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GP Hungria: Hoje os holofotes viram-se para ti, Esteban

A CORRIDA: CAOS NA PRIMEIRA VOLTA PROPORCIONOU UMA PROVA MEMORÁVEL DO INÍCIO AO FIM

Concluída a qualificação para o Grande Prémio da Hungria, discutia-se até que ponto a Mercedes partia em vantagem sobre a Red Bull, por ter dois pilotos na fila da frente e por começar com pneus que durariam mais voltas e que permitiriam à equipa efetuar as suas paragens mais tarde. Chegados à primeira volta e a um determinado incidente, nada disso importava. Esteban Ocon (Alpine) foi o vencedor de uma corrida memorável no Hungaroring, com Sebastian Vettel (Aston Martin) e Lewis Hamilton (Mercedes) a completarem o pódio.

Com a chuva a invadir a pista húngara a poucos minutos do arranque, cinco pilotos foram eliminados da corrida logo no início. O Mercedes de Valtteri Bottas partia em segundo, mas teve um arranque horrível, falhando depois a travagem e despenhando-se no McLaren de Lando Norris, atingindo também o Red Bull de Sergio Pérez, enquanto Norris foi embater no outro Red Bull de Max Verstappen. Mais atrás, Lance Stroll (Aston Martin) também falhou a travagem e bateu no Ferrari de Charles Leclerc, levando o McLaren de Daniel Ricciardo a fazer um pião. Parecia bowling em vez de Fórmula 1 e Bottas, Pérez, Norris, Stroll e Leclerc abandonaram a corrida, que esteve interrompida em situação de bandeira vermelha.


Hamilton tinha escapado a todos estes incidentes, mas a Mercedes avaliou mal as condições da pista para o reinício, mantendo o britânico com pneus intermédios, com todos os outros pilotos ainda em prova a pararem para colocar pneus de pista seca (médios, neste caso). Hamilton foi forçado a parar uma volta depois e caiu para último.

Isso permitiu a Esteban Ocon passar para a frente do Grande Prémio da Hungria e começar a sonhar com uma vitória que viria mesmo a alcançar, conseguindo liderar durante quase todas as 70 voltas da corrida, mantendo Sebastian Vettel atrás de si, apesar dos melhores esforços do alemão. Lewis Hamilton, apesar de tudo, conseguiu uma fantástica recuperação, subindo de 14.º para o terceiro lugar com uma estratégia de duas paragens. Verstappen, com o carro danificado depois da primeira volta, só conseguiu ser décimo, e é Hamilton que vai para a pausa de verão no primeiro lugar do campeonato.

Carlos Sainz (Ferrari), que foi terceiro durante muito tempo, teve de se contentar com o quarto lugar, perdendo para Hamilton a três voltas do fim. E por falar em perder para Hamilton, Esteban Ocon bem pode agradecer ao seu colega de equipa da Alpine. Fernando Alonso fez um excelente trabalho a segurar Hamilton atrás de si durante várias voltas, impedindo que o britânico chegasse à luta pela vitória. O espanhol acabou no quinto lugar, mas foi eleito piloto do dia, cumprimentando efusivamente o vencedor da corrida depois da mesma.


Seguiram-se os dois AlphaTauri, com Pierre Gasly à frente de Yuki Tsunoda, seguidos dos dois Williams. Sim, depois de terem pontuado pela última vez no GP da Alemanha de 2019, a equipa voltou a fazê-lo, desta vez com os dois pilotos (Nicholas Latifi oitavo depois de ter chegado a estar em terceiro e George Russell em nono). Verstappen fechou os pontos, num dia amargo para a Red Bull com a já referida perda da liderança do campeonato de pilotos, mas também de construtores.


A Fórmula 1 vai agora para a sua pausa de verão, voltando no último fim de semana de agosto para o Grande Prémio da Bélgica (Bottas já sabe que terá uma penalização de cinco lugares para essa prova, depois do caos provocado na primeira volta). E num ano em que Hamilton e Verstappen são os principais candidatos ao título, hoje os holofotes viraram-se para outros pilotos, e para um piloto em particular. No fim da última corrida da primeira metade, Esteban Ocon entra na categoria dos vencedores de corridas de Fórmula 1.

 

Foto de Capa: F1

Os 5 equipamentos mais belos da Primeira Liga 2021/2022

O começo de uma nova época é sinónimo de muitas mudanças, não só de jogadores e equipas técnicas, mas também de imagem.

Todos os adeptos de futebol, época após época, anseiam por conhecer as novas “peles” que os jogadores irão usar em campo, sendo a apresentação dos novos equipamentos um momento muito aguardado.

Com a temporada 2021/2022 mesmo aí à porta e com a maior parte dos clubes a ter já revelado os seus novos equipamentos, na seguinte lista apresento aqueles que são, na minha opinião, os cinco melhores equipamentos apresentados até ao momento pelos clubes da Primeira Liga.

Tóquio 2020, Ténis: O materializar de uma estrela

Os Jogos Olímpicos são o epicentro do desporto de, normalmente, quatro em quatro anos. Ainda assim, o Ténis, juntamente com alguns outros, reveste-se de uma menor importância já que este evento, apesar de importante, é apenas mais uma prova do calendário e que, para a maior parte, nem sequer é o mais relevante ou prestigiante. Contudo, não é por isso que não deixa de ter muitos pontos de interesse.

O principal ponto de interesse da prova deste ano era Novak Djokovic. O sérvio entrou para esta competição em igualdade de títulos de Grand Slam com Federer e Nadal e conquistar a medalha de ouro permitir-lhe-ia continuar a ambicionar o tão desejado, e nunca alcançado na vertente masculina do ténis, Golden Slam, que consiste em juntar a medalha de ouro olímpica a todos os títulos de Grand Slam no mesmo ano.

O sérvio era o claro favorito a ganhar esta prova, mas, nas meias-finais, teve um percalço que lhe deitou por terra as ambições de subir ao primeiro lugar do pódio. Esse percalço teve o nome de Alexander Zverev.

Naquele que foi o jogo mais espetacular do torneio e, para muitos, uma final antecipada, Zverev conseguiu dar a volta ao encontro depois de estar a perder por 1-6 2-3 a meio do segundo set. A partir desse momento, o alemão conseguiu superar-se e venceu 10 dos 11 jogos seguintes para vencer a partida com os parciais de 1-6, 6-3 e 6-1. O primeiro set foi a amostra perfeita de como definimos Djokovic e muitos dos seus encontros, um parcial equilibrado com muitos jogos em vantagens mas que os pontos decisivos acabaram sempre por cair para o número um do mundo.

Na segunda partida, Zverev esteve muito forte e conseguiu vencer os seus jogos de serviço de forma bem mais tranquila do que Djokovic. Apesar disto, foi o sérvio que conseguiu fazer o primeiro break, mas sofreu logo o contra-break em branco e Zverev saiu, claramente, galvanizado desta troca de breaks, vencendo todos os jogos deste parcial a partir daí.

O último parcial foi caracterizado por um claro decréscimo do nível apresentado por Djokovic que nunca entrou verdadeiramente na disputa deste set, o que permitiu a Zverev caminhar de forma mais ou menos tranquila para a final, garantindo, desde já, uma medalha.

Na outra meia-final, Karen Khachanov bateu Pablo Carreño Busta pelos parciais de 6-3 e 6-3. Olhando para o nível dos dois jogadores, poderíamos antever um encontro equilibrado, mas a verdade é que, como é o caso da maior parte dos espanhóis, Carreño Busta é claramente superior em terra batida do que em piso rápido e essa diferença de nível fez desequilibrar o encontro para o lado do russo, que enfrentou apenas um ponto de break.

FC Famalicão 1-0 GD Estoril Praia: Golo madrugador carimba fase de grupos

A CRÓNICA: MUITA AÇÃO, BOAS INDICAÇÕES, MAS POUCA FINALIZAÇÃO EM FAMALICÃO

Num jogo com um ritmo interessante para o início de época, foi o FC Famalicão a colocar-se em vantagem logo à passagem do minuto nove. A vantagem madrugadora acabou por ser decisiva, numa partida de muita ação junto das balizas. Para a posteridade ficam as boas indicações deixadas de parte a parte e a passagem dos homens de Ivo Vieira à fase de grupos da Taça da Liga.

O golo do reforço Bruno Rodrigues contrariou um ligeiro ascendente inicial do GD Estoril Praia, que se manteve durante grande parte dos primeiros 45 minutos. Os “canarinhos” mostraram mais iniciativa, mas acabou por ser a equipa da casa a rentabilizar melhor o tempo de posse de bola e a criar mais perigo. Exceção feita para um cabeceamento que saiu poucos centímetros da baliza de Luiz Junior e para um remate perigoso de André Clóvis.

A tarde de chuva não impediu os famalicenses de consumar o tão desejado regresso às bancadas. E, se a equipa da casa voltou a sentir o apoio dos adeptos, o quarteto de arbitragem voltou a sentir a pressão. Houve um par de decisões muito contestadas, com destaque para uma possível grande penalidade sobre Ofori, aos 24 minutos. Ainda antes de apitar para o intervalo, António Nobre deu ordem de expulsão a Miguel Crespo, por acumulação de amarelos.

O equilíbrio manteve-se no segundo tempo, desta vez com mais acutilância dos homens do Estoril. Chiquinho, que foi sempre um dos mais agitadores dos canarinhos, causou muitos problemas ao lado direito da defesa da casa. Aos 57 minutos, faltou pontaria a André Clóvis para o empate. A resposta do Famalicão chegou, aos 69 minutos, com um belo envolvimento entre o trio da frente, que tirou o guarda-redes Thiago da ação, mas terminou com um remate de Pablo a bater num defesa do Estoril.

Com o cansaço a entrar na equação e um Famalicão mais retraído, foi sem grande surpresa que se assistiu a um diminuir da intensidade até ao final do jogo. À procura do empate, os visitantes criaram muito perigo nos instantes finais, sobretudo através de bola parada, mas sem resultados práticos.

 

A FIGURA

Bruno Rodrigues – Foi dele o golo que acaba por decidir o jogo e enviar o Famalicão para a fase de grupos da Taça da Liga. Boas indicações para um reforço do qual se esperam golos. Fica ainda a nota para Chiquinho, o homem mais perigoso do lado do Estoril.

O FORA DE JOGO
Miguel Crespo é a maior ameaça para o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Miguel Crespo – Foi uma das figuras do Estoril na época passada, mas não teve uma tarde feliz. Apareceu pouco em jogo, até ao momento da sua expulsão ainda antes do intervalo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira montou um falso 4-4-2, com a principal nuance a estar na frente de ataque. A equipa da casa não apresentou um ponta de lança de raiz, tendo sido Ivan Jaime a assumir a função de elemento mais adiantado. No ataque estiveram também Ivo Rodrigues e pelo reforço Bruno Rodrigues, ambos com grande mobilidade e a explorar as alas. A partir da hora de jogo, com a entrada de Pablo, famalicenses passaram a ter uma referência no ataque e o esquema tático passou a aproximar-se mais do 4-3-3, com Ivo e Bruno Rodrigues a ocuparem definitivamente as alas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Junior (6)

Diogo Figueiras (6)

Batubinsika (7)

Riccieli (6)

Rúen Lima (6)

Gustavo Assunção (7)

David Tavares (7)

Ofori (6)

Ivan Jaime (7)

Ivo Rodrigues (7)

Bruno Rodrigues (7)

SUBS UTILIZADOS

Pablo (6)

Ugarte (5)

Verdonk (-)

Geovani (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD ESTORIL-PRAIA

O Estoril apresentou-se em 4-4-2. No meio-campo, Gamboa ficou responsável pela posição mais recuada do losango. Ao passo que na frente, Chiquinho foi o homem mais móvel, descaindo frequentemente para a esquerda e André Clóvis o elemento mais fixo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thiago (6)

Carles Soria (7)

Lucas Africo (6)

Vital (6)

Joãozinho (7)

Gamboa (6)

Rosier (7)

André Franco (6)

Crespo (3)

Chiquinho (7)

André Clóvis (6)

SUBS UTILIZADOS

Geraldes (5)

Bruno Lourenço (5)

Ruiz (4)

Lucho (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O Ivan Jaime apareceu hoje como homem mais adiantado. Vai continuar a postar nele nesta posição ou foi só uma solução de recurso?

Ivo Vieira: Vou pensando ao dia e à semana. Quando tiver um ponta de lança provavelmente vou pensar outras coisas. Temos de encontrar soluções para as necessidades que a equipa tem. Podia jogar em 4x4x2, mas seria pior. É uma questão dos recursos que tenho neste momento. É um jogador que faz bem aquele papel, mas precisa de ter outro tipo de envolvimento para podermos tirar rentabilidade dele. Caso contrário acontece aquilo que aconteceu hoje, que não acrescentou ao jogo o que consegue acrescentar quando joga como 10.

GD Estoril Praia

BnR: A exibição de hoje deixa-o tranquilo para enfrentar a Primeira Liga?

Bruno Pinheiro: Não de todo, porque todos os jogos são diferentes. Fomos competentes hoje, mas a competência tem de ser mostrada em todos os jogos e só ficarei descansado no final da temporada quando conseguirmos atingir os nossos objetivos. Para já satisfação pelo jogo de hoje, mas não sabemos como vai ser a época.

A lesão de Pedro Porro | Sporting CP

No Algarve, após a vitória no amigável frente ao Belenenses SAD, por duas bolas a uma, o departamento clínico anunciou que Pedro Porro, lateral direito titular do Sporting CP, havia sofrido uma “luxação da articulação tíbioperoneal superior no joelho direito”.

Apesar do tempo de paragem não ser conhecido, diz-se que Pedro Porro pode ficar longe dos relvados cerca de dois meses. O espanhol já reagiu à lesão e disse: “Sinto-me bem, estou focado na recuperação e em voltar rápido para ajudar os meus companheiros”. É sempre um grande contratempo, porque não deixa de ser uma lesão prolongada de um dos titulares. No entanto, ao contrário do que aconteceu na época passada, este ano temos alternativas bastante viáveis.

Pedro Porro é, sem sombra de dúvidas, o lateral direito mais capaz, mais completo e que mais diferença faz do lote de opções para aquela posição. Sobretudo contra equipas mais fechadas, que se preocupam mais com os momentos em que não têm bola, Pedro Porro faz a diferença, visto que é um jogador que gosta e chega com facilidade ao último terço, tem um bom remate e decide sempre bastante bem.

Na última época, assistimos a um Pedro Porro em grande forma durante os primeiros dois terços da época e, no último terço, vimos um lateral direito com algumas lesões, mais limitações físicas e que andava sempre perto de “dar o berro”, isto por ter dado sempre tudo nos primeiros dois terços. Faltavam opções viáveis para fazer Pedro Porro descansar quando o mesmo necessitasse.

Tínhamos João Pereira, que chegou em dezembro, mas o mesmo já não tinha 20 anos. Depois, as outras opções eram adaptações; Gonzalo Plata, Matheus Nunes e Bruno Tabata passaram todos pela posição e, apesar de nunca comprometerem, não davam totais garantias ou eram mais benéficos noutra posição.

Na última metade da época, João Pereira rendeu Pedro Porro em alguns jogos
Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

Nesta época, a questão mudou. Agora, para além de Pedro Porro, há Ricardo Esgaio e também Gonçalo Esteves. São ambas alternativas especificamente para aquela posição, ou seja, apesar de terem habilidades para jogar noutro lado, a sua posição de raiz é ali na lateral direita.

Na minha opinião, Ricardo Esgaio ainda será mais vezes utilizado nesta época do que muitos esperam. É um belo jogador, que Amorim conhece muito bem, está no pico da sua forma e das suas capacidades e para finalizar, penso que oferece bastantes valias defensivas, tantas ou mais que Pedro Porro. Posto isto, ao contrário do espanhol, contra equipas mais fortes ofensivamente, Esgaio pode muito bem ser opção.

Por fim, ainda há o dossier Gonçalo Esteves. Do pouco que vi na pré-epoca, pareceu-me ser um jogador com muita vontade de mostrar serviço, muita vontade de fazer as coisas bem feitas, um jogador irreverente, forte fisicamente e com bastante propensão ofensiva. Ainda tem muito a melhorar, mas para já parece ser uma grande promessa, deixa água na boca. Acredito que continuará a trabalhar na equipa principal.

Em suma, é de lamentar que Pedro Porro esteja lesionado e faz falta à equipa. Esperemos que regresse rápido e mais forte que nunca. No entanto, até ele não regressar, temos alternativas de qualidade que vão dar conta do recado.

Tóquio 2020, Atletismo #2: Patrícia Mamona magistral garante a prata!

“PRAT’ÍCIA” MAMONA, UMA VÉNIA!

O terceiro dia das provas de Atletismo ficou marcado pela segunda medalha de Portugal. Patrícia Mamona arrecadou a prata, no Triplo Salto feminino, depois de bater o recorde nacional e pessoal, com a marca de 15.01 metros. Na mesma prova, a venezuelana Yulimar Rojas venceu e conseguiu o recorde do mundo na especialidade.

Logo no primeiro salto, Patrícia já tinha entrado para os livros da história do Atletismo português. A marca de 14.91 garantia o recorde pessoal e nacional, mas a atleta ainda se superou. Apesar de o segundo e terceiro (nulo) saltos não terem sido perfeitos, voltou à quarta tentativa para conseguir pulverizar em 10 centímetros os seus próprios recordes.

O ouro foi uma miragem, tendo em conta a grande prova da nova campeã olímpica, Yulimar Rojas. A venezuelana bateu, logo na primeira tentativa, o recorde olímpico (15,41m) e arriscou tudo nos saltos seguintes, na busca da melhor marca de sempre.

Rojas partiu para o sexto e último salto sem pressão depois de garantir o ouro. A saltadora fez o ritual habitual antes da corrida e, depois dos três saltos, aterrou e percebeu que conseguiu bater o recorde do mundo. O juiz validou o salto e os placards do Estádio Olímpico anunciaram: 15.67m, mais 17 cm que a melhor marca anterior, que pertencia à ucraniana Kravets, desde 1995.

A fechar o pódio, ficou a espanhola Ana Peleteiro. A marca de 14.87 metros foi suficiente para a medalha de bronze, atrás de Yulimar Rojas e Patrícia Mamona. No final, a confraternização entre as atletas foi um dos melhores momentos de todos os Jogos Olímpicos.

Mais cedo no dia, a atleta portuguesa, Auriol Dongmo, terminou a prova de lançamento do peso no quarto lugar. Apenas cinco centímetros a separaram do sonho de uma medalha de bronze para a lançadora lusa.

A especialidade teve um pódio constituído pela chinesa Gong Lijiao, medalha de ouro, a americana Raven Saunders, medalha de prata e a australiana Valerie Adams, que conquistou o bronze no lançamento do peso.

CF Estrela da Amadora 0-1 FC Penafiel: No regresso dos adeptos, faltou a “estrelinha”

A CRÓNICA: COM MUITA VONTADE DE PARTE A PARTE, FC PENAFIEL ELIMINA CF ESTRELA DA AMADORA

Neste jogo a contar para a segunda fase da Taça da Liga, o FC Penafiel começou melhor, chegando com facilidade à grande área do CF Estrela da Amadora e assustando os visitados por três vezes nos primeiros cinco minutos.

Ambas as equipas eram agressivas e queriam ter bola, mas o Penafiel ia-se superiorizando e, aos nove minutos, após um remate desviado, acertou no poste da baliza de Nuno Hidalgo. A toada do jogo começou depois a alterar-se, com o Estrela da Amadora, muito através de bolas longas, a conseguir aproximar-se da baliza do FC Penafiel.

Quando a equipa treinada por Pedro Ribeiro já parecia incapaz de criar ocasiões de golo, conseguiu marcar. Passe “a matar” de Robinho na ala esquerda, ao qual Roberto, num remate em esforço, respondeu da melhor maneira e deu a vantagem aos visitantes.

No entanto, o Estrela não se deixou ir abaixo e ainda na primeira parte enviou uma bola ao poste (através de Tipote) e introduziu o esférico na baliza de Caio Secco, mas o golo foi anulado por fora de jogo.

No início da segunda parte, o Estrela não perdeu tempo para atacar a baliza adversária; no entanto, rapidamente se percebeu que a equipa jogava mais com coração do que com ponderação.

O FC Penafiel estava confortável no jogo, defendendo bem o resultado e não descurando as tarefas ofensivas. O Estrela tentava incorporar Xavi, o criativo da equipa, nas suas jogadas de ataque, mas o jogador foi sempre bem defendido pela defesa do FC Penafiel.

Após substituições dos dois lados, o Estrela criou a sua melhor oportunidade do jogo: o recém-entrado Miguel Rosa desmarcou Gonçalo Maria, que rematou com força, mas a bola não entrou na baliza devido à excelente intervenção de Caio Secco.

Com os minutos a avançarem, a equipa da casa bem tentou forçar o golo, mas o FC Penafiel foi uma equipa muito competente e ainda esteve perto de marcar o segundo. Até ao final do jogo, apesar de muita insistência do Estrela, o FC Penafiel soube defender o resultado e avançar para a fase de grupos da Taça da Liga.

 

A FIGURA

Roberto – O avançado da equipa do FC Penafiel, para além do golo marcado, foi sempre incansável no trabalho sem bola, tanto a baixar para vir buscar jogo, como nas batalhas da desmarcação com os centrais do Estrela.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Xavi – o médio mais criativo da equipa do Estrela acabou por não ter uma manhã feliz. A passar muito ao lado do jogo na primeira parte, não conseguiu ser perigoso quando teve bola nos pés. Acabou por ser substituído logo ao início da segunda parte.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

Os comandados de Rui Santos apresentaram-se num sistema 3-5-2 que, no momento defensivo, transformava-se num 4-4-2, com Sérgio Conceição a fechar o lado direito e Edu Duarte o lado esquerdo, fazendo assim uma última linha de defensiva de quatro jogadores, juntamente com Matheus Dantas e Mamadou Traoré.

No plano ofensivo, na primeira parte, as poucas situações ofensivas da equipa, desenharam-se essencialmente pelo lado direito do ataque, com Sérgio Conceição muito interventivo na manobra ofensiva da equipa.

Na segunda parte, e já com a necessidade de ir atrás do resultado, a equipa do Estrela procurou mais o jogo direto para chegar à baliza do Penafiel.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nuno Hidalgo (6)

Mamadou Traoré (7)

Matheus Dantas (6)

Edu Duarte (6)

Sérgio Conceição (6)

Horácio Jau (6)

Xavi (5)

Aloísio (6)

Gonçalo Maria (6)

Tipote (6)

Fabrício (5)

SUBS UTILIZADOS

Paulinho (6)

Diogo Pinto (6)

Miguel Rosa (7)

Reko (5)

Lubega (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

A equipa de Pedro Ribeiro, a entrar num 4-3-3 que, no decorrer do jogo, muitas das vezes virava um 4-4-2, com Robinho a cair muito sobre lado esquerdo do ataque do Penafiel.

Destaque para a grande mobilidade e dinâmica de Rui Pedro e Roberto, que na primeira parte causou muitas dificuldades à defensiva estrelista.

No capítulo defensivo, a equipa do Penafiel apresentou, principalmente na primeira parte, grande intensidade defensiva, com os homens da frente sempre a tentar provocar o erro aos defesas.

Na segunda parte, e na liderança do jogo, o técnico Pedro Ribeiro baixou um pouco mais as linhas, e fez entrar mais um central, criando assim uma última linha defensiva com cinco jogadores, o que dificultou muito a manobra ofensiva do Estrela.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caio Secoo (7)

Edson Farias (7)

Capela (7)

Silvério (7)

Simão (7)

Robinho (8)

João Amorim (6)

Zé Valente (7)

Rui Pedro (7)

Roberto (8)

Feliz (6)

SUBS UTILIZADOS

Leandro Teixeira (6)

Ruca (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Estrela da Amadora

BnR: “Boa tarde míster! Na semana passada, vimos a equipa do Estrela a jogar muito sobre o lado esquerdo do ataque, procurando muito o Tipote e a ser a partir desses movimentos que criou as melhores oportunidades. Hoje, a equipa procurou mais a largura do Sérgio, com o Xavi a cair muito também para o lado direito do ataque. Pergunto-lhe qual foi a sua abordagem ao jogo de hoje?

Rui Santos: “Os jogos são todos diferentes, e eu achei que no jogo de hoje poderíamos tirar mais vantagem atacando mais pelo lado direito, isto principalmente na primeira parte. Mas é assim, cada jogo tem a sua estratégia e a sua história, e hoje a nossa abordagem foi esta.”

 

FC Penafiel

BnR: Boa tarde míster! Assistimos, principalmente na primeira parte, a muitas trocas de posição entre o Roberto, o Rui Pedro e o Robinho. Na sua opinião, acha que esse foi um dos fatores decisivos para que o Penafiel conseguisse sair daqui com a vitória?

Pedro Ribeiro: “O fator decisivo foi a mentalidade da equipa, foi perceber que ia defrontar uma equipa com muita qualidade e interpretar bem aquilo que tinham de fazer. Quanto a essas trocas posicionais, as estruturas valem o que valem, são pontos de partida e a dinâmica da equipa é que dá vida às estruturas. Naturalmente essas trocas e essa mobilidade na frente é algo que trabalhamos e queremos que surja, e acredito que vai surgir ainda melhor nos próximos jogos.”

 

Rescaldo da opinião de Afonso Viana Santos e Gonçalo Tomaz

Portugal 30-31 Japão: Termina o sonho dos Heróis do Mar

A CRÓNICA: TERMINOU A PARTICIPAÇÃO HISTÓRICA DE PORTUGAL EM ANDEBOL NOS JOGOS OLÍMPICOS

Dependendo só de si para passar aos quartos-de-final dos Jogos Olímpicos 2020, Portugal não tinha tarefa fácil frente à seleção da casa.

Conhecidos pela sua velocidade de trocas de bola e de remates, o Japão foi sempre uma equipa muito difícil de defender; já Portugal tentava impor o seu estilo de jogo mais calmo e ponderado.

Após um início prometedor, os japoneses saltaram para a frente do marcador e Portugal passou grande parte do jogo atrás da igualdade no marcador.

Apesar da superioridade nipónica, o guarda-redes português Humberto Gomes realizou uma grande exibição e permitiu que Portugal estivesse sempre perto do empate.

Do lado português, Rui Silva ia-se destacando com os seus remates e assistências; já do lado japonês, o guarda-redes Yuta Iwashita (e mais tarde, o seu substituto Motoki Sakai) impediu muitos golos portugueses com excelentes intervenções.

Ao longo da 1ª parte, o Japão foi-se superiorizando e chegou ao fim dos primeiros 30 minutos a vencer por 14-16.

O intervalo foi benéfico para Portugal que, após um parcial de 6-1, saltou para a frente do marcador. No entanto, os japoneses não se deixaram ir abaixo e rapidamente repuseram a igualdade na partida.

Nos últimos minutos, os japoneses, sempre fiéis ao seu plano de jogo, mantiveram a cabeça fria e em dois minutos marcaram três golos sem resposta, o que foi decisivo para a vitória final.

Portugal termina assim a sua aventura nos Jogos Olímpicos: toda a equipa deu muita luta, raramente foi inferior aos seus adversários, mas acaba por sair dos Jogos com apenas uma vitória em cinco jogos.

A FIGURA

Fonte: Federação Portuguesa de Andebol

Humberto Gomes – O nível da qualidade do andebol de Humberto Gomes é altíssimo, tendo em conta que o jogador do Póvoa AC já tem 43 anos. Fez 12 defesas ao longo do jogo e foi o jogador mais consistente da Seleção Portuguesa.

 

O FORA DE JOGO

António Areia – Apesar dos quatro golos marcados, o jogador do FC Porto acabou por falhar cinco remates, dois dos quais foram livres de 7 metros. E num jogo em que Portugal perdeu apenas por um golo, esses falhanços acabaram por ser decisivos.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

O treinador Paulo Pereira implementou uma grande variedade de ataques e formações ofensivas. Começou com o habitual 3×3 com os dois pontas; jogou depois com dois pivots e sem um ponta; e tirou também Humberto Coelho para atacar em 7×6.

Mas qualquer que fosse o sistema, Portugal dependeu muito da força dos seus laterais e de passes para o pivot que estivesse em campo. O jogo português também foi sempre mais calculado do que o japonês.

 

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Humberto Gomes (8)

Rui Silva (7)

Diogo Branquinho (6)

Alexis Borges (6)

André Gomes (6)

João Ferraz (6)

António Areia (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Miguel Martins (6)

Victor Iturriza (6)

Luís Frade (7)

Daymaro Salina (6)

Gilberto Duarte (6)

Fábio Magalhães (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – JAPÃO

Orientados pelo experiente treinador islandês Dagur Sigurdsson, o andebol da equipa japonesa foi jogado a uma velocidade furiosa do início ao fim da partida.

Os nipónicos estiveram sempre bem organizados, raramente se desviaram da habitual formação 3×3, tendo sempre um jogador em cada posição.

As rápidas trocas de bola criaram várias situações de 2×1 e foram o calcanhar de Aquiles para a defesa de Portugal.

 

7 INICIAL E PONTUAÇÕES

Yuta Iwashita (7)

Yuto Agarie (7)

Hiroki Motoki (8)

Shuichi Yoshida (6)

Adam Yuki (6)

Rennosuke Tokuda (8)

Jin Watanabe (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Motoki Sakai (7)

Rémi Anri Doi (8)

Kenya Kasahara (6)

Kouchei Narita (6)

Tatsuki Yoshino (6)

SL Benfica | Um novo rumo no basquetebol encarnado

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Depois de ter realizado a sua pior temporada em muitos anos, o basquetebol masculino do SL Benfica fez uma pequena rutura com o passado recente. Depois de não ter conquistado qualquer troféu nesta sua passagem como treinador, Carlos Lisboa deixa novamente o comando técnico das águias. Porém, irá permanecer ligado ao basquetebol encarnado, desempenhando o cargo de Diretor Desportivo.

Para o suceder no comando técnico da equipa encarnada, a aposta recaiu em Norberto Alves, depois deste ter feito um trabalho notável na UD Oliveirense. O experiente técnico português já orientou o Benfica entre 2004 e 2006 e agora cabe-lhe a difícil tarefa de recolocar o basquetebol do SL Benfica na rota dos títulos.

Pessoalmente, eu preferia ver um treinador estrangeiro, um treinador com escola e com currículo. Não só porque creio que um treinador de uma boa escola estrangeira teria mais capacidades para implementar a reestruturação que o basquetebol do clube da Luz precisa, como também teria outro estofo para lidar com os egos maiores do grupo.

Ainda assim, Norberto Alves é um treinador com muita qualidade e competência, com um currículo que fala por si. Apesar de não ter conquistado qualquer troféu na primeira passagem pelo clube, hoje é um treinador muito mais calejado no que toca a lutar por títulos e liderar um grupo de trabalho.

Contratando um novo treinador, outras questões que se colocam é como é que irá meter a equipa a jogar e qual o tipo de jogadores que pretende contratar. Quem acompanha o campeonato e o trabalho que realizou na UD Oliveirense, sabe que Norberto Alves é um treinador que privilegia o coletivo e que gosta de jogadores que trabalhem para a equipa e que tenham um grande espírito de compromisso.

Em termos de sistema de jogo, Norberto Alves gosta de jogar com um base que seja um organizador de jogo nato, daqueles que jogue e que faça jogar. Gosta também de jogar com extremos bastante abertos, que tenham capacidade de lançar de três pontos, mas que também (sobretudo no caso de jogadores estrangeiros) tenham capacidade de penetrar e atacar o cesto. Na posição de poste, prefere ter um jogador imponente no garrafão, capaz de jogar de costas para o cesto e de se impor na luta nas tabelas.

Até ao momento, já houve três reforços anunciados pelo clube: os bases portugueses José Barbosa e Diogo Gameiro e o extremo-poste tunisino Makram Bem Romdhane.

José Barbosa é um jogador bem conhecido de Norberto Alves, visto que foi o motor da sua equipa em Oliveira de Azeméis, sendo uma peça fundamental no bicampeonato da UD Oliveirense. É um base que se destaca mais pelas sua qualidade como playmaker, do que pela sua capacidade de pontuar. Será um jogador importantíssimo para Norberto Alves impor as suas ideias no SL Benfica.

Diogo Gameiro está de regresso ao clube que o formou depois de cinco anos a representar o CAB Madeira. Ao serviço do clube madeirense, o base de 25 anos teve uma evolução bastante positiva, tendo sido o MVP português na última temporada. Apresenta também uma boa qualidade de passe e é também muito bom no pick n’ roll. Será uma boa adição para a rotação da equipa.

Já o internacional tunisino é uma contratação mais “exótica”, mas que pode surpreender pela positiva. Makram Bem Rohmdane é um jogador experiente e tem um currículo com mais de 20 troféus conquistados. Foi também considerado um dos dez melhores jogadores africanos da última década. Aparenta ter o perfil que Norberto Alves gosta num jogador estrangeiro: bom defensor, boa capacidade atlética e um grande nível de compromisso.

Tendo em conta que o plantel ainda não está fechado, já fica clara a ideia de que, sem qualquer surpresa, Norberto Alves pretende implementar as suas ideias na equipa, ideias essas que são completamente diferentes daquelas que Carlos Lisboa habituou os jogadores e os adeptos que acompanham a modalidade.

E as suas ideias também se espelham nas contratações dos jogadores, onde transparece a sensação de que se olha mais para o perfil do jogador do que para o nome e para o estatuto. Norberto Alves é um treinador que sabe o que faz e tem condições para recolocar o basquetebol do SL Benfica na rota do sucesso. Mas para isso também é preciso que o “fantasma” do Carlos Lisboa não volte para assombrar.

Tóquio 2020, Judo #2: O balanço dos portugueses em prova

Durante várias madrugadas os amantes de judo em Portugal tiveram a oportunidade de assistir a toda a ação na “Meca” do judo mundial, o Nippon Bundokan, construído originalmente para albergar os jogos de 1964 na capital Japonesa e que, para além de muitas outras atividades culturais e desportivas, em 2021 volta a receber o judo e uma nova modalidade em termos olímpicos, o Karaté.

Já em 2019 tinha recebido o campeonato do Mundo de Judo, com o grande destaque a ir para Jorge Fonseca nos -100 kg, a conquistar no oriente a primeira de duas vitórias em Mundiais, juntando a essa histórica conquista o título de campeão em 2021, na Hungria.

Mas as esperanças de bons resultados e presenças no pódio não se esgotavam no nosso Jorge, Telma Monteiro em -57 kg e Bárbara Timo nos -70 kg, vice-campeã do Mundo em 2019, eram boas hipóteses. E mesmo os outros cinco atletas que faziam parte da equipa Portugal nesta modalidade tinham boas hipóteses para, num dia inspirado podiam perfeitamente entrar na disputa.

Para além dos três já citados, entraram também em prova Catarina Costa na sua estreia olímpica na categoria dos -48 kg, Joana Ramos a fazer a sua despedida olímpica como atleta aos 39 anos nos -52 kg, Anri Egutidze nos -81 kg masculinos, Patrícia Sampaio nos -78 kg e Rochele Nunes nos +78 kg.

No primeiro dia entrou em competição Catarina Costa, fez uma competição absolutamente fantástica, mas caiu no combate de acesso à medalha de bronze, quedando-se por um ingrato mas brilhante quinto lugar (no Judo não há quartos classificados pois são atribuídas duas medalhas de bronze e como tal os derrotados no combate de acesso ao bronze ficam automaticamente em quinto).

No segundo dia entrou em competição a Joana Ramos, mas ficou logo eliminada na ronda inicial perante a Norte-Americana Angelina Delgado, ficando no 17.º lugar na prova. Ao terceiro dia, entrava em ação uma das grandes esperanças, pela sua enorme qualidade enquanto atleta mas também por ter sido medalhada nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a única medalha nessa edição de 2016, mas Telma Monteiro caiu nos oitavos-de-final contra a polaca Julia Kowalczyk e ficou fora de prova precocemente, acabando entre as nonas classificadas.

Anri Egutidze era o único representante português no quarto dia de competição, mas tombou num encontro entre competidores com origens georgianas, perante o austríaco Shamil Borchashvili no seu combate de estreia e ficou em 17.º.

Bárbara Timo entrou no quinto dia de provas e depois de uma entrada forte na competição teve pela frente a atual campeã do mundo Barbara Matic, da Croácia, tendo o desfecho mais infeliz para a atleta da equipa Portugal, sendo nos oitavos de final não dá entrada nas repescagens uma vez que só a partir dos quartos de final é que os competidores têm essa “segunda vida”.

No quinto dia entraram dois atletas no tapete japonês, Jorge Fonseca e Patrícia Sampaio. O Jorge entrou de forma arrasadora na prova, com um triunfo em 16 segundos contra o atual campeão europeu da categoria. Ao longo da noite, deu para perceber que o Jorge estava focado e a perseguir o ouro olímpico com toda a garra, mas um combate altamente condicionado, com cãibras na mão esquerda, algo que limitou muito a sua ação ofensiva, tal a importância das pegas nesta modalidade e em específico nesta categoria de reso, caindo o menos de 20 segundos do fim, com uma projeção por waza-ari que não permitiu ao português recuperar desta desvantagem.

O atleta ficou desolado mas o seu treinador, Pedro Soares, mostrou a importância de um técnico na motivação de um atleta e focou o Jorge para um combate decisivo pela medalha de bronze perante o canadiano Elmahas, algo que felizmente correu bem e permitiu a primeira medalha à missão portuguesa em Tóquio.

No último dia, Rochele Nunes entrou em prova nas categorias mais pesadas e caiu ao segundo combate, ficando no nono lugar. Resumidamente, o judo português despede-se com uma medalha de bronze e um quinto lugar, havendo surpresas muito agradáveis mas também algumas desilusões, muitas também condicionadas pro sorteios desfavoráveis, mas esse fator irá ser devidamente escalpelizado pela FPJ em tempo oportuno.

Foto de Capa: Sporting CP