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Ganhar a Taliscar

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coraçãoencarnado

Anderson Souza Conceição. Um metro e 88 centímetros, 74 quilos. Leve como uma pena e rápido como uma águia que voa bem alto e só para com a bola dentro da baliza. Não, não é o Rivaldo (ainda) mas parece. É craque, marca que se farta e até já deu que falar lá para os lados de Londres.

Veio do Bahia e tem uma música só dele: 

«Desde pequeno, com sete anos já jogava com alegria

mas agora o moleque cresceu e anda jogando é no Bahia

Ele é o rei de campo que a galera toda vibra

Sabe de quem eu tô falando? É do meu mano Talisca

bate para cima dos adversários a torcida começa a cantar

joga com muita febre e raça para fazer o seu time ganhar

deixa o Talisca jogar.» 

O Talisca nasceu no dia 1 de fevereiro de 1994. Até me custa dizer isto, mas aquele brasileiro ligeiro que vai fintando desde o meio-campo até à baliza é mais novo do que eu. Yaya Talisca, Rivaldo ou D´Artagnan tem apenas 20 anos e facilmente conquistou os nossos corações encarnados. Apesar da inicial indecisão quanto à posição onde iria jogar (na posição de número oito, entrando para o lugar de Enzo ou mais avançado no terreno, perto de Lima), Talisca depressa assimilou os processos que Jesus lhe pedia. Aos poucos foi ganhando confiança, tornando-se no maior goleador do Benfica, com nove golos marcados.

Gostava também de realçar que, apesar das muitas dúvidas que por essa imprensa andaram, não me parece sequer racional pôr em causa o valor deste jovem brasileiro. É craque, craque, craque! Fala-se já numa possível ida à selecção principal brasileira. Apesar de me parecer cedo, não posso esconder que o meu sorriso ganha vida quando leio essas notícias vindas do outro lado do Atlântico. Sim, porque não somos só nós que olhamos para o mágico. Durante esta semana tive algumas conversas com amigos brasileiros, onde o tema principal foi o novo Rivaldo. Como seria de esperar, já conheciam bem as características do “meio-campista”. Ambos me revelaram o prazer que tinham ao ver aquelas pernas a beijar o esférico, seja num livre ou num remate de fora-de-área colocado onde a “coruja dorme”. Bem, mas por que é que estou a falar do Talisca no “Coração Encarnado” desta semana? Primeiro, porque estou apaixonado. Segundo, porque este homem tem-me dado pontos e mais pontos. E, terceiro, porque é o melhor marcador do campeonato. Chega?

Talisca agradecendo o seu mágico pé esquerdo Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Talisca agradecendo o seu mágico pé esquerdo
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Vou passar a primeira justificação, visto não vos querer fazer perder tempo com as minhas paixonetas por jogadores do Sport Lisboa e Benfica. Mas vou-me focar na segunda razão: pontos. Pois é, Yaya Talisca Rivaldo D´Artagnan tem-nos dado sorrisos e mais sorrisos, que quando todos somados dão origem ao tal místico sorriso de líder. E o jogo de terça-feira foi mais um exemplo disso mesmo. Não foram só três pontos, foi muito mais do que isso. Foi uma equipa toda abraçada na bandeirola de canto. Foram os meus gritos a percorrer Espanha até chegarem à Luz. Foi a demonstração de força de todos os nossos guerreiros. Foi a certeza de que o monstro europeu ainda lá está, bem vivo. Foi o retomar da certeza de que juntos somos mais fortes. Foi uma vitória ao Mónaco, que tanto gozo me deu. E, por fim, foi a esperança a sair da alma de cada um de nós e a juntar-se num todo cheio de tudo. Há vitórias que são muito mais do que isso, e a de terça é só isso: um triunfo que sabe a tudo o que de bom o futebol tem.

Não posso fechar este comentário sem falar dos receios para o jogo de amanhã. Mais uma final e mais um jogo de dificuldade de Champions. Ah! E que venham os jogos de Liga dos Campeões todos juntos, que já não os tememos. O Talisca vai lá estar. Que os três pontos venham com vocês para Lisboa, rapazes! Um abraço e não se esqueçam: quem não Talisca não petisca!

 

O Capitão voltou!

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serefalaraporto

Na Europa, o FC Porto é neste momento, a par do Bayern de Munique, a equipa que menos golos sofreu. Tal proeza só foi possível, não somente devido à eficácia dos defesas da equipa, mas também às várias grandes intervenções dos Guarda-Redes azuis e brancos.

No que diz respeito à defesa, os postos parecem ter sido definitivamente entregues, com as laterais, pela terceira temporada consecutiva, a pertencerem aos dois internacionais Brasileiros, Danilo e Alex Sandro. Estes dois jogadores para além de terem sido transferidos em simultâneo para o Porto, jogam juntos desde os 17 anos na Vila Belmiro (Santos) e nos escalões mais jovens da seleção canarinha. Ao longo do seu percurso foram vários os troféus que conquistaram – Mundial sub20, Copa América sub20, Medalha de Prata Olímpica, 2º lugar no Mundial de clubes e Taça dos Libertadores. Por outro lado, a zona central da defesa também já encontrou os seus donos: Martins Indi, o barreirense holandês que se formou no Feyenoord, e Maicon, que está no Porto desde 2009 tendo alternado entre a titularidade e o banco de suplentes ao longo das épocas.

Na baliza, Fabiano é até agora o guarda-redes mais utilizado, tendo sofrido 3 golos no campeonato (Braga, Guimarães e Sporting), 3 golos na Liga dos Campeões (Shakhtar Donetsk e Atlético de Bilbao). Já Andrés Fernandes sofreu até a data 3 golos, todos eles consentidos aquando do jogo da Taça de Portugal frente ao Sporting. Ricardo tem sido opção apenas na equipa B do Porto, não tendo ainda oportunidade de pisar o campo nos jogos da equipa principal.

destaque
Helton e Fabiano: será a passagem de testemunho?
Fonte: publico.pt

Para além destes três guarda-redes, sente-se a ausência de Helton! Todavia, o Capitão voltou ao fim de 8 meses lesionado, depois de um lance em Alvalade. O guardião brasileiro está no clube desde 2005 tendo já realizado mais de 300 jogos e, desde a saída de Vitor Baia, é o titular dos Dragões (é sempre bom fazer um apelo à memória dos azuis e brancos e recordar o momento da emotiva saída de Vitor Baia para dar lugar a Helton no último jogo do número 99). Helton já conquistou 22 títulos, de onde se destaca a Liga Europa, em Dublin, onde ergueu o trofeu na condição de capitão de equipa no dia do seu aniversário, sendo hoje uma figura do Dragão, uma vez que mais do que as suas excelentes capacidades técnicas, possui uma simpatia acima da média, ou seja, é capaz de transmitir paz e harmonia aos adeptos. Para além disso, paralela à sua função de guarda redes, Helton veste o papel de “bobo da corte”, animando as viagens e os serões antes dos jogos (cenários, por si só, carregados de tensão) com a sua guitarra. Por isso, Helton é um guarda-redes com samba nos pés, nas mãos e nos dedos!

Em suma, Helton é inegavelmente um guarda-redes de qualidade reconhecida e promete lutar pela titularidade da baliza azul e branca. Fabiano tem feito grandes exibições e tem-se mostrado estar à altura das expectativas, confirmando qualidades já evidenciadas quando estava ainda no Olhanense (clube que representou antes de rumar ao Porto). Será o nº12 portista capaz de aguentar a pressão de ter Helton a lutar por um lugar? Será que Helton regressará com a mesma força e vontade após uma grave lesão e já não sendo um jovem? Quererá Helton dar o seu lugar a um colega mais novo? Será que Lopetegui irá dar uma oportunidade a uma figura mítica do clube? Tudo questões que o tempo irá responder. O certo é que com dois guarda-redes de tamanha qualidade é possível manter reduzido o número de golos sofridos!

GD Carris 0-3 Estrelas de Lisboa: Poder de decisão fez a diferença

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Tendo como vista o Aeroporto de Lisboa e ouvindo-se o som dos aviões (isto para quem é amante de observar esses gigantes do ar a aterrar em pista), GD Carris e Estrelas de Lisboa encontraram-se no campo dos OLIVAIS Sul para mais uma partida da Liga de Futebol 11 da SideLine.

Equipas com arranques diferentes no campeonato, pois a Carris procurava a sua primeira vitória; já os Estrelas de Lisboa queriam dar seguimento ao bom início de campeonato.

Jogador do GD Carris em acção Foto: Ricardo Pais
Jogador do GD Carris em acção
Foto: Ricardo Pais

Foi um jogo sempre de muita raça e muita luta. Assistiu-se a um Estrelas de Lisboa mais eficaz na primeira parte. A equipa da Carris bem tentou mas nunca soube o que fazer com a bola; já do outro lado estava uma equipa que sabia o que fazer de cada vez que atacava e era mais perigosa. Sem espanto, os Estrelas de Lisboa chegaram ao 2-0. Primeiro num canto e depois num ataque que acabou num fantástico remate. Ao intervalo, era visível no rosto dos jogadores do GD Carris a frustração. A equipa não estava a funcionar bem.

Mas o intervalo foi aquilo de que a equipa precisava. Mais descansados, de cabeça fresca, a equipa da Carris parecia outra. Mais perigosa, a saber o que fazer com a bola, teve um início de segunda parte bastante bom, conseguindo pôr em sentido os Estrelas de Lisboa. Ainda assim não teve resultados práticos, apesar dos bons pormenores mostrados e do perigo criado. A equipa do Estrelas de Lisboa conseguiu equilibrar a partida, voltando esta a uma fase de disputa de bola e luta. Foi já quando este equilíbrio estava instalado que os Estrelas de Lisboa matariam o jogo. Um 3-0 onde só foi possível encostar e que matava por completo o jogo e as aspirações da Carris. No final, ganhou a equipa mais inteligente. O Estrelas de Lisboa soube o que fazer na primeira parte quando atacava, foi eficaz e capaz de aguentar os ataques do adversário. Já no GD Carris, fica a ideia de que, se a equipa tivesse tido mais clarividência na primeira parte e continuado a pressão no início da segunda, poderia ter causado danos ao adversário. Apesar do mau arranque, esta equipa tem qualidade para fazer mais. Já tinha visto outro jogo deles, onde chegaram à final e provaram a qualidade que existe.

O terceiro golo Foto: Ricardo Pais
O terceiro golo
Foto: Ricardo Pais

No final, o treinador estava conformado. “Fizemos o possível, fomos guerreiros. Eles ganharam bem, aproveitaram dois erros nossos, mas os meus jogadores estão de parabéns pelo esforço feito”. Mas lamenta as dificuldades de preparação do encontro. “Hoje era para termos adiado o jogo, mas seria feio para a organização e para o adversário. Inicialmente tinha 17 convocados, depois cinco tiveram de ir trabalhar e eu tive de me equipar para ajudar a equipa.”

Do outro lado, o treinador do Estrelas de Lisboa estava feliz. “Foi um bom jogo, onde estivemos por cima. Estamos a vir em crescendo e aproveitámos bem para conseguirmos a primeira vitória.” O início de campeonato está a ser bom e os objectivos são claros: “Ganhar jogo a jogo, mas queremos andar sempre lá em cima e tentar ser campeões.”

O efeito Nani

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Reduzir o excelente momento que vive o Sporting à presença de Nani na equipa seria completamente falaccioso. Muito deste sucesso deve-se a Marco Silva, aos jogadores e também à estrutura do clube. No entanto, o jogador do Sporting é um jogador único e a sua importância em campo é tremenda, seja a motivar a equipa ou a amedrontar os adversários.

Chegado em Agosto, já com o campeonato em andamento, a entrada não poderia ter sido pior, falhando um penálti na recepção ao Arouca. Ainda assim, Nani não se deixou abater face ao início menos conseguido e, nas jornadas seguintes, mostrou a diferença de ritmo e de experiência para com os restantes colegas e adversários, rubricando excelentes exibições.

Até agora, o jogador, formado em Alcochete, já apontou seis golos neste seu regresso a casa, mas o verdadeiro contributo do camisola 77 não passa apenas por golos e assistências. Revendo o último jogo dos leões para a Champions, é fácil perceber as dificuldades – e por vezes o pânico – que Nani cria aos jogadores adversários, juntando à sua volta dois ou mais adversários.

Nani marcou o golo que lançou o Sporting para uma vitória especial no Dragão
Nani marcou o golo que lançou o Sporting para uma vitória especial no Dragão

O golo de Jefferson é um exemplo nítido do respeito que os oponentes do Sporting têm pelo jogador nascido na Amadora. Tanto o lateral Uchida como o médio Obasi caíram em cima de Nani, negligenciando a proximidade do lateral leonino, que sem oposição rematou para o golo que proporcionou a reviravolta no marcador. Ainda na primeira parte, Nani já tinha tido uma acção semelhante, chamando a si três jogadores germânicos e descobrindo depois Carlos Mané solto de marcação, mas o jovem acabaria por cabecear ao lado.

Já no Dragão, deslocação mais difícil que o Sporting teve até ao momento, tendo em conta que era um jogo a eliminar, notou-se a preocupção de José Angél, Danilo ou Casemiro em tapar os caminhos da baliza ao jogador leonino, algo infrutífero, como se veio a comprovar, e onde Nani teve uma das suas melhores exibições.

Com um jogador como Nani em campo, o Sporting parece que joga sempre em vantagem numérica, porque a atenção dada ao extremo é tanta que acaba por destapar áreas de perigo e soltar jogadores nas redondezas das balizas adversárias. Nani é um jogador singular e maduro, mas também bastante inteligente, conseguindo na maioria das vezes entender o que há-de fazer com a bola. E talvez seja isso que o separa da maioria dos jogadores do nosso campeonato, essa mesma capacidade de saber o que fazer em cada momento do jogo: procurar o remate ou cruzar, partir para cima do defesa ou chamar assim mais oponentes para depois soltar a bola. Tudo isto torna Nani o melhor jogador do campeonato português.

E como é um prazer ver-te jogar!

A arte de bem “taliscar”

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Não querendo ferir suscetibilidades, Portugal é um país de tascas e tasqueiros. Há alguém, de norte a sul, que não tenha orgulho nos petiscos tradicionalmente servidos nas nossas tasquinhas!? Lisboa, como capital, está, infelizmente, num processo de remodelação, onde as tascas puras dão lugar aos gourmets e outras coisas com nomes ainda mais invulgares. Felizmente, para nós, benfiquistas, surgiu, em pleno relvado da Luz, uma nova e brilhante forma de “taliscar”, que, porém, requer aperfeiçoamento.

Ora, como todos já perceberam, refiro-me ao jogador brasileiro Talisca, que tem tido um sucesso absolutamente incrível nestes primeiros meses de águia ao peito. Talisca (ou D’Artagnan, para os mais atentos) chegou do Bahia, rotulado de craque, no último período de transferências. Em pouco tempo conquistou os adeptos benfiquistas com golos, e muitos, diga-se. Até ao momento foram nove golos. Oito deles na Primeira Liga Portuguesa, que fazem de Talisca o melhor marcador do campeonato, à frente de nomes como Jackson Martínez ou Slimani. Porém, há uma dúvida que permanece sem resposta: onde deve, verdadeiramente, jogar Talisca?

Talisca já conquistou o coração dos adeptos encarnados Fonte: www.esporteinterativobr.com
Talisca já conquistou o coração dos adeptos encarnados
Fonte: esporteinterativobr.com

Sem contar com os jogos da pré-época, nas catorze partidas que o jogador do Benfica disputou, Jorge Jesus já colocou Talisca nas mais variadas posições táticas. No eterno 4-4-2 do treinador português, Talisca já foi médio-centro, trinco, médio-esquerdo, segundo-avançado e box-to-box. Se olharmos para o sucesso de Talisca em frente à baliza, eu afirmo perentoriamente: deve jogar a segundo-avançado, no apoio a um avançado móbil que permita ao ex-Bahia encontar espaço para finalizar. É aí que o Benfica pode “taliscar” o melhor dos petiscos. Brincando um pouco mais com a analogia, se o relvado da Luz fosse uma mesa de taberna, Talisca poderia ser uma patanisca razoável ou um bolinho de bacalhau decente. Mas, é a segundo-avançado, ali, pertinho da baliza, que o brasileiro pode tornar-se uma bela e tentadora bifana.

Nos outras posições, creio que o (ainda) médio brasileiro perca protagonismo e influência na dinâmica da equipa, que, é justo sublinhar, sofre diretamente com as mudanças de posição do brasileiro. Aliás, é perfeitamente visível que Talisca oscila entre o muito bom e o péssimo durante os 90 minutos de jogo. Não deixa de ser notável, no entanto, que um jogador com apenas 20 anos, acabado de chegar do campeonato brasileiro – que é incomparavelmente menos intenso que o português – tenha um impacto tao forte numa equipa como a do Benfica. O talento está lá, à vista de todos, e Jorge Jesus já provou, por inúmeras vezes, que sabe tirar todo o potencial dos jogadores que tem à disposição. Resta saber, então, se o treinador português tem, em si, a arte de bem “taliscar”.

Rio Ave 2-2 Steaua Bucareste : Vilacondenses sem sorte na Liga Europa

O Rio Ave chegava a esta partida apenas com derrotas neste Grupo J da Liga Europa, e tinha de vencer para acalentar esperanças de chegar à próxima fase. Os verde e brancos jogaram bem e perderam injustamente no terreno do Aalborg, igual sina em Bucareste, frente a este mesmo Steaua.

Esta noite Pedro Martins apenas fez uma alteração em relação à equipa que perdeu na sexta feira, no Estádio da Luz, frente ao Benfica: entrou Ederson para a baliza, no lugar do habitual titular Cássio. Já no Steaua, notava-se a ausência do nosso bem conhecido Rusescu, autor dos dois golos que derrotaram o Rio Ave na Roménia.

Os portugueses entraram bem no encontro; durante os primeiros quinze minutos a bola circulou muito nas imediações da área do bicampeão romeno, mas os cruzamentos efetuados ora pela esquerda, ora pela direita, nunca tiveram sequência na zona de finalização. Em algumas destas jogadas talvez fosse adequado rematar à baliza, mas os jogadores do Rio Ave assim não o entenderam. O Steaua equilibrou a partida, mas ainda assim o domínio territorial continuou a ser do Rio Ave, sem criar no entanto ocasiões claras de golo. A dez minutos do intervalo, os portugueses chegaram à vantagem. Livre de Ukra na direita e Diego Lopes cabeceou à entrada da pequena área, sem hipóteses de defesa para Arlauskis. Importante a ação de Prince, a estorvar o defesa Filip para que este não intercetasse o cruzamento. De destacar também a importância do fortíssimo vento que se fez sentir no Estádio dos Arcos, e que na primeira parte soprou contra o ataque vilacondense.

Vantagem justa dos verde e brancos ao intervalo, com Ukra e Diego Lopes em destaque pela capacidade técnica que evidenciaram e que permitiu que o Rio Ave pudesse dominar o encontro no meio-campo romeno, onde se notou muito espaço entre o duplo pivot defensivo, composto por Prepelita e Sanmartean, e o trio Popa-Chipciu-Tanase, que jogou no apoio ao avançado Keseru. Todo este espaço foi aproveitado pelos vilacondenses para circularem a bola. O pior esteve na hora de finalizar as jogadas, onde o último passe raramente foi bem sucedido.

Vilacondenses estiveram duas vezes em vantagem, mar permitiram empate nos descontos Fonte: Uefa.com
Vilacondenses estiveram duas vezes em vantagem, mar permitiram empate nos descontos
Fonte: Uefa.com

Os romenos entraram melhor na segunda parte, mas sem criarem perigo. Na primeira chance de golo após o intervalo, à passagem do minuto 61, os romenos empataram o jogo. Marcelo e Nuno Lopes não conseguiram resolver um lance no flanco direito e o lateral esquerdo Filip cruzou para o centro da área. Prince ficou estático, Tiago Pinto também não chegou a tempo e Keseru, no meio de ambos, aproveitou para empatar num remate acrobático. A equipa portuguesa reagiu bem ao golo sofrido e, já com Bressan e Hassan em campo, Ukra teve três remates sem sucesso. No entanto, ficava demonstrado que o Rio Ave era a melhor equipa dentro das quatro linhas. Já no último quarto de hora da partida, mais um centro de Ukra resultou numa grande penalidade por falta de Papp nas costas de Tarantini. Diego Lopes cobrou o penálti e colocou novamente o Rio Ave em vantagem. De seguida, Pedro Martins introduziu André Vilas Boas no lugar de Diego Lopes, tentando transmitir maior solidez e segurança defensiva à equipa. Os romenos continuaram sem criar oportunidades, até que, já no período de compensações, Keseru esteve prestes a ultrapassar Prince, quando este o derrubou na entrada da área. O central viu o segundo amarelo e foi expulso, mas o pior era o livre muito perigoso, que poderia dar o empate ao Steaua. Keseru rematou contra a barreira, mas na sequência do lance Szukala colocou novamente o esférico no meio da grande área. Houve um primeiro remate de um jogador romeno intercetado por um defesa e na recarga Filip, completamente sozinho ao segundo poste, empatou o jogo; um enorme balde de água fria para os vilacondenses.

Já sem esperanças de apuramento, resta ao Rio Ave jogar na Ucrânia frente ao Dínamo de Kiev e receber o Aalborg na última jornada para tentar a primeira vitória nesta fase de grupos, onde a equipa tem sido tremendamente infeliz, apesar de efetuar boas exibições.

A Figura

Diego Lopes – o médio brasileiro e Ukra foram os dois melhores elementos em campo. Foi mais um jogo a confirmar a excelente temporada que estes dois jogadores estão a realizar. Ukra fez a assistência no primeiro golo e esteve na origem do lance da grande penalidade. O brasileiro marcou os dois golos vilacondenses, com um excelente cabeceamento e muita frieza na marcação do castigo máximo, sendo o melhor marcador do Rio Ave esta época.

O Fora de Jogo

Prince – mais uma vez, o central emprestado pela Atalanta não esteve bem na partida. Apesar do contributo no primeiro golo de Diego Lopes, o francês teve participação direta nos dois golos do Steaua: no primeiro, deu demasiado espaço a Keseru, permitindo que o internacional romeno ficasse à vontade para efetuar o remate acrobático que deu o empate no jogo. Depois cometeu a falta que resultou no 2-2, sendo expulso por acumulação de amarelos na sequência do lance. Tem cometido demasiados erros que têm custado caro à equipa comandada por Pedro Martins.

Pequenos prazeres ontem para um futuro promissor amanhã

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sob o signo mozos

Caros adeptos de futebol,

Sei que este meu espaço semanal se insere na secção de Sporting do Bola na Rede e que, precisamente por isso, muitos de vocês não devem ler os meus textos sobre o meu clube de coração regularmente. No entanto, nunca escrevi exclusivamente para sportinguistas, mas sim para toda uma nação de apreciadores de futebol. Os assuntos foram diversos mas todos eles respeitavam o tema base: o Sporting Clube de Portugal. Neste sentido e à partida este artigo que presentemente escrevo em nada é diferente dos outros, mas fiz questão de fazer esta pequena introdução para tentar sensibilizar alguns leitores mais desconfiados. O texto será sobre o meu clube – não vos engano! – mas tenho esperança de que, de alguma forma, se possam sentir identificados com o que aqui vou redigir.

Muitos pequenos prazeres me deu a vitória de ontem contra o Schalke 04: alguns deles mais pessoais, outros mais genéricos. Comecemos pelos mais gerais. Não só graças ao Sporting mas também aos outros dois grandes, Portugal passou a Itália no Ranking da UEFA. Não sendo um adepto que torça pela vitória dos meus rivais quando estes jogam em competições europeias – espero que os leitores mais desconfiados não me abandonem já! –, fico contente por ver o futebol português, aquele futebol pobrezinho em que ninguém quer investir e em que os grandes clubes apresentam orçamentos anuais muito longe das centenas de milhar, no topo deste ranking ao pé de ligas tão competitivas como a alemã ou a inglesa. E não só fico contente como sinto que o meu clube de coração de alguma forma contribuiu para essa distinção, o que me deixa algo orgulhoso.

Mas vejamos outros prazeres: o Sporting tinha sido escandalosamente prejudicado no já tão falado jogo contra o Schalke 04 na Alemanha – e não me quero alongar neste assunto por estar à vista de todos e já ser um tópico demasiado abordado nas últimas semanas – após ter realizado uma remontada a roçar o épico e que o teria sido se o árbitro russo assim o tivesse deixado: havia, portanto, uma clara necessidade de fazer justiça dentro daquilo que ainda se poderia alcançar; o clube de Alvalade não ganhava para a mais importante competição europeia desde 2008, o que aumentava a necessidade de chegar à vitória; os três pontos supunham a continuidade da luta pelo apuramento para os oitavos-de-final da Champions League; e, a juntar a isto, a necessidade de dar uma resposta positiva à derrota sofrida no jogo da passada jornada em Guimarães, que tanta tinta fez correr, questionando se este Sporting conseguiria continuar a practicar o bom futebol que tinha practicado até então e se seria um verdadeiro candidato ao título.

A raça tem sido um factor determinante para conquistar adeptos de todos os quadrantes
A raça tem sido um factor determinante para conquistar adeptos de todos os quadrantes 

Concordarão comigo, caros leitores, se vos disser que a vitória no jogo de ontem era mais do que necessária para qualquer adepto sportinguista: era obrigatória.

Mas perguntar-se-ão os meus fiéis leitores que não são sportinguistas – e digo fiéis porque ao fim de 500 palavras e 3000 caracteres ainda não me abandonaram – por que razão continuam a ler este texto com o qual ainda não se conseguiram identificar. Pois bem, é certo que o presente artigo descreveu até agora o porquê de qualquer adepto do clube de Alvalade se poder sentir orgulhoso e satisfeito com uma simples vitória no jogo de ontem, mas ele foi a prova de que o Sporting está de volta, e isso deve deixar orgulhoso qualquer apreciador de bom futebol.

Os três grandes com a máxima força no campeonato português enriquecem o nosso futebol. Ninguém pode negar. E este Sporting não apresenta só qualidade a nível de jogo, apresenta uma raça, um querer e uma entrega como há muito não se via. Não sei se deve ao facto de conseguir introduzir facilmente oito jogadores portugueses no 11 inicial, mas que isso é um factor que ajuda disso não duvido. Jogos como os de ontem, como o jogo em casa do Schalke, como os jogos na Luz e no Dragão provam que o desaire de Guimarães não foi nada mais que isso mesmo, um pequeno percalço que veio serenar os ânimos mas que a vitória de ontem ajudou a esquecer. O Sporting está forte em todas as competições, joga muito bom futebol – continua a ser para mim o melhor futebol a ser practcado em Portugal –, impõe respeito e não subestima adversários, mantendo uma humildade que a qualquer um dignifica. Este é o nosso Sporting. Não só de todos os sportinguistas mas de todos os apreciadores de bom futebol.

PS: Ah! É verdade! Há ainda um último pequeno prazer que a vitória de ontem me deu: o facto de termos derrotado categoricamente uma equipa alemã. Pessoalmente, tem um sabor especial pois sinto que conseguimos servir uma pequena vingança ao país de origem deste clube, que é governado por uma senhora que responde pelo nome de Merkel e que tanto nos tem feito sofrer e que tantos direitos honestamente conquistados nos tem retirado. Pode ser algo mesquinho e com pouco valor? Sem dúvida. Mas as entidades que se encontram no campo certo para responder honrosamente a este problema têm sido sucessivamente incompetentes. Como tal, e ainda que futebolisticamente, permitam-me (mais) saborear este pequeno prazer.

Da distrital à liga de Messi e Ronaldo – Entrevista a Diogo Salomão

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Diogo Salomão é a história de uma ascensão meteórica. Provavelmente uma das maiores fontes de inspiração dos jovens que actuam nas profundas divisões distritais do nosso país e que, a cada noite, ainda se deitam com o sonho de vir a representar o seu clube de sempre. Diogo Salomão, para além disso, é o exemplo de um jogador que teve de sair do seu país para conseguir sentir-se em casa: na Corunha, diz o próprio, encontrou uma “empatia” e um reconhecimento que o fazem feliz. Já encontrou também Messi e Cristiano Ronaldo, como adversários. Em Grande Entrevista ao Bola na Rede, Salomão fala-nos da vida em Espanha, das diferenças entre os adeptos, da mentalidade, da falta de oportunidades no Sporting e de muito mais!

A “xenofobia” espanhola

Bola na Rede: Em 2012 houve um jornalista espanhol que afirmou, sobretudo com base no tratamento a Ronaldo e Mourinho, que os portugueses sofriam de xenofobia em Espanha. Alguma vez sentiste semelhante problema?

Diogo Salomão: Aqui na Corunha raramente tive semelhante problema. É uma sorte estar na Corunha que é uma cidade bastante calma e educada e que torna tudo mais fácil. A receção dos companheiros de balneário também foi espetacular e nunca senti qualquer tipo de discriminação.

BnR: O Deportivo é um clube que tem apostado muito nos portugueses. Pelo contrário, o FC Porto deste ano tem bastantes jogadores provenientes de Espanha. Achas que há um nível mais alto aí que justifique a aposta em tantos espanhóis em detrimento de portugueses?

DS: Penso que em Espanha a aposta na formação e em jogadores nacionais está por cima da aposta dos clubes portugueses. Aqui dá-se mais valor ao que é da casa, o que acaba por trazer benefícios ao clube.

BnR: O que é que Portugal tem mais a aprender com a Espanha, no que a futebol diz respeito?

DS: A grande diferença que me chamou mais atenção aqui em Espanha é a paixão dos adeptos pelo clube local. O Deportivo mesmo na 2ª divisão conseguia ter o estádio com média de 20 000 ou 25 000 adeptos. Isso faz toda diferença na hora do espectáculo.

Diogo Salomão e os adeptos do Deportivo como fundo
Diogo Salomão e os adeptos do Deportivo como fundo

O início de carreira e as mudanças repentinas

BnR: Diogo, começaste no Casa Pia e representaste ainda o Real Massamá. Esperavas naquela fase da tua carreira chegar a um grande?

DS: Sim, quando comecei no futebol sénior apesar de estar na divisão de honra, ou seja nos distritais, tracei como objectivo chegar a um grande do futebol português. Sabia que seria complicado porque estava muito longe desse sonho mas a ascensão foi vertiginosa e cheguei a essa meta em apenas três anos.

BnR: Como surgiu essa hipótese de fazer uma carreira no futebol ao mais alto nível?

DS: Na altura representava o Real Massamá e o Sporting tinha um protocolo com o clube. Estavam vários jogadores emprestados e isso permitiu que tivesse bastante visibilidade. Sá Pinto, na altura director do Sporting, acompanhou quase todos os jogos do Massamá na época 2009/2010 e essa época acabou por ser bastante produtiva para mim. Assim surgiu o interesse em ser seu activo na seguinte temporada.

BnR: Quais são as principais diferenças entre jogar na primeira divisão portuguesa e nas ligas secundárias?

DS: Para mim foi um choque o primeiro jogo que realizei com o Sporting frente ao Lyon, no Estádio de Alvalade. Estava habituado a jogar perante 500 pessoas. Respondendo à questão, a diferença é brutal: o nível de exigência física e mental do jogo é muito diferente. Tive de me adaptar muito rapidamente.

BnR: Há muito talento perdido por equipas portuguesas menos conhecidas?

DS: O futebol está cheio de talentos perdidos. Existem bastantes valores que por diferentes motivos nunca se chegam a revelar. É necessária força mental, paixão pelo que se faz e muita muita sorte. Há alturas na vida em que estar no sítio certo, à hora certa faz toda diferença.

O Sporting

BnR: Sentes que podias ter beneficiado com um empréstimo a uma equipa portuguesa em algum momento da tua passagem pelo Sporting?

DS: No final da temporada 10/11 fui informado pela direção do Sporting de que tinham a intenção de me emprestar na seguinte temporada, o que me apanhou um pouco de surpresa visto que era algo que não esperava depois de uma época produtiva da minha parte. Tive a opção de alguns clubes portugueses mas decidi ir para Espanha. Queria arriscar no estrangeiro e sabia que o Deportivo tinha a missão de voltar a 1ª liga, o que me daria bastante visibilidade.

BnR: Entendes que tinhas condições para ter jogado mais pelo Sporting na última época?

DS: Sim, senti que tinha condições para demonstrar mais, mas os seis meses foram curtos porque acabei apenas por realizar três jogos. Tive menos oportunidades do que esperava, mas também entendo que todos os companheiros se encontravam em boa forma e acabámos por fazer uma boa campanha.

O jogo frente ao Braga foi uma das poucas oportunidades de Salomão na última época
O jogo frente ao Braga foi uma das poucas oportunidades de Salomão na última época

Deportivo de la Coruña: o título e o futuro

BnR: Já tens mais do que uma passagem pelo Deportivo. É um clube especial?

DS: O Depor já está marcado em mim. Esta é a quarta época consecutiva a representar o clube da Galícia. Estou bastante satisfeito com o que já consegui neste clube, sinto o meu trabalho reconhecido e uma empatia com toda gente relacionada com o clube. Um dia, mesmo depois de terminar carreira, é uma cidade que voltarei a visitar pelas amizades que aqui fiz.

BnR: Vencer o título da segunda divisão espanhola em 2012 e alcançar a subida foi o melhor momento da tua carreira?

DS: Sim, posso dizer que é o ponto alto da carreira. Em 2012 vencemos a Liga Adelante, participei em bastantes jogos e a equipa bateu o recorde de pontos da 2ª divisão espanhola – 91 pontos alcançados -, uma marca a destacar.

BnR: Participaste num jogo épico no Riazor, contra o Barcelona, que os catalães venceram por 4-5 com um hat-trick de Messi. A pergunta da praxe: qual é o melhor, ele ou o Cristiano?

DS: Entre Messi e Cristiano é difícil dizer qual é melhor. São dois extraterrestres. Depende bastante da forma em que se encontram. Os dois já fizeram história no futebol e vão continuar a fazer. Serão recordados durante anos.

BnR: Depois de uma lesão grave, o teu regresso à competição pode estar para breve. Quais são as expectativas para esta temporada?

DS: Espero recuperar desta lesão grave que várias vezes me deu dores de cabeça. É uma lesão complicada de recuperar, mas agora nesta fase final a confiança aumenta e já vejo a luz ao fundo do túnel. Espero estar ao melhor nível para o que resta da liga e ajudar no objetivo do clube, a manutenção.

BnR: Tens ascendência da Guiné-Bissau. Já pensaste representar esse país no futebol de selecções, ou sonhas chegar à selecção portuguesa?

DS: Já tive contacto por parte elementos ligados à seleção da Guiné quando estava no Sporting e era ainda bastante jovem. Preferi dar um tempo e ver ser conseguia uma oportunidade na seleção nacional…

Pedimos-te que respondas às seguintes questões apenas com uma palavra.

O melhor jogador com que já jogaste? Marat Izmailov
O melhor treinador? José Couceiro
O clube que mais gostarias de representar na carreira? Arsenal
O teu melhor amigo feito através do futebol? André Santos
O teu ídolo futebolístico? Ronaldo “fenómeno”

Entrevista realizada por:

João Almeida Rosa

João V. Sousa

Texas: História, história, história. A pista é de Hamilton!

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O calendário aperta e o espaço para manobras é cada vez mais reduzido. Depois de uma curva apertada onde a ultrapassagem parecia impossível, Lewis Hamilton e Nico Rosberg — as duas grandes figuras do campeonato — surgem agora mais separados do que nunca e o título de campeão sorri ao piloto britânico.

Hamilton, campeão em 2008, saiu do Canadá e, mais tarde, da Bélgica de cabeça perdida — entre as desistências, somou um segundo lugar, uma vitória e dois ‘bronzes’ — mas viajou para os Estados Unidos como se de um membro da corte britânica se tratasse.

Times Square, USA Today, Mercedes em plenas ruas de Nova Iorque. Foi recebido por todos e tratado como um rei. Na pista, e mesmo partindo do segundo posto, voltou a dominar. Lutou com Rosberg, o seu único verdadeiro adversário em 2014 pelo lugar que era seu há semanas consecutivas.

Contornou o carro do alemão, seu colega de equipa, e só parou depois de passar na reta da meta com a mão erguida. Vitória. Pela quinta vez consecutiva, era Lewis Hamilton o vencedor de um Grande Prémio. Estava feita história. Igualou Alonso com 32 vitórias, tornou-se no britânico a vencer mais GPs na Fórmula 1 e, pela primeira vez na sua carreira, venceu a sua quinta prova consecutiva.

Mas os números, esses, talvez devam ficar para mais tarde. Afinal, e feitas as contas, Lewis — já campeã de construtores com a Mercedes e o seu grande rival — está cada vez mais próximo de vencer pela segunda vez o Mundial de Fórmula 1.

Mais próximo e, de momento, sem adversário à altura. Dominador em dez dos grandes prémios realizados até à data, Hamilton tem o pé bem assente no acelerador e não parece querer parar.

A festa essa, terá no entanto de ficar para o GP de Abu Dhabi, o último da temporada, onde os pontos valem a dobrar e impedem, por isso, que o britânico se sagre campeão já na próxima semana caso vença no Brasil.

Entrada de Leão, saída de cordeiro!

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A equipa de juniores do Sporting CP entrou no jogo desta tarde na sua academia disposta a discutir a vitória e o apuramento para a fase seguinte da competição. Perante um Schalke 04 tímido e inseguro, a entrada dos verde e brancos (que hoje jogaram de amarelo) não podia ter sido melhor, inaugurando o marcador por Bubacar Djaló logo ao minuto quatro, aproveitando um brinde da defesa alemã. A equipa contrária tinha agora de ir à procura do golo do empate, mas encontrava pela frente não só o forte vento que se fazia sentir em Alcochete, mas também uma equipa do Sporting bem organizada, com as linhas muito juntas. Até ao minuto 44 as equipas equivaleram-se em oportunidades de golo, com mais posse dos visitantes, mas com os da casa mais perigosos nas transições. Em cima do intervalo, um golo de livre do ponta de lança Postiga dilatava a vantagem para 2-0 e abria boas perspectivas para as hostes leoninas, deixando os alemães em maus lençóis.

O início da 2ª parte mostrava uma equipa do Schalke mais atrevida. Com o vento pelas costas e sem ter nada a perder, embora sem ter feito muito para o merecer, chegou ao primeiro golo num canto, seis minutos após o reatamento, com grande permissividade da defesa da casa (o jogador alemão cabeceou sem oposição na pequena área!).

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O Sporting festeja o primeiro golo da partida

A equipa verde e branca tremeu com este golo e mostrou alguma insegurança, não conseguindo ter a bola. Ao minuto 58 o árbitro decidiu inclinar o jogo a favor do Schalke e em dois minutos amarelou duplamente Fábio Martins, deixando o Sporting em inferioridade numérica. O treinador dos da casa (que se estreava no  banco) procurou equilibrar a equipa fazendo entrar Pedro Ferreira para o lugar de Rafael Barbosa, mas ao minuto 65, numa bola lançada nas costas do lateral direito do Sporting, o extremo contrário conseguiu cruzar e o ponta de lança, entre os dois centrais da casa, finalizou, conseguindo o empate. O Schalke sem mostrar grandes argumentos chegava ao seu objectivo. Eram agora os da casa que teriam de ir à procura de nova vantagem para manterem o sonho do apuramento; no entanto, com menos um homem em campo praticamente toda a segunda parte, não conseguiam criar perigo junto da baliza contrária e desequilibravam a sua defensiva para tentarem estender o jogo. Já no minuto 90, mais uma vez uma precipitação da defesa do Sporting permitiu, num mau alivio, isolar um avançado do Schalke que, sem oposição à boca da baliza, concretizava o volte-face.

Não se pode dizer que tenha sido uma vitória justa pelo jogo jogado, mas esta sorriu a quem melhor aproveitou as facilidades concedidas pelo adversário.

No final o Schalke fez a festa do apuramento (juntamente com o Chelsea, que esmagou o Maribor na Eslovénia por 0-7), enquanto ao Sporting resta honrar as camisolas e tentar nas duas próximas jornadas deixar uma imagem digna e que, simultaneamente, permita a estes jovens jogadores continuarem a crescer a nível internacional.