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O onze inicial previsto para a jornada inaugural da Primeira Liga | FC Porto

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Esta última semana ficou marcada pelo fim da pré-época portista e certamente que deixou água na boca a todos os adeptos pelo arrancar oficial da Primeira Liga Portuguesa. Os jogos transmitidos pela televisão, frente ao LOSC Lille, AS Roma e Olympique Lyonnais deixaram boas indicações do plantel portista, mas poderá chegar ainda mais reforços até ao fim do mês.

Porém, ao longo destes encontros de preparação, Sérgio Conceição já foi desvendando o onze inicial que poderá entrar em campo frente B-SAD.

Na baliza existe ainda uma incógnita. Apesar de Marchesín ter sido o dono da baliza portista nestes últimos dois anos, Diogo Costa poderá ser o homem que vai a jogo na primeira jornada do campeonato.

diogo costa onze inicial
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Isto porque Marche chegou apenas na semana passada por ter estado de férias após o desfecho da Copa América e conta somente com cerca de 30 minutos de jogo frente ao Olympique Lyonnais, tendo entrado para o lugar de Diogo Costa. O jovem guarda redes português foi titular em todos os amigáveis tele-transmitidos e isso poderá ser um indício de que será o escolhido para estar entre os postes para o onze inicial.

No centro da defesa, à partida, os escolhidos serão a dupla de centrais habitual do FC Porto – Pepe e Chancel Mbemba. Ambos já estão totalmente integrados com o plantel e preparados a nível físico para a época que se segue e nesta posição não haverá muitas dúvidas, sendo estes dois os centrais que dão mais segurança à equipa neste momento. Vão realizar a terceira época consecutiva como dupla de centrais dos dragões.

Quanto às laterais, João Mário nestes encontros amigáveis deu continuidade às boas exibições que fez na reta final da época 2020/2021 e parece ter agarrado o lugar como defesa direito.

O jovem de 21 anos foi recentemente adaptado a lateral e nos jogos que participou ofereceu sempre boas soluções ofensivas e alguma solidez em tarefas defensivas, faltando-lhe dar o salto nesse aspeto.

onze inicial
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O lado esquerdo é uma posição que estará em vias de ser reforçada, mas por enquanto Manafá será o titular. Sérgio Conceição, por duas vezes (frente ao LOSC Lille e AS Roma) experimentou o número 18 como lateral esquerdo, posição essa onde jogava regularmente no Portimonense SC.

Zaidu, presumivelmente, perdeu terreno na luta pela titularidade, tendo tido menos minutos de jogo.

No meio campo, Sérgio Oliveira deverá manter-se no onze inicial, mas ainda não há certezas de quem possa fazer parelha com ele – Grujic, Vitinha ou Bruno Costa poderão ser as opções, tendo em conta que Matheus Uribe está a recuperar de lesão.

Bruno Costa recebeu elogios do técnico Sérgio Conceição e pode ser mesmo o escolhido, pois Grujic esteve também a fazer treino condicionado nos últimos dias.

Nas extremidades, Otávio é peça garantida no onze inicial e tem-se mostrado a grande nível, dando assim argumentos para ser considerado um jogador imprescindível. No lado esquerdo, Pepê, reforço do FC Porto para esta temporada poderá fazer a sua estreia no campeonato português, uma vez que tem sido aposta regular nos jogos de preparação.

Por último, quanto à frente de ataque, não haverá grandes dúvida de que Taremi e Toni Martínez serão os titulares. Na época passada, quando Toni ganhou a titularidade, o FC Porto aumentou o número de golos marcados e criou-se assim uma dupla de avançados cumpridora.

Contudo, existem rumores de que Sérgio Conceição e a equipa técnica deseja mais um avançado que possa substituir Marega. Em breve saberemos se chegará um novo avançado ou não, mas por enquanto estes dois atletas serão as referências dos azuis e brancos no ataque.

NHL | De Crosby para McDavid, de Ovechkin para Matthews, o passar da tocha

Nos últimos três anos na NHL, temos assistido claramente ao passar da tocha.

O domínio de determinados jogadores está a chegar ao fim, e começam a aparecer novos craques que ocupam as posições de destaque, que outros ocuparam durante uma década, ou mais.

Mas verdade seja dita, não são todos os anos que entram talentos geracionais no draft pool.

Na verdade, é muito raro aparecer um jogador que tenha impacto imediato na NHL, quanto mais que se torne um dos melhores, ou mesmo o melhor jogador da liga antes de fazer 25 anos.

Quando um jogador de 18 anos entra na NHL, o seu corpo ainda não desenvolveu por completo, o salto competitivo das minors para as majors é incomparável a qualquer um que tenha feito antes, e acima de tudo, muitas vezes mentalmente a pessoa não está preparada para assumir tão grande responsabilidade.

Foto de capa: NHL

Artigo Redigido por Pedro Gonçalves de Andrade

FK Spartak Moscovo 0-2 SL Benfica: Números escassos para tanto controlo

A CRÓNICA: HOUVE DEMASIADO SL BENFICA NA RÚSSIA – E RUI VITÓRIA PODE AGRADECER À SORTE (E AO ÁRBITRO) DERROTA TÃO MAGRA

Rui Vitória tinha prometido uma equipa com “determinação e convicção” na véspera do encontro entre os seus russos e o SL Benfica. Não cumpriu, já que o Spartak Moscovo de pouco fez valer o seu estatuto de visitado, numa Otkrytiye Arena já com adeptos sempre prontos para puxar pela sua equipa.

O SL Benfica, nunca amedrontado, foi competente na perseguição dos seus objetivos e, apesar de iniciar com três centrais, nunca foi conjunto de tração atrás: antes sempre focado, atrevido, explorando as muitas deficiências defensivas do lado contrário.

Se os primeiros 15 minutos foram de equilíbrio – com muita pressão alta do Spartak, ainda que ineficaz – o jogo cedo se transformou num passeio para a turma benfiquista, onde Rafa se divertiu mais que qualquer outro: apostou na velocidade para criar o pânico no último terço e era ele que interpretava a maioria das transições rápidas.

Os golos que confirmavam o domínio, em certas fases avassalador, chegaram tardiamente na segunda parte: o SL Benfica já tinha ido para intervalo senhor do jogo, mas no regresso transformou o controlo numa sessão de tortura, submetendo o adversário a minutos de futebol sufocante e sem qualquer possibilidade de resposta.

Rafa tabela com João Mário aos 51’, aparecendo em ótima posição para fuzilar as redes à guarda de Maksimenko – garantiu aqui, de forma oficial, o prémio de homem do jogo. Rui Vitória era incapaz de acalmar a equipa, com muitos elementos inexperientes nestas andanças – notou-se bem o desconforto emocional de Umyarov (21 anos), um dos bons valores da equipa mas sem qualquer experiência competitiva neste patamar.

É possível alegar disparidade assinalável ao nível de talento individual e falta de recursos para a paupérrima prestação da equipa de Rui Vitória, mas continua-se a exigir mais de um candidato à Premier League russa: a organização defensiva inenarrável em muitos momentos demonstrada pela equipa não é adequada para este nível competitivo, confirmando ao treinador português a dificuldade da sua missão.

O 0-2 peca por escasso e não seria descabido, de todo, se o Spartak viesse à Luz com goleada na bagageira – só o árbitro da partida fechou o olho a três grandes penalidades por mão na área – mas as grandes ocasiões encarnadas sucederam-se em catadupa, sendo a única falha a apontar ao rendimento dos onze de Jesus: a falta de eficácia.

 

A FIGURA

Rafa Silva foi o principal desestabilizador do SL Benfica
Rafa Silva foi o principal desestabilizador do SL Benfica
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Rafa Silva – Correu, marcou, brincou: divertiu-se com o seu futebol, abusou da criatividade e do espaço dado pela caótica defesa russa para garantir ao SL Benfica um bom resultado em Moscovo. Estrela maior de um conjunto e muito bem apoiado por João Mário ou Diogo Gonçalves.

 

O FORA DE JOGO

Pizzi, médio do SL Benfica, realizou um jogo fraco
Pizzi, médio do SL Benfica, realizou um jogo fraco
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pizzi – Além do senhor Srdjan Jovanovic, responsável pelo apito que fechou os olhos a três mãos dentro da grande área, de assinalar a pobre exibição do capitão benfiquista. Pouco prático nas suas ações, pouco discernido na definição de lances, não se notou empatia com o resto dos seus companheiros mais criativos: saiu substituído por Everton à passagem dos 65’, numa boa leitura de Jorge Jesus.

 

ANÁLISE TÁTICA – FK SPARTAK MOSCOVO

Rui Vitória deixou cair o 4-2-3-1 que resultados prometedores lhe tem dado para refugiar-se no 4-3-3, tirando Ignatov para preencher a intermediária com mais um médio de contenção: entrou Hendrix para o seu lugar, acomodando-se ao lado de Zobnin e Umyarov, dando músculo ao meio-campo mas pouca racionalidade na construção de lances ofensivos.

Foi uma equipa sempre muito dependente dos apoios frontais de Sobolev – impecavelmente controlado pela tripla de centrais encarnada – ou dos pormenores individuais de Bakaev, muito desacompanhado perante tanta organização contrária. Moses ou Quincy Promes, principais estrelas do conjunto, não foram a jogo de início por razões diversas – mas não foi esse o principal problema de Rui Vitória, que terá de mudar bastante na sua abordagem se quiser construir resultado positivo no Estádio da Luz.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Maksimenko (7)

Rasskazov (5)

Gigot (5)

Dzhikiya (5)

Ayrton (5)

Umyarov (4)

Hendrix (5)

Zobnin (5)

Bakaev (6)

Sobolev (5)

Larsson (4)

SUPLENTES UTILIZADOS

Ignatov (5)

Moses (-)

Kral (-)

Ponce (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Depois de toda a pré-época em 4-4-2, Jesus volta a apostar na defesa a cinco para garantir solidez. A equipa controlou o jogo na sua plenitude, sempre compacta na defesa da baliza de Vlachodimos – a única oportunidade flagrante do Spartak surgiu antes dos dez minutos – e incisiva no assalto à baliza de Maksimenko.

Gonçalves e Grimaldo garantiam largura e soltavam Pizzi e Rafa para penetrações em zona central. João Mário e Weigl reagem cada vez melhor à perda enquanto parelha e trataram a bola na mesma linguagem técnica. A Veríssimo, Otamendi e Verthogen, elogios são poucos para as suas exibições.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (6)

Diogo Gonçalves (7)

Veríssimo (7)

Otamendi (7)

Verthongen (7)

Grimaldo (7)

Weigl (8)

João Mário (8)

Pizzi (5)

Rafa (9)

Seferovic (5)

 

SUPLENTES UTILIZADOS

Gonçalo Ramos (6)

Everton (5)

Gilberto (6)

Taarabt (-)

 

As declarações de Slimani: “Bom filho à casa torna” | Sporting CP

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Islam Slimani é um nome muito acarinhado em Alvalade. O ponta de lança esteve três épocas serviço do Sporting CP e, nessas três épocas, o avançado esteve em grande nível, o que levou a uma transferência em 2016 para, o então campeão inglês, Leiceister City FC, a troco de 30 milhões de euros. Algo histórico, porque o avançado chegou ao Sporting por 300 mil euros, vindo do CR Belouizdad.

Slimani, até à data de hoje, nunca conseguiu atingir o mesmo desempenho que teve no Sporting. Mesmo tendo passado por vários clubes, como Leicester (clube para o qual foi vendido após ter jogado nos leões), Newcastle United FC, Fenerbahçe SK, AS Monaco e Olympique Lyonnais (clube onde joga atualmente), nunca foi o mesmo Slimani que marcou a diferença na Liga Portuguesa ao serviço do clube leonino.

Após o final do jogo entre o Sporting e o Lyon, o que ficou mais marcado na mente de muitas das pessoas, foi o próprio Slimani, dentro de campo e as suas palavras após o final do jogo. Os leões venceram os franceses por 3-2, um dos golos do Lyon foi da autoria do próprio Islam, que não festejou o golo, devido ao respeito, carinho e amor que tem pelos verdes e brancos. Quando foi à flash interview, o argelino de 33 anos admitiu que gostava de voltar ao Sporting, pois, era a sua “casa”.

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Dentro do Sporting é de conhecimento geral que existe o slogan “Zero Ídolos”, muito também devido a alguns episódios de jogadores que marcavam a diferença no clube, mas não saíram a bem. A meu ver, Slimani é um ídolo no Sporting, fazendo com que esta frase “caia por terra” muito por ter sido um dos jogadores que marcou esta década. Nunca conseguiu ganhar o principal troféu pelo clube, a Liga, mas marcou enquanto personalidade.

Slimani não dava apenas o “golo”, mas também dava tudo de si dentro de campo. Podemos dizer que os adeptos acarinharam muito o argelino por esse motivo. O querer mais que os adversários, o disputar cada bola como se fosse a última e, acima de tudo, representava o clube sempre da melhor forma, tanto dentro como fora dele, onde transparecia a sua lealdade e o seu amor pelo Sporting.

Os 5 melhores jogadores asiáticos que jogaram em Portugal

O mercado asiático não é o mais popular para os clubes portugueses, sendo que é visto mais como uma porta de saída do que uma porta de chegada. No entanto, existem exceções à regra que comprovam que existe qualidade no mercado oriental e que poderá ser uma nova área de observação de novos jogadores para os clubes.

Não foram muitos os jogadores asiáticos a jogar em Portugal e principalmente a mostrarem a qualidade necessária para render o investimento. Muitos se devem lembrar de Sunil Chhetri, jogador indiano que chegou a Alvalade para representar o Sporting CP, mas que nem um minuto na equipa principal teve, apesar de ser um ídolo e ter números inacreditáveis na India.

Jogadores como Chhetri não contarão nesta lista, pois apesar dos seus números e fama no estrangeiro, em Portugal passaram totalmente ao lado sem que se tenha dado por isso. Portanto, nesta lista constarão nomes de jogadores asiáticos que tenham participado em vários jogos nos clubes portugueses e tenham contribuído para o sucesso dos mesmos.

Spartak Moscovo x SL Benfica | Novo voo em direção dos milhões

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Primeira Mão da 3ª Pré-Eliminatória Liga dos Campeões: quarta-feira, 18h00, 4 de agosto de 2021

ANTEVISÃO: ÁGUIA EM BUSCA DOS MILHÕES EUROPEUS

O SL Benfica defronta o clube russo, Spartak Moscovo, em jogo a contar para a 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões. A primeira mão desta eliminatória será disputada na Rússia.

AS ÁGUIAS VOAM ATÉ MOSCOVO COM A AMBIÇÃO DE FICAR MAIS PERTO DOS MILHÕES DA CHAMPIONS, MAS DO OUTRO LADO ESTÁ UM VELHO CONHECIDO QUE PODERÁ ESTRAGAR O SONHO ENCARNADO. QUEM LEVARÁ A MELHOR? APOSTA JÁ COM A BET.PT!

O Spartak Moscovo leva ligeira vantagem para este jogo, uma vez que chega a este duelo com mais ritmo competitivo do que os encarnados. À data, a equipa orientada por Rui Vitória conta já com duas jornadas do campeonato disputados, sendo que regista uma vitória e uma derrota, ambas pela margem mínima.

Por sua vez, o SL Benfica terá neste encontro o seu primeiro confronto oficial, pelo que poderá ressentir-se. Ainda assim, as águias têm um plantel, em teoria, mais forte e mais capaz, pelo que terá um ligeiro favoritismo face à equipa russa.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. No comando técnico do emblema russo está um conhecido do Sport Lisboa e Benfica. Rui Vitória foi treinador das águias por três temporadas e meia e venceu, pelas águias, dois campeonatos, uma Taça da Liga, uma Supertaça e uma Taça de Portugal.
  2. Jorge Jesus e Rui Vitória defrontaram-se por 21 vezes e o atual timoneiro encarnado leva clara vantagem no confronto direto. São 13 vitórias para Jesus, quatro empates e quatro triunfos para Rui Vitória.
  3. Para além do atual técnico do Spartak Moscovo, só existiram dois jogadores na história que representaram ambas as equipas. Foram eles Aleksandr Mostovoi e Vasili Kulkov.
  4. Carlos Del Cerro será o árbitro que vai orientar a partida entre Spartak e SL Benfica. Esta será a segunda vez que arbitra um jogo das águias, sendo que a primeira vez foi numa derrota do SL Benfica frente ao FC Zenit.
  5. Esta é a segunda temporada consecutiva que o SL Benfica tem de disputar a pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Na temporada passada foi eliminado pelo Paok, perdendo no reduto dos gregos por duas bolas a uma.
  6. O Spartak Moscovo já não disputa a fase de grupos da Liga dos Campeões desde a temporada 2017/18. Por sua vez, o SL Benfica apenas falhou o acesso na última época desde 2010/11.
  7. O melhor marcador do SL Benfica na história da Liga dos Campeões é, inevitavelmente, Eusébio da Silva Ferreira com 47 golos.do lado russo, Tikhonov é o melhor marcador com onze tentos faturados.
  8. SL Benfica e Spartak Moscovo apenas se encontraram por duas vezes na história e repartem as vitórias. Aconteceu na edição da Liga dos Campeões de 2012/13, sendo que na Rússia o Spartak venceu por 2×1 e em Lisboa os encarnados levaram a melhor por 2×0.
  9. Desde a última vez que se defrontaram, apenas dois jogadores permanecem nos seus clubes. São eles André Almeida e Artem Rebrov, no SL Benfica e Spartak de Moscovo, respetivamente.

10. O vencedor desta eliminatória defrontará o vencedor da eliminatória que opõe o PSV ao Midtjyland para garantir o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

 

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Quincy Promes (FK Spartak Moscovo) – Promes será, talvez, o jogador mais a ter em atenção do lado do Spartak Moscovo, contudo está a lidar com uma pequena lesão muscular, pelo que ainda não é certo que jogue. Ainda assim, é um dos jogadores mais diferenciados do emblema russo.

O jogador de 29 anos é de uma imprevisibilidade tremenda e um desequilibrador nato. Muito capaz com a bola nos pés, Promes tem ainda no seu reportório o faro para o golo.

Habitualmente pisa terrenos mais à esquerda do ataque, no entanto é comum deslocar-se para terrenos mais interiores com o intuito de alvejar a baliza adversária. Forte no um para um, será, certamente, uma dor de cabeça para os defesas encarnados.

 

João Mário é apontado à titularidade do lado do SL Benfica
João Mário é apontado à titularidade do lado do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

João Mário (SL Benfica)João Mário foi um dos nomes mais falados desta pré-temporada, não só pela forma como foi contratado, mas também pelo nível que tem apresentado.

O internacional português parece ter encaixado perfeitamente no esquema tático de Jorge Jesus e será um dos jogadores a ter em conta neste duelo frente ao Spartak Moscovo.

Acredito que João Mário será titular e ocupará a posição “8” num meio campo a par de Weigl e poderá causar estragos na defensiva russa, servindo os homens à sua frente, que deverão ser Taarabt e Gonçalo Ramos.

 

XI’S PROVÁVEIS

Spartak Moscovo: Maksimenko; Rasskazov, Samuel Gigot, Georgiy Dzhikiya, Ayrton; Roman Zobnin, Nail Umyarov; Quincy Promes, Mikhail Ignatov, Victor Moses e Aleksandr Sobolev.

Treinador: Rui Vitória

“Vamos disputar o jogo com muita determinação, convicção e desinibidos. Sei que do outro lado está uma equipa com uma pressão alta em relação a este jogo”.

 

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos; Gilberto, Otamendi, Jan Vertonghen, Grimaldo; Weigl, João Mário, Pizzi, Rafa Silva; Taarabt e Gonçalo Ramos.

Treinador: Jorge Jesus

“O que vai ser o Benfica neste primeiro jogo? Aquilo que sei é que temos muita confiança na equipa, muita confiança no trabalho que estamos a desenvolver e temos a capacidade de apresentar um jogo ao nível do que o Benfica tem treinado e jogado nestas cinco semanas”.

PREVISÃO DE RESULTADO: SPARTAK MOSCOVO 0 x 1 SL BENFICA

 

Volta a Portugal: Favoritos, trajeto e dias-chave

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Habemus “Grandíssima”, novamente! A 82ª edição da Volta a Portugal estará na estrada a partir de dia quatro de agosto, assinalando-se o regresso aos moldes tradicionais da competição depois de uma edição de 2020 atípica devido aos constrangimentos causados pela situação pandémica.

Dez meses passaram desde que Amaro Antunes (W52-FC Porto) foi coroado vencedor da Volta a Portugal – Edição Especial, competição organizada excecionalmente pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Agora, numa situação manifestamente diferente, a linhagem que se conhece da maior prova de ciclismo portuguesa promete continuar a enumerar-se sobre a égide da Podium, a organização que tem assumido a organização da grandíssima.

Em termos práticos, isto significa que a os ciclistas voltarão a enfrentar 11 dias de competição, começando em Lisboa, esta quarta-feira, com um prólogo de 5,4 quilómetros e terminando em Viseu, igualmente num esforço individual, este de 20,3 quilómetros, no dia 15 de agosto. Para além desta particularidade, destacar as clássicas chegadas à Torre (Covilhã, na 3ª etapa) e à Senhora da Graça (9ª etapa), exaltando o aspeto montanhoso de um percurso que promete fazer jus à fama da extrema dureza que é correr a Volta a Portugal.

Ainda dentro das maiores novidades, mencionar o regresso de uma equipa do World Tour (primeiro escalão do ciclismo mundial) à grandíssima. A equipa espanhola da Movistar está de volta depois de 19 anos de ausência, apresentando um leque de jovens promessas com todas as condições para se intrometer na luta por objetivos importantes.

Foto de Capa: Volta a Portugal

Universo Paralelo | Ruben Amorim é despedido, após resultados menos conseguidos

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Rúben Amorim, o treinador que conseguiu colocar o Sporting CP na senda dos títulos, conseguindo-o com um percurso quase imaculado, deixou apenas o pequeno amargo de boca de uma eliminação precoce nas competições europeias e a derrota na taça de Portugal.

No entanto, apesar de uma época anterior quase isenta de erros, e com um início de nova época desportiva a conquistar a nona supertaça para o clube, Rúben Amorim, campeão nacional, à semelhança do que aconteceu com Augusto Inácio a seguir a ser campeão, após um início de campeonato com resultados menos conseguidos, perdendo assim, desde já, o comboio do título, é afastado do comando da equipa de futebol do Sporting CP.

Em Portugal, continuam a cometer-se os mesmos erros, não havendo espaço para a tolerância, nem pulso firme para aguentar Rúben Amorim, um treinador que mostrou já ter competência e capacidade para se tornar um dos melhores treinadores portugueses.

No Sporting CP, continuamos a ter uma massa adepta volátil que, apesar de ser a mais fiel, é também a que menos tolerância ao erro tem. Talvez seja por termos um passado recente com poucos títulos nacionais, mas até por isso, e após um ano tão bem conseguido, talvez devêssemos dar à equipa técnica e jogadores alguma margem de erro, e tempo para que se aprenda, possa corrigir, e talvez recuperar o atraso pontual.

Diz-se que a linha que separa o amor e o ódio é muito ténue, e nós por amarmos tanto o clube, rapidamente ficamos impacientes com algo menos bom que aconteça. E talvez por isso, e porque não se dê tempo para implementar ideias e projetos, andemos a ganhar só de 20 em 20 anos.

Este treinador chegou a dizer que se sentia bem no Sporting CP, que queria estar muitos anos no clube, e mesmo assim, após um início de temporada menos boa, não lhe foi dado tempo para corrigir e recuperar. E mesmo que não conseguíssemos corrigir até ao final desta época, para mim, Rúben Amorim tinha o perfil para estar muitos anos no clube, e para o fazer ganhar muitos títulos, assim lhe fosse dada a oportunidade e o tempo que ele ganhou por nos ter dado uma época de tanta felicidade.

Rúben Amorim recuperou uma equipa e um clube que não ganhava há quase 20 anos, apostou na academia leonina e, à primeira escorregadela, foi escorraçado. E sabem quem perdeu? Nós, e o Sporting. Sabem quem ganhou? O clube que teve a sorte de apanhar livre Rúben Amorim.

Continuamos a não ter a calma e paciência para dar tempo a profissionais que já mostraram enorme capacidade. Que como qualquer profissional pode errar, mas serão muitas mais as vezes em que vai acertar.

Fôssemos pacientes e talvez tivéssemos encontrado o treinador que nos ia recuperar a hegemonia no futebol português. E, quem sabe, um ou dois títulos internacionais.

Rúben Amorim
O técnico revolucionou o modelo de jogo e a mentalidade do plantel à sua disposição
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nota final do redator: E agora digam-me, será esta uma realidade paralela? Espero que sim, e que não se concretize por muito tempo. Principalmente, que os resultados negativos não surjam. Mas, se surgirem, que não se mande embora, ou não se assobie quem já mostrou querer ganhar sempre com a verde e branca listada. E não penso que isto seja falta de exigência, mas gratidão pelo que já lutaram e mostraram profissionalismo e competência.

(Podem dizer que este texto vem num timing muito mau, após uma conquista, e antes do início da nova época. Mas conhecendo eu os adeptos e os dirigentes, muito facilmente este cenário se pode tornar realidade, até porque não jogamos sozinhos, e podemos vir a perder.

Este texto serve essencialmente para fazer pensar antecipadamente os que estão à espera para começar a criticar e a desenterrar fantasmas assim que surjam dois ou três maus resultados. Serve de aviso para adeptos, mas também para dirigentes. Não é um discurso derrotista, apenas realista. Mas também tenho a certeza que com esta equipa técnica e jogadores vamos ter muitas alegrias, haja coragem para os segurar.

Artigo revisto por Joana Mendes

Um mercado à esquerda | FC Porto

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O tempo tem passado e o mercado caminha para o seu fim a passos largos. No entanto, para os lados do FC Porto, ainda ninguém se deve ter apercebido do período em que estamos… Talvez, seja do tempo enganador, não sei.

A verdade é que o FC Porto tem quase as mesmas lacunas que tinha há dois meses e não parece ter solução à vista. Apesar de se ter passado a ideia de que os azuis e brancos iriam abandonar, este ano, o fair-play financeiro, o mesmo não parece ser sinónimo de saúde económica.

Se fosse esse o caso, não andávamos em agonia pela chegada de reforços e não meras contratações.

Quem acompanha a equipa de perto, sabe que um lateral-esquerdo é necessário, para não dizer imperativa a sua chegada. Neste momento, Sérgio Conceição tem utilizado Manafá como principal opção, o que diz bem da urgência na sua aquisição.

Isto porque Zaidu não pareceu preparado para ser um indiscutível de uma formação com a grandeza institucional do emblema da Invicta.

FC Porto
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

A culpa desta inoperância só poderá ir para a direção, que não parece ser capaz de sair do poço, em termos económicos, no qual enfiou o FC Porto, e que tem consequência direta com a qualidade do grupo de trabalho.

Muitos podem culpar Sérgio Conceição por ser X, Y ou Z, mas é inegável que não será o seu trabalho o provocador de toda esta atuação, ou melhor… A falta dela. Isto porque o técnico portista tem conseguido épocas meritórias, tanto a nível interno, apesar de haver espaço a melhorar, mas principalmente a nível europeu.

Há algumas semanas atrás, falou-se que os azuis e brancos tinham preparado cerca de 9 milhões por Viña, que, entretanto, foi contratado pela AS Roma. Depois, foi o nome de Reinildo, do Lille OSC a vir para cima da mesa, mas até agora não tem havido desenvolvimentos que merecessem destaque na comunicação portuguesa.

Antigamente, a falta de notícias ou de rumores, em relação ao FC Porto, não era uma preocupação, pois a direção fazia bem o seu trabalho e apresentava resultados. Mas, atualmente, não é só desanimador, como chega a ser assustador.

Estamos a três semanas de acabar com esta janela de transferências e acho que se pode falar por toda a massa adepta: esqueçam o central, esqueçam o avançado, tragam o defesa-esquerdo!

Entretanto, fico à espera, e só peço que a administração do nosso clube me cale, mas bem caladinho, que seria a maior alegria desportiva que me podiam dar. Acorda FC Porto – direção e não instituição!

Artigo revisto por Joana Mendes

 

«Se pudesse, tinha evitado sair em litígio com o Benfica» – Entrevista BnR com Hugo Leal

Durante vários anos, foi considerado o “menino bonito” do SL Benfica. Anos mais tarde acabou por sair da Luz, debaixo de insultos. Não se acanhou e seguiu a sua carreira, passando por clubes como o Atlético de Madrid, Paris Saint-Germain e FC Porto. Não fossem as malditas lesões e poderia muito bem ter sido um dos maiores nomes no passado recente do futebol português. Hoje, continua ligado ao desporto pelo qual se apaixonou e admite que é mesmo o futebol que mantém viva a criança que há sim. Sempre muito ligado à família, nunca diz que não a um momento de boa disposição e está sempre pronto a soltar um sorriso. Estes e muitos mais pormenores para ler nesta entrevista, em que Hugo Leal abriu o livro ao Bola na Rede e contou tudo o que havia para contar.

«Tinha o desejo de chegar à equipa principal do SL Benfica. Tê-lo conseguido com 16 anos só torna a coisa mais especial»

Bola na Rede: Bom dia, Hugo! Entraste no mundo do futebol, com sete anos, graças a um tio que jogava na equipa sénior da Sociedade Recreativa Albarraque. Na altura, já era um sonho teu vir a ser profissional de futebol ou o Hugo Leal de sete anos tinha outros objetivos?

Hugo Leal: O Hugo Leal de sete anos gostava muito de jogar à bola. Jogava mesmo por prazer. Na altura, jogava-se muito na rua e, depois, esta oportunidade de jogar federado veio, como disseste e bem, por um tio que jogava no Albarraque. Portanto, essa foi a minha primeira experiência no futebol federado, no mundo do futebol organizado e depois foi passo a passo, porque, na realidade, o que eu queria era jogar à bola, fosse na rua ou no campo, por isso, naquele momento, o único objetivo era desfrutar do jogo. Claro que todos queríamos imitar os nossos ídolos e ambicionávamos chegar onde eles chegavam, mas, acima de tudo, acho que a grande vantagem que tive na vida desportiva foi viver o momento.

Bola na Rede: Estiveste seis meses no Albarraque, saíste para o Grupo União Desportiva de Alcabideche, depois mudaste-te para o Estoril Praia, foste considerado o melhor jogador de um torneio em Ponte Frielas e acabaste por receber um convite para o SL Benfica, aos 12 anos de idade. Naquela altura, estavas consciente da evolução que a tua carreira estava a ter e já tinhas noção que podias de facto ser um jogador bem-sucedido?

Hugo Leal: Não tinha essa noção. Tinha era a noção de que era bom de bola. Isso via-se na escola, quando era escolhido primeiro, quando solucionava problemas que pareciam difíceis, quando me via livre de um, ou dois, ou três opositores, por isso fui percebendo que tinha jeito para o futebol. Só mais tarde é que vais percebendo que tens muito jeito, quando já estás nos grupos de elite e, ainda assim, continuas a ter destaque. No entanto, isso nunca me subiu muito à cabeça, nunca me alterou a perspetiva daquilo que era o gosto por jogar, mas fui reconhecendo aquilo que te disse e isso ainda te traz mais força para continuar.

Bola na Rede: És, até aos dias de hoje, o jogador mais novo de sempre a estrear-se pelo Sport Lisboa e Benfica. Estreaste-te com 16 anos de idade. Quão gratificante é, para ti, carregares um recorde desta importância numa das maiores instituições desportivas deste país?

Hugo Leal: Mais do que isso, era o desejo de chegar à equipa principal do SL Benfica. A partir do momento que entro nas equipas de formação do Benfica, esse era um objetivo natural. Tê-lo conseguido com 16 anos só torna a coisa mais especial, mas se não fosse recorde também não era por aí. O mais importante foi, sem dúvida, a satisfação do primeiro momento como profissional, em campo, na instituição, como dizes e bem, de referência nacional. Os momentos vivem-se e esse foi mais um dos que eu tive a sorte de viver.

Bola na Rede: Sentes que essa tua estreia foi apressada, face a um momento menos bom que o Benfica estava a atravessar?

Hugo Leal: Provavelmente. Se as coisas estivessem muito bem no Benfica, se calhar, um atleta jovem como eu era, não teria tantas oportunidades. Isto é como tudo, são oportunidades que surgem. Também a verdade é que eu acho que estava bem preparado, quer desportivamente como mentalmente. Estava com o ego em altas, sentia-me capaz de tudo, capaz de enfrentar o mundo, até um pouco naquela base da inocência, mas acho que acabou por correr bem.

Bola na Rede: Fazendo apenas um pequeno aparte, sempre foste presença regular nas camadas jovens da seleção, exemplo disso mesmo é o facto de seres o quinto jogador português de sempre com mais internacionalizações no escalão de sub-18. Posto isto e independentemente do escalão, explica-me qual é a sensação de entrar em campo com a camisola de Portugal vestida.

Hugo Leal: O meu primeiro jogo foi no Algarve (sub-15) e, como aquilo não era para todos, torna a coisa ainda mais extraordinária, o facto de ser algo tão seletivo poder jogar pela seleção. Depois, é obviamente o orgulho de representar um país. É muito gratificante representar Portugal. Cada jogo que fiz, sentia emoções diferentes. Não era o mesmo que jogar por um clube, por mais paixão que tivesse por determinado clube que jogasse, jogar pela seleção era algo sempre muito especial.

Fonte: FPF

Bola na Rede: Curiosamente, por seres muito novo, oscilaste muito entre os escalões em que jogavas na seleção. Ora estavas nos sub-18, como depois ias aos sub-21 e a seguir vinhas aos sub-20, por exemplo. Era difícil para ti estar sempre a mudar de grupo de trabalho ou só querias jogar e nada mais importava?

Hugo Leal: Só queria jogar. (risos) O objetivo era sempre jogar. Tenho de dar muito mérito aos treinadores da seleção nacional e aos treinadores do Benfica, que me guiavam e orientavam a interpretar este tipo de sinais, ou seja, quando estás nos sub-21 e depois és convocado para os sub-18, eles souberam preparar-me para perceber a importância disso e o que representava para cada processo. Hoje, como treinador e responsável pela formação, percebo que a intenção ali era fazer-me entender que cada momento tinha o seu propósito e que eu tinha de me adaptar aos diferentes momentos, por isso nunca tive problemas em ir saltitando de escalões. Isso foi me dando muitas experiências de vida, muitas internacionalizações e muitas amizades.