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Tóquio 2020, Canoagem #1: O “tempero” que faltava ao nosso medalheiro

Era tempo da Canoagem de velocidade fazer a sua aparição na presente olimpíada com os primeiros dias a contarem com três atletas lusos à partida: Fernando Pimenta, Teresa Portela e Joana Vasconcelos.

Pimenta, legítimo candidato às medalhas, atuaria na vertente de K1 1000, entrando em água logo na primeira eliminatória, da qual os melhores tempos se apurariam diretamente para as meias-finais, não tendo de disputar a regata relativa aos quartos.

O canoísta limiano, já medalhado em conjunto com Emanuel Silva em Londres 2012, não revelou dificuldades no controlo, bem como na gestão de uma prova na qual a intensidade do vento, que soprava de frente, era uma dificuldade adicional, fazendo com que o ritmo da regata não fosse tão “vivo”. Aí veio ao de cima toda a experiência do lusitano que, liderando do início ao fim da competição, ainda teve tempo para abrandar ligeiramente na reta final.

Seria, portanto, e sem dificuldades, registada uma marca de 3.40.123, que venceria com uma diferença superior a um segundo face ao seu mais direto oponente, o eslovaco Peter Gelle. Deste modo, e sem necessitar de voltar a despender energias, Pimenta seguiu rumo à fase seguinte.

Teresa Portela, em K1 200, tentava repetir o feito conseguido pelo limiano. Mostrando-se em forma para lutar por uma presença na regata de atribuição das medalhas da referida categoria, a desportista natural de Esposende, classificando-se no segundo posto da sua eliminatória, anotou o tempo de 42,050, apenas atrás da atleta da China, Mengdie Yin. Assim, Teresa também assegurava passaporte direto para as meias-finais sem necessitar de horas extra!

Sorte distinta teria a sua compatriota Joana Vasconcelos, que na mesma categoria, e após a quinta posição assinalada na eliminatória, viu-se relegada para a regata alusiva aos quartos de final, onde, ao ficar no quarto posto, se despediu desta especialidade, registando o tempo de 43.1.379, a mais de um segundo da canadiana Andreanne Langlois, vencedora da regata. Agora, Joana direciona atenções para o K1 500, que marcará a sua despedida  deste certame olímpico.

5 antigos jogadores que foram aposta como treinadores sem experiência

É com naturalidade que assistimos a jogadores de futebol tornarem-se treinadores quando decidem “pendurar as chuteiras”. Desta forma, aplicam o conhecimento adquirido nos relvados durante anos, como a “teoria” do jogo ou a gestão dos seus atletas.

No Futebol atual, existem inúmeros técnicos que registaram belas carreiras como jogadores, e que a determinada fase das suas vidas decidiram trocar o interior das quatro linhas pelos bancos de suplentes. Há certos futebolistas que, analisando o seu modo de jogo e a forma como tomam decisões, podemos prever que têm potencial para liderar o comando técnico de uma equipa.

Neste artigo, selecionámos cinco antigos jogadores que se tornaram treinadores com pouca ou nenhuma experiência na função, sendo apostas de risco por parte de grandes emblemas europeus num passado recente.

Em jeito de curiosidade, esta lista é dominada por antigos médios.

Liga Francesa | O “top 4” em 2021/22

A temporada de 2020/21 foi fértil em inúmeras surpresas no que concerne ao Futebol Europeu. Vários foram os emblemas que se reinventaram e registaram desempenhos verdadeiramente sublimes, reencontrando o trilho dos triunfos, ainda que de forma inesperada.

Os exemplos são diversos e repetem-se um pouco por todo o “Velho Continente”: ainda estão bem frescos na nossa memória os festejos do Sporting CP que, após 19 anos de jejum, se sagrou campeão nacional. Também o Club Atlético de Madrid se impôs no país vizinho, conquistando a Liga Espanhola, habitualmente dominada por Real Madrid CF e FC Barcelona. Em Itália, o FC Internazionale Milano, de Antonio Conte, demonstrou uma consistência notável e superiorizou-se a uma “Vecchia Signora”, crónica campeã transalpina em anos recentes.

Já por terras gaulesas (onde mora, talvez, a maior surpresa de todas), o cenário foi idêntico, com o LOSC Lille, magistralmente comandado por Christophe Galtier, a destronar o Paris Saint-German FC, arrecadando o título francês, uma década após a sua última conquista e com forte ADN lusitano.

Se, por um lado, é apontado ao futebol francês o facto de ir “a reboque” do poderio económico do PSG, por outro, o improvável trajeto dos Les Dogues é a prova de que um planeamento seguro e meticuloso do plantel pode levar de vencida os milhões provenientes do Médio Oriente.

Com as formações na grelha de partida a prepararem a temporada que agora se inicia, a expectativa de assistir aos astros subirem ao palco novamente é incomensurável – ainda para mais quando o regresso dos adeptos aos estádios de futebol é uma realidade. A emoção está garantida e a incerteza é a palavra de ordem. Assim, proponho-me a traçar uma previsão sobre os quatro primeiros classificados da Liga Francesa, que promete, certamente, centrar as atenções de milhões de aficionados.

5 jogadores portugueses que podem regressar ao nosso futebol

Com o campeonato à porta, as equipas da Liga Portuguesa tentam, dentro dos possíveis, fechar os plantéis para 2021/2022. No entanto, o mercado de transferência ainda vai a meio e há oportunidades de negócio que devem ser tidas em conta pelos clubes.

Todos os anos, são muitos os jogadores portugueses que se aventuram pelas ligas estrangeiras. E são também alguns os que voltam ao país, depois de experiências mais, ou menos, conseguidas. Aqui, estão cinco atletas que reúnem dois pressupostos: têm qualidade para encaixar em vários plantéis da Primeira Liga e poderiam beneficiar de um regresso a Portugal.

NHL | 5 conclusões de um defeso agitado

Naquilo que tem sido um defeso muito mais agitado do que o habitual na NHL, devido ao expansion draft dos Seattle Krakens, deixamos a poeira de ambos os drafts e da free agency assentar, e olhamos para a época que aí vem e o que podemos retirar após duas semanas de muita mudança.

De forma resumida, a equipa “vencedora” da free agency foi os Dallas Stars. Melhor contratação – Dougie Hamilton para os New Jersey Devils. E equipa “perdedora” da free agency – Buffalo Sabres.

Foto de capa: NHL

Artigo Redigido por Pedro Gonçalves de Andrade

Nakajima: De desejado a descartado | FC Porto

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Na época de 2019/20, Shoya Nakajima foi a contratação mais sonante efetuada pelo FC Porto, no mercado de verão. Com grandes exibições ao serviço do Portimonense SC, o internacional japonês chegou à cidade Invicta com um sorriso que enchia de esperança os adeptos portistas – indubitavelmente, era o jogador mais pedido pelos adeptos nas redes sociais.

Somando este grande desejo da massa adepta azul e branca ao parecer favorável por parte do treinador Sérgio Conceição em contar com avançado japonês, a SAD do FC Porto avançou para a contratação de Nakajima, negócio este que se tornou um dos maiores investimentos da história do clube – 12 milhões de euros por 50% do passe.

Nakajima
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, não é segredo para ninguém: Nakajima, até ao momento, é um flop. No total, em termos numéricos, o jogador japonês marcou 1 golo e fez 5 assistências. De facto, nem sempre os números refletem as exibições de um jogador. No entanto, o internacional japonês, das poucas vezes que foi opção a titular, demonstrou um nível exibicional muito aquém daquele que tinha outrora apresentado no Portimonense SC, ou até na Copa América 2019, ao serviço da seleção japonesa.

Creio que o “dossiê Nakajima”, que custou 12 milhões aos cofres portistas, veio mostrar que a adaptação ao clube e às suas exigências são fulcrais para o sucesso de um determinado atleta.

Não há dúvidas de que o talento de Nakajima é acima da média, mas o jogador, claramente, não se adaptou às rotinas de um clube tão exigente como o FC Porto; um clube que espera o máximo do atleta em todos os jogos. Por vezes, o internacional japonês espalhava magia num jogo, mas depois desaparecia, sendo constantemente regalado para o banco.

Confesso que sou admirador das qualidades técnicas de Nakajima; acho que é um jogador que faz coisas que os outros não fazem – é capaz de (se tiver oportunidade) ser a referência de construção da equipa e aquele jogador por onde a bola tem de passar inúmeras vezes antes de chegar à baliza do adversário. Todavia, o nível exibicional que apresentou não chegou sequer perto disso.

Cheguei então a uma conclusão simples: Nakajima não é jogador para este FC Porto. Repito, para este FC Porto. Foi uma contratação completamente ao lado por parte da SAD portista, já que o jogador não “serve” para o modo como a equipa de Sérgio Conceição joga – não tem intensidade e capacidade de explorar a profundidade de forma sucessiva, ao longo do jogo.

Não sabemos se foi uma contratação pedida por Sérgio Conceição ou se de facto foi uma investida efetuada pela SAD dos azuis e brancos. O que de facto podemos afirmar é que não houve uma análise prévia acertada das características do jogador, neste tipo de sistema.

O FC Porto encontra-se, assim, num dilema: o que fazer a Nakajima? Emprestado ao Al-Duhail SC na segunda metade da época passada, o internacional japonês, ao que parece, é esperado ainda este mês na cidade Invicta.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Ronaldo Camará | A renovação que trará a afirmação

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É uma das maiores jóias da formação do Sport Lisboa e Benfica e finalmente acertou um contrato com os encarnados, válido por cinco temporadas. Falo de Ronaldo Camará, uma das maiores promessas do Seixal.

Ronaldo Camará estava afastado das competições desde janeiro deste ano por se recusar a renovar o vínculo que o ligava aos encarnados, mas, nos últimos dias, acabou mesmo por acertar os termos do contrato e será reintegrado nos trabalhos da equipa secundária das águias. Contudo, terá de recuperar a forma física – poderá levar algumas semanas até que volte a ter o ritmo competitivo necessário.

Natural da Guiné-Bissau, Ronaldo Camará é internacional pelas seleções jovens portuguesas, pelo que possui dupla nacionalidade. Médio ofensivo de origem, Camará iniciou a sua formação nas escolas do Sporting CP, mas mudou-se para o SL Benfica nos sub-15, tendo percorrido os escalões dos encarnados desde então.

Tem nome de craque e qualidade de sobra! Ronaldo Camará tem um talento impressionante e uma visão de jogo muito acima da média. A forma como recebe a bola, sempre orientada para servir os seus colegas de equipa, é soberba. É capaz de colocar a bola à mercê dos seus companheiros com imensa facilidade e, quando não há espaços, ele inventa-os. A juntar a tudo isto, é ainda muito capaz de jogar sob pressão e é bastante bom a fazer passes para o espaço entrelinhas.

A qualidade técnica é um dos seus maiores atributos, mas a maturidade com que trata a bola com os seus 18 anos é algo fora do normal. Talvez seja por essa mesma razão que, ainda com idade de júnior, jogava pela equipa B do Sport Lisboa e Benfica.

Camará também é exímio na arte de driblar. É capaz de contornar os adversários sem qualquer esforço acrescido, quase como se levitasse sobre a relva. Por ser ambidestro, dificulta, em muito, a função dos seus adversários, confundindo-os com o seu drible.

Uma das poucas lacunas no jogo de Ronaldo Camará é a falta de golo, algo que, ainda que não seja obrigatório na sua função, é um extra. A falta de golo não se deve ao facto de ser mau finalizador, mas sim ao de Camará gostar de servir os colegas com os seus passes fatais. Contudo, trabalhando mais a finalização, tem um potencial brutal.

Depois de bastante tempo afastado da competição devido aos motivos supramencionados, Ronaldo Camará poderá almejar chegar à equipa principal, devendo, para isso, mostrar serviço nos treinos e na equipa secundária das águias, de forma a merecer uma convocatória da parte do técnico da equipa principal, Jorge Jesus. Qualidade não lhe falta, pelo que se espera que, mais tarde ou mais cedo, o talento e o empenho sejam reconhecidos e lhe valham a chamada à equipa A.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Tóquio 2020, Ténis de Mesa #2: sangue, suor e lágrimas não chegaram e tudo a Alemanha nos levou

A armada portuguesa de Ténis de Mesa falhou o apuramento para os quartos de final da prova de equipas e termina, desta forma, a participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Relembro que, dos cinco lusos que nos representaram, Marco Freitas foi o atleta a chegar mais longe. O luso disputou os oitavos de final nas provas de singulares, onde foi derrotado pelo número um do mundo e vencedor da medalha de prata nesta edição dos JO, Fan Zhendong.

Para o confronto de ontem, a Seleção Nacional apresentou-se com Marcos Freitas (24.º ranking mundial), Tiago Apolónia (57.º) e João Monteiro (78.º). Enquanto que, na outra ponta da mesa, a formação germânica juntava Dimitrij Ovtcharov (10.º), Timo Boll (11.º) e Patrick Franziska (17.º).

Ao sétimo dia, o colosso alemão não descansou e o número três trar-nos-ia muita tristeza.

No primeiro jogo, a pares, a dupla bem conhecida João Monteiro/Tiago Apolónia foi derrotada por Patrick Franziska/Timo Boll. Mesmo depois daquilo que foi um primeiro set eletrizante, que terminaria com um 17-15 favorável aos alemães.

Apesar do esforço, os portugueses não lograriam vencer qualquer parcial, e a história repetir-se-ia nas segunda e terceira partidas, entre Dimitrik Ovtcharov e Marcos Freitas e entre Tiago Apolónia e Timo Boll.

Em três partidas de três sets e cerca de 3(0) minutos cada uma, os alemães acabariam por assegurar a passagem aos quartos de final sem grande dificuldade.

Relativamente às próximas fases da prova masculina de equipas, os lugares encontram-se ocupados por todos os suspeitos asiáticos do costume, a Alemanha e a Suécia, que terá a vida bastante dificultada pelo Japão nos quartos de final.

Do lado feminino pouco muda, e são as germânicas as únicas representantes europeias ainda em prova.

Foto de capa: Federação Portuguesa de Ténis de Mesa

Artigo revisto por Andreia Custódio

Bota de Ouro | Os 5 principais candidatos em 2021/22

Com a cabeça. De vólei. Encobrindo o guarda-redes. Não importa a situação. O golo é a ocasião de máxima euforia dentro de uma partida de futebol. Principalmente num desporto coletivo, os produtores deste momento recebem a devida atenção e destaque de todos. Como retribuição aos maiores colecionadores de momentos, temos o tradicional prémio de bota de ouro europeia.

Sabemos que estamos em pleno verão e esta é a hora perfeita para adentrar e apostarmos nas melhores possibilidades sobre qual será o grande artilheiro da época que está por vir.

Este artigo não se propõe a apenas indicar de forma definitiva qual será o jogador ganhador da bota de ouro, mas também a elencar alguns elementos essenciais para que estes jogadores sejam destaques dos seus clubes. As formas de jogo, os companheiros de clube e novos desafios podem influenciar. Por isso, o Bola Na Rede traz-vos os cinco principais candidatos à bota de ouro da época 21/22.

5 jovens com grande potencial na equipa B | FC Porto

A ideologia de que a equipa B é uma forma de catapultar a juventude da formação que passaram anos e anos no clube está perdida. O FC Porto é um dos exemplos desta nova adaptação à realidade futebolística, em que a equipa tem nos seus principais pontos de referência jovens que foram contratados, quase exclusivamente, para representar o equipa B.

A última temporada foi um desastre. A equipa em diversos momentos foi incapaz de ser superior aos adversários realizando péssimos resultados e consequentemente o lugar na classificação foi descendo. Este efeito bola de neve revelou-se muito perigoso para a equipa B que manteve permanência na segunda liga à tangente.

equipa B
Na época passada, o FC Porto B teve que contar com jogadores da equipa principal para ajudar na manutenção.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com a esperança de na temporada que se aproxima a equipa consiga respirar melhor na classificação e ser a “pedra no sapato” de muitos conjuntos, ficam aqui, os jovens que podem e devem ser observados pelos adeptos e equipa principal que prometem ter uma equipa entusiasmante.