No passado domingo, o FC Porto aproveitou a ressaca do embate com o Vitória SC para enaltecer, via redes sociais, a marca de 200 jogos com a camisola do clube, atingida por Pepe. Para quem não sabe, Képler Laveran Lima Ferreira, é o seu nome.
Apesar de ausente dessa partida, o capitão portista, com os 25 minutos somados no confronto com o Liverpool, atingiu um número redondo e o clube não quis deixar passar a ocasião. É, de facto, um marco assinalável na carreira de um jogador que se assumiu, nos últimos 15 anos, como um dos melhores defesas centrais do futebol mundial.
São 200 jogos de azul e branco, no entanto, se tivermos em conta que Pepe chegou, pela primeira vez, ao FC Porto no verão de 2004, há quase 20 anos, seria expectável que fossem muitos mais.
Não o são pelo simples facto de que o internacional português passou uma década ao serviço de um dos maiores clubes do mundo, o Real Madrid, onde ganhou tudo o que havia para ganhar.
Estou em crer que, não fossem algumas atitudes irrefletidas e antidesportivas que Pepe foi tendo ao longo da carreira, o reconhecimento da opinião pública e publicada mundial seria ainda maior.
Seria da mais elementar justiça, dada a sua qualidade enquanto jogador, mas Pepe só se poderá culpar a si próprio pelos inimigos que foi ganhando ao longo do seu percurso futebolístico.
Pepe cumpre o jogo 200 pelo FC Porto
➡194 a titular
➡13 golos
➡8 títulos
➡Estreia em 2004, frente ao Valencia, lançado por Victor Fernandez pic.twitter.com/uzXZhQKD2E
Pelo FC Porto, estreou-se em 2004. Depois de um primeiro ano de adaptação de alguma irregularidade exibicional, é com a chegada do holandês Co Adriaanse que explode. Muitos se lembrarão do esquema de três defesas (e não de três centrais) que era habitualmente utilizado pelo ex-técnico portista naquela altura. Pepe era pau para toda a obra e, sozinho, fazia o papel de dois.
Já com passaporte e nacionalidade portuguesa, o Pepe que deixa o FC Porto em 2007, depois de uma temporada fantástica a jogar ao lado de Bruno Alves, sob o comando do professor Jesualdo Ferreira, para jogar em Espanha era, já naquela altura, um dos melhores da sua posição.
A sua primeira passagem pelo FC Porto fica marcada por uma capacidade atlética ímpar e uma técnica muito apurada.
Era um jogador ágil e veloz que controlava de forma exímia a profundidade, mestre no jogo em antecipação, praticamente intransponível no um para um, dotado de um assinalável poder de impulsão e de uma capacidade de passe bastante acima da média.
Era, de facto, um jogador muito completo e que pecava, apenas, por algum excesso de virilidade que, em boa verdade, nunca perdeu, mas aprimorou.
MOURINHOS VS. GUARDIOLAS, O TEU PODCAST DE ANÁLISE DOS TEMAS MARCANTES DA ATUALIDADE!
No terceiro episódio do “Mourinhos vs. Guardiolas” fazemos a antevisão do dérbi entre SL Benfica e Sporting CP, bem como a análise do prémio da Bola de Ouro, que consagrou Lionel Messi como vencedor.
A 1 de dezembro de 1640 restaurámos a nossa independência e acabámos com 60 anos de Dinastia Filipina. 267 anos depois, em 1907, jogou-se o primeiro “Dérbi Eterno” em Portugal.
Para o jogo da próxima sexta-feira, a equipa da casa é favorita, como podemos ver consultando osite da Betano, mas os visitantes encontram-se num grande momento de forma, com 11 vitórias consecutivas.
No Campo da Feiteira, o primeiro “estádio” do SL Benfica, e que se situava na Estrada de Benfica, muito perto dos terrenos onde hoje em dia está edificado o Mercado de Benfica e o Estádio Francisco Lázaro, do Clube Futebol Benfica, jogaram pela primeira vez as águias contra o rival do Sporting CP.
Nesse encontro, a vitória sorriu aos leões que venceram o dérbi por 2-1. Curiosamente, o golo da vitória verde e branca foi marcado na própria baliza pelo fundador do clube encarnado, Cosme Damião.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Desde aí, e em 114 anos de rivalidade, muitas são as histórias para contar de um jogo sempre de resultado imprevisível e, neste texto, vamos focar-nos no mais importante: Golos.
O FC Porto precisa urgentemente de reforços para o eixo central da defesa, não sendo surpreendente a ligação com Rúben Semedo. É extremamente necessário atacar o defeso de inverno com uma contratação que garanta qualidade e disponibilidade para entrar em campo e assumir a posição.
Afinal, Pepe tem 38 anos, Mbemba está de saída e uns furos abaixo do que demonstrou na época passada, Marcano está num momento de carreiro onde é muto débil fisicamente e Fábio Cardoso é um jogador de rotação.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
A contratação que parece estar a ser cogitada pelos lados do Estádio do Dragão é a de Rúben Semedo.
Aos 27 anos a carreira do português tem visto altos e baixos, sendo que os tais “baixos” são de comportamentos além futebol que acabam por destabilizar o seu desempenho em campo, algo que, para Sérgio Conceição, não parece ser problema, afinal, o treinador parece manter na “linha” todos os pupilos do plantel com a sua liderança intensa e carismática.
Este casamento pode ser perfeito, o FC Porto desespera por um central com as qualidades de Semedo, forte no jogo a aéreo e imperativo no confronto com os adversários.
Sim, o central focado e em forma é um dos defesas centrais mais competentes em Portugal, podendo, também, relançar a sua carreira na seleção, já que também necessita de outras opções para a posição.
Apesar das dúvidas sobre o estado físico do jogador, parece não ser necessário muito tempo para o jogador se adaptar ao clube e ao ritmo que o treinador gosta de impor nos encontros.
❗️#Semedo confirms that he wants to play at @FCPorto: “Of course I would like to play at #FCPorto. Who wouldn’t want to play in a club as big as this one?”
Um possível regresso a Portugal para Rúben Semedo?
A ser contratado, o jogador precisa de uma vacina de foco, motivação e disciplina. Esta é, de facto, a última oportunidade que terá na carreira para mostrar que pode ser uma mais-valia para algum plantel com intenções de ser campeão em todas as competições que entra.
Se esta experiência, a concretizar-se, correr mal, nenhum clube de primeira linha volta a dar-lhe uma oportunidade.
Para isto acontecer, é necessário negociar com o Olympiacos FC que detém o passe do jogador e não parece estar disposto a entrar em saldos para vender o jogador que, atualmente, está avaliado em cerca de cinco milhões de euros, uma quantia avultada para um jogador sem jogar desde agosto do ano corrente.
Os riscos são grandes nesta contratação. Por um lado, o FC Porto pode ter uma solução para os problemas defensivos que têm sido muitos, a qualidade defensiva dos dragões tem vindo a descer de forma preocupante.
Mas por outro lado, pode ser um jogador que não renda desportivamente e, ainda, pode trazer uma imagem negativa para o plantel e para o clube.
Uma referência dentro e fora das quadras, Ricardo Filipe da Silva Duarte Braga, disse adeus à seleção no passado mês de novembro. Ao longo de um fantástico percurso em que contou mais de 180 internacionalizações e mais de 140 golos, decidimos destacar aqueles que em nossa opinião foram os momentos de maior fulgor em defesa da nossa bandeira. Vem daí connosco!
Em setembro de 2003, mais em concreto no dia 26 um jovem estrear-se-ia com a camisola da seleção nacional numa partida particular diante da Espanha onde apontou o primeiro de muitos pelo nosso país. Longe de imaginar o que seria a sua carreira, foi aí a rampa de lançamento do capitão.
Após as duas primeiras etapas disputadas na Rússia, a Taça do Mundo de Saltos de Esqui faria escala em solo finlandês, mais em concreto na cidade de Ruka, para mais duas provas individuais. Seria altura de ver se o alemão Karl Geiger teria a “arte” necessária para defender convenientemente o dorsal amarelo envergado em consequência de entrar para o fim-de-semana na liderança do campeonato.
Os atletas teriam de enfrentar o trampolim Rukatunturi, uma estrutura de 142m que via o K-Point estar situado aos 120m e cujo o record era co partilhado por três saltadores, que por curiosidade, estavam em competição: o austríaco Stephan Kraft, o japonês Ryoyu Kubayashi e o alemão Karl Geiger , que em anos consecutivos entre 2017 e 2019 haviam aqui voado 147.5m. Esperava-se que durante as duas provas individuais e respetivas rondas qualificativas fosse possível igualar ou até mesmo suplantar esses registos.
A qualificação de sexta-feira, que apuraria os melhores 50 saltadores para a terceira competição individual da época parecia prometer boas marcas, visto que o vento ia estando forte e a soprar no sentido do salto projetando assim os atletas para marcas mais distantes e vistosas. A mesma contaria com 76 competidores , em representação de 20 países, destacando-se de entre estes o imenso contingente finlandês, visto serem a nação anfitriã.
A qualificação, que inicialmente viu as marcas serem realizadas do portão 14, com este a cair uma posição mais para meados da mesma , por conta da força do vento que se fazia notar de forma mais intensa, seria arrecadada pelo samurai Ryoyu Kubayashi, que “tirava da cartola” um incrível salto de 147m deixando água na boca quanto a uma eventual nova melhor marca nesta estrutura.
O segundo posto, esse ficaria para o austríaco Daniel Huber que à semelhança do nipónico realizava um voo de enorme recorte técnico e em que a distância era para lá de boa, no caso 141.5m! Com o terceiro melhor registo ficava o discreto germânico de 31 anos, Pius Paschke ao voar 139.5m. Ainda dentro dos cinco melhores registos, nota para: Naoki Nakamura do Japão com 137me para Stephan Kraft, com o baixinho austríaco a efetuar 135m.
De resto este era um dia bastante feliz para o país do esqui, dado colocar três saltadores entre os dez registos mais fortes, cifra essa igualada pela sua arquirrival Alemanha. Ainda quanto a nações, de salientar os cinco atletas russos qualificados para a competição a ter lugar no dia seguinte, algo raro nos dias que correm.
No polo diametralmente oposto, a destacar os caseiros que com mais de uma dezena de homens a participar nesta qualificação viam somente o jovem Niko Kytosaho apurar-se para o evento, longe dos lugares cimeiros. Com maiores, ou menores dificuldades todos os presentes pareciam cumprir os seus objetivos, apesar do polaco David Kubacki o fazer recorrendo a serviços mínimos, visto que o antigo campeão do mundo em trampolim normal rubricara uns parcos 114m, qualificando-se apenas na 48.ª posição.
Contudo a maior surpresa deste começo de temporada ainda estaria por aparecer! O facto do norueguês Halvor Egner Granerud, campeão em título e vice-líder da Taça do Mundo de Saltos de Esqui, que seria alvo de uma enorme “tragédia”, com este a ter um desequilíbrio na saída do trampolim, o que fez com que se precipitasse rapidamente para o solo e registasse apenas 111m, que lhe valeram a 53.º marca da ronda.
Igual sorte teria o alfaiate polaco, Stefan Hula, que averbando 116.5mveria a prova de sábado das bancadas do Rukatunturi. Se haviam atletas a desiludir outros acabavam por surpreender pela positiva, casos como o do turco Fatih Arda Ipcioglu, ao qualificar-se pela segunda ocasião consecutiva para uma competição da Taça do Mundo de Saltos de Esqui, e os do transalpino Giovanni Bresadola e do gaulês Valentin Foubert.
Com a noite a adensar-se e com o frio a acentuar-se decorreria a ronda inaugural que prometia bastante , pois o vento ia estando fraco e favorável ao sentido do salto. Sem Granerud em competição, Geiger sabia que teria oportunidade de ouro para dilatar a margem no comando da geral. Quem saía na frente após a ronda inicial era o jovem esloveno Anze Lanisek, ao anotar impressionantes 141m realizados do portão 15, posição que desceria a pedido de Ryoyu Kubayashi que com 138m garantia a vice-liderança.
A completar o pódio, por estes momentos, ia estando outra jovem promessa dos eslovenos, Timi Zajc que voara 141m. Ainda dentro dos cinco mais da ronda, destacar os 140.5m da autoria do viking Robert Johanson que segurava a quarta posição e para os 139.5m assinados por Marcus Eisenbichler.
Ainda merecedores de destaque os austríacos: Jan Hoerl em sexto e Stephan Kraft um lugar atrás, com o primeiro a repetir a prestação da primeira ronda no segundo evento de Nizhny Tagil. A dúvida de se o mais jovem conseguiria mostrar dois saltos consistentes, essa permanecia!
A registar, com agrado, o facto de para além de Kubayashi também os seus compatriotas: Naoki Nakamura e Yukiya Sato conseguirem presença entre os dez primeiros da ronda. Kamil Stoch para a Polónia e Daniel Andre-Tand para a Noruega, eram atletas que embora qualificados para a ronda final viam como muito prováveis marcas bem distantes da frente.
David Kubacki e Andreas Wellinger, polaco e germânico, viam a segunda ronda tornar-se uma miragem, visto terem anotado respetivamente 124.5m e 123m. Mas não seriam apenas eles os nomes célebres a ficarem prematuramente pelo caminho, também o norueguês Marius Lindvik e o polaco Andrzej Stekala concluiriam a sua atuação mais cedo do que esperariam!
A segunda ronda prometia emoção, competitividade e espetáculo, visto os melhores estarem separados por escassas margens, aliás eram apenas 1.2 pontos a distar os dois primeiros.
A verdade e por incrível que possa parecer para aqueles que não estão tão familiarizados com estas questões dos saltos de esqui, é que as condições climatéricas, em apenas cerca de um quarto de hora, período que mediara as duas rondas alterar-se-iam drasticamente: o vento estava agora bastante forte, de cauda e contrário ao sentido do salto provocando que primeiramente as marcas fossem quilometricamente inferiores às vistas na primeira parte do certame, bem como que o portão fosse alterado variadas vezes ao longo da ronda, mas nunca estabilizando durante muito tempo.
Quem mais sorria dado o pobre espetáculo, eram os eslovenos: Lovro Kos, que “treparia” 15 lugares desde a 30ª até à 15ª posição e o recém papá Peter Prevc, por isso ausente das primeiras duas etapas da competição, que finalizava o dia com um saboroso 11º posto após ganhar 14 lugares. Também Killian Peier, helvético de 26 anos contaria 14 escalpes, “aterrando” na sexta posição. Em sentido inverso realçar a queda do austríaco Jan Hoerl, que demonstrando que terá de trabalhar o aspeto da consistência exibicional findaria num desapontante 17.º posto, depois de um sexto lugar na primeira ronda que indiciava algo bem mais abonatório! Em quinto, longe de impressionar, mas capitalizando a ausência de Granerud ficaria Karl Geiger, com Kraft a dar mais uma vez boa conta das suas capacidades a concluir em quarto.
Nas medalhas, registando um segundo voo de 132.5m ficaria Eise. A prata seria conquistada por Lanisek, que via o primeiro triunfo adiado, não propriamente por demérito, visto ter averbado 141m na segunda tentativa, mas porque teve o azar de contar com um super rival Ryoyu Kubayashi que “arrancando” 143m, salto que viu ser-lhe dada uma nota 20 símbolo da perfeição por um dos juízes, conquistava deste modo a 20ª vitória da carreira e a segunda da temporada. Stoch e Ammann, bem distantes do topo seriam grandes desilusões na segunda ronda.
Depois de há sete temporadas ser promovido para a Primeira Liga Portuguesa, chegam-nos agora notícias de que o CF União declarou insolvência depois de um alargado período de tempo onde andou moribundo.
Em causa, uma dívida superior a sete milhões de euros que não tinha forma de ser paga pelos responsáveis do clube, que desta forma não tiveram outra solução que não o encerramento da atividade do histórico do futebol português.
Para efeitos oficiais, foi no Tribunal do Funchal, durante a passada terça-feira, que a dissolução do União ficou aprovada, depois do acumular de vários problemas, um dos quais a falta de pagamento dos dois últimos salários aos 22 atletas da equipa de futebol.
Ainda assim, o presidente Filipe Rebelo garante que “o que ficou encerrado foi o processo de insolvência, mas não o clube”. O futuro do mesmo será decidido num futuro próximo, juntamente com todos os responsáveis do emblema madeirense.
Atingido este patamar, as soluções parecem escassear e não há muito que se possa fazer. No entanto, importa perceber como é que um clube que há sete anos estava vivo e de boa saúde, como o União, chega a este caos onde a morte é a única saída possível.
A verdade é que o comum adepto que vê de fora dificilmente conseguirá perceber o que origina tal situação, pelo menos durante os próximos tempos, e por isso nada mais resta do que lamentar pelo desaparecimento de um histórico do futebol português e um dos grandes do Arquipélago da Madeira.
Para a história, ficam as cinco presenças do União no principal escalão do futebol português, de entre as quais se destacam as campanhas de 1990/91 e de 1993/94, onde conseguiram o melhor resultado, o 12º lugar, e os dois resultados inesquecíveis conseguidos em 2015, o empate frente ao SL Benfica e a vitória frente ao Sporting CP.
O caso do CF União não é o primeiro nem será o último de um clube que vê os seus dias contados, infelizmente, ainda para mais na altura crítica que vivemos em todos os ramos da nossa sociedade.
Se antes o dinheiro não abundava, com a crise pandémica ele escasseia cada vez mais e situações que não se afiguram favoráveis só tendem a piorar, como aconteceu no caso em questão.
Assim sendo, o clube da Madeira junta-se a emblemas como o Estrela da Amadora ou a Naval 1º de Maio, que no passado estiveram em situações semelhantes, ainda que o símbolo da Amadora se esteja a reerguer aos poucos, para felicidade de todos os adeptos portugueses.
A nível europeu e mundial, é de recordar que grandes símbolos como a ACF Fiorentina, o Racing CA, o SSC Nápoles ou o Rangers FC também já estiveram em situações semelhantes, tendo todos eles conseguido voltar ao ativo e em grande nível, como podemos observar nos dias que correm.
A vergonha que está o estádio do clube que me viu nascer. Hoje em dia está pior, isto tudo por ganância. O clube acabou, o clube está em esquecimento. Já não existe Naval 1* de maio. pic.twitter.com/ywDX9EMGos
Cada caso é um caso, de facto, mas se há coisa que caracteriza o povo português é o amor e a estima que tem pelo país, pelas “terras” e pelas regiões, bem como todo o potencial que elas têm e que podem ter se forem corretamente governadas e potenciadas.
Podia tratar-se de um texto de geografia ou de valorização cultural, mas no fundo é algo transversal ao futebol e que terá de existir neste caso, para que se possa reerguer o símbolo que hoje bate no fundo.
Os madeirenses certamente farão força para que aconteça, os adeptos do União também, e por isso resta agora assentar, perceber o que falhou e no futuro, se possível, voltar a trazer para a ribalta o clube que tantas alegrias viveu durante os seus 108 anos de história.
Acima de tudo, não voltar a repetir os mesmos erros, erros esses que o atual presidente assumiu terem existido e que dificilmente coabitam numa estrutura equilibrada e capaz de dar resposta às exigências do por si só exigente mundo do futebol.
Costuma dizer-se que em equipa que ganha não se mexe, no entanto, e principalmente no futebol actual que está em constante evolução, com cada vez mais investidores a querer apostar na modalidade, ou nas SADs, no Sporting é necessário um reforço constante do plantel em termos qualitativos para que não se perca o comboio.
A qualidade atrai qualidade. Quero com isto dizer que, se temos um plantel valorizado, com bons jogadores, certamente o nosso scouting terá menores dificuldades em convencer outros jovens valores a assinarem com o nosso clube.
Outro aspecto tem a ver com o facto de, ao termos jogadores com qualidade estimula a competitividade para que haja uma evolução cada vez maior dos atletas.
Ou seja, o que se quer é acrescentar cada vez mais qualidade a um plantel já por si muito bom, para que não se caia num marasmo evolutivo. E uma vez que as equipas adversárias estão cada vez mais competitivas da Liga, não podemos correr o risco de parar no tempo, sob pena de deixarmos cair a evolução competitiva e mental que se conseguiu incutir neste grupo de jogadores.
É mantendo esta qualidade e mentalidade que conseguiremos construir um Sporting estável no topo. E essa estabilidade só se consegue com evolução, apesar a aparente contradição desta afirmação.
Por isso, e tendo noção de que alguns dos nossos melhores atletas podem sair em janeiro, é necessário olhar para o que temos, e planificar de que forma nos podemos tornar ainda mais fortes.
Assim, vou a seguir apontar as posições que penso devermos dar prioridade em reforçar no próximo mercado de transferências, seja uma opção externa ou dentro da nossa formação:
Nove campeonatos de construtores, sete campeonatos de pilotos, 114 vitórias. Isto são os números que estão agarrados ao nome Frank Williams neste momento, mas não passam disso, números.
O legado que Sir Frank Williams nos deixou vai muito para lá de simples números, tem a ver com tragédia, glória, paixão, e uma resiliência a nível desportivo como pessoal como não há igual na história da Fórmula 1.
O já lendário trajeto de Frank Williams na Fórmula 1 começa em 1969, quando ao lado do seu grande amigo, Piers Courage, chega ao pináculo do desporto motorizado, com um chassis da Brabham, sob o nome “Frank Williams Racing Cars”.
Esta foi a primeira tentativa de Frank entrar na Fórmula 1, tendo ele sido desde muito jovem um apaixonado pela velocidade.
Contudo, a primeira de várias tragédias vividas por Frank Williams acontecia em 1970, no Grande Prémio dos Países Baixos, onde o seu grande amigo Courage morre num acidente.
From these humble beginnings, the late Sir Frank Williams took his team to the pinnacle of Formula 1
And it’s one of the most incredible stories in F1 history ⬇️
Segundo contam os que eram próximos, este acontecimento abalou Frank Williams, contudo, como que um deja vu daquilo que seria a vida do britânico, ele insistiu em continuar a lutar pelo seu sonho.
NEsta fase, as dificuldades financeiras da equipa eram claras, reza a história, que Williams ligava para patrocinadores e fornecedores desde uma cabine telefónica, pois tinham cortado as linhas telefónicas da garagem da equipa, por falta de pagamento. Williams tentou segurar a equipa até não dar mais, sendo esta comprada por Walter Wolff em 1976.
Talvez esta venda tenha chegado como uma benção, pois no ano seguinte, Frank Williams começa a histórica parceria com Patrick Head, e forma a equipa que todos conhecemos hoje, Williams Grand Prix Engineering.
O sucesso não demora a chegar, e para Frank Williams, a primeira vitória da equipa em 1979 no Grande Prémio da Grã-Bretanha com Clay Regazzoni ao volante, foi o culminar de uma década de luta.
Mas o principal prémio estava ao virar a esquina, quando Alan Jones vence o campeonato de pilotos, e a Williams o de construtores, na temporada de 1980.
Contudo, é também durante uma destas temporadas de glória, que mais uma tragédia cai sobre Frank Williams, o acidente que o deixou tetraplégico em 1986. Durante uma viagem de carro para o circuito de Paul Ricard, o chefe de equipa, conhecido pela sua condução vigorosa, perdeu o controlo do carro onde seguia.
Este acidente deixou o Williams, um ávido atleta que adorava correr, preso a uma cadeira de rodas, e a necessitar de cuidados contínuos, mas, como uma verdadeira mostra de toda a paixão e resiliência que vivia neste homem, meros meses depois, Frank Williams regressa ao paddock, e à gestão da equipa.
A poignant memory
Flashback to when Lewis Hamilton took Sir Frank Williams on a Hot Lap around his beloved Silverstone pic.twitter.com/tAChZOnHyN
A década de 90 foi mais uma de sucesso para a Williams, e a primeira metade dos anos 2000, também o foi, sempre com Frank Williams ao leme do barco. No entanto, em 1994, acontece mais um episódio negro na história do eterno chefe de equipa, com a morte de Ayrton Senna, ao volante de um Williams, em Ímola.
Até 2012, quando passou a tutela da equipa para a filha Claire Williams, Sir Frank foi uma presença assídua no paddock, mesmo perante as dificuldades e sofrimento que sentia devido às consequências do acidente de 86.
A ligação da família Williams à Fórmula 1, terminou em setembro de 2020, quando esta foi vendida, contudo, o nome continua na grelha, e como uma das equipas mais acarinhadas pelos fãs.
One of the sport’s greatest inspirations with a legacy that will live on forever.
No dia 28 de novembro de 2021, Frank Williams deixou-nos, mas há algo que fica. Falo do impacto que deixou na Fórmula 1 nos anos de domínio, falo na capacidade de lutar contra tudo e contra todos nos momentos mais inglórios, mas acima de tudo, falo numa mensagem que vai muito além do desporto.
Se Sir Frank Williams, perante tudo o que vida lhe atirou para cima, conseguiu, e lutou, o que te impede? O que te pára de lutar?
Este é um dos maiores exemplos de vida que tínhamos no mundo da Fórmula 1, um homem, que bem depois desta data, estará entre os deuses da Fórmula 1, e servirá de inspiração para todos os que conheçam a sua história.
A Sir Frank Williams, um muito obrigado, pelos carros, pelos pilotos, pela genialidade, mas acima de tudo, por ser um exemplo a seguir.
CRÓNICA: DISPUTA ATÉ AO FIM ENTRE DUAS EQUIPAS COMPETITIVAS
Encontro entre duas equipas em campeonatos distintos: o Estoril Praia SAD em 4.º lugar na I Liga, com apenas uma derrota na competição (frente ao Sporting CP), e o CD Santa Clara, que partia para esta jornada como o lanterna-vermelha do campeonato.
Desde de cedo que o Santa Clara quis olhar o adversário nos olhos, controlando a posse nos minutos iniciais do jogo com um futebol fluido. Só que o Estoril não demorou muito a responder e ao fim de 10 minutos tínhamos um jogo em que ambas as equipas conseguiam contruir boas jogadas e situações de perigo.
Ricardinho ia sendo o melhor jogador dos de vermelho, criando uma excelente oportunidade que Cryzan desperdiçou ao minuto 11. Seguindo a tendência do jogo, o Estoril, através de Ruiz, também assustou a baliza adversária.
E depois chegaram os golos.
O Santa Clara faturou primeiro, por intermédio de Lincoln, que só teve que encostar após um passe de Rui Costa.
Mas os canarinhos não demoraram a responder: Soria fez um cruzamento irrepreensível, tendo Rosier cabeceado para o fundo das redes à entrada da pequena área.
O empate fez bem ao Estoril, que passou a dominar por completo a partida. O Santa Clara só conseguia sair em contra-ataque (muito através de Ricardinho) e bem pode agradecer ao guardião Marco por impedir o segundo golo dos da casa ainda na primeira parte.
O segundo tempo deu lugar a um jogo morno, mas tal terminou com o segundo golo do Santa Clara, ao minuto 63 – mau corte de Soria, que proporcionou um contra-ataque conduzido e finalizado na perfeição por Cryzan (que até estava a ter um mau jogo).
O Estoril “acordou” com o golo sofrido e começou imediatamente a criar perigo, com o recém-entrado André Franco a conduzir a orquestra canarinha.
No entanto, o Estoril ia perdendo discernimento, até que, ao minuto 86, o VAR assinalou um penalty na área visitante, fruto de um corte de Morita com a mão. André Franco converteu com sucesso o castigo máximo e restabeleceu a igualdade no marcador.
O jogo acabou por terminar empatado, um resultado justo tendo em conta o que ambas as equipas fizeram em campo.
André Franco – Entrou ao intervalo e foi peça fulcral no jogo do Estoril desde então. Deu sempre qualidade e requinte à construção de jogo da equipa e marcou, de grande penalidade, o golo que valeu o empate à sua equipa. É de esperar que agora agarre a titularidade.
Bruno Lourenço – O extremo do Estoril esteve uns furos abaixo do que era necessário para conseguir deixar a sua marca neste jogo. Pouco envolvido nas jogadas de perigo da equipa, saiu do terreno, desapontado, aos 60 minutos.
ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD
Alinhando num 4-3-3, o Estoril atacava com muitas unidades, sendo que os médios Rosier e Francisco Geraldes avançavam no terreno para criarem uma linha de cinco jogadores na frente de ataque, juntamente com Bruno Lourenço, Arthur e Ruiz.
A disposição tática pouco se alterava sem bola, momento que o Estoril aproveitava para pressionar em zonas muito avançadas do terreno, numa tentativa de frustrar a construção de jogo do Santa Clara.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Thiago Silva (6)
Carles Soria (6)
Patrick William (6)
Ferraresi (6)
Joãozinho (5)
João Gamboa (5)
Rosier (7)
Bruno Lourenço (5)
Francisco Geraldes (5)
Arthur (6)
Ruiz (6)
SUBS UTILIZADOS
André Franco (7)
Rodrigo Valente (6)
Rui Fonte (5)
Xavier (6)
Chiquinho (5)
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
À semelhança do adversário, os açorianos alinharam num 4-3-3 a atacar e a defender. No primeiro momento, Morita tentava combinar com os dois centrais para proporcionar uma saída de bola controlada.
A defender, o Santa Clara procurava maioritariamente impedir dar espaços no centro do terreno, forçando muitas vezes o Estoril a jogar pelas alas.
Com o decorrer do tempo, a equipa passou a procurar avançar no campo através de bolas longas, estratégia que resultou na maior parte das vezes.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco (7)
Rafael Ramos (6)
Villanueva (6)
Boateng (6)
Mansur (6)
Nené (6)
Morita (6)
Lincoln (7)
Cryzan (6)
Rui Costa (6)
Ricardinho (7)
SUBS UTILIZADOS
Anderson Carvalho (6)
Luiz Phellype (5)
Paulo Henrique (5)
Jean Patric (6)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Estoril Praia SAD
BnR: O Estoril foi a equipa que teve mais posse de bola e que fez mais remates à baliza adversária, ainda assim, teve que lutar para conseguir o empate. Deste modo, considera que o resultado final é justo, tendo em conta o que ambas as equipas fizeram em campo?
Bruno Pinheiro: Sinceramente acho que sim. Não fomos piores, não fomos melhores e como tal acho que o resultado é justo.
CD Santa Clara
BnR: O Santa Clara continua no último lugar do campeonato, ainda assim veio hoje ao reduto da equipa que está no quarto lugar do campeonato, que ainda só tinha uma derrota no campeonato; apesar de não sair daqui com a vitória, acha que foi mais um passo na direção certa para o Santa Clara?
Nuno Campos: Sem dúvida que nós saímos daqui com um resultado que não queríamos, queríamos ganhar, mas com uma exibição que faz crer que a equipa está num bom caminho. Do ponto de vista coletivo foi um jogo muito consistente, os jogadores estão de parabéns pelo excelente jogo que fizeram.
O resultado é injusto, tivemos mais oportunidades para marcar. De qualquer forma tenho de dar os parabéns à minha equipa, estamos no bom caminho.
A mim não me preocupa a classificação porque eu sempre senti que os jogadores queriam aprender, queriam melhorar, queriam formar um coletivo forte. Quando trabalhamos durante a semana e sentimos todo o grupo de trabalho unido da forma como sentimos desde sempre, sabíamos que era uma questão de tempo para sair desta situação. Não saímos ainda, mas estamos no bom caminho.