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Os 5 possíveis sucessores de Lionel Messi saídos de “La Masia”

Era uma vez um menino argentino, de 13 anos, que aterrou em Barcelona, mais propriamente na “La Masia”. O resto da narrativa é a que todos conhecemos, o legado inigualável de Leo Messi. Todas as histórias têm um fim, e esta terminou no mercado de verão. Consumada a saída, tanto Leo Messi e FC Barcelona parecem não se conseguirem refazer da separação e passam ambos por algumas dificuldades.

Os culés tiveram um arranque de época bastante atribulada depois de um mercado muito difícil. Não bastavam as saídas como ainda se agudiza a estabilidade dentro de Camp Nou, com a falta de liderança e um desnorteio muito grande. Com as contas bem complicadas a nível financeiro, a “La Masia” vai ter que ser mais do que nunca um viveiro de talentos para a formação principal blaugrana. Com as devidas diferenças e distâncias, estes são os atuais possíveis sucessores de Messi saídos da “La Masia”, alguns já bem conhecidos.

NFL: Análise da Semana 2 e Antevisão da Semana 3

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Esta semana estamos de regresso com mais um artigo. Numa primeira parte irei fazer uma análise de alguns dos melhores momentos dos jogos desta semana. Irei também revelar alguns rankings dos principais jogadores em destaque, assim como das equipas que estão em melhor forma.

Numa segunda parte, estará uma previsão sobre a próxima semana da época. Vou fazer um destaque dos principais jogos que devem acompanhar, assim como das histórias e figuras em cada partida.

Ao longo do ano, tentarei apostar no vencedor de cada jogo, mantendo o registo do recorde para vermos como irei lidar com a imprevisibilidade desta liga que tanto nos atrai.

Recorde de previsões: 18–14 (Recorde Semana 2: 11–5).

Foto de capa: Baltimore Ravens

Guia LPB: CAB Madeira #7

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

Hoje, caro leitor, viajamos até à ilha da Madeira. Venha daí!

Foto de capa: FPB

A Morte do NXT | WWE

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O NXT 2.0 marca uma nova vida para a marca de desenvolvimento da WWE: Triple H não está comando, mas sim Vince McMahon, a arena mudou, o logotipo mudou, toda a apresentação mudou. Isto é algo completamento novo e que não mantém praticamente nada similar em relação ao NXT que apaixonou o mundo do wrestling e da WWE.

Esta mudança já era há muito esperada: o AEW Dynamite (que até já compete com as audiências televisivas do RAW) trucidou o NXT nas audiências, obrigando a que a WWE alterasse o dia da sua transmissão.

A liderança de Vince McMahon fez-se logo sentir na primeira edição deste evento: o NXT 2.0, no passado dia 14 de setembro.

Assistimos a uma série de combates básicos, que não foram maus, mas estiveram longe de deslumbrar. Vimos também muitos homens recheados de músculos e de inexperiência em ringue – no fundo, o NXT 2.0 é uma verdadeira marca de desenvolvimento.

O problema, na minha opinião, é que se todos os lutadores serão “desenvolvidos” da mesma maneira, e como tal, perder-se-ão as suas individualidades, aquilo que os poderia destacar.

De resto, a próxima estrela do NXT 2.0 já está mais do que escolhida: Bron Breakker. O filho de Rick Steiner e sobrinho de Scott Steiner é visto com muitos bons olhos por Vince McMahon: Breakker venceu o primeiro combate de sempre no novo NXT, já está a ombrear com o Campeão, Tommaso Ciampa, e até a sua roupa tem o mesmo padrão de cores do novo logotipo da marca.

Fonte: WWE

Legenda: Bron Breakker deverá ser a principal estrela do NXT 2.0.

Nesta nova era, não só do NXT como também da WWE, certamente vamos ver menos Campeões do NXT a serem totalmente desperdiçados no main-roster.

A pessoa que agora escolhe os campeões do NXT é a mesma que coordena o main-roster: Vince McMahon. Ou seja, assim que certo ex-campeão do NXT chegar ao Raw ou ao SmckDown, já terá sido aprovado pelo “patrão”.

E já na última semana surgiram relatos de que Vince McMahon pretenderá “arriscar mais” com a programação do NXT; tal poderá significar que teremos um conteúdo mais sexualizado e propositadamente provocador.

Tal, só o futuro dirá, mas uma coisa é certa: o NXT que esgotou arenas por vários países, que criou alguns dos combates e histórias mais memoráveis da história do wrestling e que lançou tantos lutadores para o estrelato, já morreu.

No seu lugar, temos este NXT 2.0 que, para mim, parece ser mais um programa desinteressante, e que não chegará perto do nível da marca outrora liderada por Triple H.

Foto de capa: WWE

FC Famalicão 5-0 FC Penafiel: Um empurrão a sério para ganhar moral

A CRÓNICA: AS VERTENTES DO SONHO FAMALICENSE E PESADELO PENAFIDELENSE

Foi o jogo inaugural da fase de grupos do Grupo B da Taça da Liga. Numa coletiva que também junta o Sporting CP, o FC Famalicão e o FC Penafiel foram os primeiros a defrontar-se nesta fase da competição.

Sem deixar respirar, foi o FC Famalicão a criar a primeira grande situação de perigo. Com uma jogada efetuada somente pela lateral até chegar perto da grande área do FC Penafiel, valeu aos visitantes a força a mais com que David Tavares rematou a bola.

A equipa famalicense continuou a pressionar os comandados de Pedro Ribeiro que pareciam não aplicar perigo. Pareciam apenas. Aos 17 minutos, surgiu a grande oportunidade do FC Penafiel para inaugurar o marcador. O esférico embateu com enorme estrondo na trave da baliza, depois de uma defesa de Dalberson que poderia ter prejudicado o FC Famalicão. Ronaldo este a milímetros de concretizar o 1-0 a favor dos visitantes.

O jogo estava vivo, com ambas as equipas a sentirem-se ameaçadas uma pela outra. Em jeito de resposta, David Tavares voltou a tentar a sua sorte, mas um dos centrais penafidelenses estava no sítio certo à hora certa de modo a cortar a bola e desviá-la para a linha final. Mais uma vez, passou o perigo para o FC Penafiel.

O caudal ofensivo cedo se concretizou e com toque de classe. Ivo Rodrigues recebeu a bola de Iván Jaime, cruzou para o meio da área e o esférico acabou no fundo das redes da baliza de Filipe. Aos 36 minutos, o FC Famalicão vencia por 1-0. E, sem grandes festejos, os famalicenses queriam avançar para o segundo golo, mas o poste da baliza do FC Penafiel não permitiu a Ivo Rodrigues o bis na partida.

Começou a segunda parte do encontro e não demonstrava um grande nível de futebol praticado. Com faltas “aqui e ali”, o jogo só arrancou, definitivamente, aos 57 minutos, naquela que foi a primeira jogada corrida dos segundos 45 minutos. O FC Famalicão aplicou o seu poderio ofensivo e Simon Banza rematou de forma indefensável para o segundo golo dos comandados de Ivo Vieira.

O FC Penafiel e o técnico Pedro Ribeiro viram a sua vida ainda mais dificultada após a expulsão de Leandro, poucos segundos depois de sofrer o segundo golo. Se a vida já estava complicada, ainda mais se tornaria.

Já dizia o ditado “bem dito, bem feito”. Foram precisos mais dez minutos para os famalicenses abrirem uma maior vantagem, com Pedro Marques a inserir o seu nome na lista de marcadores. Lia-se um 3-0 no resultado, depois de uma panóplia de oportunidades desperdiçadas durante a primeira parte.

O festival de golos continuava no Estádio Municipal 22 de Junho. O árbitro David Silva apontou para a marca dos onze metros a favor do FC Famalicão e Ivo Rodrigues, depois de efetuar a famosa “paradinha”, rematou para o lado oposto para o qual o guarda-redes Filipe se atirou.

Para fechar da melhor forma para a equipa da casa e para acabar com o pesadelo vivido pelo FC Penafiel, Pedro Marques concretizou o quinto golo para o FC Famalicão. Mais uma vez, demorou, mas, quando foi para ser, foi mesmo. E o FC Famalicão começou esta fase de grupos da Taça da Liga da melhor forma com uma goleada e uma possível injeção de moral, enquanto o FC Penafiel volta a casa com uma derrota bastante pesada na competição.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Iván Jaime (FC Famalicão) – Também outros jogadores poderiam ser eleitos como figura, mas se houve alguém que levou para frente e construiu o jogo do FC Famalicão foi Iván Jaime. Sempre ligado ao jogo e com “dedo” nos lances ofensivos mais perigosos da equipa famalicense, o espanhol de 20 anos vai marcando a diferença.

 

O FORA DE JOGO

Leandro (FC Penafiel) – Com o resultado a alargar a favor do FC Famalicão, Leandro acabou por dificultar ainda mais a vida do FC Penafiel. Poucos segundos após sofrer o segundo golo, Leandro efetua uma falta que acabou por prejudicar o coletivo, tendo sido admoestado com cartão vermelho direto.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira voltou a fazer a equipa alinhar num 4-2-3-1, com Pickel e David Tavares no setor mais recuado do meio-campo. Dalberson voltou à defesa da baliza, com a grande novidade a ser De la Fuente no onze inicial. Bruno Rodrigues também foi escolhido para titular, rendendo Marcos Paulo. A frente de ataque voltou a ser assegurada por Banza.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dalberson (6)

Alex Nascimento (6)

Alexandre Penetra (6)

Adrián Marín (6)

Pickel (6)

Ivo Rodrigues (7)

Iván Jaime (7)

Bruno Rodrigues (7)

David Tavares (6)

De la Fuente (6)

Banza (7)

SUBS UTILIZADOS 

Pedro Marques (7)

Marcos Paulo (5)

Pêpê Rodrigues (6)

Pedro Brazão (5)

Batubinsika (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

Com algumas alterações face ao onze inicial apresentado no seu último jogo, o FC Penafiel de Pedro manteve o 3-4-3 comum, moldável num 5-4-1 aquando dos momentos defensivos.

Filipe assumiu a guarda entre postes, com Silvério, Capela e Leandro na linha defensiva. Num meio-campo composto por quatro jogadores, João Amorim e David Caiado ficaram na zona central do terreno, com Edson Farias e Simão a construir pelas alas.

No último setor do terreno, Robinho e Édi Semedo ficaram encarregues de servir o ponta de lança de serviço: Ronaldo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Filipe (5)

Silvério (5)

Leandro (3)

David Caiado (5)

Ronaldo (5)

Edson Farias (6)

Capela (5)

Simão (6)

João Amorim (5)

Robinho (5)

Édi Semedo (6) 

SUBS UTILIZADOS

 Roberto (5)

Rui Pedro (6)

Feliz (5)

Pedro Prazeres (5)

Vitinha (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Foi um jogo bem conseguido por parte do FC Famalicão, com o onze titular que escolheu a ser capaz de levar o jogo para a frente. Sendo assim, as substituições que efetuou depois de já estar a vencer foram apenas por gestão ou existia algum objetivo em concreto? Pergunto também se este resultado foi a “injeção de moral” que a sua equipa precisava?

Ivo Vieira: A equipa teve um bom desempenho perante um adversário que nos ia dificultar. Acho que os jogadores interpretaram bem. Na primeira parte houve algum equilíbrio, mas o golo libertou-nos. Isto pode fazer a equipa crescer. As substituições estiveram ligadas às oportunidades e ao momento do jogo. Muitas vezes, na dificuldade, as coisas não acontecem, mas, hoje, ressalvo também os adeptos que aqui estiveram e nos apoiaram. É para eles que jogamos, trabalhamos e queremos ganhar.

 

FC Penafiel

BnR: Acredita que, para além da expulsão, a nítida falta de eficácia demonstrada durante a primeira parte dificultou o restante do encontro e os planos que trazia para os jogadores colocarem em prática para “derrubar” o FC Famalicão?

Pedro Ribeiro: Sim. Futebol é golos, é aproveitar as oportunidades que criamos e materializar em golos. A primeira parte e oportunidade de golo é nossa e [o lance] do Edson, por infelicidade, a bola bateu na barra e veio para trás. E o Famalicão, na primeira vez, que tem um lance com perigo faz golo. A eficácia prejudicou, naturalmente, o que tínhamos planeado. Estávamos a dominar o FC Famalicão. Estávamos a pressionar a não deixar ter bola. Estivemos muito bem organizados, jogámos bem com bola, chegámos lá, criámos uma oportunidade de golo flagrante e teria sido justo esse golo acontecer. Nisto, a eficácia do FC Famalicão fez-nos ficar atrás, mas continuar. A história do jogo muda na expulsão e, a partir daí, as coisas ficam muito difíceis.

Luis Díaz: És o melhor a jogar por cá! | FC Porto

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Irreverência, técnica e uma ousadia mágica que deixa os adversários perdidos em campo, este é Luis Díaz, o franzino colombiano que chegou à invicta após um negócio completamente falhado por parte da direção portista.

Esta pode ser, muito bem, a melhor ação de defeso que o FC Porto realizou nos últimos tempos. Dá, assim, continuidade às ótimas operações do dragão na Colômbia.

O jogador vem de um momento de forma incrível, já na Copa América o extremo começou a despontar gestos de genialidade que aumentavam exponencialmente as expectativas para aquilo que poderia fazer nos campos portugueses.

E não desiludiu. Na pré-época pareceu um pouco “tímido”, mas, assim que começou o campeonato, o entusiasmo tomou conta das pernas do colombiano e magia vem sendo somada ao talento que sempre teve, faz da ala esquerda do ataque portista a sua casa.

Luis Díaz FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Que grande arranque do campeonato, é claramente o jogador “mais” do plantel portista, quando a bola lhe chega aos pés é visível que o perigo vai chegar à área adversária. A sua técnica permite esconder a bola do adversário e este novo faro de golo tornam-no num jogador letal.

Porém, sofre de algo que não tem remédio para os defesas adversários, o “Sindrome de Robben”, caracterizado como o movimento feito da ala para o interior que acaba com um remate tenso à baliza, tem grande uma taxa de sucesso para o jogador que sofre desta “doença”.

Luis Díaz parece estar a aperfeiçoar a cada vez mais este movimento que lhe tem garantido alguns golos.

Esta é a época de afirmação daquele que é, pelo menos até ao momento, o melhor jogador a atuar em Portugal. Além de ser, claramente, o elemento que mais desequilibra em terras lusas não parece que esta evolução seja, de alguma maneira, limitada.

Vem evoluindo a olhos vistos a cada jogo que realiza. É impressionante a maneira como não se esconde do jogo e consegue, ainda, oferecer apoios ao momento defensivo.

Não temos uma bola para prever o futuro, mas é possível afirmar vivamente que Luis Díaz trará muitas felicidades à massa adepta e está a plantar um futuro brilhante no futebol. Com estas exibições não devem faltar curiosos à espreita do que é capaz de criar em campo e aquilo que poderá adicionar às suas equipas.

A dança dos cacifos

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Por detrás de uma transferência e consequente apresentação oficial com o cachecol e a nova camisola, há inúmeros contactos prévios entre aqueles que aparecem na fotografia para a posteridade, assim como muitos entre os envolvidos que fazem parte dessa movimentação.

Quando se fecha a janela de transferências, termina a corrente de ar entre o balneário dos jogadores, a equipa técnica e os escritórios dos responsáveis dos clubes cujas decisões diariamente afectam o processo de treino, pois, da mesma forma que os jogos começam bem antes do apito inicial e terminam para lá do trancar das portas do estádio, tudo influencia o quotidiano de uma equipa de futebol.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O efeito dominó do entra-e-sai de atletas que tanto empolga mediaticamente tem efeitos opostos de interesse, pois os treinadores pretendem o mais rapidamente começar a implementar as suas ideias de jogo e treino com a tranquilidade de saberem que ninguém abandona o seu cacifo. Assumem o compromisso de corpo e alma sem estarem permanentemente com o desejo de se transferir e, dessa forma, nem sempre colocarem o pé nos duelos, além de terem a atitude mental desejada que não se pode medir, nem pesar, mas é bem evidente nos 90 minutos de competição.

São comissões que causam comichões, pois o custo zero por vezes é muito dispendioso; como afirmou Scolari, “jogador ruim é que é caro”. Naturalmente que, fora uma percentagem mínima de clubes a nível mundial, os demais estão “obrigados” a vender para (sobre)viver e assim há pouca vontade de encerrar o período de transferências antes do início das respectivas competições, pois além de maquilhar alguns erros da composição inicial do plantel e lesões seriam as únicas excepções, com foco nos guarda-redes, pois não há adaptação possível, no terreno muitos beneficiariam dessa alteração, mas outros valores se levantam.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Apesar de a qualidade acelerar adaptação, treinar, rotinar e olear as transições para jogar, para vencer, são tarefas árdua para qualquer treinador, seja qual for a divisão, e daí a grande maioria procurar jogadores com quem já trabalhou, sem esquecer que, mais do que os vídeos, o cartão de visita dos atletas é muito aquilo que os ex-colegas e treinadores falam deles, para além das capacidades técnicas e tácticas.

É importante manter presente, porém, que o perfil de contratação além do scouting pode (e deve) ser feito em função do projecto a curto, médio e longo prazo pelos clubes, algo que por vezes nem no papel existe. O reforço, por muita qualidade que tenha, pode nem sempre ser benéfico com a instabilidade que pode trazer, ao nível da titularidade, dos minutos e da influência, desaguando sempre no momento das convocatórias.

Todo este processo mexe (e de que maneira!) com o balneário, pois o futebol é feito e jogado por seres humanos e não por craques de consola, seres humanos esses que têm famílias cuja mudança de país implica alterações que influenciam o rendimento de qualquer atleta. Tal como todos os que os rodeiam diariamente, desde amigos a agentes, e por tudo isto que mencionei, aquele que na teoria seria ou é uma mais valia, no final, mais valia não ter vindo.

Artigo de opinião de Óscar Botelho,
comentador de futebol


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O futuro de Kevin Love | NBA

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Kevin Love nunca conheceu uma curta estadia num franchise da NBA. Foi escolhido pelos Memphis Grizzlies, em 2008, com a quinta escolha, mas foi prontamente enviado para os Minnesota Timberwolves. Pelos Wolves, foi três vezes All Star em seis anos, mas a qualidade da equipa esteve sempre aquém do talento do jogador.

Entretanto, depois de uma trade finalizada entre os lobos e os Cavaliers, Love fez as malas e aterrou em Cleveland. Os Cavaleiros de Ohio enviaram um jovem Andrew Wiggins, a primeira escolha do Draft de 2014, para os Timberwolves. Poucos meses após o regresso de LeBron James a “casa”, já se sentia a influência de The King para formar o melhor plantel possível.

Assim, os Cavs garantiram uma das maiores estrelas em ascensão da liga. Sendo um caso de bom jogador numa má equipa, os dirigentes tentaram todos lançar o isco para aproveitar os melhores anos da carreira do atleta. Logo no primeiro ano da nova era dos Cavaliers (2014/15), fizeram uma viagem até à final, onde perderam frente aos Golden State Warriors.

Na temporada seguinte, chegou o tão desejado anel a Cleveland. Na célebre reviravolta de 3-1, favorável aos Golden State Warriors, para o 3-4, favorável aos Cavs, Kevin Love conquistou o primeiro título da carreira. Entretanto, depois de duas finais perdidas, o plantel foi desmoronando.

LeBron James partiu para Los Angeles, para jogar nos Lakers e Kyrie Irving seguiu para os Boston Celtics. Do trio que tantas alegrias deu aos adeptos, restou Kevin Love, que foi a pedra basilar da nova fase do projeto dos Cavaliers. Com sete presenças no All Star Game garantidas, era fundamental começar o rebuild com um exemplo para os novos jogadores.

Chegaram talentos provenientes do Draft, como foi o caso de Collin Sexton e Darius Garland, mas era difícil retirar os Cavs da fase menos vencedora da última década. Além disso, as lesões começaram a surgir com demasiada facilidade. O que nunca tinha sido um problema, estava a tornar-se regular.

Num artigo assinado por Love ao portal Players’ Tribune, o jogador explicou que esteve e continua a lutar contra a Depressão e a Ansiedade. O testemunho corajoso foi importante para que os adeptos percebessem que os basquetebolistas não são máquinas e que nem sempre pode correr tudo bem.

Durante os últimos anos, não faltaram rumores quanto a uma troca que envolva a saída do jogador dos Cavaliers. Com o passar dos anos e com as lesões a perturbar o rendimento de Kevin Love, fica cada vez mais complicado tentar garantir boas peças para garantir um jogador ou escolhas valiosas nos próximos Draft’s.

A juntar aos fatores desportivos, adiciona-se o salário altíssimo do atleta. Depois da saída de LeBron James, Love estendeu um contrato (120 milhões de dólares/4 épocas) que poucas equipas estão dispostas a suportar. Para além disso, a chegada de Lauri Markkanen e a escolha de Evan Mobley no último Draft também fecham portas.

O buyout, ou seja, a rescisão de contrato e consequente dispensa, já foi retirada de cima da mesa. Devido à situação complicada de Ben Simmons com os Philadephia 76ers, a inclusão de Kevin Love no negócio também foi equacionada. No entanto, o futuro do jogador é uma incógnita.

O futuro de Kevin Love parece passar bem longe de Cleveland, mas a chegada ao próximo destino é sinuosa. O tempo é inimigo do atleta, porque a idade e o historial de lesões podem comprometer o plano para as últimas temporadas ao mais alto nível. A NBA está quase a começar, mas ainda existem muitos dossiês a fechar.

Foto de Capa: NBA

SL Benfica | Os 5 melhores laterais direitos da história encarnada

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Numa época de caricato planeamento quanto às laterais – de seis elementos disponíveis para as faixas, quatro jogam preferencialmente no lado direito, enquanto que um dos dois na canhota não é sequer de origem – o SL Benfica vê-se apetrechado em qualidade e abundância, ainda que o desequilíbrio seja notório. Quanto mais Gil Dias der provas de que ‘’não serve” para Jorge Jesus, mais problemática será uma eventual ausência de Grimaldo.

Mas à destra, opções bastantes e muito válidas. Se André Almeida recuperou da tormentosa lesão que o apoquentou no último ano, vê-se agora no fundo da hierarquia. Diogo Gonçalves teria em 2021-22 a temporada de afirmação, não fosse a subida de forma de Gilberto ou a contratação sonante de Valentino Lázaro.

Ardente luta se travará pela titularidade, exigindo de cada um rendimento máximo – é de saudar a concorrência, ainda que seja contranatura a aglomeração de tanta solução para um posto só. Dores de cabeça para Jesus.

Numa tentativa de enquadrar historicamente e contextualizar as passadas apostas encarnadas para aquela ala, decidimos eleger os cinco mais destacados laterais-direitos do percurso benfiquista – cronologicamente e tendo em conta a sua importância a curto, médio e longo prazo, dentro e fora dos relvados.

Muitos nomes merecedores de referência ficam injustamente de fora por impossibilidade matemática. José Rosa Rodrigues, por exemplo, o primeiro ala direito de águia ao peito: entrou como titular no primeiro jogo oficial de sempre, como right-back – como se chamava à altura quem preenchia aquele lado no 2-3-5 ou WM coevo.

Ou Ralph Baião, outro bom exemplo, ainda que este se destaque por razões mais inóspitas – a sua excentricidade foi um marco no campo mediático do futebol português dos anos 20, fosse pela sua fama enquanto bom vivant, ou ela utilização de uma boina basca sempre que entrava em campo. Foi com uma txapela à cabeça que ajudou a vencer três Campeonatos de Portugal e um Campeonato de Lisboa, em oito anos (1925-33) como soldado do exército rubro.

Não tem a boina do Ralph, mas Diogo Gonçalves tem dado boa conta da lateral direita do SL Benfica
Não tem a boina do Ralph, mas Diogo Gonçalves tem dado boa conta da lateral direita do SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

De Jacinto, nos anos 40, a Cavém – que apesar de ser o melhor polivalente de sempre do nosso futebol, cumprindo com mestria todas as tarefas dentro do retângulo, iniciou duas finais das Taças dos Clubes Campeões Europeus (vs AC e Inter de Milão, 1963 e ‘65 respetivamente) como titular da posição, consolidando-se aí no final de carreira.

Na passagem à década de 70, há a reter Malta da Silva – titular nos invencíveis de 1972-73 – ou Artur Correia, o Ruço, velocista que terminou carreira na Luz de costas voltadas com o clube, mas que marcou uma era enquanto fomentador de um novo estilo de lateral.

Foi o primeiro ala moderno do futebol português ou, pelo menos, o primeiro disposto a desbravar todo o corredor num vaivém constante. Stefan Kovacs, o reputado treinador do FC Ajax tricampeão europeu (substituto de Michels, aquando da saída deste para FC Barcelona) disse sobre ele, em 1972: “Provavelmente, o melhor da Europa”…

Mais tarde, Miguel deixou marca num SL Benfica em reconstrução. Essencial na Taça de 2004 e no campeonato de 2005, só a sua saída apressada para Espanha impediu maiores feitos pelo clube. E, por fim, André Almeida e Nélson Semedo, um pela longevidade e outro pela qualidade.

Ligas Europeias | Os destaques do fim de semana nos 5 principais campeonatos

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Gostos discutem-se, mas não se julgam. Esta é uma das velhas máximas pelas quais me guio, e que tanto jeito me dá para evitar as entradas a pés juntos dos amigos que me acusam de não acompanhar o futebol nacional.

Por muito que até veja alguma coisa, a verdade é que têm razão no que dizem. No entanto, a razão pouco importa quando comparada ao bendito tempo que a vida gentilmente nos dá, e esse deve (obrigatoriamente!) ser usado para se fazer o que mais se gosta.

Sendo assim, e já que o que gosto mesmo é de futebol internacional, permitam-me que partilhe convosco aqueles que considerei os destaques da jornada nas principais ligas europeias.