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Lionel Messi | A última Bola de uma história de Ouro

Agora já é oficial: Lionel Messi foi galardoado com a sua sétima Bola de Ouro, aumentando assim a distância para todos os outros vencedores.

Após o ano atípico de 2020, a premiação do melhor jogador do Mundo voltou em 2021 e logo com a renovação do prémio para Messi, que irá assim completar mais um ano de sucesso e demonstrar que é, e sempre será, um dos maiores jogadores da história.

É claro que a entrega do prémio nunca é consensual e, infelizmente, ainda se olha em demasia para os ídolos e rivalidades, em vez do verdadeiro mérito dos jogadores. Este ano, durante a luta pela atribuição do prémio, Cristiano Ronaldo parece ter estado logo arredado, algo que não satisfez os seus fãs, mas a verdade é que não foi ele o grande rival de Messi.

A meu ver, Lewandowski e Jorginho eram os únicos que ainda poderiam surgir como vencedores. No entanto, esta lista de dois pode ser encurtada para apenas um, pois Jorginho, apesar da conquista da Liga dos Campeões e do Mundial, nunca pareceu ser um dos favoritos para as apostas. Lewandowski era para mim o grande candidato e nunca sentiria que fosse injusto ser ele o vencedor.

Desde a época de 2013/14 só perdeu duas vezes o título de melhor marcador da Liga Alemã e, nas últimas três épocas, venceu sempre, sendo que na última levou um avanço de 13 golos para o segundo. Lewandowski sofre do mesmo que muitos outros jogadores vieram sofrendo até aqui: jogarem na mesma era que Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.

Quanto à vitória de Messi, é tudo menos injusta pois as suas conquistas e os seus números são espetaculares, principalmente vendo as suas prestações individuais que tanto contribuíram para as equipas que representou. Começou o ano de 2021 em Barcelona e quem via aquela equipa a jogar sabia que apenas de Messi poderia depender, pois a nível coletivo pouco dariam.

Ter um jogador como o argentino no plantel é saber que de um momento para o outro o jogo pode virar e esta época tem-se visto quanta falta faz Messi e o seu talento. Mesmo num ano complicado o FC Barcelona conseguiu a conquista da Taça de Espanha e Lionel Messi sagrou-se o melhor marcador da liga espanhola. Contudo, não foi em Espanha nem depois em França que Messi conquistou o seu grande troféu, mas sim no Brasil, com a conquista da tão aguardada Copa América.

O argentino há bastantes anos que tentava a conquista deste título e parecia sempre desesperado, algo que o chegou a levar à renúncia de representar a seleção, mas temos a agradecer a decisão de recuar e continuar a mostrar todo o seu talento com a camisola Albiceleste. A conquista da Copa América foi o culminar de anos seguidos de entrega e empenho pela seleção e não poderia ser num ano mais merecedor.

Podem desprezar a competição e afirmar que possui equipas inferiores às europeias, mas jogos são jogos e não interessa se é contra a Bolívia ou contra o Equador, Lionel Messi quando entrou em campo foi sempre para ganhar e mostrou isso em todos os minutos, chegando a sofrer entradas duríssimas, mas sempre sem querer deixar a seleção argentina sem o seu capitão.

Acabou a competição como o melhor jogador e o melhor marcador, mas para ele não foram os títulos individuais que interessaram, mas sim levantar o majestoso troféu que há muito aguardava. Recentemente, Lionel Messi chegou até a afirmar que lhe interessou mais vencer a Copa América do que vencer a Bola de Ouro, e aí sim vemos a humildade e a vontade que tinha em entregar um título ao povo argentino.

É verdade que o início de época no Paris Saint-Germain FC não tem sido o melhor e parece que está a demorar a começar a carburar, principalmente devido a várias lesões que tem vindo a acumular. No entanto, os seus números individuais no ano civil de 2021 continuam estrondosos, com 51 jogos, 14 assistências e uns incríveis 40 golos.

É claro que a nível de números não foi o seu melhor ano, mas nem só de estatística vive o Futebol e a verdade é que quem vê Lionel Messi em campo percebe o porquê de ser incomparável e considerado o melhor do Mundo.

Com esta conquista da Bola de Ouro, é o culminar de um ano de sonho para Lionel Messi que, assim, aumenta o recorde de vencedor deste prémio para sete, algo que acredito que ninguém pensasse ser possível.

A alegria de ver Lionel Messi a ser galardoado pelo seu talento é algo incomensurável, no entanto não posso deixar de pensar que esta poderá ser a última Bola de Ouro a ser entregue a Messi, o que marca o final de uma era dominada pela rivalidade entre dois dos melhores jogadores de sempre. No entanto, não devo sentir a tristeza por estar a ver chegarem ao final estes anos de ouro e sucesso, mas sim alegria por poder dizer que vi jogar um dos melhores jogadores de sempre.

Lionel Messi

Poderá o CF “Os Belenenses” voltar diretamente à Primeira Liga?

O dilema em torno do CF “Os Belenenses” é praticamente do conhecimento geral. Um dilema que fez com que a relação com a Sociedade Desportiva que ajudou a criar se deteriorasse de tal maneira que levou a que o clube, enquanto associação desportiva, descesse até aos escalões mais baixos do futebol português.

Recentemente, numa das várias ações que envolveram as duas entidades, saiu uma decisão do Tribunal de Relação de Lisboa, no qual deu parecer positivo à alienação da restante participação social que o clube detinha no capital social da SAD, algo que ia contra a vontade dos seus administradores e sócios.

Poderá o CF “Os Belenenses” criar uma nova Sociedade Desportiva? Poderá voltar a participar em competições profissionais? Ocupará o lugar da Belenenses SAD na 1.ª liga?

Deste modo, qual é o resultado prático desta sentença? Poderá o CF “Os Belenenses” criar uma nova Sociedade Desportiva? Poderá voltar a participar em competições profissionais? Ocupará o lugar da Belenenses SAD na 1.ª liga? Todas estas questões são realmente pertinentes e poderão assombrar qualquer pensamento que possamos ter sobre este assunto.

Em primeiro lugar, o facto de ter havido esta quebra de ligação entre o clube e a sociedade desportiva não significa que a Belenenses SAD terminará, uma vez que é legalmente possível que uma sociedade desportiva possa subsistir mesmo que o clube que deu origem a este projeto se tinha desvinculado.

Por isso, respondendo já à última questão, a resposta será negativa, dado que, na altura da constituição da Sociedade Desportiva, neste caso a SAD, o clube fundador transmitiu a título de entrada os seus direitos de participação nas competições profissionais.

Por sua vez, a lei não admite que uma entrada seja anulada ou devolvida, nesta ótica a Belenenses SAD é a legitima detentora deste direito, o que consequentemente quer dizer que “Os Belenenses” não regressarão diretamente ao escalão máximo do futebol português.

Então, qual é a solução? A lei das Sociedades Desportivas obriga a que qualquer clube que queira integrar nas competições profissionais constitui uma Sociedade Desportiva, como indica no seu Art.1.1. E é aqui o ponto chave desta sentença, que permitirá ao CF O Belenenses criar uma nova Sociedade Desportiva, de modo a cumprir os requisitos legais para participar nessas mesmas provas desportivas.

No entanto, ao contrário do que sucedeu na 1.ª vez, aqui a ingressão nas competições profissionais terá de ser pelo seu mérito desportivo. Ou seja, o clube desportivo não poderá transmitir o que não detém na sua esfera jurídica. Assim, terá de ser um regresso gradual de um emblema histórico para o futebol português.

Deste modo, a resposta às duas primeiras questões são ambas positivas, contudo deve-se ter apenas atenção àquela pequena nuance legal.

Porém, apesar desta decisão, esta é uma sentença que ainda é passível de recurso, mecanismo legal que a Belenenses SAD já informou em comunicado que irá aplicar. Pelo que, esta história, apesar de já haver luz ao fundo do túnel, ainda não será desta que terá o seu desfecho final.

Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista: Portugueses mantêm esperanças num pódio

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A primeira edição da Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista começou este mês, com a primeira jornada em Palma de Maiorca, Espanha, e contou com a participação dos atletas portugueses Iúri Leitão e Maria Martins. A segunda jornada também já foi realizada, na Lituânia, com os atletas nacionais a manterem ainda a esperança de um bom resultado final.

Começou um novo capítulo na história do ciclismo, após a criação de uma nova competição denominada de Liga dos Campeões de Ciclismo de Pista, com o intuito de ajudar a dinamizar e elevar o nome da vertente e de aumentar a ligação dos adeptos de ciclismo com a pista. A criação da prova surge através de uma parceria entre a União Ciclista Internacional (UCI), a Discovery e a Eurosport Events.

A organização da competição escolheu 18 corredores de resistência e 18 de velocidade nos setores masculino e feminino. Os ciclistas de resistência correm nas disciplinas de scratch e eliminação e os de velocidade em keirin e velocidade. Os resultados de cada corrida são acumuláveis para um ranking, com as decisões a serem feitas após as cinco jornadas. Todas as jornadas terão o mesmo programa de corrida. No total haverá quatro vencedores finais, dois homens e duas mulheres, que serão os atletas que somaram mais pontos.

A competição fica marcada também pela igualdade na atribuição de prémios, com um conjunto de prémios que ascende a mais de 500.000€. Esta distribuição será feita de forma igualitária, para ambos os ciclistas masculinos e femininas, promovendo a igualdade de género no desporto. Os prémios serão atribuídos consoante as colocações dos atletas, de um a dez, em todas as corridas, com os vencedores a receberem 1000 euros. O vencedor geral de cada categoria receberá 25.000 €.

A Liga dos Campeões é composta por várias jornadas, disputadas em cinco fins de semana, entre novembro e dezembro. Já foram realizadas duas delas, a primeira em Palma de Maiorca, e a segunda corrida na Cido Arena, na Lituânia. A segunda jornada era para ter sido em França, mais propriamente no Velódromo nacional de Saint-Quentin-en-Yvelines, mas a participação teve de ficar adiada para 2022, visto que o recinto se encontra em atividade como um importante centro de vacinação contra a covid-19. Ao todo seriam 6 jornadas.

Em Espanha, Iúri Leitão foi o representante masculino português, e até começou muito bem a sua competição de endurance/resistência, com um segundo lugar na disciplina de Scratch e um quarto lugar em eliminação.

A prova mais longa, a de Scratch, foi encurtada, pois nos Mundiais e nos Europeus costumam ser 60 voltas e passaram para 20 voltas apenas, ou seja, cinco quilómetros. Isto torna a prova mais explosiva e frenética. Não houve fuga que conseguisse dobrar o pelotão. Foi tudo junto para o sprint final, com o português bem colocado, à entrada da última volta, procurando surpreender os seus adversários. Esteve muito perto do triunfo, mas foi ultrapassado mesmo em cima da linha de meta pelo neozelandês Corbin Strong. Iúri Leitão fechou em segundo lugar e o britânico Rhys Britton acabou em terceiro.

Em eliminação, o vianense fez uma corrida muito na parte de trás, onde foi acabando por eliminar vários adversários. Acabou na quarta posição, perdendo apenas para o espanhol Sebastián Mora, o estadunidense Gavin Hoover e para Corbin Strong, que ganhava as duas provas. No somatório final, o português seguia na segunda posição da geral.

A ribatejana Maria Martins representou nas femininas, foi oitava classificada em eliminação e fez 11.º lugar em Scratch, combinando os resultados ficaria na nona posição do ranking. Na corrida de eliminação, a portuguesa até parecia bem e estava bem colocada, mas bastou um deslize para ser eliminada.

A prova foi conquistada pela britânica Katie Archibald, seguida pela neerlandesa Kirsten Wild, e pela norueguesa Anita Yvonne Stenberg. A corrida de Scratch viu uma fuga destacar-se para a vitória, com Maria a não ir além de um 11.º posto. A prova foi ganha pela atleta canadense Maggie Coles-Lyster.

A portuguesa segue no nono lugar do ranking da LC
Fonte: FPC

Na Lituânia, as provas foram um pouco semelhantes em termos de desfecho. A prova de scratch masculino foi, mais uma vez, intensa, com o espanhol Sebastián Mora a triunfar, à frente de Rhys Britton e de Gavin Hoover. Iúri terminou na nona posição. Na prova de eliminação, o ciclista luso esteve quase a ser eliminado logo ao início, mas conseguiu escapar e voltar à corrida, acabando no nono lugar. Sebástian Mora fez a dobradinha, seguido pelo neozelandês Aaron Gate e por Kelland O´Brien da Austrália.

Mora passou para o primeiro posto da geral das provas de endurance/resistência, com 59 pontos, seguido por Corbin Strong, com 57 pontos, e Gavin Hoover com 53. Iúri segue na quarta posição da geral com 44 pontos.

Nesta segunda jornada, a portuguesa Maria Martins tentava defender-se da melhor forma, mas a concorrência estava forte. Na prova de Scratch, Katie Archibald mostrava-se autoritária e vencia à frente de Maggie Coles-Lyster e da japonesa Yumi Kajihara. A portuguesa terminava na oitava posição. Na eliminação, Maria terminou no 11.º lugar, após uma prova menos conseguida. Katie Archibald voltaria a vencer, seguida pela norueguesa Anita Stenberg e pela italiana Silvia Zanardi, que acabaria em terceiro.

No final, após as duas provas, Maria Martins assegurou o seu nono lugar, que já trazia da jornada anterior, com 26 pontos. Katie Archibald continua destacada no primeiro lugar com 73 pontos.

Segue-se uma jornada dupla da Liga dos Campeões, a disputar em Londres, Inglaterra, nos dias 3 e 4 de dezembro. A última etapa desta edição será em Telavive, em Israel, a 11 de dezembro.

Foto de Capa: FPC

Não estraguem o melhor campeonato dos últimos anos | Fórmula 1

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O campeonato do mundo de 2021 tem tido algo que não se via há alguns anos: uma verdadeira luta pelo título entre dois pilotos de equipas diferentes. De um lado Lewis Hamilton, atual campeão do mundo pela Mercedes, do outro Max Verstappen, líder do campeonato pela Red Bull. E a diferença é de apenas oito pontos. Mas tem havido alguns episódios que nos têm impedido de desfrutar ao máximo das lutas em pista…

É de admitir que os comissários desportivos têm tido muito trabalho esta época, com Toto Wolff e Christian Horner, chefes da Mercedes e Red Bull, respetivamente, a meterem-se também ao barulho demasiadas vezes.

Começou logo no Bahrain, com aquela história da ultrapassagem de Max Verstappen feita fora de pista quando Lewis Hamilton tinha saído fora de pista para ganhar tempo várias vezes antes disso. E fomos tendo vários episódios ao longo da época, misturando aquilo que queremos ver (lutas entre carros em pista) com aquilo que dispensamos (más decisões e chefes de equipa a tentarem ganhar vantagem na secretaria).

O primeiro grande momento de tensão surgiu em Inglaterra, mais concretamente em Silverstone, quando Hamilton e Verstappen colidiram, Verstappen ficou fora da corrida, Hamilton ficou com um castigo de dez segundos, mas ainda assim recuperou para ganhar a corrida. Nessa semana, era quase proibido para os adeptos de Fórmula 1 visitar as redes sociais, para bem da sua sanidade mental, face a algumas coisas que eram lá escritas. Wolff e Horner também não ajudaram nada à festa, diga-se…

Depois veio a Bélgica. Em condições impraticáveis para correr (devido à chuva), achou-se por bem fazer duas voltas atrás do safety car e atribuir uma classificação com meios pontos baseada na qualificação do dia anterior, com uma ou outra alteração. Mais uma má decisão que deu azo a mais críticas, que nem se pode dizer que não sejam justificadas.

Seguiu-se Monza, com mais uma colisão em pista entre os candidatos ao título durante a corrida. Desta vez decidiu-se pela penalização a Verstappen, outra decisão com a qual não concordei (à semelhança da de Silverstone, achei incidente de corrida), mas decidiu penalizar-se o neerlandês com três lugares na grelha para a corrida seguinte.

O Brasil foi mesmo o fim de semana com mais casos. Foi detetada uma irregularidade na asa traseira de Hamilton durante a qualificação, após a qual Verstappen foi mexer na asa do Mercedes. As penalizações aplicadas foram as corretas, mas demorou-se uma eternidade para as decisões saírem (desqualificação de Hamilton, multa para Verstappen).

E por fim, no Catar, Verstappen foi penalizado depois de não respeitar bandeiras amarelas na qualificação (situação em que o piloto tem obviamente culpa, apesar da confusão que se gerou pelos sinais que eram mostrados na pista), mas a decisão só foi conhecida uma hora e meia antes da corrida, bem como a penalização a Valtteri Bottas.

Todos estes casos são recordados para dizer que uma luta tão acesa e tão entretida pelo título não merecia tanta inconsistência, tanta trapalhada dos comissários, tanta ‘choraminguice’ dos chefes de equipa e tanta tentativa de ganhar vantagem na secretaria.

A Red Bull chegou a ter o título na mão, Hamilton desafiou as probabilidades em São Paulo, ganhou no Catar e leva agora o ímpeto para as últimas duas provas. E para mim, isto seria suficiente. Por isso, que ganhe o melhor e que não estraguem o belo campeonato que estamos a ter dentro de pista.

Foto de Capa: Formula 1

A G-League vai começar a ser curta para Neemias Queta | NBA

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Com a 39.ª escolha no Draft da NBA de 2021, os Sacramento Kings escolheram Neemias Queta. Com isso, o jogador, natural do Vale da Amoreira, tornou-se o primeiro português a figurar num plantel da liga de basquetebol mais seguida em todo o mundo.

A história, essa, estava feita. Contudo, o sonho de se estrear pelos Kings ainda estava longe de estar realizado. Antes do Draft, o franchise de Sacramento parecia uma boa opção. Várias figuras da posição de poste poderiam sair/não pareciam opções válidas para a organização, pelo que Neemias poderia aproveitar e angariar minutos.

De um momento para o outro, os responsáveis da equipa do estado da Califórnia começaram a encher o plantel de atletas capazes de jogar na posição cinco. Richaun Holmes aceitou renovar contrato, Damian Jones e Chimezie Metu continuaram na rotação e chegaram Alex Len e Tristan Thompson.

Neemias Queta a dar cartas

De antemão, era muito provável que Neemias não fosse escolha regular na “equipa principal”, mas sim na G-League. O próprio assumiu que era uma ótima oportunidade para crescer e demonstrar que merece uma oportunidade no futuro. O contrato de duas vias já garantia o estatuto, mas, cada vez mais, jogar na competição é visto com bons olhos.

A liga de desenvolvimento já deu provas de que é um excelente trampolim para jovens atletas, mas não só. Os protocolos com os franchises garantem que podem ser chamados para jogar ao mais alto nível a qualquer momento. Não existe restrição às mudanças de realidade.

No elevador constante entre ambas as competições, o português ainda não teve a oportunidade de segurar com a mão o andar NBA. Ainda assim, continua a lutar pelo lugar garantido no plantel dos Sacramento Kings e por um contrato mais apetecível. 41% dos jogadores da liga já passaram pela G-League, um número que continua a aumentar.

Em sete partidas realizadas pelos Stockton Kings, até ao momento, Neemias Queta tem médias de 13.7 pontos, 7.7 ressaltos, 0.9 assistências e 2.6 desarmes de lançamento.

A partida frente à filial dos Utah Jazz, os Salt Lake City Stars, foi a mais bem conseguida de todas, com um impressionante registo de sete desarmes de lançamento num jogo.

Além de intimidar na defesa, Neemias também se mostrou destemido no ataque. Aos poucos, com mais confiança e conhecimento dos adversários, é cada vez mais provável que possa dominar em mais encontros.

A trabalhar como tem feito e com os frutos a serem visíveis na quadra, a oportunidade de jogar na NBA fica mais perto de chegar.

Contudo, é preciso perceber que o contexto G-League aparenta ser o melhor caminho, neste momento. Na liga de desenvolvimento, Neemias tem minutos, pode evoluir e aprender com os erros contra defesas bastante mais maduros do que na NCAA.

Como elemento da rotação baixa dos Sacramento Kings e a jogar pouco tempo era difícil ter estas experiências. Neemias Queta tem talento e muita qualidade, motivo pelo qual chegou onde se encontra. O facto de ser escolhido no Draft da NBA foi um feito notável e que orgulhou Portugal.

Agora, é preciso acompanhar o crescimento do português, que é notório a cada jogo que faz, um dia a oportunidade vai chegar.

Foto de capa: Stockton Kings

“Golden Boy” | Os 5 vencedores com mais sucesso na carreira

Já é conhecido o vencedor do prémio “Golden Boy” de 2021. Pedri Gonzalez foi o escolhido e sucede a Haaland na conquista do troféu.

Entregue desde o ano de 2003, o prémio “Golden Boy” é a mais alta das distinções para jogadores até aos 21 anos.

Entregue pelo jornal italiano Tuttosport, existem vários casos de sucesso (até ao nível estratoesférico), mas também tivemos casos de explosão precoce e desaparecimento súbito do panorama mundial, algo que acontece mais para os lados da América do Sul.

Seguem, então, os cinco “Golden Boys” com mais sucesso:

A continuação da história | SL Benfica

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Águias seguem na Europa, na continuação de uma história bonita

A equipa de voleibol do SL Benfica continua a fazer história. Pela segunda vez nas últimas três temporadas, a equipa orientada por Marcel Matz qualificou-se para a Fase de Grupos da CEV Champions, depois de nas pré-eliminatórias de acesso ter eliminado o Bigbank Tartu, o VaLePa Sastamala, da Finlândia, e o Karlovarsko, da República Checa.

A equipa do SL Benfica integra o grupo D da CEV Champions League juntamente com os russos do Zenit de São Petersburgo, os alemães do BR Volleys e os sérvios do Vojvodina Novi Sad.

O SL Benfica fará parte da alta roda do voleibol europeu e terá mais uma oportunidade aa disfrutar da experiência de partilhar a quadra com alguns dos melhores jogadores do mundo.

Irei aqui fazer uma breve análise das equipas que o SL Benfica irá defrontar na Fase de Grupos da competição e falar um pouco daquilo que se pode esperar de cada uma das equipas.

Sporting CP | É preciso comprar, Porr(a)o!

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Há opção de compra ou não, Sporting?

Opção. Para atenuar males maiores e suavizar atitudes que radiquem em terrorismo, seria estupendamente bom que continuassem a existir opção. De todas as estirpes possíveis, para bem de todos.

Opção com alcance de escolha, obviamente. Para bem de todos, volto a frisar. Não queria repetir conceitos ou ideias, mas o primeiro parágrafo requer – sempre – a presença da substância, do sumo, da elementaridade do texto. No fundo, era mais ou menos isto que queria partilhar. Mais coisa, menos coisa.

De. Normalmente, a palavra é tida como uma preposição porque alguém inventor de gramatiquices e políticas análogas assim decidiu. Confesso que nunca fui um fã acérrimo da categoria (porque a mesma integra a pasta do “é-me indiferente”), mas também não me sinto pleno aquando de uma desavença interina e efemerazinha.

Opção de. Diminuta é a quantidade de termos capaz de perpetrar um engate ao conjunto, não acham? Necessita de ser alguém dotado de. Vá, dotado.

Compra. Sem companhia, pode desencadear uma ordem, uma imposição. Os mais frágeis podem ressentir-se. Os mais imbecis, quando não a realizam, lamentam uma vida inteira. “Era aquilo! E agora?”. Assim nascem depressões e outras concavidades mentais. Resistir é pecado, nestas situações. Não vale a pena. Avancemos para a caixa registadora. Serão capazes de ser tão dotados quanto eu?

A questão é a seguinte: quando é que Frederico Varandas aciona a opção de compra de Pedro Porro para o Sporting?

Chamem-me impaciente, chamem à vontade. Não estou minimamente consternado com isso. A Black Friday já passou, o Natal 2021 está aí à porta e Frederico Varandas nem um brinde ofereceu aos adeptos do Sporting?

Pedro Porro Ricardinho Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

“Ah! Mas o Sporting CP venceu o BVB Dortmund, na passada quarta-feira, por 3-1 e garantiu a passagem aos oitavos de final da Champions League, pela segunda vez na história! Isso não pode ser apelidado de brinde aos adeptos?”

Está bem. Eu sempre ouvi dizer que o Sporting CP era um clube que primava a exigência e o trabalho árduo, mas vocês lá sabem. Quando decidirmos mexer um pé, já outros clubes pisaram a linha de meta. Como sempre!

“E os empréstimos obrigacionistas? E o fosso para o FC Porto e SL Benfica? E o dinheiro cai das árvores? Nove milhões por um lateral direito é muito caro!”

Quero lá saber. Eu quero o Pedro Porro em definitivo no Sporting, seja como for. A culpa desta baderna é dos jornais, sabem? Se eles não se pusessem com “desbloqueios” e com “facilitismos”, ninguém se iludia. Agora ninguém me cala. Quero levar o Pedro Porro para casa. Espero que não me obriguem a armar um escândalo…

(Espero, enquanto a leitura destas linhas esteja a ser efetuada, não existir uma alma que se interrogue sobre o porquê de não alistar aqui um conjunto de razões para a permanência em Alvalade. Parece óbvio. Mas vou prevenir-me!)

O mais aguerrido ex-habitante de Don Benito é uma peça fundamental no xadrez do Sporting: vertical quando ataca, violento nos cruzamentos, perspicaz na abordagem defensiva, dono de elevados índices de velocidades e poder de explosão, solidário, ponto socorro do lado direito, exímio batedor de penáltis, assim como exímio batedor de símbolo no peito. Isto dá qualquer coisa como o melhor lateral direito do campeonato português!

A “opção” deixou claramente de existir. Assim como o “de”. Ocupavam tanto espaço, não sei por que motivo se interpelaram…

Muralha Antonio Adán

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Antonio Adán renovou recentemente o seu contrato com o Sporting Clube de Portugal, prolongando o vínculo até 2024, com uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões. O reconhecimento do mérito de um grande guarda-redes, que tem contribuído com boas exibições, para vitórias e títulos.

Antonio Adán fez a sua formação ao serviço do CF Real Madrid, tendo estado ligado ao clube espanhol durante 15 anos. Integrou a equipa principal do Real Madrid durante cinco temporadas, tendo conquistado um campeonato, uma Copa Del Rey e uma Supercopa. Ao serviço dos “blancos” foi a sombra de Iker Casillas, sendo pouco utilizado.

Na temporada 2013/2014, rumou ao Betis, onde viveu o melhor momento da carreira até à sua chegada a Alvalade, assumindo-se como titular nas épocas que se seguiram. No Real Betis disputou 165 jogos, em cinco épocas. Prosseguiu a sua carreira no Atlético – nas últimas duas temporadas – onde conquistou uma Supertaça Europeia, sendo suplente de Jan Oblak.

Antonio Adán é garantia de consistência defensiva

Na última temporada, o Sporting Clube de Portugal sagrou-se campeão e conquistou a Taça da Liga, sendo a defesa com menos golos sofridos da liga portuguesa. Na presente época, a equipa liderada por Ruben Amorim, decorridas onze jornadas volta a ser a defesa menos batida. Aliás neste momento, uma das melhores defesas entre as principais ligas europeias.

Adán
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A consistência defensiva do Sporting, em parte deve-se às boas exibições de Adán. O guarda-redes leonino soma 54 jogos, dos quais 30 sem sofrer golos. Adán é um dos indiscutíveis no habitual onze de Ruben Amorim, sendo um jogador que apresenta enorme rendimento e experiência.

Antonio Adán é forte entre os postes e a sair aos cruzamentos, tendo ainda qualidade a jogar com os pés. Nestas duas temporadas, estas suas características têm valido pontos para o Sporting CP, o que faz de Adán um indiscutível na baliza leonina. Sendo que Adán está a fazer as melhores temporadas da sua carreira de leão ao peito, após passagens pelo Real Madrid, Cagliari, Bétis e Atlético de Madrid.

A renovação de Adán era desejada por Ruben Amorim, pelo guarda-redes e pelos sportinguistas e foi uma importante decisão em termos desportivos. Que possa o número 1 leonino continuar a ajudar o Sporting Clube de Portugal, a conquistar vitórias e títulos.

 

FC Porto 2-1 Vitória SC | Remontada portista no show de Luis Díaz

A CRÓNICA: OS DRAGÕES REAGIRAM BEM AO GOLO SOFRIDO E ACABARAM POR VENCER

Em jogo a contar para a décima segunda jornada do campeonato português, o FC Porto recebeu o Vitória SC, sétimo classificado, no 153.º confronto entre as duas equipas para o principal escalão do futebol português.

Num duelo sempre difícil para as duas equipas, foram os da casa que tiveram a primeira iniciativa de ataque e logo com perigo. Luis Díaz partiu para cima da defesa, deixou para Evanilson que entregou a Otávio, ficando este na cara do guarda-redes. Valeu Rafa, que de carrinho, evitou o primeiro dos azuis e brancos ainda antes do primeiro minuto estar completo.

A segunda oportunidade de grande perigo também pertenceu ao FC Porto, aos 17 minutos, quando Taremi, com um grande passe, descobriu Luis Díaz nas costas da defensiva vitoriana. Na cara de Varela, o colombiano atirou em chapéu, mas a bola passou a rasar o poste da baliza dos forasteiros.

Na resposta, o Vitória SC criou também muito perigo. Rochinha partiu para cima de João Mário, cortou para dentro e atirou para a baliza, valendo Diogo Costa, que, com uma grande defesa, deixou a baliza dos dragões a zeros.

À passagem do minuto 34, o primeiro grande momento do jogo. Zaidu, muito imprudente, chega atrasado e derruba Edwards, fora da área (em primeira instância). Depois do recurso ao VAR, Luís Godinho apontou para a marca dos 11 metros e o mesmo Edwards faz o primeiro para os vitorianos, gelando o Dragão.

Ainda estavam os adeptos vitorianos a festejar quando apareceu a resposta portista. Luis Díaz, com a genialidade a que já nos tem acostumado, tirou um coelho da cartola e proporcionou a todos os presentes o momento do jogo.

Puxou para dentro e rematou cruzado, com muita força, a bola ainda embateu no poste, mas acabou por beijar a rede da baliza defendida por Bruno Varela, restabelecendo a igualdade apenas dois minutos depois do golo da equipa visitante.

Até ao fim da primeira parte, nota para um golo anulado a Taremi por fora-de-jogo e uma grande defesa de Varela, completada por Mumin, após um cabeceamento de Uribe, evitando o golo da reviravolta já na compensação da primeira parte.

A segunda parte iniciou-se com maior domínio do FC Porto, e logo aos sete minutos surge a primeira contrariedade para a equipa vitoriana. Mumin carrega Taremi em falta à entrada da área e é admoestado com o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho, deixando os conquistadores a jogar com dez elementos.

Bastaram mais sete minutos para aparecer o golo da reviravolta. Recuperação de bola a meio-campo, Uribe passa a bola para Luis Diaz, que provoca dentro e solta fora em Otávio. Este joga para dentro onde aparece Evanilson a finalizar com a baliza escancarada. Grande jogada da equipa portista que termina em golo.

O FC Porto foi gerindo o jogo, não dando chances de perigo à equipa vimaranense e ainda criando com vista a aumentar a vantagem. Tentou por Taremi, Zaidu, Vitinha e Corona, mas a bola acabou por não entrar na baliza à guarda de Bruno Varela.

O FC Porto mantém assim a liderança do campeonato, com os mesmos pontos do Sporting CP.

A FIGURA

FC Porto Vitória SC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – Começam a faltar as palavras para descrever o colombiano. Disputa todos os lances como se fossem o último, aliando a isso uma qualidade técnica enormíssima. Está nos dois golos, sendo que o seu golo é o momento da noite, tamanha a espetacularidade do remate. O campeonato português começa a ser demasiado pequeno para ele

O FORA DE JOGO

FC Porto Vitória SC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mumin – Acabou expulso muito cedo no jogo, fruto de dois erros infantis. O primeiro amarelo é de muita imprudência, sendo que é um lance longe de uma zona de possível perigo para a sua baliza. Pedia-se mais.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto alinhou no 4-4-2 habitual, entrando apenas Fábio Cardoso para o lugar do lesionado Pepe, em relação ao jogo em Liverpool.

Num 4-4-2 que vai variando para um 4-3-3, os dragões impuseram um foco no corredor direito aquando em organização ofensiva, insistindo nas combinações entre João Mário e Otávio. Taremi foi trocando bastante com Luis Diaz, insistindo o colombiano em diagonais em zona central, enquanto o iraniano pedia em apoio do lado esquerdo. Os avançados focaram-se mais num apoio curto, deixando a profundidade para os extremos e médios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

João Mário (6)

Mbemba (6)

Fábio Cardoso (6)

Zaidu (5)

Uribe (8)

Sérgio (5)

Ótavio (7)

Luis Díaz (9)

Taremi (7)

Evanilson (7)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (6)

Manafá (5)

Wendell (5)

Corona (5)

Fábio Vieira (-)

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória utilizou o 4-3-3 habitual, que vai alternando entre um pivô defensivo e ofensivo, jogando com Handel por trás dos outros dois médios ou com André Almeida à frente dos outros dois.

Por vezes em processo defensivo, Rochinha juntou à linha defensiva, para conter as incursões ofensivas de João Mário, ficando assim uma linha de 5 por parte do Vitória, entrando Rafa mais dentro.

Ofensivamente, a equipa tentou sair em transições, utilizando Bruno Duarte como pivô, a receber e jogar de frente para alguém lançar os extremos que, bem abertos, faziam movimentos nas costas da defensiva portista.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (6)

André Amaro (5)

Mumin (4)

João Ferreira (5)

Rafa (5)

Handel (5)

André Almeida (5)

Janvier (6)

Edwards (6)

Rochinha (6)

Bruno Duarte (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorge Fernandes (5)

Quaresma (5)

Alfa (6)

Sacko (-)

Lameiras (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível fazer qualquer pergunta ao treinador Sérgio Conceição

Vitória SC

Bola na Rede: Hoje vimos um Vitória um pouco diferente do habitual, a jogar mais em transição, mas com a ideia de jogo a manter-se e o futebol apoiado a continuar bem vincado. Uma das diferenças foi nos extremos, que jogaram mais abertos do que o costume e a jogar muito no limite do fora de jogo, ao invés de procuraram entrelinhas e em zonas interiores. O que é que procurou explorar na equipa do Porto com essa nuance tática?

Pepa: Jogamos em transição, mas o que importa é a forma como o fazemos. Tentamos criar situações de um contra um com os laterais e com as características do Rochinha e do Edwards criar mossa no Porto. Sabíamos que os alas do Porto pressionam muito subidos e podíamos criar perigo naquela zona do campo. Tentamos carregar ali e fizemo-lo com sucesso, talvez até nos tenha faltado mais um bocado de agressividade nesse momento do jogo. O lance do penalti surge desse momento, em que há uma variação de ala para ala e criamos o lance que fazemos o golo.