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Itália x Áustria | Uma ameaça à invencibilidade “azzurri”?

Euro 2020, oitavos-de-final: sábado, 20h00, 26/06/2021

ANTEVISÃO: HORA DA VERDADE, QUEM LEVARÁ A MELHOR?

Muitos dizem que agora é que começa o verdadeiro Europeu. O tudo ou nada, a montanha da vitória ou a queda amarga da derrota, a felicidade de uns e a tristeza de outros. É hora da fase a eliminar com os oitavos-de-final e não quererás perder toda a ação.

A ITÁLIA É FAVORITA, MAS A ÁUSTRIA JÁ DEMONSTROU QUALIDADE NESTE EUROPEU! EM QUEM APOSTAS PARA SEGUIR EM FRENTE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

Na sequência de uma fase de grupos sensacional, a encantadora Itália tem pela frente uma Áustria em vias de crescimento. Através do seu impressionante coletivo e o trabalho tático de Roberto Mancini, a vencedora do Grupo A embarca agora numa corrente de invencibilidade (30 jogos sem perder), após derrotar a Turquia, Suíça e País de Gales na fase de grupos. Tal como imaginamos, os italianos esperam continuar esta tendência em Londres.

No Grupo C, a Áustria não teve um caminho tão linear. Estrearam-se com uma vitória tranquila sobre a Macedónia do Norte por 3-1. Em seguida, o “peixinho” Áustria foi “comido” pelo tubarão Países Baixos (0-2). Todavia, terminaram com a sua melhor exibição (1-0 à Ucrânia) e orgulharam o seu país ao passar a fase de grupos pela primeira vez na história.

Uma coisa é certa, ambos querem vencer e dar “check-in” nos “quartos”. Para tal, terão de provar que o merecem. E que melhor lugar esse do que dentro de campo? Boa sorte aos dois e que vença o melhor.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. A Áustria nunca ganhou à Itália num jogo a contar para o Euro (1V para a Itália e 1E).
  2. A squadra azurra está a um triunfo de igualar a Alemanha na maior série de vitórias (14) na fase de qualificação e fase final em simultâneo.
  3. O vencedor deste jogo enfrentará Portugal ou Bélgica nos quartos-de-final.
  4. No último Europeu, a Itália perdeu nos quartos-de-final com a Alemanha, enquanto que a Áustria foi eliminada na fase de grupos.
  5. Antes deste torneio, a Itália nunca tinha marcado três golos num jogo da fase final do Euro. No entanto, bateu essa marca nos dois primeiros jogos (3-0 sobre a Turquia e Suíça).
  6. Com 38 anos e 257 dias, Ivica Vastic, ex-jogador austríaco, tornou-se no marcador mais velho desta competição com um golo à Polónia no Euro 2008.
  7. Ao somar o 30º jogo sem perder, a seleção italiana iguala um record com 82 anos (marca entre 24 de novembro de 1935 e 20 de julho de 1939).
  8. A Itália e a Áustria ocupam, respetivamente, a 7º e a 23º posição no ranking mundial da FIFA.
  9. A Itália é detentora apenas de um Campeonato da Europa (em 1968).
  10. Portugal 1-0 Itália (setembro de 2018) foi a última derrota da seleção transalpina.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Nicolò Barella (Itália) – De um plantel riquíssimo em qualidade, torna-se complicado atirar apenas um nome para aqui. Da defesa ao ataque, têm havido grandes performances nesta seleção. No entanto, vou falar de Barella, um dos melhores médios italianos da atualidade. Junto de Jorginho e Locatelli, formaram um trio de excelência. Se estiver inspirado, poderá muito bem ser o estímulo decisivo para o arranque da máquina italiana. Agilidade, passe e criatividade. Por outras palavras, Nicolò Barella. Um senhor.

 

 

David Alaba (Áustria) – A estrela da seleção. O defesa e capitão da Áustria teve um papel indispensável na fase de grupos. Com duas assistências e uma exibição que lhe valeu o prémio de homem do jogo, Alaba ajudou o seu país a chegar pela primeira vez de sempre aos oitavos-de-final. Seguramente, procurará agora travar os transalpinos e dar continuidade a este capítulo glorioso da história austríaca.

 

XI’S PROVÁVEIS

Itália: Gianluigi Donnarumma, Leonardo Spinazzola, Francesco Acerbi, Leonardo Bonucci, Manuel Locatelli, Jorginho, Nicolò Barella, Lorenzo Insigne, Ciro Immobile, Domenico Berardi

Treinador: Roberto Mancini

“Agora começa outro torneio. Se os rapazes continuarem a jogar como estão a fazer, fico contente – é tudo o que eu peço.”

 

Áustria: Daniel Bachmann, David Alaba, Martin Hinteregger, Aleksandar Dragovic, Stefan Lainer, Florian Grillitsch, Xavier Schlager, Christoph Baumgartner, Marcel Sabitzer, Konrad Laimer, Marko Arnautovic

Treinador: Franco Foda

“Nesta fase do torneio, não há adversários fáceis. A Itália não perde há uma eternidade, mas vai haver uma altura em que isso voltará a acontecer. Será importante para nós prepararmo-nos com concentração e recuperarmos, pelo que iremos fazer tudo o que pudermos para vencer em Londres. Vai ser difícil, mas a equipa está ansiosa e pronta. Eu tenho um plano.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: ITÁLIA 2-0 ÁUSTRIA

A importância da permanência de João Mário | Sporting CP

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Começa em breve mais uma época, a bola volta a rolar e encerra-se o período de empréstimo de João Mário ao Sporting CP que é, sem margem para dúvidas, um dos jogadores mais influentes do atual plantel leonino. O impasse na sua contratação em definitivo, algo da vontade do próprio, tem deixado os adeptos ansiosos. E não é para menos.

É de conhecimento geral que o Inter de Milão não conta com o médio português, e que sabendo que não irá reaver o investimento feito em 2016, já só o quererá vender, pelo que o único entrave seria mesmo a redução do salário para poder ficar em Alvalade. No entanto, um clube que acaba de ser campeão nacional e que irá jogar a Champions League não pode ser tão relutante na contratação em definitivo de uma pedra fundamental da sua equipa de futebol.

Esta época, João Mário realizou 34 jogos de leão ao peito, sendo titular em 28 e apontando dois golos, ambos de grande penalidade. Pode-se argumentar que é um jogador com uma capacidade de finalização abaixo da média, mas é importante lembrar que o mesmo foi importantíssimo no controlo do jogo – quando foi preciso gerir o ritmo da partida, o número 17 estava lá.

Com a bola nos pés, João Mário é o jogador mais experiente da equipa leonina
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Trata-se de algo que não é tão vistoso para os adeptos como um golo ou uma assistência, mas que é igualmente importante. E foi também aí que o Sporting CP ganhou o campeonato. Sem um jogador tão criterioso como João Mário, eram claras as dificuldades da equipa para manter a posse de bola e foi precisamente nesses períodos em que era “sufocada” pelos adversários.

Para além da sua indubitável qualidade enquanto jogador, também é importante ver o lado emocional da questão. Falamos de um dos jogadores mais experientes e respeitados no balneário. Apesar da sua personalidade pacata, é um líder, até pela sua eloquência no discurso. Foi formado no clube e é campeão da Europa, pelo que tem já estatuto no plantel e figura-se como uma referência para os mais novos: como Nuno Mendes, Daniel Bragança ou Tiago Tomás.

Posto isto, João Mário é, para o Sporting CP, um jogador sem valor. Não me entendam mal: não vale cinco, oito ou dez milhões – vale muito mais que uma simples quantia em dinheiro. E é isso que terá de ser levado em conta na sua permanência.

Tribuna VIP: Depois dos grupos de aperitivos, chega o prato principal!

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TRIBUNA VIP é um espaço do BnR dedicado à opinião de cronistas de referência para escreverem sobre os diversos temas da atualidade desportiva.

A primeira fase do Campeonato da Europa não trouxe grandes surpresas e a lógica acabou por imperar nos seis grupos. O Bola Na Rede faz-lhe um resumo das três primeiras jornadas do Europeu e lança os encontros dos oitavos de final.

O GRUPO F, O DE PORTUGAL

Comecemos pelo grupo de Portugal, o chamado “grupo da morte”. A seleção campeã europeia em título apenas carimbou o acesso aos “oitavos” na derradeira jornada, naquela que foi uma das disputas mais emocionantes neste fase inicial.

Com um dos planteis mais talentosos do torneio, Fernando Santos teve algumas dificuldades em encontrar a chave para o sucesso do meio-campo português nas duas primeiras jornadas, devido à aposta no conservador duplo-pivot William-Danilo e ao facto de não ter conseguido encaixar as peças mais criativas do onze (Bernardo Silva ou Bruno Fernandes) dentro da cadência de jogo pretendida.

A estreia frente à Hungria apresentou uma equipa estável no momento de recuperação defensiva mas com nítidas dificuldades em jogar dentro do povoado bloco húngaro. As entradas de Rafa, Renato Sanches e André Silva ajudaram a forçar o cadeado, que acabou definitivamente desbloqueado com um golo aos trambolhões de Raphael Guerreiro. Daí à goleada e a um dos golos mais espetaculares da fase de grupos, foi um pulinho, mas os sinais de intranquilidade que duraram 84 minutos foram ainda mais visíveis no jogo seguinte.

Cristiano Ronaldo voltou a bater novo recorde no jogo frente à Hungria
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Perante o 3-4-2-1 de Joachim Low, Portugal passou os piores momentos a nível defensivo desde a chegada de Fernando Santos ao comando técnico da Seleção. A Alemanha circulou à vontade nos três corredores, aparecia em zona ofensiva com cinco homens e Gosens, sozinho nos quatro golos, foi o improvável herói de uma tarde na qual a linha de 4 na defesa ficou claramente exposta perante a largura do jogo alemão.

O selecionador assumiu os erros e perante a França as coisas foram diferentes. Sendo uma equipa mais de vertigem e ataque à profundidade, a turma gaulesa possui um modelo de jogo que encaixa melhor nas características técnico-tácticas dos jogadores portugueses. Renato Sanches e João Moutinho foram apostas no onze e mostraram-se fundamentais para a melhor primeira parte de Portugal na competição. Palhinha provou que também pode vir a ser opção, numa noite em que sobressaíram igualmente três dos heróis da conquista de 2016: Cristiano Ronaldo, Rui Patrício e Pepe.

Além de Portugal, em terceiro lugar, também França e Alemanha carimbaram o apuramento, ainda que com doses de sofrimento distintas. Os gauleses deixaram a situação bem encaminhada após a vitória frente à “Mannschaft” na abertura, numa prova do valor individual da equipa francesa (exibições excecionais dos centrais, de Pogba e muito bom nível de Mbappé).

Os empates que se seguiram deixaram a o impressão de que esta França sofre quando encontra adversários que lhe retiram o espaço em profundidade (Hungria) e que sabem aproveitar os desajustes em alguns momentos da transição defensiva (sobretudo entre lateral-direito e central).

Por outro lado, a Alemanha oscilou mais, mesmo que com um modelo de jogo bem definido. Soube crescer na segunda parte frente aos Blues (com Kimmich a juntar-se ao eixo central), realizou uma exibição de luxo frente a Portugal e tremeu perante a Hungria, dada a falta de ideias e planos viáveis para ultrapassar o bem estruturado 5-3-2 de Marco Rossi.

E por falar nos magiares, fica uma palavra de apreço para uma seleção que num grupo de grau de dificuldade hiper-elevado, soube competir bem, dentro de uma organização defensiva forte, à italiana, e de um aproveitamento dos pontos fortes em momento ofensivo (jogo direto para Ádam Szalai, bom toque dos três médios e capacidade de rupturas e apoios de Rolland Sallai). O apuramento ficou à distância temporal de seis minutos.

William Saliba | Uma opção viável para a Luz?

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A ligação entre William Saliba e Arsenal FC é sol de pouca dura. Arteta não conta com ele, e Saliba tem a porta da saída escancarada. SL Benfica, Olympique de Marseille e Stade Rennais FC perfilam-se como opções de continuidade e, depois de dois anos emprestado, é hora de consolidar presença no plantel principal de uma equipa que lute por títulos.

Como na questão Guendouzi, SL Benfica e Marselha são os mais prováveis em assegurar o passe do jovem defesa-central. Custou 30 milhões de euros aos Gunners em 2019, mas em Londres não cumpriu qualquer minuto na primeira equipa, emprestado sucessivamente a Saint-Étienne e OG Nice.

As semelhanças com a situação de Jean-Clair Todibo não podem tornar-se obstáculo à aproximação do clube da Luz: é internacional jovem francês, é-lhe reconhecido enorme potencial e desenvolveu capacidades no OG Nice nos últimos meses – todos esses paralelismos apontam para oportunidade única de emendar o erro de apreciação cometido com a devolução de Todibo ao FC Barcelona, em janeiro último.

William Alain André Gabriel Saliba, de origem francesa e ascendência camaronesa, desperta para o futebol em Saint-Étienne. Nascido em 2001, ingressa nos escalões formativos do AS aos seis anos, escalando até aos seniores e onde se estreia em 2018, com 17 anos.

Em 2018-09, completa 16 jogos na Ligue 1, assumindo-se como titular na reta final da temporada: nas últimas sete jornadas da Liga francesa, é titular em seis. Os colossos reparam nele, obviamente. Arsenal FC é o mais conclusivo nas suas intenções, e desembolsa trinta milhões a pronto para afastar potenciais compradores: entre eles já estava o SL Benfica, que sondou o jogador após a conquista 37º título, assinado por Bruno Lage.

William Saliba
William Saliba foi contratado por 30 milhões de euros Fonte: Arsenal FC

Com valores impraticáveis para a realidade benfiquista, cedo o clube se remeteu a papel secundário. O Arsenal FC fechou negócio rapidamente, reconhecendo, porém, uma certa precipitação ao manter a pérola em Saint-Étienne para aprimorar qualidades – achou-se que não estava preparado para a Premier League. Unai Emery dava o mote: “Estamos muito felizes por William se juntar a nós. Interessava a muitas equipas, mas ele optou pelo Arsenal e decidiu fazer parte do nosso futuro. Permanecerá em França na próxima temporada para obter mais experiência e esperamos tê-lo connosco a tempo inteiro na época seguinte”.

Nesse verão é eleito pela UEFA como um dos “50 jovens promissores a acompanhar” em 2019-20.  De estatuto reforçado, só uma lesão prolongada como a fratura do metatarso, sofrida em novembro, impediu que se cimentasse como imprescindível do conjunto: apenas recuperou três meses depois, regressando em janeiro (período durante o qual falhou 15 jogos).

Ainda assim, conseguiu acumular 17 presenças em todas as competições (1441 minutos, uma média de 84’ por participação), sendo peça importante na caminhada da equipa até à final da Coupe de France, onde não chegavam desde… 1981-82.

Jogadores que Admiro #124 – João Palhinha

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João Palhinha, atualmente, está ao serviço da seleção nacional. É um dos jogadores mais valiosos do Sporting CP, sendo um dos mais cobiçados pelo mercado internacional.

João Palhinha é médio defensivo e tem 25 anos, nunca foi visto como uma “grande promessa”, mas o trabalho levou-o a tornar-se um dos 26 melhores jogadores nacionais que estão presentes no Euro 2020. Palhinha começou a sua formação no Alta de Lisboa, depois foi para o Sacavenense, até ser contratado pelo Sporting CP.

Como profissional, jogou pouco no Sporting CP, numa fase mais inicial da sua carreira. Tendo passado por empréstimos como: Moreirense FC, Belenenses SAD e SC Braga, clube em que podemos dizer que deu o seu grande salto qualitativo futebolístico e onde “explodiu” para o “mundo do futebol”.

Para chegar a este status, já numa fase onde os jogadores raramente dão o salto. João Palhinha passou por inúmeras dificuldades e por vários percalços na sua carreira desportiva para chegar onde chegou, nos dias de hoje. Mas foram estes percalços que o levaram a evoluir e o que levaram a tornar-se um dos indiscutíveis do Sporting CP campeão nacional, após 19 anos sem erguer o “caneco”.

Durante a estadia em Braga, João Palhinha apontou o tento solitário diante do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Se calhar, não seria o mesmo jogador, se não tivesse passado por inúmeros empréstimos: como ao Moreirense e ao Belenenses, se não tivesse sido “queimado” numa conferência por Jorge Jesus, na altura técnico do Sporting CP, após um jogo menos conseguido da sua parte contra o FC Porto em que, segundo JJ, João Palhinha “não levou o guião certo”, se não tivesse presente nas invasões de Alcochete, se não fosse “mandado embora” para o SC Braga, mesmo querendo ficar no clube e, por fim, se não fizesse parte das contas para o início desta época no Sporting CP, não fazendo parte do lote de jogadores para o estágio de pré-temporada.

Estas dificuldades, a meu ver, transformaram e conduziram à evolução futebolística de João Palhinha. Mesmo passando por estes episódios todos, o camisola seis nunca desistiu e continuou a lutar pelo seu sonho: o de jogar pelo clube verde e branco.

E por isto tudo, os sportinguistas admiram Palhinha e veem-no não só como um líder do balneário, mas também como um dos grandes jogadores da última década, como um símbolo da conquista do título e uma referência a seguir pelos jovens que queiram ser jogadores, não só pelo Sporting CP, mas também ao serviço de outros clubes.

Na presente temporada, João Palhinha foi imprescindível para a conquista do título nacional
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

João Palhinha – segundo os sportinguistas – é um jogador que todos deviam seguir, um exemplo de alguém trabalhador, que ama o clube acima de qualquer coisa (exemplo disso foram as já referidas invasões a Alcochete, que levaram à rescisão de vários jogadores nucleares da equipa, muitos deles provenientes da academia de Alcochete, como: William Carvalho, Rui Patrício, Gelson Martins, Daniel Podence e Rafael Leão). Palhinha foi um dos que ficou, recusou rescindir contrato, mesmo com pressões de empresários, amigos e familiares, Palhinha quis ficar, porque, segundo o mesmo, “um leão não foge”.

Esta frase diz muito do caráter da pessoa, mas também do amor que sente pelo clube, o que levou ao respeito de inúmeros adeptos do Sporting, que deixaram de olhar só para a sua qualidade futebolística, mas passaram-no a olhar enquanto alguém representa os adeptos e que, após a maior crise do clube, não virou a cara à luta.

Para concluir, João Palhinha é um jogador que tem a minha admiração, não só pela sua qualidade futebolística, mas pelos valores que o mesmo traz. Pessoalmente, espero que fique durante muitos no clube porque, nos dias de hoje, é difícil encontrar jogadores como o número seis leonino: um grande jogador, líder que carrega em si um conjunto de valores difíceis de encontrar.

Pode-se substituir a qualidade futebolística, mas as qualidades enquanto pessoa são difíceis de encontrar. E sendo o Sporting CP um clube formador, é importante ter figuras que carregam o lema do clube: o esforço, a dedicação, a devoção e a glória.

Os favoritos à conquista da Volta à França 2021

A 108.ª edição da Volta à França promete muito espetáculo, visto que irão marcar presença vários nomes sonantes da modalidade. Serão 21 dias intensos, em que apenas os melhores permanecerão no sempre apetecível top dez final. Serão 3414,4 quilómetros até Paris, incluindo três chegadas em alto e dois contrarrelógios individuais. Este ano os especialistas contra o cronómetro terão 58 quilómetros para fazerem diferenças.

Esta edição, à partida, parece menos dura do que as competições anteriores, com poucas chegadas em alto e umas generosas oito etapas planas.

Existem equipas com um bloco para a montanha muito forte, casos de Ineos Grenadiers, Jumbo-Visma e UAE Team Emirates. A equipa britânica, provavelmente, será aquela com mais opções válidas para a conquista da prova. Vamos aos nomes dos favoritos para vencer a classificação geral!

Foto de Capa: Le Tour de France

NBA Draft Lottery 2021: Pistons com a primeira escolha!

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COMO FUNCIONA A LOTARIA DO DRAFT? 

Todos os natais, a Santa Casa da Misericórdia entra nos nossos ecrãs e exibe várias bolas, de onde sai a chave vencedora da lotaria. Na NBA, o sistema é bastante semelhante, mas o método usado são as bolas de ping pong, numa máquina que retira a ordem do Draft, que se vai realizar no dia 29 de julho.

Sem trocas envolvidas, a essência deste evento é sortear o destino das 14 equipas que não foram aos Playoffs durante a temporada passada. Contudo, com alguns negócios envolvidos, podem existir franchises com bons recordes a entrar na luta. Na próxima edição, até ao momento, todos ficaram de férias no final da época regular.

As odds para a primeira escolha são definidas pelo recorde conseguido durante os 72 jogos da época que findou. O 14.º tem 0,5% de chance de obter a first pick e as probabilidades vão subindo até chegar aos três piores. Para evitar o tanking (perder de propósito para garantir o melhor jogador), a NBA repartiu as possibilidades, com 14% de chances de obterem a escolha mais alta.

Antes da lotaria, as três piores equipas e com maiores chances de ter a posição esperada eram os Houston Rockets, Detroit Pistons e os Orlando Magic. No entanto, depois de algumas surpresas nos últimos anos, os adeptos e as próprias organizações não cantam vitória antes de Mark Tatum anunciar os resultados.

Foto de capa: Detroit Pistons

Que desfecho para Rodrigo Battaglia? | Sporting CP

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Rodrigo Battaglia foi um dos jogadores que o Sporting Clube de Portugal emprestou, na última temporada (2020-2021). O internacional argentino representou os espanhóis do Deportivo Alavés, tendo somado 35 jogos disputados entre a Taça do Rei e a La Liga.

Decorria a temporada de 2017/2018 quando o médio chegou a Alvalade, proveniente do SC Braga, a troco de quatro milhões e meio, cedendo-se, ainda, aos bracarenses Ricardo Esgaio e Jefferson (empréstimo). Em três épocas, Rodrigo Battaglia vestiu a camisola do Sporting CP em 88 ocasiões, tendo marcado três golos e vencendo duas Taças da Liga. No entanto, o seu trajeto em Alvalade ficou marcado por uma lesão grave que o afastou dos relvados cerca de uma temporada inteira.

Rodrigo Battaglia rumou ao Alavés por empréstimo de uma temporada, com uma cláusula de opção de compra. No entanto, os espanhóis ainda não apresentaram proposta formal pelo médio para que a sua aquisição se verifique a título definitivo. O internacional argentino tem um valor de mercado fixado nos quatro milhões, com um contrato válido até junho de 2023.

Na temporada 2020/2021, Battaglia completou 32 jogos ao serviço do Alavés
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Rodrigo Battaglia é um jogador combativo, capaz de transportar a bola, forte fisicamente, com bom sentido de posicionamento, agressivo e forte no jogo aéreo. Poderia ser mais uma alternativa para o meio-campo leonino, mas teria de trabalhar para conquistar o seu lugar.

Assim, para o futuro de Rodrigo Battaglia, podem colocar-se dois cenários: a sua saída e o respetivo encaixe financeiro por parte do clube, ou então a permanência e integração no plantel. O melhor Rodrigo Battaglia que se viu em Alvalade passava pelo jogador capaz de ajudar e ser uma alternativa para o meio-campo da equipa liderada por Ruben Amorim. Na decisão do futuro de Rodrigo Battgalia, pesará sempre a vontade do jogador, mas também a decisão do treinador leonino, sendo que o cenário mais provável é a saída a título definitivo.

Rodrigo Battaglia será um dos dossiers que o Sporting Clube de Portugal deverá resolver no mercado de transferências de verão, caso o clube de Alvalade pretenda equilibrar o prejuízo experimentado nos últimos meses de atividade.

Artigo revisto por Joana Mendes

4 jogadores livres que poderiam chegar ao FC Porto

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É certo e sabido que o FC Porto está no mercado à procura de novas caras para a época 2021/2022, mas o entrave do fair-play financeiro ainda está presente no Estádio do Dragão. Para já, o único reforço confirmado para a próxima época é Pepê, o jovem brasileiro que chega diretamente do Brasileirão. Tendo em conta que os dragões não poderão entrar em loucuras, como já anteriormente dito pelo presidente Pinto da Costa, é essencial contratar cirurgicamente, tentando gastar o mínimo, mas adquirir qualidade.

Sendo assim, se olharmos para o mercado de jogadores que terminam contrato a 30 de junho de 2021, é possível criar um pequeno lote de atletas de inegável qualidade e que poderiam acrescentar experiência e talento ao plantel gerido por Sérgio Conceição. Contando com jogadores da América do Sul, de grandes clubes europeus ou até mesmo da Primeira Liga Portuguesa, esta é a lista dos 4 jogadores que terminam o contrato e poderiam reforçar os azuis e brancos.

Será Djokovic capaz de fazer o Golden Slam? | Ténis

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As conversas do GOAT (Greatest Of All Time) nunca estiveram tão acesas. Quando Rafael Nadal, em 2020 conquistou Roland Garros, frente a Djokovic, igualou os 20 títulos de Roger Federer e deixou o sérvio a três.

Uma diferença de três títulos de Grand Slam fazia antever que Djokovic estivesse condenado a nunca alcançar os números de Nadal e Federer, ainda para mais pois, olhando para o que foi o torneio de Roland Garros de Nadal em 2020, seria difícil imaginar Nadal a não vencer na terra batida de Paris em 2021.

A verdade é que o sérvio não virou a cara à luta e entrou em 2021 focado em conquistar títulos de Grand Slam.

A preparação da época de Djokovic foi com um pensamento quase exclusivo nos Grand Slams e na ambição de, pelo menos, tentar chegar mais perto dos números de Federer e Nadal. Foi fortíssimo no Australian Open como, aliás, é seu apanágio e conseguiu reduzir a diferença para dois títulos.

Foi um batalhador nato, um poço de força mental e de foco, como também é sua imagem de marca, no Roland Garros e conseguiu ficar a apenas um título do suíço e do espanhol.

Estamos à beira de Wimbledon e a única certeza possível é que Novak Djokovic é de longe o mais forte candidato a vencer o torneio e chegar ao tão desejado 20.º título, deixando as contas totalmente igualadas entre o Big-3, algo realmente difícil de imaginar tendo em conta que Roger Federer conquistou o seu 20.º título em 2018, numa altura em que Djokovic tinha “apenas” 12.

Daí para cá, em 12 torneios do Grand Slam, Djokovic venceu oito! O sérvio pode ter muitos defeitos e muitos anticorpos no mundo do ténis, mas é inegável que nos últimos anos tem dominado o ténis mundial e, não sendo o mais querido do público, irá para sempre ter o seu lugar na história do desporto.

Djokovic pode escrever o seu nome, ainda mais, a negrito na história do ténis se conseguir fazer algo que nenhum dos outros conseguiu e que, nesta fase, só ele parece capaz, fazer o verdadeiro Grand Slam.

Apesar de o termo ser comumente usado para nos referirmos a títulos do Grand Slam, isto é, que compõem o Grand Slam, Grand Slam é a designação usada para quando um tenista consegue conquistar os quatro títulos do Grand Slam numa só temporada.

Este feito foi apenas alcançado por três vezes na história do ténis e na Era Open apenas uma vez, por Rod Laver, no ano de 1969.

É difícil imaginar um cenário onde Djokovic não entre como principal favorito tanto em Wimbledon, como no US Open, por isso a verdade é que, conseguindo capitalizar esse mesmo favoritismo, o sérvio tem uma oportunidade de ouro de o fazer.

E por falar em ouro, Novak Djokovic poderá ter, ainda, mais um objetivo em mente, fazer o que ninguém fez. O Golden Slam! O Golden Slam é o termo usado para quando um tenista soma o Grand Slam à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos.

É verdade, temos Jogos Olímpicos este ano e o sérvio daria uma machadada forte na discussão do GOAT se conseguisse conquistar a medalha de ouro, até porque tal significaria que Roger Federer terminaria a sua carreira sem nenhum ouro olímpico em singulares.

Não faltam, por isso, razões para nos mantermos muito atentos ao percurso de Djokovic durante este ano e Wimbledon começa já na segunda-feira.

Foto de capa: Roland Garros