O SLB que já tinha ganho esta época a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos garantiu mais um titulo nacional ao derrotar o FCP no último encontro por claros 30 pontos de diferença ( 87-57. A equipa da capital chega assim ao 27º titulo nacional.
Bastaram três jogos, na final do “play off”, para o SL Benfica voltar a ser campeão. As duas vitórias, nos últimos segundos (70-73 e 81-83) no Dragão Caixa , abriram o caminho.
Mesmo com alguma irregularidade, o SLB. foi a melhor equipa nacional e não é surpresa a conquista de mais um titulo.
Os números da final
Damian Hollis, talvez o melhor jogador do campeonato Fonte: SL Benfica
O SL Benfica foi claramente superior ao FC Porto nesta final:
– Marcou mais pontos (11,7 média) e lançou melhor perto do cesto (56% contra 43%), pese o facto dos nortenhos lançarem mais vezes (97 contra 89).
– Nos triplos o SLB fez mais 10 lançamentos, no total, com boa percentagem (41%)
– Equilíbrio nos lances livres
– Raven Barber (19,7 MVP) foi o jogador mais regular da Final com Sasa Borovnjak (F.C.Porto) a nível semelhante (19,5).
– Damian Hollis (SL Benfica), claramente o melhor jogador da Liga, conseguiu o registo de 16 (MVP). Formado em George Washington, já jogou na Bélgica, Itália, Hungria e Grécia .
– Destaque nacional para José Silva (FCP) 14,7 e para Tomás Barroso (SLB) com 13,8.
– Ressaltos vantagem nos defensivos para o SLB (ganhou mais 18) e vantagem nos ofensivos para o FCP (mais 6)
– Equilíbrio nos restantes indicadores estatísticos
Numa altura em que o mister Rui Vitória usufrui das suas merecidas férias, não me sai da cabeça uma da últimas declarações do técnico português: “podemos mudar o sistema tático”. É sobre essa possível mudança de sistema tático que hoje venho aqui dar a minha opinião.
Há mais de 5 anos que não vemos o Benfica a jogar fora do registo de 4-4-2 ou 4-2-3-1 e para estas são as melhores táticas onde o Benfica se enquadra. Nas primeiras temporadas de Jesus, habituámos-nos a ver Aimar a fazer a posição de 10 e a jogarmos com 2 trincos onde um deles era ligeiramente mais ofensivo que o outro. Nas últimas épocas de Jesus e as duas de Vitória, o 4-4-2 com a posição 8 foi a tática mais utilizada.
Com a chegada do croata Krovinovic, o jovem jogador, e que até agrada-me a vista, traz a ideia de que podemos regressar ao esquema tático com o tradicional distribuidor de jogo. Contudo, recuar o Pizzi para jogar ao lado do trinco, perdemos aquela visão de jogo que tanto nos agradou nas últimas épocas. Jogar em 4-2-3-1, e com o jovem croata, tiranos também a possibilidade de jogar com a dupla ataque das últimas épocas, Jonas e Mitro. O brasileiro não rende tanto sozinho no ataque e o grego camisola 11 está habituado a jogar sozinho visto o fazer na seleção grega.
Em equipa que ganha não se mexe Fonte: SL Benfica
O outro esquema tático em vista seria o regresso do típico 4-3-3 onde Pizzi dividiria terreno com… há primeira vista Krovinovic (não esquecendo André Horta). Nunca fui adepto do 4-3-3, tirando em clubes que jogam muito com a posse de bola no meio-campo (exemplos: Barcelona ou Manchester City). Jogar em 4-3-3 continuaríamos a não conseguir apostar na dupla de sucesso de ataque e fazia com que os nossos extremos jogassem mais nas alas e pouco em jogo interior.
4-4-2 vs 4-2-3-1 vs 4-3-3
Não mudemos o que está a resultar. O 4-4-2 traz 3 aspetos que me deixam babado a olhar para o relvado. Jogar com extremos que desequilibram para o centro do terreno; Pizzi a continuar a ser o nosso 8 e a deixar-nos de boca aberta com a visão de jogo; Manter o camisola 10 e 11 na frente de ataque a destruir as defesas adversárias.
Mudar o esquema tático levaria a uma adaptação de uma grande parte de jogadores no seu estilo de jogo e seria um risco para o início da temporada. Recordo-me da derrota por 1-0, no Algarve, frente ao Sporting, quando Rui Vitória encontrou em campo jogando em 4-2-3-1 e não chegamos a ver o “Benfica em campo”.Posto isto, é manter o glorioso 4-4-2 com uma posição 6 e 8.
Antípodas no globo, México e Nova Zelândia, futeboliscamente falando, encontraram-se no Fisht Olympic Stadium, em Sochi, separados por apenas um ponto, mas tão distantes na geografia do estilo de jogo como na do próprio globo.
Colónia do ‘good old’ ‘Kick and Rush’ britânico, a Nova Zelândia fechava-se num robusto bloco recuado, a promover e chamar os mexicanos para um último terço de ataque de choque no corpo a corpo.
Tentando tirar partido das suas forças, os ‘All Whites’ que hoje equiparam de negro, orientados por Anthony Hudson, colocavam a sua esperança de resultado no jogo direto e nas bolas paradas….lançamentos, inclusive….a fazer lembrar o Rugby tão característico do país oceânico.
Do lado mexicano, sangue latino na sua formosura técnica que se quer um termo coletivo naquilo que é a motricidade comum, isto é, a tática. Um meio campo a construir e a saber alargar-se para as alas e com dois avançados na frente, Jiménez e Peralta, que são fatais dentro da área, mas também sabem ser anfíbios e sair dela, dando o peito à equipa.
A seleção neozelandesa, ao contrário do que se poderia esperar, entrou mais afoita na partida, beneficiando de bolas paradas no seu ataque, ou seja, tendo o jogo que quer.
Já depois de Ryan Thomas ter beneficiado de uma oportunidade de golo para a Nova Zelândia e Giovani dos Santos para o adversário, à chegada à meia hora de jogo, Chris Wood, o incontornável goleador dos ‘All Whites’ deixou um primeiro aviso com um remate à entrada da área que o guarda-redes mexicano defendeu.
Ao segundo aviso, foi de vez! Lewis lança longo, a bola ainda é tocado por um defesa mexicano e chegou ao domínio de Wood que, isolado, atirou a contar….mesmo ao seu jeito!
De regresso dos balneários, a coreografia tática, nos primeiros minutos, anteveu de imediato um padrão prenunciadoramente constante. Camisolas verdes a rodear uma teia negra. Que é como quem diz: o México a jogar no meio campo da Nova Zelândia.
Aos 54 minutos, o primeiro golpe na teia. Raúl Jiménez, o homem-golo que joga no Benfica, que homenageou ‘Sin Cara’ há uns dias, tratou de mostrar um lavado rosto mexicano para a etapa complementar. Um golaço de pé esquerdo ao ângulo contrário.
O vistoso golo de Raúl Jiménez abriu o caminho para a reviravolta do México Fonte: Reuters
18 minutos depois e a 18 dos 90, o segundo e definitivo golpe. Desta feita, foi o outro avançado que faturou…agora ao poste mais próximo. Pois, é que o mais distante ato foi a ‘galopada’ de Aquino na esquerda até à linha de fundo até Peralta coroar a exibição mexicana com estilo, o da vitória.
Até final, a Nova Zelândia tentou de tudo para chegar ao empate…recorreu ao chuveirinho e, por momentos, parece que desejou que as regras futebolísticas fossem mais permissivas…ao estilo do rugby…..que o diga Boxall!
Um toque de Peraltismo ditou a vitória do latino futebol esbelto contra a técnica da força ‘old fashion’ da Nova Zelândia.
Os lisboetas e bracarenses defrontaram-se no pavilhão da Universidade do Minho, no segundo jogo da final da Liga SportZone. Em desvantagem na eliminatória, a turma bracarense não podia pedir uma melhor entrada na partida. Com apenas 11 segundos decorridos, Tiago Brito inaugurou o marcador a favor dos locais. O internacional português tabelou com Nilson e bateu Marcão com um remate colocado. Os “leões”, com várias ausências como Fortino, Cavinato e Leo, tentaram imediatamente restabelecer a igualdade, instalando-se no meio campo arsenalista.
Os pupilos de Paulo Tavares mostravam solidez no setor mais recuado, com Nilson e André Coelho a liderarem a muralha em torno da baliza de Xot. Como diz o ditado, “quem não marca, sofre” e foi precisamente o que aconteceu ao Sporting. Após uma perda de bola no meio campo, Marinho encontrou Bruno Cintra, que não perdoou na cara do guarda-redes contrário. O Sporting continuava a pressionar e conseguiu reduzir para 2-1 com uma “bomba” de Alex Merlim. Apesar das várias oportunidades de golo, Xot continuava imperial na baliza, apesar das tentativas dos lisboetas. Aos poucos, os de Alvalade mostravam alguma displicência na finalização, o que permitiu aos bracarenses levarem a vantagem tangencial para as cabines.
No segundo tempo, o cenário manteve-se: o Sporting insistia, em busca da igualdade, enquanto que os bracarenses continuavam a resguardar-se junto à sua área. Tal como aconteceu nos primeiros 20 minutos, os minhotos surpreendiam no contra-ataque e foi assim que surgiu o terceiro golo dos arsenalistas: aproveitando uma desatenção dos “verde e brancos”, André Machado estava no sítio certo para ampliar a vantagem do Braga aos 23 minutos. Nuno Dias não estava satisfeito e fez algumas alterações táticas na pausa técnica. Estas mudanças foram acertadas, visto que os leões chegaram à igualdade na partida: aos 30 minutos, a sorte esteve do lado de Merlin, que viu o seu remate a ser desviado, traíndo Xot; quatro minutos depois, Dieguinho teve a frieza necessária para fazer o 3-3, com um remate de calcanhar em cima da linha de golo.
O caudal ofensivo dos leões era cada vez mais e só não teve resultados práticos ao minuto 36 porque Tiago Brito cortou, à queima-roupa, uma bola com selo de golo. Marcão, na outra baliza, não foi tão feliz. Num momento de loucura do guardião brasileiro, Nilson aproveitou e voltou a colocar os bracarenses na frente do marcador aos 37 minutos. Nuno Dias lançou todas as cartas para cima da mesa e implementou o 5×4 a três minutos do final. A tentativa ousada do técnico leonino revelou-se fatal para as aspirações dos seus pupilos, com Tiago Brito a aproveitar uma bola perdida e fazer o 5-3.
A um minuto do fim, Cary ainda reduziu mas o SC Braga/AAUM conquistou a vitória e igualou a eliminatória. No próximo sábado, os leões voltam a receber os bracarenses, no terceiro jogo da final da Liga SportZone de futsal.
O Sporting Clube de Portugal é o clube com mais internacionais, com cinco atletas na seleção “A”, Rui Patrício, Beto, William Carvalho, Adrien Silva e Gelson Martins. A participar no Euro Sub-21, estão ainda os jovens leões Tobias Figueiredo, Francisco Geraldes, Daniel Podence e Iuri Medeiros.
Além destes internacionais, vale a pena recordar a importância da Academia de Alcochete na seleção portuguesa: entre os “A’s” contam-se 11 jogadores formados no Sporting entre os 23 eleitos. Nos comandados de Rui Jorge, a “cantera” de Alvalade tem também um peso significativo, fornecendo sete atletas.
A seleção de Sub-21 iniciou este Euro da melhor forma, com uma vitória por 2-0, diante a Sérvia. Daniel Podence foi um dos destaques entre os jovens portugueses, com uma assistência para o primeiro golo português, tendo sido titular na partida. Na segunda parte, Rui Jorge lançou mais um jovem leão no jogo, com a entrada de Iuri Medeiros. No banco ficaram os sportinguistas Francisco Geraldes e Tobias Figueiredo.
Podence, aqui frente à Espanha, fez uma assistência para golo frente aos sérvios Fonte: Seleções de Portugal
Na segunda jornada da fase de grupos, Portugal acabaria por perder com a Espanha, por 3-1. Um grande golo de Bruma foi insuficiente para impedir a vitória dos espanhóis, pondo fim a uma série de 31 jogos sem perder dos sub-21 portugueses. Nesta partida, Daniel Podence foi titular e foi uma das melhores unidades de Portugal até que aos 57 minutos, deu lugar a Bruma. Por sua vez, Tobias Figueiredo, Iuri Medeiros e Francisco Geraldes não foram opções de Rui Jorge neste embate.
Com este resultado, a Espanha garantiu o primeiro lugar no grupo e a passagem às meias-finais. Recorde-se que, para as meias-finais seguem os primeiros classificados de cada grupo e o melhor segundo classificado. Por isso, os sub-21 portugueses têm necessariamente de vencer a Macedónia, se possível com números expressivos para poder sonhar com a passagem à meia-final deste Euro.
A seleção “A” não teve a mesma sorte, colocou-se em vantagem por duas vezes, mas estreou-se com um empate a dois golos com o México, na primeira jornada da fase grupos da Taça das Confederações. Neste embate, William Carvalho e Rui Patrício foram titulares e alinharam os 90 minutos. Do banco foram ainda lançados o capitão leonino Adrien Silva e o talento de Gelson Martins. O habitual suplente de Rui Patrício, Beto Pimparel, não saiu do banco frente aos aztecas. Entre os sportinguistas que foram a jogo, Gelson Martins foi o que mais brilhou tendo estado ligado ao segundo golo português na partida e dispondo ainda de mais uma oportunidade de golo.
Na segunda jornada, Portugal defrontou a Rússia e venceu por 1-0. No onze português, alinharam os leões Rui Patrício, Adrien Silva e William Carvalho, rubricando boas exibições. Gelson Martins acabaria por entrar no decorrer da segunda parte, tendo estado a bom nível. Com esta vitória, Portugal fica a um passo da meia-final da Taça das Confederações, onde provavelmente irá encontrar ou o Chile ou a Alemanha, o bicampeão da Copa América e a campeã do mundo.
Depois de Portugal ter falhado a qualificação para o Campeonato Europeu de 2018 na Croácia terminou a época em Portugal. É altura, antes de partirmos de férias, de fazer um rescaldo de tudo o que se passou ao longo deste longo ano.
Vamos começar pelo Campeonato Nacional de Andebol 1. Este ano a principal competição nacional voltou ao seu formato habitual. A primeira fase com 14 equipas que depois se dividem em dois grupos na Fase Final: o grupo A, com as seis melhores equipas da Primeira Fase, onde se decide o campeão e quem se apura para as competições europeias, e o grupo B, o grupo de manutenção.
Este ano ficou marcado pela incerteza com uma grande luta até ao final entre o Sporting CP e o FC Porto. Os azuis e brancos, a certa altura do ano, pareciam estar na frente da corrida (foram invencíveis durante a grande maioria da época) mas os verdes e brancos nunca desistiram e venceram na reta final, mesmo mudando de treinador e com algumas “escorregadelas” (podem agradecer aos rivais SL Benfica a conquista do campeonato).
O Sporting CP qualificou-se para a EHF Champions League, o FC Porto e o SL Benfica qualificaram-se para a EHF Cup (apesar de ainda existirem hipóteses de o FC Porto participar na EHF Champions League) e o ABC para a EHF Challenge Cup, mas decidiu não participar em provas europeias até recuperar o dinheiro investido devido à participação na Champions League este ano. O SC Horta e o AA São Mamede desceram de divisão. O CD São Bernardo e o CD Xico Andebol fazem o caminho inverso.
O Sporting CP voltou aos títulos vários anos depois Fonte: Sporting CP
A cada dia que passa se torna menos provável que Casillas renove com o FC Porto. As limitações financeiras que o clube atravessa quase que proíbem que o contrato desta lenda viva do futebol seja renovado. Neste momento, a única esperança é que Iker aceite baixar de forma substancial o salário, por isso o melhor é Sérgio Conceição (SC) começar a pensar na época 2017/2018 conformado com a ideia de que perderá um dos melhores e mais experientes guarda-redes do mundo.
Apesar disso, é improvável que existam novidades ates de dia 1 de Julho. Não só porque Casillas tem contrato até ao último dia de Junho, mas também porque o FC Porto corre atrás do prejuízo, literalmente, para equilibrar a balança das finanças até essa data, pelo que só numa situação muito excepcional haverá qualquer entrada. Além disso, o clube conta com vários guarda-redes nos quadros que agradam a Conceição.
Fonte FC Porto
José Sá tem de ser considerado favorito à titularidade, mas é público que a chegada de SC deu novo alento a Fabiano. Gudiño, jovem de imenso valor, é uma hipótese mais remota mas ainda assim a considerar. Estas seriam as opções internas, mas o Bola na Rede sabe que Vaná agrada no Dragão e é forte hipótese para a baliza portista caso Casillas vá mesmo embora.
A grande época do brasileiro não passou despercebida aos responsáveis azuis e brancos e aos 26 anos poderá ter a primeira oportunidade da carreira de defender um grande clube. A confirmar nos próximos 10 dias.
Em relação ao jogo com o México, saíram do onze titular trintões como Nani, Quaresma ou João Moutinho e entrou gente nova como André, Adrien (apesar dos 28 anos) ou Bernardo Silva. Portugal deixou de ter barba rija, passou a ter acne. Mas deixou de estar preso de movimentos para passar a apresentar uma fluídez que a irreverência da juventude consegue trazer. O ‘facelift’, o rejuvenescimento da cara (11) de Portugal, deu resultado.
Bernardo permitia, com o seu toque mágico, que se furasse por entre o meio-campo russo, perante os espaços que as movimentações de Adrien iam criando, enquanto André Silva abria linhas de passe… para ele ou para Cristiano Ronaldo. Portugal estava num autêntico parque de diversões, e sentiu-se o gosto pelo jogo logo desde os instantes iniciais. Sentia-se que desta vez seria diferente, como foi. Aos 8 minutos, um cruzamento perfeito vindo do pé canhoto de Raphael Guerreiro encontrou Cristiano Ronaldo ao segundo poste. Solto de marcação, por ação de André Silva, não perdoou.
A Rùssia tentou reagir, mas não conseguiu. Precisava de tomar iniciativa, coisa não prevista pela proposta de jogo trazida, e que incluia, como elo de ligação meio-campo-ataque, Zhirkov, um jogador versátil, mas mais habituado a pisar terrenos recuados (dos 25 jogos pelo Zenit esta época, 23 foram a lateral esquerdo), sobretudo agora, na fase descendente da carreira, o que condicionava toda dinâmica ofensiva. Ou seja, não assustou a “juventude” lusa, que até foi a equipa que mais perto de marcar até ao intervalo – CR7 trocou as voltas a Vasil, e disparou para defesa apertada de Akinfeev.
Cristiano Ronaldo fez o único golo do encontro Fonte: FIFA
A segunda parte trouxe uma Rússia menos avessa ao risco. Zhirkov passou para a esquerda, habitat natural, Cherchesov tirou um elemento defensivo do meio-campo (shinshkin saiu para dar lugar a Erokhin) e a equipa passou a fluir melhor na transição defesa-ataque. Porém, abria espaço nas costas quando o fazia e Portugal, matreiro, espreitava-o, mas esbarrou em Akinfeev, gigante ao parar um cabeceamento de Andre Silva e um tiro de Cedric com defesas difíceis.
A Rússia não se amedrontou com as ameaças portuguesas e continuou a subir no terreno, ainda que não conseguisse visar a baliza de Rui Patrício. Portugal respondia – Cristiano Ronaldo, ainda que mal servido, não conseguiu dar o melhor seguimento a um contra-ataque gizado por André Gomes.
Mais uma vez, a Rússia não tremeu. Continuou a procurar a igualdade, muitas vezes por via do jogo directo, mas a defesa nacional nunca perdeu “o foco”, tal como referiu Fernando Santos na zona mista. O seleccionador português foi paulatinamente trancando a porta. Primeiro colocando Gelson no lugar de André Silva e o extremo do Sporting trincou os calcanhares dos defesas russos, condicionando a saída de bola. Depois, ao trocar Adrien por Danilo, o que deu frescura física ao meio-campo e mais um reforço na força àrea nacional.
Não se livrou de alguns sustos até final (nos descontos, um cruzamento-remate de Zhirkov e um cabeceamento de Dzhikyia a rasar a trave causaram calafrios), desnecessários face ao domínio exercido e às oportunidades criadas por Portugal, mas o que não é sofrido não tem tanto sabor. E como soube bem a primeira vitória na Rússia e na Taça das Confederações!
A 13 de abril de 2017, era anunciada a compra da Associazione Calcio Milan por parte da Rossoneri Sport Investiment Lux, empresa sediada no Luxemburgo e detida pelo empresário chinês, Li Yonghong.
A Finivest, de Silvio Berlusconi, vendeu na íntegra a sua participação de 99,93% no clube, consumando-se o fim da dinastia de 31 anos de Berlusconi ao leme do clube milanês.
Manifestação dos sinais dos tempos e de como o futebol é cada vez mais um negócio apetecível para os dinheiros das arábias e das ásias, este negócio significou o maior investimento de sempre de capital chinês num clube europeu, depois de o grupo chinês Suning ter pago 270 milhões de euros pelo “conterrâneo milanês”, Football Club Internazionale Milano.
Com um dívida superior a 200 milhões de euros, a entrada chinesa no papel proprietário do clube, constituiu e constitui um veículo de acesso à liquidez e estabilidade financeira.
Muito importante, como é evidente, a balança dourada de um clube desportivo estar saudável e assim se manter. E, neste caso, o limiar da salubridade financeira é ultrapassado, quedando-se num reduto de prosperidade indelével.
No entanto, e num futebol atual que é uma panela de pressão de resultados, ninguém, entenda-se, os adeptos, quererão saber mais das prósperas economias financeiras do que da sua equipa e dos seus jogadores. Finanças é assunto para os especialistas.
Para os ‘tiffosi’, que são os especialistas da vida, das emoções, do saber amar o clube, o que mais importa são aqueles onze ‘rossoneri’ que, durante os 90 minutos, lutarão pelos seus objetivos sem se olhar a preços.
Chegados a esta parte do texto, vamos ao que todos mais querem ver: os jogadores, ou, como quem diz, as contratações. Os investimentos, até agora, foram quatro: o médio costa-marfinense ex-Atalanta, Franck Kessié, o lateral esquerdo suíço, Ricardo Rodríguez, que chegou do Wolfsburgo, o central argentino proveniente do Villareal, Mateo Mussachio, e o ponta de lança internacional português que viajou do FC Porto, André Silva.
Franck Kessié, Mateo Musacchio, Ricardo Rodríguez e André Silva foram, até ao momento, os quatro grandes investimentos dos ‘rossoneri’ para 2017/18 Fonte: Sport360.com
Kessié, com 20 anos, vem num empréstimo de dois anos que custou 8 milhões de euros aos cofres milaneses, mas que tem uma claúsula obrigatória de compra de 20 milhões ao fim do período de empréstimo. Rodríguez, 24 anos, veio a troco de 18 milhões de euros. Pelo mesmo preço, Musacchio, 26 anos. E, até ver, André Silva elevou a fasquia, tendo o AC Milan desembolsado 38 milhões de euros pelo concurso do jovem de 21 anos, num negócio que pode chegar aos 40 milhões por via de bónus.
Num plantel orientado tecnicamente por Vincenzo Montella que mistura juventude e experiência, como Romagnoli e Abate no setor defensivo, como Locatelli e Montolivo no meio-campo e Suso e Bacca no ataque, estes quatro investimentos têm um significado vertebral.
Vejamos, um é central (Musacchio), outro é lateral (Rodríguez), um médio (Kessié) e um ponta de lança (Silva). Os dois últimos são mais novos, 20 e 21, respetivamente, os outros dois são igualmente jovens, mas mais tarimbados, com 26 e 24, respetivamente. Os quatro têm presença física para o contacto que o futebol italiano pede e, mais que isso, uma sede de vitória que deve comungar com a ânsia de glórias que se vive no clube fundado em 1899.
Sabemos das condições paradisíacas que a cidade desportiva de Millanello oferece aos reais e mais importantes protagonistas da bola. Sem embargo, tal não deve constituir elemento de letargia para os jogadores.
O Milan começa em 2017/18 a primeira época integral do pós-Berlusconi, o último ‘scudetto’ foi em 2010/11, no pré-hexa da Juventus.
Vistas bem as coisas, a Associazione Calcio Milan nunca mais será a mesma, mas não significa que tal seja um prenúncio de morte identitária. Que role a bola!
Não sejamos líricos e não desviemos atenções para o mérito desportivo (ou falta dele) dos concorrentes pelo título.
Houve, sem margem para qualquer dúvida, uma tentativa por parte de colaboradores do SLB – com conhecimento do presidente LFV – em condicionar a arbitragem em Portugal, e isso é punível com descida de divisão. Ponto final.
Em qualquer outro país – como aconteceu no caso italiano por exemplo – era uma questão de tempo até o Benfica ser condenado à descida de divisão, mas tal não acontece em Portugal.
Em Portugal não há, nunca houve e provavelmente nunca haverá a coragem necessária para fazer cumprir a lei tomando uma ação disciplinar dura sobre qualquer um dos três grandes.
O único clube para o qual houve “coragem” foi o Boavista, porque não afetava os poderes instalados e contribuía na perfeição para uma amenização da imagem da justiça desportiva em Portugal, uma espécie de “estão a ver como isto funciona?”.
Fonte: Vitória FC
Não, não funciona, e ninguém quer que funcione.
Aqui entra o primeiro grande ponto interessante para escalpelar: a mentalidade portuguesa.
Os portugueses são um povo extremamente indulgente. Veja-se a forma como aguentaram sucessivas vagas de austeridade aplicadas pelo governo anterior, inclusive sob a premissa de que tal austeridade era merecida e de que os portugueses viviam bastante acima das suas possibilidades.
São tolerantes a tudo menos ao futebol.
O desporto pelo qual sou apaixonado é em Portugal um universo paralelo onde a justiça não atua, as finanças não se atrevem a entrar e os adeptos toleram todos os meios utilizados pelos dirigentes em busca de um único fim: a vitória.
As mesmas pessoas que não hesitam nem por um segundo em incendiar as caixas de comentários do Facebook dos jornais com insultos para todos os agentes económicos ou políticos que apareçam nas notícias são aquelas que se recusam a pensar de igual forma quando saem más notícias acerca do seu próprio clube.