Com a Liga Portuguesa de Basquetebolcada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.
Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.
Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.
Hoje, caro leitor, levamos até o seu ecrã a garra vitoriana. Venha daí!
A CRÓNICA: QUALIDADE NO REMATE FINAL FOI O DETALHE PRINCIPAL NO RESULTADO FINAL
A partida começou em ritmo alto, com ambas as equipas a utilizarem os seus estilos de jogo distintos. O Vitória SC começou com a posse da bola, à procura de espaços pelo meio do campo. Já o SC Covilhã apostou nos lançamentos a distâncias, dificultando o jogo alto da defesa dos visitantes.
Como resultado, logo aos sete minutos, numa grande jogada do australiano Ryan Teague, o médio jogou a bola entre os defensores para encontrar Arnold livre pelo lado direito de ataque. Entretanto, o jogador do Covilhã, que tinha apenas o guarda-redes na sua frente, pecou na qualidade e jogou a bola para fora de jogo.
Depois da pressão inicial dos mandantes, o Vitória continuou com a maior posse da bola. Assim, conseguiu produzir triangulações e viradas de jogos que resultaram, em algumas oportunidades, contra a baliza de Léo Navacchio.
Há algumas regras implícitas no futebol, e uma delas é a famosa frase: quem não faz, leva. Assim, aos 24 minutos de jogo, Rochinha cobra o tiro de canto com carinho e precisão em direção a Janvier. O francês rematou com perfeição diretamente para o fundo das redes de Léo Navacchio, que nada pôde fazer.
Após o golo, os Conquistadores ampliaram a vantagem no jogo. Depois de uma grande triangulação pelo lado direito, João Ferreira jogou para o coração da área, mas a bola sobrou livre para Janvier, que totalmente sozinho teve a calma e precisão para rematar no ângulo direito do guarda-redes adversário. Assim, as expectativas criadas no início pelo Covilhã foram derrubadas.
O segundo tempo apresentou um ímpeto melhor dos donos da casa. A conversa no intervalo com o técnico Wender deu à equipa empenho e dedicação, perdidos após sofrer o segundo golo. Mesmo assim, pequenos erros e decisões tomadas de maneira errada no último terço do campo impediram qualquer situação de golo para o Covilhã.
Os Leões da Serra conseguiram, através da cabeçada de Jô, ameaçar uma única vez a meta de Varela na segunda etapa. No entanto, as emoções acabaram por aí, assim que o juiz apitou o final do jogo, na Covilhã. Deste modo, o Vitória conquista os primeiros três pontos do grupo A, enquanto os derrotados somam quatro jogos sem vencer, entre a Segunda Liga e a Taça da liga.
— Vitória Sport Clube (@VitoriaSC1922) June 18, 2020
Nicolas Janvier – O francês apareceu muito voluntarioso pelo lado esquerdo de campo. Ajudando na criação e dando velocidade ao jogo com a posse da bola, sentindo-se o dono da partida. O inteligente posicionamento no ataque, e a qualidade no remate fizeram com que este jogador marcasse em duas oportunidades.
O FORA DE JOGO
SC Covilhã anuncia a contratação de Arnold Issoko.
Na última temporada, o extremo de 29 anos vestiu a camisola do CD Cova da Piedade. pic.twitter.com/kl18oq4byF
— Diário de Transferências (@DTransferencias) July 30, 2021
Arnold Issoko – Futebol é detalhe, e o detalhe pode envolver grandes consequências. Deste modo, através dos pés de Arnold Issoko, o SC Covilhã teve a oportunidade de mudar o estigma da partida. Com a oportunidade perfeita de deixar a sua equipa à frente no resultado, rematou para fora de jogo, sendo qualquer erro é fatal contra uma equipa equivalente ao porte do Vitória SC.
ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ
O técnico brasileiro Wender Said manteve a formatação em 4-4-2 que o Covilhã utilizou durante a Segunda Liga. No entanto, a entrada do camaronês Frank Angong como médio defensivo foi a grande novidade por parte dos Leões da Serra. De resto, os mesmos nomes que já são recorrentes na campanha da Segunda Liga. Na segunda etapa, as substituições serviram para renovar o fôlego e o preparo físico da equipa.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo Navacchio (6)
Jean Felipe (6)
André Almeida (5)
Heliton Titão (6)
Davis Santos (5)
Ryan Teague (6)
Frank Angong (5)
Arnold (3)
Ahmed Isaiah (4)
David Silva (4)
Jô (4)
SUBS UTILIZADOS
Tiago (5)
Joel Vital (5)
Diogo Almeida (5)
Medeiros (-)
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
O treinador dos Conquistadores utilizou a estreia da Taça da Liga como lugar para testes no seu usual 4-3-3. A saber, apenas Alfa é o único jogador que participou da rodada passada pela primeira liga. De resto, peças de reposição e jogadores considerados reservas foram os escolhidos como os iniciais. Durante o jogo na Covilhã, as triangulações puxadas por Nico Janvier deram velocidade e mobilidade ao jogo dos visitantes. No segundo tempo, as substituições mantiveram o painel tático inicial.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Varela (5)
João Ferreira (7)
Amaro (5)
Borevkovic (5)
Helder Sá (6)
Alfa (6)
André Almeida (6)
Nicolas Janvier (8)
Ruben Lameiras (6)
Rochinha (7)
Bruno Duarte (6)
SUBS UTILIZADOS
Estupinan (5)
André André (5)
Gui (5)
Silvio (5)
Édi Semedo (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC COVILHÃ
BnR: Qual o desafio de preparação mental para evitar o abalo, por conta da falta de golos e vitórias? Isto porque o próprio técnico disse que o desempenho está no caminho certo, mas os jogadores podem não perceber esta ideia. Como transmitir este pensamento aos jogadores?
Wender Said: É acreditar no processo e continuar trabalhando. Ter noção daquilo que nós propusemos no início da época. Nós somos uma equipa cujo grande pensamento é fazer um campeonato muito tranquilo na nossa divisão. Dentro deste campeonato tranquilo, é realizar o maior número de pontos. Naturalmente, a equipa está em “construção”, mas sempre com um propósito positivo de propor o jogo e valorizar os jogadores. E acho que isto vem sendo feito. Nós somos um dos orçamentos mais baixos da segunda liga, e isto não nos tira a qualidade, nem a ambição.
VITÓRIA SC
BnR: Qual a importância desta vitória na demonstração de força do plantel?
Pepa: Sem querer individualizar as exibições, já me disseram, à tempos, que estas dores de cabeças (num bom plantel) são boas. E a resposta foi brutal. Foi de personalidade, qualidade. Dizer: olha, estou aqui e quero jogar. A exibição foi boa, compacta e séria. É uma prova da profundidade que temos dentro da equipa e isso é bom, pois precisamos de todos.
Evanilson chegou na época passada ao FC Porto catalogado como uma das boas promessas do futebol brasileiro. Para todos aqueles que também já o catalogam de “flop” deixem-me dizer-vos: creio que estão errados. Evanilson ainda vai mais do que a tempo de provar o seu real valor.
Evanilson está a passar por um processo que alguns suplentes do FC Porto da “era Conceição” vão passando. O treinador portista, como todos os técnicos a este nível, tem alguns defeitos, mas o histórico recente de aproveitamento de suplentes é uma tendência que deve ser interpretada como uma qualidade.
Mbemba, Sérgio Oliveira, Grujic, Luis Díaz ou até o próprio Otávio são bons exemplos de jogadores que passaram, pelo menos, uma época “na sombra” e que, depois da venda de titulares, mostraram-se à altura dos antecessores.
Isto é “trabalho de casa”. Identifico esta tendência como uma qualidade porque, sendo o FC Porto um clube vendedor ou, melhor dizendo, um clube que perde titulares todos os anos, a capacidade de “descobrir” reforços internos dispensa, muitas vezes, idas desesperadas ao mercado.
Os jogadores do FC Porto, sendo verdadeiramente opções, estão prontos para despir o fato de treino e ir a jogo. A metáfora da substituição assenta como uma luva a este FC Porto: sai Herrera, entra Sérgio Oliveira, sai Militão, entra Mbemba, sai Marega, entra Toni Martinez… Então e quem sai para entrar Evanilson?
92′ EVANILSON!!!!
Cruzamento de Sérgio Oliveira e desvio em voo de Evanilson para o terceiro
Estou convencido que, dada a qualidade do jogador, Taremi ainda vai a tempo de dar um salto competitivo na sua carreira. Creio que, nessa altura, Evanilson afirmar-se-á como titular.
O ponta-de-lança brasileiro tem até espaço para, esta época, ser mais influente do que na época passada, porque saiu Marega e nenhum avançado foi contratado.
Nos jogos em que Taremi e Martinez jogarem juntos na frente (já se viu que serão muitos) e que for preciso ir atrás do resultado, quem é a única solução no banco para refrescar a zona ofensiva da equipa? Evanilson, pois claro.
O ponta-de-lança brasileiro foi absolutamente fulcral na manutenção do FC Porto B na II Liga na época passada. Provou que aquele nível já não é o seu.
O jogador desceu no final na época passada à equipa B para ajudar a formação a garantir a manutenção Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Para época de adaptação, e com uma concorrência apertada, diria que a primeira época do jovem canarinho em Portugal não foi má. Acredito que esta será melhor do que a anterior e que, em função do que pode acontecer no futuro, a próxima época será a época de explosão do jogador, que ainda é muito jovem e que não foi assim tão barato.
O brasileiro não é prejudicado pela forte concorrência que tem: é beneficiado pela oportunidade que tem de aprender e evoluir em cada treino. O verdadeiro desafio para Conceição é não perder o jogador, não deixar a ansiedade apoderar-se dele e impedir que o jogador procure o estrelato noutras paragens cedo demais.
Se Evanilson continuar um bom aprendiz, tem condições físicas e técnicas para ser lançado às feras e passar a ser o mestre ponta-de-lança do FC Porto.
Com a Liga Portuguesa de Basquetebolcada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.
Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.
Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.
O artigo de hoje vai ser dedicado ao histórico de Ovar. Venha daí!
Enquanto criança que sempre se fascinou pelo Futebol Internacional, cresci a ouvir dizer que havia um Futebol “à italiana”. Que a forma mais pura de jogar das equipas deste país era à defesa, esperando de forma matreira pelos erros do adversário. Agora, em 2021, não posso discordar mais de tal afirmação. O futebol que se vê ser jogado por italianos é completamente distinto daquele que me foi vendido ao longo da minha infância (e que muitos parecem acreditar que ainda existe).
Ver jogos da Liga Italiana é agora um autêntico regalo, num campeonato que se mostra mais competitivo de dia para dia. O FC Internazionale Milano é cada vez mais favorito à revalidação do título; o AC Milan está mais rejuvenescido com a entrada de bons jovens valores; o SSC Nápoles começou em grande forma, com Insigne a liderar; a AS Roma, comandada pelo mítico José Mourinho e o mágico Lorenzo Pellegrini; a Atalanta BC, com o estilo clássico atacante e apaixonante de Gasperini ou a SS Lazio, liderada pelo finalizador Ciro Immobile, são algumas das equipas que mostram capacidade para guerrear pelo tão desejado Scudetto.
Por surpresa, ou não, a Juventus FC, grande dominadora do campeonato italiano nos últimos nove anos, aparenta agora estar a começar a ficar arredada desta guerra pelo título. Está atualmente em antepenúltimo lugar da tabela e o Futebol apresentado continua a ser bastante fraco e sem ideias, mantendo uma tendência que vem já desde o tempo de Maurizio Sarri e Andrea Pirlo no comando técnico e Cristiano Ronaldo no plantel. Apesar do título vencido por Sarri, as coisas pareciam não encaixar e a queda da VecchiaSignora tem-se confirmado progressivamente. As trocas no meio-campo, que era o verdadeiro ganha-pão da Juventus, desequilibraram a equipa e não existe agora um elemento diferenciador no plantel. Paulo Dybala não mereceu oportunidades nos últimos anos e espera-se que possa ser um dos jogadores a catapultar os Bianconeri.
Outra das características mais vincadas desta Liga Italiana, e de qualquer uma que se diga grande, é o facto de não haver jogos fáceis. As equipas que, aparentemente, parecem não representar grandes ameaças, conseguem tirar pontos aos primeiros classificados, proporcionando grandes jogos de futebol.
Mas como nem só de lutas pelo título se vive uma temporada, são de destacar ainda três equipas que tenho gostado imenso de ver jogar: Torino FC, US Sassuolo Calcio e ACF Fiorentina, com especial carinho pela primeira.
O Torino, treinado pelo impressionante Ivan Jurić, está com uma imagem 100% renovada, fazendo prever uma época de grande tranquilidade na Liga Italiana e com diferentes aspirações. A equipa que lutou para não descer o ano passado, está neste momento a encantar tudo e todos. Aconselho vivamente a acompanhar aquilo que esta equipa produz. Resultados muito enganadores em relação àquilo que foi feito. Bremer, Josip Brekalo, Tommaso Pobega, Sasa Lukic, Marko Pjaca, Wilfried Singo ou Antonio Sanabria são alguns dos nomes que se destacam. Sempre com sentido de baliza e com muitas oportunidades por jogo.
Na Fiorentina, de apontar o crescimento a olhos vistos de Dušan Vlahović. Com ele, qualquer equipa pode aspirar a fazer um campeonato tranquilo… E incomodar muita gente. Já o Sassuolo, apesar da saída de Roberto de Zerbi e de não ter materializado o seu Futebol em golos esta temporada, continua a ser dos mais entusiasmantes conjuntos da liga.
Num campeonato em que o Futebol se tem transformado, sobretudo no atual século, antevê-se uma das épocas mais equilibradas dos últimos anos, com lutas acesas por cada lugar da tabela. Fica lançado o repto: vale a pena acompanhar a Liga Italiana, pelo menos para quem gosta da modalidade no seu estado puro.
O SL Benfica venceu o Boavista FC por 3-1. Darwin bisou e Weigl também ajudou na contagem. Do lado dos visitantes foi Sauer que marcou.
Numa primeira parte com três golos, foi o SL Benfica que inaugurou o marcador. Diogo Gonçalves cruzou pela direita e Darwin Nuñez fez o primeiro de cabeça.
Mas, apesar de desorganizada, a equipa do Boavista FC mostrou que pode ser feroz no ataque. Aos 30 minutos, Sauer ensaiou o que viria a acontecer dois minutos depois. Grande golo do avançado boavisteiro de fora da área sem hipótese para Vlachodimos. Um autêntico foguete.
Julian Weigl esteve mal na fotografia, mas teve tempo para se redimir com o 2-1 marcado de cabeça aos 34 minutos.
No segundo tempo só deu SL Benfica. Aos 52 minutos, Yaremchuck deu um cheirinho ao 3-1, mas Bracali defendeu como pôde o míssil do ucraniano. O cheirinho converteu-se em realidade por Darwin Nuñez que, servido de bandeja por Rafa, apenas teve de encostar para o fundo das redes. Bis do avançado uruguaio nesta noite.
Uma noite de classe definida em golos de cabeça e que faz o SL Benfica cimentar o primeiro lugar do campeonato. Já o Boavista FC fica na sexta posição da tabela classificativa.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Darwin Nuñez – Certamente um dos melhores jogos de Darwin desde que chegou ao SL Benfica. Ao longo dos 90 minutos foi um jogador combativo e ofereceu aquilo que levou o SL Benfica a contratá-lo: golos! É claramente um bom período para o avançado uruguaio. Faço também menção honrosa a Sauer do Boavista FC.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Kenji Gorré – Jogo inglório para um número sete de uma equipa. Gorré passou ao lado do jogo e pouco ofereceu ao ataque boavisteiro, até porque apenas Sauer estava ao melhor nível. Por isso mesmo, acabou por ser substituído ao intervalo, mas refira-se que o jogo dos axadrezados acabou por não evoluir na mesma.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A equipa de Jorge Jesus apresentou-se inicialmente num 3-5-2 com o ataque entregue a Darwin e Yaremchuck. Rafa era o elemento mais solto na zona intermediária e criava muito perigo nas transições ofensivas muito perigosas com a ligação ao ataque. Darwin era um dos responsáveis por explorar a profundidade.
O modelo de jogo dos encarnados baseou-se em explorar as transições e bolas nas costas, mas com posse de bola, aproveitando as fragilidades do Boavista FC, nomeadamente no jogo aéreo. A saída de Yaremchuck levou a um 3-4-3 puro com Rafa e Cebolinha no apoio a Darwin e, posteriormente, Rodrigo Pinho.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Vlachodimos (5)
Vertonghen (5)
Otamendi (5)
Lucas Veríssimo (5)
Grimaldo (5)
Weigl (7)
João Mário (6)
Diogo Gonçalves (6)
Rafa (8)
Yaremchuck (6)
Darwin (8)
SUBS UTILIZADOS
Valentino Lázaro (5)
Everton Cebolinha (6)
Rodrigo Pinho (5)
Pizzi (-)
Morato (-)
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
A equipa de João Pedro Sousa apresentou-se num 3-4-3 com alguns problemas que levaram ao disposicionamento e dificuldades na saída de bola. Foi também notório a ausência de um terceiro central de raiz, as dificuldades em bolas aéreas defensivas e a contrariedade com a lesão de Hamache.
O jogo dos Boavisteiros foi baseado nos remates de meia distância e na qualidade individual com Musa muito desapoiado no ataque. A segunda parte contou com um novo elemento do ataque: Ntep, mas nada mudou. Apenas Gustavo Sauer criava perigo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bracali (5)
Rodrigo Abascal (4)
Jackson Porozo (4)
Hamache (-)
Nathan (4)
Makouta (5)
Sebastian Perez (4)
Malheiro (4)
Gorré (3)
Gustavo Sauer (7)
Musa (4)
SUBS UTILIZADOS
Filipe Ferreira (3)
Ntep (4)
Luís Santos (-)
Yusupha (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
BnR: Pergunto-lhe sobre a forma como se posicionou o ataque do Benfica. Vimos bolas longas, muita profundidade e agressividade no jogo aéreo. Foi uma estratégia? Até porque o Boavista apresentou três centrais, sendo que um deles não era de raiz.
Jorge Jesus: Se olharmos para a equipa do SL Benfica que começou o jogo, tirando o Rafa, o Grimaldo e o Diogo, era uma equipa muito alta. Mas isso pode nos beneficiar naquilo que é a bola parada ofensiva e defensiva. Aí viu-se o poderio do SL Benfica. No primeiro golo Diogo Gonçalves cruzou e o Darwin finalizou porque ele é um bom jogador dentro da área.
Boavista FC
BnR: Acredita que esta derrota também se pode justificar pelo grande desposicionamento e dificuldades na saída de bola, mais a ausência de um terceiro central de raiz que pode ter ajudado nas dificuldades em bolas aéreas defensivas?
João Pedro Sousa: Sim, é verdade. Com um sistema de 3 centrais, no 1º golo não tem grande justificação, temos de ser mais fortes nesse momento do jogo e ganhar essa bola. Na saída de bola na 1.ª parte tivemos mais dificuldades, às vezes tentávamos sair para atrair a primeira linha de pressão do SL Benfica para depois tentar jogar nas costas dessa linha de pressão.
Sabemos também que os médios e defesas do SL Benfica saltam na pressão para procurarem encontrarem os nossos médios e tirar a profundidade dos avançados. Mas de facto tivemos muita dificuldade porque não conseguimos chegar ao jogo exterior. Na 2.ª parte conseguimos um pouco. O SL Benfica é muito pressionante e é muito difícil jogar contra a equipa do SL Benfica.
A CRÓNICA: REVIRAVOLTA AGUDIZA CRISE CONIMBRICENSE
Num duelo a opor os últimos dois classificados da Segunda Liga, Académica OAF e UD Vilafranquense jogavam em busca dos primeiros três pontos da época. Apesar da superioridade da formação da casa, os estudantes voltaram a reprovar ao sexto teste e permitiram que as piranhas do Tejo abandonassem a zona de descida, com direito a reviravolta no marcador.
Num início de jogo com mais Académica, Traquina foi o primeiro a visar a baliza contrária, ao que se seguiu um remate de Fábio Vianna à barra. Empolgados pelos seus adeptos, os estudantes não tardaram em chegar ao golo inaugural do encontro ao minuto 20’, fruto de um lance de insistência de Traquina no corredor direito a culminar no cabeceamento de Toro, completamente solto, dentro da pequena área.
O Vilafranquense tentou reagir de imediato, mas a acumulação de perda de bolas na construção resultou inclusive num lance de levar todo o estádio com as mãos à cabeça. Luís Ribeiro falhou o alívio de uma bola fora da área, deixando a baliza completamente escancarada, mas João Carlos não fez mais do que atirar à malha lateral.
Após algumas aproximações tímidas à baliza de Mika, o golo do empate acabaria por surgir à passagem da meia hora de jogo: Veiga cobrou um livre na direita e Mike apareceu solto para marcar à equipa que tinha representado nas últimas quatro temporadas. A Briosa ainda tentou restabelecer a vantagem antes do intervalo, mas as investidas de Traquina e Toro foram prontamente travadas pela defensiva visitante.
No regresso dos balneários, as entradas promovidas por Filipe Gouveia permitiram uma maior agressividade ofensiva por parte do Vilafranquense que, logo aos 48 minutos, tentou assustar Mika num remate do recém-entrado Belkheir. O jogo voltou a reequilibrar aos poucos, mas a expulsão de Ricardo Dias ao minuto 64’ acabaria por deixar a Académica com menos uma unidade em campo.
Esperavam-se dificuldades acrescidas para a formação da casa, porém, a verdade é que houve uma reação positiva numa primeira instância em vários lances de envolvimento coletivo junto da área contrária. As dificuldades, essas, apareceram dez minutos depois, com o golo da reviravolta apontado por Nené, após assistência de Mike.
A partir daí, a emoção tomou conta do encontro, de tal forma que se gerou uma grande confusão nos descontosjunto aos bancos técnicos, ditando a admoestação do segundo amarelo a Filipe Melo e deixando as duas equipas a jogar com dez para dez nos instantes finais, mas sem qualquer alteração no resultado.
O Vilafranquense continua sem perder com a Académica e somou a primeira vitória no campeonato, largando a zona de descida. Já os estudantes veem a sua crise de resultados ser agudizada, inclusive com a presença de lenços brancos nas bancadas.
Costinha – tem carta de ligeiros, mas joga pesado. A estatura baixa não o impediu de muitas vezes carregar a equipa em termos ofensivos. Esteve imparável nos lances de um para um. Quando os adversários lhe tentavam tirar a bola, ela já não estava lá. Um jovem para continuar a acompanhar.
O FORA DE JOGO
O Ricardo Dias completou frente ao Vitória SC B o jogo 5⃣0⃣ com a camisola da Académica! Qual foi, para ti, o melhor momento do nosso médio com a camisola da Briosa? #ricardodias50pic.twitter.com/otgfyZAjTR
Ricardo Dias – a meia hora em que a Académica esteve em inferioridade numérica penalizou os estudantes. Apesar da boa reação da Briosa, a sua ausência prejudicou a transição defensiva da equipa.
ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF
O 4-2-3-1 da Académica ganhou novos nomes com a inclusão de Christian e Costinha no onze. O primeiro veio ocupar a posição oito. O segundo estabeleceu-se no lado esquerdo do ataque.
No momento de sair a jogar, Fábio Vianna, lateral-esquerdo, recuou para junto dos centrais para iniciar a construção. Nessa situação, Guilherme projetava-se do lado contrário.
Christian foi mesmo o maior dinamizador do meio-campo. O médio recuperou várias vezes a bola e deu um sentido mais vertical ao jogo da Briosa. Ricardo Dias, como médio mais defensivo, ocupou o espaço à frente dos centrais, Lorenzo e Michael Douglas.
Os dois extremos, Traquina e Costinha, trabalharam bastante na largura do campo. Dessa forma, Toro e João Carlos, como médio ofensivo e como ponta de lança, respetivamente, tiveram mais espaço para explorar o centro do ataque.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mika (5)
Guilherme (5)
Lorenzo Soares (6)
Michael Douglas (7)
Fábio Vianna (6)
Ricardo Dias (4)
Christian (6)
Jonathan Toro (6)
João Traquina (5)
Costinha (7)
João Carlos (5)
SUBS UTILIZADOS
Hugo Seco (5)
Reko (5)
Dani Costa (5)
ANÁLISE TÁTICA – UD VILAFRANQUENSE
O Vilafranquense escolheu o 4-3-3 como sistema tático. A linha defensiva foi composta por Mike, na direita, Marcos Valente e Simão Jr., ao centro, e Veiga, um lateral com características de central, na esquerda.
Os ribatejanos ocuparam o meio-campo com três homens de características marcadamente posicionais, Filipe Melo Idrissa Dioh e Jaquité. Este último cumpriu um rigoroso papel do ponto de vista defensivo para, em fase ofensiva, se adiantar consideravelmente face aos outros médios.
Na frente, Nenê movimentou-se bastante para os corredores (talvez até mais do que as suas características pedem) para servir de referência para a saída longa da equipa. Fati ia ocupando o espaço deixado pelo ponta de lança do Vilafranquense. Bernardo Martins partiu da direita e tentou dar a criatividade que não abundava nos homens do miolo.
Toda a ideia de jogo da equipa se baseou na interpretação feita pelos jogadores em relação aos espaços ocupados pelos seus colegas. Deste modo, o posicionamento mais não foi do que um ponto de partida.
O bloco médio da equipa orientada por Filipe Gouveia orientou a pressão de fora para dentro. Nos duelos a meio-campo verificou-se a preocupação em marcar individualmente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Luís Ribeiro (4)
Mike (7)
Marcos Valente (6)
Simão Jr. (5)
Eric Veiga (5)
Jaquité (5)
Idrissa Dioh (6)
Filipe Melo (5)
Bernardo Martins (5)
Fati (6)
Nenê (7)
SUBS UTILIZADOS
Jules Mendy (6)
Menaour Belkheir (5)
Umaro Baldé (5)
Gabriel Pereira (-)
Nathan Bizet (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
ACADÉMICA OAF
BnR: Após a expulsão de Dias, a Académica até estava a reagir bem e nesse momento o Rui opta por trocar o Toro pelo Reko e, já depois do golo, o Costinha (uma das unidades mais desequilibradoras) pelo Dani. O que pretendeu com essas alterações numa altura em que a Académica estava com menos um jogador em campo?
Rui Borges: A do Reko foi refrescar, dar intensidade de chegada e reforçar as transições ofensivas e defensivas. A do Costinha foi por cãibras, estava com problemas de gémeos. Como estávamos a perder, optámos pelo Dani.
UD VILAFRANQUENSE
BnR:Tendo em conta a ideia de jogo apresentada pelo Vilafranquense, em que as posições dos jogadores servem como um ponto de partida e não como um local para permanecer (sendo o caso mais evidente as permutas entre o Fati e o Nenê), o que é que pretende com esse princípio?
Filipe Gouveia: O Fati é claramente um jogador mais de linha. Tanto no caso dele como no do Bernardo, do outro lado, quero que venham buscar jogo interior. Prefiro que o Nené jogue mais no bico da área, sabendo eles o que eu defendo: jogadores para posições e não posições para jogadores. Nós damos liberdade na parte ofensiva e eles sabem que podem trocar de posições. O número 10 na segunda parte foi claramente mais o Bernardo, onde eu prefiro que jogue mais entre central e lateral adversários.
Rescaldo de opinião redigido por Francisco Martins e Miguel Simões.
Tem sido um dos grandes destaques deste início de temporada do FC Porto. Falo de Diogo Costa, jovem guardião que tem estado em evidência na baliza azul e branca.
Aos 21 anos, o internacional português pelas camadas jovens tem estado a viver um período de grande felicidade: titular do seu clube de coração, chamada à seleção A. Tudo tem acontecido para grande felicidade, mas sem grande surpresa, para quem conhece todo o seu potencial.
É verdade que nem todos confirmam o potencial que lhes são diagnosticado, mas esse não parece ser o caso de Diogo Costa, que tem somado boas exibições atrás de boas exibições, sendo decisivo em algumas partidas.
No entanto, tal como outros atletas do plantel portista, vive uma situação precária a nível contratual, mais para o clube do que para o futebolista, já que com as suas performances não devem faltar telefonemas a demonstrar interesse no seu concurso.
É verdade, o jovem guarda-redes está a apenas a meros 3 meses de poder assinar um pré contrato com outro emblema qualquer sem que o FC Porto seja ressarcido economicamente. Onde já se viu este filme…?
Este tem sido um dos grandes dilemas desta direção, que parece ter substituído o gosto dos títulos ano após ano pelos jogadores a fim de contrato ano após ano e parece um problema sem fim, pois o clube tem-se mostrado incapaz de renovar vínculos laborais com a devida antecipação.
🎙 Diogo Costa: “O que mais desejo para quando voltarmos à competição é ganhar os dois títulos que estão em disputa”#FCPorto#JNpic.twitter.com/zQdiqLVN1K
Parece claro que Diogo Costa, até pelas sua recentes exibições, tanto a nível interno como a nível externo parece transformar-se num processo prioritário, pois a qualidade está toda lá e os resultados menos bem conseguidos até agora não terão dedo seu.
Alguma imprensa desportiva avança que a sua renovação verbalmente já está tratada e que apenas falta anunciar ao público a extensão da sua ligação ao clube, mas enquanto não há anúncio oficial…
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
A apreensão junto dos adeptos portistas tem aumentado, e, sejamos sinceros, com devida justificação, pois tem sido recorrente os principais ativos abandonarem os Dragões pelo andar 0!
Agora, está na altura de precaver o património do clube e isso passa pelo renovação urgente de alguns jogadores, sendo que Diogo Costa está claramente neste grupo. Mais do que um prémio merecido, no meu entender, passou a ser uma obrigação! Renova Diogo Costa.
Não fosse Obikwelu e José Mourinho candidatava-se ao melhor sprinter português de 100 metros. Assim é o Special One, irreverente dentro e fora de campo, como bem o conhecemos, que atingiu a marca dos 1000 jogos na carreira.
Com créditos dados em quatro campeonatos, português, inglês, italiano e espanhol, a montra de títulos individuais e coletivos dá inveja a qualquer um e um orgulho imenso a todos os portugueses. Apesar de algumas dúvidas criadas sobre José Mourinho nas últimas temporadas, o treinador português tem tido um arranque muito positivo nesta época.
Em 1000 jogos é impossível lembrar todos, mas há alguns que nos ficam na cabeça, seja pelo duelo, pelas atitudes, pelos golos, pela emoção, pela importância, por mil razões. Desses alguns, escolher cinco parece diminuto para uma carreira tão icónica e tão especial como a de José Mourinho.
Entre finais, correrias, jogos de tremenda importância, conquistas… aqui vão cinco partidas que vale a pena rever.
Histórico. Depois de Joaquim Agostinho (1969) e Acácio da Silva (1990), João Almeida tornou-se no terceiro português a vestir a camisola amarela na Volta ao Luxemburgo, concluindo a prova na primeira posição. O ciclista luso venceu uma etapa, juntando ainda as classificações da juventude e pontos naquele que foi o primeiro triunfo de um português na competição octogenária.
Sobre um clima de enorme apoio devido às conhecidas raízes portuguesas associadas a este país europeu, João Almeida partia como um dos favoritos para os cinco dias de competição. O perfil da prova (etapas explosivas e um contrarrelógio individual) assentava que nem uma luva às características do português, confirmando-se que a regularidade inerente às suas mais recentes prestações teriam um papel chave no desfecho final da prova.
Venceu uma etapa, foi segundo classificado em três delas e só na terceira etapa, com um honroso vigésimo lugar, esteve arredado da luta pela vitória. Um desempenho coeso nas estradas acidentadas do Luxemburgo, frente a nomes muito conhecidos do pelotão internacional, foi suficiente para marcar o contrarrelógio de 25 quilómetros como a grande diferença para os mais diretos competidores.
Apesar do potencial favoritismo poder suceder-se a partir do esforço individual, na quarta etapa, a verdade é que João Almeida entrou com o pé direito, vencendo a primeira etapa ao sprint, frente a Bauke Mollema e Marc Hirschi e impondo-se, autoritariamente, como o alvo a abater pelo leque de grande qualidade presente no Luxemburgo.
Joao Almeida took victory in Stage 1 of the Tour of Luxembourg – but not before a thrilling sprint finish! pic.twitter.com/2u36lOU29H
Um posicionamento acertado e uma trajetória limpa aliaram-se a uma ponta final cada vez mais aprimorada para levar de vencido o primeiro desafio. A vitória em etapa simbolizava a liderança na competição, todavia, a mesma havia de evaporar-se com a excelente prestação de Marc Hirschi na segunda etapa.
O futuro companheiro de equipa do “Duro das Caldas” carimbou um excelente triunfo com um ataque cirúrgico, contrapondo-se a uma época abaixo das expectativas com uma prestação de relevo. Na geral, os oito segundos roubados a João Almeida colocavam o suíço com quatro segundos de avanço, uma vantagem demasiado curta tendo em conta que ainda existia um contrarrelógio para ser ultrapassado.
El suizo Marc Hirschi se impuso en la segunda etapa del Tour de Luxemburgo.
Antes disso, um dia propenso aos poucos sprinters puros do pelotão. Entre lançadores, sprinters de equipas secundárias e homens com alguma explosividade, foi Sacha Modolo o grande vencedor do dia. O italiano quebrou um enguiço superior a três anos e voltou a vencer, agora ao serviço da Alpecin-Fenix.
Benoit Conesfroy e Eduard-Michael Grosu fecharam o pódio de uma etapa que teve ainda Boassen-Hagen, Andrea Vendrame e Clément Chaupoussin nos dez mais, ao passo que Bryan Coquard foi uma das principais desilusões do dia. Com metade da competição terminada, chegava o dia D, ou seja, o contrarrelógio, antes do término na Cidade do Luxemburgo com mais um final acidentado.
Apenas Mattia Cattaneo se conseguiu superiorizar a João Almeida. Num percurso maioritariamente plano, o colega de equipa do português venceu a quarta etapa por uma diferença mínima (dois segundos). Em relação aos principais rivais na luta pela geral, as diferenças não surpreenderam ninguém apesar do líder da Deceuninck Quick-Step ter conseguido uma vantagem bastante confortável.
Apenas De la Cruz, Latour e Hirschi conseguiram evitar perdas superiores a 50 segundos para o português, que com mais uma exibição magnífica na disciplina, conseguiu deixar ciclistas importantes como Thibaut Pinot, Jesus Herrada, Ben O´Connor, Vincenzo Nibali ou David Gaudu a mais de um minuto de distância.
Deceuninck makes it 1-2 in the ITT of Tour de Luxembourg with Mattia Cattaneo taking the victory in front of Joao Almeida who takes the Yellow Jersey quite easily. 👏 Well-deserved and all of that but at this moment, I quite miss Bahrain-Victorious… #SkodaTourpic.twitter.com/vNbkdvV5CV
Com a classificação geral e da juventude no bolso, restava apenas a etapa de consagração para João Almeida, assim como a certeza de que iria bater Marc Hirschi no ranking pontual. Assim se sucedeu com mais um honroso segundo lugar, depois de um grupo pouco numeroso, no qual se inseria o líder da geral, ter sido surpreendido por um excelente ataque de David Gaudu, um dos atletas em destaque na prova.
Para além dos dados históricos que em muito enaltecem a pegada do ciclismo português pelos quatro cantos do mundo, a sensação de que teremos João Almeida para os próximos anos está ao rubro. Prestes a despedir-se da formação belga, o caldense continua na sua senda de vitórias depois de um resultado idêntico na Volta a Polónia, tornando cada vez mais indiscutível a ideia de que um ciclista competente em provas de uma e três semanas (principalmente) está já na sua fase de afirmação entre o pelotão internacional.