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Gil Vicente FC 1-2 FC Porto: Muralha gilista não travou golos bonitos

A CRÓNICA: DEFESA DE PEDRA E CAL DEIXOU-SE CAIR PERANTE MEHDI TAREMI E SÉRGIO OLIVEIRA

Previa-se um jogo difícil e equilibrado no Estádio Cidade de Barcelos. Com o Gil Vicente FC a necessitar de vencer depois do empate frente ao Belenenses SAD, e o FC Porto a antever um jogo árduo para a Liga dos Campeões frente ao Liverpool, mas embalado pela goleada ao Moreirense FC, as emoções estavam ao rubro no Minho.

E estavam mesmo. Os comandados de Ricardo Soares entraram com tudo no encontro, com Murilo e alguma classe, que quase alcançaram o golo inaugural da partida logo nos primeiros segundos da partida. O que estava previsto parecia ser mesmo o que iria acontecer, com as duas equipas na luta.

O futebol espetáculo também apareceu com o golo brilhante de Mehdi Taremi. O iraniano, praticamente, do meio-campo conseguiu rematar para a baliza de Frelih, concretizando uma obra de arte para inaugurar o marcador no Estádio Cidade de Barcelos.

O golo portista pareceu mesmo ser a injeção de moral necessária para potenciar as transições ofensivas. Aos 18 minutos, Frelih e Zé Carlos, mesmo em cima da linha de golo, “tiraram o pão da boca” dos dragões que pareciam na iminência de concretizar o segundo golo.

Poucos segundos depois, os gilistas reclamaram uma grande penalidade. O árbitro Artur Soares Dias confirmou a decisão com auxílio do vídeo-árbitro, após, alegadamente, ver a bola embater no braço esquerdo de Chancel Mbemba.

Samuel Lino foi chamado a converter e, mesmo depois de Diogo Costa se ter atirado para o lado certo, a defesa ficou incompleta e o avançado da turma de Barcelos concretizou o golo do empate na recarga.

Para além de assinalar a grande penalidade gilista, a única grande decisão tomada por Soares Dias durante a primeira parte foi a expulsão do técnico do Gil Vicente FC, alegadamente por palavras proferidas ao árbitro. Sem mais história por contar, o encontro chegou ao intervalo com o empate a uma bola no marcador.

A segunda parte prometia ainda mais espetáculo e mais equilíbrio entre ambas as formações. O FC Porto entrou a pressionar bastante ofensivamente, encostando o Gil Vicente FC atrás e a jogar no erro da comitiva portista.

As grandes ocasiões de golo criadas no início dos segundos 45 minutos advieram de cabeceamentos de Marcano e Matheus Uribe.

A esperança do golo da vantagem renasceu para os dragões após um tiro de Vitinha ainda fora de área, mas, na recarga, Mehdi Taremi inseriu a bola no fundo das redes e o lance acabou invalidade devido à posição irregular do iraniano.

As oportunidades de golo teimavam em não aparecer, com um jogo partido no meio-campo. Sérgio Conceição optou por fazer substituições algo estratégicas em prol de potenciar a ofensiva portista, mas a mota não arrancava.

Mas arrancou e de bola parada. Uma noite de golos bonitos vindos dos dragões. Depois da obra-prima de Mehdi Taremi na primeira parte, Sérgio Oliveira, na consequência de um livre à entrada da área, bateu a bola para “o sítio onde a coruja dorme”, a “gaveta” ou o canto superior direito da baliza de Frelih. Aos 90 minutos, estava consumado o segundo golo do FC Porto e o golo da vitória portista.

A FIGURA

FC Porto Gil Vicente FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Substituições do FC Porto – Dentro do possível de ser escolhido, também Lucas Cunha e Zé Carlos (defesas do Gil Vicente FC) poderiam ter sido os eleitos, mas as substituições elaboradas por Sérgio Conceição fizeram a equipa do FC Porto levar o jogo de vencida. Com o objetivo de potenciar o ataque e apesar de ter demorado a “fazer efeito”, as alterações efetuadas pelo técnico dos dragões fizeram mossa e cumpriram o objetivo traçado. Prova disso foi a entrada de João Mário, ajudando na ala, e a visão de jogo diferente que Sérgio Oliveira traz ao meio-campo.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Tecatito Corona – Sérgio Conceição fez Corona render João Mário como titular neste encontro frente ao Gil Vicente FC, mas o mexicano fez-se passar bastante despercebido. Conhecido pela sua técnica e capacidade ajudar nas construções ofensivas, Tecatito Corona esteve num “dia não” frente aos gilistas.

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Ricardo Soares moldou o seu onze inicial num 4-3-3 nos momentos ofensivos, mas moldável num 4-4-2 aquando das transições defensivas.

Os onze jogadores escolhidos na formação gilistas mantiveram-se praticamente os mesmos. Frelih voltou à guarda entre os postes, com Lucas e Rúben Fernandes na zona central da defesa. Talocha e Zé Carlos foram os homens das laterais.

No meio-campo, permaneceram Vítor Cavralho o miolo, com Pedrinho e Fujimoto pelas alas. O último setor do terreno foi ocupado por Samuel Lino e Murilo, no apoio a Fran Navarro.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Frelih (6)

Zé Carlos (6)

Lucas (7)

Fernandes (6)

Talocha (6)

Fujimoto (7)

Carvalho (6)

Pedrinho (7)

Murilo (6)

Fran Navarro (6)

Samuel Lino (7)

SUBS UTILIZADOS

Anthoine Leautey (6)

Matheus Bueno (6)

Elder Santana (6)

Hackman (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição voltou a utilizar o 4-4-2 habitual e quase correspondeu ao ditado “em que equipa que ganha, não se mexe”, fazendo Tecatito Corona render a ausência de João Mário no onze titular.

Diogo Costa permaneceu na baliza e, na ausência de Pepe, Mbemba e Marcano assumiram a zona central da linha defensiva. Wendell voltou a ser escolhido para ingressar na equipa titular.

No meio do terreno, voltaram a alinhar os jovens Vitinha e Fábio Vieira junto de Matheus Uribe e Otávio. Luis Díaz permaneceu no apoio à profundidade e construção, com Mehdi Taremi a ser o ponta-de-lança dos dragões.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES 

Diogo Costa (6)

Tecatito Corona (5)

Chancel Mbemba (5)

Iván Marcano (6)

Wendell (6)

Matheus Uribe (7)

Vitinha (7)

Otávio (6)

Fábio Vieira (7)

Luis Díaz (7)

Mehdi Taremi (7)

SUBS UTILIZADOS

Sérgio Oliveira (6)

Toni Martínez (6)

João Mário (6)

Pêpê (6)

Francisco Conceição (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Gil Vicente FC

Não foi possível colocar questões ao técnico do Gil Vicente FC, Ricardo Soares.

FC Porto

BnR: Dado que optou por inserir Corona no onze titular ao invés de João Mário, o que o levou a tomar esta decisão? Foi por gestão ou apenas opção estratégica?

Sérgio Conceição: As opções que tomo são sempre prensadas em função daquilo que é a estratégia para o jogo, aquilo que é a nossa dinâmica e olhando para o adversário. Percebemos que o Samuel Lino trabalha mais como segundo avançado e, partindo da esquerda, sendo um jogador que ataca muito explorando as costas da linha defensiva, rápido e muito incisivo e vertical, achei que o Corona daria uma resposta adequada a esse ponto forte que o Gil [Vicente] tem. São opções que o treinador toma em função dos jogadores que tem à disposição e, hoje, achei que o Corona seria melhor para a posição de lateral direito.

Sporting CP 1-0 CS Marítimo: E tudo tem um final feliz!

A CRÓNICA: (IM)PRÓPRIO PARA ESTE SPORTING CP

O Sporting CP recebeu e venceu o CS Marítimo por 1-0. Pedro Porro fez o único golo do encontro de grande penalidade mesmo no final do encontro.

Numa primeira parte sem golos, as maiores amostras de perigo vieram sempre dos leões. Aos 22 minutos, surgiu a primeira grande oportunidade do jogo. Nuno Santos consegue encontrar espaço dentro da grande área e remata para grande defesa do guarda-redes Paulo Victor.

A tendência de uma linha ofensiva verde e branca contra uma muralha de cinco defesas continuava e pouco depois teve de ser Nuno Santos a criar perigo. O guardião insular ficou batido, mas foi a barra a negar o primeiro golo do jogo.

A paciência tinha de reinar no Estádio José Alvalade, até porque nem a meia-distância resolvia o problema. Pablo Sarabia furou a barreira de cinco jogadores maritimistas, mas o míssil do internacional espanhol foi travado de novo por Paulo Victor.

A segunda parte acabou por não trazer nada de novo. Nuno Santos voltou a tentar a sorte mas a mancha insular continuava intacta. Os minutos passavam e a ansiedade tomava conta dos jogadores e das bancadas. Aos 74 minutos, chegou-se mesmo a gritar golo em Alvalade, mas tudo não passou de uma bola ao poste de Pedro Porro.

Tiago Tomás também tentou a sua sorte, mas o verdadeiro momento estava reservado para os 94 minutos. Confusão na grande área do CS Marítimo e o guarda-redes Paulo Victor não só cometeu grande penalidade como acabou expulso. Edgar Costa tornou-se um guarda-redes improvisado, mas Pedro Porro foi letal no frente-a-frente.

Uma vitória festejada de forma eufórica e que mostrou um jogo impróprio para os leões (pela incapacidade do Sporting CP em resolver mais cedo) mas próprio (pela capacidade de acreditar a que esta equipa sempre nos habituou).

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porro – Não posso dizer que tenha sido uma exibição de gala para o lateral leonino, mas aquela grande penalidade convertida com sucesso só está ao alcance de quem consegue ser letal nestes momentos. Pedro Porro mostrou mais uma vez como é um jogador de pedra e cal nesta equipa e que tem o estofo de que o Sporting CP precisa.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Paulinho – Jogo inglório para um ponta de lança ofuscado por uma linha de cinco defesas. Paulinho foi o rosto da desinspiração ofensiva leonina. Foram poucas as bolas que lhe chegaram aos pés, e sempre que havia uma aproximação, aparecia a mancha insular.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 
A equipa de Rúben Amorim apresentou-se num 3-4-3 com mais uma vez Pablo Sarabia a surgir no lado direito do ataque. O estilo de jogo não diferiu muito daquilo a que estamos habituados, mas a solidez defensiva do CS Marítimo acabou por complicar as perspetivas de jogo leoninas. Vimos muitas vezes a procura da profundidade (principalmente por Nuno Santos), a aposta do jogo exterior com cruzamentos dos laterais, o papel de Matheus Nunes na saída de bola do Sporting CP para o ataque, mas mesmo assim tudo parecia ser insuficiente. A entrada de Tiago Tomás levou mais um homem para se juntar a Paulinho na linha ofensiva, e Daniel Bragança trouxe a definição de passe necessária para criar espaços.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adán (4)
Feddal (4)
Coates (4)
Luís Neto (4)
Rúben Vinagre (4)
João Palhinha (5)
Matheus Nunes (6)
Pedro Porro (7)
Nuno Santos (7)
Pablo Sarabia (5)
Paulinho (3)

SUBS UTILIZADOS
Tiago Tomás (6)
Jovane Cabral (4)
Daniel Bragança (5)
Tabata (4)
Ricardo Esgaio (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
A equipa de Júlio Velázquez apresentou-se num 5-2-3 com uma linha defensiva muito fechada e aguerrida e um setor ofensivo mais desapoiado. Dos 3 homens mais adientados, destaque para os dois extremos que fechavam muito por dentro para condicionar o jogo do Sporting CP em espaços interiores.
Em termos ofensivos, acabou por não revelar qualquer perigo para o adversário. Foram poucas vezes que vimos a equipa a conseguir sair a jogar ou a colocar bolas longas com critério. O mérito que se tem de dar é na capacidade de resistência e solidariedade defensiva de toda a equipa. Por pouco não valia um ponto.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Paulo Victor (4)
Zainadine Júnior (6)
Jorge Sáenz (6)
Léo Andrade (6)
Cláudio Winck (5)
Iván Rossi (5)
Bruno Xadas (3)
Pedro Pelágio (4)
Fábio China (4)
Ricardinho Viana (4)
André Vidigal (3)

SUBS UTILIZADOS
Alipour (3)
Diogo Mendes (3)
Vítor Costa (3)
Clésio Baúque (-)
Edgar Costa (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Vimos um Sporting a tentar jogar e criar oportunidades de todas as maneiras. Foi desinspiração ofensiva ou mérito da organização defensiva do adversário?

Rúben Amorim: Eles têm muita gente na defesa e nós tivemos de entrar muitas vezes por cruzamento. Os centrais do CS Marítimo são muito fortes nessa fase do jogo. Foi também alguma desinspiração no momento do remate, tivemos ocasiões para isso. Tirando uma ou outra situação em que bombeámos a bola e não metemos nos corredores para cruzarmos, eles pensaram bem no que tinham de fazer. Faltou alguma coisinha que aparece em certos jogos, mas realçar a justiça do resultado.

CS Marítimo

BnR: Um dos méritos que podemos dar ao CS Marítimo neste jogo foi a agressividade na recuperação de bola e o condicionamento do habitual jogo do Sporting?

Júlio Velázquez: Vimos muitos aspetos positivos e estou muito orgulhoso pelo trabalho dos jogadores. A nível defensivo estivemos extraordinários e, ofensivamente, sabíamos que não íamos dominar em Alvalade. As pessoas falam como se fosse fácil tirar pontos a Sporting, Benfica e FC Porto, mas não é. Claro que estamos aborrecidos por sofrer um golo aos 96 minutos, mas se hoje tivemos esse azar, acredito que da próxima vez pode ser a nosso favor.

 

Portugal 4-3 Sérvia (AP): Foi muito duro, mas estamos nos Quartos!

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A CRÓNICA: FOI PRECISO TEMPO EXTRA PARA TOMBAR OS SÉRVIO

Em jogo a contar para os Oitavos de Final do Campeonato do Mundo de Futsal, o primeiro encontro após a Fase de Grupos, encontraram-se frente a frente a seleção nacional de Portugal contra a da Sérvia.

A formação lusa entrou com a tática habitual já utilizada nos últimos encontros (jogo sem um pivot fixo no ataque e com um cinco inicial cheio de experiência) para tentar bater uma formação sérvia com muita qualidade. Esta era uma equipa dura e complicada de bater, apesar do nosso natural favoritismo.

O guardião sérvio estava a ser uma das grandes figuras, perante uma equipa comandada por Jorge Braz que entrou razoavelmente no encontro, mas que depois dos primeiros minutos tomou o controlo absoluto do jogo. Portugal ia criando as melhores oportunidades e assumindo um grande ascendente em todo o campo, com os sérvios a tentar criar perigo através de contra-ataques rápidos. Contudo, sem o conseguir em elevadas ocasiões tal o sufoco criado pela nossa equipa.

O corolário deste domínio surgiu ao minuto 13. Uma recuperação rápida do mágico Ricardinho, que fez uma combinação excelente com André Coelho e depois uma finalização com grande nota artística do número dez. De calcanhar a fazer lembrar os tempos antigos do craque, considerado por muitos o melhor jogador da história da modalidade.

Ainda na primeira parte, mais uma jogada brilhante iniciada por Ricardinho, passe para André Coelho, toque para Erick Mendonça, que assistiu o jogador do Barcelona pra marcar o seu primeiro golo nesta noite e o segundo de Portugal.

O tempo ia passando e a intensidade do encontro voltou a baixar, mantendo-se o resultado no intervalo. Numa primeira parte em que a equipa fez os melhores 5/6 minutos da competição até agora, com jogadas fabulosas, grande intensidade e ritmo de jogo, e o resto do tempo foi passado a gerir o resultado, sem permitir oportunidades à equipa adversária para voltar a entrar na discussão do resultado.

O desnível no marcador era o adequado ao que cada formação apresentou na quadra, não podendo naturalmente a equipa portuguesa baixar a guarda, sob pena de poder sofrer algum dissabor, dado que uma vantagem de dois golos num desporto como o Futsal não é nada.

Logo a começar a segunda parte, a esperança sérvia aumentou com o golo que voltou a colocar a seleção na discussão do encontro. Um bom golo de meia distância após um erro defensivo de Portugal a devolver a diferença mínima ao marcador.

Após o choque sofrido pelo golo, a seleção tentou voltar ao domínio e a uma vantagem mais confortável, mas a defesa adversária ia-se batendo bem, pese embora alguns sobressaltos junto da baliza defendida por Bebé. Pouco depois, o pior aconteceu. Com a Sérvia a empatar através de um livre direto que passou no “buraco da agulha”, embora se possa apontar alguns erros na forma como Portugal defendeu esta bola parada.

O ascendente psicológico estava agora do outro lado, com dez minutos ainda para jogar no tempo regulamentar. Zicky começava a aparecer no encontro, mas o guarda-redes sérvio continuava a fazer uma exibição de encher o olho.

Os últimos minutos foram de pressão portuguesa mas não foi possível furar a muralha Sérvia, nomeadamente o último membro defensor autor de uma exibição soberba, a defender tudo o que lhe aparecia à frente. Assim sendo, avançávamos para um período extra de dez minutos.

No prolongamento, mais um grande golo a devolver a vantagem lusa, fruto de uma bela jogada individual de Pany Varela. Este golo foi o melhor que podia ter acontecido à equipa portuguesa, que logo a seguir dobrou a sua vantagem através de uma jogada bem trabalhada, bola aérea para o remate de Erick, contando com desvio precioso em Pany.

Voltava Portugal a ter uma vantagem de dois tentos, mas por experiência própria deste mesmo jogo não podíamos facilitar, uma vez que ainda faltavam mais de seis minutos para o fim.

A faltar apenas 40 segundos, houve um golo que acrescentou ainda mais emoção ao encontro, mas o resultado não se alterou até ao fim do tempo. De destacar a grande entrega de um jogador imprescindível na seleção nacional, João Matos, que literalmente se deitou e parou um remate perigoso da Sérvia. O jogador português festejou efusivamente um corte que ajudou a eliminar a gregária e voluntariosa equipa balcânica.

Agora, segue-se uma autêntica final antecipada nos Quartos de Final, onde Portugal irá defrontar a Espanha para ainda sonhar com as meias-finais do Mundial.

 

A FIGURA
Fonte: André Sanano/FPF

Pany Varela – Podia destacar também o jogo enorme de André Coelho ou o “regresso” de Ricardinho aos tempos antigos, mas o destaque maior é Pany. No prolongamento, mostrou a sua total inspiração ao ser o grande desequilibrador do resultado a favor de Portugal, não só pelos golos mas por ser o grande fator que conseguiu derrubar os Sérvios.

O FORA DE JOGO
Fonte: André Sanano/FPF

Miguel Ângelo – Também tivemos alguns elementos em sub-rendimento, mas o jogador não esteve inspirado hoje, sobretudo a pontaria bastante desafinada. Mas é um jogador fabuloso e vai responder já contra a Espanha.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Como habitual, Jorge Braz apostou no 4×0 e as coisas correram bem, mudando sempre que necessário, fixando Zicky na frente. Mas neste encontro vimos alguns minutos de grande qualidade de Portugal neste Mundial, com jogadas fantásticas a mostrar que o trabalho nos treinos é bem feito.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bebé (7)

João Matos (8)

Bruno Coelho (7)

Ricardinho (8)

Fábio Cecílio (7)

SUBS UTILIZADOS

André Coelho (8)

Tomás Paçó (5)

Afonso Jesus (6)

Erick Mendonça (6)

Pany Varela (9)

Tiago Brito (6)

Miguel Ângelo (5)

Zicky Té (6)


ANÁLISE TÁTICA – SÉRVIA

A equipa balcânica jogou com um bloco mais baixo, reconhecendo a superioridade teórica portuguesa. Teve a sorte de jogo ao conseguir o empate que levou o jogo para prolongamento, mas teve o mérito total de nunca desistir e acreditar sempre.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Miodrag Aksentijević (7)

Ninoslav Aleksic (6)

Slobodan Rajcevic (7)

Dragan Tomic (8)

Jovan Lazarević (7)

SUBS UTILIZADOS

Denis Ramic (6)

Stefan Rakic (6)

Strahinja Petrov (6)

Marko Radovanovic (6)

Mladen Kocic (6)

FC Alverca 3-1 SC Vila Real: Imperou a lei do mais forte

A CRÓNICA: VISITANTES CRIARAM SUSTOS NOS PRIMEIROS MINUTOS, MAS O FC ALVERCA PASSOU COM NATURALIDADE

Depois do apuramento do Real SC na quinta-feira frente ao CD Cova da Piedade, hoje foi a vez de FC Alverca e SC Vila Real lutarem entre eles por uma vaga na terceira eliminatória da Taça de Portugal. E o jogo começou cheio de ação.

Logo no primeiro minuto, o avançado Ivanildo ficou perto do primeiro para o Vila Real, mas José Costa respondeu com uma enorme parada ao cabeceamento do avançado. E na resposta, o Alverca foi letal. O Vila Real afastou uma bola cruzada do lado direito para a entrada da área, onde apareceu o brasileiro Gustavo Klismahn a fazer o golo, estando decorridos apenas três minutos de jogo.

Aos 15 minutos, novo sinal de perigo da equipa visitante. Na sequência de um corte falhado de Ronaldo Rodrigues, Ivanildo percorreu alguns metros e soltou para André Azevedo, que rematou para fora. E aos 18 minutos, foi o Alverca que não ampliou o marcador por pouco, com o cabeceamento de Jonata Bastos a sair por cima.

Com oportunidades de um lado e de outro, foi a eficácia do Alverca que foi ditando leis. Aos 26 minutos, livre lateral batido por Pepo, com finalização de cabeça de João Sousa, para o 2-0. E foi depois do segundo golo que o Alverca começou definitivamente a tomar conta da partida e a mostrar o porquê de estar num escalão competitivo superior ao do seu adversário. E no último lance do primeiro tempo, David Dinamite serviu Jefferson Nem, mas o avançado atirou para fora. O intervalo chegou com 2-0 no marcador.

Nenhum dos treinadores fez substituições ao intervalo, mas Diogo Coutinho, vendo que pouco tinha mudado, não demorou muito a ir ao banco. Zé Pedro entrou para o lugar de Sergiy ainda antes dos 55 minutos. Mas o Alverca continuava relativamente confortável no jogo e ia criando perigo algumas vezes, com boas jogadas de envolvimento que eram finalizadas, mas que não entravam na baliza, ou por defesa de Daniel, ou porque os remates iam para fora.

Aos 73 minutos, o Alverca ficou muito perto do 3-0, e João Sousa ficou muito perto do bis, com o seu remate a bater na trave e a não entrar por muito pouco. E aos 80 minutos, as poucas hipóteses que o Vila Real ainda poderia ter ficaram ainda mais reduzidas, com a expulsão de Jahfort, por acumulação de amarelos. E se o jogo já estava de sentido único, mais ainda se tornou. O Alverca aproveitou para fazer mais um golo ainda antes do final (90 minutos). Brigues desmarcou Jonata Bastos, que assistiu Ricardo Rodrigues para o 3-0. O Vila Real ainda reduziu um minuto depois, por Paulo Rodrigues, num lance em que o mesmo jogador atirou ao poste pouco tempo antes. Um golo de honra que os visitantes fizeram por merecer pelos primeiros minutos, mas o Alverca fez imperar a lei do mais forte.

 

A FIGURA

Jonata Bastos – O avançado do Alverca chegou ao final da partida sem golos marcados, mas trabalhou bastante na frente de ataque. Para comprovar isso mesmo, a desmarcação e assistência para o 3-0 são exemplos do bom trabalho do jogador.

 

O FORA DE JOGO

Jahfort – O meio-campo do Vila Real, à semelhança da restante equipa, começou bem, mas foi caindo com o decorrer do jogo. Jahfort esteve nessa dupla de médios e acabou mesmo por ser expulso aos 80 minutos, num lance em que chegou atrasado e pisou o oponente.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC ALVERCA

A equipa de Vasco Faísca apresentou-se para este encontro num 4x2x3x1. Jorge Bernardo e David Dinamite eram os laterais (direito e esquerdo, respetivamente), Ronaldo Rodrigues e João Sousa atuaram no centro da defesa. Eurico Lima e Gustavo Klismahn formaram o duplo-pivô defensivo, com Pepo à sua frente a atuar nas costas do avançado (e a juntar-se ao mesmo no momento defensivo, na primeira linha de pressão. Jefferson Nem e Ángel Torres jogaram à volta do ponta de lança Jonata Bastos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

José Costa (6)

Jorge Bernardo (6)

Ronaldo Rodrigues (5)

João Sousa (7)

David Dinamite (6)

Eurico Lima (6)

Gustavo Klismahn (7)

Jefferson Nem (6)

Ángel Torres (6)

Pepo (7)

Jonata Bastos (7)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Rodrigues (6)

Emerson Carioca (5)

Maycon Douglas (5)

Filipe Brigues (6)

Felipe Ryan (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC VILA REAL

Para o jogo em Alverca, o treinador Diogo Coutinho apresentou um sistema tático de 5x2x3. Gustavo, Pedro Silva e Baltazar eram os centrais, Fontini defendia o corredor direito e Paixão ocupava o lado esquerdo. Sergiy e Jahfort eram os médios, atrás de um trio de avançados composto por Iuri, André Azevedo e Ivanildo. Em momento ofensivo, a equipa promovia a subida de Fontini e Paixão, desdobrando-se num 3x4x3.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel (5)

Fontini (4)

Gustavo (4)

Pedro Silva (4)

Baltazar (4)

Paixão (5)

Sergiy (4)

Jahfort (3)

Iuri (4)

André Azevedo (5)

Ivanildo (5)

SUBS UTILIZADOS

Zé Pedro (4)

Miguel Carreira (5)

Bruno (4)

Paulo Rodrigues (4)

Gil Vicente FC x FC Porto: Dragões com deslocação complicada antes da Champions

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Primeira Liga, 7.ª jornada: sexta-feira, 21:15h, 24 de setembro de 2021
ANTEVISÃO: Dar continuidade ao 5-0 apostando nos jovens

O FC Porto irá, esta sexta-feira, a Barcelos defrontar o Gil Vicente FC. Os dragões vêm de um bom jogo frente ao Moreirense, onde marcaram cinco golos e pretendem manter a veia goleadora. Já os “galos” chegam de o empate, que soube a pouco, a uma bola frente à Belenenses SAD.

TEREMOS UM EMPATE AO INTERVALO E UMA VITÓRIA DO FC NO FINAL DA PARTIDA? A ODD ESTÁ BEM APETECÍVEL! CONFIRMA E APOSTA COM A BET.PT!

Os orientados de Sérgio Conceição irão apresentar-se com duas baixas de peso, uma delas, o capitão Pepe, que não recuperou a tempo e a outra Marchesin, que apesar de ter voltado aos treinos condicionados ainda não conta para o treinador.

Do lado de Ricardo Soares as baixas são João Afonso e Antoine Leautey, ainda nenhum dos dois se estreou na presente época.

Atualmente os azuis e brancos ocupam o segundo lugar da tabela classificativa com 14 pontos, enquanto o Gil Vicente ocupa um respeitável sétimo lugar com oito pontos.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Em 25 jogos no Estádio Cidade de Barcelos, o FC Porto venceu por 16 vezes, empatou quatro e perdeu cinco.
  2. O último embate entre os dois conjuntos terminou com o resultado de 0-2 a favor do FC Porto.
  3. No geral, nos últimos 15 confrontos entre as duas equipas, os Dragões saíram vitoriosos por 12 vezes, perderam duas e anularam-se por uma vez.
  4. Atualmente os dois melhores marcadores da primeira liga pertencem a estes dois conjuntos, Luís Diaz (FC Porto) lidera com 5 golos e logo a seguir apresenta-se Fran Navarro (Gil Vicente) com 4 golos.
  5. Ao todo, em 49 jogos o Gil Vicente marcou apenas 30 golos enquanto o FC Porto atravessou a linha de golo por 105 vezes.
  6. A maior vitória da equipa de Barcelos frente aos portistas foi por três bolas a uma.
  7. A maior vitória dos azuis e brancos no Estádio Cidade de Barcelos foi por 1-5.
  8. Enquanto treinador do Gil Vicente, Ricardo Soares nunca venceu Sérgio Conceição.
  9. A última vitória em casa dos “galos” frente ao FC Porto foi a 10/08/2019 por dois a um.
  10. O Gil Vicente frente aos Dragões, no seu estádio, apresenta apenas uma média de golo de 0.92.
JOGADORES A TER EM CONTA

Fran Navarro (Gil Vicente) – O jovem espanhol de 23 anos, tem mostrado que não veio para Portugal brincar. Até ao momento leva quatro golos em cinco jogos e tem mostrado ser um ponta de lança muito possante e oportunista. É mais que certo que será uma dor de cabeça para a defesa portista.

Luis Díaz FC Porto Gil Vicente FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luís Diaz (FC Porto) – O colombiano atualmente apresenta-se numa excelente forma, tanto no clube como na seleção, marcando praticamente em todos os jogos. Tudo indica que esta será a sua época de afirmação.

É sem dúvida um dos melhores jogadores a competir na Primeira Liga, raros são os adversários que conseguem travar os dribles e remates colocados de Luís Diaz. Neste momento é o melhor marcador dos azuis e brancos em todas as competições. 

XI’S PROVÁVEIS

Gil Vicente (4-3-3): Ziga Frelih, Zé Carlos, Ferrugem, Rúben Fernandes, Talocha, Vítor Carvalho, Pedrinho, Samuel Lino, Fujimoto, Aouacheria, Fran Navarro.

Treinador: Ricardo Soares

“Este é o FC Porto mais forte dos últimos anos”

FC Porto (4-3-3): Diogo Costa, João Mário, Chancel Mbemba, Iván Marcano, Wendell, Uribe, Vitinha, Otávio, Fábio Vieira, Luís Diaz, Medhi Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“Barcelos é uma das deslocações mais difíceis que vamos ter”

PREVISÃO DE RESULTADO: GIL VICENTE FC 0-3 FC PORTO

 

Um mágico dentro e fora das quadras | Futsal

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Um dos maiores vultos do Futsal a nível mundial é Português, conta neste momento com 36 anos e ainda dá cartas na modalidade, como podemos constatar no presente campeonato do Mundo a decorrer na Lituânia. Este foi o ponto de partida para o meu artigo desta semana.

A “FINTAR” DESDE CEDO

Ricardo Filipe da Silva Duarte Braga nasceu e cresceu no bairro de Timor, na freguesia de Valbom no concelho de Gondomar. Inserido num contexto familiar complicado, dado que os seus passavam muitas dificuldades chegando mesmo a ter faltado comida no seu lar, acaba por nascer no dia três de setembro de 1985.

Com a droga e o crime à porta de casa, o jovem soube sempre afastar-se dessas más influências, acabando por ser arrebatado pelo futebol. Inicialmente praticava-o na rua e mais tarde no estádio Municipal de Valbom.

Aos treze anos, após participar no torneio 25 de abril em Fânzeres, também pertencente ao concelho capital da filigrana é aí descoberto por António Frasco, à data técnico de formação no FC Porto.

A temporada seguinte iniciou e o jovem decidido a aceitar a proposta do ex- futebolista, vai treinar à experiência ao clube do dragão, momento esse que ficaria para sempre recordado pelos piores motivos pois aquando da chegada para prestar provas é-lhe comunicado que Ricardo não possuía altura suficiente para praticar o desporto rei, refira-se que o “astro”  mede 1.65m. Destroçado com a situação, cumpre uma espécie de luto permanecendo mais de um ano sem dar um pontapé na bola.

CAROLINA SILVA, A RESPONSÁVEL PELA MUDANÇA PARA O FUTSAL

Com 17 anos e durante uma brincadeira com os amigos na zona onde vivia jogando o então denominado Futebol de Salão, chama à atenção da técnica Carolina Silva, sendo convidado por esta a ingressar no Gramidense FC, clube da sua cidade. Aí começa neste desporto, impressionando de tal forma que na época seguinte e apenas com 18 anos logra dar o salto para o FC Miramar, clube de Vila Nova de Gaia  que à data militava no escalão máximo da modalidade.

A AFIRMAÇÃO E A IDA PARA UM GRANDE

Em 2002/03, sagra-se o atleta revelação da I Liga Nacional de Futsal, sendo seguidamente contratado pelo SL Benfica. Aí vence tudo o que havia para vencer: três Campeonatos, três Taças de Portugal e duas Super Taças, cimentando o clube da Luz, que ainda se estava a afirmar no desporto a nível  nacional, como o maior rival do Sporting CP que já havia aberto a secção da modalidade  cinco anos antes.

Sporting CP x CS Marítimo | Obrigatório continuar no caminho das vitórias

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7ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: sexta-feira, 19h – 24 de setembro de 2021

ANTEVISÃO: LEÕES PROCURAM UMA NOVA SENDA DE TRIUNFOS

Depois do triunfo na casa do Estoril Praia SAD, o Sporting CP recebe o CS Marítimo com os olhos postos nos três pontos. O grupo liderado por Rúben Amorim enfrenta uma equipa que já roubou pontos a um dos grandes esta temporada.

Do lado leonino, continuam a estar ausentes os mesmos dois atletas: Pedro Gonçalves e Gonçalo Inácio. Já na formação insular, Diogo Mendes, Stefano Beltrame e Joel Tagueu estão fora das opções de Julio Velázquez.

SERÁ QUE UMA DAS MELHORES DEFESAS DO CAMPEONATO SOFRE HOJE GOLOS FRENTE AO CS MARÍTIMO? ESPREITA A ODD PARA GOLOS E APOSTA JÁ EM BET.PT!

10 DADOS RÁPIDOS

1. O Sporting CP encontra-se na terceira posição do campeonato, a quatro pontos da liderança.

2. O CS Marítimo é 11º na Liga Portuguesa.

3. No campeonato, a formação leonina só perdeu pontos em casa com o FC Porto.

4. Os madeirenses somam uma vitória no campeonato.

5. Ali Alipour é o melhor marcador do CS Marítimo no campeonato, com 2 tentos na sua conta pessoal.

6. Dos últimos cinco jogos para o campeonato, os leões venceram três.

7. Em 103 partidas entre as duas formações, o Sporting CP venceu 71.

8. Juntamente com FC Porto e SL Benfica, o Sporting CP é a melhor defesa do campeonato, com apenas três golos sofridos.

9. A formação de Alvalade não perde pontos em casa com o CS Marítimo desde 2013

10. Para o campeonato, o CS Marítimo apenas venceu por quatro vezes em Alvalade, em 41 jogos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA
Sporting
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na rede

Pedro Porro – Desde que ganhou o lugar a Ricardo Esgaio, o internacional A espanhol tem premiado a massa associativa leonina com exibições de alto rendimento. Pela importância que Ruben Amorim dá aos alas no seu sistema de jogo, espera-se que uma das principais ameaças do Sporting CP venha de Pedro Porro.

 

💥 💣 | The goal that gave earned Marítimo a point vs Porto.

Bruno Xadas with a rocket.pic.twitter.com/gXv86NcZs1

— Próxima Jornada (@ProximaJornada1) August 22, 2021

Bruno Xadas – O elemento criativo do meio-campo tem sido um dos melhores jogadores dos insulares, esta temporada. Bruno Xadas alias qualidades técnicas que nenhum outro elemento da equipa contém, e por isso é um “alvo a abater” por parte dos leões.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Adán; Luís Neto, Coates, Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes, Vinagre; Sarabia, Paulinho, Nuno Santos.

Treinador: Ruben Amorim

“Para nós, o mais importante é o campeonato. Não estou preocupado com a recuperação para Dortmund.”

 

CS Marítimo: Paulo Victor; Jorge Sáenz, Zainadine Júnior, Léo; Cláudio Winck, Ivan Rossi, Pedro Pelágio, Vitor Costa; Bruno Xadas, Ali Alipour, Ricardinho.

Treinador: Julio Velázquez

“Pontuar em Alvalade já seria positivo, mas ganhar seria excecional. Sabemos que não vai ser fácil, mas trabalhámos bem durante a semana.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SPORTING CP 3-0 CS MARÍTIMO

Guia LPB: SC Lusitânia #6

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

Depois da ilha da Madeira, navegamos até aos Açores para levar até si o guia do SC Lusitânia. Siga connosco!

Foto de capa: FPB

Real SC 2-1 CD Cova da Piedade: Erros dos guardiões determinam desfecho da partida

A CRÓNICA: CLÉBER SANTANA FOI EXPULSO, TOMÁS CARVALHO ERROU NO GOLO DO EMPATE E O REAL SC SEGUE EM FRENTE

Real SC e CD Cova da Piedade deram esta noite o pontapé de saída na segunda eliminatória da Taça de Portugal.

Os primeiros sinais de perigo foram dados pela equipa visitante. Aos 17 minutos, na sequência de um livre lateral batido pelo lado direito, Rui Batalha levantou para a área e surgiu um desvio ao segundo poste que só não deu golo porque o guarda-redes João Godinho fez uma grande defesa. E aos 22 minutos, a equipa de Hugo Martins ameaçou novamente. Hélio Vaz atacou a profundidade (belo passe a explorar a linha defensiva alta do Real) e, à saída do guarda-redes, atirou para fora.

Aos 28, o Real respondeu. Amadu Baldé ganhou uma bola no ar e deixou para a finalização de Gustavo Moura. Desta vez, foi o guarda-redes contrário, Cléber Santana, a opor-se rapidamente e a evitar o primeiro golo da partida. O jogo estava numa toada equilibrada, mas foi outra vez o Cova da Piedade a criar perigo antes do intervalo.

Novamente num lance a explorar as costas da defesa adversária, Rui Batalha conseguiu contornar João Godinho, mas o capitão Paulinho conseguiu cortar em cima da linha de golo. O intervalo chegava com a equipa forasteira mais perigosa (apesar de um livre forte, ainda longe da baliza, batido por Tiago Morgado, ao qual Cléber Santana teve de se aplicar).

A segunda parte começou logo com uma ameaça de Amadu Baldé, que assustou Cléber Santana, mas saiu para fora. Mas os piedenses responderam de pronto. Belo passe de Rui Batalha a desmarcar Diogo David, a quem faltou egoísmo (tentou assistir em vez de fazer golo). E pouco tempo depois, foi o Real a recuperar a bola em zona promissora e a ficar perto do primeiro, valendo Kalifa ao Cova da Piedade, negando o golo a Mika Borges. A segunda parte aparentava começar mais animada.

Mas aos 63 minutos, as coisas complicaram-se para a equipa do Cova da Piedade. Kalifa perdeu a bola à entrada do meio-campo adversário e Mika Borges rapidamente isolou Gustavo Moura. Cléber Santana saiu da baliza e travou o adversário em falta, fora da área, sendo expulso.

Aos 72 minutos, o marcador começou a funcionar, e, surpresa ou não, a favor do Cova da Piedade. Na sequência de um canto que o Real não conseguiu afastar convenientemente, Celsinho aproveitou para rematar de primeira, batendo João Godinho e dando um golo que podia ser importante para a sua equipa. Mas o Real empatou apenas dois minutos depois. Ballack tirou um cruzamento da direita, o guarda-redes Tomás Carvalho (que tinha entrado depois da expulsão de Cléber Santana) falhou a saída e Mika Borges empatou de cabeça.

O Real assumiu naturalmente um maior domínio, face à superioridade numérica, mas o Cova da Piedade foi conseguindo fazer com que os minutos passassem sem sofrer muito perigo na sua baliza. Até que chegou o fim do tempo regulamentar e, face à igualdade verificada, a partida seguiu para prolongamento.

No início do prolongamento, o Real não perdeu tempo e chegou rápido à vantagem. Belo cruzamento de Rúben Freire, de trivela, do lado esquerdo, e Gustavo Moura cabeceou para dentro da baliza. Mas mesmo com 10, o Cova da Piedade não desistiu. Celsinho bateu um livre lateral tenso e Gomes não desviou por muito pouco.

O Real voltou a ameaçar aos 100 minutos, valendo uma grande defesa de Tomás Carvalho a uma finalização de primeira de Mika Borges. Mas o intervalo do prolongamento chegava com a formação da casa em vantagem e a 15 minutos de carimbar o apuramento para a terceira eliminatória da Taça. E apesar dos melhores esforços do Cova da Piedade, o resultado não sofreu mais alterações e o Real pôde festejar a passagem à próxima fase.

 

A FIGURA

Gustavo Moura – O avançado do Real voltou a ser decisivo, voltando a marcar o golo da vitória, tal como tinha feito no fim de semana, frente ao Caldas. O avançado esteve sempre ativo ao longo da partida e finalizou como devia o belo cruzamento de Rúben Freire.

 

O FORA DE JOGO

Cléber Santana – O guarda-redes do Cova da Piedade acabou por manchar uma exibição que estava a ser positiva aos 63 minutos, com uma expulsão. É verdade que Kalifa perdeu a bola onde não devia, mas o guarda-redes saiu da baliza de forma extemporânea e derrubou o oponente, complicando a tarefa da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

A equipa comandada por Luís Loureiro apresentou-se num 3-4-3 que, no momento ofensivo, projetava muito os alas Rodrigo Moitas e Fábio Pala, enquanto Amadú Balde e Mika Borges exploravam espaços mais interiores junto do ponta-de-lança.

No capítulo defensivo, a equipa do Real SC organizou-se numa linha defensiva com cinco jogadores, enquadrando-se, na grande maioria das vezes, num 5-2-3.

Na primeira parte, a equipa de Massamá demonstrou-se confortável com bola, com os seus centrais sempre bastante ativos na primeira fase de construção, mas sempre com alguma dificuldade em ligar com os homens da frente. Uma posse de bola que poucas vezes resultou em lances de grande perigo.

No segundo tempo, após a expulsão do jogador do Cova da Piedade, o técnico Luís Loureiro lançou Ballack para o lugar de Fábio Pala, promovendo no imediato uma mudança no sistema tático, com a equipa a posicionar-se num 4-2-3-1. Na fase defensiva, face às mudanças feitas no 11 inicial, a equipa passou a defender em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (6)

Fábio Pala (6)

Rodrigo Moitas (6)

Gustavo Moura (9)

Tiago Morgado (6)

Paulinho (6)

Rodrigo Monteiro (6)

Clayton Sampaio (6)

Rúben Marques (6)

Amadú Baldé (6)

Mika Borges (8)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Freire (7)

Ballack (6)

Rodrigo Martins (6)

Cabissandin (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

O coletivo orientado por Hugo Martins apresentou-se num 4-4-2, tanto no momento ofensivo como defensivo.

A equipa do Cova da Piedade, na primeira parte, recorreu sempre a uma abordagem mais direta para fazer chegar a bola aos jogadores da frente, colocando sempre três ou quatros homens entre a linha defensiva do Real no momento da construção.

Na segunda parte, a equipa do Cova da Piedade entra bem na partida, com uma linha defensiva mais subida e com um aumento de intensidade significativo, causando algumas dificuldades à equipa do Real.

Com a expulsão do guarda-redes Cléber, o técnico Hugo Martins baixou um pouco as suas linhas e montou uma última linha de cinco jogadores, de forma a responder ao aumento de jogadores do Real na frente de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cléber Santana (4)

Fábio Santos (6)

Rui Batalha (7)

Kalunga (6)

Batista (6)

Hélio Vaz (6)

Kalifa (6)

Diogo David (6)

Sandro Silva (6)

Celsinho (6)

Pedro Pinto (6)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Carvalho (6)

Gomes (6)

Zacarias (6)

Vicente (6)

 

Rescaldo de opinião redigido por Bernardo Figueiredo e Gonçalo Tomaz.

Os 5 treinadores promissores a surgir na Europa

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Existe demasiado o hábito de se olhar sempre para os mesmos treinadores quando falamos de talento e qualidade sendo que por vezes nos esquecemos que também esses começaram por baixo e tiveram tempo para se mostrar ao Mundo.

São vários os treinadores que começam a sua carreira de treinadores ainda novos e se mostram em equipas principais com idades mais jovens, como foi o caso de Julian Nagelsmann, atual treinador do FC Bayern Munique.

No entanto não podemos chamar de promissores apenas a treinadores mais novos, sendo que essa esperança pode estar em profissionais que só estejam a ter a oportunidade de se mostrar ao mais alto nível numa idade já não considerada nova.

Felizmente para estes treinadores que eram mais desconhecidos parece que cada vez mais os clubes arriscam em mudar o paradigma de contratar técnicos mais cotados e avançarem para apostas que podem surpreender e trazer ideias novas ao Futebol.

Para esta lista foram escolhidos cinco treinadores que para muitos podem ser ainda desconhecidos, mas que já apresentaram resultados e prometem não ficar por aqui e continuar a surpreender no futuro.

Top 5 treinadores promissores