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SL Benfica | Futuro escreve-se com “M” de mudança

Para qualquer observador externo, é clara a conturbação que impera para os lados menos luminosos do SL Benfica. O clube vem de duas épocas calamitosas a nível desportivo e comprometedoras para a vertente financeira, que já não aparenta ser tão “saudável” quanto a anterior narrativa fazia crer.

Pelo meio, as eleições de 2020 deram continuidade à presidência de Luís Filipe Vieira, sem colocarem cobro à divisão da massa associativa e adepta, e sem calarem a crescente oposição ao líder imposto das águias.

Contudo, o desnorte prossegue, refletido como a lua nas águas do Mondego em todos os aspetos da vida do clube: no mercado de transferências (pelo menos, até ao momento), na ausência dos prometidos anúncios de parcerias, na necessidade de contenção financeira após o boom de dinheiro (mal) gasto do verão passado, na continuidade “lógica” – nas palavras de Vieira – de Jorge Jesus, na alienação dos sócios, no vazio democrático, na completa carência de comunicação de dentro para fora…

Ninguém de fora do restrito seio da “estrutura” parece saber ao certo (nem com o mais ínfimo grau de convicção) como – e se! – está a ser preparada a próxima época e o futuro a médio-longo prazo do clube. Aliás, não é bem assim. Tal como não se prepara um jogo, prepara-se, sim, a equipa que o vai enfrentar, tal como não se prepara uma guerra, prepara-se, sim, o exército que a vai enfrentar, também não se prepara um futuro, prepara-se, sim, quem o vai enfrentar.

O SL Benfica foi bastante inconsistente ao longo da temporada
O SL Benfica foi bastante inconsistente ao longo da temporada
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por mais previsões acertadas, um jogo, uma guerra e, sobretudo, um futuro, encerram sempre em si um grau de indefinição e imprevisibilidade que os tornam “impreparáveis” (não existe, mas devia). Será, então, melhor falar na preparação do clube para o futuro do que na preparação do futuro do clube.

É aqui que, de rompante, se insurge com altivez a (dupla) indagação: «o SL Benfica está já ou está a ser preparado para o futuro, carregue ele o que carregar consigo? O SL Benfica está já ou a está a ser dotado de “armas e munições” (que depois devem ser melhor guardadas do que as de Tancos) que lhe permitam enfrentar o futuro de cabeça erguida e sem medo?»

De forma alguma! Isto é, pelo menos de forma aparente. Infelizmente, são mesmo apenas e só aparências que são apresentadas aos sócios e adeptos do clube. As respostas continuam por ser dadas e as questões vão acumulando-se, surgindo em catadupa nas mentes individuais e na mente coletiva dos benfiquistas.

E vai crescendo o nervoso que, de tão crescido, já nem é miudinho. E o futuro vai transformando-se vertiginosa e impiedosamente em presente. E eu, na minha qualidade de benfiquista, confesso que me sinto arrebatado e esmagado por ele…

Artigo revisto por Joana Mendes

As 3 muralhas de Alvalade que dão vantagem competitiva | Sporting CP

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Sempre tivemos a tendência de dar mérito aos avançados quando a nossa equipa está em vantagem. Nunca, ou quase nunca, tendo a nossa equipa saído vitoriosa, elegemos um defesa ou guarda-redes como melhor em campo.

Isto pode dever-se a vários factores, entre eles o facto de, nesse jogo, o nosso adversário não ter colocado à prova o nosso sector defensivo. Mas, independentemente de qualquer motivo ou teoria, a verdade é que o futebol elege, em noventa e nove por cento dos casos, um avançado como o melhor dos melhores. É normal. Os golos são o objetivo principal do futebol ou qualquer outro desporto praticado com balizas.

Ainda assim, para que os golos dos nossos avançados façam a diferença, precisamos de não sofrer, pelo menos, tantos golos como os que conseguimos marcar e, para isso, contamos com o nosso sector defensivo e, nomeadamente, com os nossos guardiões, baluartes da tal vantagem.

Um guarda-redes pode fazer tanta diferença no resultado final como um avançado que faz um hat-trick e, por esse motivo, quero hoje destacar três “paredes de betão” que fizeram a diferença nas suas respectivas equipas e ofereceram a tal vantagem competitiva.

Poderia destacar outros, mas estes, pelo que conquistaram e contribuíram para essas mesmas conquistas, terão que ser destacados. Ainda que eles não joguem sozinhos, e tenham uma equipa à sua frente a ajudar, esta posição é a mais solitária de todas no campo. E quando eles erram, é sempre mais visível, principalmente por ser definitivamente mais decisivo, porque quase sempre resulta em golo do adversário.

Quero então destacar, sem qualquer hierarquia, por não serem comparáveis as modalidades que cada um pratica e por terem sido os três igualmente importantes para que os objectivos das suas equipas fossem atingidos e a vantagem assegurada.

França 3-3 Suíça (4-5 GP): Segunda surpresa elimina campeões do mundo em título

A CRÓNICA: 90 MINUTOS ONDE A IRREGULARIDADE SE PAGOU CARO

No plano teórico, este era talvez um dos jogos mais desequilibrados dos oitavos de final deste Campeonato da Europa. De um lado, uma super França, proclamada por muitos como a melhor seleção do mundo a nível individual; e, do outro, uma Suíça que, embora com algumas figuras de relevo em boas equipas europeias, se tem mostrado muito humilde e capaz tanto de coisas boas como de outras menos surpreendentes. Ainda assim, um jogo a uma só mão pode sempre cair para qualquer lado e, por isso, seria uma partida com todos os motivos de interesse e mais alguns.

A bola começou a rolar na Arena Nacional de Bucareste e rapidamente se percebeu o respeito que as equipas tinham uma pela outra. Jogo algo amarrado, sem grandes oportunidades, e com a Suíça a conseguir ser mais forte do que se pensava. Foram eles os mais perigosos durante os primeiros 45 minutos e, por isso, conseguiram marcar um golo que se pode dizer justo. Zuber cruzou a bola, Seferovic apareceu, superiorizou-se a Lenglet  e colocou a bola no canto da baliza. Estava feita a surpresa e, talvez, o mais difícil para a seleção orientada por Vladimir Petkovic.

Para a segunda parte, Didier Dechamps percebeu que a sua equipa em nada beneficiava com a utilização de três centrais e acabou por mudar a tática. Dispôs a equipa num 4-4-2 e, certamente, terá alertado para a questão de as individualidades raramente resolverem jogos. A verdade é que os primeiros dez minutos foram iguais, até à Suíça ter uma grande penalidade para fazer o 2-0. Ricardo Rodríguez falhou e, a partir daí, o jogo mudou. No minuto seguinte, Benzema restabeleceu a igualdade e, passados dois minutos, o jogador do Real Madrid CF deu a volta ao marcador.

A França parecia dona e senhora do jogo e a Suíça enterrada. Esta ideia mais se acentuou quando Pogba fez o 3-1 com um grande golo, mas os helvéticos ainda reduziram para o 3-2, deixando para os últimos minutos reservadas todas as emoções. Pois bem, se o primeiro jogo do dia ditou um resultado de 3-3, este não lhe iria ficar atrás e uma nova surpresa viria a acontecer. Em cima do minuto 90, Gavranovic, com um remate de belo efeito, restabelecia a igualdade e empurrava a partida para prolongamento.

Mais 30 minutos de futebol que, muito devido ao cansaço, acabaram por não oferecer golos. Tudo seria escrito nas grandes penalidades. E foi através da sua marcação que a Suíça acabou por se qualificar para uma fase onde nunca tinha chegado. Que dia histórico para o país, que tem agora a Espanha pela frente nos quartos de final.

 

A FIGURA

Haris Seferovic – Poderíamos falar de Benzema ou de Pogba, mas o avançado do SL Benfica acabou por começar o sonho e foi ele que, quando a equipa parecia morta, voltou a dar esperança aos companheiros. Dois dos golos mais importantes da sua carreira que certamente não esquecerá. Para além dos golos, foi sempre muito certo nas suas ações, muito capaz de enfrentar os adversários, muito daquilo que se espera dele. Que jogo do avançado; mais um que servirá para calar as críticas de que tem sido alvo.

O FORA DE JOGO

Defesa da França – Num jogo em que eram claramente superiores e em que as oportunidades no ataque surgiriam com alguma naturalidade, pedia-se à defesa que soubesse controlar os momentos em que o adversário se aproximasse da baliza. Assim não aconteceu, e a equipa da Suíça conseguiu criar muitas oportunidades de golo, de onde acabaram mesmo por surgir os três tentos que serviram, no fim, para ir às grandes penalidades e para a seleção se apurar para a próxima fase.

 

ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA

Didier Deschamps optou por um 3-4-1-2, proporcionando um cenário algo surpreendente. Varane, Kimpembe e Lenglet apareceram como centrais, com Pavard a fazer toda a lateral direita e Rabiot a lateral esquerda. Kante e Pogba, os donos do meio campo, com Griezmann à sua frente, no apoio a Mbappé e Benzema. No entanto, os primeiros 45 minutos foram manifestamente fracos e o selecionador francês percebeu que a solução não passaria pelos três centrais.

Ao intervalo, tirou Lenglet e colocou Coman, mudando para um 4-4-2, que deu outro conforto aos atuais campeões do mundo. Melhoraram significativamente e isso é evidente pelos três golos marcados. Ainda assim, a nível defensivo, a equipa acabou por se mostrar bastante incapaz, dando alguns sinais de que algo tem de mudar no futuro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

Hugo Lloris (6)

Pavard (5)

Varane (5)

Lenglet (4)

Kimpembe (5)

Rabiot (5)

Kanté (7)

Pogba (9)

Griezmann (6)

Benzema (8)

Mbappé (6)

SUBS UTILIZADOS

Coman (5)

Sissoko (5)

Giroud (5)

Thuram (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

Só uma tática muito bem definida poderia fazer frente a uma poderosíssima seleção como a francesa. Assim, Vladimir Petkovic optou por um 5-3-2 que lhe garantisse muitos homens no momento defensivo, mas também nos momentos em que se conseguisse expandir para o ataque, algo feito essencialmente através dos laterais, Widmer e Zuber.

Na linha defensiva, atuaram Elvedi, Akanji e Rodríguez, com Xhaka e Freuler à sua frente. Shaqiri é o organizador da equipa e apareceu no apoio a Embolo e a Seferovic, dois pontas de lança muito diferentes, que se complementam muito bem. Apesar das substituições, a seleção helvética não perdeu a sua qualidade coletiva e muito do seu percurso se deve à força da união que todos fazem por exercer.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (9)

Widmer (7)

Elvedi (8)

Akanji (7)

Ricardo Rodríguez (7)

Zuber (7)

Freuler (6)

Xhaka (7)

Embolo (8)

Seferovic (9)

SUBS UTILIZADOS

Gavranovic (8)

Mbabu (6)

Fassnacht (6)

Vargas (6)

Mehmedi (6)

Schar (6)

 

Artigo revisto por Andreia Custódio

Kim Min-jae | Central sul-coreano a caminho da Invicta

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A chegada de Pepê à Invicta no decorrer desta semana fez com que muitos adeptos portistas ficassem com um certo “apetite” e anseio pela próxima época. O que esperar deste “novo” Sérgio Conceição que promete mudanças? O que esperar de um sistema tático sem Moussa Marega, um jogador fulcral nas dinâmicas ofensivas e defensivas da equipa? Enfim, o que esperar das contratações que vêm por aí? Kim Min-jae é a prova de que a SAD portistas quer atuar de forma racional no mercado: começa a construir a nova época a partir de trás.

Com a possível, e quase certa, chegada de Fábio Cardoso proveniente do Santa Clara e de Kim Min-jae, provindo do Beijing Guoan, o FC Porto contrata dois “jovens” centrais que vêm dar garantias à defesa portista. Kim Min-jae, com 24 anos, tem contrato válido com o emblema chinês do Beijing Guon até 31 de dezembro, sendo que no dia 1 de julho é um jogador livre para assinar por qualquer clube.

É certo que ainda é um diamante por lapidar, mas na Coreia do Sul já é chamado de “Van Djik coreano” – a sua pujança física, com 1,90m de altura, e a capacidade que tem com a bola nos pés fazem soar os alarmes de qualquer clube europeu.

Acredita-se que, com uma proposta de 4,5 milhões de euros por 80% do passe, o FC Porto garanta um acordo para a chegada de Kim Min-jae, alvo de interesse por parte da Juventus FC e do Tottenham Hotspur FC – este último chegou a fazer uma proposta de 13,5 milhões de euros, posteriormente recusada pelo Beijing Guon.

Com Pepe, Mbemba, Diogo Leite e Marcano na equipa, para já, tendo em vista esta contratação, podemos cogitar o que Sérgio Conceição e a SAD portista têm em mente: a saída de um dos centrais, como é o caso de Mbemba e Diogo Leite; dois defesas com mercado; ou uma mudança da vertente tática, ou seja, o FC Porto alterar de um sistema de 4x4x2 (sistema habitualmente utilizado por Sérgio Conceição) para um dos sistemas de três defesas, de forma a acomodar a possível chegada de Kim Min-jae.

Kim Min-jae
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Com a entrada de Kim Min-jae e Fábio Cardoso, o plantel principal dos azuis e brancos contará com seis defesas; ou seja, um número elevado de jogadores para esta posição (a não ser que se perspetive uma das duas opções referidas acima). Na minha opinião, creio que pelo menos dois dos quatro centrais com os quais o plantel portista conta atualmente vão ser vendidos. Com isto pretendo assinalar que não vejo Sérgio Conceição a adotar um sistema habitual de três defesas. Poderá, sim, utilizá-lo para certos jogos como fez na época passada; porém, não irá ser o sistema base ao longo da época.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Croácia 3-5 Espanha: Erros, golos e muita emoção num autêntico recital de futebol

A CRÓNICA: 120 MINUTOS INTENSOS

Frente a frente estavam duas seleções com um percurso semelhante na fase de grupos (com o único triunfo a surgir na derradeira jornada), mas ambas sabiam que, nesta fase, só uma vitória colocaria uma das equipas nos “quartos” do Europeu. Num espetacular jogo de futebol, Croácia e Espanha encerraram os 90 minutos com um 3-3 no marcador, mas os espanhóis revelaram ser mais fortes no prolongamento e são eles que seguem em frente com um triunfo por 5-3.

A Espanha entrou melhor no encontro, dominou os primeiros 15/20 minutos e criou algum perigo junto da baliza contrária (nomeadamente num remate de Koke e num falhanço de Morata), mas acabaria por sofrer golo num lance caricato. Pedri atrasou a bola para a sua área e uma falha do guardião Unain Simón no domínio permitiu que a Croácia se adiantasse no marcador, sem ter feito um único remate até então. O conjunto espanhol sentiu o golo sofrido e os croatas até estiveram perto de ampliar a vantagem nas investidas de Vlasic e Kovacic; porém, o golo do empate acabaria por ficar reservado para o minuto 38’. Num lance de tremenda insistência coletiva, Sarabia apareceu no interior da área e no sítio certo para repor a igualdade no marcador.

Na segunda parte, o conjunto de Luis Enrique assentou o seu modelo de jogo e não tardou em operar a reviravolta no marcador. Num lance em que Pedri foi preponderante na condução de bola, Ferrán Torres cruzou para a área e apareceu Azpilicueta para cabecear e apontar o primeiro golo com a camisola da “La Roja“. A Croácia correu atrás do resultado e ainda ameaçou o empate por Gvardiol, mas Unain Simón redimiu-se e travou as aspirações croatas, que ficaram ainda curtas com o terceiro golo espanhol. Minutos depois do golo invalidado a Morata por fora de jogo, seria Ferrán Torres a aparecer sozinho na ala direita e a ampliar para uma vantagem de dois golos grandes dificuldades.

O ritmo da partida parecia ter quebrado após o terceiro golo da Espanha. Porém, num lance muito confuso na área espanhola ao minuto 85’, a Croácia conseguiu colocar a bola dentro da baliza, num remate do recém-entrado Mislav Orsic. Um golo que deixou as emoções ao rubro para os minutos finais e os croatas a sonhar cada vez mais com o empate. E assim foi… As aspirações pareciam curtas (quase nulas!), mas isso não impediu a equipa de Zlatko Dalic de chegar ao 3-3 nos descontos, num cabeceamento de um outro recém-entrado: Mario Pasalic. Dois golos vindos do banco que justiçavam as boas escolhas do selecionador croata.

Seguiu-se o prolongamento com a expectativa de mais trinta minutos de espetáculo. Expectativas deterioradas? Nada disso. A Croácia até entrou melhor no prolongamento com os remates perigosos de Orsic e Kramaric e a resposta do adversário acabou por surgir…de forma eficaz. Olmo assustou recolocar a Espanha na frente do marcador. Não conseguiu, mas tratou de assistir para os dois golos que decidiram o encontro: o primeiro, marcado por Morata após uma boa receção, e o segundo através de Oyarzabal – tudo isto entre os minutos 100’ e 103’. O resultado não mais se alterou e a Espanha segue para os “quartos” do Europeu, onde já não chegava desde 2012 (altura em que se sagrou bicampeã europeia). Já a Croácia cai, mas pode-se dizer que cai de pé.

 

A FIGURA

Ferrán Torres – Um golo e uma assistência. O avançado do Manchester City FC realizou uma exibição consistente e revelou ser crucial para a reviravolta espanhola no segundo tempo – primeiro com a assistência para Azpilicueta no lance do segundo golo e depois na leitura do lance que originou o terceiro tento da Espanha. Apontou aquele que teria sido o golo sentenciador da partida, não fosse a incrível reação da Croácia já quando o camisola 11 se encontrava no banco de suplentes (substituído por Oyarzabal, que fez o 5-3 final).

O FORA DE JOGO

Marcelo Brozovic – Um jogo abaixo de expectativas por parte do médio croata. Brozovic perdeu quase todos os duelos e falhou vários passes que acabaram por ser cruciais para as transições do adversário. Num jogo desta dimensão, exigia-se mais concentração, sabendo-se que qualquer erro pode ser fatal nas contas finais (como podia ter sido o do guardião espanhol Unain Simón, no primeiro golo do encontro). O cansaço do médio do FC Internazionale foi ainda mais notório no prolongamento, deixando debilidades evidentes na ligação entre setores.

 

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

Costuma-se dizer que “em equipa que ganha não se mexe”. No entanto, Zlatko Dalic ficou impedido de repetir o mesmo “onze” que derrotou a Escócia por 3-1, devido a duas alterações forçadas – Duje Caleta-Car e Ante Rebic renderam os ausentes Dejan Lovren (castigado) e Ivan Perisic (acusou positivo num teste de Covid-19), respetivamente.

A seleção croata variou entre o 4-3-3 e o 4-2-3-1 ao longo do jogo, sendo que foi precisamente essa versatilidade a criar dificuldades ao adversário nos processos de transição ofensiva, sobretudo por via da cooperação entre Modric e Kovacic no meio-campo. Enquanto não esteve em desvantagem no marcador, a Croácia apresentou-se com as linhas mais baixas e reduzidos momentos de pressing, algo que teve necessariamente de mudar após a reviravolta espanhola. A chave da recuperação não só esteve aí, como também na crença de que era possível levar o jogo para prolongamento – altura em as desconcentrações foram fatais para o desfecho do encontro.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dominik Livakovic (5)

Josko Gvardiol (5)

Domagoj Vida (6)

Duje Caleta-Car (6)

Josip Juranovic (5)

Mateo Kovacic (7)

Marcelo Brozovic (4)

Luka Modric (6)

Ante Rebic (5)

Bruno Petkovic (5)

Nikola Vlasic (6)

SUBS UTILIZADOS

Andrej Kramaric (6)

Mislav Orsic (7)

Josip Brekalo (5)

Mario Pasalic (7)

Ante Budimir (6)

Luka Ivanusec (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Luis Enrique trocou também duas peças em relação ao “onze” que goleou a Eslováquia por 5-0, colocando o estreante José Luis Gayà no lugar de Jordi Alba e substituindo ainda Gerard Moreno por Ferrán Torres. Ainda assim, a Espanha manteve o 4-3-3 clássico que tem vindo a apresentar desde a fase de grupos.

Com um futebol extremamente possante, o conjunto espanhol teve pela frente uma seleção com qualidade de jogo nos períodos de posse de bola e, por isso, não teve outra alternativa senão a de se adaptar ao estilo de jogo do adversário. Ainda assim, manteve os índices a rondar os 60/70%, tal como em jogos anteriores. Tendo em conta as maiores dificuldades em furar pelo corredor central, a Espanha fez valer o seu jogo lateral e aproveitou a maior profundidade dada por Gayà à ala esquerda, para chegar com critério à baliza de Livakovic. Em qualquer um dos momentos de construção, Pedri assumiu-se sempre como a principal unidade criativa e fonte de desequilíbrio, com uma visão de jogo de grande qualidade. Defensivamente, as descoordenações entre setores acabaram por conduzir a um prolongamento que podia ter sido evitado pelos espanhóis; porém, esse problema foi subtilmente corrigido nos trinta minutos adicionais

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (5)

José Luis Gayà (6)

Aymeric Laporte (6)

Eric Garcia (6)

César Azpilicueta (7)

Sergio Busquets (6)

Pedri (7)

Koke (7)

Ferrán Torres (8)

Pablo Sarabia (7)

Álvaro Morata (6)

SUBS UTILIZADOS

Dani Olmo (7)

Pau Torres (5)

Jordi Alba (5)

Fabián Ruiz (6)

Mikel Oyazabal (7)

Rodri (5)

 

Artigo revisto por Andreia Custódio

As Maiores Estrelas dos Territórios | Wrestling

Durante as décadas de 1930 e 1940, o Wrestling nos EUA espalhava-se por dezenas de empresas, cada uma com os seus títulos.

Até que, em 1948, foi fundada a National Wrestling Alliance (NWA, que ainda existe) para unir todos esses territórios.  Assim, nasceu também o primeiro Campeão Mundial do Wrestling – o NWA World Heavyweight Champion –, que viajava por todo o país e pelo resto do mundo para defender o seu título.

Estes eram as maiores estrelas dos maiores territórios de wrestling, que não se limitavam aos Estados Unidos, entre 1948 e 1985, quando a WWE se tornou na maior empresa desta indústria, no mundo.

Nota: as empresas e os lutadores não estiveram necessariamente ativos ao mesmo tempo.

Fonte: National Wrestling Alliance 

AFC Este: Comprar, manter ou vender stock? | NFL

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Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.

Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency, devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas, para saberem em quem devem investir o vosso tempo.

Irei: “comprar”, se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se estiver numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter”, se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender”, se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.

Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos e haver jogadores espetaculares em todas as equipas.

No artigo de hoje, falaremos da AFC Este, podendo esta ser uma das divisões mais competitivas e interessantes de acompanhar, com uma equipa candidata ao Super Bowl, duas candidatas a alcançar os playoffs e outra onde atuará o segundo quarterback escolhido no Draft.

Foto de capa: Buffalo Bills

Croácia x Espanha: Vice-campeões do mundo defrontam uma Espanha remodelada

Euro 2020, oitavos de final: segunda-feira, 17h00, 28 de junho de 2021
ANTEVISÃO: CROÁCIA PROCURA SUPERAR FAVORITISMO ESPANHOL

As seleções de Croácia e de Espanha irão defrontar-se nos oitavos de final do Euro 2020, alcançando esta fase da competição sem gerar surpresas. A Croácia passou a fase de grupos com os três desfechos possíveis no mesmo número de partidas, enquanto que a Espanha chega de uma goleada no jogo anterior, apesar de não convencer com as suas exibições.

A CRÓACIA CONTINUA À PROCURA DA FORMA FÍSICA DO MUNDIAL 2018 E A ESPANHA DE MUITA COISA. PORÉM, TU NÃO PRECISAS DE PROCURAR UM LOCAL PARA APOSTAR… É APOSTAR NA BET.PT!

A seleção espanhola é considerada teoricamente favorita a vencer a eliminatória, mas terá pela frente uma tarefa árdua, frente aos vice-campeões do mundo. Após uma má entrada no Euro 2020, sendo derrotada pela Inglaterra, a Croácia empatou a segunda partida com a equipa revelação da competição, República Checa, e terminou com uma vitória sobre a Escócia por três bolas a uma. Espanha empatou as primeiras duas partidas na presente edição da prova, mas no último jogo da fase de grupos goleou a Eslováquia por cinco bolas a zero.

As duas seleções defrontaram-se no Campeonato de Europa, no encontro referente à fase de grupos, com a Croácia a sair vencedora, por duas bolas a uma. Nessa partida, Morata marcou para “La Furia Roja”, Kalinić empatou a partida, e a reviravolta foi consumada por Perišić, que será a grande baixa na seleção croata, após ter testado positivo para a Covid-19.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. No confronto histórico, Espanha parte em vantagem, com quatro vitórias, sendo que a Croácia apenas venceu por duas ocasiões.
  2. Na última vez que estas duas seleções se defrontaram, a Croácia venceu por três bolas a duas, em 2018, num encontro a contar para a Liga das Nações.
  3. O resultado mais avultado entre as duas seleções terminou com uma vitória da seleção espanhola por seis bolas a zero, também para a Liga das Nações em 2018.
  4. É a terceira vez na História que Croácia e Espanha se encontram na fase final de um Campeonato de Europa (aconteceu em 2012 e em 2016).
  5. Espanha e Croácia apuraram-se para os oitavos de final através da segunda posição nos respetivos grupos.
  6. Nos Campeonatos de Europa de 2008 e de 2012, edições em que a Espanha se sagrou campeã, chegou à fase a eliminar invicta, tal como aconteceu na presente edição da competição.
  7. Espanha não perde há 11 jogos consecutivos.
  8. A seleção croata perdeu dois dos últimos cinco encontros, empatando o mesmo número de vezes, e venceu o encontro anterior frente à Escócia.
  9. No Euro 2016, Croácia e Espanha foram eliminadas nos oitavos de final.
  10. Nas sete ocasiões em que as duas seleções se defrontaram, apenas um dos encontros terminou sem golos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Luka Modrić (Croácia) – É o capitão da seleção croata e também é considerado por muitos o maior futebolista de sempre do país. Aos 35 anos, o médio que já venceu a Bola de Ouro em 2018, continua a espalhar a sua magia nos relvados, sendo o maestro da Croácia. Foi titular nos três jogos da sua equipa na competição e até marcou na vitória frente à Escócia.

Para além de ser o jogador com mais internacionalizações pela Croácia, é também o futebolista croata mais novo e, simultaneamente, o mais velho a marcar pelo seu país numa fase final de um Campeonato de Europa.

Aymeric Laporte (Espanha) – Foi uma novidade na convocatória de Luis Enrique, pois, apesar da sua enorme qualidade, nunca tinha atuado pela seleção espanhola, devido à sua nacionalidade repartida com França. Com a retirada de Piqué da seleção e com a ausência de Sergio Ramos, Espanha necessitava de um novo defesa central de classe mundial; e eis que surge Laporte.

O defesa central do Manchester City FC foi titular nas três partidas disputadas pela “La Furia Roja”, no Euro 2020, e é também um dos principais responsáveis pelo ótimo registo defensivo na prova, com apenas um golo sofrido.

 

XI’S PROVÁVEIS

Croácia: Livaković; Vrsaljko; Vida; Ćaleta-Car; Gvardiol; Brozović; Kovačić; Modrić; Vlašić; Petković; Rebić

Treinador: Zlatko Dalić

“Vamos enfrentar uma equipa com qualidade, mas não creio que sejam superiores a nós. Respeito muito a equipa e o seu treinador; podem controlar muito o jogo, mas não somos inferiores a eles em nada”.

Espanha: Simón; Azpilicueta; Pau Torres; Laporte; Alba; Busquets; Pedri; Koke; Sarabia; Morata; Gerard Moreno

Treinador: Luis Henrique

“Modrić e Kovačić são os jogadores mais talentosos da Croácia. Modrić muda um pouco de posição quando joga na Croácia. Mas quanto menos tocar na bola melhor”.

 

PREVISÃO DO RESULTADO: CROÁCIA 2-1 ESPANHA

 

Artigo revisto por Andreia Custódio

SL Benfica | Um novo rumo no futsal encarnado?

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A época da equipa de futsal masculina do SL Benfica foi mais uma desilusão somada às várias desta época, com a equipa a não conquistar qualquer troféu e a demonstrar uma clara inferioridade em relação ao rival lisboeta, naquela que foi uma das finais mais desequilibradas entre as duas equipas.

Poucos dias após o término da temporada, o clube anunciou a saída do treinador Joel Rocha. Após sete anos no comando técnico dos encarnados, nos quais conquistou um total de nove troféus, o técnico natural da Covilhã terminou a sua ligação com as águias.

Joel Rocha não era um técnico consensual entre os adeptos. Havia quem achasse que já estava há tempo a mais no SL Benfica para aquilo que mostrou, como também havia quem achasse que a sua escassez de troféus se devesse, em grande parte, ao facto de defrontar os melhores plantéis do Sporting CP da história da modalidade, sendo que, na maioria dos anos, os homens da Luz não tinham um plantel à altura.

No entanto, independentemente da opinião e do gosto de cada um, creio que a reta final desta temporada fez transparecer a ideia de que o ciclo de Joel estava esgotado e de que era necessário dar um novo rumo ao futsal encarnado.

O ciclo de Joel Rocha no SL Benfica chegou ao fim
O ciclo de Joel Rocha no SL Benfica chegou ao fim
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Após o anúncio da sua saída, foram vários os nomes apontados para a sucessão. E, apesar de ainda não haver uma anúncio oficial, tudo indica que o substituto de Joel Rocha seja o espanhol José Maria Mendez, mais conhecido no mundo do futsal por Pulpis.

Pulpis é um treinador que passou por vários clubes do seu país, tendo pelo meio uma passagem pelo futsal croata. Começou a revelar-se ao serviço do Lobelle Santiago Futsal, clube pelo qual conquistaria a Taça das Taças em 2006/2007, derrotando o SL Benfica na final. Desde 2008, a carreira de Pulpis estaria dividida por três países – Vietname, Uzbequistão e Tailândia –, sendo atualmente o selecionador tailandês, cargo que desempenha desde 2017.

Pulpis é um treinador com uma ideia de jogo inspirada na escola espanhola, que gosta de futsal ofensivo, podendo, assim, apresentar um estilo de jogo mais positivo e atrativo. O grande senão que há sobre ele, e sobre aquilo que poderá dar ao SL Benfica, prende-se ao facto de estar há mais de dez anos sem treinar ao mais alto nível, o que levanta dúvidas sobre o facto de as suas ideias serem ajustadas à realidade do futsal atual.

Outra grande dúvida que se coloca é sobre qual será a influência que ele tem na construção do plantel. O SL Benfica já anunciou a saída dos internacionais portugueses Tiago Brito e Fábio Cecílio, assim como a contratação dos jovens Carlos Monteiro e Lúcio Rocha. A imprensa também já apontou os nomes de Bruno Cintra, Rômulo e Dieguinho, havendo ainda indefinições no plantel quanto às posições de guarda-redes e de pivô.

Um novo ciclo irá ter início no futsal encarnado, mas ainda existem pontos de interrogação quanto ao que será esta equipa e, sobretudo, se esta será capaz de se superiorizar em relação ao atual campeão nacional e europeu, encaminhando o SL Benfica para um período mais vitorioso.

Artigo revisto por Andreia Custódio

Bélgica 1-0 Portugal: Eficácia belga afasta seleção portuguesa do Euro 2020

A CRÓNICA: UM REMATE À BALIZA, PASSAGEM AOS QUARTOS

Jogo forte destes oitavos de final, com embate entre a Bélgica e a seleção de Portugal, no estádio Olímpico de La Cartuja, em Sevilha, Espanha. A Bélgica havia passado em primeiro lugar do grupo B, sem qualquer derrota, com nove pontos, sete golos marcados e apenas um sofrido. Portugal vinha de um empate com a campeã do mundo, acabou em terceiro do grupo F, com quatro pontos, também sete golos marcados, mas seis sofridos.

Ambas as equipas começaram muito contidas, a não querer errar, focando-se sobretudo na posse de bola. Nos primeiros quinze minutos, foram os belgas que tiveram mais posse, com a seleção portuguesa a ter muitas dificuldades para ter bola e construir. Portugal começou a ter mais controlo do esférico e as jogadas começaram a aparecer na frente, no entanto, nunca levando o perigo à baliza belga.

Aos 25 minutos, o primeiro lance perigoso da partida, através de um livre direto de Cristiano Ronaldo. O avançado da Juventus rematou forte, mas Courtois conseguiu socar com os punhos. O jogo estava muito tático, as equipas muito encaixadas, com o domínio a ir alternando entre as duas seleções.

Thomas Meunier dava “ar de sua graça” com um remate de trivela aos 37 minutos, mas a bola a sair um pouco ao lado do poste direito de Rui Patrício. Aos 40 minutos, Renato Sanches pega na bola no meio-campo defensivo, passa por três jogadores belgas e liberta a bola na direita para Bernardo Silva, pura classe!

Aos 42 minutos, Thorgan Hazard a vir da esquerda para dentro, com um remate de meia distância e a bola a ir ao encontro das redes da baliza portuguesa. Este que era o primeiro remate à baliza da Bélgica. O jogador do Dortmund aproveitava o espaço da melhor maneira, com o seu segundo golo no torneio, e colocava a seleção portuguesa em desvantagem ao intervalo.

A primeira parte que até tinha sido equilibrada, mas sentia-se que alguns jogadores portugueses estavam muito “presos”, principalmente a ala direita. Renato Sanches era o elemento mais preponderante do lado português.

Reinício da partida, com Portugal a entrar muito forte, com circulação de bola rápida e boas combinações. Fernando Santos mexia aos 55 minutos, com dupla alteração, com entradas de Bruno Fernandes e João Félix. Aos 58 minutos, boa triangulação de Ronaldo com Dalot, a bola a ir parar ao pé esquerdo de Jota, após passe do número sete português, mas o remate a fazer a bola subir um pouco por cima da baliza da Bélgica. Passados três minutos, era Félix que cabeceava em direção das redes de Courtois, mas o guardião estava atento e agarrou sem dificuldades. O avançado do Atlético de Madrid fazia a sua estreia no Europeu.

Saía Diogo Jota para dar lugar a André Silva. Ronaldo passava a estar mais solto no lado esquerdo. Os últimos vinte minutos estavam a ser fervorosos, com várias bolas divididas e alguma confusão entre os jogadores, com os nervos à flor da pele. Aos 82 minutos, num canto batido por Bruno Fernandes, a bola a ir parar à cabeça do central Rúben Dias, para boa defesa de Courtois.

Um minuto depois, Raphael Guerreiro aproveitava uma bola perdida à entrada da área, e a rematar de pé direito ao poste da baliza de Courtois. Portugal estava por cima, mas faltava o golo. André Silva e João Félix ainda tentaram, mas Courtois estava sempre lá. Todos os substitutos entraram bem no jogo e mexeram com a partida. Os belgas apostavam no contra-ataque, com Lukaku sempre a apresentar grande perigo na frente, mas os defesas portugueses anulavam bem as investidas do avançado possante. A seleção nacional tentou chegar ao empate, mas foi incapaz, aparecia sempre alguém a cortar o lance. O jogo chegou mesmo ao fim, após cinco minutos de compensação, com uma derrota para Portugal.

A Bélgica foi a seleção mais eficaz e teve a pontinha de sorte do jogo. A segunda parte foi dominada pela equipa das Quinas, mas faltou a finalização. Jogo de sentido único na segunda metade, oportunidades não faltaram, mas a bola não entrou. Portugal perde com a seleção número um do ranking, apesar de ter jogado melhor e de se notar que estava perfeitamente ao alcance dos jogadores lusos, mas a bola de Thorgan Hazard entrou e levou selo de passagem aos quartos de final.

A Bélgica irá defrontar a seleção italiana na próxima fase. Portugal abandona a competição de forma amarga e prematura, sendo que agora é garantido que já não irá haver renovação do título de campeão europeu.

 

A FIGURA

Thorgan Hazard- Foi dos elementos mais irreverentes da equipa belga, mas acima de tudo, num jogo de ineficácia, foi aquele que meteu uma bola dentro da baliza. O grande remate que efetuou na primeira parte valeu a passagem da seleção belga.

 

O FORA DE JOGO

Bernardo Silva- O extremo português esteve muito apagado, escondeu-se do jogo e a sua ala foi a menos trabalhada no primeiro tempo. Se no ataque não esteve bem, na defesa também faltou por algumas ocasiões. Neste europeu, Bernardo foi uma réplica de si mesmo.

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Os belgas, comandados por Roberto Martínez, alinharam num 3-4-2-1. O selecionador espanhol também mexeu no onze inicial. Saíram Jason Denayer, Boyata, Trossard, Nacer Chadli e Jérémy Doku. Entradas dos titulares habituais, Meunier, Alderweireld, Vertonghen, Tielemans e Thorgan Hazard. O central Thomas Vermaelen e o extremo do Real Madrid Eden Hazard mantiveram-se no onze.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Meunier (7)

Alderweireld (7)

Vermaelen (6)

Vertonghen (6)

Axel Witsel (6)

Kevin de Bruyne (6)

Tielemans (6)

Thorgan Hazard (8)

Lukaku (7)

Eden Hazard (c) (7)

SUBS UTILIZADOS

Dries Mertens (5)

Ferreira Carrasco (-)

Dendoncker (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A seleção portuguesa apresentou-se num 4-3-3. O selecionador português fez duas alterações no onze, relativamente ao último jogo contra a França, com entradas de Diogo Dalot e João Palhinha, para as saídas de Nélson Semedo e Danilo Pereira. Renato Sanches e João Moutinho também agarraram o lugar, depois de terem sido titulares no último jogo. William Carvalho, Rafa e Gonçalo Guedes foram os escolhidos para assistir o jogo a partir da bancada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (5)

Diogo Dalot (6)

Pepe (6)

Ruben Dias (6)

Raphael Guerreiro (6)

João Palhinha (7)

João Moutinho (6)

Renato Sanches (8)

Bernardo Silva (5)

Cristiano Ronaldo (c) (6)

Diogo Jota (6)

SUBS UTILIZADOS

João Félix (6)

Bruno Fernandes (6)

André Silva (5)

Danilo Pereira (5)

Sérgio Oliveira (5)