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Manchester United FC 3-2 Arsenal FC: Craques portugueses põem fim a bom momento dos “Gunners”

A CRÓNICA: 801 GOLOS COM CARA DE QUEM AINDA TEM MUITO MAIS PARA DAR

O confronto que teve o seu auge no início deste século viu a equipa da casa pressionada com diversos tiros de cantos proporcionados por uma desatenção inicial da defesa. A resposta do Manchester United FC era composta apenas em esperar o erro do próprio Arsenal FC.

Assim, de maneira despretensiosa, o jogo ganhou o seu primeiro momento polémico. Após cobrança de pontapé de canto, De Gea sofreu uma colisão com o seu companheiro Fred e ficou caído no relvado. Enquanto isso, Smith Rowe rematou a bola que sobrou do canto e balançou as redes em Old Trafford. A princípio, o golo foi anulado pelo árbitro, pois o guarda-redes encontrava-se indisposto. Mas após intervenção do VAR, o lance foi confirmado e, aos 13 minutos de jogo, foi dada a vantagem inicial aos “Gunners”.

A resposta imediata do United foi a subida na marcação, que criou uma certa pressão no setor defensivo do Arsenal. Mesmo assim, a pouca variedade de táticas ofensivas evidenciou o pobre trabalho atacante, visto já desde a época de Solskjaer, que não preparou o United para desarmar um setor defensivo bem armado, como o do Arsenal.

Somente no final da primeira etapa, enquanto o cronómetro marcava 43 minutos, a barreira dos visitantes foi finalmente furada. Sancho, pelo lado esquerdo, viu a infiltração de Fred na área. O brasileiro, com grande visão de jogo, tocou de calcanhar para Bruno Fernandes que totalmente livre apenas rematou com classe e deslocou a bola do alcance do guarda-redes, realizando assim o seu 45° golo com a camisa dos “Red Devils”.

Sem mais tempo para nada, a primeira etapa encerrou-se com o empate e domínio dos “Red Devils”, mas sem criar muitas oportunidades de golo.

De maneira igual, o United impôs um ritmo veloz pelos lados do campo controlador. Enquanto o jogo andava pelos 52 minutos, Rashford viu Ronaldo livre na área e cruzou para o camisa 7 que, daquele lugar, ou de qualquer outro, nunca perde a oportunidade de balançar as redes. Para além da virada, este golo foi o 800° na carreira da máquina de dar alegrias aos adeptos, chamado Cristiano Ronaldo.

O empate do Arsenal veio na velocidade típica da Liga Inglesa. Com ataques rápidos, e com maior controle do jogo, Thomas Partey inteligentemente distribuiu o jogo para Martinelli que cruzou para a entrada da grande área, onde Odegaard acertou a bola de primeira no canto esquerdo da baliza de De Gea.

Todavia, novamente pelos lados do campo, Fred foi decisivo no resultado. Aos 66 minutos, uma nova infiltração do médio central brasileiro com passe de Sancho fez com que o brasileiro ficasse com a bola na grande área. A única maneira que o Arsenal impediu o médio o brasileiro foi com uma falta clara do norueguês na grande área. O árbitro inicialmente não viu a penalidade, mas novamente, o VAR entrou em ação, validando a penalidade. Nela, Ronaldo jogou a bola no meio do golo sem oportunidades para o guarda-redes dos “Gunners”. Não percam as contas, agora são 801 golos!

Sem querer correr mais riscos, o United recuou a sua linha defensiva e ficou à espera do melhor momento para o contra-ataque. A tensão ficou presente até aos 95 minutos, enquanto o Arsenal rondava a área defensiva dos “Red Devils”. No entanto, o resultado decretou o fim da sequência de cinco jogos sem derrotas dos Gunners no confronto contra o United.

 

A FIGURA

Cristiano Ronaldo Portugal United
Fonte: FPF

Cristiano Ronaldo – O “astro” português voltou a ser decisivo, neste caso alcançando mais um marco histórico: os golos números 800 e 801 da carreira. Em mais um jogo onde o United precisava de um herói, Ronaldo apareceu para dar uma vitória há muito esperada pelos “Red Devils”.

 

O FORA DE JOGO

Tomiyasu – O jovem japonês não teve vida fácil no “Teatro dos Sonhos”. Enquanto a sua preocupação era manter Sancho longe da baliza adversária, as infiltrações de Fred destruiram a sua tática, confundindo-o totalmente na hora de marcar os toques de bola dos jogadores do United. Mesmo com diversos momentos de consistência tática, a falta de opção ofensiva favoreceu o pouco perigo à baliza adversária.

 

 ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER UNITED FC

Enquanto o próximo treinador, Ralf Rangnick, apenas viu a sua equipa nas tribunas, Michael Carrick, interinamente, modificou o 4-2-3-1, com o retorno do capitão Maguire e de Cristiano Ronaldo nos 11 iniciais.

A diferença maior foi a utilização de Sancho pelo lado esquerdo e Rashford pelo lado direito de ataque, priorizando a utilização das jogadas laterais com intenção de cruzamento. Para o restante do jogo, as substituições foram para renovar o fôlego e proteger mais a área defensiva.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

De Gea (4)

Diogo Dalot (5)

Lindelof (5)

Maguire (6)

Alex Telles (5)

McTominay (5)

Fred (8)

Rashford (7)

Bruno Fernandes (7)

Jadon Sancho (7)

Cristiano Ronaldo (8)

SUBS UTILIZADOS

Martial (5)

Lingaard (5)

van de Beek (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Os Gunners de Arteta são caracterizados por uma equipa leve e jovem que teve a sua principal promessa, o inglês Bukayo Saka, resguardada, pois sofreu um leve desconforto durante a semana. No lugar, entrou o brasileiro Martinelli para substituir a promessa inglesa. No entanto, a formatação tática continuou intacta e manteve a consistência que garantiu 4 vitórias nos últimos jogos. Utilizando o 4231 ao atacar, com grande troca de passe entre o setor ofensivo. Na parte defensiva, o Arsenal utilizou a marcação-pressão em cima da defesa dos Reds, criando duas linhas de quatro jogadores, enquanto Odegaard fica mais à frente com o ponta de lança Aubameyang. A entrada de Saka fez com que Martinelli inverte-se de posição com o ponteiro inglês. De resto, as substituições adicionaram novo fôlego para a composição tática.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ramsdale (6)

Tomiyasu (4)

Ben White (5)

Gabriel (4)

Nuno Tavares (4)

Partey (7)

Elneny (7)

Martinelli (7)

Smith Rowe (6)

Odegaard (6)

Aubameyang (5)

SUBS UTILIZADOS

B. Saka (6)

Lacazette (5)

E. Nketiah (5)

E o Galo cantou pela madrugada

Está consumado o segundo título no Brasileirão para o Clube Atlético Mineiro. O Galo – carinhoso apelido por que é conhecido – logrou a liderança na classificação, fruto de uma campanha sólida e sem grandes sobressaltos.

Foi a equipe mais regular durante a campanha; provando-o, sem sombra de dúvida, com a apresentação do maior número de vitórias (25, para já), do menor número de derrotas (apenas cinco), e da melhor defesa (somente 27 golos sofridos).

Faz, deste modo, jus à velha máxima de que os ataques podem ganhar jogos, mas são as defesas, que, efetivamente, ganham campeonatos.

O Atlético venceu muitas partidas pela margem mínima (13), é verdade. Mas venceu-as. Isso, para somar os três pontos, é mais que suficiente.

Apesar de algumas escorregadelas, aqui e ali, conseguiu uma ótima série de 15 partidas sem conhecer o sabor da derrota, o que, no Campeonato Brasileiro de Futebol, significa amealhar pontos preciosos para se manter na frente. Depois… bom ,depois o Galão tomou conta da chácara e foi dono e senhor.

A equipa – sapientemente orientada por Cuca (que já havia vencido uma Libertadores pelo Clube, em 2013) – funciona como um coletivo fortíssimo, de onde se destaca a segurança do guarda-redes Éverson, a experiência dos estrangeiros Mauro Zaracho, Nacho Fernández, Júnior Alonso, Jefferson Savarino, e Eduardo Vargas – e, já agora, do hispano-brasileiro Diego Costa; mas também dos brasileiros Réver, Keno, Arana, Rabello e Tchê Tchê.

Mas a grande figura é o veterano Hulk, cujos 35 anos de idade não lhe parecem pesar nas pernas, apesar de ser um jogador fisicamente fortíssimo. Os 17 golos com a camisa alvinegra, ajudaram o Galão da Massa a cimentar o estatuto de campeão de Vera Cruz.

É impressionante como, passados exatamente 50 anos, este título tem tantas similaridades com o primeiro conquistado pelo Atlético, quando corria o ano de 1971.

O Brasil, como Portugal, estava mergulhado na sombra da ditadura, da qual Chico Buarque cantou que o dia seguinte seria outro. E foi, mas passados 15 anos… Depois disso, o Galo ainda esteve em várias finais do Campeonato Brasileiro – o modelo antigo era jogado por grupos e, depois, eliminatórias – mas nunca mais desfrutou da alegria do primeiro lugar.

O Atlético, ao longo dos anos, ficaria conhecido como um Clube sem sorte, fruto de algumas injustiças arbitrais e protocolares. Mesmo assim, conseguiu vencer a Taça dos Libertadores da América, em 2013 – o maior troféu continental, como foi referido – e a Copa do Brasil, na temporada de 2014.

Voltando ao presente, o modo como Hulk celebrou o segundo golo frente ao Fluminense foi a homenagem perfeita para Reinaldo (antiga glória dos Mineiros – que estava na bancada, diga-se).

O punho erguido, tal como nos anos 70 em protesto contra a ditadura, demonstra não só carinho por um ídolo dos alvinegros de Belo Horizonte, mas, igualmente, uma consciência social que honra os pergaminhos do próprio Clube.

Consubstanciando-se, o Galo de Minas Gerais, num clube da massa, operário, do povo.

Hoje o Galo cantou de alegria. Soltou o grito de “Campeão!” entalado no gogó havia 50 anos.

Quando, em 1908, um grupo de estudantes de classe média fundou o Clube Atlético Mineiro, estaria longe de imaginar que o Galo, seria, de facto, um Galão.

Um Clube onde se sofre, mas onde a alegria de ser atleticano supera. O Alvinegro do Mineirão.

O Campeão do Gelo. Canta, Galo! Canta! Todo o Brasil acordará ao som do teu canto imponente! De Minas Gerais para o mundo, o teu canto rejubilará! Parabéns, Galo forte e Vingador! Agora o teu povo já pode chorar… mas de alegria!

Sporting CP 3-1 MNK Olmissum: Entrada com o pé direito!

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A CRÓNICA: VITÓRIA CLARA MAS ESCASSA! 

O Sporting CP, como esperado, entrou mais forte e pressionante perante um adversário de qualidade, mas claramente num patamar inferior ao campeão europeu em título.

As oportunidades iam-se sucedendo mas o guardião da equipa Croata mostrava-se muito inspirado, a travar as investidas leoninas.

Num encontro com estas características, é necessário um elemento com uma qualidade acima da média que seja capaz de desequilibrar o adversário, e os leões têm um jogador perfeito para assumir esse papel (provavelmente já devem saber a quem me estou a referir).

Alex Merlim voltou a fazer das suas com um belo remate de longe e colocou assim o organizador desta fase na frente do marcador.

O resultado manteve-se até ao término da primeira metade, um resultado muito curto tendo em conta o volume de jogo ofensivo da equipa portuguesa.

Além disso um resultado tão equilibrado, a manter-se, pode trazer dissabores para a equipa de Nuno Dias, que espelhava alguma preocupação e incredulidade pela margem tão curta, sendo que o Olmissum deve agradecer ao seu guarda-redes pela brilhante exibição e por manter a sua equipa na discussão do encontro.

Pauleta também fez um bom jogo, fazendo uso da sua técnica e velocidade.
Fonte: Sporting CP

A entrada na segunda parte dificilmente poderia ser melhor, com a marcação do segundo golo logo a abrir, autoria de Diego Cavinato e maior tranquilidade para o emblema nacional.

Os Croatas surpreenderam ao colocar tão cedo no encontro o guarda-redes avançado, mas sem grandes efeitos práticos. Ainda para mais o leão marcou o terceiro tento, mais uma bomba de Alex Merlim que só parou no fundo das redes, pese embora a bola ainda tenha batido no inspirado guardião antes de entrar.

O treinador da equipa campeã da Croácia rapidamente abandonou a ousada ideia de jogar no 5×4, percebendo que tal opção tática não surtiu efeito.

Nos minutos finais, destacar o bom golo com o guarda-redes avançado da equipa do Olmissum, lance bem trabalhado a culminar com uma finalização eficaz de Pavic, reduzindo o marcador e acendendo uma luzinha de esperança de, pelo menos, evitar a entrada a perder.

Mas nada de mais relevante se passou até ao fim e assim se concluiu este primeiro encontro com uma vitória clara e justa, que só peca por escassa graças a uma bela exibição de Bilandzic na baliza dos croatas e alguma falta de eficácia no ataque.

O Sporting CP é claramente melhor que este adversário e provou isso mesmo em campo, disputando amanhã o seu segundo jogo contra os holandeses do Hovocubo.

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Alex Merlim – Grande destaque para o italo-brasileiro, não é surpresa para ninguém a sua qualidade mas hoje foi essencial para desbloquear o jogo a favor do Sporting CP com os seus dois tiros de meia distância.

O FORA DE JOGO

Fonte: Sporting CP

Falta de Eficácia Leonina – O domínio foi claro e evidente, e o caudal ofensivo justificava uma vantagem mais dilatada no marcador. O Sporting é a melhor equipa da Europa em muitos momentos de jogo e se melhorar a eficácia não tenho dúvidas nenhumas que estará entre a elite novamente este ano.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING

A equipa inicial pouco diz sobre a disposição tática da equipa ao longo do jogo, porque é facilmente mutável nos minutos seguintes, mas a equipa inicial leonina não contou com o pivot, ou seja, entrou em 4×0 com Erick, João Matos, Alex Merlim e Diego Cavinato a fazer companhia a Guitta.

5 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Guitta(7)

João Matos (7)

Erick Mendonça (7)

Alex Merlim(9)

Diego Cavinato (7)

SUBS UTLIZADOS

Pauleta (8)

Caio Ruiz (7)

Miguel Ângelo (7)

Zicky Té (7)

Fernando Cardinal (7)

Waltinho (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – MNK OLMISSUM

Duje Maretic apostou numa equipa com um pivot fixo no ataque, papel cumprido por Nikola Pavic. De destacar que todos os 14 elementos do plantel desta equipa são croatas, em contraciclo com muitas outras equipas da Europa que contam com alguns brasileiros no seu plantel.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Josip Bilandzic (9)

Duje Kustura (6)

Jakov Hrstic (6)

Kristijan Postruzin (6)

Nikola Pavic (7)

SUBS UTILIZADOS

Antonio Juretic (6)

Josip Kolobanic (6)

Josip Jurlina (6)

Matej Horvat (6)

Alen Maric (6)

Antonio Sekulic (6)

Foto de capa: Sporting CP

Os 5 leões que teriam lugar no SL Benfica

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Teriam estes 5 leões um lugar na Luz?

O dérbi da Segunda Circular está cada vez mais próximo. É já amanhã que o SL Benfica recebe o Sporting CP.

As águias estão separadas dos leões por apenas um ponto e vão tentar fazer de tudo para o recuperar. No entanto, o que os adeptos que vão estar presentes na Luz mais querem é um bom espetáculo de futebol, digno dos grandes palcos.

Para animar um pouco a antecipação do jogo, decidi eleger alguns jogadores dos leões que encaixariam no plantel das águias. Não é segredo nenhum que estas trocas e transferências de atletas entre os dois clubes já têm muita história.

Aliás, desde a fundação do Sporting CP que isto acontece, quer a nível de jogadores, quer a nível de treinadores. Focando-nos no passado mais próximo, temos os casos dos atletas Yannick Djaló e André Carrillo que trocaram o estádio José Alvalade pela Luz.

No que diz respeito aos treinadores, podemos dar o exemplo atual: Rúben Amorim, que tinha representado as águias, enquanto jogador, assume desde a época passada o comando técnico dos leões.

Jorge Jesus tinha defendido as cores do SL Benfica, antes de se mudar para o outro lado da Segunda Circular. No entanto, depois de ir para o Brasil, voltou a comandar os encarnados.

Se até os treinadores andam “trocados”, porque não imaginar um cenário em que os jogadores também o estejam? É para isso que serve este artigo.

Avaliando o atual plantel do Sporting CP podemos ver que a qualidade dos jogadores é inegável, a começar na baliza e a terminar no ataque, por isso, a tarefa de eleger apenas cinco jogadores pode ser um pouco difícil.

Janeiro anuncia mexidas no eixo defensivo portista | FC Porto

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Dos mais antigos – Jorge Costa, Aloísio e Fernando Couto – aos mais recentes – Bruno Alves, Felipe e Éder Militão – o eixo defensivo do FC Porto contou sempre com grandes nomesm, para além dos já citados.

Mas até para lá da qualidade, os adeptos portistas estão habituados a um tipo de defesa-central que transmite segurança e liderança ao restante da equipa. Pepe é o maior exemplo disso: liderança, segurança e o conhecimento do verdadeiro significado do que é vestir uma camisola como a do FC Porto.

FC Porto AC Milan eixo defensivo
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Défice de opções no eixo defensivo

E o adepto dos azuis e brancos sabe o quão diferente é a defesa do FC Porto quando Pepe está ausente por lesão. Mbemba, o habitual parceiro de Pepe no eixo defensivo, não é o mesmo jogador sem o internacional português ao seu lado – apresenta certa desatenção e falta de rigor defensivo.

Marcano, para além das inúmeras e recentes lesões, na minha ótica, sempre foi muito limitado tecnicamente e nunca me transpareceu segurança a um alto nível de exigência.

Fábio Cardoso, o até então “4.º central” dos azuis e brancos, que também só tem tido minutos por falta de opções, é seguro e atento, mas não arrisca tanto, e um central de equipa grande tem de arriscar e de se mostrar mais ao jogo.

Fábio Cardoso eixo defensivo FC Porto
Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

De um ponto de vista geral, o eixo defensivo do FC Porto encontra-se numa situação delicada: dois jogadores lesionados (Pepe e Marcano) e dois centrais disponíveis (Fábio Cardoso e Mbemba).

Para além das poucas opções, Mbemba pode já assinar em janeiro por outro clube, e sair ao final da época, Marcano é um central com inúmeras limitações físicas e Fábio Cardoso ainda é algo “verde”. Sobra o ilustre Pepe, que não é para sempre (apesar de parecer), que em fevereiro de 2022 completa 39 anos de idade.

Será necessário contratar um defesa-central, ou até dois, já neste mercado de janeiro? Na minha opinião irá depender muito daquilo que vai acontecer no dia 7 de dezembro, no duelo frente ao Atlético Madrid, que decide a passagem aos 1/8 de final da liga milionária.

Primeiramente, a passagem dos dragões à próxima fase, é sinónimo de entrada de uma grande fatia de dinheiro nos cofres do Dragão, ficando assim as finanças do clube com um maior grau de estabilidade, o que possibilita uma maior margem de manobra no mercado de inverno.

Em segundo lugar, creio que não é necessário contratar ninguém se o clube tiver “apenas em duas competições” – Campeonato e Taça de Portugal. Não é desvalorizar as competições, pelo contrário, apenas considero que o calendário fica mais plácido e “menos exigente”.

Com os jogadores que os dragões têm no eixo da defesa, é possível “aguentar” até ao final da época e, claro, lutar por títulos. Acredito ainda ser um cenário interessante para Fábio Cardoso, ou até mesmo outros centrais da equipa B, terem oportunidades e evoluírem.

Contudo, se houver uma passagem aos oitavos-de final da Liga dos Campeões, é urgente contratar outro jogador para o eixo defensivo! O nível de exigência é outro, e o calendário irá ser demasiado exigente para as poucas opções que o clube tem a nível defensivo.

Manchester United FC x Arsenal FC | “Gunners” em boa forma conseguem aproveitar o mau momento dos “Red Devils”?

Jornada 14, Liga Inglesa: quinta-feira, 20h15, 2 de dezembro de 2021

ANTEVISÃO: ARSENAL FC DE ARTETA TENTA SUPERIORIZAR-SE AO MANCHESTER UNITED FC DE CARRICK

Num dos clássicos mais antigos do futebol inglês, o Manchester United FC recebe o Arsenal FC no Teatro dos Sonhos. Os “Red Devils”, ainda na ressaca do despedimento de Solskjaer e à espera de Ralf Rangnick, vão sendo comandados por Michael Carrick, um dos homens que fazia parte da equipa técnica do norueguês. O Arsenal, de Arteta, está em visível crescendo na Liga Inglesa e encontra-se na quinta posição do campeonato, cinco lugares acima dos rivais desta quinta-feira.

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Os “Gunners”, que desde o início de setembro apenas perderam um jogo (derrota com estrondo frente ao Liverpool FC) e empataram por duas vezes, chegam a este jogo em bem melhor forma do que a equipa da casa, que tem sido extremamente inconstante nesta edição da Liga Inglesa.

A equipa de Cristiano Ronaldo tem sentido muitas dificuldades a jogar em casa, sendo que nos últimos sete jogos apenas venceu dois, tendo perdido quatro (não tendo marcado em nenhum deles). O Arsenal, depois de um início muito mau, encarrilhou e tem feito resultados bastante positivos, destacando-se por sofrer poucos golos.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Arsenal encontra-se no quinto lugar, com 23 pontos, enquanto o United está na décima posição com 18 pontos.
  2. Entre as duas equipas estão cinco portugueses: Cristiano, Bruno Fernandes e Dalot do lado dos reds; Cedric e Nuno Tavares nos “Gunners”.
  3. A última partida entre as duas equipas foi a 30 de janeiro de 2021 e acabou empatada a zeros.
  4. Em 234 partidas entre as duas equipas, foram 53 empates, 97 vitórias do United e 84 do Arsenal.
  5. Cristiano tem seis golos marcados aos “Gunners”.
  6. O Manchester United não pode contar com os lesionados Pogba, Varane, Shaw e Cavani.
  7. Carrick, em dois jogos no comando, ainda não perdeu e vai fazer o seu último jogo antes de Ralf Rangnick assumir a equipa.
  8. A última vez que os dois treinadores se encontraram dentro do campo foi também num Arsenal x Manchester United, em fevereiro de 2014, jogo que acabou 0-0.
  9. Nos últimos 10 confrontos, foram 4 vitórias do Arsenal, 3 do Manchester United e 3 empates.
  10. A última vitória do United neste clássico foi em 2019.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Bruno FernandesNão há muito que dizer de Bruno. Faz as coisas parecerem fáceis e a bola sorri quando chega ao seu pé. A jogar entrelinhas, pode fazer mossa neste Arsenal que se costuma apresentar com os médios mais subidos. É fortíssimo no último passe e pode passar por aí o elemento diferenciador deste jogo.

 

Bukayo Saka – À direita, ao centro ou à esquerda; a lateral, extremo ou médio, uma coisa é certa: Bukayo Saka joga muito em qualquer lado. Ainda tem 20 anos, mas joga como um experiente. Muito do jogo ofensivo dos “Gunners” passa por ele, criando vantagens com combinações, tirando partido da sua qualidade, velocidade de execução e inteligência. Contudo, ainda não é certo que vá a jogo, depois de ter saído lesionado na última partida do Arsenal.

 

XI’S PROVÁVEIS

Manchester United: De Gea, Lindelof, Bailly, Bissaka, Alex Telles, Matic, Fred, van de Beek, Bruno Fernandes, Rashford, Ronaldo

Treinador: Michael Carrick

“Comandar a equipa em nossa casa é uma oportunidade tremenda, mas o foco principal está nos jogadores e em conseguir o resultado certo.”

 

Arsenal: Leno, White, Gabriel, Tomiyasu, Nuno Tavares, Lokonga, Partey, Saka, Smith Rowe, Odegaard, Aubameyang

Treinador: Mikel Arteta

“Temos que respeitar o adversário, mas sempre com o objetivo de vencer em mente.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: MANCHESTER UNITED FC 2-2 ARSENAL FC

Haladás VSE 3-8 SL Benfica: Entrada com o pé direito na Ronda de Elite

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A CRÓNICA: VITÓRIA NATURAL E FOLGADA DA MELHOR EQUIPA

O conjunto português, SL Benfica, entrou mais forte e determinado (como esperado) e esta melhor entrada foi coroada com o tento inaugural, por intermédio do pivô brasileiro Jacaré, num desvio oportuno à boca da baliza após assistência de Arthur.

A entrada foi, como se costuma dizer na gíria “a todo o gás”, pois, no minuto seguinte, numa jogada em tudo semelhante à anterior, Jacaré voltou a aparecer no sítio certo para encostar após nova “bomba” de Arthur, num lance praticamente igual ao primeiro golo, tirando o lado do campo em que a jogada de Arthur se desenrolou.

Quem pensava que ia ser um encontro fácil e sem nenhuma reação por parte dos húngaros, enganou-se, pois pouco depois surgiu o golo do Haladás. Reposição lateral de bola, com o esférico a bater fortuitamente em Rafael Hemni e a seguir para a baliza encarnada. Depois destes primeiros minutos frenéticos, o jogo finalmente acalmou, sendo que ambas as equipas estavam a deixar o adversário contra-atacar.

Pouco depois, entrou em cena Hossein Tayebi, com dois golos espetaculares no espaço de 20 segundos, principalmente o primeiro destes. Uma execução divinal e um pormenor de luxo a bater o guardião da equipa magiar e o segundo num chapéu a aproveitar a posição adiantada de Alasztics.

Ainda antes do intervalo, mais um momento de festa no Pavilhão da Luz, com mais um golo de belo efeito de Fits. Remate de média distância com o pé esquerdo a desequilibrar ainda mais o marcador. O 5-1 transitou até ao fim da primeira metade. Foram 20 minutos de grande qualidade da equipa comandada por Pulpis, com direito a nota artística em vários dos tentos marcados.

Num encontro que ficou marcado pelo regresso à competição de Silvestre Ferreira após lesão, a segunda parte entrou com algum relaxamento da equipa portuguesa. O conforto no marcador – algo que poderia ser perigoso – mostrou esse sentimento, acabando por acontecer mesmo que os treinadores não gostem ou desejem. Assim, os húngaros aproveitaram para reduzir o marcador e tentar voltar à discussão do encontro, através do tento do jogador brasileiro Rezala.

A 12 minutos do final, Afonso Jesus cruzou para um golo de cabeça de Nilson, repondo a vantagem de quatro bolas no marcador. Numa tentativa de mudar o rumo dos acontecimentos, Juanra apostou no guarda-redes avançado para os dez minutos finais, mas sem grandes resultados práticos, não tendo conseguido criar grandes situações de finalização.

Nos minutos finais, eis que surge a grande estrela do Haladás, o pivô Droth, antigo jogador do Kairat Almaty a aproveitar um erro grave de Diego Roncaglio. O guardião encarnado fez um passe errado e originou uma situação de desequilíbrio com vantagem para a formação campeã da Hungria, onde Droth mostrou toda a sua classe ao finalizar com estilo e qualidade.

Nos últimos 90 segundos, destaque ainda para mais dois tentos das águias, da autoria de Arthur e Bruno Cintra, concluindo uma vitória inequívoca e robusta do emblema português. Uma vitória tranquila que ficou marcada pelo erro de Roncaglio, um dos poucos pontos negativos da noite no que concerne ao emblema da casa.

 

A FIGURA

Hossein Tayebi – Aqueles 20 segundos de pura magia do internacional iraniano foram o claro destaque desta noite, com destaque para o toque de génio que resultou no primeiro golo da sua conta pessoal. Simplesmente fantástico!

O FORA DE JOGO

Roncaglio
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Diego Roncaglio – Aquela falha grave que resultou no terceiro golo do Haladás simplesmente não é admissível num encontro da UEFA Futsal Champions League. Hoje não foi trágico, dada a grande diferença qualitativa entre os dois conjuntos, mas num encontro mais equilibrado pode ter consequências bem mais graves. Eu sei que a concentração do jogador também não seria muita, dado estar 6-2 na altura, mas é um comportamento a rever.

 

ANÁLISE TÁTICA – HALADÁS VSE

Juanra mostrou um sistema tático parecido ao SL Benfica, com Droth como pivot na frente de ataque. Muitos erros minaram as hipóteses da equipa húngara e ditaram uma derrota pesada que reduz as aspirações de passar à ronda seguinte, provando ser a equipa mais débil das quatro presentes neste grupo.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcell Alasztics (5)

Milan Hajmasi (5)

Richard David (5)

Henrique Souza (5)

Zoltan Droth (5)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Rezala (5)

Luiggi Baptista (5)

Gergo Sipos (5)

David Vatamaniuc-Vartha (5)

Adam Vas (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Pulpis montou uma equipa no seu esquema tático habitual, o 3×1, cabendo essa tarefa na formação inicial a Jacaré, mas entrando sempre que se justificava Fits para essa mesma posição. Individualmente, Tayebi e Arthur foram, na minha opinião, os grandes destaques do encontro. Defensivamente, há alguns pontos a rever, mas que resultaram sobretudo de erros individuais.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diego Roncaglio (6)

Nilson (7)

Rafael Hemni (7)

Arthur (8)

Jacaré (7)

SUBS UTILIZADOS

Afonso Jesus (7)

Silvestre Ferreira (7)

Robinho (7)

Bruno Cintra (7)

Ivan Chishkala (7)

Tayebi (9)

Fits (7)

Everton FC 1-4 Liverpool FC: O passeio dos “Reds” no estádio do lado

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A CRÓNICA: UM DÉRBI DE SENTIDO ÚNICO

A jogar a um quilómetro de Anfield, o Liverpool FC deu seguimento aos últimos resultados mais expressivos e foi a Goodison Park derrotar o Everton FC por 4-1, naquele que foi um dérbi de Merseyside de sentido único.

Liverpool, Liverpool e mais Liverpool. Talvez esta seja a descrição perfeita dos primeiros minutos de inteiro domínio dos forasteiros. Matip avisou com um cabeceamento, Salah apareceu com uma dupla oportunidade, mas o tão procurado golo só chegou num remate em arco de Henderson que, aos nove minutos, deu cor ao marcador.

Os Reds não tiraram o pé do acelerador e, pouco depois da ameaça de Alexander-Arnold, foi a vez de Salah cumprir o lema “à terceira é de vez” e ampliar a vantagem na cara do guarda-redes. Tudo isto dentro dos primeiros 20 minutos, altura em que já se viam adeptos dos Toffees a abandonar o estádio

Ora, a realidade é que esses adeptos não puderam festejar o golo de Gray aos 38 minutos, que aproveitou uma fase mais serena do encontro para atirar a bola por baixo das pernas de Alisson e reduzir a desvantagem.

No regresso dos balneários, o Everton até entrou mais coeso por comparação ao primeiro tempo, mas a verdade é que as tentativas de golo só apareciam junto da baliza de Pickford, ora por Mané, ora por Salah. O egípcio tanto tentou que chegou ao bis para lá da uma hora de jogo, aproveitando uma falha clamorosa de Coleman no meio-campo.

Numa noite com vários golos de portugueses noutros campos de Inglaterra e de França, Diogo Jota não faltou à chamada e, apesar de ter estado um pouco mais apagado que o habitual, apareceu no último um quarto de hora para apontar o 4-1 final.

Ainda na segunda metade da tabela, o Everton vê a sua crise de resultados ser agudizada (sem triunfos desde setembro) e vê também o Liverpool a somar mais do dobro dos seus pontos, que passa agora a ter 31, a um de Manchester City FC e a dois do líder Chelsea FC.

 

A FIGURA

Mohamed Salah – Mais uma exibição de gala daquele que é o líder destacado da tabela de marcadores da Liga Inglesa. O avançado de 29 anos apontou dois golos e ainda somou mais três lances de perigo que podiam perfeitamente ter dado outros contornos ao dérbi de Merseyside. A juntar a isso, Salah destacou-se em vários duelos individuais e praticamente não falhou nenhum passe.

 

O FORA DE JOGO

Seámus Coleman – Noite desinspirada do capitão dos Toffes. O lateral-direito pecou na abordagem aos oponentes diretos, falhou vários passes e foi acumulando perdas de bolas, uma das quais foi tão flagrante que permitiu o 1-3 do Liverpool. Algo que não é nada normal no experiente defesa de 33 anos, que ainda revelou muita falta de comunicação com o guardião Pickford.

 

ANÁLISE TÁTICA – EVERTON FC

Rafael Benítez optou por promover duas alterações em relação à equipa inicial que apresentou na derrota por 1-0 diante do Brentford FC:  Demarai Gray rendeu Anthony Gordon na ala esquerda e Richarlison ocupou a vaga deixada por Alex Iwobi na frente de ataque.

A jogar em 4-4-2, os Toffees sentiram muitas dificuldades para travar a avalanche de oportunidades do rival e cederam por diversas ocasiões à intensa pressão ofensiva, somando várias perdas de bola em zonas proibidas. As desconcentrações eram tantas que só aumentavam a intranquilidade tática de uma equipa que já não vence desde setembro.

O primeiro remate à baliza deu golo, é certo, mas o Everton não conseguiu dar seguimento ao momento que poderia ter catapultado a equipa em busca do empate. As entradas em nada mudaram as dinâmicas da equipa e não foi de estranhar que o resultado acabasse em…goleada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordan Pickford (6)

Lucas Digne (5)

Michael Keane (5)

Bem Godfrey (6)

Séamus Coleman (4)

Demarai Gray (7)

Allan (5)

Abdoulaye Doucouré (5)

Andros Townsend (5)

Richarlison (6)

Salomón Rondón (5)

SUBS UTILIZADOS

Anthony Gordon (6)

Fabian Delph (5)

Cenk Tosun (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC

Já Jürgen Klopp apresentou apenas uma mudança por comparação aos titulares na goleada por 4-0 frente ao Southampton FC, fazendo regressar Joël Matip para o lugar ocupado por Ibrahmina Konaté no eixo central da defesa.

Alinhados no habitual 4-3-3, os Reds entraram com a corda toda e rapidamente se instalaram no meio-campo adversário, dominando todos os índices estatísticos e mais alguns. Circulação letal de bola, pressão ofensiva, laterais projetados e bola colocada em espaços de finalização. Tudo saía bem ao coeso conjunto orientado por Klopp, que replicou entradas de rompantejá muitas vezes vistas na presente temporada.

Apesar do golo sofrido contra a corrente de jogo, o Liverpool não desequilibrou e continuou a assumir as rédeas da partida, revelando ser a equipa mais esclarecida em campo. O conjunto forasteiro soube aproveitar um erro do adversário numa fase mais equilibrada do encontro e a partir daí tudo fluiu naturalmente, como vem sendo hábito com esta equipa inglesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Alisson (7)

Andrew Robertson (8)

Virgil van Dijk (7)

Joël Matip (7)

Alexander-Arnold (7)

Thiago Alcântara (7)

Fabinho (6)

Jordan Henderson (8)

Sadio Mané (6)

Diogo Jota (8)

Mohamed Salah (9)

SUBS UTILIZADOS

James Milner (6)

Alex Oxlade-Chamberlain (-)

Takumi Minamino (-)

NBA | O melhor 5 da semana: Bilhetes de época e novas fidelizações

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NBA | O melhor 5 da semana, artigo do bola na rede sobre NBA

5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 22 de novembro a 30 de novembro.

Esta seleção será realizada todas as terças-feiras. NBA

Foto de capa: NBA

Lusitano FCV 3-0 GDC Roriz: “Trambelos” saltam para a liderança

A CRÓNICA: O RESULTADO ACABA POR SER ESCASSO

O Lusitano FCV recebia em casa o GDC Roriz, três dias depois de ambas as equipas terem feito o último jogo para o Grupo Centro da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Viseu. Caso o Lusitano vencesse, saltava para os lugares de acesso direto ao playoff de subida para o Campeonato de Portugal.

Desde o início do jogo se percebeu que o Lusitano queria resolver o encontro cedo e o primeiro golo aconteceu ainda antes do minuto dez. Pelo lado esquerdo, Vasco Paredes cruzou e Luís Almeida respondeu com um cabeceamento certeiro para dentro da baliza.

Apesar da vantagem, a equipa da casa continuava a dominar e a chegar com perigo à baliza adversária. Barry deu um aviso, num remate forte à entrada da grande área e obrigou Pedro Martins à defesa da tarde.

Não marcou à primeira, mas o experiente ponta de lança picou o ponto à passagem da meia hora de jogo. Novamente pela esquerda, Salú cruzou e Barry rematou rasteiro e cruzado, sem hipóteses para o guarda redes adversário.

O jogo chegou ao intervalo, sem qualquer remate efetuado pelo Roriz.

O início do segundo tempo mostrou um Roriz a tentar ser mais atrevido no ataque, perante o recuo das linhas do Lusitano. Contudo, foi novamente a equipa da casa a chegar ao golo. Numa transição rápida, Luís Almeida deambulou pelo lado direito e só com o guarda redes adversário pela frente, fez o 3-0.

O golo sofrido fez com que os visitantes voltassem a recuar no terreno de jogo e o Lusitano a voltar a estar mais próximo da baliza dos visitantes.

O resultado avolumado e as várias paragens para substituições acabaram por diminuir ainda mais o ritmo de jogo e o Roriz conseguiu criar as primeiras oportunidades de perigo. Rafael Lourenço rematou cruzado à entrada da área, levando a bola passar perto do poste esquerdo da baliza de Tony. Pouco depois, Miguel Ferreira, de livre direto, obrigou o guarda-redes do Lusitano a sacudir a bola por cima do travessão.

O Lusitano também podia ter marcado através de Barry que recebeu e dominou bem a bola de costas para baliza, mas fez o mais difícil e permitiu a defesa de Pedro Martins.

Vitória justa para a equipa da casa, num jogo que teve praticamente só o Lusitano.

 

A FIGURA

Luís Almeida Lusitano FCV
Fonte: Lusitano FCV

Luís Almeida – O atacante do Lusitano esteve bastante ativo na manobra ofensiva da equipa e foi importante na vitória, ao marcar dois golos. A sua velocidade e verticalidade acrescentam objetividade e qualidade ao processo ofensivo da equipa e permitem desbloquear jogos em que os adversários se fecham e recuam as linhas.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: GDC Roriz

Ataque do GDC Roriz – A equipa não fez um único remate na primeira parte. É verdade que perante o Lusitano seria de esperar um maior domínio da equipa da casa, mas os visitantes não conseguiram interligar os setores defensivo e do meio campo com o ofensivo. As bolas longas para o ataque foram situações fáceis de resolver para a equipa da casa.

 

ANÁLISE TÁTICA – LUSITANO FCV

Sérgio Fonseca utilizou o 4x3x3, com Vasco Paredes, Luís Almeida e Barry a formarem o tridente ofensivo. Com muita posse de bola e controlo do jogo, os laterais, Tomé e Leal, projetavam-se muitas vezes no ataque, com os extremos a juntarem-se a Barry na grande área.

Na segunda parte, com a vitória na mão, a equipa recuou ligeiramente as linhas e aproveitou o espaço livre nas costas da defesa adversária para explorar as transições rápidas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tony (6)

Tomé (7)

Calico (7)

Tatiano (7)

Leal (7)

Salú (7)

Bruno Loureiro (7)

Gonçalo Santos (7)

Vasco Paredes (8)

Luís Almeida (8)

Barry (7)

SUBS UTILIZADOS

Kiko (6)

Iuri Bessa (6)

João André (6)

Chico Simões (6)

Márcio Oliveira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GDC RORIZ

Tiago Ferreira apostou num 4x5x1 bastante defensivo. Rafael Figueiredo a unidade mais adiantada, mas também recuava no processo defensivo. A equipa tentava chegar ao ataque, através de bolas longas colocados nas laterais, porém ineficazes. As poucas unidades ofensivas do Roriz não permitiram criar desequilíbrios.

Na segunda parte, os visitantes tentaram ter mais bola e avançar no terreno de jogo, mas sempre com dificuldade para ultrapassar a muralha lusitana. As substituições não fizeram qualquer diferença.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Martins (7)

Leandro Correia (5)

Gonçalo Coelho (6)

Joe Júnior (6)

Rui Matos (5)

Tiago Nunes (5)

Emanuel Almeida (5)

André Mendes (5)

Tiago Almeida (5)

Fábio Egito (5)

Rafael Figueiredo (5)

SUBS UTILIZADOS

Cardozo (5)

Alex Sousa (5)

João Ricardo (5)

Miguel Ferreira (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Lusitano FCV

BnR: O Lusitano conseguiu os três pontos. No entanto, parece que o resultado é escasso perante o que foi produzido. Que análise faz ao jogo?

Fábio Farias [técnico adjunto]:  Primeiro, há que dar os parabéns à equipa. Acho que os jogadores têm estado muito bem nestas últimas semanas, têm-nos ajudado muito a crescer, têm trabalhado bem e têm mostrado vontade. Se podiam ser três, quatro, cinco ou seis, o importante é a conquista dos três pontos. O facto de se ganhar por 3-0, 4-0 ou 5-0, é diferente do que ganhar por um ou dois, mas as oportunidades vão aparecer mais à frente. Sentimos que é uma questão de confiança, sentimos que a equipa está mais confiante, há malta que está a aparecer mais vezes no golo, a bola está a sair mais limpa nos passes e isso é o que interessa. É uma vitória justa e não é escassa. Foi uma boa apresentação da equipa aos adeptos que vieram ver o jogo. Acho que toda a gente saiu contente, gostou do que viu e acha que o Lusitano está melhor e o objetivo é ser ainda melhor. No próximo jogo [frente à  Sampedrense], é aparecer melhor do que hoje.

BnR: Os dois primeiros golos do Lusitano surgiram pelo lado esquerdo. Foi algo explorado na preparação desta partida? Que outros pontos menos fortes do Roriz foram explorados para a estratégia utilizada?

Fábio Farias: Ao longo da semana, nós fomos fazendo as observações e apresentamos os pontos fortes e os fracos das equipas adversárias. Os golos aconteceram do lado esquerdo, mas também podiam ter saído do lado direito. Lembro-me, pelo menos, de uma vez na segunda parte o Luís Almeida, isolado pela direita, que não marca. Não tem a ver com ser do lado direito ou do esquerdo do Roriz, identificámos que o Roriz era uma equipa que deixava espaço entre os médios e a linha defensiva. Tentámos ganhar o espaço, com o nosso ponta de lança, o Barry, a vir em apoio, dar de frente para os médios e ganhámos as costas entre o central e o lateral, com o extremo a aparecer por dentro e foi o que aconteceu. Foi mais mérito nosso do que demérito deles e os jogadores estiveram presentes na área para fazer golo.

BnR: Como foi preparar a equipa em tão pouco tempo de preparação face ao que a equipa está habituada [último jogo foi há três dias]?

Fábio Farias: É simples. É recuperar, treinar. Treinos mais curtos, com mais vídeos e mais observação. Fazemos um bom trabalho na equipa técnica, em termos de observação. Estamos sempre a ver a equipa adversária e também os nossos jogos. De salientar que os jogadores têm aparecido bem nos treinos, têm vontade de treinar e isso é importante porque se treinarmos e tivermos bem, sabemos que há poucas equipas nesta série capazes de nos vencer.

 

GDC Roriz

BnR: Que análise faz a esta partida?

Tiago Ferreira: Foi um jogo difícil. Ambas as equipas vinham de um jogo no domingo. Pensando na minha equipa, não estamos habituados a ter jogo a meio da semana, ainda para mais num campo de relva natural que nos traz alguma dificuldade e exige uma adaptação que nós não temos. O Lusitano marcou muito cedo e criou alguma dificuldade para fazermos o nosso jogo. Tivemos alguma dificuldade em ser o Roriz e colocar o nosso futebol em prática, mais acutilantes e a chegar à área adversária. Sabíamos da velocidade dos corredores do Lusitano, o jogador na frente que segura muito bem a bola e nós quando tivemos a bola, estivemos inseguros no passe e na receção, deixámo-nos antecipar. Penso que o Lusitano foi mais forte nos vários aspetos do jogo. Nunca conseguimos entrar no jogo e o resultado é justo.

BnR: Atendendo à diferença entre as duas equipas e às condicionantes do jogo, o Roriz tentou apostar em transições rápidas?

Tiago Ferreira [técnico principal]: Normalmente até jogamos com dois homens na frente. Nós queríamos que o nosso futebol passasse pelo meio campo para depois termos referências em termos ofensivos, na frente bem como nas alas, são jogadores que têm alguma velocidade e que procuram a baliza com alguma verticalidade. O que é certo é que tentámos chegar ao ataque através de bolas áreas. O nosso avançado estava sempre com os dois centrais adversários perto dele. Mesmo quando ganhava, demorava muito o [Rui] Matos a chegar para ligar o jogo e não queríamos nós fazer um futebol direto. Queríamos jogar no campo todo, mas com ligação pelo meio campo, com distribuição pela esquerda e pela direita, para explorar a subida dos laterais do Lusitano que são muito fortes no apoio ao ataque.

BnR: Quais são as maiores dificuldades para a equipa no campo de relva natural [Roriz joga em relva sintética, no seu estádio]

Tiago Ferreira: Em termos físicos, os jogadores queixam-se que a chuteira prende mais, não há uma ação-reação como há no sintético. No relvado maltratado que até nem era o caso de hoje, a chuteira enterra. Há maior dificuldade na motricidade. O relvado não é tao rápido como um sintético baixo. O campo estava bom, não foi por aí. Os nossos jogadores estiveram algo retraídos, notou-se em termos físicos que o Lusitano é mais forte, nas bolas disputadas com o Barry, entre o nosso médio ofensivo e o do Lusitano. [Barry] É um ponta de lança com alguma envergadura e na luta com os dois centrais, eramos inferiores nesse aspeto físico. Eu não tenho pegado nunca no aspeto físico porque podemos dar a volta com outras formas, procurar ligações pelo chão, procurar combinações, jogar curto e depois acelerar, era o que pretendia com os nossos extremos, mas a bola chegou sempre com algumas dificuldades, nunca chegou jogável. Íamos sempre à luta, ao ressalto e às segundas bolas. Não conseguimos colocar o nosso futebol em campo.