escusado será mencionar todas as qualidades que já lhe atribui. Apenas dizer que foi o melhor jogador que vi do Sporting CP a atuar no corredor lateral.

Tem apenas 19 anos, e um longo caminho para percorrer. Apesar de ainda não ser titular indiscutível para Pochettino, acredito que, se se verificar esta aposta do FC Paris-Saint Germain no seu potencial, o clube francês vai recolher os frutos do montante investido no passe do jogador, num futuro bastante próximo.

Belenenses SAD 2-1 FC Arouca: Lisboetas voltam a conhecer o sabor da vitória

A CRÓNICA: BELENENSES SAD VOLTA AOS TRIUNFOS EM NOITE MARCADA PELA QUANTIDADE DE CARTÕES

No Estádio Nacional do Jamor, o Belenenses SAD recebeu o FC Arouca, duelo este a contar para a 17º jornada do campeonato. O último jogo do campeonato realizado no Estádio Nacional do Jamor ocorreu ainda no passado dia 12 de dezembro de 2021, duelo este onde o Belenenses SAD saiu derrotado, por 1-0, frente ao GD Estoril Praia.

Filipe Cândido, treinador da equipa da casa, executou algumas alterações relativamente à passada jornada, onde saiu derrotado frente ao FC Vizela, por 2-0. Já o treinador da equipa visitante, Armando Freitas, efetuou três alterações face ao onze inicial que sofreu uma pesada derrota frente ao SC Braga, por 6-0, na jornada anterior.

Na primeira parte, logo aos três minutos da partida, o avançado do FC Arouca, André Silva, choca com o guarda-redes da equipa da casa, Luiz Felipe, e, após o árbitro David Silva consultar o vídeo-árbitro, decide então expulsar o ponta de lança do FC Arouca. Um acontecimento que certamente influencia o rumo do jogo daqui para a frente, com a equipa visitante a ficar reduzida a dez jogadores. No entanto, no primeiro quarto de hora, o Belenenses SAD não conseguia assumir o controle do jogo, mesmo o FC Arouca estando com menos um homem, pelo contrário, era a equipa visitante que construía mais ataques. Os papeis então invertiam-se: aos 18 minutos, o defesa-central da equipa da casa, Thibang Phete, é expulso após segundo amarelo. Ainda que ambas as equipas estivessem apenas com dez jogadores, o jogo “equilibrava-se” novamente. Por via das expulsões, os jogadores encontravam-se num estado anímico conturbado, levando a que o jogo se tornasse muito físico, com bastantes duelos.

Destaque para uma oportunidade falhada por parte de Afonso Sousa, aos 33 minutos, de frente para o guarda-redes do FC Arouca, Victor Braga, que tapou completamente a visão ao médio português. Mas, como todo o adepto de futebol sabe, quando não se aproveita as oportunidades para faturar, sofremos o golo. E foi assim que aconteceu: aos 36 minutos, o defesa-central do FC Arouca, João Basso, cruza, e o recém-entrado Dabbagh cabeceia para dentro da baliza. A equipa visitante abria assim o marcador.

Na segunda parte, o Belenenses SAD entrou com outra estabilidade emocional: com um jogo muito mais racional em detrimento da emoção, conseguiam circulavam bem a posse de bola, todavia, eram incapazes de furar a boa organização defensiva da equipa visitante. O FC Arouca arriscava em contra-ataques perigosos, de destacar uma jogada muito bem executada que quase deu em golo, mas o médio-centro Leandro por pouco não acertou o alvo.

O Belenenses SAD tanto tentou que aos 71 minutos, o recém-entrado Nilton, marca e põe novamente a equipa da casa na disputa pela vitória. O jogo era ainda de muitos duelos físicos, somando-se ainda mais uma expulsão do lado do FC Arouca, desta vez de Dabbagh, o autor do golo inaugural.

Com a insistência do Belenenses SAD, aos 90+3, Abel Camará, aproveita a confusão na área, remata à baliza e coloca a equipa da casa na frente do marcador. Os adeptos vão ao delírio.

Num encontro que fica marcado por ter catorze cartões amarelos e dois cartões vermelhos, o Belenenses SAD, volta assim a somar pontos, algo que não ocorria desde 30 de outubro, jornada onde ganhou ao CD Santa Clara.

 

A FIGURA

Nilton – Entrou em campo e colocou o Belenenses SAD novamente em jogo. Jogou quase com um “infiltrado” no ataque da equipa da casa, executando vários movimentos ofensivos perigosos na segunda parte.

 

O FORA DE JOGO

Thibang Phete – De igual forma, poderia ter escolhido André Silva como o fora de jogo do encontro, porém, acredito que o precoce lance do avançado do FC Arouca, foi “sem intenção”, são choques que ocorrem num jogo de futebol. Já Thibang, mesmo com um amarelo na conta, não geriu bem o seu jogo e levou um segundo amarelo que originou a sua expulsão. O jogo estava a favor da equipa da casa, estavam com um homem a mais que o adversário, no entanto Thibang não teve esse fator em conta.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Como já é habitual, Filipe Cândido apostou num sistema de 3x5x2 e, por via da expulsão de Thibang Phete, alterou para um sistema com 4 defesas, com Safira a ser o “sacrificado” ao sair da frente de ataque para vir apoiar a defesa, fechando o flanco direito. O treinador procurou reentrar no jogo com a entrada de jogadores como Pedro Nuno e Nilton e, com muita insistência, conseguiu dois golos que deram o tão esperado retorno aos triunfos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luíz Felipe (6)

Tomás Ribeiro (6)

Tavares (6)

Chima (6)

Diogo Calila (6)

Lukovic (5)

Afonso Sousa (7)

Yaya (6)

Thibang Phete (3)

Camará (8)

Safira (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Nuno (8)

Nilton (8)

Alioune Ndour (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC AROUCA

Armando Freitas apostou num sistema de 4x2x3x1, tal como no jogo frente ao SC Braga. Com a expulsão de André Silva fez entrar Oday Dabbagh no lugar do médio-centro Pedro Moreira, mostrando intenção de “continuar a lutar pela vitória” ao fazer entrar um avançado. A equipa manteve-se sempre muito bem organizada e soube controlar todos os momentos do jogo, usando o contra-ataque como principal arma ofensiva. No entanto, a segunda expulsão mexeu com a organização da equipa, não conseguindo segurar o resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Victor Braga (6)

Thales Oleques (7)

Basso (6)

Abdoulaye (7)

Quaresma (6)

Leandro (7)

Pedro Moreira (5)

Arsénio (5)

Eboue Kouassi (6)

Bukia (6)

André Silva (3)

SUBS UTILIZADOS

Oday Dabbagh (7)

Tiago Esgaio (6)

Adilio (5)

Pité (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD

BnR: Fez entrar Pedro Nuno no jogo. Com estas alteração pretendia que a equipa conseguisse segurar mais a bola na frente, algo que não estava a conseguir na primeira parte?

Filipe Cândido: “Tenho pena de não ter feito essa alteração mais cedo, devido ao facto de expulsão precoce que tivemos. Era esse o nosso intuito com a entrada do Pedro, ter mais bola na frente e ser sim mais racionais na tomada de decisão. A expulsão veio estragar um pouco os planos, mas o Pedro ao entrar cumpriu aquilo que pedimos: procurou os espaços e geriu a nossa posse de bola na frente de ataque.

 

FC Arouca

BnR: Mesmo com uma expulsão precoce, o Arouca soube manter o estado anímico e continuar assim a lutar pelo resultado. Com a segunda expulsão sofrida, fez entrar jogadores como Pité em jogo. Acreditou que, mesmo com menos dois jogadores, ainda era possível vencer o encontro pela garra que a equipa vinha a demonstrar?

Armando Freitas: “Como disse, hoje não era o dia do Arouca. Pelas ocasiões de golo que ocasionamos, merecíamos outro tipo de resultado. A entrada do Pité veio para dar outra frescura ao ataque e, sim, procurar então o golo que nos dava a vitória. Mas hoje, simplesmente, não era o nosso dia.”

SC Covilhã 1-3 CF Estrela da Amadora: Ida à Serra trouxe o regresso às vitórias

A CRÓNICA: PRIMEIRA ETAPA PERFEITA CONFIRMOU O RETORNO TRICOLOR ÀS VITÓRIAS

O início de partida no estádio José dos Santos Pinto evidenciou a razão por que as equipas se encontram em diferentes posições na classificação da Segunda Liga. O SC Covilhã, por mais que tentassem encaixar a sua marcação na saída de jogo adversária, a qualidade do CF Estrela da Amadora foi suficiente para escapar e tomar rapidamente o domínio da partida, mesmo longe de casa.

Conforme os tricolores de Amadora foram ganhando controlo do jogo, com algumas oportunidades que levaram perigo à baliza de Léo, aos 17 minutos num lance magistral, a qualidade ditou o primeiro momento de alegria da equipa visitante na Serra da Estrela. Depois de uma saída de jogo errada de Jean Felipe, a bola sobrou para Diogo Pinto, que com toda a perícia do seu pé direito, arrematou com força e precisão diretamente no ângulo direito de Léo. O guarda-redes leonino, que nada pôde fazer, apenas viu o foguete passar a rasgar as redes brancas e verdes do Estádio José dos Santos Pinto.

Com o resultado favorável, a equipa visitante cresceu ainda mais no jogo e aproveitou-se da inconsistência defensiva e nervosismo do SC Covilhã. Neste panorama, aos 29 minutos, após troca de passes no lado direito do ataque tricolor, Madson, com espaço e tempo para pensar, levantou a cabeça e jogou com capricho para a grande área. Nela estava Fabrício, que subiu mais alto que todos e cabeceou de forma consciente para deslocar a bola da direção do guarda-redes adversário.

Enquanto o jogo encaminhava-se para o intervalo, a trégua da equipa de Amadora não havia acabado. Exatamente aos 44 minutos de jogo, dessa vez num cruzamento de Salomão pelo lado esquerdo, a bola foi rasteira e veloz até o pé de Sérgio Conceição. O capitão tricolor não desperdiçou e praticamente selou a vitória da equipa visitante ainda na primeira etapa de jogo.

A reação Serrana parecia estar a caminho, quando com menos de um minuto de jogo depois do início da segunda parte, após pontapé de canto, Helitón com os seus 1,95 m subiu alto e cabeceou para o fundo das redes. A partir daí, o SC Covilhã entrou com um novo ritmo na partida. Mais ligado, e aceso, enquanto a Estrela Amadora procurava conter os ânimos da equipa local.

Apesar disso, poucas oportunidades surgiram após o início eletrizante da equipa da casa. E com o apito final, a derrota do Covilhã decretou novo desfalque na preocupante campanha na briga para fugir da Terceira Liga. Enquanto isso, o Estrela consegue um contundente resultado que eleva as suas projeções para sonhar numa futura possível promoção à Primeira Liga.

 

A FIGURA

Diogo Pinto – O responsável por um dos golos mais bonitos desta Segunda Liga, Diogo Pinto foi o elemento diferenciador no ataque tricolor. Através das ultrapassagens e quebras das linhas de marcação, Diogo, com grande qualidade, tornou a vida dos defesas serranos num inferno. A sua perna direita, sempre muito rápida no controlo da bola, foi essencial ao combinar com a visão de jogo diferenciada deste ponta esquerdo.

 

O FORA DE JOGO

Ryan Teague – Um dos principais elementos criativos do meio-campo, o australiano Ryan Teague foi a maior deceção no setor de ataque do Covilhã. Engolido pela marcação e sem consistência física, em diversos momentos, Ryan foi a personificação da atuação da equipa serrana. Por vezes perdido em alguns setores do campo, com pouco compromisso defensivo, a sua análise tática e de posicionamento foi aquém de outras exibições dentro do José dos Santos Pinto.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

Após dar fim a sequência de 10 jogos sem vencer, o treinador serrano, Leonel Pontes, manteve o seu esquadrão vencedor. Assim, depois de quatro meses, o Covilhã repetiu os seus onze jogadores e a sua formação no 4-3-3 com a bola e 4-2-3-1 sem a bola. Desta forma, a dupla Vilela e Gilberto permanece no setor defensivo do meio-campo. Vale destacar a importante movimentação entre Ahmed e Ryan Teague. Enquanto o australiano começa a partida no setor mais central do meio-campo, por conta da sua habilidade na condução da bola, Ahmed parte na lateral esquerda do meio-campo, mas por vezes inverte de posição com Ryan para confundir a marcação adversária. Logo em seguida ao intervalo, Leonel Pontes promoveu três trocas. A principal delas foi a estreia do avançado Samu, que jogou como ponta direita. Além disso, a entrada de Tembeng no meio-campo, deu mais criatividade e qualidade com a bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (7)

Jean Felipe (5)

Jaime (5)

Héliton (6)

David Santos (6)

Gilberto Silva (5)

Jorge Vilela (4)

Ryan Taegue (4)

Arnold Issoko (6)

Ahmed Isaiah (4)

Jô Batista (5)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Almeida (5)

Samu (5)

Lucas Barros (5)

Tembeng (5)

Ricardo Vaz (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA AMADORA

O treinador Ricardo Chéu deu sequência ao esquema mais utilizado nesta época. O 3-4-3 permanece sem muitas variações táticas, as únicas diferenças são vistas na ausência de alguns jogadores. Por começar, o guarda-redes principal Gonçalo Tabuaço cumpre suspensão após ser expulso na última jornada da segunda Liga e nem viajou para a Covilhã. Outra diferença é a saída do defesa André Duarte e do médio Aloísio para a entrada do também médio Traoré. Com a entrada do jogador do Mali, a equipa da Amadora ganhou vigor físico e qualidade técnica na saída de bola no meio-campo. As substituições escolhidas pelo Mister Ricardo não alteraram o padrão tático e trouxeram novo vigor físico para a equipa tricolor.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Hidalgo (7)

Tiago Melo (6)

Anthony Correa (6)

Traoré (6)

Diogo Pinto (8)

Chapi (6)

Sérgio Conceição (6)

Afonso Figueiredo (6)

Salomão (7)

Monteiro (7)

Fabricío (7)

SUBS UTILIZADOS

Xavi (6)

Aloísio (5)

Edu Duarte (-)

Smary (-)

Reko (-)

 

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

BnR: “No início da segunda parte foram realizadas três trocas para formalizar um ataque mais sufocante, o que não aconteceu. O que acha que faltou para a equipa da casa ter feito a reviravolta no resultado?

Leonel Pontes: “Ganhamos um pouco mais de consistência no corredor central, principalmente com Gilberto e Tembeng jogando lado a lado, que permitiu controlar os movimentos centrais do adversário. Depois, aceleramos mais o jogo em termos ofensivos, procurando o Samu e com o Diogo para ocasionar oportunidades de cruzamento. Empurrando o adversário para trás, obrigando a defender mais baixo. Além disso, tivemos melhor consistência defensiva. Se conseguíssemos fazer o 3×2 mais cedo, por volta dos 70 minutos teríamos discutido o resultado até o fim. Não conseguimos, mas tentamos.”

 

CF Estrela Amadora

BnR: “Esta foi a melhor primeira parte desde que chegou ao Estrela?”

Ricardo Chéu: “Juntamente com o Académico de Viseu, se calhar foram as duas primeiras partes mais bem conseguidas. Em termos fortes, fomos sérios na abordagem do jogo. Fomos um Estrela “mandão” com muita personalidade e com muita bola, a jogar no meio campo ofensivo, com grandes golos e grandes dinâmicas. E foi uma primeira parte perfeita, melhor seria impossível.”

SL Benfica 2-0 FC Paços de Ferreira: “Benfiquistas, mudei a casa”

A CRÓNICA: NO FINAL, VALEU A PENA

Casa é onde o coração fica quando o resto do corpo vai para outro lugar. É onde as nossas formas voltam quando se lhes falta conforto e animosidade.

Nas coordenadas do Estádio da Luz, ecoa o barulho do arrastar dos móveis pelas rugosidades do chão, do berbequim a frustrar a ponta giratória contra a parede.

Endireitam-se os quadros preferidos e escolhem-se fotografias várias para preencher o hall de entrada. As paredes ainda brindam o olfato com cheiro a tinta fresca. É Nélson Veríssimo a deixar tudo a seu gosto.

O sol pôs-se poucas vezes desde que o treinador do SL Benfica mudou de casa. Assumiu a equipa no Dragão com poucos dias de trabalho e um quebranto emocional que sempre compromete a eficiência humana.

Com mais tempo para deixar tudo concomitante às exigências que um bom anfitrião deve cumprir, recebeu, no primeiro jogo em domicílio próprio no regresso ao comando do SL Benfica, o FC Paços de Ferreira.

O treinador dos encarnados tinha avisado: “vai valer a pena”. Conheço uma Pessoa que outrora disse que “Tudo vale a pena”, mas foi pequena a alma benfiquista na primeira parte.

O FC Paços de Ferreira esteve sereno com a bola nos pés, com evidentes qualidades para tomar boas decisões. Sem ela, comprometeram somente num par de situações em que Rafa tentou em jeito picar sobre o guarda-redes pacense, André Ferreira.

Perante a ineficácia da estratégia usada pelo colega, Gonçalo Ramos tentou em força alvejar a rede, mas a bola só quis a trave.

Quando as emoções domaram os castores, a situação reverteu-se. Quase no término do primeiro tempo, Denilson atingiu com o pé o ombro de Grimaldo e foi expulso. No lance seguinte, Seferovic, que vinha até aqui assinalando uma excelente exibição, dá a Gonçalo Ramos a hipótese de se redimir.

A incrível defesa de André Ferreira levou a que só na recarga João Mário conseguisse dar vantagem aos encarnados. A superioridade numérica deu ao SL Benfica um domínio ainda maior. Paradoxalmente, Diaby conseguiu uma ocasião flagrante para dar ao FC Paços de Ferreira o empate.

O tempo continuou a passar com uma pedra presa ao pé. Para quebrar a monotonia, Grimaldo animou o cenário com um golo de belo efeito. Darwin quis ajudar na festa, mas o máximo que conseguiu foi protagonizar o momento Bryan Ruiz da noite, mantendo o 2-0 até final.

O SL Benfica fecha a primeira volta do campeonato em terceiro lugar. Com este resultado, reduz para quatro pontos a diferença para o segundo classificado, o Sporting CP.

A casa de Nélson Veríssimo está habitável, mas ainda precisa de ajustes que têm tanto de comum à habitabilidade como ao bom funcionamento de uma equipa de futebol.

 

A FIGURA

Haris Seferovic
Haris Seferovic esteve em bom plano, apesar de não ter marcado
Fonte: Euclides Delgado/ Bola na Rede

Haris Seferovic Um recipiente de utilidade. Não se pode dizer que tenha sido um elemento fixo no ataque. Pelo contrário, realizou numerosos movimentos de ataque à pequena diagonal. Na disponibilidade de apoios frontais esteve exímio.

 

O FORA DE JOGO

O lateral pacense teve dificuldades em parar os ímpetos de Everton Fonte: Euclides Delgado/ Bola na Rede

Fernando FonsecaIncapaz de conter a avalanche encarnada do lado direito. Mal saltava na pressão a Grimaldo, tinha um jogador a aproveitar as suas costas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica alinhou em 4-4-2. Na frente, Seferovic prestou-se mais ao jogo de apoios, atacando muitas vezes a profundidade depois de combinar. Gonçalo Ramos deslocou-se mais pelas linhas horizontais do campo.

Everton trabalhou bem aberto, com a linha lateral perto de si, o que o beneficiou na medida em que encontrou espaço que não teria no meio do bloco adversário. Tal situação proporcionou inclusivamente que Grimaldo pudesse subir por dentro.

A pressão alta foi exercida com Seferovic e Gonçalo Ramos a pressionarem os centrais e com João Mário a condicionar os dois médios do FC Paços de Ferreira. Weigl colocou-se juntos dos centrais. A estratégia zonal marca um ponto de viragem em relação ao passado recente dos encarnados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (6)

Gilberto (5)

Nicolás Otamendi (5)

Morato (6)

Álex Grimaldo (6)

Julian Weigl (6)

João Mário (7)

Rafa Silva (7)

Everton (7)

Gonçalo Ramos (5)

Haris Seferovic (7)

SUBS UTILIZADOS

Darwin Núñez (5)

Valentino Lázaro (6)

Paulo Bernardo (5)

Adel Taarabt (-)

Diogo Gonçalves (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O sistema tático utilizado pelo Paços de Ferreira foi o 3-4-3. César Peixoto deu a Uilton um papel de elevada preponderância tática. O brasileiro, com historial de desempenhar funções de lateral, tinha a missão de fechar junto de Antunes o corredor esquerdo e formar uma linha de cinco atrás.

Defensivamente, sofreram no controlo do seu lado direito pelo elevado número de movimentos que vários jogadores do SL Benfica realizaram naquela zona.

A equipa da capital do móvel preferiu não correr riscos e evitar usar o corredor central para sair apoiado, mesmo Rui Pires e Eustáquio tendo vantagem sobre João Mário. Denilson, enquanto esteve em campo, foi um ótimo desafogo para a equipa, dada a sua capacidade para segurar a bola e permitir que a equipa subisse.

Seria de esperar que Uilton de adiantasse mais no terreno durante o processo ofensivo, sendo que foi até Antunes quem mais se aventurou. Tal situação seria possível perante o posicionamento de Hélder Ferreira ao centro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (7)

Fernando Fonseca (4)

Nuno Lima (4)

Marco Baixinho (5)

Antunes (4)

Uilton (4)

Rui Pires (5)

Stephan Eustáquio (5)

Juan Delgado (5)

Hélder Ferreira (6)

Denilson Jr. (6)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Silva (4)

Mohamed Diaby (5)

Luís Bastos (4)

Matchoi Djaló (-)

 

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL BENFICA

O Bola na Rede foi impedido de colocar questões ao treinador do Benfica.

FC PAÇOS DE FERREIRA

Bola na Rede: A opção para sair a jogar do FC Paços de Ferreira nunca foi o corredor central, mesmo estando apenas João Mário a vigiar o Rui Pires e o Eustáquio. Foi um risco que não quis correr?

César Peixoto: Tentámos jogar nos três corredores. Faltou alguma capacidade à equipa para ir fora e depois ir dentro. Faltou alguma ligação. No pontapé de baliza sim, tentámos privilegiar a bola mais direta no lado do Grimaldo, que é mais baixinho, mas, a partir daí, o jogo desenrolava-se pelos três corredores.

Não foi opção jogar pelos corredores laterais. Sabíamos também que o SL Benfica, normalmente, quando a bola entra no corredor lateral, abre espaço entre central e lateral e nós tentámos aproveitar esse espaço. Tínhamos que conseguir manipular o SL Benfica para provocarmos esse espaço. Não o conseguimos fazer.

Acaba por ser um jogo onde, na primeira parte, bem organizados, podíamos ter tido um pouco mais de bola. Na segunda parte, a equipa foi fantástica no comportamento, na forma como lutou, na organização defensiva e ainda conseguimos ir duas, três vezes à frente.

Fórmula 1 em 2021: Ver, rever e voltar a ver

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Uma vez que a temporada 2021 findou e estamos aqui todos ansiosos que chegue março para podermos voltar a sentir as emoções calorosas de um grande prémio, hoje trago aqui aquelas que, para mim, foram as corridas mais entusiasmantes da temporada de 2021 e aquelas que deves ver, rever e voltar a ver.

Numa temporada que coincidiu com diversas corridas maravilhosas e incríveis procurei focar-me em corridas que tivessem sido únicas e históricas. Neste sentido, trago o GP da Hungria com a vitória de Esteban Ocon, o GP de Itália com a vitória de Daniel Ricciardo, e o GP do Brasil com a vitória de Lewis Hamilton.

Contudo e a meu ver não seria justo que Max Verstappen não figurasse com uma vitória nas corridas do ano e nesse sentido decidi fazer uma menção honrosa ao GP de Abu Dhabi, não tanto pela corrida em sim, mas pelo significado que esta teve.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo redigido por Duarte Amaro

Os desejos leoninos para 2022

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O ano de 2021 foi repleto de conquistas e de alegrias para aqueles que são adeptos do Sporting. Sem dúvida, que o maior desejo foi cumprido este ano: a conquista do campeonato, que fugia faz 19 anos. Mas também ouve outros motivos para deixarem os adeptos leoninos felizes.

O Sporting sagrar-se campeão nacional em quase todas as modalidades e duas delas ser mesmo campeão europeu, o crescimento exponencial da comunicação do clube, verem um plantel em que existe uma união fora do comum, recheada de jovens formados no clube e por jogadores mais experientes que dão tudo pelo Sporting.

Mas com o começo deste novo ano existe uma lista de desejos, que eu pessoalmente, gostava que fosse cumprida: