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Países Baixos 0-2 República Checa: Um jogo aberto pela expulsão

A CRÓNICA: O DESPERDÍCIO DEU EM EXPULSÃO

A República Checa entrava em campo com esperanças de fazer um resultado histórico semelhante ao que haviam conquistado contra os Países Baixos no EURO 2004, mas a seleção comandada por de Boer prometia vir para controlar e dar continuidade às boas exibições da fase de grupos.

Durante os primeiros minutos a República Checa mostrou querer uma linha defensiva subida e disputar o jogo de igual para igual enquanto os Países Baixos assumiram a tomada do jogo, tendo mais bola, mas sem uma superioridade clara. A primeira parte ia sendo muito dividida e sem oportunidades de perigo, sendo que a baliza de Stekelenburg foi a única visada durante os primeiros 45 minutos, mas sem ser suficiente para os checos se superiorizarem no marcador.

A segunda parte começa com os Países Baixos a voltarem a atacar na profundidade, e ao minuto 50’ Malen depois de fazer tudo muito bem tenta fintar o guarda-redes checo falhando. Mas se a falha do golo já era má, a expulsão do defesa de Ligt veio complicar ainda mais.

Após a expulsão a República Checa tomou a iniciativa de ataque e aos 68 minutos após um livre estudado batido para a área, Holes cabeceia para dentro da baliza. Os Países Baixos não queriam “atirar a toalha ao chão” e continuavam a tentar criar oportunidades, mas eram os checos quem se mostravam mais objetivos e iam somando mais oportunidades. Objetividade essa que permitiu que Schick marcasse após um ataque que envolveu poucos jogadores e que permitiu que a República Checa visse cada vez mais perto os quartos de final.

A República Checa beneficiou com a expulsão e viu o jogo abrir-se para o seu lado, deixando a favorita e promissora seleção dos Países Baixos pelo caminho, não valendo de nada as suas maravilhosas exibições na fase de grupos, pois quem irá para os quartos de final será a equipa checa que nunca mostrou medo e jogou sempre com uma intensidade elevadíssima.

 

A FIGURA

Tomas Holes – Não é o Tomas mais conhecido na República Checa, mas é ele que está envolvido nos dois golos. O primeiro marca e no segundo dá a marcar, sendo que não é só na finalização em que esteve impecável pois o controlo do meio-campo foi também imperial.

 

O FORA DE JOGO

Matthjis de Ligt – A sua expulsão veio complicar o jogo dos Países Baixos e permitiu que a República Checa tomasse o controlo do jogo. Estava a fazer um bom jogo até então, chegando até a cortar uma bola que ia com direção para a baliza, mas a sua expulsão veio manchar a sua exibição e complicar o jogo da sua seleção.

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÍSES BAIXOS

Com um sistema tático em 5-3-2 que se transformava num 3-5-2 no momento ofensivo com a subida tanto de Dumfries e van Aanholt os Países Baixos procuraram dominar e ter mais mobilidade através da continuação de Malen no “onze” inicial, como já havia acontecido no último jogo.

Malen e Depay caíram muitas vezes nas alas, ficando sempre um deles mais perto da área e conseguindo apresentar a mobilidade que era prometida pela permanência dos dois no jogo, contando com o apoio de Wijnaldum no momento de pressão.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Maarten Stekelenburg (5)

Daley Blind (6)

Matthijs de Ligt (3)

Stefan de Vrij (6)

Patrick van Aanholt (5)

Denzel Dumfries (6)

Marten de Roon (6)

Frenkie de Jong (6)

Gerginio Wijnaldum (6)

Memphis Depay (5)

Donyell Malen (4)

SUBS UTILIZADOS

Quincy Promes (5)

Wout Weghorst (5)

Steven Berghuis (6)

Jurrien Timber (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – REPÚBLICA CHECA

A República Checa entrou em campo com um sistema tático de 4-2-3-1, com Schick sozinho na frente e Barak atrás no apoio. O meio-campo voltou a ficar ao cargo de Soucek e Holes que muitas vezes subiram para apoiar o ataque. Darida devido a lesão foi substituído por Barak e Jankto que começou o jogo no banco deu lugar a Sevcik.

Os checos apostaram numa linha subida sendo que várias vezes pressionavam a primeira linha dos Países Baixos com quatro jogadores e sempre com uma alta intensidade.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Tomas Vaclik (6)

Vladimir Coufal (6)

Tomas Kalas (6)

Ondrej Celustka (6)

Pavel Kaderabek (6)

Tomas Holes (8)

Tomas Soucek (7)

Lukas Masopust (6)

Antonin Barak (6)

Petr Sevcik (6)

Patrik Schick (7)

SUBS UTILIZADOS

Jakub Jankto (6)

Adam Hlozek (6)

Alex Kral (6)

Michal Sadilek (-)

Michael Krmencik (-)

GP Países Baixos: Quartararo cada vez mais líder

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A CORRIDA: FABIO QUARTARARO VOLTOU A VENCER E REFORÇA A LIDERANÇA DO CAMPEONATO

O mundial de motociclismo voltou ao circuito de Assen, nos Países Baixos, depois da ausência do ano passado devido à COVID-19. As Yamaha estavam na primeira linha de partida, comandada por Maverick Viñales que depois do pesadelo da última corrida, estava a viver um sonho.

Mas ainda assim, o piloto espanhol continua descontente com a sua equipa e moto. Tanto Viñales, como Quartararo pareciam aptos para liderarem a prova deste o primeiro minuto, mas a verdade é que essa faceta coube a Pecco Bagnaia que teve um arranque perfeito e liderou durante várias voltas.

Mas lá atrás vinha um Fabio Quartararo decidido a conquistar a quarta vitória da temporada.

Depois de ultrapassar o piloto da Ducati, o francês da Yamaha impôs mais de três segundos de vantagem e Bagnaia parecia não ter ritmo para acompanhar a M1 de Quartararo. Lá atrás, víamos uma luta intensa pelo pódio entre Nakagami, Viñales, Zarco e Mir, enquanto Miguel Oliveira corria atrás do prejuízo depois de ter perdido várias posições no arranque.

Bagnaia tentava alcançar Quartararo, e acabou por ultrapassar os limites de pista e já sabemos no que isso resulta: uma long lap penalty que o afastou dos lugares do pódio. E quem beneficiou com isso foi Maverick Viñales que se estabeleceu no segundo lugar – o paraíso depois do pesadelo na corrida no GP da Alemanha.

Se as duas primeiras posições pareciam estar entregues, a luta pelo último lugar do pódio foi das mais interessantes deste grande prémio, onde Joan Mir levou a melhor sobre Zarco e Miguel Oliveira. O atual campeão do mundo não subia ao pódio deste Mugello, e teve uma recuperação fantástica: de décimo para terceiro.

Já o português Miguel Oliveira voltou a terminar no top 5, o que lhe valeu mais uns pontos para a classificação geral do mundial de motociclismo onde ocupa a sétima posição a apenas dez pontos de Maverick Viñales.

Foto de capa: MotoGP

Olheiro BnR | Daniel Wass

Daniel Wass é um dos muitos nomes apontados a este Sporting CP 2021/22. O experiente (e polivalente) lateral direito terá sido sondado pelos leões e a transferência para Alvalade é uma possibilidade.

O dinamarquês já passou por diversos clubes europeus. Como sénior, começou no Brondby IF, chegou a ser emprestado ao SL Benfica (contudo não jogou de águia ao peito), mudou-se para França (Evian TG) e lá evoluiu e cresceu como jogador, o que lhe acabou por valer uma transferência para o futebol espanhol. Começou no Celta de Vigo e mais tarde transferiu-se para o Valência.

Apesar do gradual e notório crescimento a nível de clubes, no que toca à carreira na seleção, Daniel Wass tem sido um nome presente com regularidade na convocatória dinamarquesa, desde 2011. Para além disto, foi também habitual convocado em todas as seleções jovens da Dinamarca.

De momento, Daniel Wass tem 1,78m e 32 anos de idade, sendo que esta última característica pode ser um dos pontos negativos do negócio. 32 anos para um lateral é uma idade em que, muito possivelmente, o jogador já terá passado os anos mais áureos da sua capacidade física e poderá ter problemas nesse aspeto. Prova disso é a sua utilização neste Euro 2020 porque começou como titular; no entanto, lesionou-se e não foi opção no jogo dos oitavos de final.

Se é certo que a idade traz mais debilidades físicas, também é certo que traz experiência. Daniel Wass é um jogador muito experiente, não tivesse atuado ao mais alto nível numa das melhores ligas do mundo, como é a La Liga.

Para além de experiente, Daniel Wass é um jogador que me enche bem as medidas. Não é o mais rápido, nem o mais alto, nem o mais forte. No entanto, acho que é um jogador extremamente inteligente, não tem nenhuma ação que não seja pensada e faz tudo bem. Ataca e defende com qualidade, é seguro e transmite tranquilidade e confiança à restante equipa. Solidificaria ainda mais o setor defensivo leonino e também chegaria com qualidade à frente de ataque.

Comparando com Pedro Porro, creio que é um jogador que defende melhor que o espanhol, apesar de não atacar tão bem. Posto isto, escusado será dizer que acho que seria uma opção extremamente válida para o Sporting CP. Para além disto, tanto pode jogar a lateral direito, como médio direito ou médio centro.

Acho que os contornos da transferência e as características do jogador podem fazer lembrar a passagem de Jeremy Mathieu pelo Sporting. À semelhança de Mathieu, Wass também passou pela LaLiga e, já com uma idade avançada, pode ver com bons olhos uma ida para Lisboa, onde conseguiria demonstrar toda a classe que ainda tem e poderia eventualmente acabar a carreira escrevendo o seu nome na história do clube e sendo um dos preferidos dos adeptos leoninos, como aconteceu com o central francês.

Após tantos elogios ao lateral dinamarquês, é lógico que acho que seria um bom negócio e que estou radiante para que o jogador chegue a Alvalade. Fala-se num negócio a rondar os dois milhões, o que, na minha opinião, seria uma autêntica pechincha. É um excelente valor e creio que não iremos conseguir uma opção tão boa por um valor tão barato, por isso, é assinar com o internacional dinamarquês o quanto antes.

GP da Estíria: Um passeio pelas montanhas

A CORRIDA: MAS HÁ ALGUÉM QUE PARE MAX VERSTAPPEN?

Sob a promessa de chuva gritada pelas nuvens que vagueavam nas montanhas da Estíria, Max Verstappen (Red Bull) passeou para a quarta vitória consecutiva da equipa, num grande prémio que deixou um pouco a desejar no que toca ao drama.

Sem sequer ameaçar a liderança do “homem da casa”, Lewis Hamilton (Mercedes) foi o segundo classificado, com Valtteri Bottas (Mercedes) a recuperar muito bem da penalização de três lugares para fechar o pódio.

As coisas foram relativamente simples para Max Verstappen e para a Red Bul. A partir do arranque que o holandês foi capaz de manter uma distância confortável para Lewis Hamilton, e sem problemas na estratégia de apenas uma paragem, foi uma navegação suave até ao final (incluindo uma pequena derrapagem celebrativa na última volta).

Do lado da Mercedes, pura e simplesmente não existiu ritmo de corrida suficiente para acompanhar o Red Bull. Lewis Hamilton sempre se manteve confortável na frente, conseguindo manter sempre uma diferença considerável para o terceiro classificado, o que, no final da corrida, lhe permitiu realizar mais uma paragem para ir atrás da volta mais rápida.

Do outro lado da garagem, Valtteri Bottas consegue um bom arranque, e após se desembaraçar de Lando Norris (McLaren), começou o trabalho de apanhar Sergio Pérez (Red Bull), que foi facilitado pela má primeira paragem do mexicano, que o retirou do lugar do pódio.

Nas últimas voltas, Pérez ainda foi capaz de se aproximar, mas a contagem de voltas chegou ao final. O mais provável é que com mais uma volta, Pérez seria o homem no pódio.

Do lado do distante pelotão (que foi todo dobrado por Verstappen), o quinto classificado foi Lando Norris, que apesar de não ter carro suficiente para segurar o terceiro lugar onde começou, fez uma corrida sem erros e onde controlou na perfeição o seu ritmo.

Mais uma prova fantástica do britânico que está no topo das listas de melhores pilotos da temporada. O seu colega de equipa voltou a mostrar graves problemas de adaptação ao carro, terminando apenas em 13.º. Após França, parecia que Ricciardo já tinha melhorado, mas a Estíria voltou a mostrar que há muito caminho a percorrer.

Uma das histórias mais interessantes da prova na Estíria, foi que comparativamente ao GP de França, afinal os Ferrari já não torturam pneus. Carlos Sainz foi sexto classificado, com uma estratégia estupenda da Scuderia, ao prolongar o primeiro stint do espanhol na medida perfeita.

Do outro lado da garagem, vimos uma corrida muito trabalhosa da parte de Leclerc que o viu terminar em sétimo. Após começar dentro do top 10, o piloto monegasco danificou o carro na primeira volta ao chocar com Pierre Gasly, o que o obrigou a ir às boxes e fazer tudo do zero.

A verdade é que o ritmo do Ferrari nos pneus duros era fenomenal, conseguindo livrar-se de quase todos os competidores diretos, e mesmo nos médios no último stint, foi capaz de fugir às garras do comboio do DRS, e recuperar um bom conjunto de pontos para Itália.

É de facto curioso que após o terrível ritmo de corrida de Paul Ricard, que a Ferrari tenha chegado à Áustria com talvez o terceiro melhor carro ao domingo. Agora o objetivo tem de passar por conseguir tornar domingos destes mais frequentes.

O oitavo lugar foi para Lance Stroll (Aston Martin), que teve um excelente início de corrida, mas que ao colocar duros começou a andar um bocado para trás. Ainda assim, um bom trabalho para o canadiano, na luta pela quinta melhor equipa. O seu colega de equipa Sebastian Vettel não pode orgulhar-se do mesmo, tendo terminado em 12º, não conseguindo desbloquear-se do famoso comboio do pelotão.

O top 10 é fechado por Fernando Alonso (Alpine) em nono, com mais uma corrida sólida do espanhol e por Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) em 10º, com um fim-de-semana muito consistente do jovem japonês, algo que ele precisa depois de todas as peripécias das últimas corridas.

Os colegas de equipas de ambos tiveram corridas de pesadelo. No caso de Esteban Ocon, parece que continua a funcionar em contraciclo com Alonso, quando um tem uma boa corrida, o outro desaparece.

Já do lado da Alpha Tauri, Pierre Gasly teve um furo na primeira volta devido ao tal embate com Leclerc, o que lhe destruiu a suspensão, e atirou totalmente para fora da corrida no final da primeira volta. Uma desilusão tendo em conta o ritmo que os Alpha Tauri, em particular Gasly mostrou durante o fim-de-semana.

Fora do Top 10, há a destacar o bom ritmo dos Alfa Romeo, em particular Kimi Raikkonen, que estava pelo menos igualado aos homens que cobriam os últimos lugares dos pontos. O finlandês terminou em 11.º, mas com a sensação de que “faltava só um bocadinho”.

No entanto, o verdadeiro destaque tem de ir para George Russell. O britânico parece não se livrar do azar quando está nos pontos. No arranque subiu para oitavo, e seguia solidamente nessa posição, em vez de ser engolido como se esperava. Tudo ia bem, até que um problema do carro o obrigou a retirar, retirando uma das principais oportunidades de pontos que a Williams teve até agora.

Foi um pouco surpreendente pela negativa a corrida ser tão pouco emocionante, no entanto, para a semana há oportunidade de tentar de novo no mesmo circuito. As corridas na Áustria são mais frequentemente boas do que más.

A diferença de performance entre os carros da frente era notória, e curiosamente, o equilíbrio do pelotão pode ter tornado ultrapassagens e batalhas mais complicadas. Os carros estão tão próximos uns dos outros que se torna difícil ser mais rápido se não houver erros.

Foto de capa: Red Bull racing

Tribuna VIP: De regresso ao Ocidente para derrotar uns insaciáveis Diabos Vermelhos

TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

Diz-se que a palavra Europa tem muitas origens e uma delas, na Fenícia (atual Líbano) é de que assim se chama para descrever o Ocidente, o lugar para onde o sol se põe. E é rumo ao Ocidente, e mais concreto à Península Ibérica, que Portugal vai para jogar os oitavos de final deste mundo novo que é o Campeonato Europeu geograficamente mais diverso da História.

O adversário é a Bélgica, também conhecidos como os Diabos Vermelhos, um teste de elevada competência e dificuldade para os campeões em título. A fase de grupos dos belgas foi quase perfeita: três vitórias em outros tantos encontros, sete golos marcados e apenas um sofrido (nos 45 minutos da esperança para Fernando Santos, dada as dificuldades geradas pela Dinamarca ao conjunto de Roberto Martínez). Ainda assim, a Bélgica não merece o epíteto de equipa mais fascinante da fase de grupos.

Houve consistência defensiva em vários momentos, arrojo em termos ofensivos e sobretudo um misto de poder e talento trazido pelas botas de jogadores como Lukaku, De Bruyne ou os manos Hazard. A abrir a fase de grupos, despontou Youri Tielemans, o fio condutor do jogo ofensivo belga, um homem que descobre linhas de passe com a facilidade com que um poeta descobre inspiração nas pedras da calçada. Apesar do jogo físico de Dzyuba, os centrais belgas aguentaram sem consentir grande perigo e Lukaku “rebentou” com a frágil defensiva russa.

De seguida, veio o teste de maior exigência, no Parken de Copenhaga, frente a uma Dinamarca ainda a recuperar do “choque Eriksen”. Os Diabos de Martínez sofreram a bom sofrer na primeira parte, graças a uma marcação impiedosa dos atacantes escandinavos ao trio de defesas belgas, à consistência dos médios dinamarqueses, que engoliram o duo Tielemans-Dendoncker e a um Kjaer que esteve imperial na marcação a Lukaku.

Mas depois, chegou o intervalo, entrou De Bruyne e a história foi outra: movendo-se no espaço central, tantas vezes ocupado pelo «9», o médio do Man. City assinou uma ode ao futebol na quente tarde da capital do reino da Dinamarca, com o devido auxílio de Lukaku (mais descaído na direita, a “massacrar” Vestergaard) e Hazard (que na seleção parece outro jogador, livre do peso da por vezes maldita camisola merengue).

A fechar a primeira fase, um teste mais descomplexado frente a uma Finlândia muito conservadora e que mostrou que estes belgas também sabem ajustar posicionamentos defensivos, controlando a profundidade com critério e ativando ao mesmo tempo os suspeitos do costume (De Bruyne e Lukaku), com a ajuda de um puro-sangue, Jérémy Doku, que dá muito jeito para desengatar jogos mais apertados.

E como pode Portugal bater esta Bélgica? Pressionando a saída de bola de forma agressiva, não tendo vergonha de recorrer a perseguições mais individualizadas, que condicionem o adversário na hora de descobrir uma linha de passe. A turma de Roberto Martínez respira melhor com espaços e sente-se confortável em ataques e transições rápidas. Por fora, tem jogadores contundentes no ataque à profundidade, mas que conseguem definir posicionamentos com critério a defender.

Há que saber tirá-los da zona de conforto e atacar esses espaços. Condicionar os criativos (Tielemans ou De Bruyne à cabeça) é fundamental, porque quando estes conseguem ativar Lukaku, a Bélgica entra num território de superioridade. E quando não está o homem do Inter em zona de remate, não existe dificuldade em atirar à baliza em qualquer um dos homens da parte ofensiva.

Fernando Santos deve manter as bases do derradeiro jogo da fase de grupos. João Moutinho e sobretudo Renato Sanches parecem ter ganho o lugar, depois da prestação face aos campeões do Mundo. A questão é que, ainda que com nuances no modelo de jogo, Portugal volta a ter pela frente o malvado 3-4-2-1 que os alemães também utilizaram na goleada frente à Seleção Nacional.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Talvez não seja má ideia explorar o recuo de Danilo para terceiro central no momento defensivo, para libertar o lateral-direito de tarefas a fechar o espaço interior. No fundo, fechar em 5-4-1, com liberdade para poder atacar no modelo habitual (dando também protagonismo aos laterais na exploração dos corredores abertos), mas nunca abdicando de uma pressão competente em zonas adiantadas, que leve Portugal a recuperar a bola mais perto da área belga. E comprometer a ligação dos defesas a Tielemans e por sua vez deste elemento aos restantes companheiros de uma zona mais adiantada, pode ser meio caminho andado para ganhar ascendente sobre a Bélgica.

Foto de Capa: Diogo Pinto/FPF

Artigo de opinião de Francisco Pinho Sousa,
narrador e comentador Eleven


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Itália 2-1 Áustria: Italianos “tremem” para passar aos quartos

A CRÓNICA: ITALIANOS APANHAM SUSTO, MAS PASSAM

Segundo jogo destes oitavos de final, com encontro entre as seleções de Itália e Áustria, no estádio de Wembley, em Londres. Este foi o primeiro encontro entre as duas nações em Campeonatos da Europa.

O selecionador da Áustria, Franco Foda, não mexeu na equipa, relativamente ao último jogo, enquanto Roberto Mancini decidiu fazer sete alterações. O selecionador italiano deu a oportunidade a outros jogadores na última partida, pois já tinha a passagem garantida no grupo A, mas voltou a colocar os habituais titulares. Deste jogo sairia o adversário para os quartos de final do encontro entre Bélgica e Portugal.

A seleção austríaca até começou bem, com uma iniciativa de Sabitzer logo ao primeiro minuto. A Itália não tardou a apoderar-se da posse de bola e a criar perigo. Aos 11 minutos, Leo Spinazzola apareceu na esquerda e fez um remate perto do poste de Bachmann. Passados seis minutos, Nicolò Barella faz um remate de primeira, após uma iniciativa de Spinazzola na esquerda, para boa defesa do guardião austríaco.

Apesar da posse de bola da equipa italiana, não estava fácil chegar próximo da baliza da Áustria. Foi mesmo à “bomba”, com Ciro Immobile a rematar de longe e a bola a embater na trave, aos 32 minutos de jogo.

A Áustria estava com uma composição muito compacta, com uma grande entreajuda de todos os jogadores no processo defensivo. As transições defesa-ataque eram feitas com critério e com passe curto. Arnautovic foi dos membros mais irrequietos do conjunto de vermelho na primeira metade.

Spinazzola era dos melhores elementos da seleção transalpina, e aos 42 minutos fez nova incursão perigosa pela esquerda, acabou por cair na área, mas o árbitro Anthony Taylor mandou seguir. Estava endiabrado e, no minuto seguinte, Spinazzola desferiu um remate rasteiro, que obrigou a defesa do guarda-redes austríaco.

O jogo seguia empatado a zero para o intervalo. A Itália tinha mais posse de bola e remates à baliza, com 55% e 11 remates face aos 45% e um remate da Áustria.

No recomeço da partida, a Áustria teve um livre perigoso, mesmo à entrada da área, com David Alaba a bater o livre direto um pouco por cima da barra de Donnarumma. Os italianos apresentavam algum nervosismo e os austríacos aproveitavam para “sair da casca”. Eram várias as investidas pelo corredor direito, por intermédio de Laimer, e os remates começaram a aparecer também. Arnautovíc e Sabitzer estavam mais irrequietos.

Até que, aos 65 minutos, Lainer cruzou, Alaba amorteceu de cabeça e Arnautovíc encostou com um cabeceamento, com a bola a tocar na barra e a entrar na baliza italiana. No entanto, o golo viria a ser anulado pelo vídeo-árbitro. Suspiro de alívio de Mancini, que procurava mexer no jogo antes que fosse tarde, com entradas de Manuel Locatelli e Matteo Pessina.

A verdade é que era a Áustria que criava mais situações de perigo. O meio-campo italiano parecia ter perdido o rumo, e o controlo do jogo passou a ficar cada vez mais dividido, com crescendo para os austríacos. O lado-esquerdo da Squadra Azurra estava a passar mal, com vários desentendimentos e falhas de marcação. A ala direita da Áustria aproveitava o momento de confiança da equipa e explorava as fragilidades dos italianos.

Mancini não gostava; afinal, a sua seleção não perdia há 30 jogos! Fez quatro substituições, sem nenhuma efetuada do lado da Áustria, que apenas mexeu aos 90 minutos, por obrigação, pois Baumgartner lesionou-se. O jogo foi mesmo para prolongamento.

A Itália entrou melhor e acabou por desfazer a igualdade. Spinazzola apareceu no centro, descaído para a esquerda, e picou a bola para Chiesa, que retirou Laimer do caminho e finalizou. Aos 104 minutos, livre da esquerda de Insigne que só foi parado por uma grande defesa de Bachmann. Mesmo a acabar a primeira parte do prolongamento, Matteo Pessina ampliou a vantagem, após uma jogada de insistência de Acerbi, na área da Áustria, acabando por assistir o médio da Atalanta.

Schaub entrava para a equipa da Áustria na segunda parte, e rematava logo para uma grande defesa de Donnarumma. Aos 114 minutos, através de um canto na direita, Sasa Kalajdzic apareceu ao primeiro poste e desviou para dentro da baliza italiana, reduzindo a vantagem. Havia ainda uma réstia de esperança dos austríacos! No último minuto, Chiesa fez um chapéu ao guarda-redes Bachmann, e parecia encaminhado para o golo, mas Trimmel cortou na hora certa.

A Áustria pressionou e tentou até ao fim, mas foi incapaz de empatar a partida. Uma partida que teve altos e baixos, a acabar em passagem da Itália com pouco brilho, pois teve imensas dificuldades para impor o seu futebol. O bloco recuado da Áustria causou muito transtorno aos atacantes da Itália, e só com a entrada de Chiesa é que foram felizes. O prolongamento foi difícil, sobretudo para os austríacos, que apresentavam já um nível elevado de desgaste.

Itália está nos quartos de final e irá jogar contra Portugal ou Bélgica. Apesar de a Áustria ter sido eliminada, os seus adeptos podem estar orgulhosos da equipa e do seu treinador.

 

A FIGURA

Federico Chiesa – Podia ser um “prémio” entregue a muitos jogadores, porque tanto na Áustria como na seleção italiana houve vários elementos de destaque. No entanto, não fosse o avançado da Juventus a desfazer a igualdade, talvez a Itália não tivesse conseguido levar de vencida esta seleção da Áustria, pelo menos no prolongamento.

Respirou-se ar fresco na frente de ataque com a sua entrada e foi determinante para a vitória da Squadra Azurra, ao apontar o primeiro tento da partida. Esteve quase a fechar a passagem à próxima fase, mas Trimmel negou-lhe a oportunidade de bisar.

O FORA DE JOGO

Domenico Berardi – Esteve uns furos abaixo do esperado. Fez algumas boas incursões na primeira metade, mas na segunda parte foi uma miragem. Trabalhar no lado de Alaba não é tarefa fácil.

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A seleção italiana alinhou num 4-3-3. Com sete mexidas face ao último jogo contra o País de Gales, com entradas dos habituais titulares: Spinazzola, Acerbi, Di Lorenzo, Barella, Berardi, Immobile e Insigne. O trio de ataque é, talvez, um dos mais perigosos deste Euro, mas acabou por estar apagado neste jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gigi Donnarumma (6)

Giovanni Di Lorenzo (6)

Francesco Acerbi (7)

Leonardo Bonucci (6)

Leo Spinazzola (7)

Jorginho (7)

Marco Verratti (6)

Nicolò Barella (5)

Domenico Berardi (5)

Ciro Immobile (6)

Lorenzo Insigne (6) 

SUBS UTILIZADOS

Manuel Locatelli (6)

Matteo Pessina (6)

Andrea Belotti (5)

Federico Chiesa (8)

Bryan Cristante (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ÁUSTRIA

Os austríacos jogaram com uma formação disposta em 4-2-3-1. Não houve alterações no onze, relativamente ao último jogo, contra a Ucrânia. Quarteto defensivo composto por Alaba, Lainer, Hinteregger e Dragovíc. No meio-campo, Grillitsch e Schlager mais atrás, com Baumgartner a médio esquerdo e Laimer no lado direito. Sabitzer a jogar atrás do avançado-referência Arnautovíc.

Grande comprometimento da equipa ao jogo, tanto no ataque como na defesa, com vários apontamentos de qualidade. A defesa e o miolo, particularmente, estiveram a um nível de excelência, com a equipa a conseguir aproveitar as qualidades de cada unidade. Franco Foda e a sua equipa estão de parabéns, pois fizeram uma grande exibição.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Daniel Bachmann (6)

Stefan Lainer (6)

Aleks Dragovic (6)

Martin Hinteregger (8)

David Alaba (7)

Konrad Laimer (7)

Florian Grillitsch (6)

Xaver Schlager (7)

Chris Baumgartner (5)

Marko Arnautović (7)

Marcel Sabitzer (6)

SUBS UTILIZADOS

Alessandro Schöpf (4)

Sasa Kalajdzic (7)

Louis Schaub (6)

Michael Gregoritsch (6)

Stefan Ilsanker (-)

Christopher Trimmel (-)

 

Artigo revisto pela equipa de revisão

5 flops contratados no defeso de verão | FC Porto

Durante muito tempo o FC Porto foi uma das equipas que mais bem comprava e vendia no mundo; no entanto, nos últimos anos as coisas deixaram de ser assim e perdeu-se a capacidade de encontrar craques a baixo custo e ter a capacidade de os vender com uma margem de lucro grande.

Hoje em dia, vemos a direção trazer para a equipa jogadores com muito hype, que depois se mostram incapazes de mostrar o seu valor no conjunto. Estes flops chegaram ao dragão para vingar e lançar a carreira, mas nunca atingiram o nível que era esperado: assim, deixaram descontentes os adeptos e a direção, que na primeira hipótese desfaz-se destes jogadores.

De maneira a alertar para que estes erros de casting não voltem a acontecer (é de relembrar ainda que o Porto não está em condições financeiras para contratar jogadores que não sejam garantias de rentabilidade em campo), ficam aqui cinco flops contratados no defeso de verão.

País de Gales 0-4 Dinamarca: Dolberg deu o mote, Braithwaite fechou as contas

A CRÓNICA: PAÍS DE GALES ENTROU MELHOR, DINAMARCA REAGIU E VENCEU

No primeiro jogo de “mata-mata” deste Europeu defrontaram-se, em Amesterdão, País de Gales e Dinamarca, em busca da qualificação para os quartos de final da competição.

Num jogo que se previa muito equilibrado, a seleção do País de Gales entrou mais pressionante e a mostrar mais vontade de ir em busca do golo e, através de passes entre linhas, Gareth Bale e Daniel James foram-se virando e criando perigo à baliza defendida por Kasper Schmeichel.

Porém, à passagem do minuto 27 e contra a corrente do jogo, um “golaço” de Kasper Dolberg à entrada da área, depois de uma triangulação com Damsgaard, coloca a seleção dinamarquesa na frente do marcador. A partir desse mesmo golo, o paradigma do jogo mudou, com os galeses muito intranquilos com a bola nos pés e na definição dos momentos de pressão e os nórdicos a ganharem confiança com a vantagem no marcador e a aproveitarem para ganharem metros no terreno e criarem perigo à equipa contrária.

A segunda parte não podia ter começado melhor para a Dinamarca, pois logo aos três minutos de jogo ampliou a vantagem no marcador, novamente por Kasper Dolberg. Ataque rápido pela direita do ataque dinamarquês, cruzamento de Braithwaite que é cortado incompletamente por Neco Williams e chega aos pés de Dolberg que na cara de Danny Ward não vacila e faz o 2-0. Após o golo da tranquilidade, a Dinamarca foi gerindo o jogo e não deixou o adversário criar perigo, mantendo a bola longe da sua baliza, grande parte do tempo com muita qualidade na circulação da bola.

À passagem do minuto 88 volta a Dinamarca a marcar: contra-ataque mortífero da seleção nórdica que acaba com um grande passe de Mathias Jensen para Joakim Maehle que finta o adversário e culmina uma grande exibição com um grande golo de pé esquerdo. O terceiro golo dinamarquês enfureceu os galeses, que acabaram reduzidos a dez unidades depois de uma entrada muito agressiva de Harry Wilson sobre o autor do terceiro golo.

Para fechar as contas, Martin Braithwaite também deixa o seu nome na lista dos marcadores, depois de um grande passe de Cornelius, a deixar o avançado do FC Barcelona solto de marcação, que marca de pé esquerdo.

A Dinamarca encontra agora no próximo sábado, 3 de julho, o vencedor do encontro entre os Países Baixos e a República Checa.

 

A FIGURA

Kasper Dolberg – Tinha apenas trinta minutos neste Europeu, não era apontado à titularidade e acabou por entrar no onze devido à lesão de Youssuf Yurari Poulsen. Confirmou a aposta de Hjulmand com dois golos e uma excelente exibição. Forte a jogar de costas para a baliza e a devolver em apoio, rápido no ataque à profundidade e muita qualidade técnica. Faz um belíssimo golo, que inaugura o marcador, e ajuda assim à qualificação da Dinamarca para os “quartos”.

 

O FORA DE JOGO

Aaron Ramsey – Uma das figuras desta seleção galesa, neste jogo teve uns furos abaixo do que nos habituou a ver tanto na Juventus FC (e anteriormente no Arsenal FC) como nesta seleção. A jogar como médio mais ofensivo foi incapaz de ter a bola e escondeu-se muito do jogo. Foi o jogador que mais correu dentro do campo, mas é sempre mais importante correr bem do que correr muito. Desiludiu.

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÍS DE GALES

A equipa galesa voltou ao 4-2-3-1, com Ramsey à frente da dupla de médios mais defensivos, depois de no último jogo ter utilizado uma linha de cinco defesas, frente à Itália. Mudando a estratégia em relação à última partida, os galeses optaram por uma pressão alta na primeira fase de construção a não deixar a Dinamarca sair a jogar. Nos primeiros vinte minutos conseguiram criar perigo entre linhas com Bale, James e Ramsey a receber e a virarem-se para o jogo, mas o ajuste dinamarquês tirou essa liberdade à formação de Gales.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Danny Ward (5)

Joe Rodon (5)

Chris Mepham (6)

Connor Roberts (5)

Ben Davies (5)

Joe Allen (6)

Joe Morrell (5)

Daniel James (6)

Aaron Ramsey (5)

Gareth Bale (6)

Kieffer Moore (5)

SUBS UTILIZADOS

Neco Williams (4)

Harry Wilson (3)

Tyler Roberts (5)

David Brooks (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

Iniciou o jogo num 3-4-3, que por vezes variou para um 3-5-2 com Damsgaard a receber a bola mais dentro, libertando Braithwaite e Dolberg mais em profundidade. Com o jogo a não correr de feição, por volta do minuto vinte, Kasper Hjulmand alterou para um 4-3-3, passando Christensen de defesa central para o centro do terreno, retirando assim as referências de pressão à equipa galesa. Procurou muito os laterais e deu resultado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (7)

Jannik Vestergaard (7)

Simon Kjaer (6)

Andreas Christensen (7)

Jens Stryger Larsen (6)

Joakim Maehle (8)

Thomas Delaney (6)

Pierre-Emile Hojbjerg (7)

Mikkel Damsgard (8)

Martin Braithwaite (8)

Kasper Dolberg (9)

SUBS UTILIZADOS

Christian Noorgard (6)

Mathias Jensen (7)

Andreas Cornelius (7)

Joachim Andersen (5)

Nicolai Boilesen (5)

 

Rescaldo de opinião de Francisco Silva

Antevisão GP Estíria: Max deixa pole em casa dos «touros vermelhos»

A ANTEVISÃO: POR OITO MILÉSIMAS, RUSSELL!

Bem-vindos de volta a mais uma ronda de Qualificação de Fórmula 1. O Grande Prémio da Estíria é a primeira das duas rondas que se seguirão no Red Bull Ring, na Áustria.

A equipa da casa, tão bem conhecida como a Red Bull, começa bem o fim-de-semana, com Max Verstappen a conquistar o melhor tempo, dando-lhe a sexta pole position da sua carreira, e a terceira pole position do ano para o piloto holandês. De notar que Max Verstappen já conseguiu, este ano, metade das poles que acarretou na sua carreira.

No que concerne a Mercedes, Valtteri Bottas consegue o segundo melhor tempo, mas, devido a uma penalização de três lugares tendo em conta o incidente do TL2 de sexta-feira, irá apenas partir de quinto lugar. Já Lewis Hamilton não foi além de um terceiro lugar, numa volta desapontante para o piloto britânico, sem meio para atingir o fim esperado.

Contudo, vamos por partes. Sem incidentes durante toda a qualificação, a Q1 deixou o Alpine de Esteban Ocon de fora da Q2, onde, surpreendentemente pela negativa, aparece apenas com tempo para um 17.º lugar. Nicholas Latifi (Williams) partirá à frente do piloto francês, e atrás deste, estará o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen, e os dois Haas.

Na Q2, destaque para o facto de George Russell se ter classificado em 11.º lugar, novamente, após tê-lo feito pela última vez no Grande Prémio de Portugal, como sendo a sua melhor classificação na Fórmula 1. Assim, o piloto britânico volta a fazê-lo, e, se não fosse por apenas oito milésimas (sim, leu bem) travadas pelo Aston Martin de Lance Stroll, teríamos novamente um Williams na Q3, algo que já não há conta de quando é que aconteceu pela última vez.

No que concerne o restante pelotão, ficam de fora da Q3 nomes como o de Carlos Sainz (Ferrari), Daniel Ricciardo (McLaren), Sebastian Vettel (Aston Martin) e, por fim, Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo).

Na Q3, para além dos já mencionados três primeiros, Lando Norris qualifica-se em quarto lugar, e Sergio Pérez em quinto lugar, porém, ambos beneficiarão da penalização de Valtteri Bottas e partirão um lugar adiantado ao conseguido na qualificação.

Por fim, Pierre Gasly (AlphaTauri), Charles Leclerc (Ferrari), Yuki Tsunoda (AlphaTauri), Fernando Alonso (Alpine) e Lance Stroll (Aston Martin) encerram, assim, o top 10 da qualificação, respetivamente.

Em suma, Max Verstappen tem novamente a vantagem da partida, e uma coisa é certa, o piloto holandês já conseguiu deixar a Mercedes e, principalmente, Lewis Hamilton, sob pressão. Porém, e como já vimos várias vezes, nem sempre a pole significa vitória, e pressão também significa mais vontade de atingir os objetivos propostos. E o objetivo da Mercedes é claramente o de vencer esta corrida.

Para além disto, há a probabilidade de uma mudança meteorológica em Spielberg, e, se assim for, a estratégia das equipas será fundamental para estas conseguirem alcançar os dez lugares pontuáveis.

Foto de Capa: Red Bull Racing

SL Benfica | 5 jogadores a emprestar na próxima época

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O vasto plantel do SL Benfica para a próxima época vai, inevitavelmente, sofrer alterações. Com a abertura do mercado de transferências há sempre entradas e saídas de jogadores. Para além disso, não podemos esquecer que alguns dos jogadores acabam por ser emprestados, porque não têm lugar no onze inicial ou no banco de suplentes.

Assim, podem sempre ganhar ritmo e provar que numa próxima época podem ser apostas para o treinador. Posto isto, decidi eleger o top 5 de jogadores encarnados que podem ser emprestados para a próxima época.