Basquetebol e Chris Paul: duas palavras que casam, mas que ainda não tiveram um anel de compromisso para blasonar. O base norte americano está a realizar a sua 16ª época na NBA, e desde que aterrou na elite as seguintes palavras entraram em sincronia com a identidade do jogador: liderança, QI, conhecimento, estratégia, inteligência, irreverência e, acima de tudo, assistência.
O impacto que o «pequeno» base teve (e tem) na modalidade é transversal para todo o mundo, e quando se descreve o seu peso no mundo do basquetebol parece sempre tudo muito ‘levezinho’ para o que ele já fez… Porque nunca conseguiu o tal anel de campeão…
Morato pode ser um dos reforços do SL Benfica para o centro da defesa. A temporada a nível de clubes chegou ao fim e as equipas começam a preparar os plantéis para a próxima época. O Sport Lisboa e Benfica não é exceção, mas, no entanto, nem sempre é necessário recorrer ao mercado de transferências para se realizar melhoramentos na equipa, sendo o caso do jovem brasileiro uma prova disso.
Os encarnados utilizaram, na temporada que agora findou, um sistema de três centrais de forma recorrente e é possível que continue a investir neste esquema tático, que até agora era pouco utilizado. Diferente do código bónus Bet.pt que é conhecido pelos torcedores que gostam de apostar. São sete passos para aumentar a diversão enquanto acompanha a jornada de Morato, e de muitos outros, pelo futebol.
No esquema de Jorge Jesus, Otamendi, Vertonghen e Lucas Veríssimo eram os habituais titulares para a defesa encarnada, mas há um jovem à espreita por uma brecha na defensiva das águias para se afirmar.
Morato teve poucos minutos de utilização na pretérita temporada e prevê-se que seja um dos jovens a impor-se na época 2021/2022. Com a concorrência de peso dos centrais acima mencionados, o brasileiro pode ainda ter de lutar mais por um lugar no plantel, caso o SL Benfica decida ir ao mercado em busca de mais alternativas para a posição mais recuada da defesa.
Morato é um jovem formado nos brasileiros do São Paulo FC e chegou a Lisboa em 2019 a troco de 7,6 milhões de euros, mas, até agora, não tem tido muitas oportunidades para se afirmar na equipa principal do Sport Lisboa e Benfica.
Morato deverá ser aposta de Jesus na próxima época Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Atualmente com 19 anos, o esquerdino tem rodado entre a equipa de sub-23 e a equipa B encarnada. Na temporada que agora terminou, o jovem envergou o manto sagrado por quatro ocasiões: duas para a Primeira Liga e duas para a Taça de Portugal.
Apesar de não ser uma opção recorrente, pelo menos até agora, julgo que Morato será uma mais-valia para a equipa do SL Benfica e que terá mais oportunidades no futuro imediato. Se continuar a evoluir a este ritmo, prevejo um futuro promissor para o central carioca.
Jorge Jesus chegou mesmo a comentar a situação de Morato no plantel e afirmou que é um jovem com qualidade e grande margem de progressão. Declarou ainda que o período que o jogador passou a treinar com o plantel principal das águias ajudou bastante na sua evolução, pelo que se espera que Jesus veja no defesa um jogador de rotação para a próxima temporada.
A verdade é que um jogador desta idade necessita de minutos de jogo para progredir e jogar pela equipa B dos encarnados, e ser uma possível opção para a defensiva da equipa principal parece ser uma boa opção para o jogador prosseguir a sua carreira ao invés de ser emprestado a outra equipa.
Morato tem qualidade, mas ainda não tem o que é preciso para se afirmar no onze do Sport Lisboa e Benfica. Contudo, a seu tempo, haverá de lá chegar.
Estamos a chegar à fase de todas as decisões e há muitas apostas para serem feitas no Campeonato Europeu. Uma delas diz respeito ao jogo grande entre portugueses e gauleses, na próxima quarta-feira, dia 23.
Apesar do otimismo, o saldo entre Portugal e França não é propriamente favorável para os portugueses. Há uma longa lista de insucessos às mãos da equipa gaulesa, que é, de certa forma, suavizada com a vitória inesquecível de 2016, que valeu a conquista do primeiro título europeu para a Seleção Nacional. No total, as duas equipas já mediram forças 27 vezes, com Portugal a vencer apenas seis jogos contra os 19 da França. Um domínio claro dos gauleses num histórico onde ainda se encontram dois empates (um deles há bem pouco tempo).
Desta forma, e para explorar melhor o contexto deste grupo, decidimos contextualizar um pouco melhor o jogo grande entre Portugal e França, desta quarta-feira, com os últimos cinco jogos entre as duas equipas. O saldo nestes jogos, já se sabe, é negativo para os portugueses, mas a tendência parece estar a inverter ligeiramente. Vejamos:
Depois de a época 2020/2021 terminar, os adeptos sportinguistas puderam observar um 11 base, onde a maior parte dos jogadores titulares eram indiscutíveis e incontestáveis por parte da massa associativa. A única posição que gerou mais dúvidas na cabeça de Rúben Amorim, como dos adeptos e como também dos responsáveis do clube, era a posição de ponta de lança.
De um lado temos a contratação mais cara do clube, Paulinho. Do outro lado temos o jovem jogador proveniente da academia de Alcochete, Tiago Tomás. Estes dois jogadores têm características que os distinguem um do outro, logo a forma de jogar da equipa é dependente da escolha do jogador mais avançado do campo.
Paulinho, o ponta de lança de 28 anos, que chegou do SC Braga, em janeiro, a troco de 16 milhões. A aquisição mais cara da história do Sporting CP. Assim que ingressou no clube de Alvalade sentiu o peso da responsabilidade e não conseguiu demonstrar toda a sua qualidade, também devido à lesão que sofreu logo que chegou ao clube verde e branco.
O jogador não conseguiu chegar “ao coração” de todos os Sportinguistas, mas foi decisivo na conquista do título de campeão, algo que já fugia de Alvalade há 19 anos, ao marcar o golo que deu o “caneco” ao conjunto liderado por Rúben Amorim, frente ao Boavista.
Paulinho apresenta-se como um avançado matador, com características muito específicas do típico ponta de lança do último toque.
Paulinho apontou o golo do título defronte dos axadrezados, em Alvalade, a 11 de maio de 2021 Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Com o internacional português em campo a equipa vê-se “obrigada” a jogar em torno do jogador. Pois é um avançado que procura muito a baliza e sendo assim os jogadores que estão à sua volta como: os alas, os médios e os extremos tentam explorar linhas de passe para o mesmo.
Paulinho a meu ver é um avançado que poderá a vir a ser muito importante para a próxima época, devido à sua experiência, que será importante para os jogos da liga dos campeões, onde a pressão e a exigência é elevada, e também podemos considerar o jogador importante para jogar contra equipas com o bloco defensivo muito subido.
TT, como é conhecido no mundo do futebol, evoluiu bastante esta época sob a tutela de Amorim e da restante equipa técnica. O jovem avançado fez uma época bastante positiva e foi muito elogiado pela massa associativa assim como pelos críticos de futebol, que projetam um futuro brilhante. Exemplo disso é o recente interesse da Roma de José Mourinho em contratar o jovem atleta.
Ao contrário de Paulinho, Tiago Tomás é um jogador que se “sacrifica” mais em prol da equipa, não tendo tanta preocupação com o golo, como tem o experiente avançado. TT esta temporada marcou seis golos em 37 jogos, um número muito baixo para um ponta de lança, mas o trabalho que faz em campo de arrastar e mover as defesas para torno dele, liberta os outros jogadores da sua marcação levando a que eles se aproximam da baliza, com mais facilidade. Exemplo disso foi o melhor marcador do campeonato, Pote, que marcou em 23 golos na Primeira Liga Portuguesa, muito também devido à presença em campo de TT.
TT, Tiago Tomás, estreou-se com seis tentos na Primeira Liga Portuguesa, na passada temporada Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
A meu ver é muito difícil julgar quem devia ser titular no Sporting. São avançados de características muito distintas: Paulinho procura mais o golo e TT trabalha mais para a equipa. Sendo assim torna-se difícil a escolha para o treinador do Sporting.
Se eu fosse Rúben Amorim, a minha escolha recairia em TT, pois o seu espírito combativo a meu ver também foi um dos fatores da conquista do título e esta qualidade é algo que, nos dias de hoje, achamos raro no futebol, especialmente nos avançados.
Mas tanto Paulinho, como Tiago Tomás serão importantes para a temporada 2021/2022. Com a Champions League a aparecer no calendário dos leões, vai ser importante ter os dois avançados em alto nível quando forem chamados em ação, tanto à quarta para as competições europeias, como para o fim de semana para o campeonato. Na minha opinião ambos avançados têm bastante qualidade, podemos considerar que são aquelas “dores de cabeça” que todos os treinadores gostariam de ter.
Para encerrar a primeira jornada, tivemos o confronto mais esperado até então do Euro 2020: França x Alemanha, o duelo entre os dois últimos campeões do mundo. Os gauleses, por via do seu plantel e momento de forma atual, partiam como principais candidatos à vitória, todavia a poderosa seleção alemã, também com um plantel forte, certamente anelava arrancar o seu trajeto no Euro 2020 com uma vitória sobre o atual campeão do mundo.
Numa primeira instância, notou-se que a elaborada primeira fase de construção francesa fez com que esta perdesse muitas vezes a bola face à enorme pressão exercida pela Alemanha. No entanto, mesmo com sucessivas perdas de bola, a seleção francesa conseguia reorganizar-se bem defensivamente. Notou-se, claramente, que a Alemanha esperava que a França assumisse o controlo do jogo, com isto, devido ao facto do seu forte coletivo, os alemães contra golpeavam com ataques temporizados sem correr grandes riscos que comprometessem a nível defensivo.
Contudo, com o passar do tempo, a França foi conseguindo exercer pressão sobre os alemães e, subsequentemente, foi impondo o seu jogo. Posto isto, aos 20 minutos, Paul Pogba com recurso a uma trivela magistral encontrou Lucas Hernández (Kimmich não acompanhou o lateral francês) que fez o cruzamento para àrea alemã e Hummels, na tentativa de cortar a bola, acaba por introduzi-la dentro da própria baliza. Após o golo Francês, o jogo resumiu-se a um controle por parte da França com contastes investidas na àrea da Alemanha. De destacar dois livres de Toni Kroos à entrada da área como únicas “ocasiões de golo” por parte dos alemães.
Na segunda parte, esperava-se que a França assumisse ainda mais o controle do jogo, porém, Joachim Löw soube observar do intervalo quais as principais fraquezas da sua equipa na primeira parte: sem qualquer tipo de substituição, o selecionador alemão “autorizou” o então médio ala Kimmich a exercer a sua influência mais por dentro, o que tornou a Alemanha mais perigosa no jogo interior e também exterior. Por exemplo, pelos pés de Kimmich, surgiu uma ocasião de golo aos 53 minutos, com Gnabry a desperdiçar a assistência do médio do Bayern de Munique, e um cruzamento perigosíssimo que resultou num choque violento entre Gosens e Pavard (57 minutos). Apesar da pressão alemã, a França continuava a gerar grandes oportunidades de golo como é o caso do fantástico golo anulado por fora de jogo a Mbappé aos 65 minutos. De destacar também o golo anulado por fora de jogo aos 85 minutos, após uma jogada de Mbappé e finalização de Benzema.
Mesmo com um esforço da Alemanha, em busca do golo que desse pelo menos o empate, a seleção francesa, praticamente, impôs o ritmo de jogo que queria ao longo do jogo. Posto isto, não poderia haver outro vencedor se não a França: 1-0, três pontos para os gauleses e mau começo por parte dos alemães.
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) June 15, 2021
Maturidade da França – Não é a França finalista do Euro 2016, tampouco a campeã do mundo em 2018: com Benzema, a seleção francesa subiu para outro patamar. Com a experiência do avançado do Real Madrid aliada à qualidade e estabilidade do meio-campo francês (com Kanté, Pogba, Rabiot e Griezmann em apoio aos avançados) a França é ainda melhor do que aquela que conquistou o mundo há três anos. Com o crescimento e afirmação de Mbappé com um dos melhores jogadores do mundo, temos uma França avassaladora, que, tal como a França do mundial de 1998 e do Europeu de 2000, promete mais uma vez ser a principal candidata a vencer a competição.
Incapacidade da Alemanha – Neste jogo percebemos claramente que terminou o ciclo de Joachim Löw na seleção alemã. Apesar de não ter um plantel que “enche os olhos”, nota-se que a seleção precisa de uma nova direção, uma nova filosofia de jogo. Claramente, uma seleção com bons jogadores, todavia com uma maturidade muito distante daquela que é necessária para enfrentar uma seleção como a França, muito superior a todos os níveis.
ANÁLISE TÁTICA – FRANÇA
Numa primeira instância, perspetivámos uma França com um esquema tático de 4x4x2 losango, algo que a que ficámos habituados nas eliminatórias para o Mundial de 2022. No entanto, na prática, Didier Deschamps optou por dispor a equipa num 4-3-3 abdicando assim do 4x4x2 losango.
Com Griezmann aberto na direita, em vez de jogar nas costas dos avançados, Mbappé na esquerda, partindo várias vezes em diagonais, e Benzema enquanto ponta de lança, a França colocou vários problemas à defesa da Alemanha que teve grandes dificuldades em travar o trio ofensivo francês. Pogba assumiu um papel preponderante na construção de jogo, com o auxílio de Rabiot, e Kanté, como já era de se esperar, fechou o triângulo do meio campo sendo o principal responsável pela transição defensiva da equipa.
De destacar ainda que, a presença de Kanté em campo, possibilitou constantes subidas dos laterais, Pavard e Lucas Hernández, que causavam então uma superioridade numérica constante no meio-campo alemão. Kanté então cobria a defesa aquando da subida dos laterais. Atrás, sempre muito atentos durantes os 90 minutos, estiveram Kimpembe e Varane, dois já experientes neste tipo de competições em alto nível.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Hugo Lloris (6)
Pavard (7)
Varane (7)
Kimpembe (7)
Lucas Hernández (7)
Kanté (8)
Rabiot (8)
Paul Pogba (9)
Griezmann (7)
Kylian Mbappé (7)
Karim Benzema (7)
SUBS UTILIZADOS
Tolisso (-)
Ousmane Dembélé (-)
ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA
Joachim Löw optou por dispor por a equipa num 3x4x2x1, com três defesas centrais de raíz (Antonio Rüdiger, Hummels e Ginter) sendo que Kimmich e Gosens eram os dois alas que faziam funções defensivas e atacantes. No decorrer do jogo, perspetivávamos que Kimmich pudesse assumir funções de médio ala que joga como médio interior, de forma a compor ainda mais o meio campo alemão, composto então por Kroos e Gündoğan. No entanto, Kimmich só veio a assumir estas funções na 2º parte, algo que tornou a Alemanha mais perigosa no jogo interior e exterior (com cruzamentos perigosos na linha de fundo). No ataque, Gnabry assumiu funções de falso nove (uma posição que não permitiu ao avançado do Bayern de Munique exibir as suas principais qualidades) com Thomas Müller em apoio nas suas costas e Havertz a abrir nos flancos por diversas vezes.
Na defesa, apesar da falha grotesca de Hummels que resultou no único golo da França, a linha de 3 foi capaz de travar várias investidas, por exemplo, por parte de Mbappé um jogador de difícil marcação. A linha de 3 possibilitou ainda que os laterais aparecessem ainda mais em termos ofensivos, algo que Gosens e Kimmich (na ala) não foram capazes de aproveitar, sendo pouco perigosos ofensivamente durante o jogo.
Em Budapeste, perante um Arena Puskás totalmente lotado, Portugal enfrentou um clima adverso na estreia na competição e sentiu dificuldades para marcar durante grande parte do encontro, mas a reta final verdadeiramente de loucos permitiu um triunfo diante da “caseira” Hungria por três bolas a zero.
O conjunto húngaro apresentou-se, como seria de esperar, na expectativa. Portugal apoderou-se da bola, assumiu o domínio do jogo e, com muita paciência, foi procurando furar a defensiva adversária. Logo ao minuto cinco, Diogo Jota foi o primeiro a assustar Gulácsi, ao que se seguiu uma tentativa de Cristiano Ronaldo (apanhado entretanto em fora de jogo). Após meia hora jogada no meio-campo da Hungria, a equipa de Marco Rossi apenas ao minuto 37 chegou com perigo à baliza de Rui Patrício, num cabeceamento de Adám Szalai após uma bola parada. Até ao intervalo, Jota voltou a visar o alvo e Ronaldo desesperou com um falhanço, numa altura em que já se justificaria a vantagem lusa.
O segundo tempo até abriu com um cabeceamento de Pepe a dar trabalho a Gulácsi, mas a equipa das Quinas acabou por facilitar espaço ao adversário, que testou as luvas de Rui Patrício por duas ocasiões, primeiro por Ádám Szalai e depois por Roland Sallai. Bruno Fernandes respondeu com um potente remate de fora da área, mas Portugal sentiu muitas dificuldades em ligar o jogo e até viu um remate do recém-entrado Szabolcs Schön entrar na baliza ao minuto 80.
A verdade é que foi preciso esse conjunto de “sustos” para Portugal acordar e chegar, finalmente, ao golo. Que reta final de loucos! A meia dúzia de minutos do fim, Raphaël Guerreiro apareceu à entrada da área e inaugurou o marcador, com a ajuda de um desvio em Willi Órban.
Logo a seguir, sem tempo para respirar, Rafa arrancou uma grande penalidade cometida pelo mesmo central e Cristiano Ronaldo encarregou-se de sentenciar as dúvidas. Já em tempo de descontos, o capitão da seleção portuguesa aproveitou ainda para bisar perante a passividade defensiva, novamente com Rafa em destaque. Com este triunfo, Portugal estreia-se no Euro 2020 com um triunfo importante, mas terá de melhorar muitos aspetos para sonhar com a reconquista da prova.
A FIGURA
🇵🇹Rafa Silva é mais um campeão europeu em campo: fez um jogo no Euro 2016, frente à 🇦🇹Áustria pic.twitter.com/cRt8XJGcQZ
Rafa Silva – Dificilmente se poderia imaginar que um jogador que entrou a vinte minutos do fim pudesse ser a figura do jogo, mas a verdade é que Rafa Silva esteve envolvido nos lances que originaram os três golos nos últimos minutos do encontro e a sua entrada acabou por ser preponderante neste desfecho. Assistiu Raphaël Guerreiro para o primeiro golo, conquistou a grande penalidade cobrada por Ronaldo e ainda assistiu CR7 no lance que fixou o 0-3 final. Inesperado, mas com mérito total ao mexer com o jogo desta forma.
Attila Fiola – Exibição fraca do número cinco da Hungria. A atuar na lateral esquerda, Attila Fiola apenas por uma ou duas vezes conseguiu conduzir a bola, sem que daí surgisse qualquer lance de perigo. No capítulo defensivo, cometeu diversos erros e não conseguiu impedir que boa parte dos cruzamentos de Portugal surgisse no seu corredor. Além disso, contabilizou duas mãos cheias de perdas de bola, algumas delas difíceis de explicar a tamanha passividade.
ANÁLISE TÁTICA – HUNGRIA
Como seria de esparerar, Marco Rossi alinhou a equipa num 3-5-2, com os laterais Fiola e Lovrencics subidos nas raras tentativas de construção, sendo que no momento defensivo acabavam por formar uma sólida linha de cinco (em 5-3-2) constituída ainda por Botka, Órban e Attila Szalai no eixo da defesa. No meio-campo, a posição estratégica de Ádám Nagy permitia libertar espaço para os médios Schäfer e Kleinheisler e, através de passes longos, tinha a possibilidade de solicitar os avançados Sallai e Ádám Szalai – este último como referência para corresponder a cruzamentos e com maior capacidade para segurar a bola.
A estratégia era clara: manter um bloco médio-baixo, esperar que a equipa das Quinas subisse no terreno e, ao mínimo erro, tentar sair em transição rápida ou através de um jogo mais direto, com passes longos para as costas da defensiva portuguesa. Contudo, nas recuperações de bola, a seleção da Hungria não conseguiu dar o devido seguimento durante o primeiro tempo e rapidamente perdia a posse.
Porém, no segundo tempo, face a alguns desacertos no modelo de jogo de Portugal, a Hungria arriscou e levou a bola até ao último terço por várias ocasiões, contrariamente ao que se tinha sucedido no segundo tempo. Chegou a assustar, é certo, mas depois de sofrer o primeiro golo, acabou por se desconcentrar por completo e permitir que o resultado se avolumasse.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Péter Gulácsi (7)
Endre Botka (5)
Willi Orbán (5)
Attila Szalai (6)
Atrila Fiola (4)
András Schäfer (6)
Ádám Nagy (6)
László Kleinheisler (5)
Gergö Lovrencsics (5)
Roland Sallai (6)
Ádám Szalai (7)
SUBS UTILIZADOS
Loic Négo (6)
Szabolcs Schön (6)
Dávid Sigér (5)
Roland Varga (-)
Kevin Varga (-)
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Fernando Santos montou a sua equipa em 4-2-3-1, com particular destaque para o duplo pivot formado por William Carvalho e Danilo Pereira – dois médios com características defensivas e que, em condições normais, teriam capacidade para libertar da pressão os jogadores da frente, principalmente Bruno Fernandes e Bernardo Silva. No setor mais recuado, face à ausência de João Cancelo, Nélson Semedo atuou do lado direito de um quarteto defensivo composto ainda por Raphaël Guerreiro e os centrais Pepe e Rúben Dias à frente da baliza defendida por Rui Patrício.
Perante a estratégia do adversário, Portugal foi sentindo algumas dificuldades em ultrapassar as linhas montadas por uma Hungria muito à defesa. Neste contexto, a presença de dois trincos (que recuperaram bastantes bolas) acabou por ser um obstáculo ao processo de construção a partir de trás, retirando alguma criatividade a Bruno Fernandes e espaço de criação a Bernardo Silva. Ainda assim, quando Portugal aproveitava as descoordenações da Hungria, a bola tendia a levar perigo à baliza de Gulácsi,
No segundo tempo, a toada do jogo mudou e Portugal passou por alguns períodos mais complicadossem iniciativa e de pura desorientação, com os cruzamentos a serem praticamente todos mal tirados. As substituições só apareceram nos últimos 20 minutos e essa demora também parecia encurtar as aspirações portuguesas, mas entre o minuto 84’ e o apito final tudo mudou. Porém, Rafa trouxe mais discernimento ao jogo e protagonizou ações decisivas para o desfecho, mesmo sem ter marcado.
Campeonato da Europa 2020, Fase de Grupos: terça-feira, 20h00, 15 de junho de 2021
ANTEVISÃO: CAMPEÕES DO MUNDO FRENTE-A-FRENTE NA 1.ª JORNADA
França e Alemanha fecham a primeira jornada do grupo F do Europeu 2020, num dos jogos mais entusiasmantes e atrativos de toda a fase de grupos. Frente-a-frente estão nada mais nada menos que os dois últimos campeões do mundo, e certamente duas das melhores seleções de sempre. Daqueles jogos de 50/50 com possível pendente para a França, que tem, no papel, um plantel bem mais evoluído.
Apesar de ter perdido o poderio de outros tempos, a Alemanha continua a ter uma base bastante forte e o fator casa pode ser preponderante para o resultado final. Esta terça-feira, pelas 20:00 horas, se não o mundo, parte da Europa irá parar para ver este jogo.
10 DADOS RÁPIDOS
A Alemanha marcou, pelo menos, dois golos nos últimos oito jogos para Europeus;
Dos últimos oito jogos em fases finais de Europeus, a Alemanha venceu sete;
A Alemanha marcou primeiro em quatro dos últimos cinco
França venceu seis dos últimos sete jogos para fases finais de Europeus;
França não perdeu nos últimos cinco jogos frente à Alemanha, em todas as competições;
Dos 31 jogos entre ambas as seleções, a França venceu 14 vezes e a Alemanhadez, registando-se ainda seteempates;
Desses 31 duelos, a França marcou 53 golos e a Alemanha 51;
Os melhores marcadores de sempre neste duelo são: do lado francês (Just Fointaine e Antoine Griezmann), do lado alemão: RudiVöller e Gerd Müller);
Joachim Löw, treinador alemão, debateu-se oito vezes contra a França, tendo vencido duas partidas, perdido quatro e empatado duas;
Didier Deschamps, treinador francês, debateu-se sete vezes contra a Alemanha, tendo acumulado três vitórias, duas derrotas e dois empates;
Antoine Griezmann – Do lado Francês podíamos escolher vários jogadores, tal é a qualidade que os gauleses apresentam. A estrela maior, Mbappé, era a escolha evidente (ou não). Benzema regressou à seleção e tem condições para elevar ainda mais o jogo francês, mas a verdade é que Antoine Griezmann tem um toque especial em Europeus. É um dos melhores marcadores de sempre em Europeus, ao somar seis golos em apenas sete partidas (!). Pode agora entrar ainda mais na luta pelo primeiro lugar, uma vez que está a apenas três do compatriota Michael Platini e do inevitável, Cristiano Ronaldo.
Serge Gnabry – Do lado alemão poderíamos olhar para o meio-campo como fator determinante, mas prefiro acreditar que os criativos continuam a ter, também eles, um papel determinante. E quem mais influente na seleção alemã do que Serge Gnabry? O extremo mostrou na qualificação que é a arma mais letal de Joachim Löw e deste ataque. Destaque ainda para Jamal Musiala que apesar de provavelmente não ser titular pode vir a ser chamado durante a partida (e todo o Europeu), apesar dos seus 18 anos de idade.
“O alto nível é também uma luta atlética. Haverá confrontos e duelos. Os alemães estão preparados para isso, mas nós também. Em jogos de alto nível, a qualidade técnica faz a diferença, mas há sempre um comprometimento total por parte de ambas as equipas. Será esse o caso”.
“Antes do arranque de uma prova desta sentes sempre alguma tensão. Ao acordar esta segunda-feira pensei imediatamente: Finalmente vamos começar! Os últimos dois anos não foram fáceis, mas aproveitámos as duas últimas semanas para conversar, melhorar alguns aspetos e é notória a evolução. O espírito de equipa está muito bom e nota-se que este é um grupo faminto de sucesso neste Campeonato da Europa”.
Findado que está o segundo Grand Slam da temporada, Roland Garros, que deixou a nu todas as fragilidades atuais do ténis francês, elaboramos, com base nas mesmas, um artigo no qual sumariamente ilustraremos o “desastre” ocorrido em Paris para a nação anfitriã. Ainda uma breve análise ao nível apresentado aos dias de hoje quer do lado das raparigas quanto dos rapazes. Para concluir daremos conta das promessas com mais chances de vingar na alta roda da modalidade.
O equatoriano Richard Carapaz sagrou-se vencedor da 84.ª edição da Volta à Suíça, no passado domingo, na localidade de Andermatt.
Os 17 segundos de diferença para o segundo classificado Rigoberto Urán, asseguraram-lhe o triunfo final. Em terceiro lugar finalizou o dinamarquês Jakob Fuglsang, da Astana, já a 1m15s do líder.
A prova começou logo a abrir com uma grande vitória para Stefan Kung, “homem da casa”, no contrarrelógio inicial de 10.9 quilómetros. Em segundo lugar ficou Stefan Bissegger, a quatro segundos, outro ciclista suíço que tem estado em grande destaque nos últimos tempos. Mattia Cattaneo ficou em terceiro, a 12 segundos.
Depois veio o “show” de Mathieu Van der Poel, que acabou por vencer as duas etapas seguintes. Após a sua segunda vitória, arrebatou mesmo a camisola de liderança da prova. A competição não apresentava muitos nomes para o sprint, e nas duas etapas mais talhadas para homens rápidos, o holandês correspondeu da melhor maneira.
Ao quarto dia, Stefan Bissegger acabaria mesmo por vencer, após ter estado muito perto na primeira etapa. O ciclista da EF Education-Nippo esteve na fuga do dia e foi o mais forte no momento decisivo. Van der Poel mantinha a sua camisola de líder.
A partir do quinto dia começavam as decisões para a classificação geral. A montanha aparecia e os líderes de cada equipa também. Richard Carapaz e Jakob Fuglsang fugiram do pelotão, e alcançaram uma vantagem de 39s para os rivais. O sprint final, entre os dois, foi brilhante, com o equatoriano a levar a vitória na raça.
O dia seguinte ficou marcado por novo sucesso dos homens escapados. Rui Costa estava na frente e acabou mesmo por vencer o sprint final, contra Andreas Kron e Hermann Pernsteiner. Só que foi considerado um sprint irregular pelo painel de comissários da corrida, que referiram ter sido uma abordagem perigosa e que podia prejudicar o dinamarquês Kron. O português acabaria por ser relegado para segundo. Polémica à parte, Carapaz mantinha-se na liderança, com 26s de vantagem para Fuglsang e 38s para Schachmann.
Ao sétimo dia, novo contrarrelógio, desta vez de 23.2 quilómetros. Rigoberto Urán viria a obter uma vitória surpreendente, tendo feito o percurso em 36m02s. Alaphilippe terminou em segundo, a 40s, enquanto Gino Mader fechou em terceiro lugar a 54s. Na geral, o colombiano Urán subia três postos, passando para segundo lugar, a 17s da liderança de Carapaz.
A última vitória de Urán tinha sido no Tour da Eslovénia de 2018! Praticamente três anos depois, o corredor experiente, natural de Urrao, parece estar de volta à sua melhor forma.
No último dia, Urán ainda tentou, mas Richard Carapaz esteve sempre em cima do acontecimento e nunca deixou os seus concorrentes brigarem pela sua camisola. A vitória na etapa acabou por cair para Gino Mader, outro ciclista suíço, que está a dar cartas esta temporada. Esta Volta à Suíça foi brilhante para os corredores suíços. Os três ciclistas mais conhecidos do país e com mais provas dadas nos últimos tempos acabaram por vencer. Carapaz triunfou na geral, passando a ser o primeiro equatoriano a vencer a esta prova.
Quase todos se lembram e todos já ouviram falar da mítica Nave de Alvalade. A antiga casa das modalidades de pavilhão do Sporting CP situada por baixo das bancadas do velhinho estádio José de Alvalade desapareceu aquando da demolição deste em 2004.
Desde aí, as modalidades do Sporting CP ficaram desalojadas, tendo que usar, durante anos, pavilhões de outros clubes, noutras cidades, o que obrigou a que as equipas de Futsal, Andebol, Hóquei em Patins ou Voleibol (ainda que estas duas últimas tenha estado vários anos extintas) tenham andado durante anos com a “casa” às costas, tendo que jogar onde calhava ou o clube conseguia assinar um protocolo.
Apesar desta medida de recurso permitir que adeptos e sócios leoninos de vários pontos do país pudessem desfrutar de pelo menos uma modalidade do clube ali perto, a identidade de clube, ou a noção de família, de casa, perdiam-se num percurso feito de tantas mudanças e deslocalizações.
Os adeptos, como fiéis que são, deslocavam-se onde quer que uma equipa leonina estivesse, mas nos atletas não se enraizava a cultura e os valores de ser Sporting CP. Um jogador, ao vir jogar para o Sporting CP, entrava e saia do clube sem conhecer o nome “Francisco Stromp”, e não via em nenhuma parede o lema “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”. Não viviam o seu dia-a-dia na “sua” casa, rodeados do ambiente de Alvalade. E todos sabemos que não há como a nossa casa.
O Pavilhão João Rocha é a casa de todas as modalidades do Sporting CP desde 2017 Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Estivemos, portanto, desde 2004 até 2017, ano em que foi inaugurado o Pavilhão João Rocha, sem um lugar onde se pudessem fixar as modalidades acima referidas. Um lugar que os jogadores identificassem como a sua casa, o seu abrigo, a sua fortaleza. Porque é disso mesmo que se trata.
Essa identidade fez com que nos últimos anos (desde 2017) tivéssemos ganho vários campeonatos nacionais em todas estas modalidades, permitindo ainda que o Futsal tivesse alcançado dois títulos de Liga dos campeões, o Hóquei em Patins ganhasse uma Taça CERS e duas Taças de clubes campeões europeus, e o Andebol conquistasse uma Taça Challenge. Estas três modalidades só por si ganharam 12 dos títulos internacionais do clube em toda a sua história, e só um deles foi no período em que o Sporting CP não tinha um pavilhão que pudesse chamar de seu.
Para além do já referido, no João Rocha, os atletas de uma modalidade não têm apenas os seus colegas de equipa, têm também os de todas as outras modalidades. E quantas vezes pudemos assistir a jogadores do andebol a assistir aos jogos do Hóquei ou vice-versa, ou mesmo os destas nas bancadas do João Rocha a apoiar o futsal? Para não falar dos treinadores. Recorda-se com certeza do Nuno Dias a entrar na festa da conquista da Liga dos Campeões e a abraçar o Paulo Freitas…
Aliás, estes dois são inseparáveis, pelo menos no que toca a títulos internacionais. Quando um ganha o outro não faz por menos. A união entre atletas das várias modalidades do Sporting CP vê-se também nas redes sociais, em que mostram o seu apoio sempre que alguma das equipas vai disputar um jogo importante. Se estivesse, cada modalidade, a jogar num pavilhão diferente, com certeza esta camaradagem e identidade não existiriam.
O Pavilhão João Rocha recebeu, em 2019, a final da Liga dos Campeões entre Sporting CP e FC Porto Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Por falar em títulos, o Sporting CP de vencer o campeonato nacional de futsal, e estamos em vantagem na disputa da final do campeonato de Hóquei em Patins. Para esta época ser perfeita só faltava termos conseguido ser campeões nacionais no Voleibol. Mas não pode ser sempre perfeito. Uma coisa é certa, com um pavilhão a que podemos chamar casa, estaremos sempre mais perto de ganhar. E um clube que teve como um dos seus fundadores Francisco Stromp, um dos atletas mais ecléticos que o clube e o desporto português já tiveram, não poderia sobreviver sem uma casa das modalidades.