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Países Baixos 2-0 Áustria: Sumo de “Laranja Mecânica” nos oitavos

A CRÓNICA: DOIS GOLOS (AMESTER)DÃO A PASSAGEM AOS PAÍSES BAIXOS

Os Países Baixos bateram em solo caseiro a seleção da Áustria por 2-0 e garantiram a presença nos oitavos-de-final do Europeu. Numa partida que não primou pela qualidade, a “Laranja Mecânica” não precisou de se espremer muito para levar de vencida uma Áustria que prometia, mas que nunca foi criativa em quantidade, nem em qualidade suficiente para inverter o sentido da partida, que foi só um a partir dos dez minutos.

Nos primeiros dez minutos, a partida apresentou-se aos adeptos na Johan Cruyff Arena de uma forma muito tímida. Nenhuma das seleções parecia sobrepor-se à outra, com as oportunidades de golo a escassearem. Um lance de aparência inocente viria alterar o que havia sido o encontro nestes minutos inaugurais. David Alaba, capitão e figura maior dos austríacos, tentou dividir uma bola perdida com Dumfries.

O jogador dos Países Baixos foi mais lesto e tocou a bola em exclusivo, deixando no local apenas o seu próprio pé, que foi o que Alaba encontrou com os pitões da sua bota. Não havia perigo aparente de golo, uma vez que Dumfries se dirigia para fora, mas o toque calhou ser dentro da área austríaca. Chamado a bater, Memphis Depay não perdoou.

A Áustria, que sem ser superior de forma clara havia tido algum ascendente, quebrou animicamente e demorou a encontrar a tranquilidade necessária para voltar a assentar o seu jogo, perante uma “Laranja Mecânica” que, mais do que nunca, estava confortável. Estava, até, confortavelmente dormente (“comfortably numb”). Como tal, entre a dormência holandesa e a amorfia austríaca, o jogo careceu de qualidade quase toda a primeira parte.

Os poucos momentos de frenesim couberam aos da casa (ainda que assim não sejam considerados), mas foram demasiadas as areias nas engrenagens da “Laranja Mecânica”, que foi para intervalo a vencer, sem, todavia, fazer jus à alcunha que a acompanha há mais de três décadas.

A segunda parte trouxe consigo uma seleção forasteira mais sólida e com maior propensão ofensiva. Alheios a esse pormenor, os Países Baixos foram mesmo os primeiros a criar perigo no segundo tempo. Ao bater da uma hora de jogo, um canto batido por Depay levou o perigo à área austríaca. No entanto, nem de Vrij, nem de Ligt chegaram ao golo.

Quem chegou ao golo foi mesmo Dumfries, cinco minutos depois. Depay recebeu a bola de costas para a baliza, perto da linha de equador do relvado de Amsterdão e encontrou em profundidade Malen, que viria a servir o “22” dos da casa para o 2-0. Ainda mais confortável, a seleção três vezes vice-campeã mundial deixou jogar e limitou-se a gerir o resultado e a partida sem bola.

Um remate perigoso de Alaba, a dez minutos do final, foi o único rasgo de luz saído da escuridão ofensiva austríaca. Seguiram-se algumas bolas lançadas para o centro da área holandesa, mas sem que alguma houvesse provocado calafrios a Stekelenburg. Desta forma, os Países Baixos amarraram com tranquilidade uma vitória que lhes assentou como uma casca de laranja.

 

A FIGURA

Dumfries – Apesar do brilhante trabalho de Wijnaldum e do jogo criativo de Depay, Dumfries leva o troféu de Figura BnR na sua bagagem pela presença nos dois golos – ganha de forma mestra o penalti que redunda no primeiro, antecipando-se a Alaba, e aponta o segundo – e pela capacidade que demonstrou para estar sempre ligado ao jogo. A defender bem e com regra, a atacar com profundidade (o que lhe permitiu aparecer para finalizar no segundo golo), Dumfries fez tudo bem.

 

O FORA DE JOGO

Incapacidade ofensiva da Áustria – Mesmo perante uma “Laranja” menos mecânica do que o habitual, a Áustria não foi capaz de, com a regularidade necessária, criar perigo nas suas ofensivas. Os homens de Franco Foda tentaram por fora, por dentro, pela relva e pelo ar, mas sem provocarem verdadeiros sustos aos homens de laranja. Esperava-se um pouco mais de uma seleção que havia entrado bem neste Euro 2020.

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÍSES BAIXOS

Os Países Baixos apresentaram um 5-2-1-2 defensivo, que se transmutava num 3-4-1-2 no momento de ataque posicional. Com Wijnaldum a servir de elo de ligação entre o duplo pivô de meio-campo e os dois homens da frente, os homens de laranja faziam usufruto da capacidade de Weghorst para dar apoios frontais, de forma a viabilizar as movimentações de Depay.

Com os alas numa busca incessante pela profundidade, os pupilos de Frank de Boer colocavam quatro homens (apoiados por Wijnaldum) no ataque com rapidez, conseguindo, por consequência, encontrar várias vezes mais do que um homem para finalizar. Quando era chegada a hora de defender, a “Laranja Mecânica” compactava o seu bloco, cerrando o corredor central.

A seleção da Europa Central obrigava, assim, a Áustria a jogar por fora, criando muitas dificuldades aos de negro. Com um jogo aéreo imperial e com o potencial de sair em transição rápida para o ataque (com homens como Depay e Dumfries), os Países Baixos foram sempre capazes de conter as investidas tentadas pelos austríacos e impor respeito a uma seleção que estava consciente das dificuldades que teria sempre que fosse forçada a ma transição defensiva em velocidade máxima.

Com Wijnaldum a ser um verdadeiro relógio de pêndulo, com Depay a espalhar a sua criatividade nos momentos-chave, com Dumfries a desequilibrar imenso, os Países Baixos mostraram igualmente uma solidez coletiva que acompanhou muito bem os vários planos individuais em destaque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Stekelenburg (6)

Dumfries (8)

de Vrij (6)

de Ligt (7)

Blind (6)

van Aanholt (6)

de Roon (6)

de Jong (6)

Wijnaldum (8)

Depay (8)

Weghorst (6)

SUBS UTILIZADOS

Nathan Aké (5)

Wijndal (5)

Luuk de Jong (5)

Malen (6)

Gravenberch (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ÁUSTRIA

A construção austríaca fazia-se pelos três centrais, que contavam com o apoio frontal imediato de uma dos médios do duplo pivô defensivo – Laimer ou Schlager – ou mesmo Sabitzer, que, a jogar muito tempo por dentro, se movimentava muito no miolo do terreno, aproximando-se quer dos centrais no primeiro momento de construção, quer dos avançados na fase final da mesma.

Ulmer e Lainer procuravam dar largura, para tentar anular os alas contrários e obrigar os médios holandeses a abrirem mais espaços para os três médios austríacos receberem a bola. Não chegou verdadeiramente a resultar, dada a incapacidade para ter a posse da bola demonstrada pela turma de Franco Foda a partir do golo inaugural da partida.

Mais capazes no segundo tempo (até ao segundo golo holandês), os homens de Franco Foda procuraram muito Sabitzer, que, naturalmente, não chegava para tudo. Com pouca gente no ataque, visto os três centrais e dois dos médios ficarem no primeiro momento da construção, e obrigada pelo bloco fechado dos holandeses a jogar por fora, a Áustria tinha dificuldade em criar perigo.

Não conseguindo por fora, os austríacos procuraram colocar gente dentro do bloco adversário para apoios frontais que permitissem aos centrais ou a um dos médios realizar passes verticais pela relva, queimando linhas e obrigando os Países Baixos a reagir à presença de homens dentro do seu bloco.

Com a bola já mais próxima da área dos da casa e com mais elementos na frente de ataque e mais juntos, a Áustria procurava ferir a “Laranja Mecânica” de outra forma. Alaba subiu no terreno para tentar, sem sucesso, alumiar as ofensivas da sua equipa. Contudo, tal como havia acontecido por fora, também por dentro a falta de criatividade dos forasteiros tornava inócuas quaisquer tentativas de violar as redes de Stekelenburg.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bachmann (5)

Lainer (5)

Dragovic (5)

Alaba (6)

Hinteregger (5)

Laimer (6)

Ulmer (6)

Schlager (5)

Sabitzer (6)

Baumgartner (5)

Gregoritsch (5)

SUBS UTILIZADOS

Grillitsch (5)

Lienhart (5)

Onisiwo (5)

Lazaro (5)

Kalajdzic (5)

SL Benfica | 5 retornados úteis para 2021/2022

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Num ano que se espera de requalificação do plantel, importa perceber o momento do SL Benfica e o desgaste financeiro que 2020-21 proporcionou. Em temporada atípica, na qual a grande maioria dos clubes optou por reforçada cautela no momento de ir às compras por força do impacto da pandemia nas suas contas em relação à bilheteira, principalmente, as águias foram em sentido contrário.

98,5 milhões de euros gastos, a janela de transferências mais dispendiosa da história do clube e o sexto lugar no ranking mundial do mesmo índice. Com o fracasso a toda a linha, é momento de voltar ao projeto imposto desde 2016 – foco no Seixal – e voltar a basear o plantel na prata da casa, que na sua maioria se aventurou Europa fora em 2020-21.

Ao todo, foram 16 os emprestados pela equipa principal dos encarnados, que se espalharam por 11 países e que, com raras exceções, viram o seu desenvolvimento comprometido por opções desadequadas na escolha dos destinatários.

É hora de voltar a casa e contribuir para a causa benfiquista, sedenta de uma base identitária que relacione equipa e massa adepta e da qualidade imposta pelo produto nacional, visível nas grandes carreiras das seleções nacionais Sub-21 e “A”.

Dinamarca 1-2 Bélgica: Mereciam melhor sorte os dinamarqueses

A CRÓNICA: “MONSTRO BÉLGICA” ACORDOU AO INTERVALO

Uma partida que era desde o início marcada pela emoção e ausência de Christian Eriksen, mas que prometia ser uma das melhores do grupo B.

O jogo não podia começar melhor para a Dinamarca, com dois minutos passados Denayer falha o passe para o meio-campo onde Hojbjerg recupera e passa rapidamente para Poulsen que remata já dentro da área para o fundo das redes.

Ao minuto dez, como já havia sido anunciado, o jogo parou para uma chuva de aplausos em honra de Christian Eriksen, numa clara imagem de fair-play entre as duas seleções que mostraram que o futebol é mais que um jogo.

A Bélgica nem se via num jogo em que a Dinamarca controlava e criava mais de uma mão cheia de oportunidades através dos avançados. Os dinamarqueses no final da primeira parte começaram a permitir que a Bélgica comece a jogar um pouco mais, dando liberdade a Lukaku para jogar de costas para baliza e daí puxar mais os defesas, mas nem mesmo assim foram somadas oportunidades de golo para o conjunto belga, terminando assim os primeiros 45 minutos de um recital dinamarquês cheio de coração e intensidade.

A segunda parte começou com a Bélgica a ter mais bola e a prometer mais critério no meio-campo com a entrada da outra estrela belga De Bruyne. O médio acabou por fazer a assistência para Thorgan Hazard aos 56 minutos, depois de uma arrancada incrível de Lukaku e, mais tarde, o golo numa jogada deliciosa da equipa belga que finalmente mostrava a sua qualidade e se vinha encontrando com as substituições.

Após os dois golos belgas a equipa dinamarquesa perdeu a sua intensidade, tendo acumulado mais faltas e perdendo o controlo do jogo, mas mesmo assim ainda somando oportunidades, com destaque para a bola na barra perto dos 90 minutos.

A Bélgica com duas vitórias já está nos oitavos-de-final da prova e a Dinamarca vendeu muito cara a derrota e fez por merecer mais. Os dinamarqueses têm agora uma dura tarefa pela frente, sendo que não tem qualquer ponto num grupo em que a Rússia e a Finlândia vão para a última jornada com três pontos cada.

A FIGURA

Kevin De Bruyne – Impossível haver dúvidas da sua qualidade e a sua entrada no jogo mudou completamente tudo. Se na primeira parte a Bélgica nem se viu, então na segunda foi tudo diferente devido à sua inteligência e controlo de jogo, contribuindo com uma assistência e um golo.

O FORA DE JOGO

Primeira parte da Bélgica- Durante toda a primeira parte a equipa belga não se viu, tendo apenas uma oportunidade de golo e arriscando-se a sofrer mais, não fosse Courtois.

 

ANÁLISE TÁTICA – DINAMARCA

A Dinamarca entrou em campo num sistema de 3-4-3, com Poulsen, Braithwaite e Damsgaard na frente. A defender assumiam uma defesa com cinco defesas com Maehle e Wass a defenderem para apoiar e com a descida ainda de Braithwaite em momentos. Assumiram o lado direito como preferencial para o ataque através da construção de Wass e da velocidade dos avançados. Os três defesas não largaram os avançados, sendo que Mertens e Carrasco nem se notaram em campo. Lukaku ia sendo pressionado ora por Kjaer, ora por Vestergaard, não tendo espaço para se virar.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Kasper Schmeichel (5)

Joakim Maehle (5)

Simon Kjaer (6)

Jannik Vestergaard (4)

Andreas Christensen (5)

Daniel Wass (6)

Thomas Delaney (5)

Pierre-Emile Hojbjerg (6)

Martin Braithwaite (6)

Yussuf Poulsen (7)

Mikkel Damsgaard (7)

SUBS UTILIZADOS

Christian Norgaard (4)

Stryger Larsen (4)

Andreas Cornelius (5)

Mathias Jensen (4)

Skov Olsen (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA

Com um sistema tático 3-4-3 semelhante ao do último jogo, mas com a substituição do lesionado Castagne por Meunier e também a troca de Boyata por Denayer. Esperava-se a entrada de Kevin De Bruyne no “onze” inicial, mas Roberto Martínez preferiu deixar o médio no banco e manter o meio-campo e a frente de ataque igual.

Os laterais belgas quando abriam e tentavam subir um pouco mais deixavam a defesa descompensada, sendo que os três centrais estavam constantemente afastados, deixando espaços para passes de rutura. Isso não mudou na segunda parte, mas a entrada de De Bruyne alterou completamente a maneira de jogar, passando a haver mais segurança e critério, passando a jogar atrás dos avançados, deixando assim o sistema de três na frente.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Thibaut Courtois (6)

Toby Alderweireld (4)

Jason Denayer (3)

Jan Vertoghen (4)

Thomas Meunier (4)

Youri Tielemans (6)

Leander Dendoncker (5)

Thorgan Hazard (6)

Dries Mertens (5)

Yannick Carrasco (5)

Romelu Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Kevin De Bruyne (8)

Eden Hazard (6)

Axel Witsel (6)

Ucrânia 2-1 Macedónia do Norte: Ucrânia mantem-se viva no Grupo C

A CRÓNICA: CONTEM COM A UCRÂNIA

No primeiro jogo da segunda jornada do grupo C, ambas as derrotadas da primeira jornada, Ucrânia e Macedónia do Norte, defrontavam-se em Budapeste, na Hungria. Ucranianos e macedónios tinham o importante objetivo de vencer este jogo para manterem vivas as esperanças de passar a fase de grupos e chegar à fase a eliminar.

Assistimos a uns grandes primeiros 20 minutos, com um ritmo bastante elevado. A Ucrânia estava ligeiramente por cima e tinha mais iniciativa de jogo. No entanto, a Macedónia não veio só para defender e, sempre que tinha oportunidade, subia no terreno e tentava criar perigo.

Face ao grande ritmo que a partida levava, a Macedónia baixou as linhas e deu ainda mais bola aos ucranianos, numa tentativa de baixar o ritmo e de descansar um pouco. A estratégia acabou por não correr bem.

Mais confiantes pelo momento de sufoco ao adversário, os ucranianos chegaram ao golo perto do minuto 28. Canto batido, desvio ao primeiro poste e, no segundo, apareceu Yarmolenko a encostar para inaugurar o marcador.

Não satisfeitos, os ucranianos foram em busca de um golo que daria mais tranquilidade e, já perto dos 40 minutos de jogo, uma boa jogada entre Zinchenko, Yarmolenko e Yaremchuk fez com que o último aparecesse isolado na cara do guarda-redes e finalizasse com grande qualidade para o fundo das redes macedónias.

No começo da segunda parte, vimos uma Macedónia mais agressiva e com mais intenções de marcar. Perto da hora de jogo, uma falta sobre Pandev na área ucraniana valeu uma grande penalidade para os macedónios. Alioski foi chamado a converter e, da marca dos 11 metros, atirou para a defesa incompleta de Bushchan. Depois, na recarga, Alioski atirou para o golo e para reduzir o marcador.

O jogo voltava a estar imprevisível e inseguro para ambas as equipas, no entanto o resultado, com o decorrer do tempo, não ia sofrendo alterações. De destaque, existiu outra grande penalidade, desta vez para a Ucrânia, por mão na bola dentro de área. Malinovsky bateu para nova defesa, só que, desta vez, não houve direito a recarga e o resultado não se alterou.

Com a vitória dos ucranianos, a Macedónia do Norte fica praticamente arredada dos oitavos de final e a Ucrânia mantem bem vivas as suas aspirações de passar a fase de grupos. Na última e decisiva jornada, para macedónios e ucranianos, seguem-se a Holanda e a Áustria, respetivamente.

 

A FIGURA

Frente de ataque ucraniana – Mais um grande jogo da Ucrânia, a nível ofensivo. A defesa dos ucranianos ainda mostra vários problemas e desatenções, no entanto este ataque não engana. Composto por três jogadores de classe mundial, muito móveis, excelentes no último passe e exímios na finalização. Deram muitas dores de cabeça à Holanda e à Macedónia e, certamente, darão dores de cabeça a qualquer seleção que defrontem.

O FORA DE JOGO

Penalidades não convertidas – A jogar a um nível tão alto e numa competição tão curta, é essencial converter qualquer oportunidade. Bem sabemos que as grandes penalidades não são uma oportunidade qualquer, são talvez das oportunidades mais soberanas do jogo e, por essa mesma razão, têm mais obrigação de ser convertidas. Não sendo, podem ser decisivas e causar bastantes problemas, como aconteceu com a Macedónia e como poderia ter acontecido com a Ucrânia.

 

ANÁLISE TÁTICA- UCRÂNIA

Shevchenko apresentou a sua Ucrânia num 4-3-3, com três jogadores muito moveis na frente de ataque que, no último terço, poderiam aparecer em qualquer posição. Zinchenko também foi bastante importante na medida em que era um médio que aparecia em diferentes partes do terreno, ou seja, ajudava na defesa e no ataque e era bastante competente em todas as suas ações.

A nível defensivo, a seleção ucraniana ainda apresenta algumas dificuldades. Alguma descoordenação, algum espaço deixado entre os laterais e os centrais e algum espaço deixado entrelinhas podem ser prejudiciais quando jogarem contra seleções de maior craveira.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bushchan (7)

Karavaev (6)

Malinovsky (8)

Matviienko (6)

Mykolenko (5)

Shaparenko (7)

Stepanenko (6)

Yaremchuk (8)

Yarmolenko (8)

Zabarnyi (6)

Zinchenko (7)

SUBS UTILIZADOS

Tsygankov (6)

Besedin (6)

Sydorchuk (6)

Sobul (-)

  

ANÁLISE TÁTICA – MACEDÓNIA DO NORTE

A Macedónia iniciou o jogo montada num 5-3-2, que, por vezes, se transformava numa construção a quatro, com bola. A presença de Ristovski no onze macedónio permitia que existisse uma espécie de ginástica tática, pois o ex-Sporting tanto podia atuar como defesa direito, numa defesa a quatro, como podia atuar a defesa central pelo lado direito, numa defesa a cinco.

Como tinham menos vezes a bola, a seleção da Macedónia baixava as suas linhas, fechava bem os espaços entrelinhas e obrigava muitas das vezes o adversário a jogar pelas suas alas. Por parte da Macedónia, o perigo era criado muitas das vezes em ataques rápidos, com a equipa a desdobrar-se para a o ataque tentando aproveitar os espaços deixados pelo adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dimitrievski (8)

Ademi (7)

Alioski (6)

Bardhi (6)

Elmas (7)

Musliu (6)

Nikolov (6)

Pandev (7)

Ristovski (6)

Spirovski (5)

Velkovski (6)

SUBS UTILIZADOS

Trajkovski (7)

Churlinov (6)

Avramovski (6)

Ristevski (-)

Trickovski (-)

Hóquei em Patins está a uma vitória do título | Sporting CP

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O Sporting Clube de Portugal está na final do “play-off” do campeonato nacional de Hóquei em Patins. Na final à melhor de cinco partidas, os leões venceram duas partidas. No passado fim-de-semana, a equipa liderada por Paulo Freitas venceu fora de portas o Futebol Clube do Porto, por 6-4. Assim, o clube de Alvalade precisa de apenas uma vitória para se sagrar campeão, com o próximo jogo a realizar-se no Pavilhão João Rocha.

A equipa liderada por Paulo Freitas está a realizar uma grande época, somando 31 vitórias, oito empates e apenas três derrotas numa temporada onde já conquistou, pela terceira vez, a Liga Europeia de Hóquei em Patins, derrotando na final o Futebol Clube do Porto por 4-3.

O campeão europeu, Sporting Clube de Portugal conta com um plantel de qualidade, onde se destaca o melhor guarda-redes do mundo, Ângelo Girão, uma muralha que vale vitórias e títulos e um plantel com enormes talentos como Pedro Gil, Nolito, Toni Peréz, Verona, Platero, entre outros. Uma verdadeira equipa que, além da sua qualidade técnica e tática, se destaca sobretudo pela forma como luta do primeiro ao último segundo de cada partida, com uma enorme garra e entrega.

Ângelo Girão é considerado, por muitos, o melhor guarda-redes do mundo na modalidade
Fonte: Bola na Rede / Diogo Cardoso

Esta final será equilibrada e opõe duas das melhores equipas do Hóquei em Patins nacional e europeu; no entanto, o Sporting CP – jogando em casa – tem uma grande oportunidade para conquistar o título, tendo de vencer um dos dois jogos que faltam disputar.

Os campeões da Europa têm todas as condições de encerrar a temporada com a conquista do nono campeonato do palmarés leonino e comprovar o estatuto de equipa com enorme qualidade. Para que tal aconteça, será necessária concentração máxima. Para esta época ser histórica, depois da Liga Europeia de Hóquei em Patins, vencer o campeonato inscreveria os leões no zénite do hóquei em patins!

Para isso, os leões campeões da Europa irão entrar no ringue com Esforço, Dedicação e Devoção, para voltar a conquistar a Glória!

#ondevaiumvãotodos

Itália 3-0 Suíça: E o primeiro bilhete dos ‘oitavos’ fica em Roma

A CRÓNICA: UM RECITAL DE LOCATELLI COM O CARIMBO DE IMMOBILE

Cerca de 16 mil espetadores presenciaram no Estádio Olímpico de Roma mais um jogo da segunda jornada do grupo A. Depois de uma vitória contundente diante da Turquia por 3-0, a equipa de Roberto Mancini procurava garantir a qualificação para os oitavos de final. Já a Suíça vinha de um empate a uma bola frente ao País de Gales.

A seleção suíça até entrou melhor, instalando-se no meio-campo italiano nos primeiros minutos, mas com o decorrer da partida, a Itália soltou-se e começou a mandar no jogo. As primeiras oportunidades flagrantes surgiram do lado transalpino, com Immobile a falhar um cabeceamento dentro da área, após uma boa investida de Spinazzola pela esquerda.

A seleção italiana marcou o primeiro golo do jogo aos 18 minutos, mas não contou. O veterano Chiellini subiu ao segundo andar e conseguiu ganhar o lance, mas tocou com a mão na bola antes de introduzir a bola dentro da baliza adversária. O jogador da Juventus FC acabaria por sair lesionado cinco minutos depois, entrando o também experiente Acerbi para o seu lugar.

Fruto da sua mobilidade ofensiva, com jogadores irreverentes no ataque, a Itália chegou à vantagem à passagem do minuto 25. A jogada começa com um grande passe de Manuel Locatelli, que descobre Berardi no corredor direito. O número 11 italiano conduziu a bola com o pé esquerdo e cruzou com o direito para o próprio Locatelli, que subiu até à área e bateu Yan Sommer.

Ainda antes do intervalo, Spinazzola, em bom plano na primeira parte, teve uma boa oportunidade para dilatar o marcador, mas acabou por hesitar, não saindo nem o remate nem o cruzamento. O conjunto helvético, por sua vez, apresentou-se apático e pouco objetivo face ao domínio da seleção da casa.

No segundo tempo, os comandados de Vladimir Petkovic entraram com maior vontade, pressionando a saída de bola e a primeira fase de construção italiana, mas sem grandes efeitos práticos no que diz respeito a oportunidades. Como consequência, o jogo tornou-se mais agressivo, com algumas faltas mais rígidas no início da segunda metade.

Aos 51 minutos, Locatelli voltou a fazer das suas. Após passe de Barella, o número cinco italiano apontou mais um belo golo, desta feita de pé esquerdo à entrada da área. O sempre ‘irrequieto’ Berardi havia tentado mais uma jogada pela direita, mas a bola acabou por voltar ao centro e o médio italiano de 23 anos não perdoou.

Mario Gavranovic, que entrou ao intervalo para o lugar do desinspirado Seferovic, teve uma boa oportunidade para reduzir aos 63 minutos, mas Donnarumma mostrou-se intransponível. No seguimento da jogada, mais uma vez Berardi disparou no contra-golpe e podia ter marcado o terceiro em mais uma boa arrancada pela direita, mas o esférico saiu por cima.

Até ao final, a Itália procurou gerir o jogo, fechando-se no seu meio-campo. A Suíça conseguiu ter mais posse de bola, mas nunca criou oportunidades de golo flagrantes. A dois minutos do fim, Ciro Immobile conseguiu finalmente encontrar o caminho do golo, após várias oportunidades falhadas ao longo do encontro. Um belo tiro de fora da área, um prémio merecido para o avançado depois de algumas críticas que tem recebido.

Com este resultado, a Itália é a primeira seleção a classificar-se para os ‘oitavos’ do Euro 2020, algo que acontece por estar no grupo A, mas que acaba por ter um certo simbolismo, dado que é a seleção que melhor futebol tem apresentado até ao momento no Europeu. Por sua vez, a Suíça ainda sonha com o apuramento, algo que poderá acontecer caso vença a Turquia. 

 

A FIGURA

Manuel Locatelli – Um jogo verdadeiramente fantástico do médio do Sassuolo. Não só pelos dois golos que marcou, mas pelo rendimento que apresentou ao longo do jogo, sempre com muito critério nas suas ações. Recebeu uma grande ovação no final e esta foi inteiramente merecida. Será uma questão de tempo até vestir a camisola de um clube de maior dimensão.

O FORA DE JOGO

Apatia suíça – Face ao domínio da seleção da casa, a equipa de Vladimir Petkovic criou poucas ocasiões flagrantes de golo e mostrou bastantes debilidades defensivas. A partir do segundo golo italiano, o conjunto helvético conseguiu ter bola, mas sem grande objetividade.

 

ANÁLISE TÁTICA – ITÁLIA

A jogar em 4-3-3, a formação orientada por Roberto Mancini beneficiou, acima de tudo, da qualidade acima da média dos seus meio-campistas. O trio Jorginho, Barella e Locatelli controlou o jogo e a Suíça pouco conseguiu fazer. Com uma boa organização defensiva e muita irreverência no ataque, a seleção transalpina continua a conseguir marcar golos com facilidade e acima de tudo sem sofrer, algo que não acontece há 9 jogos. E tudo com exibições de encher o olho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Donnarumma (6)

Di Lorenzo (7)

Bonucci (6)

Chiellini (7)

Spinazzola (7)

Jorginho (7)

Barella (8)

Locatelli (9)

Berardi (8)

Insigne (7)

Immobile (7)

SUBS UTILIZADOS

Acerbi (7)

Chiesa (6)

  Tolói (7)

Cristante (6)

Pessina (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÍÇA

A jogar numa espécie de 3-4-1-2, com Shaqiri a flutuar entre o meio-campo e o ataque, a Suíça nunca conseguiu ser uma equipa objetiva, mesmo quando teve a posse da bola. A equipa de Vladimir Petkovic imprimiu pouca dinâmica ao jogo e demonstrou várias debilidades defensivas, oferecendo muito espaço para os homens da frente da Itália explorarem a sua criatividade. O treinador pouco ou nada arriscou, com alterações pontuais e sem mudar o seu esquema de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (6)

Akanji (6)

Schär (7)

Elvedi (6)

Rodríguez (6)

Xhaka (7)

Freuler (6)

Mbabu (6)

Shaqiri (7)

Embolo (6)

Seferovic (6)

SUBS UTILIZADOS

Gavranovic (7)

Zuber (6)

Widmer (6)

Vargas (6)

Sow (6)

Turquia 0-2 País de Gales: Galeses triunfam com grande exibição

A CRÓNICA: BALE E RAMSEY LIDERARAM “SHOW” DE BOLA GALÊS

O Estádio Olímpico de Baku foi o palco do arranque da segunda jornada do grupo A, que opôs a Turquia e o País de Gales. Depois de um início de competição tremido para as duas nações, após uma derrota para os turcos e um empate para os galeses, a conquista de pontos era fundamental para ambas as formações.

Posto isto, num encontro ajuizado pelo árbitro português Artur Soares Dias, o equilíbrio foi nota dominante nos minutos inicias, com as duas equipas a tentarem visar a baliza adversária. Com o decorrer do tempo de jogo, as oportunidades de golo foram aparecendo para ambos os lados, mas o nó no marcador teimava em desapertar, até que, a três minutos do intervalo, Aaron Ramsey respondeu de forma brilhante a um excelente passe de Gareth Bale e colocou o resultado a favor dos galeses.

Na segunda parte, a Turquia correu atrás do prejuízo, tentando igualar a partida o mais rapidamente possível, de maneira a ter tempo para discutir os três pontos, mas voltou a pecar na finalização. Apesar do melhor arranque por parte da formação turca, foi o País de Gales quem esteve mais perto de marcar, com Gareth Bale a ter nos pés uma chance de ouro, após ser marcada uma grande penalidade a favor da sua equipa, mas foi incapaz de marcar.

Os turcos continuaram a lutar para marcar, mas a falta de eficácia e as boas intervenções do guardião Ward foram mantendo a baliza galesa inviolada. Já em tempo de compensação, Conor Roberts fez o segundo tento na partida, dando a machadada final no encontro.

Com este resultado, a Turquia está muito perto da porta de saída do Euro 2020, enquanto o País de Gales soma quatro pontos e, é líder do grupo A, ainda que à condição.

 

A FIGURA

Aaron Ramsey – O médio galês da Juventus FC, é o maior destaque da sua seleção, a par de Gareth Bale, e não gorou as expetativas dos seus adeptos ao realizar uma grande exibição, mostrando-se como um autêntico patrão na sua equipa. Destaque também para a exibição de Bale, também ele um dos melhores em campo.

O FORA DE JOGO

Eficácia turca – Apesar da indubitável qualidade na frente de ataque da Turquia, a seleção voltou a ficar em branco, e voltou a mostrar-se muito perdulária à frente da baliza adversária. E como diz o ditado, quem não marca sofre…

 

ANÁLISE TÁTICA – TURQUIA

A formação orientada por Şenol Güneş apresentou-se num sistema tático base em 4-1-4-1, com o veterano Burak Yılmaz a ser a referência atacante da equipa. Apesar da qualidade individual dos seus elementos atacantes, a Turquia pecou a nível ofensivo neste encontro, ao ter desperdiçado algumas boas chances para marcar. No aspeto defensivo, também demonstrou fragilidades, cedendo algum espaço aos rápidos e ágeis avançados galeses, o que acabou por ser fatal.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Çakır (7)

Çelik (6)

Ayhan (7)

Söyüncü (7)

Meraş (6)

Yokuşlu (6)

Karaman (6)

Çalhanoğlu (7)

Tufan (6)

Ünder (7)

Yilmaz (6)

SUBS UTILIZADOS

Demiral (7)

Yazici (7)

Müldür (6)

Dervisoglu (6)

Kahveci (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – PAÍS DE GALES

A formação orientada por Robert Page alinhou num dispositivo tático base em 4-2-3-1, com Aaron Ramsey e Gareth Bale a serem os homens de maior destaque dos galeses. Com uma boa organização defensiva e um ataque veloz e criativo, o País de Gales conseguiu surpreender a Turquia, tanto em transição, como no aproveitamento do espaço entre linhas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ward (7)

Roberts (7)

Mepham (7)

Rodon (6)

Davies (7)

Allen (6)

Bale (8)

Morrell (7)

Ramsey (8)

James (7)

Moore (7)

SUBS UTILIZADOS

Ampadu (6)

Wilson (-)

Williams (-)

Itália x Suíça | O duelo mais aguardado do Grupo A

Euro 2020, Jornada 2 do Grupo A: quarta-feira, 20h00, 16 de junho de 2021
ANTEVISÃO: DECISÕES À VISTA?

Itália e Suíça encontram-se esta quarta-feira, em Roma, para protagonizar o duelo mais aguardado do Grupo A no Europeu.

Após uma entrada a vencer por 3-0 frente à Turquia, os gli azzurri têm hipóteses matemáticas de garantir já o apuramento para os “oitavos” da competição e até mesmo para confirmar o favoritismo do grupo com o primeiro lugar, algo que depende também do que acontecerá no outro jogo do grupo, entre Turquia e País de Gales. Os suíços entram em campo já a conhecer esse resultado e a precisar urgentemente de vencer após o empate no último jogo (1-1 diante do País de Gales), mas uma igualdade neste duelo até poderá nem ser um mau resultado para enfrentar a derradeira jornada.

MAIS UMA VITÓRIA PARA OS ITALIANOS OU OS SUÍÇOS CRIAM (MAIS) UMA BOA SURPRESA NESTE EUROPEU? SE SABES O RESULTADO, O MELHOR É APOSTARES EM BET.PT!

Numa fase de grupos com apenas três jogos para cada seleção, uma vitória pode ser suficiente para alimentar qualquer tipo de aspirações das equipas. Será o misto entre juventude e veterania determinante para a Itália reafirmar-se ou a necessidade da Suíça em vencer vai acabar por baralhar as contas e promover trocas na liderança do grupo?

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Os últimos três duelos entre as duas seleções terminaram empatados (1-1 em 2006, 0-0 em 2009 e 1-1 em 2010), todos na condição de amigáveis.
  2. A Itália venceu os últimos nove jogos e, além de ter marcado um total de 28 tentos, não sofreu qualquer golo.
  3. A Suíça somava seis triunfos consecutivos até ter cedido um empate a uma bola diante do País de Gales na primeira jornada do grupo.
  4. A última derrota da seleção italiana aconteceu em setembro de 2018 (1-0 diante de Portugal). Desde então realizaram 28 jogos, com registo de apenas cinco empates.
  5. O conjunto suíço está sem perder há oito jogos, desde novembro do ano passado, altura em que foi derrotado por 2-1 num amigável frente à Bélgica.
  6. O histórico de confrontos entre as duas equipas dá conta de 28 vitórias para a Itália, 22 empates e sete triunfos por parte da Suíça.
  7. Desses 57 jogos, seis contaram para o Europeu (fases de qualificação de 1968, 1988 e 2000), com o registo de três triunfos italianos e três empates.
  8. Entre as duas seleções, apenas a Itália sabe o que é vencer um Campeonato da Europa (feito alcançado em 1968), além dos três Mundiais conquistados.
  9. Contabilizando todas as participações nas fases finais dos Europeus, a Itália só por duas vezes abriu a fase de grupos com duas vitórias (2000 e 2016). Caso vença a Suíça, alcança esse registo pela terceira vez.
  10. Já a Suíça, sempre que arrancou uma fase de grupos com um empate, nunca conseguiu passar à fase seguinte (1996 e 2004). Conseguirão os suíços dar a volta a esse dado?

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Ciro Immobile – O ponta de lança de 31 anos tem estado em destaque ao serviço da SS Lazio ao longo das últimas épocas e as suas prestações pela seleção italiana não têm sido exceção. Recorrendo ao jogo mais recente, torna-se fácil de perceber o quão preponderante foi Immobile nos lances dos três golos frente à Turquia: no primeiro, preparava-se para encostar, antes do desvio de Demiral; no segundo aproveitou uma recarga para marcar; no último assistiu Chiesa para o fecho de contas.

É caso para dizer que, além de toda a capacidade técnica que lhe é reconhecida, esteve no sítio certo à hora certa e isso pode ser determinante neste duelo com a Suíça. O avançado italiano marcou em quatro dos últimos cinco jogos pela seleção (no único em que não faturou jogou apenas um quarto de hora). O que fará desta vez?

Breel Embolo – E passamos de ponta de lança para… ponta de lança. Breel Embolo é um dos nomes do momento entre os demais intervenientes suíços. Com 24 anos, o avançado tem dado nas vistas no Borussia VfL Monchengladbach e até já apontou um golo na jornada de abertura do Europeu.

Trata-se de um avançado forte no um para um e que mira a baliza contrária com a clarividência necessária, de tal modo que todos os remates feitos no último jogo, além de perigosos, foram enquadrados com a baliza – o golo acabou por surgir num cabeceamento após pontapé de canto. Nas últimas quatro internacionalizações, Embolo apontou dois dos sete golos marcados pela seleção da Suíça.

 

XI’S PROVÁVEIS

Itália: Gianluigi Donnarumma; Leonardo Spinazzola, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Giovanni Di Lorenzo; Nicolò Barella, Jorginho, Manuel Locatelli; Domenico Berardi, Ciro Immobile e Lorenzo Insigne.

Treinador: Roberto Mancini

“A Suíça é uma excelente equipa com muitos atletas experientes e que jogam bem. O treinador deles é experiente, por isso esperamos um jogo muito difícil. Podemos mudar alguns jogadores, mas isso não muda a nossa equipa. Já vimos que o nosso estilo de futebol não muda quando temos jogadores diferentes em campo. Temos 26 jogadores aqui e eles todos podem jogar neste nível.”

Suíça: Yann Sommer; Nico Elvedi, Fabian Schär, Manuel Akanji; Ricardo Rodríguez, Denis Zakaria, Granit Xhaka, Kevin Mbabu; Xherdan Shaqiri, Breel Embolo e Haris Seferovic.

Treinador: Vladimir Petkovic:

“Não há segredos para bater a Itália. Temos de ser corajosos e estar em jogo durante os 90 minutos inteiros. Estou de regresso a Roma oito anos depois, mas estamos focados apenas no jogo.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: ITÁLIA 1-0 SUÍÇA

Finlândia 0-1 Rússia: Façam o favor de adicionar os russos às contas

A CRÓNICA: À BOLEIA DE MIRANCHUK, RÚSSIA CONFIRMA FAVORITISMO

Calhou a São Petersburgo o papel de receber o jogo inaugural da segunda jornada da fase de grupos do Euro 2020. De um lado, a seleção da casa vinha de uma impactante derrota perante a Bélgica (3-0), neste mesmo recinto, há pouco menos de quatro dias, enquanto a Finlândia havia surpreendido a turma dinamarquesa em Copenhaga, com um triunfo por uma bola a zero, num jogo marcado pelo chocante episódio protagonizado por Christian Eriksen.

Seria, portanto, expectável que os russos assumissem, predominantemente, as despesas do jogo, de modo a “descomplicar” um pouco mais as suas contas no que ao apuramento diz respeito. Essa tendência, em parte, acabou por se verificar no primeiro tempo, sobretudo em termos de posse de bola; contudo, as oportunidades flagrantes de golo para a Rússia, apesar de existirem, não foram particularmente abundantes durante os primeiros quarenta e cinco minutos.

Todavia, não obstante a organização defensiva que a Finlândia foi demonstrando, mantendo o guardião Hrádecky, maioritariamente, longe de grandes aflições, no primeiro remate enquadrado da partida, o inevitável Aleksei Miranchuk, após uma combinação com Dzyuba, esticava as redes finlandesas pela primeira vez na competição.

Na segunda parte do encontro, a Finlândia tentou assumir as “despesas do jogo”, no entanto demonstrou não ser uma equipa desenhada especificamente para este tipo de circunstâncias. Não obstante algumas ocasiões de perigo junto da baliza de Safonov, foi mesmo a Rússia quem deteve as melhores oportunidades para marcar. Nesses momentos, nota para algum excesso de cerimónia da Rússia, bem como para algumas intervenções de qualidade do guardião finlandês.

Facto é que, até ao final, não mais o marcador voltou a mexer. Vitória da Rússia pela margem mínima, vitória essa que catapulta a Rússia para uma posição mais favorável, com vista à qualificação para os oitavos de final. Por outro lado, a Finlândia não fica excluída da luta por um lugar de acesso à próxima fase, todavia as perspetivas tornam-se muito menos risonhas para os nórdicos.

A FIGURA

Aleksei Miranchuk – Certamente, o que ficará para a história será o golo que marcou perto do término da primeira parte. No entanto, a exibição de Miranchuk foi muito além disso, contribuindo de forma significativa com a sua qualidade técnica e visão de jogo, para aquilo que foram os melhores momentos da Rússia no jogo.

 

O FORA DE JOGO

Incapacidade da Finlândia de assumir o jogo Após o golo de Miranchuk, esperava-se uma reação mais efetiva da seleção finlandesa. No entanto, tal não aconteceu, demonstrando que, apesar de ser uma equipa coesa no momento defensivo, possui sérias lacunas quando precisa de assumir o jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FINLÂNDIA

A seleção finlandesa apresentou-se em São Petersburgo num 5-3-2, um desenho tático semelhante àquele utilizado na primeira jornada, no embate com a Dinamarca. Rasmus Schüller assumiu a posição de médio mais recuado, posição essa que, em Copenhaga, coube a Sparv, enquanto que Robin Lod e, sobretudo, Kamara ficavam encarregues de levar a turma nórdica para o ataque.

Como seria expectável, a Finlândia entrou em campo com o intuito de priorizar o seu rigor defensivo, enquanto tentava aproveitar os erros dos russos no início de construção e a profundidade da dupla atacante para “ferir” o adversário.

No segundo tempo, não se mostrou particularmente confortável com a necessidade de assumir o jogo, demonstrando algumas das mais evidentes lacunas que possui.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukás Hrádecky (6)

Jukka Raitala (6)

Joona Toivio (7)

Paulus Arajuuri (6)

Daniel O’Shaughnessy (7)

Jere Uronen (6)

Rasmus Schüller (6)

Robin Lod (6)

Glen Kamara (7)

Joel Pohjanpalo (7)

Teemu Pukki (6) 

SUBS UTILIZADOS

Joni Kauko (6)

Lassi Lappalainen (6)

Pyry Soiri (6)

Fredrik Jensen (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RÚSSIA

Com a inclusão do camisola oito, Dmitriy Barinov, à direita da linha de centrais, a Rússia foi a jogo numa espécie de 3-4-2-1, com a presença de três homens mais recuados a permitir que os laterais tivessem uma maior preponderância no apoio ao ataque.

A inclusão de Miranchuk, em adição à continuidade de Golovin no onze inicial, garantiu um outro discernimento e uma capacidade criativa acima da média à seleção russa.

Dzyuba também exerceu um papel fundamental naquela que foi a estratégia delineada por Stanislav Cherchesov para este encontro: o atacante foi importante não só para servir como referência, mas também do ponto de vista das combinações que foi capaz de estabelecer com os seus companheiros de ataque.

Na segunda metade, fruto da vantagem que possuía no marcador, promoveu uma postura menos ativa no jogo, tentando explorar, ainda que sem grande sucesso, o espaço gerado pela maior propensão para o ataque da Finlândia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matvey Safonov (6)

Mário Fernandes (5)

Igor Diveev (7)

Georgiy Dzhikiya (7)

Daler Kuzyaev (7)

Roman Zobnin (6)

Dmitriy Barinov (6)

Magomed Ozdoev (7)

Aleksei Miranchuk (8)

Aleksandr Golovin (7)

Artem Dzyuba (7)

SUBS UTILIZADOS

Vyacheslav Karavaev (7)

Rifat Zhemaletdinov (6)

Maksim Mukhin (-)

Aleksandr Sobolev (-)

Artigo revisto por Joana Mendes

Ferrari vs. McLaren: Daniel Ricciardo vai demorando a adaptar-se

Decorridas seis provas do campeonato do Mundo de Fórmula 1, verifica-se que este ano devemos ter uma luta bastante animada pelo terceiro lugar do campeonato de construtores entre a Ferrari (atual terceira classificada) e a McLaren (nesta altura, no quarto posto, a apenas dois pontos da Scuderia). Depois de uma época tremendamente desapontante em 2020, a equipa italiana promete este ano dar luta até ao fim à equipa laranja, que foi terceira na última temporada.

E esta disputa torna-se ainda mais interessante quando se veem as duplas de pilotos que compõem cada equipa. Charles Leclerc (Ferrari) e Lando Norris (McLaren) mantêm-se onde estavam, mas agora têm nova companhia. Carlos Sainz saiu precisamente de Woking para ir trabalhar com Leclerc e com a Ferrari, ao passo que Daniel Ricciardo foi o escolhido para preencher o lugar deixado vago pela saída do espanhol.

E com apenas dois pontos a separar as duas equipas, não é muito fácil tirar grandes conclusões nesta altura, mas, com os pilotos principais (Leclerc e Norris, porque se mantêm desde o ano passado) a conseguirem quase sempre boas performances, a luta pode ficar decidida naquilo que fazem os segundos pilotos. E, nesta fase, Sainz parece estar a sair-se melhor do que Ricciardo.

O australiano, vindo de uma época forte na Renault, com dois pódios, não tem estado a deslumbrar na sua nova ‘casa’. É verdade que conseguiu pontos em cinco das seis corridas (Mónaco foi a exceção), mas o seu melhor resultado esta época fica-se pelo sexto lugar e amealhou até agora 26 pontos no campeonato. Se compararmos com Norris, o britânico tem dois pódios, é o único piloto a pontuar em todas as corridas este ano e está 40 pontos à frente de Ricciardo na tabela.

O piloto monegasco já conquistou duas pole positions esta época
Fonte: Scuderia Ferrari

Já a Ferrari tem tido uma dupla de pilotos mais regular nos seus resultados. Em primeiro lugar, é preciso dizer que o carro deste ano é bastante mais rápido do que o do ano passado (recordar que, em 2020, a Scuderia não foi além do sexto lugar nos construtores). Se no ano passado a equipa italiana não tinha muitas possibilidades de discutir grande coisa no campeonato, este ano tem essa obrigação de lutar pelo top-3 na tabela de construtores.

E se é verdade que Norris já conseguiu dois pódios, também é verdade que Sainz já conseguiu um (segundo lugar no Mónaco, numa corrida que até podia ter sido ganha por Leclerc, caso tivesse um carro a postos para arrancar na pole position) e o próprio monegasco foi quarto em Imola, em Barcelona e em Baku (num resultado que até foi amargo, tendo começado na pole).

Os 16 pontos de vantagem de Sainz sobre Ricciardo explicam-se muito pela corrida do Mónaco, onde o espanhol foi segundo e o australiano não pontuou, mas, ainda assim, Sainz parece ser, dentro do lote de pilotos que trocaram de equipas, um dos que melhor se está a adaptar, ao contrário do Honey Badger.

É verdade que ainda falta muito campeonato, e é ainda mais verdade que os diferentes carros não funcionam da mesma forma e que a mudança de uma equipa para a outra é sempre um processo bastante traiçoeiro, mas o sucesso ou insucesso de uma época pode depender também do piloto que se adaptar mais rápido. Por isso, Zak Brown esperará que o processo de adaptação decorra mais rápido do que aquilo que é normal, para poder terminar mais uma época a festejar.

Foto de Capa: McLaren

Artigo redigido por Bernardo Figueiredo

Artigo revisto por Joana Mendes