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Taça das Confederações 2017: Venha daí mais uma página de glória

Cabeçalho Futebol Internacional

“O Torneio dos Campeões”. É assim que a FIFA tenta vender uma competição que nunca captou o interesse do público ‘periférico’ ao dos países participantes e ao dos que não seguem o fenómeno com regularidade.

Talvez por isso se inicie debaixo de críticas. Directas, como as de Rui Costa (“Discordo absolutamente da Taça das Confederações”), ou indirectas como a decisão de Joachim Low em poupar a nata dos jogadores alemães (Muller, Ozil ou Kroos, por exemplo) na ida à Rússia.

Há, porém, quem a leve a sério. Fernando Santos, por exemplo, assumiu a vontade de ganhar, e Portugal pode muito ser encarado como um dos favoritos à vitória. Afinal, o melhor jogador do mundo está presente, com a habitual sede de vitórias, tal como todo o esqueleto que triunfou no Euro 2016.

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Mas Portugal não está sozinho nesta luta. O Chile, de Pizzi, também chega com dois títulos seguidos no bolso (Copa America de 2015 e 2016) e, se o cansaço não se intrometer por entre a dinâmica de vitória do Chile, pode ser um adversário complicado para Portugal, chegadas as meias-finais… mas isso são contas mais distantes.

Para já temos de nos preocupar com o México de Juan Carlos Osório, o primeiro adversário de Portugal, e que conta com um contigente ‘português’ composto por Jimenez, Layun e Herrera, mas que não esgota as opções de qualidade como Guardado, Chicharito e Giovanni dos Santos. Nomes como este, aliados à garra que normalmente esta equipa coloca em campo, tornam a Tricolor na melhor selecção de entre as ‘outsiders’ a vencer a prova.

As outras, para além da citada Alemanha, que tem jovens de grande talento, são a Rússia e os Camarões. Os africanos são a seleção que venceu uma prova continental há menos tempo e isso há-de-pesar, dado que tem a sua estrutura intacta, e uma noção ‘fresca’ de espírito de grupo (os convocados por Hugo Broos estiveram juntos, em estágio, há coisa de 5 meses). A Rússia joga com o estatuto de anfitriã, ainda que tenha um grupo de jogadores que torna impossível a comparação com as grande seleções da URSS ou uma mais recente onde pontificavam  nomes como Izmaylov, Arshavin, Shirokov ou Pavlyuchenko. Estes dois últimos estiveram no Euro do ano passado, de má memória para a seleção russa – mais um motivo para se encarar esta competição como uma oportunidade de reerguer o orgulho russo.

 

Stanislav Cherchesov é o atual treinador da Rússia Fonte: UEFA
Stanislav Cherchesov irá liderar o movimento de orgulho russo
Fonte: UEFA

Depois há… as seleções da Oceânia. Austrália (bateu a concorrência asiática) e a Nova Zelândia são equipas que terão vontade e determinação, mas cujo contributo nesta Taça das Confederações não irá muito além da entrega.

Como apaixonados por futebol, porém, não podíamos deixar de as analisar. Não só estas seleções, como todas as outras 6 equipas da prova. Por isso, por cada nome de país mencionado há um link em que podem carregar para aceder à análise individual de cada conjunto e nos quais este vosso redator se baseou para elaborar esta antevisão geral a uma prova que, claro está, o Bola na Rede irá acompanhar. Afinal, está em disputa mais uma página de glória da selecção de todos nós.

Foto de Capa: FIFA

O precónio do fim

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fc porto cabeçalho

A procissão já não vai no adro. Encontra-se neste momento bastante adiantada e bem perto do seu final, restando saber se falamos de um final desejado ou, pelo contrário, necessário. Esta longa caminhada de quatro anos de sucesso tinha e tem como objetivo mínimo a consagração de mais um título, podendo dessa maneira igualar um feito ímpar de um clube português, a conquista do penta. Depois de sacado esse êxito, então sim, o estratagema poderia ou não ter continuidade. Seria, então, o fim da já anunciada procissão, recheada de anjos e personagens celestiais, subjugadas e subservientes ao poder instalado pelo homem forte de toda esta mentira: o senhor “primeiro ministro”, como agora (?) ousam chamar-lhe.

Esse seria, naturalmente, o final que todos desejariam, o término que poria o país num êxtase total. Afinal, este poder preocupa-se com a felicidade dos que o seguem e esta seria uma prenda bastante agradável. Contudo, e dada a analogia que tem sido feita nas últimas semanas, apetece-me dar aqui um toque religioso à coisa e transmitir a opinião de que considero ter sido dado o precónio (anúncio) final de uma procissão que deverá “morrer” na praia, se tivermos uma justiça disposta a não compactuar com este poder.

Fonte: Porto Canal
Fonte: Porto Canal

O caso dos emails, ainda que devidamente abafado e ignorado pela comunicação oficiosa do regime lisboeta, acaba por ser minimamente discutido e escrutinado um pouco por todo o lado. Felizmente, muitos já não comem gelados com a testa e, por isso, acabam por desconfiar da incoerência que acerca todos os encartilhados que, com maior ou menor frequência, se propõem a defender com unhas e dentes a posição dessa grande instituição.

Dez dias se passaram desde que Francisco J. Marques começou a destapar o véu e, desde então, nenhum dos visados conseguiu desmentir a existência de tais provas comprometedoras. Primeiro, numa tentativa desesperada de distanciar-se do comportamento do seu “não-colaborador” Pedro Guerra, o Benfica declara-se livre de culpas por se tratar de um simples adepto. Agora, esperamos a mesma linha de orientação e o precónio de que Luís Filipe Vieira e o seu assessor jurídico Paulo Gonçalves também nada têm a ver com o Benfica e que, como tal, nada se pode associar ao clube.

Kevin Durant: Veni, Vidi, Vici

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Cabeçalho modalidadesKevin Durant, depois de crucificado e detestado pela maioria dos fãs de NBA pela troca que fez, manteve-se firme e não fez nada mais, nada menos, que vir, ver e vencer. Após o término do quinto jogo, o extremo afirmou: “Sempre soube que não tinha errado com a decisão que tomei, sobretudo porque cheguei a um ambiente único para jogar basquete. Agora tenho o dobro de satisfação porque também pude contribuir para um título da liga”.

Depois de falar repetidamente acerca da troca dos OKC pelos Golden State, passemos a falar do brilhantismo e da conquista deste jogador. De que Durant está no top melhores dos melhores não há dúvida. E, afinal, a este menino de ouro só faltava o anel de campeão.

A sua escolha de integrar a melhor equipa da liga foi justificada esta semana. Após perder uma final ao serviço dos Thunder, este ano o anel não lhe fugiu, e, como se a euforia de ser campeão não fosse suficiente, o 35 dos Warriors foi eleito MVP das finais com unânimidade total e, num momento emocionado, partilhou esse troféu com a mãe: “Ela viu como trabalhei desde que era criança, como voltava e volto para casa após cada derrota. Quando tinha oito anos disse-lhe que ia conseguir. Hoje, conseguimos”.

Fonte: aolcdn.com
Fonte: aolcdn.com

Kevin Durant terminou as finais com uma média de 35,2 pontos, 8,4 ressaltos e 5,4 assistências. Posto isto, diz-se que o extremo de 28 anos roubou protagonismo à estrela Stephen Curry. Agora pergunto: o que é isso de roubar protagonismo? Afinal, estamos a falar de uma super equipa, de um super coletivo. Durant foi “o” homem desta temporada e, principalmente, nas finais. Mas Durant não o teria sido se não tivesse Curry, Klay Thompson, Draymod Green e até Iguodala (para mim o 6th man dos playoffs), por trás.

Perfeitamente encaixado numa equipa montada para vencer, KD só se podia sair bem. Entrou na equipa e encaixou “que nem uma luva”. Como seria de esperar, o recém-campeão chegou sereno, pronto a trabalhar e deixar tudo o que tem (e não tem) em jogo. Todo o empenho (junto da qualidade) só podia resultar em vitória. Durant, depois de campeão e MVP das finais, juntou-se ainda a Michael Jordan e Shaquille O’Neal – os únicos jogadores, antes do 35, a conseguir 25 ou mais pontos, nos primeiros dez jogos em finais da competição.

O trabalho, o suor e as lágrimas vão sempre ser a melhor resposta às criticas. E foi assim que Kevin Durant respondeu. Agora, ele pode, finalmente, dizer: Vim, vi e venci.

Foto de Capa: burntorangenation.com

Voleibol – Um Regresso de(o) Leão

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Cabeçalho modalidades

Regressa já na próxima temporada ao universo leonino mais uma modalidade emblemática do Sporting Clube de Portugal – o Voleibol. A equipa disputará o Campeonato Nacional da Primeira Divisão da Modalidade e espelha o trabalho e esforço desta Direção em resgatar as modalidades, expoente máximo do ecletismo que caracteriza o Clube.

Quando olhamos para a história dos Leões nesta modalidade, verificamos que se trata de uma secção que já deu muitas alegrias aos sportinguistas, principalmente nos anos 90 onde se concentram os principais títulos nacionais de Seniores Masculinos: Campeonatos Nacionais em 1991/92, 1992/93, 1993/94; Taças de Portugal em 1990/91, 1991/92 e 1992/93. Destacaram-se nessas equipas jogadores como Nilson Júnior, Carlos Natário, Magrão, Miguel Maia, Wagner Silva, Luís Cláudio, Filipe Vitó, Marcelo e Maurício Cavalcanti, Carlos Silveira, Miguel Soares, entre outros. Mas os títulos leoninos não se ficaram apenas pelo início da década de 90. Se recuarmos até a década de 50, podemos encontrar dois títulos de campeão nacional de Voleibol com o nosso eterno Moniz Pereira como atleta: 1953/54, 1955/56. No género feminino destaca-se também o campeonato nacional das Seniores em 1958/59, duas Taças de Portugal em 1984/85 e 1985/86 e uma Supertaça em 1986/87. Contudo, a modalidade foi extinta do Sporting em 1995 pelo então presidente Pedro Santana Lopes numa altura conturbada do Clube. Prepara-se agora para regressar após 22 anos de interregno. Segundo um comunicado oficial do Sporting: “Com esta aposta no Voleibol, o clube dá mais um passo seguro na sua caminhada para a glória, reforço do ecletismo e dignificação dos seus princípios e valores de que nunca abrirá mão”.

A equipa de voleibol do Sporting em 1994/95 Fonte: Forum SCP
A equipa de voleibol do Sporting em 1994/95
Fonte: Forum SCP

Miguel Maia é talvez o reforço mais sonante do defeso leonino neste regresso, um atleta internacional com experiência superlativa e com passagens pelas equipas do Sporting no início dos anos 90 e pelo Sporting de Espinho (onde se encontrava atualmente). Apesar do reforço do plantel por parte dos responsáveis da secção estar centrado sobretudo em jogadores portugueses, alguns meios de comunicação social (por exemplo, O Observador), falam em dois reforços provenientes do Brasil: Robinho e Renan Purificação. Ainda de acordo com o site O Observador, Hugo Silva, atual selecionador nacional de Portugal, é o nome mais consensual para comandar o plantel leonino na época 2017-18. Por outro lado, o jornal Record dá conta na sua edição online do dia 07/06/2017 da contratação do venezuelano Ivan Marquez, de alcunha “La Bomba” no mundo do voleibol devido aos seus poderosos serviços. Trata-se de um central de 2,05 metros e com 35 anos de idade. Jogou na época passada no Desportivo Moron Voley da Liga A1 Argentina. Em resumo, o plantel principal de Voleibol do Sporting para 2016/17 deve ser constituído pelos seguintes jogadores:

. Miguel Maia (distribuidor) – Clube anterior: Sp de Espinho

. Hugo Ribeiro (líbero) – Clube anterior: Sp. De Espinho

. Fabrício Silva (central) – Clube anterior: Sp. de Espinho

. João Simões (atacante) – Clube anterior: Sp. de Espinho

. João Fidalgo (líbero) – Clube anterior: Ac de S. Mamede

. J. Monteiro (distribuidor) – Clube anterior: F. Bernardo

. Lourenço Martins (atacante) – Clube anterior: C. da Maia

. Afonso Reis (distribuidor) – Clube anterior: Sp Caldas

. Robinho (central) – Clube anterior: Montes Claros (BRA)

. Ruben Purificação (atacante) – Clube anterior: Sesc – RJ (BRA)

Mas há mais novidades neste regresso de(o) Leão! A equipa treinará durante a semana no Pavilhão Municipal de Fiães em Santa Maria da Feira, deslocando-se a Lisboa apenas para realizar os jogos em casa (já no Pavilhão João Rocha). Para um sportinguista do norte como eu, trata-se de uma excelente iniciativa potenciando a aproximação entre os atletas e os sportinguistas da zona norte do país. Este regresso do Voleibol não é, por isso, um simples regresso a uma modalidade em que o Sporting já deu provas de ser vencedor. É sim um verdadeiro regresso de Leão!

Foto de Capa: Super Sporting

Goleador:Precisa-se (ou não)?

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fc porto cabeçalho

Antes de abordar o tema deste artigo quero prestar o meu tributo ao André. Não é nenhum futuro Golden Boy como o Zé Gomes e só pertence aos quadros da selecção nacional como alguns órgãos de comunicação social referenciam mas tenho grande fé que vai vingar em Itália. Espero que faça mais golos como aquele que fez na final da Taça e que se entregue tanto em Milão, como se entregou ao clube do coração. Votos de grande sucesso André e vamos lá ao que interessa.

Dependendo do esquema tático que Sérgio Conceição vai utilizar na versão FC Porto 2017/2018, a SAD portista terá que decidir se é sensato apostar no mercado ou não. Antes de mais creio que existem vários nomes que se encontram contratualmente ligados aos Dragões e que devem estar a ser equacionados pela SAD para substituir o jovem internacional português. Vou falar de cada um deles e refletir sobre a época que cada um fez.

O primeiro é Gonçalo Paciência. O filho de Domingos já tem 22 anos e o rótulo de “jovem promessa” já não lhe serve. Gonçalo tem apresentado poucos resultados para as expectativas que o futebol português tinha criado. Na última época jogou 15 jogos ao serviço do Rio Ave FC e marcou apenas um golo. É um jogador que ainda tem que “comer muito feijão” para pertencer ao plantel principal dos Dragões.

Sporting – Um clube; tantos títulos

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sporting cp cabeçalho 2Bem sei que muitos dos adeptos de desporto em Portugal começam a sentir um vazio assim que terminam as competições de futebol, e a partir desse momento o único pensamento é dirigido para a data em que as equipas voltarão de férias e começarão a competir, ainda que seja apenas com jogos de preparação.

Tudo isto é verdade para a maioria dos adeptos, e mesmo entre os sportinguistas isso é possível verificar-se. Felizmente, e agora referindo-me exclusivamente ao universo verde e branco, a maioria é adepto do desporto, do ecletismo, e não apenas de uma única modalidade. Na generalidade, o adepto Sportinguista não apoia as modalidades apenas quando não tem o futebol para lhes alimentar o ego, mas sempre que há um atleta com a verde e branca vestida. Isso poderá até tornar-se ainda mais expressivo agora que estamos na iminência de inaugurar um dos projectos mais emblemáticos e queridos pelos adeptos leoninos, o Pavilhão João Rocha.

Mas os nossos adeptos são quase obrigados a ser ecléticos, não chegando a sentir aquele vazio que antes referi, uma vez que, desde que a Primeira Liga terminou, os Sportinguistas já festejaram vários títulos individuais e colectivos nas mais diversas modalidades do clube.

O atletismo do Sportingconseguiu, mais uma vez, agora em Vagos, amealhar vários titulos individuais Fonte: Facebook Sporting Clube de Portugal
O atletismo do Sporting conseguiu, mais uma vez, agora em Vagos, amealhar vários titulos individuais
Fonte: Facebook Sporting Clube de Portugal

No último fim de semana, por exemplo, nos campeonatos de Portugal em atletismo, os nossos adeptos conseguiram nada mais, nada menos, que 25 títulos nacionais, repartidos da seguinte forma: Irina Rodrigues, no lançamento do disco, Lorene Bazolo, nos 100 metros, Cátia Azevedo, nos 400 metros, Nélson Évora, no triplo salto, Anabela Neto, no salto em altura, Vânia Silva, no lançamento do martelo, e João Vieira, nos 10.000 metros em marcha, foram os atletas verdes e brancos que conquistaram títulos nacionais neste primeiro dia do Campeonato de Portugal em pista ao ar livre, bem como Patrícia Mamona, no triplo salto, Catarina Fonseca, no heptatlo, Sílvia Cruz, no lançamento do dardo, Lorene Bazolo, nos 200 metros, Vera Barbosa, nos 400 metros com barreiras, Salomé Afonso, nos 800 metros, Jéssica Inchude, no lançamento do peso, e Ana Mafalda Ferreira, nos 5.000 metros. E ainda, no capítulo paralímpico, Hugo Cavaco, nos 800m T13, e Firmino Batista, nos 200m T11, Luís Gonçalves (400m T12), Hugo Cavaco (400m T13), António Monteiro (400m T20), Carolina Duarte (400m T13), Firmino Baptista (100m T11), Gabriel Potra (100m T12), Erica Gomes (salto comprimento T20), e Eduardo Sanca (peso F12). No mini trampolim podemos também referir o título de nacional de elites de Inês Martins e do Diogo Ganchinho, campeão nacional de trampolins.

Taça das Confederações ’17 (Magazine): México

Cabeçalho Futebol Internacional

Percurso de qualificação

Neste mês de junho vai disputar-se a décima edição da Taça das Confederações, na Rússia. O representante da América do Norte e Central vai ser o México. Por ter vencido a Gold Cup em 2015, teve direito a disputar um Play-Off com os USA vencedores da Gold Cup em 2013. Nesse Play-off disputado em 10 de Outubro de 2015, os Mexicanos saíram vencedores por 3-2, com os golos a serem apontados por Javier Hernández, O.Peralta e Paul Aguilar.

Foto de Capa: Conmebol

Venda: Bênção ou Maldição

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sl benfica cabeçalho 1Há várias maneiras de descrever uma venda no que diz respeito aos clubes. Pode ser vista como uma necessidade directamente relacionada com questões financeiras – vejam o caso de André Silva no FC Porto -, uma inevitabilidade na medida em que um clube pura e simplesmente bate uma cláusula ou só porque sim, porque um clube precisava de reforçar um sector e foi ao mercado à procura de uma solução viável. No caso do Benfica é um misto de tudo.

Portanto, até ver, o Benfica viu Ederson e Lindelof irem para Manchester. O brasileiro foi tirar Bravo da baliza do City – bem precisam – e Lindelof foi fazer companhia a Baily no centro da defesa de Mourinho. Duas baixas de peso, visto que ainda não se sabe se o Benfica vai buscar um guarda-redes novo ou se Rui Vitória volta a apostar em Júlio César, e muitas questões se colocam na defesa. Luisão e Jardel? Luisão e Lisandro? Jardel e Lisandro? Alguém novo?

Não se sabe. E para que conste ainda pode piorar caso Nélson Semedo, Grimaldo e Mitroglou, apesar da existência de Seferovic, sejam os próximos. Tudo isto pode ser barulheira de tartaruga aflita se nos lembrarmos de que o Benfica às ordens de Vitória já foi capaz de nos surpreender jogando com aquilo que tinha à mão, mas não deixa de ser assustador pensar que a qualidade “daquilo que tínhamos à mão” era tanta e está a ir embora.

Nem quero sequer pensar no cenário em que Pizzi também faz as malas e se muda para algum lado. Manter uma equipa com esta capacidade competitiva, já com estas duas saídas registadas, vai ser complicado, quanto mais ter de reconstruir uma defesa e remodelar parte do meio-campo e do ataque. Parece uma missão impossível e o Benfica não tem nenhum Tom Cruise, que se saiba, nos quadros.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Como o título desta crónica sugere, uma venda, ou várias, pode ter dois tipos de conotação, mas, na realidade, quando o negócio é bem feito, tem sempre as duas. É de facto uma bênção, sobretudo, financeira. Estes 70 milhões provenientes das vendas de Ederson e Lindelof dão sempre jeito. Seja para ajudar com eventuais dívidas, melhorar o passivo ou ir às compras. O futebol é um negócio, por isso é bom que haja dinheiro para manter a máquina a funcionar.

Contudo, também pode ser uma maldição. Perder jogadores deste gabarito, mesmo por um preço justo, pode sair caro a médio prazo. Podem não ser encontrados substitutos à altura, o dinheiro pode ser mal investido em jogadores cujo desempenho não justifica o gasto, ou as dimensões do negócio podem não ser as melhores (Bernardo Silva e timings).

O mercado de transferências é uma altura de alegrias e tristezas. No entanto, se tudo correr como nos últimos tempos, levamos umas coças na prova do Emirates em Londres, perdemos 5-3 com o Sion, mas em Maio vamos ao Marquês.

Foto de Capa: SL Benfica

 

O estranho caso de Roger Federer

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Cabeçalho modalidadesRoger Federer regressou ontem à competição no ATP250 de Estugarda e no primeiro encontro após mais de dois meses de pausa – o último encontro oficial do suíço foi na final do Masters 1000 de Miami, onde venceu Rafael Nadal. Desta vez, no primeiro encontro disputado sob relva, o suíço teve pela frente um Tommy Haas que, aos 39 anos, já pode (e deve) ser considerado um histórico do circuito profissional. Não existia um encontro com uma soma de idades tão elevada (74) desde que Luis Ayala (com 49 anos) defrontou Ricardo Cano (30 anos), em 1982. Desta vez foi mesmo o mais velho a levar a melhor dentro das quatro linhas, surpreendendo a comunidade do ténis internacional, que esperava, certamente, um regresso mais pujante de Federer àquela que é a sua superfície favorita.

Quanto ao encontro, não se pode dizer que tenha sido sempre bem jogado – longe disso – nem tão pouco espetacular. O atual 5.º classificado no ranking ATP entrou em court com uma postura mais leve e tranquila do que o habitual e manteve-a durante as quase duas horas de encontro, esboçando até alguns sorrisos para a bancada no decorrer do encontro. No entanto, o primeiro set não fazia prever o desfecho final, pois o hepta-campeão de Wimbledon conseguiu aproveitar o estranho nervosismo que apresentou Tommy Haas, nervosismo esse que o levou a um número demasiado elevado de erros não forçados, facilitando a vida ao suíço sem que este tivesse de se aplicar verdadeiramente. Na segunda partida, os erros persistiram parte a parte e o set desembocou num tie-break onde Roger Federer teve match-point por duas ocasiões, pelo que Tommy Haas foi mais forte e aproveitou o set-point que teve a seu favor quando o marcador registava 9-8 para o alemão. No set decisivo Federer não foi capaz de puxar dos galões, mantendo-se num ritmo de “jogging” que o levou a ceder o seu serviço aos 2-2 e a não mais recuperar dessa desvantagem, tendo Tommy Haas conseguido manter um ritmo que, não tendo sido muito elevado, acabou por se revelar suficiente e eficaz para as condições do encontro de ontem.

Fonte: ATP World Tour
Fonte: ATP World Tour

Roger Federer perdeu assim o seu segundo encontro na temporada de 2017, curiosamente o segundo frente a jogadores fora do top 100 mundial – Tommy Haas ocupa atualmente a 302.ª posição na hierarquia mundial. Recorde-se que já em Março, no Dubai, Roger Federer havia sido derrotado por um inspirado Evgeny Donskoy (116.º) em três partidas também. Este registo não deixa de surpreender o mundo do ténis, que conhece Roger Federer pela sua regularidade e pela qualidade que tem vindo a apresentar ao longo de toda a sua carreira, o que faz dele, muito provavelmente, o melhor tenista de sempre. No entanto, tendo em conta a pausa de dois meses que fez no seu calendário para descansar o físico (que ano após ano se vai desgastando, apesar de o campeoníssimo helvético não o fazer parecer), esta derrota deve ser encarada sem pânico, tal como Federer reconhece. “Cometi alguns erros cruciais e não estive tão bem como queria nos momentos importantes. Dá-me mais tempo para preparar Halle. Como otimista é assim que vejo esta derrota.”, disse Federer tranquilamente aos jornalistas.

O suíço irá permanecer em terras germânicas, seguindo agora para Halle, onde irá fazer os últimos preparativos para atacar o seu 8.º título em Wimbledon, sendo por isso previsível que se apresente mais competitivo em campo a partir de segunda-feira. Será Federer capaz de recuperar o seu ténis a tempo do seu Grand Slam favorito?

Foto de Capa: ATP World Tour

Danny e o seu Zenit(e): “Obrigado, lenda!”

Cabeçalho Futebol Internacional

“Zénite”, em linguagem astronómica, significa o ponto mais alto, o ápice, o auge, entre outras sinonímias. Quiseram, nesta ordem de coisas, os desígnios dos caminhos cruzados do futebol que Danny encontrasse, literalmente, no Zenit o seu zénite.

Daniel Miguel Alves Gomes nasceu na Venezuela, mais propriamente na capital, Caracas. Muito novo veio para a Madeira e aí começou a dar os primeiros toques e fez toda a formação. Mais tarde, passa pelo Sporting de 2002 a 2005.

Em 2005, numa altura em que o Dínamo Moscovo fez vários investimentos em Portugal, Danny foi incluído nesse movimento, transferindo-se para o emblema moscovita, onde foi, inclusivamente, premiado como o melhor jogador do clube nesse primeiro ano.

Daí até 2008, que é a data inicial que nos interessa para este artigo, faz uma viagem de mais de 700 quilómetros até ao noroeste russo, numa transferência com valor a fixar-se nos 30 milhões de euros.

Se havia pressão para o luso-venezuelano em virtude dos números que o fizeram assinar pelo clube da segunda maior cidade da Rússia, essa foi logo aliviada no primeiro jogo. E que palco! Stade Louis II. Vitória por 2-1 sobre o Manchester United de Ronaldo, a 29 de agosto de 2008. Danny marcou um golo e foi o melhor em campo nessa Supertaça Europeia.

No sempre necessário parecer da estatística, o internacional português fez 247 jogos e 67 golos pelo, já podemos dizê-lo, “seu” Futebol Clube Zenit.

Anunciada a decisão de o clube não renovar o contrato de Danny, o jogador agradeceu tudo o que o emblema petersburguês lhe deu; já o clube destacou a perseverança do avançado, que, ao serviço do clube, foi operado três vezes ao joelho direito, como foi o caso da rotura de ligamentos cruzados que sofreu há um ano e que o fez parar nove meses, ficando impossibilitado de participar no Euro 2016.

 

Danny jogou 9 anos ao serviço do FC Zenit. Fez 247 jogos, marcou 67 golos e ascendeu ao estatuto de “lenda” para o clube e para os adeptos Fonte: Zenit
Danny jogou nove anos ao serviço do FC Zenit. Fez 247 jogos, marcou 67 golos e ascendeu ao estatuto de “lenda” para o clube e para os adeptos
Fonte: Zenit

Em termos dourados, o capitão conquistou a Supertaça Europeia, em 2008, e, domesticamente, a Liga Russa (2010, 2012 e 2015), a Taça (2010 e 2016) e a Supertaça (2011 e 2016).

No simbolismo numerológico, o número 9 significa completude, o completar de um ciclo. Assim é. Assim foi com Danny.

Amanhã realizar-se-á, às 15 horas russas, uma homenagem oficial de despedida ao capitão. No sítio oficial, o FC Zenit escreveu “Obrigado, lenda!”, anunciando o evento.

Depois da despedida cheia de legado do internacional português Tiago, do Atlético de Madrid, no Estádio Vicente Calderón, é agora, semanas depois, a vez de outro português se despedir dos adeptos de um clube no qual ascendeu ao estatuto de lenda. Afinal de contas, os adeptos são a maior família que um futebolista pode conquistar.

Danny despediu-se da família Zenit e da sua casa, o Estádio Petrovsky.

 Foto de Capa: Instagram de Danny